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terça-feira, 14 de outubro de 2014

MARINHO PINTO FAZ FAÍSCA - «Se o Dr. Marinho Pinto fica com o dinheiro é com ele» O tvi24.pt ouviu duas eurodeputadas e um antigo parlamentar europeu sobre a divulgação de recibos feita pelo antigo bastonário da Ordem dos Advogados

«Se o Dr. Marinho Pinto fica com o dinheiro é com ele»



O tvi24.pt ouviu duas eurodeputadas e um antigo parlamentar europeu sobre a divulgação de recibos feita pelo antigo bastonário da Ordem dos Advogados

Por: Redação / Manuela Micael e Vanessa Cruz   

Marisa Matias, eurodeputada eleita pelo Bloco de Esquerda, confessa-se «incomodada e envergonhada» com as declarações de Marinho Pinto sobre os salários dos eurodeputados. A deputada bloquista assegura que «há várias coisas que ele diz que são erradas e que faltam à verdade». 

«Se o Dr. Marinho Pinto fica com o dinheiro é com ele e com a consciência dele. Há quem não fique. Eu não fico», assegura Marisa Matias, em declarações ao tvi24.pt.

A eurodeputada conta que, desde que foi para o Parlamento Europeu, parte do seu salário vai para outras «atividades que queremos financiar». Entre elas, está a Finance Watch, uma instituição sem fins lucrativos cuja missão é «fortalecer a voz da sociedade na reforma da regulação financeira». Mas Marisa Matias dá ainda como exemplo o pagamento de viagens de estudantes carenciados que vão em visita de estudo ao Parlamento Europeu e não têm dinheiro para as deslocações. Parte do salário de que prescinde vai também para o próprio Bloco de Esquerda, «que depois o emprega a contratar pessoas».

«Eu, assim como os outros deputados do Bloco de Esquerda que estiveram aqui e outros eurodeputados de outros partidos, recebemos apenas o salário que já recebíamos anteriormente. Não tenho problema nenhum em dizer que ganho 2400 euros limpos, que era o salário que já tinha anteriormente. E, no final do ano, ainda pago impostos sobre o salário de que prescindi», revela.

«Fazemos redistribuição de dinheiro que achamos que não nos pertence», sublinha.

«Pseudo-revelação»

A publicação dos recibos de honorários por parte de Marinho Pinto merece também críticas de Rui Tavares, antigo eurodeputado, que se desvinculou do Bloco de Esquerda e fundou o Livre. Quando estava no Parlamento Europeu, Rui Tavares doou parte do seu salário para financiar bolsas de investigação. Sobre as declarações de Marinho Pinto, o dirigente do Livre diz que nada têm de novo.

«São questões públicas e qualquer pessoa que consulte orçamento do Parlamento conhece esses valores. Bastar contar os dias que os deputados vão a Bruxelas para compor valor final. Nestas pseudo-revelações, não faz um striptease de nada. Faz para continuar com roupa», argumenta Rui Tavares.

Ana Gomes, eurodeputada socialista, também não vê novidades nas revelações de Marinho e Pinto. «Não é nada de excecional. É público e notório. Está tudo disponível, qualquer pessoa pode saber», refere Ana Gomes, sem querer tecer maiores comentários.

Já Rui Tavares consegue ver uma revelação: «Revela é uma coisa muito importante e grave: conta como salário seu e rendimento pessoal dele dinheiro que é para despesas de gabinete, não é do deputado. O Subsídio para Despesas Gerais é dinheiro para pagar, se desejar, gabinete de representação no seu círculo eleitoral, telemóveis dos assistentes, se organizar uma conferência ou comprar livros».

Aquilo que Marinho Pinto escreve sobre o Subsídio para Despesas Gerais, merece igualmente contestação da deputada europeia do BE: «Eu não toco nesse dinheiro. É gerido por uma funcionária do Bloco que está aqui e que trata das despesas gerais». «Ele diz que o Parlamento não pede recibos desse dinheiro, mas nós estamos sujeitos a auditorias aleatórias e, se nos calhar, temos de prestar contas desse dinheiro, sim! O Miguel [Portas] foi alvo de uma dessas auditorias e teve de prestar contas desse dinheiro», sublinha Marisa Matias.

«Ainda não trabalhou nada que se visse»

Rui Tavares não poupa também a atuação de Marinho e Pinto como eurodeputado: «desde que foi eleito ainda não trabalhou nada que se visse». «Em vez de falar obsessivamente sobre dinheiro, que mereça o que ganha, faça legislação, cumpra o mandato inteiro. (…) Marinho e Pinto dizia que havia deputados sem tempo estar em Bruxelas e ele é que parece não ter. Ganham bem. Nunca ninguém disse que ganhavam mal. Seria estranho que pudessem desempenhar o seu cargo bem, ganhando mal», sublinha o antigo eurodeputado.


Também Marisa Matias reconhece que os eurodeputados têm excesso de regalias. «Por isso é que estamos aqui desde 2004 e, desde 2004, apresentamos propostas todos os anos para redução dos salários e das regalias dos deputados, assim como para redução das despesas do Parlamento Europeu. Propostas essas que têm sido recusadas sempre, inclusive pelos liberais, grupo a que pertence o dr. Marinho e Pinto», refere Marisa Matias.

«Se Marinho e Pinto se quiser juntar à nossa luta, será bem-vindo», resume a deputada bloquista. 

nada como uma ajudinha para pegar a bola

A "CRUZ" DA JUSTIÇA ANUNCIA : Amanhã de manhã todos os processos estarão disponíveis. Ministra vai abrir um processo de averiguações. Citius esteve parado 44 dias.

Ministra da Justiça quer apurar responsabilidades pelo bloqueio do Citius


Ministra da Justiça quer apurar responsabilidades pelo bloqueio do Citius
Amanhã de manhã todos os processos estarão disponíveis. Ministra vai abrir um processo de averiguações. Citius esteve parado 44 dias.
Mais de quarenta dias depois do bloqueio do Citius - plataforma informática de suporte aos tribunais - que resultou na paralisação quase total dos tribunais, a transferência online dos processos terminará amanhã, com a migração eletrónica dos processos da comarca de Faro.
No fim de semana,o Ministério da Justiça garantiu a migração electrónica de cerca de 1,3 milhões de processos, correspondentes à comarca de Lisboa, Porto e Coimbra. Esta transferência será concluída até amanhã.
Paula Teixeira da Cruz vai abrir um processo de averiguações para apurar o que levou a plataforma informática a falhar desde 1 de Setembro, dia em que entrou em vigor a Reforma Judiciária.
Já que a ministra frisou que lhe garantiram que a plataforma estaria a funcionar desde esse dia.

OLHÃO: NOVA LIXEIRA MUNICIPAL? - Tal como prometemos ontem, trazemos hoje, imagens daquilo que parece ser a nova lixeira municipal de Olhão. Aquando da Urbanização da Quinta João de Ourem, o promotor sabendo o quanto iria ganhar com o cambalacho feito a meias com a Câmara Municipal de Olhão, não enjeitou esforços para que ficasse num brinco,

OLHÃO: NOVA LIXEIRA MUNICIPAL?










Tal como prometemos ontem, trazemos hoje, imagens daquilo que parece ser a nova lixeira municipal de Olhão.
Aquando da Urbanização da Quinta João de Ourem, o promotor sabendo o quanto iria ganhar com o cambalacho feito a meias com a Câmara Municipal de Olhão, não enjeitou esforços para que ficasse num brinco, gastando dinheiro que de outra forma competiria ao município, mas dotando-a de uma zona verde que enriquecia a urbanização.
Vendidos os apartamentos e entregues à Câmara Municipal os espaços verdes como determina a Lei nunca mais aqueles espaços foram tratados, tendo sido mesmo votados ao abandono, como tudo o que cai na alçada da autarquia.
As imagens mostram bem a degradação dos espaços verdes, podendo ver-se o estado que as telas e tubagens de rega apresentam e as ervas a crescerem mesmo junto aos prédios ao mesmo que a relva, se é que tal se pode chamar-lhe vai desaparecendo.
Bem protestam os moradores pelo estado de abandono a que a Urbanização chegou mas a aventesma em presidente faz ouvidos moucos.
E se o presidente faz que desconhece a situação ( o vereador Carlos Martins mora na primeira fase) já é tempo da oposição questionar o presidente e perguntar-lhe  que pensa fazer sobre aquilo, ou será que estão todos à espera que se transforme numa verdadeira lixeira?
Os espaços verdes em meio urbano são essenciais para a qualidade do ar, servindo de filtro à poluição mas contribuem também para o arrefecimento do meio tornando a temperatura ambiente mais amena. A relva não será o melhor contributo sendo preferível o arvoredo, até pelo elevado consumo de agua, mas criou-se a moda pela facilidade com que se faz um tapete de relva com placas ou rolos.
Certo é que se faz um investimento daqueles para depois se deixar ao abandono, degradando-se e péssimo para a imagem da cidade em geral e dos moradores em particular.
Que os moradores da Quinta João de Ourem se revoltem contra a Câmara e exijam uma intervenção de reposição dos espaços verdes em condições.
REVOLTEM-SE, PORRA!

olhaolivre.blogspot.pt

A HISTÓRIA DO CASTELO DE SÃO JORGE - LISBOA - O local é parte muito importante para quem quer entender a história de Lisboa. O Castelo de São Jorge só ganhou esse nome no século 14, época que era residência dos reis portugueses. Mas foi construído no século 11 pelos muçulmanos que haviam invadido a Península Ibérica três século antes.



O local é parte muito importante para quem quer entender a história de Lisboa. O Castelo de São Jorge só ganhou esse nome no século 14, época que era residência dos reis portugueses. Mas foi construído no século 11 pelos muçulmanos que haviam invadido a Península Ibérica três século antes.
Nessa época, nem Lisboa se chamava Lisboa. Era al-Ushbuna para os árabes, um grande centro administrativo e comercial próximo ao rio Tejo, uma das maiores cidades europeias durante a Idade Média. 
Luíza e a vista Castelo de São Jorge Lisboa
muralhas Castelo de São Jorge Lisboa
O que conhecemos hoje como Bairro de Alfama era, na época, o grande núcleo urbano, protegido por muralhas de 200 metros de largura, conhecidas como Cerca Moura. O castelo fortificado no topo do monte era a Alcáçova, onde ficava o centro do poder da cidade. Ali por perto  também havia um palácio e uma grande mesquita.
Pesquisas arqueológicas mostram que essa região não foi escolhida aleatoriamente pelos mouros (nome dado aos povos árabes do Norte da África que conquistaram uma parte considerável do sul da Europa durante a Idade Média). Acontece que essa área de Lisboa já vinha sendo habitada por Fenícios, Gregos e Cartaginenses desde o século 7 antes de Cristo. Os romanos também construíram uma estrutura defensiva estrategicamente morro acima.
Caminho Castelo de São Jorge Lisboa
Castelo de São Jorge Lisboa torre
Enfim, no século seguinte, os cristãos partiram para a conquista da Península. Quem estava a frente da tentativa de reconquista de Lisboa, ou melhor, al-Ushbuna, era D. Afonso Henriques, o primeiro rei de Portugal. Ele tentou em 1137, mas acabou perdendo a batalha para as muralhas da cidade. Somente em 1147, com ajuda dos cavaleiros das Cruzadas e com centenas de barcos cheios de soldados, foi feito um cerco à região que durou 5 meses.
Há uma lenda sobre como os cristãos e cruzados conseguiram finalmente furar as muralhas: uma das portas que dava acesso à cidade foi finalmente arrombada. Para impedir o seu fechamento, o português Martim Moniz jogou seu corpo para permitir a entrada dos companheiros, morrendo esmagado no processo. Fato é que em 25 de outubro de 1147 Lisboa foi oficialmente conquistada pelos cristãos. 
Castelo de São Jorge Lisboa d. Manuel
Dom Afonso Henriques tomou posse da cidade no dia 1 de Novembro, na Catedral da Sé de Lisboa, também conhecida como Igreja de Santa Maria Maior, construída no local onde ficava a Grande Mesquita de al-Ushbuna.
O mesmo tipo de remodelamento acontece com o castelo onde ficava alcáçova. Os edifícios fortificados foram ampliados e adaptados para se tornarem residências do Rei e sua corte. O novo paço real foi nomeado Castelo de São Jorge pelo Rei João I. O castelo manteve a função de paço real até o século 16. 
Catedral da Sé lisboa
A Sé de Lisboa
A partir de 1580, Portugal foi integrado à Coroa da Espanha e o rei e a corte se mudaram para o Paço da Ribeira. O Castelo de São Jorge ganhou caráter militar, sendo utilizado como prisão e fortificação. Em 1755, com o terremoto que assolou Lisboa, várias áreas desabaram e construções novas foram feitas sobre as ruínas.
O Castelo chegou ao século 20 como uma área militar pouco preservada. Felizmente, em 1910, o Castelo de São Jorge foi classificado como Monumento Nacional e a partir de 1938 começaram grandes obras de restauração, que acabam descobrindo vestígios do antigo castelo mouro e do paço real. Nos anos 1990, outras obras de reconstrução tiveram vez.
Paço Real Castelo de São Jorge Lisboa
Vista Miradouro Castelo de São Jorge Lisboa

Luíza e a vista Castelo de São Jorge Lisboa
Hoje, o Castelo de S. Jorge é um dos monumentos mais visitados de Portugal. Já na entrada dá para ter uma vista incrível de Lisboa, com miradouros e jardins ao redor, que remontam a época do antigo Paço Real. O castelo ainda preserva 11 torres, sendo as mais importantes a Torre de Menagem, a Torre do Haver ou do Tombo, a Torre do Paço, a Torre da Cisterna e a Torre de São Lourenço. Também há uma área de exposição permanente.
O Castelo fica aberto à visitação todos os dias da semana. Para conferir os horários de funcionamento e preço da entrada, cheque o site oficial.


Read more: http://www.360meridianos.com/2014/10/castelo-de-sao-jorge-lisboa.html#ixzz3G8BwpJ3C

A MÚMIA FALOU.. MAS $OMENTE PARA DEFENDER O PROJETO “AUTONOMI$TA” E “DE$CENTRALIZADOR” DO cRATO

A MÚMIA FALOU.. MAS $OMENTE PARA DEFENDER O PROJETO “AUTONOMI$TA” E “DE$CENTRALIZADOR” DO cRATO

Posted by Jyoti Gomes em 14/10/2014

             Cavácuo

          Cavaco nunca falou da destruição do país levada a cabo pela quadrilha PSD-PP. Essa destruição avança em várias frentes, sendo uma delas a da educação. O hanushekian businessboy neoliberal cRato viu que um modo de destruir a escola pública e oferecer os escombros aos amigos (privados) do privado seria atacar a “centralização” e, através da utilização demagógica do apelo à “autonomia”, caminhar a passos largos para a privataria total da educação. A “centralização” era o alvo a abater! Ao concurso normal de professores (concurso com critérios universais, objectivos e transparentes e que, como seria de esperar, correu bem)  foi “acrescentada” uma estúpida “Bolsa de Contratação de Escola” (BCE) nas escolas das cunhas (TEIP e EA), que pretendia “articular” a descentralizada rebaldaria de muitas centenas de concursos por escola. Obviamente, esta estúpida descentralização levou ao caos (o que, nas palavras cratinas, corresponderia à “normalidade”). Depois de muito muito muito dormir, a múmia acordou do sono letárgico. Forçou umas lágrimas de crocodilo e finalmente falou. Mas o que disse a múmia? Fingindo defender as vítimas, defendeu, mais uma vez e sem nenhuma vergonha, o projecto dos algozes: fazendo, mentirosamente, passar a BCE pelo concurso normal de professores  nas escolas normais, (duas coisas MUITO DIFERENTES) criticou não a estúpida descentralização que levou ao caos mas sim a “centralização”… e defendeu a mesmíssima estúpida descentralização que levou ao caos! Como se vê, mesmo que o cérebro ainda não tenha acordado, a boca e a carteira do egoísta reacionário já falam…


olhequenao.wordpress.com

Face oculta: Os condenados vão recorrer das sentenças. Usarão todas as diligências, provocarão todos os incidentes.

Face oculta: Os condenados vão recorrer das sentenças. Usarão todas as diligências, provocarão todos os incidentes.

Neste video: Cidadão envergonha Armando Vara no tribunal: Devia ter vergonha! 


vídeo


Vara à solta
Como no jogo de Monopólio, dispõem do cartão ‘Você está livre da prisão’.
Armando Vara foi condenado a cinco anos de prisão efetiva. Mas continua à solta. Impunemente. Vara e Penedos, poderosos e ex-governantes, o sucateiro Godinho e seus cúmplices foram condenados à cadeia e a restituir milhões de euros. Mas ainda não cumpriram nem um dia e não devolveram nem um cêntimo. Como no jogo de Monopólio, dispõem do cartão ‘Você está livre da prisão’.

O processo ‘Face Oculta’ constitui, apesar de tudo, um avanço neste sistema de justiça desolador. A sentença proferida pelo Tribunal resultou duma ação bem conduzida pelos investigadores da Judiciária, capitaneados pelo destemido Teófilo Santiago.
A forma cuidadosa como o Ministério Público proferiu acusação é também uma das chaves do sucesso. E, finalmente, um Tribunal corajoso proferiu uma sentença inédita, condenando corruptos e traficantes de influências. E que incorpora ainda uma fortíssima censura social à permanente promiscuidade entre a política e os negócios.

Mas neste processo ‘Face Oculta’ há forças – também elas ocultas – que impedem que se faça justiça de forma cabal. Os condenados, assessorados pelos mais ardilosos advogados, vão recorrer das sentenças para instâncias superiores. Usarão todas as diligências, provocarão todos os incidentes. O processo arrastar-se-á por anos e os criminosos continuarão à solta, uma vez que os recursos têm efeito suspensivo sobre as penas. Tal não deveria ser possível. A partir do momento em que uma instância judicial os condena a prisão efetiva, deveriam ser presos. Efetivamente, sem perderem, claro, a possibilidade de recurso, mas aguardando as decisões no sítio certo: a cadeia.
Há ainda um outro aspeto frustrante neste processo. Os condenados não foram obrigados a devolver à comunidade os montantes de que beneficiaram com os seus crimes. Os pagamentos a que foram sentenciados são apenas uma percentagem ridícula do que ganharam com todos estes negócios em que lesaram o Estado e empresas de capital público. Não se entende também.
Neste processo houve justiça formal, é verdade. Mas sem prisões, sem indemnizações e sem ressarcimento económico da sociedade – o que prevalece é a "face oculta" da justiça nacional: a impunidade.

Deputados e impostos
É possível aproximar os eleitores dos eleitos?
Sim, para que cada um possa conhecer o seu deputado, bastará alterar o atual sistema eleitoral, que está obsoleto, num de dois sentidos: ou criar círculos uninominais e cada círculo passa a ter o SEU deputado; ou, em alternativa, em escrutínio de lista, o eleitor vota o partido e simultaneamente escolhe o seu deputado preferido na lista.

Como evitar os permanentes aumentos de impostos?
Bastaria que o Presidente da República fizesse o que lhe compete: demitir o Governo, pois este não honra o compromisso de campanha de não aumentar impostos. Sempre que se violam compromissos eleitorais, está comprometido "o regular funcionamento das instituições democráticas", que o PR tem obrigação de assegurar.

O princípio da luz

Opaco
Diana Ferreira. A deputada comunista tomou posse, apesar de ser 13.ª na lista do Porto, onde o PC apenas elegeu dois deputados. Ultrapassou 11 camaradas. Um total desrespeito pelos eleitores, fruto da feroz disciplina comunista.

Translúcido
Cavaco Silva. Defende um debate aprofundado sobre a dívida pública, no Parlamento. Muito bem. Mas, para Cavaco, "discutir a dívida pública não significa renegociar". Pode discutir-se o tema, mas desde que fique tudo na mesma." CM


apodrecetuga.blogspot.pt

ESTOU ASSUSTADO COM TUDO ISTO - Texto de Carlos Paz no facebook - Um aviso: este é um texto muito longo e que vai DESAGRADAR a demasiada gente.



Estou ASSUSTADO com tudo isto!

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Um aviso: este é um texto muito longo e que vai DESAGRADAR a demasiada gente.
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Estou muito, MUITO assustado com a forma como órgãos de informação tratam a realidade e abordam as notícias. Estou muito, MUITO assustado com o rumo que as coisas estão a tomar (e com a falta de intervenção de quem tem por obrigação: INFORMAR.
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Três casos recentes que ilustram esta falta de intervenção:
- Tecnoforma;
- Livros de Economia;
- Encargos do BES.
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1) TECNOFORMA:

A) A História (contada pela Imprensa):
O Dr. Pedro Passos Coelho criou uma ONG que tinha por objetivo a captação de fundos comunitários para formação.
Tratava-se de uma “organização de fachada”, sem quadros ou competências próprias. Servia unicamente para ganhar acesso a fundos comunitários e subcontratar a Tecnoforma (onde, entre outros ilustres, pontificou o Dr. Marques Mendes) para desenvolver os projetos.
Através de um processo de contabilidade criativa a referida ONG e a Tecnoforma tinham despesas muito maiores que os fundos que captava (quer da União Europeia, quer dos organismos estatais, nomeadamente do tempo em que o Dr. Miguel Relvas era Secretário de Estado e contratava, ou “forçava” a contratação, dos serviços sem qualquer transparência ou regra de mercado).
O resultado final foi a falência da ONG e da Tecnoforma (com dívidas enormes à Banca, nomeadamente ao BES) e o enriquecimento ilícito de todos os envolvidos no processo.
Acontece que, durante uma parte do tempo em que dirigiu a referida ONG, o Dr. Pedro Passos Coelho era também Deputado na Assembleia da República.
Durante todo o seu tempo de Deputado, o Dr. Pedro Passos Coelho podia ter optado por um Subsídio de 10% do Ordenado de Deputado por estar em regime de exclusividade (não trabalhar em mais lado nenhum) ou, alternativamente, receber um SUBSÍDIO de 15% do Ordenado de Deputado, por ser Vice-Presidente da bancada parlamentar. Como o subsídio de “Vice-Presidente” (15%) era MAIOR do que o de “Exclusividade” (10%), o Dr. Pedro Passos Coelho optou (NATURALMENTE) pelo de Vice-Presidente.
Nesse mesmo período, o Dr. Pedro Passos Coelho dirigiu a referida ONG. Caso recebesse SALÁRIOS da ONG ou da Tecnoforma, não poderia receber o subsídio de exclusividade (que, de facto, não recebeu por este ser MENOR do que aquele que recebia).
Acontece que no final do seu mandato parlamentar o Dr. Pedro Passos Coelho requereu um Subsídio (OUTRO) de reinserção no mercado de trabalho, referindo, por escrito, que tinha direito ao mesmo por ter sido Deputado em “Exclusividade”.
Surgiu então uma denúncia à PGR (Procuradoria Geral da República) referindo que o Dr. Pedro Passos Coelho teria ESPOLIADO o Estado do referido subsídio (de exclusividade, na reinserção na sociedade) uma vez que seria mentira que estaria em exclusividade, por receber Salários da ONG (da Tecnoforma).
Foram então questionados os Serviços Administrativos da Assembleia da República. Estes serviços, dependentes do senhor Presidente do Conselho de Administração da AR, Dr. Couto dos Santos, responderam de imediato que o Dr. Pedro Passos Coelho não recebia o Subsídio de Exclusividade (10%) enquanto foi deputado. OMITIRAM que: I) não recebia o de 10% porque recebia outro de 15%; II) RECEBEU o subsídio de Exclusividade quando saiu do parlamento.
Admite-se que estes serviços, liderados pelo Dr. Couto dos Santos (que foi Ministro quando o Dr. Pedro Passos Coelho foi, fugazmente, Secretário de Estado e que é Presidente da Fomentinvest, empresa onde trabalhou o Dr. Pedro Passos Coelho antes de ascender à liderança do PSD) possam ter percebido mal o pedido de informação que lhes foi feito.
B) A reação (da Imprensa):
Um escândalo: “Capas de Jornais e Revistas”, “Artigos de Investigação”, “Aberturas de Telejornais”, “Artigos de Opinião, em Jornais, Revistas, Rádios e Televisões).
O tema escolhido pela Imprensa: O Dr. Pedro Passos Coelho teria MENTIDO ao Parlamento sobre a exclusividade e teria Espoliado o Estado ao receber indevidamente o referido subsídio.
Pior, mais grave, segundo a Imprensa: o Dr. Pedro Passos Coelho teria OMITIDO às Finanças os Salários recebidos da ONG (da Tecnoforma) e teria, desse modo, fugido às suas obrigações fiscais (NÃO PAGOU o IRS correspondente).
C) A conclusão (do caso na Imprensa):
O Dr. Pedro Passos Coelho demonstrou que NÃO recebeu Salários da ONG (da Tecnoforma), tendo recebido o dinheiro através de artifícios contabilísticos (despesas de representação, cartões de crédito, reembolso de viagens, etc…). Por outras palavras: Não era Salário, eram PAGAMENTOS de saco azul, feitos “por debaixo da mesa”.
Como se tratavam de PAGAMENTOS (feitos “por fora”) e não de Salários, o Dr. Pedro Passos Coelho não era obrigado a declarar os valores para fins de IRS.
Neste contexto (o senhor não recebia Salários legalmente, mas sim pagamentos por fora) a Imprensa achou que a história assim já não valia a pena ser explorada. E acabou “tudo em bem”: se o senhor tivesse recebido Salários era um potencial Criminoso; como recebeu Pagamentos “está tudo bem”!
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2) LIVROS DE ECONOMIA:

A) A História (contada pela Imprensa):
O Dr. Pedro Passos Coelho, em declarações às Televisões, afirmou que o conjunto de políticas económicas que foram implementadas (com os resultados desastrosos que se conhecem) são as recomendadas pelos “Livros de Economia”.
De acordo com o Dr. Pedro Passos Coelho: “quando não seguimos o que dizem os livros de economia, as coisas correm mal” (foi exatamente a frase proferida).
B) A reação (da Imprensa):
As declarações do Dr. Pedro Passos Coelho foram transmitidas pelas Televisões sem qualquer comentário.
Os Jornais Económicos (bem como os comentadores das rádios e das televisões) nada disseram sobre o assunto. Por outras palavras: acharam NATURAIS as declarações do senhor Dr. Pedro Passos Coelho.
C) A conclusão (do caso na Imprensa):
Acontece que, por cada Livro de Economia que afirma que a verdade é “A”, há pelo menos um segundo que afirma que a verdade é “B” (o contrário de “A”). Geralmente existe, quase sempre, um terceiro Livro de Economia, normalmente o mais SENSATO, que diz que em algumas circunstâncias a verdade é “A” e, noutras, é “B”.
Ou seja, o Dr. Pedro Passos Coelho, enquanto aluno na Lusíada da Dra. Maria Luís Albuquerque, leu SÓ um conjunto de Livros de Economia (os que afirmam que a verdade é “A”). Nunca leu NENHUM dos que afirmam que a verdade é “B” e, provavelmente, desconhece que existem outros, mais sensatos, que dizem que a verdade tanto pode ser “A” como “B”.
NADA disto foi referido pela Imprensa. NADA disto foi considerado relevante pela Imprensa. O facto de termos opções políticas encabrestadas por uma única linha de pensamento económico (a que prevalece na literatura sugerida pela Dra. Maria Luis Albuquerque enquanto professora de Economia), aparentemente é aceitável por Jornalistas, Comentadores, etc…
Seguimos alegremente de erro técnico em erro técnico até ao desastre final mas, uma vez mais, para a Imprensa: “acaba tudo em bem”!
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3) ENCARGOS DO BES:

A) A História (contada pela Imprensa):
No processo da chamada “resolução do BES”, foram utilizados fundos públicos para evitar o colapso do Banco.
A esses fundos públicos foram adicionados fundos vindos da Banca Comercial. Uma parte significativa (cerca de 30%) destes fundos provêm da CGD (Caixa Geral de Depósitos) que é propriedade INTEGRAL do Estado.
Por outras palavras: ao dinheiro público foi somado dinheiro, chamado privado, mas do qual 30% é, também, dinheiro público.
O Banco resultante da resolução vai acabar por ser vendido com um enorme prejuízo em relação aos fundos injetados na operação.
O senhor Governador do BdP (Banco de Portugal), Dr. Carlos Costa é o PRINCIPAL responsável pelo descalabro da situação: I) por falta de supervisão até 2013; II) por inércia a partir do final de 2013, quando eram já conhecidos (e foram escondidos) os detalhes do problema por parte do BdP; III) por ter desenhado uma solução muito pouco clara e muito atabalhoada, que vai provocar um verdadeiro descalabro no sector financeiro (e que vai acabar por ser pago pela Economia Portuguesa, em geral, e pelo Estado, em particular).
Recordo que o Dr. Carlos Costa (escolhido pelo Governo Sócrates por pressão do PSD e da Presidência da República, depois do vergonhoso desempenho do BdP, liderado pelo Dr. Vitor Constâncio, no caso BPN, dos Drs. Oliveira e Costa e Dias Loureiro) antes de ser Governador do BdP era o responsável pela auditoria interna do BCP, no tempo dos desvarios da Administração do senhor Eng. Jardim Gonçalves (se, enquanto responsável pela auditoria interna não se apercebeu das trafulhices da Administração, então era incompetente e, como tal, NUNCA serviria para Governador do BdP; se, ao contrário, se apercebeu das trafulhices e nada fez, então foi cúmplice de um crime e, como tal, NUNCA serviria para Governador do BdP).
O senhor Dr. Carlos Costa, enquanto Governador do BdP, afirmou que a solução encontrada para o BES não teria custos para o Estado (e para os contribuintes).
Como tal situação parecia DEMASIADO estranha, alguns deputados inquiriram a senhora Dra. Maria Luis Albuquerque sobre o assunto, tendo esta reconhecido que afinal a solução VAI TER CUSTOS para os Portugueses, mais que não seja pelas PERDAS que terão de ser assumidas pela CGD.
Confundida com estas declarações CONTRADITÓRIAS, a Imprensa inquiriu sobre o tema o Dr. Pedro Passos Coelho que SUBSCREVEU a tese, correta, da sua antiga professora de Economia, a Dra. Maria Luís Albuquerque. E, naturalmente, a Imprensa fez eco destes esclarecimentos que DESMENTIAM o senhor Dr. Carlos Costa (que entretanto se calou sobre o assunto; sobre qualquer assunto).
Acontece que o senhor Prof. Aníbal Cavaco Silva, que depois de dizer, antes do ESTOURO, que o BES e o GES eram entidades da maior credibilidade, se tinha remetido ao silêncio sobre todo este assunto, resolveu, FINALMENTE, falar.
E, nas suas declarações DESMENTIU a Dra. Maria Luis Albuquerque e o o Dr. Pedro Passos Coelho, tendo-os apelidado de IGNORANTES por não perceberem o papel mercantil da CGD.
B) A reação (da Imprensa):
As declarações do Prof. Aníbal Cavaco Silva foram transmitidas pela Imprensa sem qualquer comentário em especial.
O facto do senhor Presidente da República achar que o senhor Primeiro Ministro e a senhora Ministra das Finanças são IGNORANTES não mereceu qualquer comentário da imprensa.
Pior, o facto do senhor Prof. Aníbal Cavaco Silva estar COMPLETAMENTE ERRADO nas suas afirmações, também não mereceu QUALQUER reação da Imprensa.
Recordo aqui que a DEMONSTRAÇÃO de IGNORÂNCIA por parte do Prof. Aníbal Cavaco Silva em matéria de Finanças Públicas é MUITO MAIS GRAVE do que o que parece. O senhor foi professor, exatamente de finanças públicas, e foram seus alunos grande parte dos principais decisores do País nos últimos 30 anos.

C) A conclusão (do caso na Imprensa):
NADA disto foi referido pela Imprensa. NADA disto foi considerado relevante pela Imprensa.
O facto de termos um Presidente IGNORANTE e que chama IGNORANTES ao Primeiro Ministro e à Ministra das Finanças, aparentemente NADA tem de relevo para a Imprensa.
Continuamos alegremente de ignorância em ignorância e de incompetência em incompetência até à destruição final do património público mas, uma vez mais, para a Imprensa: “acaba tudo em bem”!
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Acabo como comecei: Estou ASSUSTADO com tudo isto!

Carlos Paz