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terça-feira, 7 de outubro de 2014

SEPARAÇÃO DOS LIXOS DOMÉSTICOS - Mas quem ganha sendo esse trabalho realizado pelos cidadãos? não se paga já na factura da água para que o serviço seja realizado pelas empresas de tratamento de lixos?

Separação dos lixos domésticos

Há já alguns anos que se pretende que o lixo seja separado em casa e depois depositado em recipientes específicos e isso já é feito em muitos lares com todo o cuidado. Começam logo na escola a mentalizar as crianças para as vantagens que tem também os seus inconvenientes. 
Mas quem ganha sendo esse trabalho realizado pelos cidadãos? não se paga já na fatura da água para que o serviço seja realizado pelas empresas de tratamento de lixos? Se tiver que haver separação nos Centros de recolha e tratamento de lixos, são empregos que não se destroem, de gente sem qualquer qualificação que poucas oportunidades de trabalho têm disponíveis. Se as empresas mantiverem essas tarefas (e trabalhadores) prestam até um serviço cívico à sociedade pois essas pessoas poderão continuar a sua ganhar a vida honestamente através do trabalho.  Pois se não existem empregos para os portugueses com altas qualificações, que poderão fazer aqueles que as não têm? Dêem trabalho a quem precisa e não procurem arrecadar ainda mais dinheiro à custa do trabalho dos cidadãos que até já pagam para esse fim altas taxas nas contas da água.
A propósito, lembro-me dos bancos que nos puseram a fazer o trabalho dos seus funcionários nas caixas multibanco e qual foi o resultado? despedem-se os trabalhadores desnecessários com a nova realidade; ou, quando isso não acontece, não se admitem novos trabalhadores para substituir os que vão saindo para a aposentação ou morrendo. Já não são necessários tantos bancários porque os clientes fazem eles próprios o trabalho que era feito pelos bancários há alguns anos. E ainda por cima aplicam taxas aos comerciantes e querem aplicá-las também aos clientes pelo uso dos terminais do multibanco. Quem ganhou com isso? Os aforradores não são porque ter o dinheiro no banco é sempre um risco e já não rende nada. Não fosse o receio dos assaltos e muitos aforradores retirariam de lá as suas poupanças. Quem ficou a ganhar foram os grandes banqueiros e os seus administradores, para esses sim, isto tem sido uma mina: são pagos "a peso de ouro" e ficam com regalias leoninas para o resto da vida ao fim de poucos anos e se alguma coisa corre mal nos bancos, em Portugal, retiram do banco rapidamente os seus investimentos e até não têm grandes penalidades (ou nenhumas), pelo menos até agora. Supõe-se que os amigos são também avisados antes do colapso, porque retiram também as suas poupanças de milhões, oportunamente, poucos dias antes do dia X (ou teremos que acreditar em coincidências).

Conclusão: em qualquer área (lixos, bancos,...) o problema deve ser visto de vários ângulos. Não devemos ser como as mulas (ou burros): usar palas nos olhos para vermos apenas o lado que nos querem mostrar. A esses animais as palas são-lhes postas e não as podem retirar.

zedaburraoalentejano.blogs.sapo.pt

Filha de Che Guevara diz que missão cubana contra ebola é um "dever"

041014 aleidaCuba - Prensa Latina - Aleida visitou a capital da Argentina e deu seu total apoio ao programa "Operação Milagre", que já devolveu a visão a cerca de 48 mil argentinos desde 2005.


Ela falou também sobre a viagem de especialistas cubanos para África com o objetivo de trabalhar no combate do vírus ebola. Nesta quarta-feira (1º/10), o presidentes Raúl Castro, despediu-se de 165 profissionais que compoem uma missão dirigida à Serra Leoa. O contingente é integrado por 62 médicos e 103 enfermeiros, todos com experiência em desastres naturais e epidemioas.
"É o que estamos acostumados", disse Aleida à Prensa Latina, quando perguntada a sua opinião sobre essa nova ajuda solidária. "É nosso dever; somos afro-latino-americanos, e vamos retribuir solidariamente aos filhos desse continente por sua contribuição à nossa nação", aprofundou em sua reflexão.
Aleida Guevara participou na noite desta quinta-feira (2) do debate "Os trabalhadores da saúde e as missões internacionais de Cuba", organizada pela Associação de Trabalhadores do Estado no Auditório Evita de sua sede nacional em Buenos Aires.
A filha de Che Guevara destacou que desde os anos de 1960 até hoje, cerca de 76.745 colaboradores da área de saúde trabalharam em 109 países do mundo, destes 39 africanos. Nestes momentos - afirmou - trabalham 4.048 em 32 países desse continente, deles 2.269 médicos.
Mas essa ajuda é prestada também à América Latina, onde há milhares de cooperantes, entre doutores, técnicos e enfermeiros, na Venezuela, na Bolívia, no Equador, na América Central e mais recentemente se abriu uma nova frente no Brasil.
Apesar de ser um país pobre e, além disso, bloqueado pelos Estados Unidos, Cuba prestou essa ajuda sem descuidar da atenção médica na ilha, onde hoje a taxa de mortalidade infantil é de quatro em cada mil nascidos vivos; no triunfo da revolução era de 60 em cada mil, comparou.
Além dessa cooperação, o líder histórico da revolução cubana, Fidel Castro, abriu em Havana em 1999 a Escola Latino-americana de Medicina (Elam).
Em Cuba, já se graduaram mais de 38.920 profissionais da saúde de 121 países da América Latina, África e Ásia, particularmente na Elam. Além disso, especialistas cubanos contribuem com a formação de 29.580 estudantes de medicina em 10 nações do mundo.
A filha do Che destacou a criação em 2005 do contingente internacional de médicos especializados em desastres naturais e epidemiológicos Henry Reeve. De seus membros, 4.156 já cumpriram missões em sete países: Guatemala, Paquistão, Bolívia, Indonésia, México, Peru e China com importantes resultados em seu trabalho.

Mário Soares "Ricardo Salgado, de quem sou amigo, está calado e muito bem"

Mário Soares "Ricardo Salgado, de quem sou amigo, está calado e muito bem"

O antigo Presidente da República, Mário Soares, aborda, numa curta entrevista ao jornal i, dois amigos, que, por motivos diferentes, incendeiam a opinião pública: Ricardo Salgado e José Sócrates. Sobre o primeiro, diz que faz “muito bem” em estar “calado”, reportando-se ao caso BES. Acerca do segundo, adianta que “não quer voltar à política”.
POLÍTICA
Ricardo Salgado, de quem sou amigo, está calado e muito bem

Em relação a José Sócrates, o antigo Presidente da República reitera a “velha” amizade que mantêm, indicando que o ex-líder do PS “não quer voltar à política”. “Acho que não é isso que quer fazer. Mas sim o seu doutoramento”.
Ainda no que à dissolução do BES diz respeito, Soares imputa responsabilidades ao Banco de Portugal. “Tem imensas culpas e a sua gestão já devia ter sido modificada”, considera, não isentando também o Governo de Passos Coelho, tendo em conta que “começou por pôr em causa um banco que se deveria ter preservado”.

Soares fala ainda das recentes eleições primárias no seio do seu partido, recorde-se que foi apoiante assumido de António Costa, entendendo que a dura campanha que as precedeu, com ataques mútuos entre os dois candidatos, não chegou a fazer mossa. “A verdade é que não chegou a haver feridas” abertas pelas primárias, realça.

The Hollies - He Ain't Heavy, He's My Brother - Legendado

A rapidinha “E vocês têm todo o direito de perguntar: mas como é que aqueles três tipos receberam 15 milhões? A informação que temos é que há uma parte que não é para eles. Não sei se é ou não é.

A rapidinha

      “E vocês têm todo o direito de perguntar: mas como é que aqueles três tipos receberam 15 milhões? A informação que temos é que há uma parte que não é para eles. Não sei se é ou não é. Como hoje em dia só vejo aldrabões à nossa volta... Os tipos garantem que há uma parte que teve de ser entregue a alguém em determinado dia.”



Ainda há 17 audições por transcrever na «Comissão Parlamentar de Inquérito aos Programas de Aquisição de Equipamentos Militares: aeronaves EH-101, P-3 Orion, C-295, F-16, torpedos, submarinos U-209 e blindados Pandur II». Mas a maioria de direita na Assembleia da República recusou que fossem ouvidas mais pessoas e apresenta hoje o relatório preliminar dos trabalhos, que é colocado à apreciação dos deputados durante apenas cinco (5) dias.

Perguntará o leitor: então já se sabe «o que levou o consórcio alemão a pagar cerca de 30 milhões a uma empresa portuguesa, a Escom, do Grupo Espírito santo (GES), e que ligação tem esse facto com o processo que condenou, na Alemanha, dois ex-responsáveis da Ferrostaal e um ex-cônsul honorário de Portugal em Munique – todos alemães – por corrupção?»

A questão magna que há dez anos suscita fundadas interrogações ficou por esclarecer. E isto acontece no exacto momento em que se pensa saber que os 30 milhões de euros tiveram vários destinos: dez milhões terão sido despendidos com «encargos com advogados» e «pagamentos por fora»; cinco milhões foram parar às contas da família Espírito Santo; dos restantes 15 milhões, um montante não quantificado terá ido para «pessoas que terão movido influências para que o consórcio alemão vencesse o concurso dos submarinos, nomeadamente “titulares de cargos políticos”». Entregue a «alguém em determinado dia».

Ricardo Salgado terá afirmado que «logo a seguir à operação dos submarinos [os membros da família Espírito Santo] terão ficado “todos com um ataque de arrependimento, ao ponto de em 2004” decidirem “parar qualquer operação” relacionada com equipamento militar. “Em 2004 o grupo decidiu acabar com esta actividade porque eles estavam-se a preparar para fazer o mesmo com carros blindados”. E “fragatas” e “metralhadoras”, acrescentaram outros membros.»

É neste quadro que o PSD e o CDS entenderam encerrar apressadamente a comissão de inquérito, transformando-a numa «rapidinha», nas palavras de João Semedo.

corporacoes.blogspot.pt

Republicano defende execuções para prevenir contágios ébola Todd Kincannon, advogado norte-americano e antigo dirigente do Partido Republicano da Carolina do Sul, acha que a melhor forma de parar a epidemia do ébola é a execução.


HOJE NO "DIÁRIO DE NOTÍCIAS"

Republicano defende execuções 
para prevenir contágios ébola

Todd Kincannon, advogado norte-americano e antigo dirigente do Partido Republicano da Carolina do Sul, acha que a melhor forma de parar a epidemia do ébola é a execução. "O protocolo para um teste positivo de ébola devia ser execução imediata e sanitização da área toda. Isso vai salvar vidas", escreveu no Twitter no sábado. 
 .
O americano, que já é conhecido por ser provocador na rede social Twitter, acrescentou alguns comentários culpando os africanos em geral pela situação: "As pessoas de África é que tem a culpa de isto estar tão mau. Podiam parar com o canibalismo e aprender cálculo a qualquer momento." 
 
Ébola cumpre o teu dever, contagia o Kincannon

Este comportamento não é novo em Kincannon, que até já teve a sua conta do Twitter apagada o ano passado por ter troçado do jovem americano Trayvon Martin cuja morte controversa causou convulsões nos Estados Unidos, e por afirmar que os transexuais deveriam ser colocados em campos de concentração. 

Desta vez, o advogado voltou-se para o ébola, sobre o qual coloca mensagens e responde a seguidores no Twitter todos os dias desde sábado. Disse também que as aldeias com casos de ébola deviam ser destruídas com napalm, e que os missionários e o operador de câmara americanos contagiados em solo africano também deviam ter sido mortos, "sem nenhuma hesitação." 

Kincannon tem sido acusado de fazer estas declarações controversas para tentar ganhar atenção na rede social. O utilizador Chris Prince questionou o advogado no Twitter: "Percebo que vai ter imensos seguidores, mas não se preocupa que faça com que todos nós na Carolina do Sul pareçamos uns racistas loucos?" 

Todd Kincannon foi diretor executivo e parlamentarista do Partido Republicano da Carolina do Sul durante seis anos, até 2010. Nessa altura saiu para fundar a sua própria firma de advocacia. 

* E este "son of a bitch" não é contagiado com o ébola porquê? 

apeidaumregalodonarizagentetrata.blogspot.pt

(Auto da) Barca do Inferno O Cenário A RTP Informação estreou ontem um programa os comentários são feitos exclusivamente por mulheres. A ideia é boa e o nome do programa (“A Barca do Inferno”) também é feliz. O pior mesmo é a tripulação!

(Auto da) Barca do Inferno






O Cenário
A RTP Informação estreou ontem um programa os comentários são feitos exclusivamente por mulheres. A ideia é boa e o nome do programa (“A Barca do Inferno”) também  é feliz. O pior mesmo é a tripulação! 
Vamos por partes ( ou por Cenas, como o Gil Vicente):

Cena 1
( Entra o Sapateiro, presumivelmente dono da oficina)
Escolher  o Nilton para timoneiro de um programa sobre política, já me parece uma ideia um bocado abstrusa mas, o que não consegui mesmo perceber, foi a razão de terem escolhido um homem para moderar um debate entre mulheres.  Terá sido a pensar que só um homem  é capaz de por ordem  num debate entre mulheres?  Ou foi porque pensaram que escolher uma mulher para desempenhar o papel do Sapateiro era demasiado arriscado?
Bem, isso foi o que pensei ontem, mas hoje alguém bem colocado nos meandros televisivos garantiu-me que o Nilton está lá de passagem ( e a desempenhar muito mal o papel, diga-se..). A ideia é que, a curto prazo, seja Manuela Moura Guedes a desempenhar o papel. Só não lhe terão entregue a moderação desde o início, porque na RTP ainda há gente com bom senso  que terá alertado para o risco de lhe entregar o papel de Sapateira, sem testar a sua lucidez. A avaliar pelo que se viu ontem, MMG ainda tem muito que pedalar. Mas já lá vamos…

Cena 2
(Joane, o tolo)
Na tripulação da Barca, a primeira fala coube a uma loira de nome Marta (Gautier?). Não sei o que ela faz para ganhar a vida ( parece que é psicóloga e faz umas peças de teatro) mas foi muito sincera ao dizer que não percebia nada do que se ia falar ( O  Citius)  e por isso teve de estudar.  Depois, como uma aluna em prova oral, começou a debitar o que tinha aprendido. Ao fim de cinco minutos a Guedes estava farta de a ouvir e interrompeu-a sem pedir licença. Joane, aliás, Marta, arrepelou-se, eriçou-se  e começou a coçar furiosamente os cabelos, assim se mantendo ao longo de quase toda a peça. Não sei se encontrou piolhos, mas desempenhou bem o papel de Joane, o tolo.

Cena 3 
(Brísida Vaz, a alcoviteira)
Entretanto, o Sapateiro, aproveitando a altercação que por pouco culminava em puxões de cabelos,  deu a deixa a Brísida Vaz, a alcoviteira,  Manuela MG. Começou por invocar a sua qualidade de jornalista, para justificar  que estava bem documentada para fazer a  defesa da ministra da Justiça.“Está a funcionar! Está a funcionar!” garantia ela, enquanto culpava Sócrates ( que não entra na versão original de Gil Vicente, mas em televisão todas as adaptações são possíveis) pelo estado calamitoso da Justiça. Depois, num improviso, digno de registo, negou três vezes que estivesse do lado do governo e garantiu que magistrados, funcionários judiciais e procuradores nunca disseram que a justiça estava paralisada. 

Cena 4
( O cavaleiro, o corregedor e o frade)
No original, há quatro Cavaleiros que morrem a combater pela Fé. Por falta da verba, a RTP só conseguiu contratar um. O papel foi desempenhado com muita paciência e contenção por Isabel Moreira que, em alguns momentos, parecia estar com vontade de puxar os cabelos a Brísida Vaz.Nessas situações apelou à calma interior e vestiu alternadamente os papéis do corregedor e do frade, evitando que a cena se transformasse numa arruaça e todos fossem condenados ao Inferno.

Cena 5
( O enforcado)
Sem perceber muito bem o que estava ali a fazer,e dando a sensação de não ter estudado o papel, o  Enforcado, Raquel Varela tentou improvisar e desviar-se do assunto. Em momentos de maior aperto pediu o apoio do Cavaleiro para referendar as suas afirmações. Precisa de estudar melhor os papéis.


Cena 6                                       

( time out)
A RTP decidiu dar um tom de modernidade  ao Auto e introduziu o “time out”, expressão desconhecida de Gil Vicente, porque naquele tempo ainda não se praticavam desportos violentos como o andebol e o basket, Cristiano Ronaldo ainda não era nascido e Jorge Jesus ainda não sabia o que era a "táctica". 
Coube ao Sapateiro desempenhar esta cena e fê-lo com acerto. Quando as personagens ameaçavam passar a vias de facto, puxou do apito e ordenou: “Intervalo! Todas para o balneário para refrescar as ideias  para ver se se acalmam, enquanto a gente põe a publicidade, que é quem paga esta porcaria”.

Cena 7
( O espectador sai de cena com vontade de partir o televisor)
Regressaram todos com ar mais calmo para a segunda parte, em que o tema era “a balbúrdia na educação”.  Reconheço que com temas destes é difícil não perder a compostura,  mas o Cavaleiro fez um esforço e procurou dar um ar sério ao assunto. Só que Brísida Vaz, depois de asseverar uma vez mais que não estava alia defender o governo, jurou solenemente que a balbúrdia não era culpa do ministro da educação.
Antes de a ouvir culpar professores e alunos pela balbúrdia que vai nas escolas, mudei de canal e não assisti á sentença final. Fosga-se! É preciso ter paciência de Job para assistir a esta Barca do Inferno e, que me conste, Job não faz parte do elenco.

cronicasdorochedo.blogspot.pt

É NEBULOSO, TUDO O QUE ENVOLVE MUITOS POLÍTICOS DE PORTUGAL.NÃO É POR ACASO, QUE SOMOS CONSIDERADOS DOS PAÍSES MAIS CORRUPTOS DO MUNDO, ESPECIALMENTE DA UNIÃO EUROPEIA!



Sócrates acumulou subsídio de exclusividade como deputado com funções privadas








O ex-deputado José Sócrates recebeu indevidamente um subsídio de exclusividade da Assembleia da República, entre finais de 1988 e princípios de 1992, por acumular as suas funções parlamentares com a actividade profissional de engenheiro técnico, enquanto projectista e como responsável pelo alvará de uma empresa de construção civil. Sócrates nega que tal tenha acontecido, mas diversos documentos por ele assinados confirmam a violação do regime legal de dedicação exclusiva.

Declarando “sob compromisso de honra” que “exerceu as funções de deputado em regime de exclusividade” entre Outubro de 1988 e o final de 1991, o então porta-voz do PS para a área do Ambiente requereu ao presidente da Assembleia da República que lhe fosse pago, relativamente àquele período, um subsídio mensal para despesas de representação reservado aos deputados em dedicação exclusiva. O pedido foi feito em Fevereiro de 1992 porque o processamento do abono em causa, correspondente a 10 por cento do vencimento (100 euros, vinte mil escudos à época), tinha estado congelado desde a publicação da lei que o criou, em Agosto de 1988, devido à existência de dúvidas sobre o conceito de dedicação exclusiva.

Ultrapassado este impasse em Janeiro de 1992, graças a um parecer da Procuradoria-Geral da República que fazia equivaler a exclusividade à impossibilidade legal de desempenho de “qualquer actividade profissional” – sem falar em actividade remunerada –, José Sócrates e muitos outros deputados requereram o pagamento rectroactivo do subsídio desde Outubro de 1988.

No caso do actual primeiro-ministro, os serviços da assembleia chamaram-lhe a atenção, logo após a entrega do requerimento, para o facto de a sua declaração de IRS mostrar que tinha exercido a actividade de engenheiro técnico em 1989, situação que contrariava a declaração feita no requerimento. O deputado informou então, por escrito, que “a verba de 95 000$00”, constante da sua declaração de IRS, se referia a “um projecto executado no mês de Março de 1989” – informação que aliás não coincide com a que agora deu ao PÚBLICO sobre o mesmo assunto (ver outro texto).

Perante este esclarecimento, o presidente da Assembleia autorizou que fosse pago a José Sócrates o subsídio respeitante aos períodos entre 15 de Outubro de 1988 e o fim de Fevereiro de 1989 e 1 de Abril de 1989 e 31 de Dezembro de 1991. De fora ficou, portanto, o mês de Março de 1989, o único, de acordo com as declarações entregues pelo deputado, em que exerceu a sua actividade privada entre Outubro de 1988 e o final de 1991 – o que também não confere com as suas respostas ao PÚBLICO.

Em Abril de 1992, porém, José Sócrates assinou um documento relacionado com a revalidação do alvará de uma firma de construção civil da Covilhã, entretanto falida, que mostra uma realidade diferente. “Em 30/07/80 fiz um contrato verbal em regime de profissão livre a tempo parcial com a firma Sebastião dos Santos Goulão, na qual exerço as funções de consultor técnico”, afirma o deputado nesse documento. A acreditar nesta declaração, Sócrates exerceu a sua actividade profissional em todo o período relativamente ao qual declarou a dedicação exclusiva e recebeu indevidamente o subsídio correspondente. Para esclarecer melhor o alcance daquela afirmação, o PÚBLICO pediu a José Sócrates que explicitasse o seu sentido, tendo-lhe sido respondido (em Dezembro) que não havia mais comentários a fazer.

Por outro lado, uma declaração subscrita por ele próprio em 13 de Abril de 1992 vai ainda mais longe: “(...) declaro por minha honra (...) que pertenço ao quadro técnico da firma Sebastião dos Santos Goulão, Industrial de Construção Civil, na qual exerço as funções que competem à minha profissão por forma efectiva e permanente (...).” Nesta altura, já no decurso da VI Legislatura, José Sócrates, mediante um novo requerimento, já estava a receber, desde Janeiro de 1992, o subsídio de exclusividade que manteve até ao fim do mandato, em 1995.

As relações profissionais de Sócrates com aquela firma não foram, no entanto, além de Abril de 1992, na medida em que a Comissão de Alvarás de Empresas de Obras Públicas e Particulares (actual Instituto da Construção e do Imobiliário) recusou o nome do então deputado como responsável pelo renovação do alvará da empresa (garante da sua capacidade técnica), por não ter sido junto ao processo o respectivo certificado de habilitações ou a carteira profissional de engenheiro técnico civil.

Mas para lá da sua ligação a esta empresa em violação do regime de dedicação exclusiva, José Sócrates manteve no mesmo período a sua actividade profissional como projectista de edifícios. Numa pesquisa que ficou longe de ser exaustiva (ver edição de ontem), o PÚBLICO encontrou nos arquivos da Câmara da Guarda diversos documentos por ele assinados em 1989 e 1990 e relativos aos projectos de quatro edifícios.

Um desses projectos prende-se com um prédio de três pisos que começou a ser construído em 1989 na Rua da Ferrinha, na Guarda, com projecto de José Sócrates e sob a sua responsabilidade técnica. O proprietário, Elpídeo Gomes, garante, todavia, que nunca lhe encomendou nenhum serviço. Dois outros referem-se a obras, feitas em 1989 e 1990, da empresa Joaquim Caldeira & Filhos, em Porto da Carne. O último tem a ver com uma moradia mandada fazer na Guarda, em 1990, por Manuel dos Santos Miguel. Os donos destas três últimas obras disseram igualmente ao PÚBLICO que desconhecem qualquer ligação do então deputado aos seus projectos.

Nas respostas que enviou ao PÚBLICO o primeiro-ministro diz, contudo, que depois de ser eleito deputado, no final de 1987, a sua actividade privada se tornou “muito residual” e se resumiu a projectos feitos “a pedido de amigos, sem remuneração”.

Relativamente às funções desempenhadas por José Sócrates na empresa Sebastião dos Santos Goulão verifica-se uma outra situação delicada, na medida em que o então responsável pelo alvará da firma foi simultaneamente técnico da Câmara da Covilhã entre 1980 e 1987, até ser eleito deputado. Embora a legislação da época seja pouco clara quanto às incompatibilidades dos consultores técnicos que são funcionários das autarquias, o princípio geral seguido desde antes do 25 de Abril é o de que estes não podem ter responsabilidades nas empresas de construção civil sediadas no concelho em cuja câmara trabalham. Tanto mais que o estatuto disciplinar dos funcionários públicos sempre contemplou o dever de isenção e imparcialidade, o qual é susceptível de ser posto em causa quando há acumulação de funções privadas e públicas daquele género.

No caso de José Sócrates o eventual conflito de interesses nunca foi suscitado pelos seus superiores. Mas o PÚBLICO encontrou no arquivo municipal da Covilhã processos de obras feitas pela firma de cujo alvará ele era responsável em que as vistorias camarárias eram feitas por ele próprio e mais dois colegas.


JOSÉ ANTÓNIO CEREJO 
lusibero.blogspot.pt

AS MAIS BELAS PINTURAS DO MUNDO - PINTORES FAMOSOS - ELISEO D´ANGELO VISCONTI

Eliseo d'Angelo Visconti (Giffoni Valle Piana30 de julho de 1866 — Rio de Janeiro15 de outubro de 1944) foi umpintordesenhista e designer ítalo-brasileiro ativo entre os séculos XIX e XX. É considerado um dos mais importantes artistas brasileiros do período e o mais expressivo representante da pintura impressionista no Brasil.


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 ELISEO D´ANGELO VISCONTI