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sábado, 20 de setembro de 2014

A POLÍTICA SIONISTA DE ISRAEL É TÃO SUJA QUE ATÉ OS OFICIAIS ABANDONAM O EXÉRCITO

Oficiais se negam a servir e denunciam ocupação na Palestina

Grupo de oficiais deixou o exército ao denunciar que objetivo de unidade não é apenas a segurança, mas também manter a ocupação da Palestina


Soldados israelenses na fronteira com a Faixa de Gaza
Soldados israelenses: oficiais acusam forças armadas de cometer abusos contra palestinos
Tel Aviv - Um grupo de oficiais que fazparte da inteligência militar israelense deixou o exército ao denunciar que o objetivo da unidade a qual pertencem não é somente a luta antiterrorista, mas manter e aprofundar a ocupação da Palestina.
Em um comunicado que a Agência Efe teve acesso, os oficiais acusam as forças armadas de não respeitar os direitos dos palestinos, espionar pessoas inocentes e de usar informações para chantagear e fortalecer a divisão entre os palestinos.
"Nós, veteranos da unidade 8200, soldados na reserva no passado e no presente, declaramos que rejeitamos seguir tomando parte nas ações contra os palestinos e a servir como ferramenta que aprofunda o controle militar nos territórios ocupados", diz a carta.
"Comumente se acredita que o serviço de inteligência está livre de dilemas morais e que só contribui para a redução da violência e dos danos à população. Mas nosso serviço militar nos ensinou que a inteligência é uma parte integral da ocupação militar israelense dos territórios", acrescenta.
A carta, assinada por 43 oficiais e encaminhadas ao primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, ao chefe do exército, Benny Gantz, e ao chefe dos serviços secretos militares, Aviv Kochavi, afirma que toda a população palestina está exposta à vigilância, sem restrições nem direitos.
"A população palestina sob o governo militar está completamente exposta à espionagem e à vigilância da inteligência israelense. Enquanto existem severas limitações para a vigilância dos israelenses, os palestinos carecem desse tipo de proteção", questiona.
"Não se diferencia entre os palestinos que estão envolvidos na violência dos que não estão. A informação copilada e armazenada danifica gente inocente. Se usa para perseguição política, para criar divisões entre os palestinos", afirma.
A carta, que foi aprovada pela censura militar após um longo e complexo processo legal, diz que, "em muitos casos, a inteligência impede que o acusado possa ter um julgamento justo em tribunais militares, já que as provas contra ele não são reveladas".
"A inteligência permite que continue o controle sobre milhões de pessoas por meio da vigilância e da invasão da maior parte de suas áreas de vida. Isso não permite que as pessoas vivam de forma normal e conduz a mais violência", adverte.
"Milhões de palestinos viveram sob ocupação militar israelense durante 47 anos. Este regime nega os direitos básicos e expropria grandes lances de terras para a construção de colônias judaicas que tem um sistema legal, uma jurisdição e uma aplicação da lei distinta", critica.
Os oficiais negam a desculpa de que esta política de apropriação de terras tem um objetivo de segurança, como afirmam seus incentivadores, mas que na realidade procura explorar os recursos e castigar coletivamente aos palestinos.
"Esta realidade não é o inevitável resultado dos esforços do Estado de se proteger, mas o resultado de uma escolha. As colônias não têm nada a ver com a segurança nacional. O mesmo (se pode dizer) sobre as restrições de construção e desenvolvimento, da exploração econômica da Cisjordânia, do castigo coletivo de Gaza e da atual barreira de separação", aponta.
"À luz de tudo isto, chegamos à conclusão de que como indivíduos que serviram na unidade 8200 devemos assumir a responsabilidade por nossa participação nesta ação e é nosso dever moral atuar", afirma.
"Não podemos seguir servindo ao sistema com a consciência limpa, negando os direitos de milhões de pessoas. Por isso, aqueles de nós que somos reservistas nos negamos a tomar parte nas ações do Estado contra os palestinos", diz a carta.
A carta conclui com uma chamada aos serviços secretos do exército e a todos os cidadãos de Israel para que "denunciem estas injustiças e se envolvam para que desapareçam".
"Achamos que o futuro de Israel depende disto", finaliza.

Cómo as forças repressivas israelitas tratam os que não são sionistas

Inédito - A menina que nasceu sem sangue

Inédito 


A menina que nasceu sem sangue

Em Dezembro de 2009 nasceu, na Irlanda, um dos bebés mais raros do mundo: Maisy Vignes. A menina nasceu sem uma única gota de sangue, refere o The Independent, tendo, no entanto, conseguido recuperar, sendo hoje uma menina saudável que vai este ano para a escola pela primeira vez.
MUNDO
A menina que nasceu sem sangue
Independent
Uma situação bastante rara que previa que a menina jamais iria resistir.
“Já se conheciam casos em que pessoas sobrevivem a um nível quatro de hemoglobina, mas um ser humano conseguir sobreviver sem qualquer gotinha de sangue é inédito”, diz a mãe da criança.
Maisy permaneceu nos cuidados intensivos durante duas semanas, período durante o qual se submeteu a três transfusões de sangue e de plaquetas.
A situação é inédita e embora ainda não seja certo o que se passou, os médicos acreditam que uma ruptura nas membranas do útero pode ter sido a causa para que o corpo da mãe da criança lhe sugasse o sangue.

Canibalismo: conheça os Korowai, a última tribo antropófaga existente

Canibalismo: conheça os Korowai, a última tribo antropófaga existente

Estamos no século 21 e o mundo está completamente civilizado, certo? Bom, mais ou menos. Nas cabanas suspensas das árvores de Papua-Nova Guiné, vive uma tribo bem incomum chamada de Korowai. Esse povo é o último grupo conhecido por ter uma dieta... Diferenciada. Os Korowai são adeptos do canibalismo.

Não é uma prática exercido o tempo todo, de forma indiscriminada, mas, quando acontece, o serviço é completo. Exceto pelos dentes, cabelo, genitais, unhas e ossos — que são colocados do lado de fora da aldeia como alerta —, tudo vira refeição.
Agora, é importante entender o porquê da prática. Os Korowai mantém o canibalismo como parte de sua cultura espiritual. Eles não acreditam em doença, então seu sistema de crença tenta explicar a enfermidade fatal através de um ritual que tem como objetivo manter os demais membros da tribo a salvo do demônio — ou bruxo — khakhua.

 Como funciona

Quando alguém da comunidade adoece e começa a morrer, eles creem que a pessoa foi possuída por um demônio assassino, que a está devorando por dentro. Caso ela sussurre um nome em seu leito de morte, acredita-se que o indivíduo mencionado seja o khakua disfarçado. O pobre coitado é então morto, com uma flecha feita do osso de uma ave nativa, desmembrado, cozido e servido para a comunidade.
A tribo não acredita que está comendo uma pessoa, mas sim um khakhua. Nessa cultura, o canibalismo é um ato de justiça que vinga a pessoa que foi atacada pelo bruxo. Já as crianças não participam do banquete, mas também podem ser consideradas khakhua, aguardando até a puberdade para serem mortas e devoradas.
É importante frisar que esse ritual não é algo que acontece sempre. Na verdade, ele vem tornando-se cada vez mais raro com o passar do tempo e até já foi impedido em alguns locais, sendo proibido por lei como assassinato.

 Situação precária

O homem branco é pouco conhecido por esse povo e é chamado de “laleo”, que significa “demônio branco”. O problema é que os Korowai não conhecem a medicina moderna e o ambiente selvagem onde habitam os deixa vulneráveis a doenças como malária e tuberculose, mantendo sua expectativa de vida muito baixa.
Assim, as enfermidades que terminam em morte são algumas vezes explicadas como a presença de um khakhua, principalmente se atingem a mesma família em um curto período de tempo.
FONTE(S)
IMAGENS

OITO DAS FAMÍLIAS MAIS INFLUENTES DO MUNDO

8 – Família Rothschild

A família Rothschild — muitas vezes referida como Os Rothschilds — é uma dinastia de origem judaica alemã que comanda o sistema bancário e financeiro internacional, estabelecendo operações em toda a Europa e sendo enobrecida pelos governos da Áustria e do Reino Unido.
A ascensão da família à proeminência internacional começou com Mayer Amschel Rothschild (1744-1812 — foto acima), cuja estratégia para o sucesso era manter o controle de seus negócios nas mãos da família, permitindo-lhes manter total discrição sobre o tamanho de sua riqueza e realizações de negócios.
Mayer Rothschild manteve com sucesso a fortuna com casamentos arranjados com cuidado entre os membros estreitamente relacionados à família. O quarto filho dele, Nathan Mayer Rothschild, começou seu negócio em Londres em 1811, onde o império ainda perdura até hoje. Seus negócios foram tão importantes que até evitaram grandes crises financeiras na Inglaterra.
Atualmente, temos até alguns membros da família Rothschild radicados no Brasil, como o Barão Philippe de Nicolay Rothschild, banqueiro francês e proprietário de uma exclusivíssima vinícola de champanhe, na região francesa de mesmo nome (Champagne).

7 – Plantageneta

A Casa de Plantageneta foi uma casa real fundada por Henrique II da Inglaterra, filho de Godofredo V de Anjou e de Matilde (filha de Henrique I). Os reis de Plantageneta foram os primeiros a governar o Reino da Inglaterra no século 12.
No total, 15 monarcas da família governaram a Inglaterra de 1154 até 1485. Uma cultura inglesa distinta e um impulso nas artes surgiram durante a era Plantageneta, incentivados por alguns dos monarcas que eram patronos do "pai da poesia inglesa", Geoffrey Chaucer. A arquitetura também ganhou características específicas, como a apresentada na Abadia de Westminster.
Houve também progressos duradouros no setor social, quando João I da Inglaterra assinou a Magna Carta (foto acima), que influenciou no desenvolvimento do direito comum e direito constitucional. As instituições políticas, como o Parlamento da Inglaterra, tiveram origem na era Plantageneta assim como instituições de ensino renomadas mundialmente, incluindo a Universidade de Cambridge e de Oxford.

6 – Família Nehru-Gandhi

A Nehru-Gandhi é uma família política indiana, que dominou o Congresso Nacional Indiano na maior parte do início da história da Índia independente. Três membros da família (Pandit Jawaharlal Nehru, sua filha Indira Gandhi e seu filho Rajiv Gandhi) foram primeiros-ministros da Índia, sendo que Indira e Rajiv Gandhi foram assassinados.
Um quarto membro da família, Sonia Gandhi (viúva de Rajiv), é atualmente a presidente do Congresso, enquanto seu filho, Rahul Gandhi, é o mais novo membro da família a entrar na política ativa quando concorreu e ganhou um cargo na câmara do Parlamento da Índia em 2004.
Vale destacar que a família Nehru-Gandhi não está relacionada ao líder da independência indiana Mahatma Gandhi.

5 – Família Khan  

Genghis Khan foi o fundador, governante e imperador do Império Mongol, o maior império em área contígua da História, que se estendia a partir da Ásia Central, Europa Central até o Mar do Japão, Sibéria, Índia,  Indochina e o planalto iraniano e, por fim, ao oeste até o Levante e Arábia.
Ele chegou ao poder unindo muitas das tribos nômades do nordeste da Ásia. Depois de fundar o Império Mongol e ser proclamado "Genghis Khan" (Khan = governante), começou as invasões e ataques de Kara-Khitan Canato, Cáucaso, Império Khwarezmid, Xia Ocidental e dinastias Jin.
Durante sua existência, o Império Mongol eventualmente ocupou uma porção substancial da Ásia Central. Antes de Genghis Khan morrer, ele nomeou Ogedei Khan como seu sucessor e dividiu seu império entre seus filhos e netos. Ele morreu em 1227 depois de derrotar os Tangutes.
A figura foi enterrada em uma cova anônima em algum lugar na Mongólia, em um local desconhecido. Seus descendentes passaram a dominar outras regiões para o Império Mongol nas áreas citadas acima.

4 – Dinastia Júlio-Claudiana  

A dinastia Júlio-Claudiana normalmente refere-se aos primeiros cinco importantes imperadores romanos: Augusto, Tibério, Calígula (também conhecido como Caio), Cláudio e Nero, ou à família a que pertenciam. A dinastia governou o Império Romano a partir de sua formação, de 27 a.C. a 68 d.C., quando o último da linha, Nero, cometeu suicídio.
O nome Júlio-Claudiano deriva do apelido de Augusto, pertencente à família Julia, e de Tibério, um Claudius de nascimento subsequentemente adotado. Os sucessores de Augusto são conhecidos por esse nome devido aos casamentos idealizados por ele entre a sua família, os Julii, e os patrícios Claudii.
Os reinados dos imperadores Júlio-Claudianos suportaram algumas características semelhantes: todos chegaram ao poder através de relações indiretas ou adotadas. Cada um expandiu o território do Império Romano e iniciou grandes projetos de construção.
Segundo as fontes, eles eram geralmente amados pelas pessoas comuns, mas os historiadores antigos descrevem os imperadores Júlio-Claudianos como cruéis, loucos, sexualmente perversos e tirânicos.

3 – Família Zhu

"Zhu" era o nome de família dos imperadores da dinastia Ming. Foi Hongwu (Zhu Yuanzhang — imagem acima) que optou por usar o Ming (que significa “brilhante”) para o nome dinástico. A dinastia Ming foi a governante da China de 1368 a 1644, após o colapso da Dinastia Yuan Mongol.
A Ming foi a última dinastia na China governada por Hans étnicos. Ela foi uma das mais estáveis e duradouras da história chinesa. Após Hongwu e Yongle, alguns dos imperadores Ming se destacaram como grandes governantes.
O curto reinado do imperador Xuande (1426-1435), no entanto, foi considerado por estudiosos posteriores como uma idade de ouro do bom governo e patrocínio das artes. Xuande foi ele próprio um artista talentoso e poeta, reunindo um grupo de artistas na corte.
Embora a primeiro capital Pequim tenha entrado em queda em 1644, devido a uma rebelião liderada por Li Zicheng (que estabeleceu a dinastia Shun, logo substituída pela dinastia Qing), os regimes leais ao trono Ming sobreviveram até 1662.

Família Ptolomeu

A dinastia ptolomaica era uma família real macedônia helenística que governou o império no Egito por cerca de 300 anos, de 305 a 30 a.C. Ptolomeu, um dos sete guarda-costas que serviram como generais e deputados de Alexandre, o Grande, foi nomeado sátrapa (governante de província) do Egito após a morte de Alexandre em 323 a.C.
Em 305 a.C, ele declarou-se rei Ptolomeu I, sendo mais tarde conhecido como "Soter" (salvador). Os egípcios logo aceitaram os Ptolomeus como os sucessores dos faraós do Egito independente e a família governou a região até a conquista romana de 30 a.C.
O membro mais famoso da linha foi a última rainha, Cleópatra VII, conhecida por seu papel nos combates políticos romanos entre Júlio César e Pompeu, e mais tarde entre Otaviano e Marco Antônio. Seu suicídio na conquista por Roma marcou o fim do domínio Ptolomeu no Egito.

1 – Dinastia Capetiana

Não, essa não é a dinastia do capeta. Na verdade, a dinastia capetiana se refere a qualquer um dos descendentes diretos de Hugo Capeto da França. O Rei Juan Carlos da Espanha e Grão-Duque Henri de Luxemburgo são membros desta família, ambos pela ramificação Bourbon da dinastia. Essa é a maior casa real europeia.
Ao longo dos séculos anteriores, os capetianos se espalharam pela Europa, governando toda forma de unidade provincial de reinos até feudos. Além de ser da família real mais numerosa na Europa, é também uma das mais incestuosas, especialmente na monarquia espanhola.
Muitos anos se passaram desde que os monarcas capetianos governaram grande parte da Europa, no entanto, eles ainda permanecem como reis, bem como outros títulos. Atualmente dois monarcas ainda dominam a Espanha e Luxemburgo.
O membro da família legítimo atual é Louis Alfonso (foto acima), o duque de Anjou, que também detém a alegação legitimista ao trono francês. No geral, dezenas de ramos da dinastia Capeto ainda existem em toda a Europa.

* * *

Outras famílias influentes: Bhutto, Tudors, Romanovs, Stuarts, Berenguer, Kennedy, Vanderbilt.

www.megacurioso.com.br

Polícias secretas que já existiram no mundo

 Polícias secretas que já existiram no mundo

As forças policiais estão aí para garantir o bem-estar e a segurança da população — bem, pelo menos é isso que esperamos delas, não é mesmo? No entanto, ao longo da História diversas corporações secretas foram surgindo paralelamente às instituições responsáveis por aplicar a lei, e muitas delas ganharam uma péssima fama devido ao seu envolvimento com assassinatos, torturas, corrupção e muito abuso de poder.

1 – Agentes in Rebus

Esta organização nasceu em Roma em meados do século 3 d.C., e seus integrantes tinham como principal atividade na época agir como mensageiros e informantes a serviço do Império. No entanto, com o passar do tempo os agentes foram ganhando cada vez mais poder e, como costuma ocorrer nesses casos, abusar dele, muitas vezes a mando do próprio imperador.
Os Agentes in Rebus se tornaram figuras bastante temidas, principalmente por sua presença em todos os cantos do Império Romano. Contudo, o próprio poder que os membros acumularam foi o que provocou sua queda, já que os imperadores, assustados com o domínio que esses homens exerciam, acabaram forçando os agentes a retornar às suas atividades como simples mensageiros até que o grupo se dissipou completamente por volta do século 7.

2 – Jinyiwei

Os Jinyiwei surgiram durante a Dinastia Ming na China — em meados do século 13 — e exerciam a função de guarda-costas do imperador, garantindo que nenhum inimigo tomasse o trono. Contudo, apenas uma década após a sua formação, o grupo se debandou, sendo novamente reorganizando no início do século 14 a pedido de Zhu Di, um “usurpador” que temia a revolta do povo.
Di então concedeu aos Jinyiwei o poder de perseguir qualquer pessoa que ameaçasse seu governo, incluindo nobres e integrantes da família imperial. O grupo logo se transformou em uma força militar composta por milhares de integrantes que interrogavam e torturavam supostos criminosos ou rebeldes.
Um dos episódios mais sangrentos relacionados com os Jinyiwei ocorreu quando um general foi incriminado por traição e, além de ele ter sido executado, outras 15 mil pessoas foram assassinadas sob a acusação de estarem envolvidas no caso. No entanto, acredita-se que a maioria das vítimas eram pessoas das quais os militares simplesmente não gostavam.


3 – Oprichniki

Essa organização foi estabelecida pelo czar Ivan, o Terrível — bem, pelo nome você pode imaginar o quão “gente boa” o monarca era! — no século 16, e seus membros eram responsáveis por torturar e matar qualquer um que se impusesse no caminho do governante. Os Oprichniki atuaram durante aproximadamente 7 anos e instauraram um reino de terror que resultou na morte de milhares de pessoas, muitas delas inocentes.
Os integrantes do grupo se vestiam com mantos negros e seus símbolos eram uma cabeça de cachorro — que representava a lealdade — e uma vassoura (que significava a “limpeza” dos inimigos do czar), e um dos episódios mais sinistros de sua história foi o Massacre de Novgorod, em 1570.
Com medo de que ocorresse uma rebelião na cidade, Ivan, o Terrível marchou com seus oprichniki até Novgorod e iniciou uma série de julgamentos falsos, torturas violentas e assassinatos brutais que duraram várias semanas. Como resultado, milhares de inocentes pereceram, e a cidade, que um dia havia sido grande e próspera, foi deixada em ruínas.

4 – Frumentarii

Os Frumentarii surgiram em Roma no século 2 e possivelmente foram a primeira polícia secreta da História. Eles antecederam os Agentes in Rebus — que descrevemos no item 1 —, e eram responsáveis por espionar a nobreza, militares e qualquer outra pessoa que lhes fosse de algum interesse.
Com o tempo, os integrantes da organização foram ganhando cada vez mais poder, e frequentemente acusavam a população de crimes inexistentes e cobravam altas propinas. Além disso, os Frumentarii também realizavam assassinatos políticos — a mando dos nobres — e perseguiram os primeiros cristãos sistematicamente. Com isso, a organização passou a ser odiada pelos romanos e, depois de constantes protestos públicos, ela acabou sendo desmantelada.

A PESCA DA PERNA DE PAU NO SRI LANKA

Pesca Palafita é um método de pesca única na ilha de Sri Lanka, localizada ao longo da costa da Índia, no Oceano Índico. Os pescadores sentam-se  numa barra transversal chamada Petta amarrada a um poste vertical e conduzida para a areia a poucos metros da costa. A partir desta posição elevada, o pescador lança sua linha, e espera até que um peixe venha ser capturado. Embora a abordagem parece primitiva e antiga, pesca palafitas é realmente uma tradição recente.

Acredita-se que a prática pode  ter começado durante a Segunda Guerra Mundial, quando a escassez de alimentos e pontos de pesca superlotados levou alguns homens inteligentes  a tentar a pesca na água. No início, eles começaram a pescar a partir de destroços de navios virados e aeronaves abatidas, em seguida, alguns começaram a erguer suas palafitas em recifes de corais. As habilidades foram então passadas para pelo menos duas gerações de pescadores que vivem ao longo de um trecho de 30 km da costa do sul entre as cidades de Galle e Weligama.
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A prática é pouco provável que dure muito mais tempo do que outras e tornar-se-á   uma atração turística. O tsunami de 2004 que devastou grande parte da costa do Oceano Índico e alterou para sempre a costa do Sri Lanka reduziu os pescadores que utilizam esse método. A é um  complemento durante as monções anuais. Hoje, poucos pescadores estão dispostos a passar as suas pernas de pau para seus filhos, ao invés disso alugam para “actores” que se fazem passar por pescadores para os fotógrafos e turistas.
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Uma espécie de Justiça de "pão e circo"!

Uma espécie de Justiça de "pão e circo"!




Uma semana absolutamente surrealista para a Justiça, ou que (pouco ou nada) sobra dela!

Primeiro, o sucateiro Godinho leva um golpe de rins que sugerem que a sua visão possa ter a forma de quadradinhos por mais de uma década. Vara, à custa de robalos e alheiras, fica-se por um par de anos, mas em pena suspensa, com certeza, que as alas VIP dos estabelecimentos prisionais ainda não servem tais iguarias. Maria de Lurdes Rodrigues é apanhada por causa de uma coisita de nada, um ajuste directo com adjudicação para um trabalho que uns dizem que não chegou a ser feito e outros dizem que nem foi pago. Vara e Maria de Lurdes Rodrigues até podem nem ser farinha do mesmo saco, mas com agravantes para um e atenuantes para outro, a semana foi uma dor de cabeça. Contudo, parece-me que com Maria de Lurdes Rodrigues há aqui qualquer coisa que soa a caça às bruxas e é bom deixar aqui as palavras de Francisco Proença de Carvalho: «... Condenando ou absolvendo, é fundamental que o sistema de Justiça mantenha um percurso sereno e alheio aos circos mediáticos e ao contexto de crise que assola a sociedade portuguesa. A Justiça deve sempre tomar apenas e só em conta o caso concreto, os factos, as provas e o Direito. E deve evitar cair na tentação de entrar no campo da moral, da opinião e das sentenças "exemplares".» 

Saiu o novo livro do jornalista Gustavo Sampaio, “Os Facilitadores” – o mesmo que escreveu “Os Privilegiados” em que este dá conta de como se fazem os negócios mais poderosos do país nas sociedades de advogados? Parcerias Público-Privadas(PPP), contratos ‘swap', ajustes directos e sem concurso no Estado, privatizações de grandes empresas públicas, grandes concessões. Passa tudo pela mãozinha e pela cabecinha das grandes sociedades de advogados, representantes dos interesses dos maiores grupos económicos e financeiros. Todos os grandes negócios passam por estes influentes ex-políticos e políticos no activo em regime de acumulação, provando que os advogados das grandes sociedades são uma espécie de "vasos comunicantes, fornecedores de contactos, intermediários de relações, facilitadores de negócios, produtores de blindagem jurídica, depositários de informação sigilosa, gestores de influências, criadores de soluções" numa espécie híbrida de "lobbycracia". 

Segue-se uma fantochada em que o tribunal absolveu Oliveira e Costa e Dias Loureiro. Aleluia! A juíza - que deve ser pessoa atinada e de bom senso! - considerou o tribunal comum incompetente para apreciar a acção do BPN contra Oliveira e Costa, Dias Loureiro e outros ex-responsáveis do grupo, anuindo à argumentação da defesa de que a acção seria da competência dos tribunais do comércio (tese que já fora apresentada pela defesa dos réus, e absolveu na primeira instância Oliveira e Costa, Dias Loureiro e outros antigos responsáveis do Grupo BPN/SLN). O despacho da juíza da 11ª Vara Cível de Lisboa, é categórico: "julgo procedente a excepção da incompetência das varas cíveis em razão da matéria quanto aos pedidos de condenação dos RR [réus] a pagar à A [BPN] indemnização e, consequentemente, absolvo da instância os RR [réus].", "a acção da responsabilidade de membros da administração para com a sociedade é da competência dos tribunais do comércio." Estão em causa, segundo o despacho que separou os processos cíveis do criminal, um pedido de indemnização do BPN de 42 M€. A decisão diz respeito a 6 ex-responsáveis do Grupo BPN/SLN: Oliveira e Costa, ex--líder do BPN, Dias Loureiro, Luís Caprichoso e Francisco Sanches, ex-administradores da SLN e do BPN, SGPS, Jorge Jordão, ex-administrador da SLN, e António Franco, ex--administrador do BPN. O BPN já apresentou um recurso no Supremo Tribunal de Justiça. Entretanto, a juíza também recusou o pedido do BPN para que fosse declarada "a nulidade, por simulação, da separação de bens e de partilha" entre Oliveira e Costa e a mulher. salvando-o de pagar a indemnização pedida pelo BPN. Uma juiza com muito "juízo" pariu uma sentença (des)ajuizada! Que extraordinário espectáculo teatral! Uma trágico-comédia digna da falência do sistema judicial a que se assiste, do balcão às galerias! 

Segue-se, quer se queira quer não, o primeiro passo para a legalização do lobbying, com a conclusão do despacho de arquivamento do Departamento de Investigação e Acção Penal de Coimbra relativamente ao caso Tecnoforma que envolve Pedro Passos Coelho, Miguel Relvas e Paulo Pereira Coelho. No despacho, o procurador do DIAP de Coimbra refere que, feita a investigação, "não pode afastar-se" que os responsáveis da Tecnoforma "não tenham tido um acesso facilitado (ou próximo dos decisores políticos) a toda a informação para assegurar o sucesso da iniciativa" e que "através de processos ou termos não completamente esclarecidos, poderão ter influenciado" o estabelecimento das condições de um Protocolo celebrado entre as secretarias de Estado da Administração Local e a secretaria de Estado dos Transportes. Não obstante, o MP entende que a terem existido tais contatos prévios entre responsáveis da Tecnoforma e governantes, "essa atividade não tem que ter um enquadramento necessariamente ilícito do ponto de vista penal (que não é ético ou moral), sendo susceptível de ser tratada no quadro de uma atividade legítima de participação dos administrados nas decisões da administração". Ou seja, "lobbying". Já nos tinha fugido o chão debaixo dos pés agora voou o telhado. Faça-se tudo a céu aberto na paz dos anjos. 

Só para descansar os meus amigos laranjas, clementinas, tangerinas, toranjas e outros afins informo que os crimes de que o primeiro-ministro é acusado já prescreveram. Os tais "alegados" 150 mil euros que Coelho recebeu da Tecnoforma quando era deputado, em regime de exclusividade, que fariam dele um suspeito do crime de fraude e falsificação de documentos, crimes que as más línguas denunciaram, são um inconseguimento jurídico, porque ocorreram entre 1997 e 1999. Ora, como graças aos santinhos luciferianos, tudo está devidamente prescrito, a investigação nem o chega a ser e Passos nem tem de se incomodar a levantar o dito cujo da cadeira para prestar declarações, nem terá sequer que pagar o imposto em falta porque essa obrigação caduca ao fim de quatro anos. Bem que eu ontem dizia que isto nem lhe tiraria uma horita de sono no fim de semana. Coelho está felicíssimo por ser o Primeiro nesta terra de Alices. 



E nós, estupefactos ou talvez já nem por isso, a ver o circo passar, atirando pão a quem assiste à morte da Justiça numa arena romana em qualquer viela deste nosso Portugal!


aperscrutadora.blogspot.pt

Tio Rex - Judas (com Fast Eddie Nelson)

FÁBIO, O JIHADISTA QUE QUERIA SER ESTRELA DA BOLA Nascido e criado na linha de Sintra, foi para Londres aos 19 anos em busca de uma carreira na Premier League. Acabou na Jihad.

FÁBIO, O JIHADISTA QUE QUERIA SER ESTRELA DA BOLA


Nascido e criado na linha de Sintra, foi para Londres aos 19 anos em busca de uma carreira na Premier League. Acabou na Jihad. Luta desde outubro de 2013 pelo Estado Islâmico, na Síria.  Na semana em que os jihadistas decapitaram David Haines, um trabalhador humanitário britânico - o terceiro refém a ser morto pelo movimento terrorista -, o Expresso recupera um artigo publicado na edição de 6 de setembro do semanário. 


FÁBIO, O JIHADISTA QUE QUERIA SER ESTRELA DA BOLA
FR7. A sigla que usava nas redes sociais quando era adolescente diz tudo sobre o seu sonho: Fábio queria jogar futebol, ser profissional, um Cristiano Ronaldo saído dos subúrbios da Grande Lisboa, um avançado de talento apurado nos vários clubes de bairro que frequentou ao longo da Linha de Sintra. Não ficava muito tempo em cada um, era brigão, inconformado, impaciente. Queria mais.
Queria ser como o craque, seguir-lhe os passos de chuteiras. Tinha o estilo 'jogador da bola' - cabelo encaracolado à David Luiz, físico de modelo - mas o talento não entusiasmou nenhum olheiro. Em 2011, aos 19 anos, deu o salto, emigrou para Londres, sozinho, com a ambição de jogar na Premier League. Era o tudo ou nada. Tornou-se um dreamchaser, caçador de um sonho, mas no fim foi ele o apanhado na rede de captação de jihadistas para a Síria.
Em dois anos converteu-se ao islamismo, radicalizou-se e casou-se com uma portuguesa: Ângela, cuja história o Expresso revelou na última edição. A cronologia desses dias constrói-se com os relatos de amigos e familiares, que conversaram com o Expresso. Nenhum quis ser identificado. E começa no apartamento, onde alugou um quarto, no bairro de Leyton, na zona oriental de Londres, morada de uma das maiores comunidades muçulmanas do Reino Unido. E adensa-se num ringue de Muay Tai, no ginásio de uma organização de solidariedade social destinada a integrar jovens através das artes marciais. Fábio não tinha emprego e apenas jogava futebol em clubes amadores, à experiência. Passava ali muito tempo.
Entre o bairro e o ginásio construiu um novo grupo de amigos. E tornou-se mais próximo de três deles, portugueses, irmãos, entre os 25 e os 29 anos. Como ele, tinham crescido na Linha de Sintra, a poucos quilómetros uns dos outros. Como ele, tinham raízes em Angola. Mais velhos, conhecedores de Londres, tornaram-se uma referência. Ao contrário dele, eram muçulmanos, convertidos há uma década. Mas essa diferença acabou por se esbater.
Fábio chamava-lhes irmãos. E recebia deles companhia, apoio, alimentação, até dinheiro. As conversas passavam muito pelo Islão e o futebolista começou a interessar-se. Nunca fora religioso, mas convenceram-no a ler o Corão, a perceber o Islão. A geografia ajudou à mudança. Moravam todos perto de uma mesquita há muito referenciada pelas autoridades britânicas por incitar ao extremismo e apoiar financeiramente o conflito na Síria. Foi aí que os três irmãos se tornaram muçulmanos. E rapidamente, também Fábio começou a falar em conversão. O fim de um namoro e a desilusão do futebol deixaram-no sem rumo. Fez treinos de captação em vários clubes e até integrou um clube britânico amador, de caça-talentos, mas sem sucesso. Voltar para Portugal não era opção. Recrutá-lo para a Jihad (guerra santa) foi só mais um passo.
Os amigos e familiares não-muçulmanos começaram a estranhar as conversas. Denegria a religião católica, citava versículos do Corão, rezava e até elogiava quem ia lutar como mujahid para a Síria. "O miúdo rebelde tornou-se um miúdo radical", lamenta uma pessoa próxima de Fábio.
De Fábio para Abdu
Março de 2013 foi o mês da mudança. No início o ego estava em alta. Dia 3, no Twitter, escrevia: "Talento? Eu tenho... Herdei-o das minhas raízes. Plantei a semente, agora colho os frutos". A cada jogo um novo tweet: "A maratona para me tornar uma lenda continua". Mas a meio do mês começou o desânimo: "Preciso de uma mudança". Dia 31, escreve pela última vez nesta rede social: "Tomei a decisão da minha vida". Em outubro surge no Facebook já na Síria, e com um novo nome árabe: Abdu. "Cheguei há duas semanas a Shaam [Grande Síria], Alhamdulillah, este país é maravilhoso. A Jihad é a única solução para a Humanidade."
Dois dos três irmãos da linha de Sintra viajaram com ele. Continuam todos lá. Ao grupo juntou-se outro português, algarvio, 28 anos, atualmente afastado da frente de combate: foi ferido com gravidade nas pernas. Todos eles fazem parte do contingente de 10 a 15 jihadistas com passaporte português que têm combatido nas fileiras do Estado Islâmico (EI), na Síria e no Iraque (ver texto ao lado).
Até ao início deste ano, a família não sabia do paradeiro de Fábio. Descobriram, por acaso, a sua página de mujahid nas redes sociais. O rapaz da linha de Sintra que queria ser estrela de futebol integrava agora a brigada Kataub al Muhajireen do EI, constituída por combatentes de países ocidentais, como a Grã-Bretanha, França, Espanha e Alemanha. Abdu aparece de cara descoberta, sorridente, armado, a bandeira preta e branca do EI a surgir em quase todas as fotografias.
Foi um choque para quem o viu crescer. "Estamos muito preocupados com a vida dele. Queremos que ele volte para casa", desabafou ao Expresso um familiar. Contactá-lo não tem sido fácil. O Facebook tem sido a única janela de acesso. Entre comentários de extremistas islâmicos a exaltar os feitos de Abdu na frente de guerra, surgem lamentos em português da mãe e da tia: "Responde à minha mensagem Fábio" ou "Estou muito preocupada meu sobrinho. Bj saudades".
Em abril deste ano, o Expresso conseguiu conversar com ele através do chat do Facebook. Nunca confirmou ser português. "Não se trata de nacionalidades. A partir do momento em que se aceita o Islão seguimos os desígnios de Alá. Nessa altura percebemos que não há razão para não vir [para a Síria]". Sempre em inglês fluente, quis apenas falar do Islão, da guerra santa e da decadência do Ocidente, sempre em tom de censura, de acusação. "Alá sabe o que vai no coração de todas as criaturas. Ele criou-nos a todos. Portanto, se pretendem mentir sobre os homens que abandonam as suas casas e famílias para dar as suas vidas em nome das pessoas oprimidas, por favor mudem as vossas intenções."
Durante a conversa, o jovem combatente respondeu várias vezes com excertos do Corão. Sobre ele e sobre o local onde se encontrava nada disse: "Isso é confidencial". Mas o acompanhamento da sua atividade nas redes sociais desde outubro de 2013 permite traçar o percurso do português no Médio Oriente: ficou primeiro em Damasco, depois foi para Alepo, agora está em Raqqa, no norte da Síria, entre a Turquia e o Iraque, a primeira cidade que os radicais islâmicos tomaram a Bashar al-Assad.
A cada post - e são muitos e frequentes - revela o seu radicalismo: exalta o atentado do 11 de Setembro ("Lembramos à América o que aconteceu às suas preciosas torres"), exibe as suas armas de guerra ("Fui ao toys'r'us e arranjei um novo brinquedo") e deixa-se fotografar ao lado dos companheiros de combate, como o rapper alemão Deso Dog, que se transformou na estrela da Jihad Abu Talha al-Almani: ou Abu, um dos irmãos portugueses que o converteram ao Islão.
Há menos de um mês, Abdu subiu mais um degrau na sua vida consagrada ao Islão: aos 22 anos casou-se com uma mulher muçulmana. Umm, 19 anos, chegou à Síria no início de agosto, o rosto coberto por um niqab preto, que só deixa a descoberto os olhos escuros. Nunca se tinham visto antes. O namoro e o noivado fizeram-se online, ela em frente a um computador na Holanda, nos arredores de Utrech; ele em Raqqa. Em comum descobriram o radicalismo islâmico, a oposição ao Ocidente e a nacionalidade portuguesa. Umm nasceu Ângela, filha de um casal de emigrantes alentejanos, também ela a única muçulmana da família, também ela convertida em tempo recorde influenciada pelos amigos.
A 10 de agosto, a lusodescendente aproveitou a ausência da mãe e fugiu. Agora vive com Abdu numa zona residencial juntamente com vários casais ocidentais, da Holanda, Inglaterra e Alemanha. Só sai de casa com autorização do marido e vai às compras, ao mercado, armada com uma pistola de 9mm. A sua página do Facebook é uma janela para o dia a dia do casal de jihadistas portugueses: desmente o cenário da guerra, descreve ruas cheias de gente e crianças que brincam, exalta a felicidade de viver de acordo com a lei islâmica. Não há medo, as bombas são oportunidades para serem mártires por Alá. E confessa o desejo de ser mãe quanto antes.
Esse passo poderá ter de esperar. Na foto que Abdu pôs esta semana na sua página pessoal, o muhajid surge de corpo inteiro, ar sério, a segurar uma bebida energética. Em jeito de legenda, alguém o localiza em Mossul. Fábio foi para o Iraque lutar pelo califado
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Doze perguntas e respostas sobre os portugueses na Jihad

Quem são, quantos são, de onde vieram, como chegaram à Síria, onde lutam... O perfil possível dos portugueses que integram as fileiras do Estado Islâmico.

Fábio, um dos 10 a 15 portugueses referenciados, aqui numa foto publicada no Facebook e tirada na Síria
Fábio, um dos 10 a 15 portugueses referenciados, aqui numa foto publicada no Facebook e tirada na Síria
1. Quantos portugueses lutam atualmente na Síria e no Iraque?
Estão referenciados pelos serviços de informações entre 10 a 15 cidadãos nacionais, a combater na Síria e no Iraque.  
2. Quem são estes jihadistas?Têm entre 19 e 28 anos, instruídos, muitos com frequência universitária. Há licenciados em Gestão, futebolistas, engenheiros de sistemas, estudantes de desporto... A maioria nasceu e cresceu em Portugal e emigrou há poucos anos para outros países da Europa. Em abril, o Sistema de Informações da República Portuguesa (SIRP) confirmava que alguns "detinham um estatuto de residência temporária noutros países europeus, embora apresentem conexões sociais e familiares ao território nacional". Há também vários casos de lusodescendentes, em França e na Holanda.
3. São todos muçulmanos?Sim, mas convertidos na adolescência ou já adultos. A maioria nasceu e cresceu no seio de famílias cristãs, muitos serão até batizados.
4. Combatem todos nas fileiras do Estado Islâmico (EI)?Todos os casos identificados pelo Expresso lutam pelo EI. A única mulher, Ângela ou Umm , não participa na luta armada - faz a sua Jihad na Internet e é casada com  Fábio , do EI.
5. De que locais são originários?Há grupos distintos e casos isolados. Dois irmãos (um dos quais se chama Celso), de 26 e 30 anos, e Fábio (Abdu), de 22, cresceram em duas localidades diferentes da Linha de Sintra, nos arredores de Lisboa. Conheceram-se em Londres, em Leyton, para onde emigraram com uma década de distância. Ao 'grupo londrino' juntou-se ainda um cidadão algarvio, de 28 anos. Terão ido todos juntos para a Síria. Ângela, filha de pais alentejanos, cresceu na Holanda, nos arredores de Utrecht, e daí fugiu em agosto para casar com Fábio. Micael, lusodescendente de pais transmontanos, trocou os subúrbios de Paris pela Síria - com ele foi também Santos, outro filho de emigrantes portugueses em França.
6. Onde se radicalizaram?Tornaram-se muçulmanos e radicalizaram-se fora de Portugal: em Inglaterra, Holanda e França. Há também indivíduos referenciados no Luxemburgo, pelo apoio público e promoção continuada à luta do Estado Islâmico. Na maioria dos casos, os processos de conversão ao Islão e posterior apoio à Jihad foram muitos rápidos - entre um a três anos. Pelo menos quatro dos portugueses que lutam atualmente na Síria foram aliciados para a guerra santa no bairro de Leyton, nos arredores de Londres, onde existe uma mesquita referenciada como radical pelas autoridades britânicas. 
7. Tinham experiência militar?Não. Alguns eram praticantes (ou mesmo atletas federados) de artes marciais, como o judo, Muay Thai ou Jiu Jitsu, mas sem passado militar. A maioria nunca tinha pegado numa arma. Pelos relatos feitos ao Expresso, depois de chegarem à Síria todos passaram alguns meses em campos de treino terrorista antes de irem para a frente de combate.
8. Estão todos na Síria ou também no Iraque?A maioria vive em Raqqa, a 'capital' informal do Estado Islâmico, ou na província de Aleppo, zonas do norte da Síria, controladas pelos radicais. Na semana passada, pelo menos um dos portugueses esteve a combater no Iraque, em Mossul, tendo entretanto regressado à Síria.
9. Como chegaram à Síria?Apanharam um voo até à Turquia. E daí, com apoio de redes organizadas ao serviço do Estado Islâmico, foram de carro até à Síria, a maioria até Alepo ou Raqqa.
10. Quantos portugueses já morreram?Está confirmada a morte de um lusodescendente, filho de um casal de portugueses que emigrara há longos anos de Tondela para Toulouse. Abu Osama Al-Faransi - o nome árabe que adotou após a conversão - morreu no Iraque, num ataque suicida a 22 de maio deste ano. Levou um carro armadilhado até às imediações de um complexo militar do exército iraquiano, em Umm Al-Amad, nos arredores de Bagdade, e aí acionou o dispositivo: morreu ele e dezenas de civis e militares. Há alguns meses, outro jihadista português, algarvio, ficou ferido com gravidade nas pernas - continua na Síria mas não regressou aos combates.
11. Podem ser presos caso decidam regressar a Portugal ou à Europa?Um dos maiores receios dos países ocidentais é o do regresso a casa de muitos dos seus jovens cidadãos que estão a combater nas fileiras do Estado Islâmico, na Síria e no Iraque. Mas, ao contrário de outros países - onde a polícia pode apreender passaportes ou simplesmente proibir de viajar cidadãos suspeitos, no âmbito da legislação antiterrorista -, em Portugal isso não é legal. O Expressosabe que em 2013 um destes jihadistas esteve em Portugal, antes de regressar novamente ao Médio Oriente. O mesmo já se terá passado este ano com um outro combatente. As autoridades nacionais seguem com atenção o rasto destes jovens radicais, mas não têm argumento legal para os deter, para proibir o regresso a Portugal ou impedir que viajem de novo para a Síria ou para o Iraque. Ou seja, quando as autoridades portuguesas identificam algum potencial jihadista, a única coisa que podem fazer é abordá-lo e tentar dissuadi-lo de viajar para os campos de batalha, explicando os riscos que correm, bem como os problemas que podem vir a ter no futuro. O Expresso sabe que isso tem acontecido nos últimos meses.
12. Estão referenciados outros portugueses, a viver na Europa mas que apoiam e promovem a Jihad?Sim. No Luxemburgo, por exemplo, vive um lusodescendente de 28 anos, convertido numa mesquita de argelina. Surge no Facebook de barba longa e traje muçulmano a apelar ao coração dos jovens islâmicos para as batalhas que se travam na Síria. Ângela, a 'noiva portuguesa da jihad', também estava apenas referenciada por promoção da guerra santa e acabou por viajar da Holanda para a Síria. Várias fontes ouvidas pelo Expresso adiantam que há cada vez mais portugueses interessados nos vídeos difundidos pelo Estado Islâmico e que tem havido um aumento significativo na consulta a sites e blogues de propaganda e recrutamento. As autoridades portuguesas estão a acompanhar esta tendência "na medida dos meios disponíveis".