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domingo, 28 de setembro de 2014

Intervenção de Jerónimo de Sousa, Secretário-Geral, Montemor-o-Novo, Santiago do Escoural Comício de Evocação dos 35 anos do assassinato de Caravela e Casquinha e do ataque à Reforma Agrária Sexta 26 de Setembro de 2014





Intervenção de Jerónimo de Sousa, Secretário-Geral, Montemor-o-Novo, Santiago do Escoural
Comício de Evocação dos 35 anos do assassinato de Caravela e Casquinha e do ataque à Reforma Agrária
Sexta 26 de Setembro de 2014


hoje precisamente 35 anos que José Geraldo (Caravela) e António Maria do Pomar Casquinha foram assassinados pelas forças da GNR e pelos agrários, na Herdade Vale do Nobre da Unidade Colectiva de Produção Bento Gonçalves.
Estavam ali, juntamente com outros companheiros, protestando e tentando impedir o roubo de gado decidido por um poder político que se vinha afastando das aspirações de progresso e desenvolvimento da Revolução de Abril, e tomava o caminho da contra-revolução que conduziu à destruição das suas conquistas e o País à dependência e à crise que hoje enfrentamos.
Estavam ali, em defesa da Reforma Agrária que acabara de nascer, fruto da luta heróica dos trabalhadores e de Abril. Estavam ali, em defesa das terras, dos bens, das Unidades Colectivas de Produção/Cooperativas que o proletariado agrícola do Alentejo e do Ribatejo erguiam com muito trabalho, dedicação e coragem, concretizando o sonho antigo de gerações de trabalhadores que, clamando por pão, trabalho e justiça, queriam ver a terra do latifúndio entregue a quem a trabalhava!
A nossa presença aqui, constitui uma justa homenagem a dois heróis e mártires da Reforma Agrária, cujos nomes, tal como o de Catarina Eufémia e os de tantos outros, viverão eternamente no coração de todos os trabalhadores e de todos os portugueses que aspiram a um Portugal de progresso e de justiça social.
A sua morte é um marco na longa história de firmeza, da coragem e heroísmo do proletariado agrícola, na luta pela Reforma Agrária.
Ao prestar homenagem aos camaradas Caravela, militante do nosso Partido e Casquinha, jovem comunista da então UJC, e ao invocar os seus nomes, é a longa e heróica luta dos trabalhadores agrícolas do Alentejo e Ribatejo que temos presente.
Uma luta que vem de longe. Uma longa luta marcada por muitos outros actos de coragem e heroísmo de milhares de homens, mulheres e jovens que não aceitaram a servidão, a exploração, a tirania dos latifundiários, que lutaram pelo pão, pelo direito a trabalhar a terra, pelo progresso agrícola, pelo desenvolvimento do seu País, por uma vida digna para si e para os seus, por uma sociedade mais justa, onde sejam banidos o desemprego, a fome e a miséria, a exploração do homem pelo homem.
Uma luta de muitos anos para ver liberta das grilhetas da exploração a sua terra, onde uns eram senhores e outros escravos. Uma luta feita de muitos sacrifícios, imensos esforços e cuja história está escrita com sangue e com dor, mas também com grandes e importantes vitórias.
Décadas de uma luta que nunca deixaremos de valorizar devidamente, pelo que ela significou no combate e derrube do fascismo e na construção do 25 de Abril libertador, de que agora celebramos os seus 40 anos e pelo papel que nela desempenhou o nosso Partido.
Na nossa memória colectiva, perdurará para sempre o exemplo de coragem e de heroísmo demonstrados por milhares e milhares de proletários agrícolas, as perseguições, as prisões, os espancamentos, as torturas a que foram submetidos pela brutal repressão fascista.
Há quem gostasse de ver arredado da nossa memória e da memória do nosso povo, o percurso, os exemplos de dignidade, de combatividade, de abnegação, o património de luta e de conquistas de gerações de trabalhadores e deste Partido Comunista Português.
São aqueles que querem perpetuar a exploração e os seus aliados que, sabendo o valor da memória e do conhecimento da história, tudo fazem para que as novas gerações percam o fio condutor que até aqui nos trouxe, para mais facilmente imporem o seu objectivo de fazer recuar essa mesma história, ao tempo das gerações sem direitos e da exploração sem limites como é objectivo do actual Governo do PSD/CDS.
Mas, desenganem-se, porque nós jamais vamos deixar esquecer os nossos combatentes caídos na luta. Deles faremos, como diz a «Heróica» de Lopes-Graça, as bandeiras e os guias dos combates que travamos!
Tal como jamais deixaremos, sem denúncia e sem combate, falsificar a história da sua luta pela liberdade, pela democracia, pelo progresso das suas gentes, das suas terras e do seu País, pela sua própria emancipação!
Uma história, onde a Reforma Agrária, está escrita com letras de ouro, pelo que significou de realização colectiva, de transformação, de avanço em direcção a um mundo em construção, liberto de exploração.
A história dessa realização ímpar onde, pela primeira vez no nosso País, os trabalhadores decidiram tomar as terras do latifúndio e com elas, nas suas próprias mãos, o seu destino, concretizando um inovador programa de transformações económicas e de justiça social.
A história de um processo original de ocupação de terras e criação de Unidades Colectivas de Produção, realizado para responder a necessidades imediatas de defesa da economia e de defesa das próprias liberdades, quando a Revolução era confrontada com sabotagem económica dos grandes agrários com as fugas de gado e maquinaria, abandono de culturas, incêndios de olivais e searas e os trabalhadores viam o desemprego a aumentar e, tal como no passado fascista, a fome e a miséria instalar-se nas suas casas.
A história de uma Reforma Agrária que “surge natural como a própria vida” para resolver o problema do desemprego e da produção, como solução indispensável e inadiável, num processo em que milhares de homens e mulheres, sem os senhores do mando e da exploração, passaram a trabalhar mais de um milhão de hectares de terra, a desbravar matagais e terras incultas, a organizar e a dirigir a produção agrícola; transformando radicalmente as estruturas agrárias; diversificando o processo de produção e, com isso tudo, pondo fim ao desemprego e conquistando melhorias radicais nas condições de trabalho e de vida dos trabalhadores e das populações.
Num tempo em que a reacção tudo fazia para o regresso ao passado fascista, a Reforma Agrária deu um contributo determinante para a defesa e consolidação da democracia conquistada em Abril, para responder às necessidades do País.
Ao contrário do que propalavam os propagandistas da contra-revolução e os reaccionários de todos os matizes, a Reforma Agrária não foi importada de lado nenhum e muito menos foi uma criação artificial, antes nasceu do esforço e da imaginação criadora dos trabalhadores organizados nas suas mais de 500 UCP’s/Cooperativas – elas próprias uma solução original, enquanto estruturas produtivas de novo tipo, nascidas dessa mesma criatividade.
À sua volta se uniram populações inteiras na sua realização e defesa, e para as quais a Reforma Agrária, como afirmava Álvaro Cunhal, numa das muitas vezes que aqui esteve, “se tornou justamente o maior bem, a mais querida conquista, o próprio motivo do gosto pelo trabalho e pela vida”.
A Reforma Agrária foi, desde o início, alvo de ataques, os mais diversos, e de uma desenvergonhada campanha de mentiras e calúnias, deformando e caricaturando os seus verdadeiros significados, objectivos e resultados alcançados.
Em relação aos resultados alcançados o seu êxito é inquestionável. Trata-se de uma obra notável de desenvolvimento agrícola e de natureza social – uma realidade consagrada na Constituição da República Portuguesa, aprovada em 2 de Abril de 1976.
Bastaria comparar o antes com o depois da Reforma Agrária. Todos os indicadores revelam a superioridade da Reforma Agrária em todos os domínios.
Na área semeada, antes era 94 000 hectares, com a Reforma Agrária quase quadruplicou – 395 000 hectares. Área de regadio antes eram 9 300 hectares, com a Reforma Agrária chegámos a ter 23 700 hectares de terra regada. A produção de arroz antes correspondia a 23 500 toneladas com a Reforma Agrária a produção duplicou,- chegou a atingir 48 000 toneladas. A produção de tomate seguiu o mesmo caminho, passou de 73 000 toneladas para 180 000. No que diz respeito, por exemplo a efectivos animais passou-se de 81 000 cabeças normais para 190 000 e a tractores passou-se de 2 690 para 4560.
Com a Reforma Agrária os postos de trabalho saltaram de 21 700, entre trabalhadores efectivos e eventuais, para 71 900. Este foi um dos raros períodos da história do último meio século no Alentejo em que a região não conheceu o flagelo do desemprego, não perdeu população e viu muitos dos seus filhos regressar à terra.
Também ao nível do investimento e considerando os anos entre 1976 e 1989, a diferença é significativa e revela a elevada capacidade de realização da Reforma Agrária: 1560 construções e reparações em captações de água e 322 barragens e albufeiras; preparação e beneficiação de 300 000 hectares de terra; 1918 instalações para gados, entre muitos outros investimentos, envolvendo, a preços correntes convertidos em euros, dezenas de milhões de euros!
As UCP’s/Cooperativas tomaram medidas que conduziram a uma notável melhoria das condições de vida dos trabalhadores; estabeleceram salários fixos, diminuíram a diferença entre os salários dos homens e das mulheres, criaram creches, jardins-de-infância, centros de dia, postos médicos, investimentos, convertidos a preços de hoje, no valor de 10 milhões de euros.
Tudo isto debaixo do fogo de uma violenta ofensiva das forças reaccionárias, incluindo as que se encontravam no próprio aparelho estatal, que agiam no desprezo e na infracção da legislação que entretanto fora promulgada.
Ilegalidade que foi ostensivamente assumida como instrumento de acção. Os mandantes e os executantes da ofensiva criminosa contra a Reforma Agrária sabiam que estavam a agir fora da Lei Fundamental do País e os mais de 500 acórdãos do Supremo Tribunal Administrativo, favoráveis às UCP's, e que não foram cumpridos pelos vários governos.
Uma ofensiva iniciada em 1976, pelo Governo do PS/Mário Soares, e prosseguida por todos os governos que se seguiram: PS/CDS; PPD/CDS; PS/PPD e PPD sozinho.
Uma ofensiva que teve na famigerada «Lei Barreto», o ponto de partida da ofensiva no plano legislativo e na operação de adesão de Portugal à CEE/UE um instrumento fundamental de destruição destas e de outras importantes conquistas de Abril.
Uma ofensiva que durou 14 anos, que pôs o Alentejo a ferro e fogo, numa ostentação e intervenção brutal de forças e de repressão, envolvendo helicópteros, aviões, jipes, cavalos, cães, auto-metralhadoras; com milhares de GNR e elementos da Polícia de Choque, invadindo e ocupando dezenas e dezenas de povoações, perseguindo, prendendo, espalhando o terror.
Os camaradas assassinados Caravela e Casquinha, que aqui hoje homenageamos, são o exemplo da ferocidade da repressão desencadeada, contra a Reforma Agrária e que adquiriu um carácter abertamente fascista.
A Reforma Agrária acabou por ser destruída e o latifúndio restaurado, trazendo novamente ao Alentejo as terras abandonadas, a desertificação e o desemprego, enquanto umas poucas centenas de grandes agrários recebem milhões de euros sem que lhes seja exigida a produção seja do que for.
Acabou por ser destruída, mas não pôs fim ao sonho, nem à necessidade e actualidade de, nas actuais circunstâncias, se concretizar uma Reforma Agrária.
Uma Reforma Agrária que liquide a propriedade fundiária e o absentismo, ponha fim à cultura do subsídio sem correspondência com a produção e entregue a terra a quem a trabalhe, a título de propriedade ou de posse, a pequenos agricultores e rendeiros, a cooperativas de trabalhadores rurais ou de pequenos agricultores ou a outras formas de exploração da terra por trabalhadores.
Esse sonho nunca o abandonaremos, como não abandonaremos a luta pelo desenvolvimento destas terras do Alentejo, com a concretização de uma política capaz de combater a desertificação e o despovoamento crescente a que assistimos.
Outra política que aposte decisivamente na produção nacional e valorize os nossos recursos com mais investimento para dinamizar a agricultura e a produção agro-industrial, criar emprego e desenvolver as economias locais e rurais.
Outra política que tenha como objectivo garantir a soberania alimentar do País que não está assegurada e que, cada vez mais, é posta em causa por esta política de desastre nacional que permanece há quase quatro décadas e que tem no actual governo de turno do PSD/CDS, uma das versões mais negras dessa política a favor dos grandes senhores do dinheiro e da terra.
O nosso povo vive tempos muito difíceis. Três anos de Pacto de Agressão que PS, PSD e CDS impuseram ao País tornaram ainda mais dramática a vida dos portugueses com o desemprego, o roubo dos salários e das reformas, o aumento brutal dos impostos, o retrocesso do sistema de protecção social, o ataque aos serviços públicos.
Três anos de contínua degradação económica e social, e de empobrecimento do povo e do País.
Três anos trágicos que querem prolongar ampliando o sofrimento de milhões de portugueses, agora com um novo pretexto – o do cumprimento do Tratado Orçamental da União Europeia que PS, PSD e CDS aprovaram, amarrando o País às mesmas políticas de austeridade e saque destes últimos anos.
Por isso mantêm a perspectiva de continuar a sanha exploradora e destruidora das políticas do Pacto de Agressão com novos cortes nas funções sociais do Estado, nos salários, nas reformas e no emprego, nas condições de trabalho dos portugueses!
Nos próximos 5 anos significarão cerca de sete mil milhões de euros de cortes que, inevitavelmente, se traduzirão em menos direitos para as populações com uma maior degradação dos serviços públicos de saúde, educação, segurança social e justiça, entre outros.
Por isso continuam a roubar salários como acabaram de decidir, enquanto têm em curso um novo ataque aos rendimentos e direitos dos trabalhadores com a sua projectada destruição da contratação colectiva de trabalho.
Por isso mantêm em carteira, temporariamente suspenso à espera da melhor oportunidade, um ataque em forma ao sistema de pensões como já o chagaram a anunciar, visando a desvalorização das reformas e tornando permanentes os cortes que têm imposto.
Todo um programa de retrocesso social visando reduzir drasticamente os direitos conquistados com o 25 de Abril e o aumento da exploração do trabalho.
Interromper este rumo de destruição e de contínuo empobrecimento dos trabalhadores e do povo é um imperativo nacional!
Isso exige continuar a luta até à derrota definitiva deste governo do PSD/CDS, mas exige mais do que isso. Exige que seja também derrotada a política de direita que, no essencial, tem sido prosseguida por todos aqueles que têm governado o País em todos estes anos e que tem conduzido à destruição do património de Abril.
Num tempo em que o ainda maior enriquecimento de uns poucos, impõe o brutal retrocesso social e o empobrecimento da maioria do nosso povo, homenagear Caravela e Casquinha é também continuar a luta que abraçaram e pela qual morreram em defesa dos interesses do seu povo e da sua terra.
E por isso aqui estamos, com confiança na luta, com a certeza de estarmos do lado certo, do lado dos que têm como ideal a realização das aspirações dos trabalhadores e do nosso povo, agindo e lutando, convictos de que o sacrifício dos camaradas Casquinha e Caravela, como todos os outros sacrifícios, não foram em vão, que o dia virá em que o futuro pertencerá ao nosso povo!
Valeu, vai valer a pena persistir na luta por uma vida melhor, tendo sempre presente o nosso projecto e ideal comunista.

Carlos Fonseca

sábado, 27 de setembro de 2014

Advogado - Tecnoforma vai processar um ministro, um jornal . e um jornalista

Advogado 

Tecnoforma vai processar um ministro, um jornal .

e um jornalista


O advogado da empresa Tecnoforma, Cristóvão Carvalho, esteve presente no Jornal da Noite na SIC, ontem, onde revelou que a empresa irá processar o jornal Público e o seu jornalista António Cerejo assim como, um ministro, que se escusou a indicar o nome

Tecnoforma vai processar um ministro, um jornal e um jornalista
SIC Notícias
"Em causa está um membro do Executivo que com afirmações pouco cuidadosas e caluniosas" prejudicou a empresa, explica o advogado. "Os alvos já estão devidamente identificados", continuou.
Quando questionado por que razão a empresa não se pronunciou mais cedo sobre a polémica que envolve Pedro Passos Coelho, o advogado defendeu que "a empresa esteve durante cerca de três anos sem prestar declarações, em função de respeitar o segredo de justiça. Prestou os esclarecimentos ao Ministério Público nos três processos que estão a ser investigados, dois já foram arquivados. Mas este é o momento da Tecnoforma repor a verdade".
Sobre um possível contacto com Pedro Passos Coelho, o advogado garantiu que "não houve qualquer contacto entre a empresa e o primeiro-ministro”
“É o momento oportuno de tomar uma posição e separar as águas", rematou.

O Estado em regime de concessão - Tive há dias de revalidar a carta de condução. Disseram-me que podia faze-lo em Lisboa na Direção Regional de Mobilidade e Transportes de Lisboa e Vale do Tejo, pagando uma taxa de 30 euros, mas que a afluência a esse serviço era de tal ordem que certamente iria perder um dia de trabalho.

O Estado em regime de concessão

Tive há dias de revalidar a carta de condução. Disseram-me que podia faze-lo em Lisboa na Direção Regional de Mobilidade e Transportes de Lisboa e Vale do Tejo, pagando uma taxa de 30 euros, mas que a afluência a esse serviço era de tal ordem que certamente iria perder um dia de trabalho. Além disso, teria de perder pelo menos mais meio dia no Centro de Saúde arranjar para pedir um atestado médico. Em alternativa, numa escola de condução a coisa era rápida e ainda por cima dispensava uma visita ao centro de saúde porque lá encontraria um médico que me passava o atestado. O pior é que teria de pagar 50 euros pela nova carta e 20 € pelo atestado.

Mesmo assim fui à escola de condução. Como prometido o serviço era eficiente. Uma funcionária utilizou um terminal de computador ligado ao sistema do IMT (Instituto de Mobilidade e dos Transportes) para inserir os meus dados, fotografia e tudo. Depois encaminhou-me para a sala onde estava uma médica que me fez olhar para umas letrinhas que eu não consegui ler porque ando a precisar de óculos novos. Por fim, a primeira funcionária munida já do atestado médico que eu acabara de comprar, imprimiu um documento com o logo do IMT e deu-mo. Olhando para o ecran do computador vi a minha nova carta. Ao IMT bastava agora imprimir o documento e mandar-mo para casa. O envio, disse me a funcionária, iria ser demorado, mas não havia problema porque eu agora tinha um papelinho provisório com o logo do IMT para mostrar aos polícias.

Fui para casa a pensar nesta maravilha. Tratei em uma hora o que me teria consumido um dia. Imaginei o que outros, que passem por uma experiência como esta, podem concluir.  Concessão do serviço público a privados? Boa ideia. Ganham os privados, ganha o consumidor, poupa o Estado. Por que não concessionar mais? Os balcões da Segurança Social, por exemplo. Quer reformar-se? Não consegue fazer as contas complicadas? Não entende as entrelinhas da legislação? O que lhe convém mais? Além do preenchimento da papelada o serviço oferece-lhe algum aconselhamento especializado. Os centros de desemprego. Está desempregado? O que deve fazer? O serviço concessionado trata da papelada e dá-lhe bons conselhos, por ventura mesmo algum apoio psicológico. As repartições de finanças. Quer fazer a declaração às finanças? Ah, pois, já existem serviços privados especializados para isso. Paga, mas pode poupar muito.

Tudo muito bem.  Passamos a recorrer a todos estes serviços em regime de concessão. O único problema é que temos de pagar tudo isto depois de já termos pago impostos. Resultado: não tarda estamos a bradar contra impostos que não dão nada em troca.

Entretanto, o Estado em concessão vai florescendo, ao mesmo tempo que o outro Estado fecha balcões de atendimento e definha. A distância a percorrer para aceder aos balcões sobreviventes do outro Estado aumenta, assim como as filas de espera de quem não pode pagar a renda da concessão.

Isto não é ficção. Também não é o Estado Mínimo. É um Estado grande, mas em regime de concessão. Como nos aeroportos. Uma fila rápida para os passageiros da business class, outra, demorada, para a maralha.

ladroesdebicicletas.blogspot.pt

"A Escócia e os “perigos” da democracia"

"A Escócia e os “perigos” da democracia"



«Derrotada a proposta de independência da Escócia, o que é interessante agora é verificar como, a  desde há mais de 60 anos, permanecem muitpropósito do ato eleitoral mais participadoo vivos os típicos argumentos elitistas sobre os perigos do exercício da democracia, mais ou menos sintetizáveis numa frase: a política é demasiado importante para ser deixada aos cidadãos; o melhor é manter as grandes decisões (a soberania nacional, a guerra, as grandes políticas macroeconómicas da austeridade, privatização, liberdade plena do capital) para quem sabe...


Madrid fará bem em não deixar que na Catalunha se repita o erro feito na Escócia. Ora, pelo contrário, o que demonstra o referendo escocês é que as pessoas voltam às urnas quando percebem que a mudança está ao seu alcance, mas não o fazem quando lhe dão Blair vs. Cameron – ou Passos vs. Costa/Seguro (riscar o que não se aplique...).


Pela enésima vez, o medo (descrito como ”realismo”) funcionou como instrumento decisivo de condicionamento da decisão democrática. Recentemente, o mesmo se fez com os gregos – e, na história eleitoral do Ocidente, instilar o medo da mudança é do mais banal que encontramos. O disparate foi tal que o Royal United Services Institute (um think-tank financiado pelo Ministério da Defesa) disse que a Escócia independente podia sofrer um ataque de submarinos russos no dia em que um novo governo exigisse a saída da frota nuclear britânica das suas bases escocesas! O chefe do governo autónomo escocês, Alex Salmond, chamou-lhes as “dez pragas do Egito” que Londres prometia que se abateriam sobre a Escócia se ela quisesse ser independente: apesar da (moderadíssima) vontade dos nacionalistas no poder de manterem a libra britânica ou até mesmo a Rainha de Inglaterra como chefe de Estado (contrariando o republicanismo de muitos independentistas), Cameron recusou-lhes poderem manter a moeda, ameaçou-os (juntamente com Rajoy e o inefável Barroso!) com a saída da UE e da NATO, e de que se bloquearia um futuro processo de reingresso em ambas. A Ucrânia pode aderir a ambas - mas se a Escócia se separasse do Reino Unido, que nem pensasse em reentrar em nenhuma delas! Cameron sabia que uma boa parte dos partidários da independência, sobretudo à esquerda, apoiavam uma Escócia neutral e desnuclearizada, mas queria amedrontar (e teve sucesso) o escocês moderado, descrevendo a independência como o caminho para o poço sem fundo do isolamento internacional! O cinismo foi tal que semelhante isolamento deve parecer-se ao futuro que a direita britânica proporá em 2017 quando promover o seu próprio referendo para sair da União Europeia!


Acima de tudo, haveria cortes e caos nas pensões de reforma e no sistema público de saúde; na era em que as transações financeiras, façam-se onde se fizerem, não conhecem fronteiras, muitos escoceses iam perder o crédito à casa “porque metade dele estaria nas mãos de bancos [britânicos, não-escoceses] que passariam a ser considerados estrangeiros”!


Cameron fez aos escoceses uma verdadeira declaração de marido despeitado face ao pedido de divórcio da mulher: “Se a Escócia disser sim, o Reino Unido cinde-se e faremos para sempre caminhos separados”, num “divórcio [sic] doloroso”. “Uma família não é um compromisso”, disse ele - mas a unidade nacional, num Estado democrático, não é, forçosamente, um compromisso? “Uma família é uma identidade mágica, que nos junta mais do que alguma vez chegaremos a estar separados – portanto, por favor, não rompam esta família”. “Mágica”, notem bem! Quem julga que os sentimentos nacionais não passam disso mesmo - puros sentimentos e pouca razão -, e o repetiu à saciedade sobre o caso escocês, diga-me, por favor, que guionista de telenovela de 3ª categoria escreveu semelhante melodrama xaroposo para ser lido pelo Primeiro-Ministro do Reino [Duvidosamente] Unido!


Por fim, ao assegurar que, com a independência da Escócia, desapareceria “o maior exemplo de democracia que o mundo alguma vez conheceu, de abertura, de gentes de diferentes nacionalidades e fés se juntarem para formarem um só país”, Cameron deve ter-se esquecido de quanto sangue se verteu na Irlanda para conseguir a independência do país, de como os britânicos acusaram os nacionalistas irlandeses que fuzilaram em 1916, em plena I Guerra Mundial, de serem agentes a soldo da Alemanha, ou dos séculos de violência colonial, abertamente racista, praticada em África ou na Índia (e já nem quero falar dos nossos dias...).


Raras vezes figurões como o presidente dos EUA ou o de França, o da Comissão Europeia, o chefe do governo espanhol, se intrometeram onde nunca algum deles aceitaria que se fizesse o mesmo numas eleições em que eles estivessem em causa. Pelas nossas bandas, os anglófilos de serviço mostraram-se horrorizados com a traição escocesa! É que não esqueçamos que a maioria das elites do poder em Portugal, quer as que vêm diretamente da alta burguesia conservadora, quer as que, do maoísmo, transitaram para o neoliberalismo durante os tempos de Thatcher (1979-90), lê e estuda o mundo (só) em Inglês, e a capital visível, próxima, à distância de duas horas de avião, é Londres, nunca chegou a ser Washington/Nova Iorque. Acresce-lhes o vício de geopolitizar toda a realidade: não entendem que os escoceses queiram romper com Londres para, por exemplo, poder preservar a saúde e a escola públicas – que foi o que começou a fazer já o Parlamento autónomo ao tornar Escócia um dos raros sítios na Europa onde volta a ser gratuito estudar na universidade, rejeitando as mega-propinas que Blair (2003) e Cameron (2010) impuseram, hoje de 12 mil euros/ano! Os internacionálogos da nossa praça, que desprezam as questões sociais e usam uma História de pacotilha nas suas análises, gostam é de fazer contas às bases navais e aos rendimentos do petróleo escocês – que pode ser usado por Londres para gastar o que mais ninguém gasta em armamento na UE (2,3% do PIB, o dobro da Alemanha), mas é gordura de Estado se for gasto em Bem-Estar Social –


Manuel Loff, no Público.

Assembleia Municipal de Évora rejeita projecto mineiro da Boa Fé por unanimidade

Assembleia Municipal de Évora rejeita projecto mineiro da Boa Fé por unanimidade


A Assembleia Municipal de Évora (AME) , decidiu rejeitar por unanimidade o projeto mineiro para a Boa-fé, não o classificando como projeto de interesse municipal. A AME considera que os “benefícios decorrentes da exploração mineira são limitados no tempo, enquanto as perdas para o território são limitadas ou permanentes.” Recorde-se que a colocação da mina estaria situada numa zona classificada na Rede Natura 2000.
O Tribuna teve acesso à proposta leva a AME donde consta as dúvidas relativas ao projeto.
O texto realça a importância que a AME tem dado ao projeto, recomendando à Câmara Municipal um acompanhamento do processo, realizando mais tarde uma reunião extraordinária na Boa Fé, uma audição pública sobre o projeto mineiro e uma audição no passado dia 13 com os intervenientes no processo: A empresa, AICEP, Direção Geral de Energia e Geologia, Universidade de Évora, Agência Portuguesa do Ambiente, CCDRA, Quercus, CMÉ e ainda vários cidadãos a título individual.
A AME tem desde logo dúvidas relativamente à declaração de impacte ambiental (DIA) que apesar de considerar as questões apresentadas pelos serviços municipais, remete grande parte da decisão sobre elas para futuros planos e estudos, não permitindo à Câmara Municipal uma possibilidade de fiscalização do cumprimento das soluções que vierem a ser encontradas. Aliás a AME considera mesmo que as cautelas expressas no DIA e os planos que esta exige “revelam bem a insegurança da própria autoridade sobre os impactos ambientais.”
Segundo a AME não há garantias que os benefícios económicos a serem recolhidos pelo Estado sejam aplicados na região. Estão previstos a criação de 235 postos de trabalho, num investimento de 40 milhões de euros, para um período previsto de cinco anos, mas estão por a contabilizar a destruição de forma permanente de postos de trabalho destruídos na agricultura, silvo pastorícia e no turismo.
“Considerando este enquadramento, considerando os riscos e a incerteza conhecida, considerando o previsível desequilíbrio entre os custos globais e benefícios globais da implementação desse projeto, a que acresce a localização em área ambientalmente sensível e com elevados valores a preservar, não estão reunidas as condições para o Município atribuir Declaração de Interesse Municipal, em tempo requerida pela empresa promotora”, pode ler-se.
A deliberação vai agora por proposta dos eleitos do PS ser enviada para o primeiro-ministro, Ministros da Economia, da Agricultura e do Ambiente, à Presidente da Assembleia da República e aos Grupos Parlamentares, assim como à comunicação social.
António Maduro, presidente da União de Freguesias de S. Sebastião da Giesteira e Boa-Fé (independente eleito pelo PS) e a car mais visível da contestação ao projecto mineiro declarou ao Tribuna que esta posição da Assembleia Municipal de Évora era expectável e positiva mas não suficiente para travar aquilo que apelida de "a maior agressão de sempre ao ambiente" na região.
1 António Maduro - Empresário
 Imagens: em cima infografia do impacto do projecto mineiro na Boa-Fé
                em baixo, António Maduro, Presidente da União de Freguesias de S. Sebastião da Giesteira e Boa-Fé

Ex-funcionário acusa Tecnoforma de insolvência deliberada ATecnoforma tem atualmente 124 credores, entre eles o BES. Mas o pedido de insolvência da empresa foi contestado por um antigo funcionário.

 Ex-funcionário acusa Tecnoforma de insolvência deliberada

ATecnoforma tem atualmente 124 credores, entre eles o BES. Mas o pedido de insolvência da empresa foi contestado por um antigo funcionário.
PAÍS
Ex-funcionário acusa Tecnoforma de insolvência deliberada
DR

“Eles próprios provocaram a situação”, cita o mesmo meio online de João Lucas Rosa, que terá mesmo sugerido a abertura de um processo-crime que visasse a atividade da Tecnoforma. Recorde-se que decorre também um inquérito aberto do Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP) sobre, precisamente, a atividade da empresa.
Recorde-se que os administradores da Tecnoforma pediram insolvência em 2012. Curiosamente, dois anos antes tinham aberto uma outra empresa, a Tecnoforma II, uma empresa que, segundo este ex-funcionário, João Lucas Rosa, chegou a ser concorrente da anterior que teve contratos que passaram de uma para a outra empresa.

Este ex-funcionário, que trabalhou cerca de 10 anos na Tecnoforma, acusou também contra os atuais donos, Manuel Castro e Sérgio Porfírio. Segundo o processo que interpôs, houve salários a falhar já em 2004, com salários que não eram pagos na totalidade, ou então recibos de vencimento que não correspondiam aos valores pagos, acrescenta o Observador.
A Tecnoforma, anunciou que vai dar hoje uma conferência de imprensa às 17h sobre o caso que envolve o primeiro-ministro, antigo consultor da empresa que tem atualmente 124 credores, entre eles o BES.

OS MINISTROS Á VOLTA DA GAMELA

sexta-feira, 26 de setembro de 2014

HOJE - "Mentirosos" e "demissão". Passos e Crato recebidos com protestos em Aveiro

"Mentirosos" e "demissão". Passos e Crato recebidos com protestos em Aveiro






Grades de protecção, colocadas pela Polícia, impediram que os manifestantes
 se aproximassem.26-09-2014 16:23

O primeiro-ministro e o ministro da Educação foram apupados por dezenas de pessoas à entrada do Parque de Exposições de Aveiro, onde decorre a mostra Prémio Fundação Ilídio Pinho. 

"Mentirosos" e "demissão" foram algumas das palavras de ordem gritadas pelos manifestantes à chegada da viatura de Passos Coelho, enquanto um pequeno grupo de pessoas acenava com lenços brancos.

Pouco antes da passagem do primeiro-ministro, também o ministro da Educação tinha sido alvo das vaias das pessoas, que empunhavam cartazes com frases como "Cabeçudo és tu que asfixias o país" e "Estamos fartos de esquecidos compulsivos. Aldrabões queremos eleições".

À frente dos manifestantes, destacava-se ainda um cartaz de grandes dimensões com a frase "Exigimos respeito" e uma imagem de Passos Coelho a dar um porco à banca com uma mão, enquanto na outra mão segura uma salsicha para dar às escolas.

Os manifestantes não puderam aproximar-se do chefe de Governo, devido às grades de protecção colocadas pela Polícia a delimitar o perímetro da entrada principal do Parque de Feiras e Exposições de Aveiro.

Pedro Passos Coelho e Nuno Crato, que não prestaram declarações aos jornalistas à entrada, participam na cerimónia de entrega de prémios às escolas com projectos distinguidos na 11.º edição do Prémio Fundação Ilídio Pinho "Ciência na Escola".

Cante Alentejano - Hino ao Alentejo - Alentejo Alentejo.

VEJA ESTA ARTE EM TIRAS DE PAPEL (INCLÚI VÍDEO)



Arte em tiras de papel

     A designer e ilustradora Yulia Brodskaya que é 

uma artista e tanto quando se trata de papéis ela 


não desenha no papel, ela desenha COM O PAPEL!


Utilizando tiras de papel com várias cores, cola e 

tesoura ela cria imagens fantásticas que são 

volumosas, chamam a atenção e possuem 

texturas 

e cores diferentes e fortes.













VÍDEO


www.coisasdekarolcomk.blogspot.com.br

os 11 melhores blindados de todos os tempos

 os 11 melhores blindados de todos os tempos

O site American Heroes Channel publicou uma lista dos dez melhores tanques da História. A eles, juntamos um modelo que foi apontado pelos leitores como uma omissão: o moderníssimo blindado alemão Leopard 2 A7+.

Para o site, o melhor tanque de todos os tempos é o soviético T-34, que serviu na Segunda Guerra Mundial. Tem ótimo poder de fogo, mobilidade e proteção, mas sua maior característica é a facilidade de produção.
Os tanques foram introduzidos pela primeira vez pelos franceses no final da Primeira Guerra Mundial. Na Segunda Guerra, foram uma das principais forças nos campos de conflito. A Batalha de Kursk foi o maior confronto registrado entre tanques de guerra.
Acompanhe a lista dos melhores tanques de todos os tempos:

11 - M-4 Sherman (EUA)

Embora tenha pouco poder de fogo e proteção, o tanque americano ganha pontos pela facilidade de produção. Introduzido em 1942, 48 mil unidades foram produzidas em três anos.

10 - Merkava (Israel)

Esse tanque de 1977 tem como principal vantagem a blindagem. Porém, o peso tira pontos da mobilidade. A construção do tanque é complexa, mas seu poder de fogo o torna imponente no campo de batalha.

9 - T-54/55 (União Soviética)

É apenas mediano em poder de fogo, mobilidade e proteção, mas sua facilidade de produção o torna uma ameaça que não pode ser ignorada (95 mil unidades foram fabricadas).

8 - Challenger (Reino Unido)

O tanque inglês ganha pontuação máxima pelo canhão rifle de 120 mm. A blindagem também merece destaque, mas o veículo sai perdendo na mobilidade e facilidade de produção.

7 - Mk IV Panzer (Alemanha)

Foi um demônio nos primeiros anos da Segunda Guerra Mundial. Tem boa armadura e poder de fogo, mas, como todos os tanques alemães, tinha uma construção complexa.

6 - Centurion (Reino Unido)

Sua blindagem de até 152 mm o coloca como um dos mais protegidos tanques de sua categoria. Também ganha pontos pelo poder de fogo e facilidade de produção, mas a mobilidade é apenas mediana.

5 - WWI Tank (Reino Unido)

Produzido em 1917, foi um dos primeiros tanques introduzidos no campo de batalha. Suas especificações técnicas não impressionam, mas poucos tinham essa máquina de guerra.

4 - Tiger (Alemanha)

Foi um dos tanques mais temidos da Segunda Guerra Mundial por seu poder de fogo e proteção. Seu único problema era a dificuldade de fabricação.

3 - M-1 Abrams (EUA)

De 1983, é um dos mais poderosos tanques já feitos. Tem excelente poder de fogo e blindagem. Mas também é uma máquina complexa e cara.

2 - Leopard 2 A7+ (Alemanha)

É um dos mais modernos do mundo, com boa proteção contra lança-granadas-foguete. Ele oferece precisão maior para tiros de longa distância devido a um sistema avançado de mira. Tem motor de 1.500 HP.

1 - T-34 (União Soviética)

O melhor tanque de todos os tempos é praticamente perfeito em todos os quesitos e considerado o mais efetivo e influente da Segunda Guerra Mundial.

Menção honrosa - EE-T1 Osório

O tanque brasileiro foi considerado o favorito numa concorrência aberta pela Arábia Saudita, vencendo até mesmo o M1 Abrams americano, mas perdeu a disputa por questões políticas e apenas dois protótipos do tanque foram produzidos.
FONTE(S)
IMAGENS
LEITOR COLABORADOR Emmanoel E. S. Scharf, João Vitor