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segunda-feira, 25 de agosto de 2014

Atomic beautiful day

A PERUA NAZI DO FMI DEFENDE AUMENTO DE SALÁRIOS ONDE ELES JÁ SÃO MELHORES, NOS PAÍSES MAIS POBRES, COM DESEMPREGO E MISÉRIA QUER QUE MORRAM À FOME

Diretora do FMI defende aumento de salários na Alemanha

Christine Lagarde considera ser muito importante que Berlim participe na recuperação da Europa “de forma intensa”, recordando que o presidente do banco central alemão admitiu haver possibilidade de os salários do país aumentarem até 3%, e defendendo que as negociações salariais que já ocorreram entre sindicatos e organizações patronais sejam alargadas.

Christine Lagarde na entrevista à TV suíça.
Christine Lagarde na entrevista à TV suíça.
No mesmo dia em que o governo francês caiu devido a críticas de ministros que deploraram a obsessão da austeridade imposta pela Alemanha aos outros países europeus e defenderam em alternativa o relançamento do consumo, a diretora do FMI disse esperar que a Alemanha aumente os salários para contribuir para a recuperação da economia europeia.
Christine Lagarde deu uma entrevista exclusiva à rede de TV suíça RTS. Reconheceu que o ritmo da recuperação na Europa tem sido "mais lento do que era esperado", sobretudo no mercado de trabalho, onde o problema do desemprego "é difícil de resolver" e acarreta o aumento das despesas com o apoio à criação de emprego e com o subsídio de desemprego.
Foi nesse contexto que a diretora do FMI defendeu que a Alemanha deve aumentar o seu nível de salários para impulsionar a recuperação económica da Europa, sublinhando que a maior potência económica do continente europeu tem "margem de manobra" para ajudar, como ficou provado nas recentes negociações salariais.
Banco Central alemão admite aumentos de 3%
No mês passado, o presidente do banco central alemão, Jens Weidmann, admitiu haver possibilidade de os salários do país aumentarem até 3%, já que a Alemanha "está praticamente em situação de pleno emprego".
Mas esta posição contraria a política da chanceler Angela Merkel, que sustenta que a política de contenção salarial é que tem permitido ao país aumentar a competitividade.
Aliás, o FMI de Christine Lagarde é o mesmo que fez parte da troika que impôs a austeridade, isto é, a redução de salários, em muitos países do sul da Europa, como Portugal.

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Desclassificados documentos secretos dos EUA sobre Verão Quente de 1975

Desclassificados documentos secretos dos EUA sobre Verão Quente de 1975


O Departamento de Estado e os serviços secretos norte-americanos aprovaram o seu primeiro plano de operações clandestinas para Portugal a 27 de setembro de 1974, para "evitar a tomada do poder pelos comunistas". Esta é a primeira vez que, 40 anos depois da revolução portuguesa, o Departamento de Estado norte-americano revelou, ainda que parcialmente, documentos e parte dos debates "on the record" no Comité dos 40, organismo que supervisionava operações clandestinas e incluía os serviços secretos, a CIA.


Grande parte de nomes de personalidades políticas, partidos e organizações  portuguesas envolvidas nas operações, que nunca são descritas ao pormenor,  continuam a ser segredo por questões de segurança e foram apagados na versão  agora "desclassificada".  
O lote de documentos é grande e foi publicado no volume do departamento  histórico do Departamento de Estado sobre a política externa norte-americana,  referente aos anos de 1969-1977 (Foreign Relations of the United States  - Volume E-15, part II).  
A primeira proposta de "operações políticas" do Comité dos 40 tem a  data de 27 de setembro, um dia antes da frustrada manifestação da maioria  silenciosa de 28 de setembro, inspirada por António de Spínola, primeiro  presidente após o golpe do Movimento das Forças Armadas (MFA), e que antecipou  a sua demissão, a 30 de setembro.  
Esta proposta inicial incluía planos específicos, não revelados ainda  hoje, para a campanha das primeiras eleições livres para a Assembleia Constituinte,  mas também ações para influenciar os militares do MFA.  
A demissão de Spínola, em que alertou para novas formas de totalitarismo,  e o ascendente das forças de esquerda levou Kissinger a concluir que havia  agora uma "coordenação estreita" entre o MFA e os comunistas.  
Num memorando de outubro de 1974 destinado a Kissinger, fala-se em "fortalecer  o PS" e em ajudar a "desenvolver um partido centrista que atuasse em coligação  com os socialistas para derrotar o PCP".  
Mas é a 20 de janeiro de 1975 que a administração de Gerald Ford, numa  reunião, decidiu avançar com um renovado plano de operações clandestinas  para Portugal - "quer haja ou não fugas de informação", nas palavras do  presidente Gerald Ford.  
Henry Kissinger chegou a defender que a CIA devia "infiltrar" o MFA  e lembrou que ter defendido um "plano de ações clandestinas massivo" desde  há meses.  
Em março, um memorando de ações do Comité dos 40 foi chumbado pelo Departamento  de Estado pelo risco de fugas de informação para os jornais.  
Uma das ações passava por canalizar fundos para os partidos "não comunistas"  portugueses por parte dos aliados europeus, incluindo verbas da CIA, mas  também "expor as atividades subversivas" do PCP.  
E é já depois das eleições para a Constituinte de 25 de abril de 1975,  ganhas pelo PS e em que o PCP recolheu 12% dos votos, que o Comité dos 40  faz mais um documento a propor "proteger os ganhos dos moderados" nas eleições.
São recomendados mais apoios aos partidos, cooperação com "os europeus"  para canalizar fundos para Portugal, influenciar o MFA a "tomar decisões  democráticas". A CIA sugeria que se organizasse uma "campanha mediática  para mostrar a desaprovação internacional da eliminação dos processos democráticos".

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