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terça-feira, 19 de agosto de 2014

Sobre o Juíz Carlos Alexandre, o homem que sabe os pôdres do regime

DE ionline- Sobre o Juíz Carlos Alexandre, o homem que sabe os pôdres do regime



Carlos Alexandre. O juiz que guarda os segredos do Regime






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Gosta de construir casas, fala por código e não deixa que ponham a mão nos seus processos


O que se faz quando se tem pela frente um superjuiz? Entre os advogados, há quem brinque e o chame "superjusticeiro", quem o afronte - como Nuno Godinho de Matos, sugerindo que o juiz "beberia um cálice de cicuta" caso os arguidos das contrapartidas dos submarinos fossem pronunciados -, e quem fuja dele. O defensor de um dos arguidos de um caso do BPN confessou há uns meses ao i: "Pedir a abertura de instrução para quê? Entro com a certeza de um bilhete directo para julgamento e saio com uma acusação aperfeiçoada." Não há nada que escape aos olhos de Carlos Alexandre. Muito menos à sua memória. Não há funcionário com quem se tenha cruzado que nunca o tenha ouvido dizer: "Procure no processo xis, na página y."

Se tiverem a sorte de o apanhar bem-disposto terão pela frente umas boas horas de humor cáustico. Se o ouvirem dizer "Ó cidadão", o melhor é terem cuidado. Quem o conhece sabe ser sintoma de má disposição. "Com ele não há meio termo", diz ao i um amigo. Ninguém nega este facto: o juiz tem mau feitio. Nem este: Carlos Alexandre teima em falar por códigos. A cadeira onde se senta na hora das instruções no Tribunal Central de Instrução Criminal, por exemplo, é o "altar". Há ainda um terceiro rumor: teme tanto ser alvo de escutas que está sempre a trocar de telemóvel.

Nascido em Mação, na Beira Baixa, há 52 anos, filho de um carteiro e de uma operária de uma fábrica de lanifícios, diz quem o conhece que anos depois de se ter tornado o juiz mais mediático do país não se consegue libertar de uma imagem provinciana de si próprio: diz ser "juiz de província", "filho de carteiro" e não querer subir a desembargador num Tribunal da Relação - para onde já poderia concorrer e onde ganharia mais, já que recebe o equivalente a um salário de juiz de 1ª instância - por não saber comer "de faca e garfo". Oriundo de famílias humildes, "tem horror ao pedigree".

A Monção regressa sempre, para passar os dias rodeado dos amigos da infância.



lusibero.blogspot.pt

ORA VEJAM COMO ELE GOSTOU DISTO !

Cinemas pelo mundo fora Uns já não existem e outros ainda duram e duram

Cinemas pelo mundo fora


Uns já não existem e outros ainda duram e duram



Entrada de cinema em Barcelona (?), pelos cartazes dos filmes dá para identificar a época da foto. Os filmes: "Mademoiselle Modiste" e "The Bugle Call" estrearam em 1926 e 1927 nos EUA, portanto terão estreado na Europa em 1927/28. Foto LIFE Archive.



Cine Doré em Madrid (talvez 100 anos entre as duas fotos), a foto a cores é de 2008 e foi encontrada em manuelrico.blogspot.com. Actualmente o Cine Doré é a sede e sala principal da Filmoteca Espanhola. A foto antiga estava á solta na net sem data.


Cine Calamari, Teatro Cartagena, Cine Bucanero, em Cartagena, Colombia. Foto encontrada em flickr.com: 

Cine Colombia nas Honduras, foto encontrada em  hondurashistorica.blogspot.com.

Desta foto encontrada á solta na net só sei que é um cinema algures numa grande cidade dos Estados Unidos da América. O filme "The Air Mail", estreou em Março de 1925, portanto a foto é dessa época.


Cinema Kalunga em Benguela, Angola, 1969.  Foto encontrada em panoramio.com.

Cine Arco-Iris, na cidade do Lubango em Angola (obras de reabilitação do cinema), 2011. Nem tudo está perdido. Foto encontrada em skyscrapercity.com.


Cine-Teatro Nam Van (1964-1995), um dos maiores que Macau teve. Foto encontrada em macauantigo.blogspot.com:   

Cine Encanto, Monterrey, México, sem data.  Foto encontrada na net. 

Cinema antigo em Budapeste, Hungria.  Foto de 2004 encontrada em flickriver.com.

Cine Gloria em Minas Gerais, Brasil.    Foto de 2011 encontrada em thiagomorandi.wordpress.com.

Drive-In Movie Theater de Salt Lake City em 1958.  Charlton Heston no filme Os Dez Mandamentos. Utah, 1958. J. R. Eyerman.

Interior do Fox Theater, construido em 1929 em Atlanta, EUA. Foto de 1971 de Henry Gobinky. LIFE Archive.


Cinema Afrique em Zanzibar na Tanzania, foto sem data, encontrada em wanderlust.co.uk.


Cinema Diana Palace no Cairo, Egipto em 1942. A multidão é composta principalmente por militares aliados de licença do combate nos desertos do Norte Africa.Egipto, 1942 Bob Landry e LIFE Archive.


citizengrave.blogspot.pt

O COLISEU DA RUA DA PALMA - «POR UMA dessas espantosas coincidências, das quais Paul Auster retira o sumo da sua demanda literária, o nome de Joaquim de Almeida está ligado aos dois pólos da história do cinema português: ao das suas primeiras projecções e ao da época que marca o centenário da Sétima Arte.

As duas vidas de Joaquim de Almeida


por António Cabrita
Expresso 15 junho 1996

Coisas encontradas em jornais




«POR UMA dessas espantosas coincidências, das quais Paul Auster retira o sumo da sua demanda literária, o nome de Joaquim de Almeida está ligado aos dois pólos da história do cinema português: ao das suas primeiras projecções e ao da época que marca o centenário da Sétima Arte.
Será o mais internacionalizado actor português de sempre um alquimista disfarçado, que de cem em cem anos reaparece com o seu próprio nome, quando o facto já pode passar por coincidência? Será o nosso  Joaquim de Almeida um herdeiro genético do outro Joaquim de Almeida que, nos intervalos  da sua actuação, assistia maravilhado às primeiras projecções em Portugal da «fotografia com vida»?  Aí está um caso para uma boa agência de detectives. O melhor é contar como isto, afinal, anda tudo ligado.

Real Coliseu, em 1896 estreou-se aqui o cinema em Portugal. Foto anterior a 1929. Alberto Carlos Lima. Arquivo Fotográfico da CML.

No já longínquo ano de 1896, apresentava o Real Coliseu (que se situava na Rua da Palma, onde hoje se encontra a Garagem Auto-Liz) a opereta popular em três actos O Comendador Ventoinha, quando o empresário da sala, o «Santos do Coliseu»/António Manuel dos Santos Júnior, deu uma saltada a Madrid e assistiu às projecções realizadas na capital vizinha.
Somou logo dois mais três e percebeu que tinha ali um negócio chorudo. E foi assim que o «Santos do Coliseu» alugou à Companhia de Gás um motor e um dínamo que pudessem alimentar o novo aparelho e se socorreu da ciência certa do especialista em mecânica e electricidade Manuel Maria da Costa Veiga, a fim de aumentar a potência da instalação.
Condições criadas, seguiu-se o que foi relatado no «Correio da Noite» de 15 de Junho de 1896: «Chegou hoje de Madrid Mr. Rousby, que vem apresentar em cinco espectáculos, no Real Coliseu, o Animatógrafo e o Cinematógrafo de Edison, que, por meio de projecções com luz eléctrica, apresenta os mais perfeitos quadros da vida real em figuras de tamanho natural e sem omissão do mais insignificante movimento e do menor detalhe. O Animatógrafo só está conhecido em Londres, Paris e Madrid, sendo Lisboa a quarta cidade que vai admirar o último prodígio de Edison.»

Real Coliseu, em 1896 estreou-se aqui o cinema em Portugal. Foto anterior a 1929. Alberto Carlos Lima. Arquivo Fotográfico da CML.

A «fotografia com vida» começou por ser o prato fraco da sessão do Real, mero complemento para os intervalos da referida opereta, e nem sequer provocou alteração do preço do bilhete: um tostão para a geral. De entre os filmes apresentados, os que mereceram maior agrado foram Dança Guerreira, Bailes Parisienses e A Ponte Nova de Paris.
Que tem Joaquim de Almeida a ver com isto? Tudo, pois referem as notícias que, nesses dias, do programa do Real, em cujos intervalos etc., etc., constavam as cançonetas em francês de Mercedes Blasco e os monólogos de Joaquim de Almeida. As sessões foram um êxito, de tal forma que Mr. Rousby, o projeccionista, contratado para cinco projecções, foi obrigado a manter-se em Lisboa durante um mês. O programa foi variando, e causaram espanto O Jardim dos Jogos Infantis, O Comboio, e, sobretudo, a estreia dos «dois únicos quadros coloridos com vida»: A Dança Serpentina e Uma Loja de Cabeleireiro e Engraxador em Washington.  Ao mesmo tempo, diversificava-se o repertório do Real Coliseu, que passou a apresentar: a comédia As Sogras,  novas canções francesas por Mercedes Blasco e, «last but not the least», Joaquim de Almeida, no monólogo O Borlista.
O que me espanta é que a Comissão para a Comemoração dos Cem Anos de Cinema não tenha posto o nosso Joaquim de Almeida no palco a reeditar os monólogos do outro Joaquim de Almeida. A não ser que, como eu sei e o Paul Auster comigo, sejam o mesmo, e o caso constituísse escândalo. Saberia o Ruiz disto? Qual Mastroianni!

E que tem a ver com estas coincidências o  Comendador Ventoinha?  Exige-se que o IPACA contrate o detective Correia, única forma de tornar condigna a comemoração da primeira sessão de cinema em Portugal.»

António Cabrita
Expresso 15 junho 1996


Real Coliseu, em 1896 estreou-se aqui o cinema em Portugal. Foto anterior a 1929. Alberto Carlos Lima. Arquivo Fotográfico da CML.

«O Coliseu da rua da Palma qu



e tende a desaparecer para alargamento da rua da Palma. (sic) 1927» Arquivo da Torre do Tombo.
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O ÉBOLA EM ÁFRICA

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ÚLTIMA HORA - ÉBOLA

ÚLTIMA HORA - ÉBOLA

humor negro

(Inimigo Público)


A nacionalização do BES através de uma vigarice a que chamam na Europa engenharia financeira.

A nacionalização do BES através de uma vigarice a que chamam na Europa engenharia financeira.


BES SEGUE PRA BINGO 
Por Clara Ferreira Alves 

Não escrevi até este momento uma linha sobre o BES porque nunca acreditei numa 
palavra do que foi dito sobre a excelência da regulação, a inexistente necessidade de 
recorrer ao dinheiro dos contribuintes, a garantia do benzido nome de Vítor Bento como 
solução de estabilidade, a tremenda almofada financeira, etc., etc., etc.
Também nunca me soou bem a frase de Passos Coelho sobre os “privados “ serem 
obrigados a resolver os seus problemas sem intervenção política e muito menos de 
dinheiro público. Alinhei nesta demagogia durante cinco segundos e arrependi-me 
logo. Cheguei a elogiar Passos Coelho pelo modo como resolvera a crise. Sou uma 
imbecil.

O porta-voz Marques Mendes, fervendo de indignação contra a “anterior administração”, 
veio dizer que os acionistas perdiam tudo e que Ricardo Salgado e a “administração”, 
whatever that means, tinham desfeito 1500 milhões em diasEstamos conversados 
quanto à excelência da regulação.
Se bem me recordo, essa administração era para ser mantida em funções durante mais 
um mês. A avaliar por estes cálculos, estoiravam mais 15 mil milhões. Enquanto a justiça 
ponderava deter ou não a sua ex-“testemunha” Salgado e impedi-lo de destruir caixas 
marcadas com papéis “para destruir”, Salgado ia destruindo o BES, soubemos pelos jornais.
Sozinho, parece. Sem dar cavaco, salvo seja. E, claro, foi-nos dito todos os dias, por 
reputados especialistas e a “nova gestão”, que o BES nada tinha a ver com o GES e que 
o BES estava bem e o GES estava mal e que o BES era sólido e tinha rácios de capital a 
dar com um pau.

De repente, estes reputados berraram pela recapitalização imediata do banco, tão 
imediata que tinha de ser feita no primeiro fim de semana das férias, pela calada 
da noite. Não aguentava mais 24 horas sem tratamento da tal infeção que não existia. 
Nem febre o BES tinha. Costa era um génio. Bento um crânio. Coelho um herói. Os três 
estarolas. A “solução” rebentou pela voz do porta-voz Mendes. Estranho método para 
anunciar publicamente a nacionalização do BES e a necessidade (através de uma 
vigarice a que chamam na Europa engenharia financeira) de sacar aos contribuintes 
e defraudar os pequenos acionistas e aforradores que confiaram no “regulador” e 
avulsos. Olha, diz ao Marques Mendes para lançar a bisca! E, estranhamente, a primeira 
pessoa que denunciou a vigarice foi Santana Lopes, que topou o esquema de alto a baixo.

Como o Governo não quis usar a palavra nacionalização e tem medo dos riscos eleitorais 
e do rombo no défice, usou a nacionalização que não é nacionalização.
O Governo é perito em esquemas. Um tal de Fundo de Resolução, cuja parca existência 
desconhecíamos, ia salvar “o BES que não tinha nada a ver com o GES”. O problema é 
que o buraco do banco cheio de rácio era de 4,9 mil milhões. Como diria o saudoso 
Barroso europeu, “uma pipa de massa”. E como o dito Fundo, uma espécie de saco azul 
dos bancos e da sua incomensurável solidez, só tinha 182 milhões, eles põem mais uns 
cobres simbólicos e nós entramos com a pipa de massa através do Fundo de 
Recapitalização da troika, dinheiro público.
Parece que o belíssimo BES de anteontem vai ser dividido em BES bom, Novo Banco 
(marca registada do BCP?) e BES mau. O bom é o que o Fundo injeta a massa pública 
emprestada ao Fundo. Leitor, faça as contas. Até ser vendido, dando de barato que será 
vendido, o BES bom paga juros deste empréstimo, mas como o BES bom não tem cheta 
é o Fundo-acionista-único-controlado-pela-banca que paga juros ao Fundo, topam? E os 
juros não são os dos CoCos, não dão lucro ao Estado.
Depois, o BES bom é vendido e quem comprar devolve a massa ao Fundo e “se tudo 
correr bem” e formos muito felizes, aos contribuintes.
Ora como o Fundo de Resolução é participado e controlado por todos os bancos do 
sistema, é um sindicato de bancos que ganha.
Qual a garantia que o BES vai pagar?
Nós. Porque os bancos não vão adiantar a cheta sem garantia pública. Como o Estado 
não participa na gestão do Fundo, que se torna privado com dinheiro público, perde 
controlo.
Nada correu ou vai correr bem nesta história opaca que gera a maior e mais arriscada 
concentração de poder financeiro de que há memória. Só corre bem para os advogados 
dos processos. E para a Europa, muito afeiçoada a cobaias lusas.

No BES mau ficam os tóxicos. E ficam apeados os acionistas, incluindo os pequenos e 
médios acionistas que nunca puseram os pés numa AG e só viram o dr. Salgado dono 
disto tudo e os drs. Costa e Bento e Coelho génios disto tudo, na televisão. Investiram em 
ações de um banco “sólido,” garantiram-lhes. Foram aconselhados a aumentar o capital 
do banco. Eu não tenho ações do BES, e considero que isto é um rombo na 
confiança no sistema financeiro e um roubo. 

NOTA: ESTA CRÓNICA FOI ESCRITA NA SEGUNDA-FEIRA. ATÉ SÁBADO…
Jornal Expresso 2180, 9 de Agosto de 2014


http://apodrecetuga.blogspot.com

Há mortos inscritos nas eleições do PS em Braga, denuncia um militante - A campanha para a liderança da Distrital de Braga do PS está envolta em polémica. Uma candidata alega que há elementos de outros partidos e até mortos inscritos e com as quotas em dia. Há ainda casos de militantes que estão a receber o recibo sem terem feito o pagamento.

Há mortos inscritos nas eleições do PS em Braga, denuncia um militante




A campanha para a liderança da Distrital de Braga do PS está envolta em polémica. Uma candidata alega que há elementos de outros partidos e até mortos inscritos e com as quotas em dia. Há ainda casos de militantes que estão a receber o recibo sem terem feito o pagamento.
Em Braga, as eleições para a liderança da distrital socialista está a animar os militantes. Tanto que até há emigrantes, que não vão estar em Portugal na data das eleições, inscritos para votar, segundo denuncia uma candidata.
Maria José Gonçalves garante que existem “eleitores-fantasma” nas listas para as eleições da distrital, previstas para 6 de Setembro. Para além de emigrantes que não estão cá, há militantes que já concorreram por outros partidos e, ainda segundo a candidata, pessoas que já faleceram.Ao noticiar o caso, o Jornal de Notícias acrescenta que há mortos que mantêm as quotas em dia, justificando que o PS invoca o sigilo bancário para não identificar quem pagou.
O Público cita dois casos específicos. Um militante de Guimarães e outro de Famalicão têm duas situações em comum, para além da filiação no PS: têm as quotas em dia e estão mortos.
A denúncia partiu de uma candidata afeta a António José Seguro, que disputa a liderança do PS/Braga com Joaquim Barreto, apoiante de António Costa.
As eleições na segunda maior federação socialista (em número de militantes), que servem também para eleger os representantes ao congresso, estavam previstas para 6 de Setembro, mas poderão ser remarcadas por falta de “condições para se realizar o congresso”, como já alertou a entidade organizadora.
A convocatória foi assinada por Fernando Moniz, o atual líder da distrital, mas a Comissão Organizadora do Congresso (COC) chumbou ontem, por maioria, a realização das eleições. A moção de que “não existem condições para realizar o congresso” foi aprovada por sete dos nove membros, com os restantes dois a votarem contra.
António Ramalho, presidente da COC, acrescentou ao Público que existem cerca de “20 casos” de “pessoas que receberam em casa os recibos das quotas sem que as tivessem pago”.
Segundo este jornal, há 2294 militantes socialistas com as quotas em dia, o que inclui emigrantes que não estarão em Portugal na altura das eleições. Ainda assim, ajudaram o PS a recolher 123.876 euros com a regularização das quotas.
Destes 2291, mais de metade (1191) reside em apenas dois concelhos, Famalicão e Fafe. Em relação a Fafe, António Ramalho precisou que 192 dos 363 militantes inscritos para as próximas eleições do PS/Braga nunca votaram em sufrágios internos.
De Amares chegam relatos de militantes acamados que têm as quotas em dia e poderão, no dia das eleições, ir votar.Todas estas irregularidades foram denunciadas à COC, constituída por elementos próximos das duas candidaturas. Feita por um “conjunto de concelhias e também alguns militantes em nome individual”, precisou António Ramalho.
A COC vai remeter todas as denúncias, que têm sido apresentadas pelas concelhias e por elementos afetos às duas candidaturas, ao Secretariado Nacional, solicitando “o completo e integral esclarecimento da regularização do pagamento das quotas a militantes que há mais de cinco anos não procediam a qualquer pagamento”. 

Filho do construtor que pagou comissões a Salgado é accionista de referência da Caixa Económica Montepio Geral

Filho do construtor que pagou comissões a Salgado é accionista de referência da Caixa Económica Montepio Geral

Paulo Guilherme, filho do construtor José Guilherme, é dono de 9% do Fundo de Participação da CEMG.

Paulo Guilherme, filho do construtor José Guilherme que pagou comissões ao ex-presidente do BES, Ricardo Salgado, detém 9% do Fundo de Participação Caixa Económica Montepio Geral (CEMG), que possui cerca de 11,75% da Caixa Económica Montepio Geral, o banco comercial do grupo mutualista.
Um dos objectivos das várias inspecções em curso no grupo encabeçado por Tomás Correia visa não só apurar se as boas práticas das decisões de concessão de crédito são cumpridas, mas averiguar também se as relações comerciais cruzadas dentro do próprio grupo são as correctas.
O Fundo de Participação Caixa Económica Montepio Geral (CEMG), constituído por Unidades de Participação (UP), no valor de 200 milhões, foi criado em Dezembro de 2013, com o objectivo de ajudar a reforçar o capital do banco comercial do grupo mutualista. Trata-se de uma aplicação financeira (e não de um fundo mutualista), que foi colocada junto dos clientes da CEMG.
O Fundo de Participação Caixa Económica Montepio contém duas participações qualificadas: a de Paulo Guilherme, que possui 18 milhões de UP, e a de Eurico Brito, investidor angolano, com 10 milhões de títulos. Estas duas informações estão disponíveis no site do banco liderado por Tomás Correia. Na prática, os dois investidores são “accionistas” indirectos da CEMG. Paulo Guilherme é filho do construtor José Guilherme que pagou as comissões a Ricardo Salgado por serviços prestados pelo banqueiro na sua entrada em Angola e que, segundo o Jornal de Negócios, terá oferecido um presente de 14 milhões de euros ao mesmo banqueiro.
As UP do Fundo de Participação Caixa Económica Montepio Geral (CEMG)  foram disponibilizadas aos clientes com a promessa de renderem um juro de pelo menos 5%, o que não se verificou ainda. Em termos de mercado, o mais activo a comprar as UP em causa é o banco do grupo mutualista, o que possibilita ter domínio sobre a cotação dos títulos (que não dão direitos de uma acção cotada). A 6 de Agosto foram transaccionados a 0,80 cêntimos.
Estratégia contestada
Recorde-se que a decisão de criar um fundo para reforçar o capital da CEMG foi alvo de forte contestação por parte de quadros do grupo, pois, pela primeira vez nos 170 anos de história da CEMG, a Associação Mutualista (a cabeça do grupo Montepio Geral) deixou de ser detentora a 100% do capital da CEMG.
Como os detentores dos títulos/UP não têm nem direito de participação na vida da CEMG, nem a serem informados sobre os seus actos de gestão, fazem-se representar por um elemento eleito (a cada UP corresponde um voto), sendo ele Paulo Guilherme.  
O grupo liderado por Tomás Correia, que esta segunda-feira à noite foi à TVIgarantir que a instituição está sólida, tem estado no centro da polémica que se gerou à voltou do banco comercial do grupo, a CEMG, alvo de várias inspecções por parte do Banco de Portugal. Não só para aferir se os créditos (e a renovação de créditos) aos grandes clientes foram concedidos de forma correcta, mas também para apurar se há “promiscuidade” nos negócios dentro do grupo.
Semanas antes de Carlos Costa ter encomendado uma auditoria independente ao MG, que começou a 25 de Julho (a cargo da Deloitte), Alvaro Dâmaso, ex-presidente da bolsa de valores de Lisboa, deixou a gestão da Caixa Económica, desconhecendo-se se existe alguma relação entre as duas iniciativas.
Negócios de imóveis
Os últimos relatórios e contas do grupo liderado por Tomás Correia, que preside quer à AM, quer à CEMG, dão conta de negócios realizados intra-grupo que geraram controvérsia. Uma das transacções envolveu 96 fracções da carteira de imóveis, movimentados entre a AM (a holding do grupo) e o banco comercial, CEMG, registados em cerca de 40 milhões. Este lote de 96 imóveis incluía 35 fracções, de uma carteira mais vasta de imóveis que transitaram para a Associação Mutualista no quadro da OPA lançada em Novembro de 2010 sobre o Finibanco (a AM pagou 341 milhões pelo Finibanco). Para efeitos da OPA, o Finibanco tinha valorizado os 35 imóveis por 6,4 milhões de euros (mas o seu valor patrimonial era de 3,3 milhões).
Em 2011, a AM cedeu-os (as 35 fracções) à CEMG pelos mesmos 6,4 milhões. A 29 de Junho de 2012, a CEMG revendeu à Associação Mutualista (a cabeça do grupo) as mesmas 96 fracções, por 76,7 milhões de euros (valorização de cerca de 50%), mas cujo valor patrimonial era de 16,6 milhões. A escritura integrava as 35 fracções de prédios herdados do Finibanco que regressaram ao ponto de origem, mas, agora, contabilizados a 10,9 milhões. A AM voltou em 2013  a desvalorizar os seus imóveis entre 25%  a 30%. Toda a informação está  nos relatórios e contas.

em rota de despedida