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sábado, 9 de agosto de 2014

REBENTAR A (MAIS UMA) BOLHA DA MENTIRA

REBENTAR A (MAIS UMA) BOLHA DA MENTIRA

bolha
A malta do (des)governo, claques de apoio parlamentares,mais e os mercenários opinantes dos meios de comunicação social com o gnomo José Gomes Ferreira (dá-me naúseas ver aquele paspalho nos ecrâs televisivos a usar um nome de honra, de um homem que foi um dos grandes intelectuais e um dos grandes nomes da literatura portuguesa agora apropriado ignomiosamente por um medíocre papagaio que sabendo bem porque o usa, o usa sem vergonha) que tem andado,como sempre, mulher a dias empenhadíssima, sempre na primeira linha da lavagem da (des)honra dos protagonistas do descalabro BES, no meio da balbúrdia vão dando novidades que atestam, no dizer deles, o bom caminho desta governação desalmada. O número com que acenam é termos a mais baixa taxa de desemprego, desde 2011, com a criação de 87,7 mil postos de trabalho!
Está na hora de rebentar essa bolha! Que milagre é este, que nem a Senhora de Fátima seria capaz, quando a economia cresce abaixo dos mínimos? Não é a economia que faz a criação líquida do emprego? Que milagre é este, quando a criação de postos de trabalho nunca foi superior à queda do desemprego?
O que eles escondem, o que eles não dizem é que emigraram 300 mil pessoas! Que 170 mil estão em estágios profissionais! Que os inactivos, aqueles que sairam estatisticamente do desemprego, aumentaram 1,5%”
Lá se rebentou a bolha da boa notícia! Mentirolas destas leva-as os maus ventos de uma política desgraçada que empurra o país cada vez mais para o abismo! A canalha uiva triunfos, o descalabro continua
pracadobocage.wordpress.com

QUANDO ELE ARRANCA NUNCA VAI SÓ !

VEJA ESTA HOMENAGEM ! - Acreditava-se que a Primeira Guerra Mundial, conhecida na época como a Grande Guerra, seria a guerra que acabaria com todas as guerras futuras. Todos os lados sofreram um número extremamente elevado de mortes desnecessárias, e a guerra devastou toda uma geração. De fato, a enorme quantidade de destruição e morte só foi eclipsada pela Segunda Guerra Mundial.

EM MEMÓRIA AOS SOLDADOS BRITÂNICOS

quemequemanda.com.br

1Acreditava-se que a Primeira Guerra Mundial, conhecida na época como a Grande Guerra, seria a guerra que acabaria com todas as guerras futuras. Todos os lados sofreram um número extremamente elevado de mortes desnecessárias, e a guerra devastou toda uma geração. De fato, a enorme quantidade de destruição e morte só foi eclipsada pela Segunda Guerra Mundial.
Desde que terminou, todos os países envolvidos têm realizado memoriais para lembrar seus mortos que sacrificaram suas vidas para o bem de seu país. Na Inglaterra, por exemplo, o que eles fizeram para homenagear os seus soldados mortos é verdadeiramente belo, ao mesmo tempo, ajuda-nos a compreender o verdadeiro alcance do sacrifício destes soldados. Mesmo cem anos mais tarde, não devemos esquecer os seus incríveis atos de heroísmo.
O fosso que circunda a Torre de Londres há muito tempo estava vazio e seco. Mas agora, o que pode ser parecido com o jorrar de sangue das paredes, é realmente algo bonito.
2Neste verão, o fosso foi preenchido com 888.246 papoulas de cerâmica vermelha, uma para cada soldado britânico e colonial que pereceram durante a Primeira Guerra Mundial.
3Nas últimas semanas, uma equipe de 150 voluntários foi colocando papoulas de cerâmica vermelha, uma a uma ao redor da Torre.
4A última papoula será simbolicamente plantada no último dia da instalação: 11 de novembro, Dia do Armistício.
5Todas as noites, uma mensagem é soada e uma seleção de nomes dos mortos é lida em voz alta.
678910É triste pensar no motivo pelo qual as papoulas estão ali, mas acho digna a boa lembrança.

VALE A PENA VER ESTE ESPECTÁCULO ! - O Inferno de Dante feito de areia

O Inferno de Dante feito de areia


O inferno de Dante
Ray Villafane é um grande artista conhecido pelas suas esculturas feitas com alimentos. Mas, desta vez ele surpreende o mundo com a sua versão em areia para o Inferno de Dante.
A Inferno de Dante de Villafane foi feita nas areias de uma praia em Jesolo, Itália, e surpreende pela perfeição.

www.marcelo-alves.com

Bibliotecas muito incomuns

Se você tiver que fechar os olhos e imaginar uma biblioteca, ela com certeza vai ser algo bem padrão: um prédio ou construção qualquer com muitas estantes cheias de livros, um balcão e uma bibliotecária, ou bibliotecário, uma pessoa provavelmente já mais velha e de óculos.

Mas não as bibliotecas abaixo. Confira cinco delas muito incomuns:

1 - Biblioteca em tanque de guerra

O ativista e artista Raul Lemesoff criou o “Arma de Instrucción Masiva”, uma biblioteca móvel pacífica.

A obra de arte/veículo tem uma função muito séria: com cerca de 900 livros sobre “prateleiras” no tanque, Lemesoff fornece materiais de leitura gratuitos para qualquer um que queira conforme passeia por centros urbanos e comunidades rurais da Argentina. O artista vê seu trabalho como uma missão que “contribui para a paz através da literatura”.

A biblioteca é construída ao longo de um Ford Falcon 1979, um veículo que era popular com as forças armadas da ditadura militar na época. O que já trouxe opressão militar agora traz a literatura de todos os gêneros em uma coleção constantemente reabastecida através de doações privadas.

2 - Biblioteca em mulas

Em 2009, nas montanhas do estado de Trujillo, na Venezuela, a Universidade del Valle Momboy começou um serviço incomum – biblio-mulas, bibliotecas móveis nas costas de mulas que entregam livros a crianças camponesas.

3 - Biblioteca na praia

Surfe, areia, biblioteca… Biblioteca?! Sim, você leu direito. Herman Kompernas construiu uma biblioteca na praia búlgara do resort Bulgarian Black Sea, em Albena, e a abasteceu com mais de 2.500 livros em 10idiomas. Os hóspedes são convidados a pegar os livros (de graça) e deixar outros ali para que demais pessoas possam ler.

4 - Biblioteca ao ar livre em miniatura

Instalada no bairro Nolita em Nova York, nos EUA, em 2013, esta unidade de prateleiras ao ar livre temporária funciona também como uma biblioteca totalmente gratuita. O design inteligente da biblioteca protege os livros dos elementos como chuva e vento, permitindo que as pessoas fiquem sob uma tampa para ver o que está disponível.

A biblioteca foi projetada pela empresa de design venezuelana Stereotank como parte de uma colaboração com a Architectural League de Nova York e o Pen Mundial Voices Festival, que selecionou 10 designers para construir bibliotecas livres em miniatura no centro de Manhattan.

5 - Biblioteca em cabine telefônica

Quando a British Telecom resolveu tirar a cabine de telefone vermelha icônica na cidade do sul da Inglaterra Westbury-sub-Mendip, os moradores entraram em ação. A cabine telefônica resgatada tornou-se uma das menores bibliotecas do mundo, cuidada por voluntários.

A biblioteca de Westbury-sub-Mendip fica aberta 24 horas por dia e tem uma luz interior para leitura a meia-noite. A seleção de 100 livros, CDs e DVDs vem inteiramente de bibliotecas particulares dos habitantes da cidade. Eles trazem os livros que já leram e os trocam por livros que ainda não leram.

Periodicamente, os voluntários verificam quais livros estão se movendo e quais não. Os livros mais lidos são enviados para uma loja de caridade local e substituídos por novos livros. É muito parecida com a biblioteca que você tem em sua cidade, só que é mais eficiente e significativamente mais compacta.

Adaptado de Oddee

top5danet.blogspot.com.br

Li, incrédulo, como a maioria das pessoas decentes em Portugal, que a Autoridade Tributária não tem registo de qualquer bem coletável em nome de Ricardo Espirito Santo Salgado


Li, incrédulo, como a maioria das pessoas decentes em 

Portugal, que a Autoridade Tributária não tem registo de 

qualquer bem coletável em nome de Ricardo Espirito Santo 

Salgado, até à semana passada o Dono Disto Tudo. 


O pipi 

da foto é o Secretário de Estado das Finanças que tutela 


uma entidade de mau agoiro chamada Autoridade 


Tributária (AT para os inimigos e gente comum). Ora a AT, 

sob a superior direção política deste vendedor de imóveis 


de seu nome Núncio, mas podia ser Poncio, ou Alfredo, 


que faz rifas a quem declara a compra de umas peúgas e 

quer saber quanto quartos alugou uma senhora Cármen 

Coração de Banana da Nazaré, ou quantos dióspires 

foram 

transportados na furogoneta do senhor Manuel de Vila 


Real, nunca se incomodou em saber se o senhor Ricardo 


Espirito Santo tem uma casinha no Estoril, ou um carrinho 

ou um barquinho...ou um Bentley, ou um helicóptero 


Agusta, ou um jacto privado... para este papalvo ( um 

tratamento simpático para um cumplice de ratonices) 


nunca a vida do Senhor Ricardo Espirito Santo e, presumo 

a do senhor Amorim, ou do senhor do Pingo Doce, e de 


tantos outros mereceu uma simples dúvida... Isto é, os 


Donos de Tudo Isto, afinal não têm nada em seu nome... 

nem uma casinha para morar... e não pagam renda... a 


tudo o Núncio, mais o bando a que pertence, fechou os 

olhos...O ano passado, lembro-me, o Correio da Manhã 




perguntou se Passos Coelho, um pateta com um Clio, 

tinha passado recibo do apartemant (rooms e chambres) 

que tinha alugado na Manta Rota. Ainda há dias o mesmo 

Correio da Manhã perguntava para gáudio dos justiceiros 


se Sócrates tinha pago a renda da casa em Paris... Que 

diabo, ninguém se lembrou de perguntar se o Dono Disto 


Tudo tinha uma casita alugada na Comporta, um carrito 

em 


leasing ou ao dia na Avis... se come fiado na merciaria... 

Nada.... É que, tendo eu um carrito com 12 anos (de 

2002), 


uma apartamento com 40 (comprado em 1975) corro 

risco 

da AT com o dito Núncio me candidatar a um lugar na 

Forbes..


SEU ANIMAL! - Se pensa que a espécie humana é infinitamente criativa no que toca às artes do sexo e do orgasmo, é porque desconhece a maluquice erótica do mundo natural, bem como as proporções dos seus feitos (e feitios).



SEU ANIMAL!

Se pensa que a espécie humana é infinitamente criativa no que toca às artes do sexo e do orgasmo, é porque desconhece a maluquice erótica do mundo natural, bem como as proporções dos seus feitos (e feitios).



AS BALEIAS-AZUIS macho, por exemplo, apaixonam-se com um coração de 600 quilos – é muito amor – e praticam essa paixão com um pénis que pode chegar aos 2,5 metros de comprimento. Em repouso.



A DROSOPHILA BIFURCA é uma mosca da fruta cujas células de esperma, se desenroladas como um tapete, atingiriam 5 cm de comprimento, vinte vezes superior ao seu tamanho e mil vezes mais do que o esperma humano.




A FÊMEA DO PERCEVEJO não tem abertura sexual. Os machos usam o pénis curvo para perfurar uma vagina na fêmea.


OS RECORDISTAS DO MUNDO em dimensão de testículos são umas esperanças chamadasPlatycleis affinis, um tipo de cigarras cujos testículos correspondem a 14% do peso total (é o mesmo que um rapaz de 70 quilos arrastar 10 quilos de saco escrotal nos jeans).


DESCOBRIU-SE RECENTEMENTE que os morcegos-da-fruta são loucos por sexo oral.



OS PEIXES-PORCO não nascem machos, o que obriga as fêmeas com mais pelo na venta a mudar de sexo, formando depois uma espécie de harém (o processo chama-se protoginia).


FONTE: "NOTÍCIAS MAGAZINE"



apeidaumregalodonarizagentetrata.blogspot.pt

Marines do Africom de Morón a Trípoli - Antes da agressão militar da NATO, em 2011, que levou ao derrube do regime liderado por Muhamar Kadhafi e ao seu assassinato, a Líbia produzia um milhão e meio de barris de petróleo diários para exportação – era o primeiro exportador africano.

Marines do Africom de Morón a Trípoli

Marines do Africom
de Morón a Trípoli


Avante - Internacional




"Neste quadro de guerra civil, afunda-se a economia daquele que ainda há pouco era um dos países mais ricos e desenvolvidos de África. 

 Antes da agressão militar da NATO, em 2011, que levou ao derrube do regime liderado por Muhamar Kadhafi e ao seu assassinato, a Líbia produzia um milhão e meio de barris de petróleo diários para exportação – era o primeiro exportador africano. 

Nestes três anos, a produção chegou a baixar para menos de 150 mil barris por dia, embora agora, depois dos acordos com as milícias que bloqueavam os principais portos, ela tenha duplicado e esteja a crescer. O actual caos líbio não é fruto do acaso. 

É antes consequência da permanente ingerência belicista do imperialismo norte-americano visando a exploração dos trabalhadores, a submissão dos povos, a pilhagem das suas riquezas. Estratégia de dominação imperial que, é evidente, não se limita à África, como o confirmam, nestes dias – do Afeganistão ao Iraque, da Síria à Palestina mártir – as bárbaras agressões dos Estados Unidos e seus aliados, ameaçando uma vez mais a paz mundial."

Os Estados Unidos reforçaram a unidade de intervenção rápida estacionada na base de Morón de la Frontera (Sevilha), em Espanha. A pretexto do agravamento da situação na Líbia, o Africom – comando militar norte-americano para África – aumentou de 500 para 850 os soldados do seu contingente na Andaluzia.

A 27 de Julho, 200 marines do dispositivo de Morón, transportados previamente para a base aeronaval de Sigonella, na Sicília, e dali para Trípoli, deram cobertura à evacuação, por estrada, para Tunes, de 150 diplomatas e funcionários da embaixada dos EUA na capital líbia. O comboio foi protegido, do ar, por caças-bombardeiros F-16 e aeronaves MV-22 Osprey (uma mescla de avião e helicóptero), pertencentes à força de reacção rápida do Africom.


Esta unidade especial foi criada pouco depois de, em Setembro de 2012, milicianos islâmicos terem invadido o consulado norte-americano em Bengasi e abatido o embaixador norte-americano, Christopher Stevens, e três agentes de segurança.

Segundo o jornal El Mundo, de Madrid, a acção da força de intervenção rápida do Africom, na Líbia, em Julho, foi a quinta realizada no continente africano no último ano e meio. Duas delas, das mais importantes, ocorreram na República Centro-Africana e no Sudão do Sul.

O exemplo da retirada do pessoal diplomático norte-americano da Líbia, fugindo dos combates em Trípoli e Bengasi, foi seguido por outras representações ocidentais, que têm reduzido ao mínimo o corpo diplomático e aconselhado os respectivos cidadãos a deixar o país. As Nações Unidas diminuíram igualmente a sua presença, assim como as Filipinas e a Índia, que dispunham de milhares de médicos, enfermeiros e pessoal auxiliar a trabalhar em hospitais. Grandes companhias petrolíferas, como a francesa Total, a italiana ENI e a espanhola Repsol, evacuaram também os seus técnicos.

Além de diplomatas e especialistas estrangeiros, milhares de cidadãos líbios e de expatriados estão a tentar chegar por estrada à vizinha Tunísia. Em Ras el-Jdir, o principal posto fronteiriço entre os dois países norte-africanos, havia no início desta semana cerca de 10 mil pessoas à espera de atravessar a fronteira.

Estratégia de dominação

Nas últimas semanas, a situação na Líbia deteriorou-se nos planos militar, político e económico. Generalizou-se a violência incontrolada, perante a impotência das «autoridades» que já não controlam a maior parte do território do Estado em desagregação. No Sul, transformado num paiol a céu aberto, bandos de «jihadistas» – em geral criados e financiados por serviços secretos ocidentais – utilizam o território para provocar e desestabilizar países da região como a Argélia e o Mali.

Em Trípoli e na segunda cidade, Bengasi, no Leste, prosseguem combates entre facções inimigas, com recurso a armas pesadas. Desde meados de Julho, contabilizam-se centenas de mortos e feridos. Em resultado de um obus «perdido» nos confrontos entre milícias rivais pela conquista do aeroporto internacional da capital – cujas infra-estruturas estão quase totalmente destruídas –, lavra sem fim à vista um gigantesco incêndio numa área de reservatórios de petróleo e gás. Os prejuízos materiais são incalculáveis.

O novo parlamento líbio, saído das eleições de 25 de Junho, reuniu-se pela primeira vez, em Tobruk, a mais de mil quilómetros de Trípoli, junto à fronteira com o Egipto. Apesar dos apelos à unidade, ficou patente a divisão entre deputados «nacionalistas», agora em maioria, e «islamistas», que aliás boicotaram a sessão e convocaram uma outra reunião para a capital…

Neste quadro de guerra civil, afunda-se a economia daquele que ainda há pouco era um dos países mais ricos e desenvolvidos de África.

Antes da agressão militar da NATO, em 2011, que levou ao derrube do regime liderado por Muhamar Kadhafi e ao seu assassinato, a Líbia produzia um milhão e meio de barris de petróleo diários para exportação – era o primeiro exportador africano. Nestes três anos, a produção chegou a baixar para menos de 150 mil barris por dia, embora agora, depois dos acordos com as milícias que bloqueavam os principais portos, ela tenha duplicado e esteja a crescer.

O actual caos líbio não é fruto do acaso. É antes consequência da permanente ingerência belicista do imperialismo norte-americano visando a exploração dos trabalhadores, a submissão dos povos, a pilhagem das suas riquezas.

Estratégia de dominação imperial que, é evidente, não se limita à África, como o confirmam, nestes dias – do Afeganistão ao Iraque, da Síria à Palestina mártir – as bárbaras agressões dos Estados Unidos e seus aliados, ameaçando uma vez mais a paz mundial.





Terra Mãe - Terra Mãe, designação que vem dos romanos, passou diversas civilizações com os mais variados nomes desde o paleolítico até nossos dias, transcendendo os tempos e as Nações.

Terra Mãe

Terra Mãe, designação que vem dos romanos, passou diversas civilizações com os mais variados nomes desde o paleolítico até nossos dias, transcendendo os tempos e as Nações.
Está na base de tudo: sêres vivos, vegetais, minerais, têxtiles, tecnologias, alimentação.
Esta obra exposta na Mosaïcultures de Montreal de 2014 vinda da cultura autóctone, baseia-se no discurso pronunciado pelo Chefe Seattle a quando do seu encontro com o presidente dos Estados Unidos em 1854, Franklin Pierce. No seu discurso dizia que o Homem branco deveria tratar os animais destas terras como irmãos...
...nós fazemos parte desta terra como ela faz parte de nós, as flôres perfumadas são nossas irmãs, o veado, o cavalo, a grande águia, são nossos irmãos. O cimo das montanhas, as essências das planícies, os corpos quentes dos poneys e do homem, ele mesmo, todos pertencem à mesma família...

Da Terra Mãe surge a terra e do seu busto com quinze metros de altura nascem as montanhas, 
Foto: Joana Silva
representadas pelos cabelos.


O seu braço estendido larga alguns veados no meio de uma planície florida


onde se podem ver cavalos e bisontes salvos de extinção por aquele que os quiz aniquilar.

Foto: Lucinda
Da mão da terra corre a água, que dá de beber à grande águia que também esteve quase exterminada.

Foto: Joana Silva
A Terra Mãe concilía o homem e a natureza, mostrando-nos a diversidade da vida.


encontrogeracoesbnm.blogspot.pt

FAZ HOJE 69 ANOS QUE FORAM LANÇADAS AS BOMBAS SOBRE HIROSHIMA E NAGASAKI

Bomba de Hiroshima e Nagasaki














Às 8h15 de uma bela manhã, 6 de agosto de 1945, o mundo testemunhou um dos momentos mais sombrios e decisivos do século 20: A explosão de uma bomba nuclear sobre Hiroshima, no Japão. Daquele dia em diante, nossas vidas nunca mais seriam as mesmas.

Um conflito desta magnitude não começa sem importantes causas ou motivos. Podemos dizer que vários fatores influenciaram o início deste conflito que se iniciou na Europa e, rapidamente, espalhou-se pela África e Ásia.
Um dos mais importantes motivos foi o surgimento, na década de 1930, na Europa, de governos totalitários com fortes objetivos militaristas e expansionistas. Na Alemanha surgiu o nazismo, liderado por Hitler e que pretendia expandir o território Alemão, desrespeitando o Tratado de Versalhes,  inclusive reconquistando territórios perdidos na Primeira Guerra. Na Ásia, o Japão também possuía fortes desejos de expandir seus domínios para territórios vizinhos e ilhas da região. Estes três países, com objetivos expansionistas uniram-se e formaram o Eixo. Um acordo com fortes características militares e com planos de conquistas elaborados em comum acordo.

Em 1939, Einstein convence o presidente dos Estados Unidos, Franklin Roosevelt, a construir a bomba atômica antes que os alemães o façam. Em 14 de julho de 1945, após 3 anos de pesquisa, foi iniciada a montagem da bomba no Novo México. Dois dias depois a bomba era testada no deserto do Novo México. Sem possuírem noção completa da temperatura da bomba, colocaram-na em uma estrutura não resistente ao calor, que derretendo, chegando muito próximo da areia. E esta, exposta a uma temperatura tão alta, vitrificou o fundo do buraco formado pela explosão.
Alemanha e Itália já haviam se rendido. O Japão estava para se render.Mas como mostra do poder dos Estados Unidos e na tentativa de descobrir  o poder da bomba usando pessoas como cobaias,escolheram uma região populosa e sete cidades possíveis para o ataque. Entre elas, havia Kyoto, Nyagada, Yokohama, Kokura, Nagasaki e Hiroshima. Kyoto foi dispensada da lista, por possuir belos templos. As principais eram, primeiro Hiroshima, seguido por Kokura e Nagasaki. 
Bomba AtômicaPaul Tibbets, como tradição de todo comandante e piloto, colocou no avião o nome escolhido por ele: Enola Gay, o nome de sua mãe.  No dia do lançamento, para não correr o risco de caso o avião colidir e a bomba acabar explodindo, partiram com a bomba sem armá-la totalmente. Armariam na  durante o vôo, no ar. Encontrariam-se com mais tarde, antes de lançá-la, com dois aviões, The Great Artiste, responsável pelas medições meteorológicas e, Necessary Evil, a equipe fotógrafa. Estavam só esperando as tempestades passarem e o céu abrir para o inesquecível lançamento da bomba. 

Claude R. Eatherley comandava o B-29 que controlava o tempo, e às 6h05 quando se iniciava a ascensão aos 25 mil pés, informou: “Céu coberto sobre Kokura, céu coberto em Yokohama, Nagasaki coberto..., Hiroshima sem névoa, tempo muito bom, visibilidade ótima.” Isso era o que Paul Tibbets esperava de seu avião. Tinham escolhido o lugar para jogar a bomba. Claude R, Eatherley viveu atrapalhado durante três décadas antes de sua morte, em 1978, sempre repetindo e falando sobre o estado do tempo, nos hospitais onde esteve internado por problemas mentais e conduta desajustada.

A primeira bomba, lançada em Hiroshima foi chamada “Little Boy”, com 60 toneladas de urânio, a bomba que detonou a 576 m acima da cidade. Ao cair aos 43 segundos o gatilho barométrico e o de tempo acionaram o mecanismo detonador um projétil de urânio foi disparado contra um alvo de urânio iniciando uma reação em cadeia. E a matéria sólida começou a se desintegrar liberando uma tremenda quantidade de energia.

Após um silencioso clarão, ergueu-se um cogumelo de devastação de 9.000 m de altura provocando ventos de 640 a 970 km/h, espalhando material radioativo numa espessa nuvem de poeira. A explosão provocou um calor de cerca de 5,5 milhões de graus Celsius, similar à temperatura do Sol. Prédios sumiram com a vegetação, transformando a cidade num deserto. Quase tudo fora desintegrado. Num raio de 2 km, a partir do centro da explosão, a destruição foi total. 
Hiroshima tinha na época cerca de 330 mil habitantes, e era uma das maiores cidades do Japão, o bombardeio matou imediatamente 50 mil pessoas e feriu outras 80 mil. Cerca de 130 mil pessoas, morreram depois, a bomba lançada é até hoje a arma que mais mortes provocou em pouco tempo, 221.893 mortos é o total das vítimas da bomba reconhecidas oficialmente até hoje. A bomba também afetou seriamente a saúde de milhares de sobreviventes. A grande maioria das vítimas era formada pela população civil, a maioria das pessoas eram mulheres e crianças já que grande parte dos homens se encontrava lutando na guerra que nada tinha a ver com a guerra. Milhares de pessoas foram desintegradas e, em função da falta de cadáver, as mortes jamais foram confirmadas. Sabe-se que muitas pessoas sobreviveram por estarem em prédios à prova de terremotos.

Noventa por cento da cidade foi arrasada pela bomba. Há 8km do epicentro, pessoas morreram, há 10 km, sofreram cegueira temporária e há 12 km, sofreram um grande impacto sendo arremessadas no ar.

Horas depois de explosão, uma chuva negra caiu sobre o céu de Hiroshima. A chuva estava coberta de radioatividade das cinzas da fumaças. Mas, por causa da falta de informação, desespero e da desidratação, os sobreviventes tentavam beber a água que caía.

Quatro dias depois da desgraça em Hiroshima, começou a aparecer uma epidemia na cidade, o sangue das pessoas não coagulavam mais, sem glóbulos brancos ficavam propensos à várias infecções, manchas roxas apareciam nos corpos, tufos de cabelos caíam até a perda total, o último sinal que antecedia a morte era o vômito de um líquido marrom. Era um mal que surgia novo e incurável, a necrose.
Por conseqüência da persistência dos japoneses de permanecerem na guerra, outra bomba foi lançada. No dia 9 de agosto de 1945, a segunda bomba, chamada “Fat Man” constituída de plutônio,  era destinada à cidade de Kokura. Com a péssima visualização e o excesso de nuvens, houve uma mudança na trajetória do avião, a bomba agora iria para Nagasaki, a cidade que possuía melhores condições. 

Ao chegar na cidade, o estado climático também estava ruim, estavam se dirigindo ao local onde a bomba seria lançada, mas pela falta de combustível tiveram de lançá-la imediatamente, errando seu alvo e acertando um vale. Não houve tempestade de fogo, mas causou uma terrível destruição. Foi lançado pelo bombardeiro B-29, chamado “Bockscar”. 

Às 11:02 a "Fat Man" explodiu a 600m de altura para maximizar os danos causados. Edifícios foram destruídos, uma onda de calor incendiário, detritos e radiação varreu o solo a partir do ponto de detonação, causando a maior parte dos óbitos e destruição de 40% da cidade.
Depois de anos, com a conscientização de que a bomba havia sido grande parte por um motivo de “testes”, muitas pessoas começaram a revoltarem-se contra os estados Unidos. Eles, então, resolveram ajudar o Japão a se reerguer. Hoje, é uma das maiores potências do mundo, Aí, vem a pergunta que sempre fizeram, e continuarão a fazer: Foi realmente necessário enviar uma bomba atômica nas cidades de Hiroshima e Nagasaki no ano de 1945, matando até hoje, aproximadamente 220 mil pessoas? Essa desgraça nas cidades, e no mundo todo, que acompanharão para sempre esse fato histórico que matou milhares de inocentes poderia ter sido evitada? E, a pior das realidades, por que continuam se construindo cada vez mais bombas mesmo sabendo todas as existentes hoje seriam capazes de destruir pelo menos três vezes o mundo em que vivemos???
Autoria: Bruno Zabeu