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quinta-feira, 3 de julho de 2014

Cheerleader mata animais raros e posta caçadas no Facebook

Cheerleader mata animais raros e posta caçadas no Facebook  

É o escândalo do momento no Facebook. Kendall Jones, uma cheerleader norte-americana de 19 anos, está a publicar naquela rede social fotografias das suas caçadas em África.
Leões, elefantes, zebras e rinocerontes são alguns dos animais mortos que Kendall exibe no Facebook.
Esta série de fotografias já levou mais de 40.000 pessoas a assinarem uma petição para apagar o perfil da texana.
Esta defende-se, afirmando que caçar exemplares de espécies raras ajuda a controlar as respectivas populações e a preservar o ecossistema, bem como a alimentar as aldeias africanas. Argumentos que pouco têm ajudado a travar a fúria dos amigos dos animais.
Kendall Jones e um leopardo africano:
Um elefante que Kendall afirma ter alimentado uma aldeia inteira:
Uma cabra-de-leque (o famoso 'springbok'), que Kendall diz ter uma carne saborosa:


Assustadoras imagens da vida nocturna de Paris em 1890

Assustadoras imagens da vida noturna de Paris em 1890

Paris, na França, é um das mais famosas cidades do mundo. Ela está cheia de história, bela arquitetura e cultura. Assim, muitos artistas, escritores e músicos passaram algum tempo em Paris ao longo dos anos. A cidade às margens do rio Sena tem mais de 12 milhões de habitantes e turistas de todo o mundo a visitam anualmente.

Mas a maioria das pessoas não sabe que o local era uma espécie de show de horrores. Paris, na década de 1890, tinha uma vida noturna em um popular bairro que era, no mínimo, bizarro. 

"The Cabaret de l'Enfer" (A taberna do Inferno)


O interior do cabaré infernal não decepcionou.



Você teria que ser corajoso para entrar neste clube à noite.






Durante essa época, esses tipos de clubes eram altamente populares.






Pois é, a vida na Cidade da Luz era muito mais estranha do que você provavelmente imaginava. 




www.blogblux.com.br

GARANTO QUE VAI APRENDER MUITO AQUI COM A HISTÓRIA DESTES OBJECTOS

A MÁQUINA DE COSTURA


O alfaiate francês Barthélemy Thimonnier (1793-1857) pensou nesta invenção quando observava a forma de trabalhar das costureiras de Lyon, que empregavam uma técnica rapidíssima, o ponto de cadeia. A sua 1.ª Coseuse (cosedeira), fabricada em 1829, adoptava este método. O aparelho dava 200 pontos por minuto, enquanto manualmente se faziam 30. Esta inovação não foi muito bem aceite por alguns trabalhadores da época, que destruíram 80 máquinas e o obrigaram a abandonar Paris.

A FLAUTA

A flauta é o primeiro instrumento da Humanidade e existe em todas as culturas primitivas. Foram, já, encontradas flautas com idades entre os 6000 e os 45000 anos.
As primeiras flautas assemelhavam-se a apitos, só tinham um buraco e eram feitas da tíbia de animais ou de humanos.

Descoberta em 1995 num sítio arqueológico em Divje Babe na Eslovénia, esta flauta foi esculpida em osso de urso e tem 50.000 anos de idade.


Descobertas em Henan, China, estas são as flautas tocáveis mais antigas do mundo. Têm 9.000 anos.

Com o passar dos tempos, surgiram outros instrumentos de sopro – o oboé, o fagote e a flauta doce.

Flauta doce de Dordrecht, de meados do século XIII, caracteriza-se por ter um corpo estreito e cilíndrico.



Em 1832, Theobald Boehm inventou o sistema moderno de flauta transversal, o qual serviu também para aperfeiçoar outros instrumentos de sopro.








IN:http://www.aflauta.com.br/hist/hist.html;
http://www.artemidia.ufcg.edu.br/flautadoce/historia.html;
Curiosidade recolhida por Marta Rigueiro, 6.º E


O TELESCÓPIO

Celebra-se este ano 0 400.º aniversário do telescópio. Os primeiros fabricantes de telescópios eram oculistas holandeses do início do século XVII. Este facto não surpreende se pensarmos que, produziam também as lentes e eram os especialistas em óptica
O registo da primeira patente de um telescópio utilizado no fabrico de óculos foi atribuído a Hans Lippeshey (oculista holandês)e data de 1608.
Um ano mais tarde, surgiu o primeiro verdadeiro telescópio construído por Galileu. Com ele descobriu crateras na Lua, manchas no Sol, várias luas de Júpiter e as fases de Vénus.
Em 1655, Huygens construiu o telescópio que constituiu um avanço te´cnico incrível, porque lhe permitiu verificar que as "protuberâncias" à volta de Saturno eram anéis de rochas.
Em 1668, Newton criou o telescópio reflector ao utilizar espelhos que capturavam a luz em vez de lentes.
Muitos anos mais tarde, em 1845, o 3.º Conde de Rosse desenhou e construiu o Leviathan, aquele que durante 75 anos foi o maior telescópio do Mundo, por ter um espelho com dois metros de diâmetro.
Em 2007, o telescópio LBT (Large Binocular Telescope, situado no Arizona, é o maior e tecnicamente mais avançado.Em vez de vidro sólido, os espelhos foram moldados numa estrutura em favo de mel, que os torna rígidos, mas muito leves.
Ao longo dos séculos, o progresso da técnica e da ciência permitiram aperfeiçoar estes instrumentos caminham agora para uma nova era; projectam-se os supertelescópios ópticos do futuro que terão o poder de detectar planetas semelhantes à Terra noutros sistemas solares, averiguar a existência e analisar as suas atmosferas na busca de vida extraterrestre.

in Jon Trux, Revista Global


Fósforos

"O Museu dos Fósforos representa a maior colecção filuminística da Europa, colecção essa iniciada em 1953 pelas mãos de Aquiles de Mota Lima, reconhecido cidadão Tomarense, que se destacou em actividades culturais de grande mérito.Esta colecção, viu o seu início na viagem de navio que Aquiles de Mota Lima realizou para Londres, onde iria assistir à coroação da Rainha Isabel II e onde travou conhecimento com uma coleccionadora americana de caixas de fósforos.Desde essa altura, foi um multiplicar de caixas que actualmente rondam as 43 mil, representando 122 países, quadros de pintores famosos, instrumentos musicais, filmes, vedetas, jóias e pedras preciosas, mitos e lendas. Portugal como não poderia deixar de ser também se encontra representado desde os primeiros "amorfos".Actualmente esta riquíssima colecção é pertença da Câmara Municipal de Tomar, uma vez que em 1980, foi doada pelo coleccionador e instalada no Convento de São Francisco."
Texto e imagens retirados de:



Dá-me a honra de uma dança?


Menina ou senhora que se prezasse nunca deixava de se fazer acompanhar do seu "carnet" nos bailes românticos do séc. XIX. Nele anotava de forma ordenada o nome dos cavalheiros que lhe pediam a honra de uma dança. E alterar a ordem de inscrição era considerado uma ofensa grave para aquele que era ultrapassado.
O "carnet" de baile era uma espécie de caderninho com uma lapiseira e uma corrente que o prendia ao pulso. Os mais luxuosos tinham capa de ouro ou prata decorada com diamantes e rubis. (Uma boa sugestão para o Dia da Mãe. Não acham?)


A mania dos óculos (bem à portuguesa e muito actual)

Em Portugal era moda, no século XVIII, usar-se óculos. Havia-os para todos os gostos. (Tal como agora.) Os mais vulgares eram os chamados "Óculos de mocho" - redondos, com aros de búfalo, prata ou ouro (hoje chamar-se-iam óculos de Harry Potter) -, muito usados pelos frades e professores. Também havia os óculos de um vidro só e punho dourado, utilizados como adorno pelos elegantes para lhes dar um ar de distinção e sabedoria (só ar!).
Os estrangeiros, ridicularizando a mania dos óculos em Portugal, costumavam dizer:
- Usa óculos? É português, com certeza...

SÁBADO, MARÇO 25, 2006

Assador



Em que quadro português este assador de sardinhas (objecto útil e extremamente valioso) foi utilizado com fins muito pouco gastronómicos?


Jerry Can ou Jerrican??

O jerrican foi inventado pelos italianos em África e adoptado pelo exército alemão, no período da segunda guerra mundial (1939-1945), como contentor de combustível (20 litros). Feito em metal resistente, com três pegas para um manuseamento mais fácil por uma ou duas pessoas, com um bolsa de ar que lhe permitia flutuar, o jerrican era de uma qualidade superior em relação aos contentores dos aliados. Estes preferiam usar os que capturavam aos alemães em vez daqueles que fabricavam. Chamavam-lhe Jerry Can (Jerry=Alemão; Can=lata, vasilha) ou a lata dos alemães. Os alemães tinham para o dito contentor um nome mais fácil - Wehrmachtskanister!

Imagem em: http://beninois.free.fr/uniformes-troupes.htm


Botas em Folha de Papel

Se são curiosidades da História, ou só coisas da Memória, não sei, não me lembro lá muito bem.
Tenho uma ideia de que, quando era miúdo e tinha aulas de História, num liceu antigo, nos anos sessenta dos anos de novecentos, nem toda a gente comprava o calçado em sapatarias...!
Era caro e faltava o hábito de o fazer... Sei que ia ao sapateiro que trabalhava num vão de escada, com banca para rua (quase medieval)...
Sei que me mandava pôr o pé em cima de uma folha de papel..., sei que me tirava o molde e me mandava voltar algum tempo depois.
E depois eram sapatos, botas ou sandálias, conforme a estação do ano, feitas à mão, artesanalmente, de grande qualidade...
Bonitas ou feias? Não sei! Na altura, não muito bonitas porque eram diferentes das dos meus amigos clientes das sapatarias. Hoje, muito belas porque ficaram na minha memória, de miúdo..., o formato e tudo!
E isto tudo para que a memória de certos episódios não se esqueça!


A falar é que a gente se entende....

Alexander Graham Bell (1847-1892) é reconhecido, habitualmente, como o inventor do telefone (1876). Oriundo de uma família em que era patente a preocupação com o estudo da voz e dos sons (o avô e o pai interessaram-se por estas matérias), Bell trabalha com surdos, em Boston, abrindo a sua própria escola. Foi também professor da Universidade daquela cidade, a partir de 1873, altura em que é evidente o seu interesse pela telegrafia e os “métodos” de transmitir sons.
Em 1876, finalmente o telefone !

Antonio Meucci (1808-1896) , italiano, é por muitos outros considerado o verdadeiro inventor do telefone. Depois de se ter estabelecido em Nova Iorque, por volta de 1850, terá desenvolvido o primeiro “telefone”, um dispositivo que transformava impulsos eléctricos em sons e que instalou em 1857, ligando a sua fábrica de velas de cera ao escritório. O Nome? “Telégrafo Falante”!


O Telégrafo

Uns anos antes, Samuel Morse desenvolvera o telégrafo (pedido de patente em 1838 e primeira transmisão em 1844, entre Washington e Baltimore) e inventara um código a utilizar nas transmissões, composto por pontos e traços, o famoso código Morse que ainda hoje se utiliza.

Vivia-se uma época em que se procurava tornar as comunicações mais fáceis!

Galeria Telefónica



1895, 1900, 1915


1920, 1930, 1930

O Pincel


Os longos meses passados a bordo de caravelas e naus eram penosos. Sujeitos às tempestades ou às quentes calmarias, os marinheiros amontoavam-se no convés, pois os camarotes, em número reduzido, destinavam-se aos tripulantes mais importantes (capitão, pilotos, contramestres) e aos passageiros de mais elevada condição social. Não havendo instalações sanitárias a bordo, como também não as havia em terra, as necessidades eram feitas, tudo leva a crer, da borda do navio para o mar, após o que os marinheiros se limpavam a um trapo atado a um pau - o pincel. 
pincel estava sempre mergulhado no mar; se algum marinheiro menos afortunado caía às águas, "agarrar-se ao pincel" era a única saída possível, que devia ser encarada com alguma (compreensível) relutância. Será por isso que um pincel é, ainda hoje em dia, uma tarefa em que ninguém quer pegar?
Nas caravelas e naus portuguesas também podíamos encontrar um objecto que já era habitual em muitas casas: o bacio, oucamareiro, como também se dizia. Não é possível determinar-se desde quando seria feito esse uso, mas há conhecimento de Vasco da Gama os ter levado a bordo, na primeira viagem à Índia, pois em Melinde ofereceu três bacios ao Rei. 

MENEZES, José de Vasconcellos e, Armadas portuguesas - apoio sanitário na época dos Descobrimentos, Lisboa, Academia da Marinha, 1987.


A Guilhotina!

A guilhotina é um aparelho de decapitação mecânica, inventado no período da Revolução Francesa. É constituída por uma armação rectangular de cerca de 4 metros de altura onde é suspensa uma lâmina oblíqua, com perto de 40 kg, que uma vez libertada, decapita o sentenciado à morte.
Há dúvidas quanto ao seu inventor, sendo a invenção atribuída quer a Joseph Ignace Guillotin (médico), quer a Antoine Louis (secretário da academia de medicina), quer aos dois conjuntamente. Certo é que Guillotin defendeu na Assembleia um método de execução "mais humano", por meio de um "mecanismo simples" (1791).
A Louis parece ter sido dada a tarefa de construir o protótipo, que depois de experimentado em carneiros e cadáveres, foi utilizado, pela primeira vez, num sentenciado à morte em 25 de Abril de 1792, na "Place de Gréve", em Paris. Era a primeira decapitação mecânica! O primeiro decapitado por este processo chamava-se Nicolas-Jacques Pelletier...
A guilhotina, contudo, teve vários nomes, relacionados com os seus possíveis inventores. Aqui ficam dois, no original: "La Louisette...La Guillotine"





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50.º Aniversário da emigração portuguesa - Na manhã do dia 10 de setembro de 1964, Armando Rodrigues de Sá foi recebido em Colónia como uma estrela: era o imigrante um milhão. Em Colónia, à estação de Deutz, acabavam de chegar dois comboios com 1106 trabalhadores estrangeiros: 933 espanhóis e 173 portugueses. E ao contrário do que acontecia habitualmente, iam ter direito a um comité de boas-vindas.

50.º Aniversário da emigração portuguesa

Na manhã do dia 10 de setembro de 1964, Armando Rodrigues de Sá foi recebido em Colónia como uma estrela: era o imigrante um milhão. Em Colónia, à estação de Deutz, acabavam de chegar dois comboios com 1106 trabalhadores estrangeiros: 933 espanhóis e 173 portugueses. E ao contrário do que acontecia habitualmente, iam ter direito a um comité de boas-vindas.
Motivo: assinalar a chegada do milionésimo gastarbeiter – trabalhador convidado em alemão. (…) Assim que os passageiros desceram para o cais, intrigados com tanto aparato. Um intérprete começou então a percorrer as filas de trabalhadores e a gritar com sotaque germânico: “Armando Rodrigues! Armando Rodrigues!”Ao fundo da plataforma, Armando Rodrigues de Sá, 38 anos, não sabia o que fazer. “Ficou assustado. Achou que era a PIDE”, contou a viúva. Nervoso, tentou esconder-se. Por alguma razão que desconhecia poderiam querer prendê-lo. Ou enviá-lo de volta para Portugal, como tinha acontecido a 24 parceiros de viagem sem os papéis em ordem e que acabaram por ficar na fronteira. Incentivado pelos companheiros de viagem, que gritaram “está aqui!, está aqui!”, o carpinteiro avançou. O intérprete explicou-lhe então que era o operário um milhão a chegar à Alemanha e que o governo tinha um prémio para ele”. Aos poucos, a tensão no seu rosto foi substituída por um sorriso largo, quando lhe deram para a mão – além de um ramo de flores e de um diploma a assinalar a ocasião – uma mota nova, da marca Zündapp. O ato foi transmitido pela televisão.
Naquela época, quem quisesse obter um passaporte válido para sair do País tinha de recorrer à Junta de Emigração e preencher uma série de requisitos: ter o serviço militar cumprido, apresentar uma certidão do registo criminal, documentar o grau de escolaridade, entregar uma certidão de nascimento, comprovar o estado civil e assinar uma declaração em que se responsabilizava pelo bem-estar da família. Criada em 1947, a Junta da Emigração cooperava com os países que angariavam operários em Portugal, com o objetivo de controlar as saídas. Em 1961, a Embaixada Alemã em Lisboa queixava-se da demora dos processos de emigração. Por isso, a 17 de março de 1964, os governos de Portugal e da República Federal da Alemanha assinaram um acordo de destacamento de trabalhadores, ao abrigo do qual o Departamento Federal do Trabalho Germânico abriu escritórios em Lisboa e no Porto. Apesar de a Alemanha atravessar um período de grande crescimento económico, o recrutamento em Portugal continuou lento. Os Alemães pensavam que tal acontecia porque não conheciam a Alemanha. Por isso, decidiram fazer uma cerimónia para mostrar que eram bem recebidos. Armando Rodrigues de Sá tornou-se um símbolo que representa a história da imigração. Hoje, aparece nos livros escolares da Alemanha, é frequentemente referido em documentários televisivos e há vários filmes que recuperaram as imagens da sua chegada a Colónia.
                                                                         in Revista Sábado, n.º 513, fev./mar. 

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ERA O DIA 29 DE MARÇO DE 1974 - O RELÓGIO MARCAVA 22HOO - QUANDO A CANTIGA SE TORNOU ARMA





29 de março de 1974, 22H00

No Coliseu dos Recreios concentram-se 7 mil pessoas para o I Encontro da Canção Portuguesa
O ambiente está tenso, o Coliseu foi convertido numa fortaleza sitiada por centenas de polícias de choque, canhões de água e de tinta azul, bastões e gás lacrimogéneo e cães com ar de poucos amigos. 
Nos bastidores trava-se uma acesa discussão entre os representantes da entidade organizadora, a Casa da Imprensa, e os da ditadura de Marcelo Caetano porque a censura tinha recusado dezenas de canções e tinha proibido que se cantassem versos de outras.
A Casa da Imprensa havia cumprido com o que lhe era solicitado, tinha submetido as letras das músicas à aprovação da Direção dos Serviços de Espetáculos a 15 de março, mas apenas por volta das 21 horas de 29 de março, com o objetivo de forçar a Casa da Imprensa a cancelar o espetáculo. Os organizadores estão determinados a avançar, mesmo que apenas com um verso de cada canção. Pelo palco vão passando cantores, ficando para o fim os chamados pesos-pesados, cuja participação o regime tentara impedir. A apoteose fica a cargo de José Afonso, cujas canções foram passadas a pente fino pelos censores, que deixaram passar Grândola Vila Morena. No palco entrelaçam-se os braços, os corpos oscilam da esquerda para a direita, acompanhando a cadência alentejana. O público segue o exemplo. Um mar de gente abraça-se e entoa Grândola Vila Morena (do álbum Cantigas de Maio, de 1971, e até aí inofensiva). Seguiu-se o inócuo Milho Verde. E novamente Grândola, mas agora convertida em hino subversivo. Zeca cantava acompanhado pelo público, que berrava a estrofe "o povo é quem mais ordena".
As luzes apagam-se e os holofotes fazem um jogo de luzes que incide sobre o público e sobre o palco. É uma e meia da manhã e as pessoas saem do Coliseu abraçadas e a cantar. Entre elas, alguns militadres do MFA. Estava escolhida a senha, para passar na Rádio Renascença, à meia-noite e vinte da madrugada de 25 de abril de 1974.
in Revista Visão, n.º 1099, 27 de março a 2 de abril 2014, pp. 28-31


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