AVISO

O administrador deste blogue
não é responsável pelas opiniões
veiculadas por terceiros
nem a sua publicação quer dizer
que delas partilhe, apenas as
publica como reflexo da
sociedade em que se inserem
dando-lhes visibilidade
mas nunca fazendo delas opinião própria.
Ao desenvolturasedesacatos reserva-se ainda o direito
de eliminar qualquer comentário anónimo ou não identificado, que contenha ataques
deliberadamente pessoais, que em nada contribuampara o debate de ideias ou para a denúncia
de situações menos claras do ponto de vista ético.


quarta-feira, 2 de julho de 2014

MACÁRIO CORREIA PERDEU O PROCESSO JUDICIAL CONTRA OFICIAIS DA MARINHA E LEVA UMA DESCASCA MONUMENTAL



MACÁRIO CORREIA PERDEU O PROCESSO JUDICIAL CONTRA OFICIAIS DA MARINHA E LEVA UMA DESCASCA MONUMENTAL

O ex-presidente da Câmara de Faro, Macário Correia (PSD), perdeu o processo judicial contra dois oficiais da Marinha, a quem acusou de difamação, por o terem apelidado de “ pacóvio provinciano” que, na qualidade de representante do povo, usou a “sua estúpida e insultuosa verborreia de escroque e tendencioso” para tecer comentários sobre a instituição militar.
A principal “ofe
nsa” de que se queixou o antigo autarca de Faro, que também passou pela presidência da Câmara de Tavira, foi a do uso da palavra “pocilga”, numa carta aberta divulgada pelo blog A Voz da Abita. “Deveria limitar-se à pocilga que lhe destinaram e à sua pia de lavagem, deixando o prado para as outras espécies”, escreveu Belarmino da Silva Lopes, referindo-se ao facto de Macário ter criticado os militares por viverem na “ociosidade e no descanso dos quartéis, ganhando aos milhares e sentados à sombra sem fazer nada”
A decisão do Tribunal Judicial de Faro é de 19 de Junho, tendo absolvido o oficial da Marinha, Belarmino da Silva Lopes, autor da “carta aberta ao Sr. Macário Correia", e também o vice-almirante Botelho Leal, arguido e julgado por difundir o texto em causa, num blogue. O antigo autarca pedia uma indemnização de dez mil euros aos dois oficiais reformados, a título de reparação pelo “desgaste, choque, irritabilidade, stress e revolta” que sofrera.
O conflito desenrolou-se a seguir a uma entrevista, na Rádio Renascença, a 13 de Setembro de 2011. Macário Correia, na altura presidente da Câmara de Faro e presidente da Associação de Municípios do Algarve – Amal, abordou vários assuntos da actualidade politica e social, referindo-se à necessidade de proceder a” cortes” no sector militar. “Quantos são oficiais generais e militares superiores que não fazem praticamente nada e que nós temos de alimentar?", questionou, opinando: “Os militares vivem na ociosidade e no descanso dos quartéis, ganhando aos milhares e sentados à sombra sem fazer nada.”
A resposta veio na tal carta aberta. “Que excelsa competência julga que possui, para ousar sequer fazer comentários sobre os militares e a instituição militar?”, perguntou Silva Lopes, recordando que foram “também os militares “ que criaram as condições para ele proferir as “baboseiras, para educadamente não lhe chamar alarvidades, que vomitou naquela entrevista”. O oficial da armada, depois de referir que não tem “qualquer consideração pela política nem pelos seus agentes”, disse que em nome da democracia e de uma carreira militar de 40 anos, não pode “permitir que um qualquer pacóvio provinciano invoque a sua qualidade de representante do povo, ainda que legitimamente eleito, para passar impunemente, a sua estúpida e insultuosa verborreia de escroque arrogante e tendencioso”.
O Tribunal Judicial de Faro entendeu que não se trata de "um ataque pessoal gratuito, mas sim uma crítica, incisiva, dura e polémica às declarações" de Macário Correia”. O acórdão, citando a jurisprudência, sublinha: “ O homem politico expõe-se inevitável e conscientemente a um controlo atento dos seus actos e gestos, tanto por parte dos jornalistas como pela massa dos cidadãos, e deve mostrar uma maior tolerância sobretudo quando ele próprio produz declarações públicas que se prestam à crítica”.
A este propósito, é invocada a primeira condenação de Portugal no Tribunal Europeu dos Direitos Humanos (TEDH), tendo como advogado Francisco Teixeira da Mota, sobre o caso que envolveu um antigo director do PÚBLICO, Vicente Jorge Silva, e Silva Resende, advogado e director do jornal O Dia. Ao contrário do que decidiu o Tribunal da Relação de Lisboa, o TEDH considerou que as expressões “alarve, grotesca, boçal e beata”, usadas por Vicente Jorge Silva para descrever o perfil do então anunciado candidato à Câmara de Lisboa, “podiam ser consideradas polémicas, mas não tinham um ataque pessoal gratuito”, porque o autor dá uma “explicação objectiva” da opinião que emite.
Por seu lado, Macário Correia condenado a pagar as custas do processo, disse ao PÚBLICO que estava a “ponderar” recorrer da decisão, dispondo de um prazo de 20 dias. “Se a juíza que proferiu a sentença passar na rua e ouvir as expressões que foram escritas em relação a mim, presumo que, eventualmente, vai sentir-se elogiada e lisonjeada”, ironizou.


avozdaabita.blogspot.pt

O Relógio dos Médicos Eu tenho um médico de família. Gosto dele. Não gostava do anterior. Era mal-encarado, tinha ar de quem tinha acabado de ler uma peça do Ibsen e queria que eu sofresse com ele. Pedi para mudar,

O Relógio dos Médicos

Eu tenho um médico de família. Gosto dele. Não gostava do anterior. Era mal-encarado, tinha ar de quem tinha acabado de ler uma peça do Ibsen e queria que eu sofresse com ele. Pedi para mudar, “incompatibilidades literárias”, expliquei na secretaria. Já lá vão uns anos tenho outro médico. Vejo-o pouco. Mas quando preciso, com voz paciente, atende-me. Rápido, muito rápido, é um entra e sai de gente a tarde toda no gabinete dele, velhos, novos, com crianças ao colo.
A Organização Mundial de Saúde diz que os médicos têm 15 minutos para ver cada paciente, e como têm 1800 doentes – leram bem, 1800 – sob a sua responsabilidade, 15 minutos é uma fartança. Dizia eu que gosto muito do meu médico de família, desde logo porque faço parte dos seus 1800 filhos, somos uma grande família. E por isso até já lhe ofereci prendas – a última, e creio que até hoje a mais valiosa, foram uns morangos biológicos, vinha a comê-los quando entrei no gabinete dele. Comentámos a correr que “o sabor era incomparável”, disse mal dos pesticidas da Monsanto e ele comentou apressadamente “que delícia, são mesmo bons, mesmo como antigamente”…mas, ops, já tinham passado 5 minutos. Disse-lhe ao que vinha. Ele viu, preencheu qualquer coisa no computador, estávamos já nos 13 minutos, o relógio da OMS sempre a contar…
Se a nova lei for para a frente, contra a qual dias 8 e 9 os médicos fazem greve, os meus morangos porventura são proibidos, considerados uma prenda. Para que não se diga o que todos sabemos  pretendem ainda calar a voz dos médicos, que denunciam a erosão dos serviços, com uma lei da rolha. O Serviço Nacional de Saúde sustenta 30% do financiamento dos hospitais privados – Espírito Santo, Mello, Millennium BCP -, tudo nome de instituições a que associamos imediatamente pessoas especializadas em tratar-nos da saúde. E são estes os números oficiais, que estão muito aquém da realidade, porque jamais os privados vão pagar a formação dos médicos (12 a 14 anos de formação, pagas pelos contribuintes públicos). Ou seja, com força de trabalho formada, mais de 50% do dinheiro de facto que entra nesses hospitais privados vem do nosso Serviço Nacional de Saúde/Orçamento Público. Dito de outra forma, há muito que os hospitais privados tinham ido à falência se não fossem despudoradamente sustentados por dinheiros públicos. E os meus moranguinhos é que são uma prenda?

Tirar o cavalinho da chuva É já no próximo dia 8 de Julho que, ao que consta, o diploma sobre suplementos remuneratórios da administração pública será apresentado.

Tirar o cavalinho da chuva



É já no próximo dia 8 de Julho que, ao que consta, o diploma sobre suplementos remuneratórios da administração pública será apresentado.
Trata-se de uma matéria prevista no Orçamento do Estado para 2014, e por isso, estando já decorrido metade do ano, a parte do "já" é naturalmente cínica e reveladora da lentidão do Monstro. Mas façamos por esquecer tudo isso por um só momento, e foquemo-nos na matéria em questão. Existem hoje 115 (cento e quinze) posições remuneratórias na administração pública e nas empresas do sector empresarial do Estado. Depois, em cima dessas 115 posições remuneratórias, existem ainda 280 (duzentos e oitenta) tipos de suplementos aos salários. Esperar-se-ia, portanto, que qualquer revisão desta estrutura de salários, abonos, e afins, começasse pela sua simplificação. Mas aparentemente não será esse o caso. Na realidade, segundo a imprensa, não é garantido que o Governo reduza o número de posições remuneratórias, sendo mais provável que a simplificação incida apenas sobre os suplementos - uma má forma de iniciar a dita revisão.

Sabe-se que os suplementos, além de abundantes em número, são também relevantes em valor, ascendendo a uma despesa de 700 milhões de euros por ano, dos quais se excluem os subsídios de refeição (520 milhões) e as ajudas de custo (120 milhões) que os funcionários da administração pública também recebem. De acordo com uma notícia publicada no Expresso (21 de Junho), entre os 280 suplementos há de tudo um pouco. Desde o chamado subsídio de isolamento (atribuído àqueles que prestam serviço permanente em "condições de penalidade", vulgo, em zonas afastadas de qualquer aglomerado populacional), e que parece de razoável atribuição, a outros difíceis de compreender como os suplementos que visam gratificar "o tratador de solípedes" (equídeos) ou "os tocadores de sino" nas cerimónias solenes. É certo que uns materialmente mais relevantes que outros, porém, tudo somado, sempre são 700 milhões de euros. Sem contar, é claro, com as ajudas de custo.

Esta multiplicidade de suplementos é a razão que explica a diferença entre a chamada remuneração base média mensal e o ganho médio mensal no Estado. Os dados são coligidos e publicados pela DGAEP, e apontam na administração pública para uma diferença de 15% entre um e outro. Quanto às empresas públicas, os dados coligidos pela DGAEP, além de substancialmente pobres, exibem inúmeras entidades que simplesmente não reportam dados sobre o número de funcionários a seu cargo.

Neste segmento, os dados disponíveis não permitem aferir sobre a relação entre as remunerações de base e os ganhos efectivos, o que não deixa de ser preocupante atendendo à natureza do exercício em discussão. O ponto principal é que, uma vez mais, são as próprias entidades públicas que não conhecem, nem parecem querer conhecer, a dimensão do Monstro. E assim, fica a sensação de que a exemplo de tantas outras putativas reformas esta é outra reforma que dificilmente sairá do papel, fazendo perpetuar a noção de que o Estado, em vez de servir o público, serve-se sim do público. Talvez lá para o final do ano, quando se estiver a discutir o Orçamento de 2015, se faça alguma coisa, quanto mais não seja para entreter o pagode, mas não creio. Por agora, a orientação continua a ser a mesma de sempre: o Zé-Povinho paga.

Ricardo Arroja


O bêbado azedo e o banqueiro interessado

O bêbado azedo e o banqueiro interessado

In http://gastronomiasalvador.com.br/wp-content/uploads/2012/12/vinho-branco-.jpg
O fim de tarde habitual no verão. Quente e húmido, os elementos sobrecarregando o cansaço do entardecer. Separados por umas centenas de metros, o bêbado azedo e o banqueiro interessado sentem na carne a soalheira estival. O bêbado recolhe-se a uma sombra, que será sua cama quando a noite chegar. Já leva a sua conta de álcool. O banqueiro prepara-se para regressar a casa, onde o esperam para o jantar a consorte e os filhos. Ao descer no elevador para a garagem, o banqueiro desaperta o nó da gravata, despe o casaco e desabotoa três botões da camisa. Quando entra no carro, o motorista fica admirado: nunca, em tantos anos de função, vira o “senhor doutor” nestes preparos. À saída da garagem, o banqueiro ordena que vire para a esquerda (o caminho de casa era para o outro lado).
- Quer que o leve a algum sítio, senhor doutor?
- Vamos por aí. Logo se vê.
Um par de minutos depois, já o banqueiro tinha as mangas da camisa arregaçadas. O motorista estava perplexo, pois o banqueiro até ao fim de semana andava apessoado.
Senhor Fonseca, pare junto ao semáforo. Vou sair aqui.
- Mas...senhor doutor...quer que vá comprar tabaco? Não saia do carro, eu vou lá...
- Não é isso. Apetece-me apanhar ar. Está dispensado, vá à sua vida!
- E quem o leva a casa? Não o vou deixar por aí sozinho...
- Essa agora! Acha que tenho medo de andar na rua ao pé das outras pessoas? Vá, homem, vá para casa que os seus estão à sua espera para jantar. Até amanhã!
O banqueiro meteu as mãos nos bolsos (outro ato que a educação de punhos de renda não admitia), respirou fundo e atravessou a rua. Estava muito calor. Como acontecia com as outras pessoas, a sombra apetecia. Do outro lado da rua estava o bêbado, aos caídos, andrajoso, agarrado a um pacote de vinho de fraca qualidade. Absorto. Vociferava algo, ininteligível. Dir-se-ia que conversava consigo para suprir a solidão. O banqueiro chegou-se ao pé do bêbado.
O senhor precisa de ajuda?
O bêbado espreitou por cima das lentes embaciadas, baixou os olhos e repetiu o gesto. Limpou a boca com a manga da camisa, juntando mais sujidade.
Sim. Quero um ar condicionado. E um banho...não: não preciso de um banho. Já aprendi a conviver com o mau cheiro que é meu. Assim como assim, mais ninguém o faz.
Não quer que lhe compre uma refeição quente?
- Com este calor?! Pegue nesse dinheiro e ofereça-me um vinho branco bem fresco, que alimenta tanto e mata a sede.
- Não tem fome?
- Tenho. De vinho bem fresco!
- Queria-o ajudar de alguma maneira...
- Ó homem, nesse caso faça o que lhe pedi. Não quero dinheiro; traga antes géneros, desde que sejam daqueles que lhe roguei.
- Mas o senhor está magro, parece fraco, uma boa refeição podia...
- Mau! Quer-me ajudar ou esta noite quer ir para a cama sossegado com a consciência? Não tenho jeito para ser intermediário junto do altíssimo. Se julga que é por aqui que começa a comprar um lugar no céu, desengane-se.
- Onde posso comprar o vinho? Tem preferência pela marca?
- Ali à frente (e estendeu vagarosamente o dedo, com alguma indiferença, apontando para uma esquina onde estava uma loja de vinhos). Se quiser deixar uma boa maquia em notas, prometo que lhe dou destino adequado.
O banqueiro interessado já não estava interessado em ser filantropo. Foi um repente. E ele nunca foi acossado por uma consciência mal aquietada nem se sentia responsável pela pobreza dos outros. Como era homem de palavra, foi à loja e pediu para meter numa caixa doze garrafas de vinho branco, mas de vinho que fosse gourmet. E pediu ainda que que juntassem uma dessas garrafas se as tivessem guardadas no frigorífico. À última hora, pediu para embalar quatro copos de cristal para vinho branco. Pagou e deu indicações para a encomenda ser entregue ao bêbado recostado no beiral do prédio junto ao pequeno jardim a dois passos da loja. Já não quis executar a generosidade.
Quando se deitou, o sono demorou-se. Incomodado por uma verificação e por uma interrogação. Afinal, podia dar-se o caso de o pedinte mandar mais do que o banqueiro. E como podia o bêbado azedo ter adivinhado que aquela generosidade não era descomprometida?



ofelino.blogspot.pt

A MAIOR CIDADE DE BARRO NO MUNDO - Chan Chan e as Huacas del Sol e de la Luna

Chan Chan e as Huacas del Sol e de la Luna

Chan Chan e as Huacas del Sol e de la Luna

Chan Chan e as Huacas del Sol e de la Luna

Chan Chan, a maior cidade de barro do mundo

Quando decidimos ir a Trujillo e Huanchaco, a gente já sabia que o Peru, além de ser um pais lindo e cheio de riquezas histórico-culturais, é um enorme sítio arqueológico a ser explorado. Fomos então conhecer mais uma de suas preciosidades: as ruínas de Chan Chan, e mais uma vez o Peru nos surpreendeu: Chan Chan não são simples ruínas, Chan Chan é a maior cidade de barro do mundo. Com seus 15 Km2 , Chan Chan chegou a ter 100 mil moradores no seu auge.
Trujillo_Huanchaco_Peru16
Trujillo_Huanchaco_Peru15
As paredes das construções são decoradas com símbolos da cultura chimu esculpidos no adobe ou em alto relevo. São pelicanos, peixes, redes de pesca e ondas entre outros, tudo representando a principal fonte de alimento na época, o mar.
Trujillo_Huanchaco_Peru17
A cidade foi construída pelos chimus, povo que sucedeu o declínio dos moches e se estabeleceu no deserto a beira mar peruano por cerca de 600 anos, até a ascensão dos incas. Em 1986 a cidade foi declarada Patrimônio Cultural da Humanidade, e até essa data o lugar era usado como pista de motocross, pode?
Trujillo_Huanchaco_Peru13
Mas isso é passado, nos últimos anos o governo peruano vem investindo em escavações e restauração dos tesouros encontrados até agora. Não custa lembrar importância de contratar um guia, só assim poderá entender a complexidade e importância do lugar.
Trujillo_Huanchaco_Peru18

Huacas del Sol e de la Luna: as pirâmides do deserto peruano

Trujillo_Huanchaco_Peru05
Huacas são os templos em forma de pirâmide sem ponta. Em Trujillo, no Peru, tem várias dessas e as mais conhecidas são as Huacas Arco- Iris, construída pelos Chimús, e a del Sol y de la Luna, de origem Moche. Essas são também pirâmides, um dos principais atrativos turísticos dessa região.
Trujillo_Huanchaco_Peru09
Atualmente (janeiro de 2014), apenas na Huaca de la Luna é permitida a visitação, e com guia. As outras estão em processo de escavação e restauração, e podemos ver de longe caminhando pelo enorme sítio arqueológico.
A Huaca de la Luna, apesar de ter sofrido a ação do tempo, ainda mostra sua grandiosidade e riqueza detalhes presentes na construção.
Trujillo_Huanchaco_Peru07
A Huaca de la Luna abriga dois templos sagrados, onde eram feitos cultos, com oferendas e sacrifícios aos deuses mochicas. Nas paredes dos templos ainda é possível ver esculpidas e pintadas as imagens de rituais de sacrifício, inclusive humanos.
Trujillo_Huanchaco_Peru08
O que mais chamou a atenção na explicação do guia, foi o fato de que dentro da pirâmide, os túmulos de cada dinastia terem sido cobertas pelas da dinastia seguinte, e são 5 níveis ao total. O que a primeira vista pode soar como desrespeito, na verdade, era uma forma dos moches demonstrarem respeito ao passado, sendo este a base para o futuro.
Trujillo_Huanchaco_Peru10
Como chegar, tickets e horário de funcionamento
  • As ruínas de Chan Chan ficam a 5 km do centro de Trujillo e abre todos os dias, das 9h às 16:30.
  • A entrada custa 10 soles por pessoa e neste valor não está incluso o guia, mas está inclusa a entrada para o Museo do Sitio e às Huacas Arco-Íris e Esmeralda, locais próximos às ruínas.
  • Na entrada da cidade ficam vários credenciados e seus serviços custam cerca 15 soles. A visita dura em torno de 1h30.
  • Para visitar a Huaca de la Luna, a entrada também custa 10 soles com guia incluso. O sítio fica a 8 km do centro de Trujillho, cerca de 40 min.
  • É bom beber bastante água, passar protetor solar e usar roupas confortáveis.
Boa viagem!

www.daportaprafora.com

TODA A HISTÓRIA DA PRISÃO - Kilmainham Gaol – a prisão de Dublin, Irlanda Inaugurada em 1796, essa prisão abrigou a maioria das personalidades-chave envolvidas na luta pela independência da Irlanda.

Kilmainham Gaol – a prisão de Dublin, Irlanda


Inaugurada em 1796, essa prisão abrigou a maioria das personalidades-chave envolvidas na luta pela independência da Irlanda.
Imagem
Imagem
A Kilmainham Gaol fica na Inchicore Road, próxima à Heuston Station e a entrada para estudante é baratíssima! São apenas 2 euros! Não tem desculpa pra não ir, né?
A visita é feita através de um guia local que te conduz pelos corredores e conta toda a história envolvida na época em que a prisão estava em funcionamento. Tudo é tão interessante que você fica com de boca aberta o tempo inteiro. E eu que nem pisquei? rs
A visita guiada leva cerca de 1h e você ainda pode visitar o museu, que também é interessantíssimo. Vejam as fotos do museu:
Imagem
Imagem
Imagem
Imagem
Imagem
Imagem
A visita começa na capela da prisão onde o guia te faz uma breve introdução histórica relatando através de fotos e videos. Mega interessante pra que curte história como eu e o Vi. :)
Imagem
Imagem
Imagem
Imagem
Iniciando a parte histórica, essa prisão foi marcada pela detenção dos principais líderes nacionalistas irlandeses, os quais inclusive foram executados em Kilmainham Gaol.

O século XVIII
Quando Kilmainham Gaol foi inaugurada em 1796, ela era uma das prisões mais modernas da Irlanda. Os prisioneiros eram detidos por roubo, assalto, prostituição e embriaguez. As condições eram precárias. Nos 50 primeiros anos não havia vidro nas janelas e não tinha energia elétrica. Aos detentos era permitido somente uma pequena vela a cada duas semanas. Pão, leite, aveia e sopa estavam entre a refeição listada no cardápio.

The United Irishmen (1798)
O primeiro político a ser preso foi Henry Joy McCracken, líder da rebelião irlandesa, detido em 11 de setembro de 1796. Posteriormente ele foi condenado a enforcamento em praça pública. A “United Irishmen” foi inspirada pela Revolução Francesa e pelos Direitos dos Homens (The Right of Men) de Thomas Paine, cujos objetivos eram transformar a Irlanda em uma república.

O século XIX
Em 1803 outro membro do United Irishmen, Robert Emmet foi detido, acusado de traição ao país. Ele foi detido com sua governanta Anne Devlin. Emmet foi acusado como culpado e foi então executado em público na Thomas Street em setembro de 1803. Anne permaneceu na prisão até 1805.

A Grande Fome (1845 – 1850)
Nos últimos anos do período da Grande Fome houve um aumento passivo no número de prisioneiros dando entrada em Kilmainham Gaol. As pessoas “faziam questão” de serem presas porque estando na cadeia seria garantido receber ao mesmo um pouco de comida. Inspetores penitenciários reportaram sérios problemas de superlotação com cinco detentos por cela sendo que era era designada para somente uma pessoa. Vejam como ela é minúscula:
Imagem
Imagem
Imagem
A ala leste (1861)
A espetacular ala leste, conhecida também como Victorian Wing, promovendo um extra de 96 celas, foi inaugurada em 1862.
Durante esse período a prisão era regida pelos princípios do silêncio e da separação. Comunicação entre os prisioneiros era proibida e eles passavam a maior parte do tempo em suas celas. As autoridades da prisão esperavam que os prisioneiros usassem esse tempo para ler a Bíblia e repensar seus crimes.
Imagem
Imagem
Imagem
Imagem
Imagem
Imagem
Imagem
O século XX
Foi em 28 de fevereiro de 1910 que a prisão foi fechada mas posteriormente reutilizada para abrigar prisioneiros políticos durante o período de 1916 a 1924.

A proclamação da república da Irlanda (1916)
Na segunda-feira de Páscoa de 1916, grupos do Irish Volunteers (voluntários irlandeses) e do Irish Citizen Army (cidadãos do exército irlandês) tomaram conta do GPO (General Post Office – o correio da O’Connell Street) e de mais alguns prédios estratégicos em Dublin e declararam independência em relação ao Reino Unido. Eles resistiram por cerca de uma semana antes de se entregarem. Kilmainham Gaol foi reaberta para abrigar centenas de homens e mulheres que participaram da ascensão. Entre os dias 3 e 12 de maio de 1916, 14 homens foram executados por fuzilamento na área externa. Existe inclusive um monumento em frente à prisão que representa esses 14 homens assassinados e o local onde aconteciam as execuções está marcado hoje com uma cruz. Notem que não há marcas de tiros na parede pois eles colocavam sacos de areia atrás dos condenados, os quais possuíam um papel branco na altura do coração para facilitar o trabalho dos fuzileiros.
Imagem
Imagem
Um dos líderes do movimento republicano, Joseph Plunkett, um dos 14 homens, teve permissão para se casar com sua noiva, Grace Gifford, conforme seu último pedido antes da execução. A cerimônia ocorreu na capela da prisão a apenas algumas horas antes de Joseph ser executado. A Grace relatou depois que pôde ouvir o barulho dos tiros ao ir embora. No museu você encontra a carta de Joseph para Grace com o pedido de casamento. E quando a Grace estava detida, ela fez a pintura a seguir, chamada de “Mural of a Madonna”.
Imagem
Bom, eu não sei se é só eu e o Vi que amamos esse tipo de passeio mas nós recomendamos pra todo mundo, viu? Juro que não é maçante, muito pelo contrário! A hora passa como um foguete lá dentro.
Mais algumas fotos pra vocês ficarem com vontade de ir…
Esse é o local onde os líderes republicanos ficaram detidos antes da execução de um por um.
Imagem
A marcação da cruz a seguir fica bem em frente à outra cruz que marca o local das execuções. Essa cruz foi colocada lá para marcar a execução de James Collony, o qual foi condenado à morte por fuzilamento devido à sua participação no movimento republicano. Em 12 de maio de 1916, ele estava ferido e quase morrendo, mas foi transportado por uma ambulância militar que entrou por aquele portão que vocês podem ver na foto. Collony foi levado ao pátio da prisão em uma maca, amarrado a uma cadeira e fuzilado. Seu corpo, junto com os corpos do demais rebeldes, foi jogado em uma vala comum, sem caixão.
Imagem
Essa era a área de trabalho, pode-se dizer assim, onde os prisioneiros ficavam quebrando as pedras. E a área externa também servia para que eles pudessem tomar sol e se exercitar (sempre em silêncio e sem se comunicarem uns com os outros).
Imagem
Imagem
Imagem
Muitos filmes foram gravados em Kilmainham Gaol, sabiam? Dentre eles:
  • In the name of the Father (1993)
  • Michael Collins (1996)
  • The adventures of the young Indiana Jones (2000) – Love’s Sweet Song
  • The wind that shakes the Barley (2006)
  • The Scapist
partiumundo.com

WOODSTOCK - Imagens de um festival que marcou uma geração

Imagens de um festival que marcou uma geração

Antes de seu acontecimento Woodstock foi tachado como “apenas” mais um festival de música, como muitos que já vinham acontecendo nos finais dos anos 60 e início dos 70. Grandes bandas usaram este clichê para não participar do festival, e claro, acabaram se arrependendo. Woodstock foi um dos principais momentos que mudaram a história do rock and roll, e um dos maiores festivais de musica do mundo  do mundo.

O plano original era fazer um festival de rock ao ar livre com três dias de paz e muita música, na aldeia de Catskill de Woodstock, mas os moradores locais não viram a ideia com bons olhos e acabaram rejeitando o festival em sua região, obrigando assim os organizadores a mudar o evento para a pequena Bethel, onde conseguiram locar 600 hectares da fazenda Max Yasgur. Os organizadores contavam com a presença de cerca de 200 mil pessoas com base nos ingressos vendidos antecipadamente.  No entanto, não foi isso que aconteceu. Atraídos pela musica e algum tipo estranho de magia, jovens de todo os EUA rumaram para a fazenda Max Yasgur, mais de meio milhão de pessoas compareceram ao local, derrubando cercas e tornando o festival um evento gratuito.
Este influxo repentino provocou congestionamentos imensos, bloqueando a Via Expressa do Estado deNova York e eventualmente transformando Bethel em uma “área de calamidade pública”. As instalações do festival não foram equipadas para providenciar saneamento ou primeiros-socorros para tal multidão, e centenas de pessoas se viram tendo que lutar contra mau tempo, racionamento de comida e condições mínimas de higiene.
Durante três dias, cerca de meio milhão de pessoas viviam lado a lado encharcadas pela chuva, desconfortáveis, sem um lugar para ficar, vivendo em um tipo de comunidade confusa. E em meio a este turbilhão não houve uma briga sequer.
Para aqueles que presenciaram o evento, Woodstock não foi somente um fetival de música, mas sim uma experiência total do corpo e da mente, um fenômeno, um acontecimento da contra cultura noticiado ao mundo inteiro, onde a liberdade de expressão de seus partipantes era levada em consideração por todos.
No dia de abertura do evento, sexta-feira, um oficial do festival com olhos apreencivos anunciou para a multidão: “Há um inferno de gente aqui. Se vamos fazer isso, é melhor você lembrar que o cara ao lado de você é o seu irmão. E todo mundo lembrou.
imagens-vida-em-woodstock
show-woodstock
shows-woodstock
place-woodstock
people-woodstock
woodstock-multidão
woodstock
crazy-people-woodstock
woodstock-1969
descansando-em-woodstock
1969-woodstock-festival
event-woodstock
Jimmy-woodstock
Joe_cocker_-_woodstock_1969
people-woodstock-1969
pessoas-woodstock-1969
pessoas-woodstock
dormindo-em-woodstock
venda-de-acido-woodstock
www.imagensdomundo.com.br