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terça-feira, 1 de julho de 2014

Inquérito à compra dos submarinos . aprova audições a 40 personalidades - A comissão de inquérito à compra de equipamentos militares aprovou hoje as propostas de deputados da maioria PSD/CDS-PP, PS e PCP para ouvir cerca de 40 personalidades, devendo começar pelos chefes militares e ex-ministros da Defesa.

Inquérito à compra dos submarinos
aprova audições a 40 personalidades

A comissão de inquérito à compra de equipamentos militares aprovou hoje as propostas de deputados da maioria PSD/CDS-PP, PS e PCP para ouvir cerca de 40 personalidades, devendo começar pelos chefes militares e ex-ministros da Defesa. 

As propostas daqueles três partidos foram aprovadas por unanimidade na reunião de hoje. O presidente da comissão de inquérito, Telmo Correia, irá agendar o primeiro lote de audições aos chefes militares, com o objetivo de ouvir o maior número de pessoas possível durante o mês de julho. 

 Na reunião, o deputado do PS José Magalhães propôs que a comissão de inquérito solicite à justiça alemã o despacho de acusação do ministério público da Alemanha e a sentença que condenou alguns responsáveis por corrupção no caso das contrapartidas pela venda de submarinos.

"Tendo havido condenações por crime de corrupção e tendo sido punidos os autores de atos de corrupção é importante analisar o como e em que circunstâncias e eventualmente, com base nesses dados, interrogá-los sobre quem corromperam em Portugal", afirmou o deputado do PS José Magalhães, em declarações à Agência Lusa.

Na reunião, o deputado José Magalhães argumentou que para além dos decisores políticos será necessário ouvir consultores e peritos que fundamentaram juridicamente as necessidades contratuais, os responsáveis ministeriais com intervenção na contratação e entidades privadas.

A lista de audições propostas pelo PS centra-se nos intervenientes ligados aos contratos dos submarinos e viaturas blindadas PANDUR durante o governo de coligação liderado por Durão Barroso e no qual Paulo Portas era ministro da Defesa, que era o âmbito do inquérito inicialmente proposto pelos socialistas.

O objeto da comissão de inquérito sofreu depois modificações por proposta da maioria PSD/CDS-PP para abranger todos os contratos desde há cerca de 15 anos: P3 Orion, helicópteros EH101, Torpedos, C295, aviões F-16, submarinos e viaturas blindadas PANDUR.

A lista de audições proposta pelo PSD/CDS-PP inclui o almirante Luís Macieira Fragoso, chefe do Estado-Maior da Armada, o general Carlos Jerónimo, chefe do Estado-Maior do Exército, o general José Pinheiro, chefe do Estado-Maior da Força Aérea.

A lista inclui também os ex-ministros da Defesa António Vitorino, Jaime Gama, Júlio Castro Caldas, Rui Pena, Paulo Portas, Luís Amado, Nuno Severiano Teixeira, Augusto Santos Silva, José Pedro Aguiar-Branco.

Os ex-presidentes da comissão permanente de contrapartidas Francisco Barroso de Sousa Gomes, José de Melo Torres Campos, Pedro Brandão Rodrigues, Rui Neves e Pedro Catarino, o ex-diretor-geral do Armamento e Infraestruturas de Defesa, vice-almirante Carlos Viegas Filipe e o atual, major-general Gravita Chambel, serão também ouvidos.

O ex-administrador da Ferrostaal Johann-Friedrich Haun e o ex-procurador Hans-Peter Muehlenbeck, julgados por suborno, integram a lista proposta pelo PS, entre outros.

A comissão parlamentar de inquérito irá analisar os programas relativos à aquisição dos EH-101, P-3 Orion, C-295, Torpedos, F-16, submarinos e viaturas PANDUR II.

* Será mais um inquérito ou finalmente será "o inquérito"?



apeidaumregalodonarizagentetrata.blogspot.pt

Casos bizarros sobre irmãos gémeos - Todo o mundo conhece alguém que é irmão gémeo, né? Volta e meia ficamos sabendo de casos curiosos e inusitados sobre essas pessoas. Mas prepare-se, pois aqui está uma seleção de situações que chegam a desafiar a lógica.

 Casos bizarros sobre irmãos gémeos

Isto é que é irmão gémeo!
Tá vendo esses dois malucos aí? Parece até que tem um espelho entre eles, né? Pois as semelhanças não são apenas físicas. Os dois irmãos foram separados logo que nasceram e cada um foi adotado por uma família de estados diferentes. As famílias não se conheciam, mas numa estranha coincidência, cada um recebeu o nome de Jim. E foi aí que as grandes coincidências começaram. Os dois tinham talentos para desenho mecânico e carpintaria. Cada um casou com uma mulher chamada Linda. Cada um deles teve um filho menino e batizou com o mesmo nome, sendo um James Alan e o outro (bizarro!) James Allan!
Os dois irmãos se divorciaram e casaram novamente. Sim, meu amigo! Acredite se puder, eles casaram DE NOVO  com mulheres com o mesmo nome. Ambas chamadas Betty!
Acha que acabou? Não! Ambos compraram cachorros e deram a eles o mesmo nome: Toy.
Jim Lewis e Jim Springer finalmente descobriram um ao outro em 9 de fevereiro de 1979, após 37 anos separados e desconhecido a existência um do outro. Foi uma surpresa enorme quando perceberam que tiveram vidas praticamente iguais sem saber


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Em 2004, duas gêmeas de 21 anos deram a luz no mesmo dia, na mesma maternidade no Northside Hospital (Georgia, USA).
O curioso é que ambas engravidaram naturalmente, não havendo fertilização nem nenhum meio de manipular a gravidez. Mas as similaridades não pararam por aí. Cada uma delas estava grávida de meninos gêmeos!
Mas coincidência mesmo é o caso das irmãs gêmeas mexicanas, separadas no nascimento há 20 anos atrás. Elas foram adotadas logo após o nascimento. Uma ficou com pais judeus em Manhattan e a outra com pais católicos em Long Island. Viveram sem se conhecer por muitos anos até que os pais de Tamara mudaram-se para Long Island.
Ela achou estranho que do nada, algumas pessoas vinham falar com ela como se a conhecessem. A coisa foi ficando mais e mais estranha até que um cara disse a ela que conhecia uma pessoa tão igual a ela que as duas só podriam ser gêmeas. Tamara achou aquilo estranho, mas resolveu mandar um email para o endereço da amiga do sujeito.
Tão logo ela recebeu uma resposta, a mensagem veio com uma foto. Assim que Tamara abriu a foto, viu que só podia ser a irmã dela. As duas tornaram-se grandes amigas.
Os gêmeos que nasceram em anos diferentes
Isso aconteceu na Romênia. Uma mulher romena deu à luz a Catalin e Valentim em anos diferentes. A coisa se deu porque foi um caso raro de má formação congênita da mãe, que lhe deu um duplo útero!
Assim, cada bacuri cresceu num útero diferente. Uma em cada 50.000 mulheres podem ter este tipo de má formação, mas é o único caso conhecido de gravidez simultânea.  Os médicos acreditam que a mulher tenha engravidado simultaneamente e deu a luz em datas diferentes, com dois meses de diferença. Como era fim de ano, um irmão nasceu num ano e o outro irmão no ano seguinte, dois meses depois, mas no MESMO DIA!



Gêmeos com pais diferentes? Que loucura!
A história é a seguinte ( se a Gloria Perez ler isso, ferrou! Vai ter isso na novela. ):
Wilma e Willhem Stuart formavam um casal alemão que tinha problemas para engravidar. Depois de várias tentativas, ele se renderam a fertilização in vitro. No dia do exame, eles compareceram à clinica e os embriões foram implantados.
Como era previsto, dois dos embriões implantados vingaram, e o casal teve filhos gêmeos. Mas agora que vem a bizarrice: Um nasceu negro e o outro branco.Como o pai e a mãe eram alemães, eles acharam estranho que um filho tivesse pele branca, olhos azuis e cabelo liso e o outro pele morena, olhos pretos e cabelo cacheado. Exames de DNA foram realizados e estupefatos, os pais viram que ambos os gêmeos eram filhos de Wilma. Porém, a criança negra não mostrava ser filha de Willhem.
Foi quando Willhem lembrou que no dia da coleta de esperma havia um homem negro na sala de espera com ele. Foi realizada então uma investigação e descobriu-se que uma coincidência absurda ocorrera: Um único espermatozóide do doador anterior havia fertilizado o óvulo da mulher de Willhem. Aquele único espermatozóide conseguiu penetrar o óvulo e o mesmo foi implantado. O bizarro da situação é que um homem adulto produz entre 20 e 40 milhões de espermatozóides.  Era extremamente improvável que uma pipeta contaminada desse resultado como deu e foi confirmado pelo DNA. É o que chamamos de lei de Murphy!
O laboratório foi pressionado pelas autoridades alemãs, pois o erro de não esterilização do material é um erro crasso e imperdoável.
Felizmente, tudo acabou bem. Willhem tem uma cabeça boa, e aceitou o menino como seu próprio filho (eu tb faria isso e ainda batizaria o menino de Murphy). O pai o ama, mas sentiu-se na obrigação moral de avisar ao homem negro sobre o caso. O pai biológico viu o menino de longe, mas evitou se aproximar e disse estar feliz que o casal alemão tenha aceitado bem a criança.



Há até um caso parecido, pois deu crianças gêmeas de cores diferentes na Inglaterra. Kylie Hodgson deu à luz a duas meninas totalmente diferentes em cor. Naturalmente!
As chances disso ocorrer são de um milhão para 1. Isso gerou muitos problemas para a mãe, pois as pessoas pensaram que ela havia traído o marido e engravidado de  homens diferentes. Mas os exames de DNA comprovaram que as duas são filhas do casal. Caso raríssimo a Medicina.
E os gêmeos que morreram no mesmo dia?
Em 2002, dois jovens irmãos gêmeos de sete anos de idade foram mortos por poucas horas de diferença na mesma estrada da Finlândia. O primeiro dos jovens morreu quando foi atingido por um caminhão enquanto pedalava sua bicicleta, a 600 km ao norte da capital, Helsinki.
O menino morreu a apenas 1.5km do lugar onde seu irmão morreu, tragicamente da mesma forma. A policial Marja-Leena diz que nunca viu algo igual. Acidentes assim são relativamente possíveis, embora a estrada não seja tão movimentada, mas quando ela viu que eram dois irmãos gêmeos, idênticos, morrendo de modo também idêntico, no mesmo lugar, seus cabelos arrepiaram. (Fonte: BBC News)



Outra notícia bem bizarra de gêmeos morrendo no mesmo local é esta:
Em 1975 enquanto viajava pelas Bermudas, um homem foi acidentalmente atropelado e morto por um taxi. Um ano depois, seu irmão gêmeo resolveu viajar até Bermuda. Ele também acabou morto da mesma maneira. De fato, ele foi morto atropelado também pelo mesmo sujeito que matou seu irmão. O carro também era o mesmo, e acredite se quiser, estava transportando o mesmo passageiro!
(Fonte: Phenomena: A Book of Wonders, John Michell and Robert J. M. Rickard)
Há ainda um bizarro caso de duas irmãs gêmeas do Alabama que do nada resolvem fazer uma visita inesperada uma para a outra. Sem avisar, elas pegam seus carros e caem na estrada afim de aparecer de surpresa uma na casa da outra.
É aí que entra o fator GUMP: Na estrada, seus idênticos jeeps colidem em um acidente onde ambas morrem.
(Fonte: Beyond Coincidence: Stories of Amazing Coincidences and the Mystery and Mathematics That Lie Behind Them)




Tios gêmeos fantasmas
Na minha família tem um caso curioso de gêmeos. Minha avó teve filhos gêmeos que eram tão idênticos que não dava pra saber qual era um e qual era o outro. Então ela colocava em cada filho um cordão de prata e outro de ouro para saber qual era qual. Os dois morreram em conseqüência de intoxicação alimentar (eu acho), com exatamente uma semana de diferença, no mesmo dia e hora!  Não é bizarro?

www.mundogump.com.br

TURISMO FÚNEBRE - Histórias contadas pelos túmulos

Histórias contadas pelos túmulos


Cemitério da Recoleta, em Buenos Aires, é um dos atrativos citados nos guias de viagens: os muitos gatos que habitam o local pertenciam às pessoas enterradas ali.
Não é apenas no dicionário que se encontra a descrição de cemitério e túmulo. Estes locais - geralmente ligados a adjetivos como sombrio e triste - também ganham sentido em guias de viagem.
Para muitos turistas pode ser atraente e curioso o "terreno destinado à sepultura dos cadáveres humanos". "Um monumento erguido em memória de alguém que já morreu" pode ser, no roteiro, um chamariz. É macabro para quem só pensar por este aspecto. Mas pode se tornar costume, em todos os destinos, se a ideia é vivenciar a história de cada lugar.

O turista que se preze faz questão de conhecer, nem que seja um pouco, da cultura local. Por que, então, excluir desta o cemitério? É certo que túmulos de pessoas famosas estão em poucos, mas muitos jazigos podem se tornar ilustres - basta serem curiosos e diferentes.
De exemplos temos o renomado Père-Lachaise, de Paris, onde jazem Jim Morrison, Oscar Wilde, Proust e outros; os cemitérios da Recoleta e de Chacarita, em Buenos Aires; e ainda o de Montevidéu e o da Consolação, em São Paulo.

Na capital uruguaia, o destino fúnebre em questão é o Cemitério Central. Lá, o passeio (por enquanto, realizado em duas quintas-feiras por mês) é ao som de violinos - para dar o clima - e os atrativos são os detalhes das tumbas. A ideia do tour é recente, oposto do local, que data de 1835.
Nájia Furlan
Na ilha de Oahu, em Pearl Harbor, Hawaii, turistas fazem fila no memorial que foi construído sobre o navio USS Arizona para lembrar os que morreram a bordo em 1941.
Nos Estados Unidos, o destino pode ser o Cemitério Nacional de Arlington, próximo a Washington, onde está enterrado, entre outros, o presidente norte-americano John Kennedy.
No mesmo estado (Virgínia), ainda há os cemitérios dos soldados que morreram durante a Guerra Civil. Estes são pontos frequentes em muitas sugestões de passeio.
Famosos

Nessa modalidade de turismo - "necrotour" - às vezes peças isoladas já valem o passeio. Há vários exemplos de túmulos atraentes. Na Europa, quem for a Lisboa pode encontrar, no mesmo local - o Mosteiro dos Jerónimos -, os jazigos de alguns personagens da realeza portuguesa e ainda os de Fernando Pessoa, Vasco da Gama, Camões e Alexandre Herculano.

Também naquele continente, na vizinha Espanha, Cristóvão Colombo jaz na bela catedral de Sevilha e, mais adiante, no Museu do Exército (Hotel National Des Invalides), em Paris, descansa Napoleão, em um túmulo retumbante.
Nájia Furlan
Os restos mortais de Napoleão Bonaparte descansam em um túmulo retumbante no Museu do Exército, em Paris.
Ainda seguindo a linha fúnebre, mas fugindo um pouco da formalidade, o Hawaii também é sugestão de roteiro. Na ilha de Oahu, em Pearl Harbor, não há lápides e nenhum dos soldados mortos (durante o ataque dos japoneses) foi enterrado. No entanto, são os nomes e as "memórias" o que atrai.
O memorial, onde turistas fazem fila para visitar, foi construído sobre o navio USS Arizona, para lembrar das centenas de pessoas que morreram a bordo em 1941 - nenhum dos corpos foi retirado da nau.

Seja qual for a escolha no mapa, permita-se caminhar entre as tumbas e reparar - sem vergonha, nem medo. No final da visita você pode se surpreender e se perceber mais fúnebre do que pensava ser.

Em Chacarita, "Carlitos" Gardel é santo

Carlos Gardel, enterrado no Cemitério de Chacarita, é santo para o povo argentino. ‘Gracias Carlitos‘ é o que mais se lê em sua tumba.
Cantor, ator e santo. Santo? Bom, ao menos para os argentinos. Carlos Gardel, o mais famoso cantor de tango de toda história, tem status de beato entre o povo da Argentina.
Quem visita seu túmulo, no Cemitério de Chacarita, em Buenos Aires, logo nota que a devoção a este ícone da música símbolo do País vizinho vai além da paixão por um simples artista.
Nájia Furlan
Túmulo de Evita Perón, na Recoleta: uma das mais conhecidas primeiras-damas da história é visitada e fotografada diariamente por turistas aos montes.
No túmulo de Gardel é possível ver várias placas de agradecimento por "milagres" realizados por ele. "Gracias Carlitos" é um das frases mais vistas nas homenagens.
"Carlitos" foi o maior nome da história do tango, por isso, não poderia estar sepultado num simples cemitério. E não está. O túmulo de Gardel é a principal atração do cemitério, originariamente batizado como do Oeste.
Criado em 1871 para poder suprir as necessidades impostas por uma grande epidemia de febre amarela na capital federal argentina, o Cemitério de Chacarita, localizado no bairro de mesmo nome, é hoje o maior em extensão da América do Sul, com 95 hectares de área.
Quando de sua construção, os outros cemitérios da cidade não davam conta de receber tantos mortos e o Cemitério da Recoleta, bairro nobre de Buenos Aires, simplesmente tinha fechado as portas para vítimas de febre amarela.
A grandiosidade dos túmulos e das ruas do Cemitério de Chacarita causa certa surpresa para quem não está acostumado com cemitérios como "pontos turísticos".
Além de Gardel, outras personalidades argentinas como Madre Maria Loredo, Alberto Olmedo, Alfonsina Storni, Osvaldo Soriano, Osvaldo Pugliese, Ringo Bonavena e Luis Sandrini também estão sepultadas lá.
(Lawrence Manoel)

"Não chores por mim, Argentina"

Lawrence Manoel
Maria Eva Duarte, ao nascer, em 1919. Eva Perón, ao casar-se, em 1946 (com o presidente argentino Juan Domingo Perón). Evita, para o povo argentino, até morrer.
Ela, que foi uma das mais conhecidas primeiras-damas, hoje ainda é lembrada, visitada e fotografada. Não está mais presente, de carne e osso, mas de material, no bairro da Recoleta, um dos mais famosos de Buenos Aires, no cemitério - que é um dos principais atrativos, em qualquer guia de viagens sobre a Argentina.
O de Evita seria um sepulcro como qualquer outro no local, não fosse a quantidade de visitantes e homenagens deixadas. Mensagens e lembranças em bronze, além de imagens dela, completam os detalhes que atraem. É o principal, mas não único ponto dessa visita memorável.
Também chamam a atenção, e merecem destaque, os túmulos de generais e coronéis argentinos, assim como as ruas e a organização do local. No entanto, curioso mesmo é a quantidade de gatos que habitam por lá.
Estes, como conta, informalmente, um dos coveiros, são animais que seguem os donos no leito de morte e, sem mais companhia e lar, acabam ficando. Está na esquina da avenida Quintana com Junín e abre diariamente, das 8h às 16h. (NF)

Pelos túmulos e lendas de São Paulo

Lígia Martoni
Fotos: divulgação
Tour pelo Cemitério da Consolação passa por túmulos de autoridades, artistas e personagens históricos da capital paulista.
Conhecer a São Paulo que existe por trás dos túmulos pode ser mais que um roteiro de cunho fúnebre. O cenário dos cemitérios é rico em história e, nele, a cidade se mostra cheia de lendas e personagens inesquecíveis. Dá medo? Pode ser. Mas dá também uma concepção diferente da morte.

O agente de viagem e guia de turismo Carlos Roberto Silvério garante que há muita gente interessada em conhecer esse lado não tão comum assim da maior cidade do País, palco do dinamismo e também da tradição.
A agência dirigida por ele, a Graffit, opera há nove anos o roteiro "São Paulo além dos túmulos", que, além de edifícios e casas com fama de mal assombrados, engloba cemitérios.
"A ideia é mostrar que, além do lado metropolitano, a gente tem essas histórias, contadas de pai para filho, sobre mitos e lendas urbanas, junto com as reminiscências histórico-culturais que os cemitérios guardam", explica.

O Cemitério da Consolação, o mais antigo da cidade e referência em arte tumular, é ponto de visitação. Nele, parada obrigatória no túmulo da tradicional família Matarazzo, importante nome da economia local - o mausoléu é o maior da América do Sul.
Perto dali erguem-se as tumbas de Campos Sales e Abreu Sodré, presidente do País no final do século XIX e governador de São Paulo na época da ditadura, respectivamente.
"O posicionamento dos túmulos forma um triângulo, o que costumamos dizer que representa também os três poderes - federal, estadual e o empresarial", diz Silvério.
Turistas percorrem a rota em ônibus estilizado: tudo para entrar no clima fúnebre.
As lendas urbanas também fazem parte do roteiro. O túmulo da conhecida Dona Iaiá - depois de passar pela casa em que vivia, no Bexiga - vira ponto turístico. A personagem era conhecida por sofrer surtos de loucura, trancafiada em uma casa isolada na São Paulo dos anos 30s. Dizem que até hoje seus gritos são ouvidos pela vizinhança.

Túmulos de artistas, como Tarsila do Amaral, merecem destaque no passeio. E santos populares, que, embora não canonizados, jazem envoltos a flores, súplicas e agradecimentos por supostos milagres, compõem ainda o roteiro.
"É o caso de Rocha Marmon, que previa sua morte, aos 12 anos, e a quem as pessoas atribuem cura de doenças", cita o guia. Semelhante ao que acontece no Cemitério Municipal de Curitiba, o São Francisco de Paula, onde ano a ano visitantes vão aos milhares ver o túmulo de Maria Bueno, vítima de um assassinato passional no início do século passado. Dizem os fiéis que ela também opera milagres.

Ao longo do roteiro, os participantes recebem informações sobre os principais cemitérios do mundo e as histórias de seus "hóspedes" famosos. O tour é feito em ônibus estilizado e sempre conta com algum personagem que remete a histórias de terror -tudo para criar um clima fúnebre para os turistas.
Mas Silvério garante que, depois de ouvir falar de tantas assombrações e ficar frente a frente com a morte, em vez de sair assustado, o visitante acaba deixando o passeio com uma concepção diferente sobre o assunto.
"Finalizamos o tour falando sobre o Dia dos Mortos no México, quando são lembrados com festa e música. A expectativa das pessoas, um pouco sombria na primeira parte do tour, acaba mudando. Todo mundo sai mais relaxado do cemitério", diz.

Serviço

O tour São Paulo além dos túmulos tem saídas mensais, com agendamento prévio. Informações: (11) 5549-9569 ou www.graffit.com.br

As personalidades do Père-Lachaise

HELIO MIGUEL
Inaugurado em 1804 por Napoleão Bonaparte, o Père-Lachaise abriga tantos famosos por estratégia de marketing: objetivo era atrair mais funerais.
O primeiro personagem que os mais jovens costumam lembrar quando ouvem falar do cemitério Père-Lachaise, no leste de Paris, é o cantor Jim Morrison, morto em 1971 naquela cidade, e sepultado ali.
O túmulo do vocalista da banda The Doors é, de fato, o mais visitado do local (veja matéria ao lado). Mas quem vai ao lugar apenas na intenção de homenagear o polêmico ídolo corre o risco de perder outros pontos interessantes que o cemitério oferece. A ponto até de deixar a visita a Morrison como apenas "um algo mais" a ser feito por lá.
La Fontaine e Molière repousam lado a lado em imponentes túmulos, no centro do cemitério.
Afinal, o cemitério, inaugurado em 1804 por Napoleão Bonaparte, abriga túmulos de personalidades como o compositor Frédéric Chopin, o pensador Auguste Comte, o filósofo Marcel Proust, o escritor Honoré de Balzac, o filósofo Benjamin Constant, a bailarina Isadora Duncan, a atriz Sarah Bernhardt e o cientista Joseph Louis Gay-Lussac, entre muitos outros.

O fundador do espiritismo, Allan Kardec, ironicamente está entre os mais homenageados. E o mímico Marcel Marceau, falecido em 2007, foi uma das celebridades mais recentes a serem enterradas ali.
Até quem se tornou célebre por razões negativas acaba recebendo visitas: Joseph-Ignace Guillotin, o responsável - seu nome já sugere - pela implantação da guilhotina em execuções na França, está lá, bem como o ex-ditador da República Dominicana, Rafael Trujillo.

O que poucos sabem é que essa lista considerável de famosos foi iniciada por uma estratégia de marketing, para atrair mais funerais ao local - que na época da inauguração era considerado distante demais do centro de Paris.
A jogada começou já no primeiro ano de funcionamento, com a transferência, para lá, dos restos mortais do escritor Jean de La Fontaine e do dramaturgo Molière. Os imponentes túmulos dos dois, um ao lado do outro, ficam praticamente no meio do cemitério.
Sepultura do fundador do espiritismo, Allan Kardec, é das que mais recebem homenagens.
Outro jazigo que ajudou a fazer a fama de Père-Lachaise foi o do casal Pierre Abelard e Héloise, que viveu no século XII e ficou notável pelas cartas de amor que trocaram durante o romance, que teve final trágico.
Não é preciso mencionar que, até hoje, casais apaixonados fazem - e até deixam por escrito - juras de amor eterno no lugar. Amor que também pode ser encontrado no túmulo de Oscar Wilde: o monumento ao escritor ostenta centenas de marcas de batom, já que costuma ser beijado por fãs.

Morrison "dorme" em túmulo simples, mas badalado

O túmulo de Jim Morrison, no cemitério de Père-Lachaise, é, por si só, bem modesto. Não há nenhum mausoléu ou outra grande construção. Bustos do cantor já foram colocados lá algumas vezes, mas nunca permaneceram, devido ao vandalismo. Uma lápide mais elaborada também já foi instalada, mas não durou muito tempo.
Túmulo de Jim Morrison, do The Doors, é o mais visitado: para ele, fãs deixam de flores a cigarros de maconha.
Ficou, então, a construção simples, mas que não deixa de atrair dezenas, até centenas de pessoas diariamente. O ponto também difere da maioria por vários outros motivos: chegando próximo ao local, já percebe-se um clima diferente.
Inscrições como ‘Lizard King‘, ou Rei Lagarto - como Morrison se autodenominava -, ou outras referências, indicando a direção do jazigo, podem ser encontradas com facilidade em tumbas próximas.
As homenagens nem sempre são as convencionais flores. Há quem deixe garrafas de whisky e até cigarros de maconha como oferendas ao ídolo. Fãs cantando músicas como The End ou recitando poemas do ídolo também são encontrados com certa facilidade.
O local também se destaca porque é o único que foi cercado com grades de ferro e por ser um dos poucos que têm vigilância permanente, seja por um segurança de plantão, ou por câmeras.
 A relativa anarquia que cerca o túmulo de Morrison foi motivo até para que famílias de outras pessoas que estão enterradas lá fizessem campanhas para "expulsar" o cantor do cemitério. (HM)

Nájia Furlan
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A África antes dos europeus GuerreirasDaom Falar da história do continente africano é, em parte, fácil. Ainda mais levando em conta que o continente abrigou na Antiguidade uma das maiores civilizações da época: a egípcia. Mas e o restante do continente?


A África antes dos europeus


GuerreirasDaom
Falar da história do continente africano é, em parte, fácil. Ainda mais levando em conta que o continente abrigou na Antiguidade uma das maiores civilizações da época: a egípcia. Mas e o restante do continente? A impressão que ficava quando nós estudávamos é que só o Egitodesenvolveu uma civilização digna de nota. Mas a Lei 10.639, de 9 de janeiro de 2003, tornouobrigatório o ensino de História da África e da cultura afro-brasileira nas escolas.
Desde então muitos educadores tiveram que entrar em contato com a História da África sub-saariana, aquela parte do continente africano que fica logo abaixo do deserto do Saara, e que também teve um desenvolvimento considerável até a chegada dos europeus, nos séculos XV e XVI. Muitos professores não estavam preparados para levar o assunto à sala de aula.
O mais engraçado de tudo é que parte desta cultura africana e desta história está no Brasil. Faz parte do nosso país e ajudou a formar uma parcela considerável de nossa sociedade. Pois desta região do continente africano saíram milhões de escravos que trabalharam nas lavouras do nosso lado do oceano, e seus descendentes ajudaram a construir o Brasil como nós conhecemos.
E é sobre estes povos que nós vamos falar um pouco neste texto.

Mais que apenas o “berço do homem”:Densas florestas, savanas ricas em vida animal, litoral farto, grandes montanhas e lagos ao leste. Os primeiros homens que não deixaram o continente africano para outros lugares do mundo viveram milênios isolados pelo mar, pelo deserto e desenvolveram sociedades tão avançadas quanto a sociedade egípcia.

Mas “isolados” é um modo de dizer, já que entre todos os povos africanos existia um farto e dinâmico comércio. Ouro extraído da região de Gana chegava aos egípcios através da Núbia. Peles de animais exóticos eram vendidas na Ásia Menor. Os bérberes do Saara comercializavam marfim retirado das savanas com os árabes e europeus nas costas do Mediterrâneo. O ferro, introduzido no Egito pelos assírios em aproximadamente 500 a.C. era fundido no interior do continente em 100 d.C. com um processo que os europeus só iriam utilizar no início daIdade Moderna.
O isolamento destes povos africanos era social. Por não sofrerem interferência direta de nenhum povo asiático ou europeu, com o tempo as tribos chegaram a níveis de organização que causaram espanto nos primeiros europeus que mergulharam no interior da África.

Organização política e social:

Guerreiros Daom
Reinos como SonghayKermaNapataAshanti,AbomeyOyo e Mossi tinham um Estado altamente organizado, com instituições complexas como umconselho de anciãos, que definia e controlava o poder exercido pelo governante da tribo – semelhante ao senado romano – e um sistema administrativo e burocrático que era muito parecido com o sistema de outras partes do mundo.
Muitos dos reinos eram cidades-estados que tinham sua área de influência, chegando a controlar diversas outras tribos. Mas as disputas dificilmente chegavam às vias de fato, à guerra, pois os líderes africanos com o passar dos séculos desenvolveram um sistema exogâmico – quando não há casamento entre parentes próximos -, o que acabava tornando os líderes das diversas tribos parentes uns dos outros.
Quando havia uma disputa, ela era resolvida pela força organizada – apenas como agente punitivo, não como motivo para expansão territorial – ou pelo diálogo, e neste caso a resolução ficava nas mãos de um conselho de sábios formados por membros das tribos envolvidas. Mas por que este costume? Na verdade, os líderes não desejavam combater os parentes, apenas resolver o problema da melhor maneira possível, sem mortes.
Ainda sobre a organização social e o sistema exogâmico, o historiador Michael Hamenoo diz:
As estruturas políticas africanas indígenas, organizadas da base para cima, giram em torno das instituições sagradas da família, de onde ramificam para o clã, a linhagem e o grupo de descendência. Através das convenções de exogamia, testadas durante milênios, os casamentos são contratados fora da linhagem, o que significa dizer que um grupo de descendência, casando, vai pertencer a outro grupo mais distante, assim ligando os grupos vizinhos numa série de alianças com uma consciência comum de identidade cultural. Esses grupos se unem para autodefender-se, quando ameaçados por um grupo estrangeiro inimigo. A autoridade, tanto temporal como espiritual, às vezes diferenciada, pertence ao homem genealogicamente precedente dentro do clã.[1]
Quando alguém erroneamente defende os europeus do processo escravista ocorrido entre os séculos XV e XVIII dizendo que “os africanos escravizavam os inimigos, que eram os próprios africanos de outras tribos!”, ele está cometendo dois erros: o primeiro é defender ou tentar justificar a escravidão, e o segundo é desconhecer a escravidão que ocorria dentro do continente africano entre as tribos que porventura guerreavam.
Ela existiu entre as tribos africanas? Sim, não podemos negar. Mas era uma escravidão bem diferente da praticada no Brasil. Os negros capturados e levados para a tribo vencedora tinham que trabalhar e lutar pela tribo, mas também tinham direitos, podendo até casar-se com um membro da tribo vencedora. Não havia a agressão gratuita observada do outro lado do oceano, muito menos a falta dos direitos sociais pertencentes aos outros membros da tribo.

A religião africana:

IansãOs africanos tinham uma noção de deus único, maior, criador, distante do homem, assim como no cristianismo ou no islamismo. Os desígnios de deus estavam fora de seu controle e de sua compreenção, e em cada grupo étnico o deus-maior recebia um nome diferente: para os Yoruba, por exemplo, era Olorum. Os Ewe chamavam-no de Mawu. Os Ashanti, de Onyankopoa [2]. Os africanos cultuavam as forças da natureza e davam a elas personalidades humanas.
Na imagem ao lado, a deusa Iansã, responsável pelos ventos e raios [fonte]. Assim como Iansã, outros deuses faziam parte da religião africana. Cada culto, em cada região ou grupo étnico tinha sua peculiaridade, mas de um modo geral podemos dizer que a religião dos povos sub-saarianos era bem parecida com a dos povos antigos, adoradores da natureza e de seus fenómenos naturais.
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