AVISO

O administrador deste blogue
não é responsável pelas opiniões
veiculadas por terceiros
nem a sua publicação quer dizer
que delas partilhe, apenas as
publica como reflexo da
sociedade em que se inserem
dando-lhes visibilidade
mas nunca fazendo delas opinião própria.
Ao desenvolturasedesacatos reserva-se ainda o direito
de eliminar qualquer comentário anónimo ou não identificado, que contenha ataques
deliberadamente pessoais, que em nada contribuampara o debate de ideias ou para a denúncia
de situações menos claras do ponto de vista ético.


quinta-feira, 12 de junho de 2014

10 FACTOS CHOCANTES DOS EUA - ARMAS E CAIXÕES, ESPECIALIDADE DOS EUA OFERECIDA AOS POVOS DO MUNDO

10 factos chocantes sobre os EUA

Armas e caixões, especialidade dos EUA oferecida aos povos do Mundo.
10 factos chocantes sobre os EUA
António Santos 


"Os EUA são o país do mundo com mais armas: para cada 10 americanos, há nove armas de fogo. Não é de espantar que os EUA levem o primeiro lugar na lista dos países com a maior coleção de armas. O que surpreende é a comparação com o resto do mundo: no resto do planeta há uma arma para cada 10 pessoas. Nos Estados Unidos, nove para cada 10. Nos EUA podemos encontrar 5% de toda a humanidade e 30% de todas as armas, qualquer coisa como 275 milhões."



1. Os Estados Unidos têm a maior população prisional do mundo, compondo menos de 5% da humanidade e mais de 25% da humanidade presa. Em cada 100 americanos um está preso. A subir em flecha desde os anos 80, a surreal taxa de encarceramento dos EUA é um negócio e um instrumento de controlo social: à medida que o negócio das prisões privadas alastra, uma nova categoria de milionários consolida o seu poder político



Os donos destes cárceres são também donos dos escravos que trabalham em fábricas dentro da prisão por salários inferiores a 50 cêntimos por hora. Uma mão-de-obra tão competitiva que muitos municípios hoje sobrevivem financeiramente das suas prisões camarárias e graças a leis que vulgarizam sentenças até 15 anos de prisão por crimes como roubar pastilha elástica. Os alvos destas leis são invariavelmente os mais pobres, mas sobretudo os negros, que representando apenas 13% da população americana, compõem 40% da população prisional do país.

2.  22% das crianças americanas vivem abaixo do limiar da pobreza. Calcula-se que cerca de 16 milhões de crianças americanas vivam sem «segurança alimentar», ou seja, em famílias sem capacidade econômica para satisfazer os requisitos nutricionais mínimos de uma dieta saudável. .As estatísticas provam que estas crianças têm piores resultados escolares, aceitam piores empregos, não frequentam a universidade e têm uma maior probabilidade de, quando adultos, serem presos

3. Entre 1890 e 2014 os EUA invadiram ou bombardearam 151 países. São mais os países do mundo em que os EUA já intervieram militarmente do que aqueles em que ainda não o fizeram. Números conservadores apontam para mais de oito milhões de mortes causadas pelas guerras imperiais dos EUA só no século XX. E por detrás desta lista escondem-se centenas de outras operações secretas, golpes de estado e patrocínios a ditadores e grupos terroristas.
Segundo Obama, laureado do Nobel da Paz, os EUA têm neste momento mais de 70 operações militares secretas a decorrer em vários países do mundo. O mesmo presidente criou o maior orçamento militar de qualquer país do mundo desde a Segunda Guerra Mundial, batendo de longe George W. Bush.

4. Os EUA são o único país da OCDE sem direito a qualquer tipo de subsídio de maternidade. Embora estes números variem de acordo com o Estado e dependam dos contratos redigidos pela empresa, é prática corrente que as mulheres americanas não tenham direito a nenhum dia pago antes nem depois de dar à luz. 

Em muitos casos, não existe sequer a possibilidade de tirar baixa sem vencimento. Quase todos os países do mundo contemplam entre 12 e 50 semanas pagas em licença de maternidade. Os Estados Unidos fazem companhia à Papua Nova Guiné e à Suazilândia com zero semanas.

5. 125 americanos morrem todos os dias por não poderem pagar o acesso à saúde. Quem não tiver seguro de saúde (como 50 milhões de americanos não têm) tem boas razões para recear mais a ambulância do que o inocente ataque cardíaco. Com viagens de ambulância a custarem em média 500 euros, a estadia num hospital público mais de 200 euros por noite e a maioria das operações cirúrgicas situadas nas dezenas de milhares, é bom que se possa pagar um seguro de saúde privado.
6. Os EUA foram fundados sobre o genocídio de 10 milhões de nativos. Só entre 1940 e 1980, 40% de todas as mulheres em reservas índias foram esterilizadas contra sua vontade pelo governo.

Esqueça a história do Dia de Acção de Graças, com índios e colonos a partilhar pacatamente um peru. A história dos EUA começa no programa de erradicação dos índios: durante dois séculos, os nativos foram perseguidos e assassinados, despojados de tudo e empurrados para minúsculas reservas de terras inférteis, em lixeiras nucleares e sobre solos contaminados. Em pleno século XX, os EUA puseram em marcha um plano de esterilização forçada das mulheres nativas, pedindo-lhes para assinarem formulários escritos num língua que não compreendiam, ameaçando-as com o corte de subsídios ou, simplesmente, cortando-lhes o acesso à saúde.

7. Todos os imigrantes são obrigados a jurar não serem comunistas para poderem viver nos EUA. Para além de ter que jurar que não é um agente secreto nem um criminoso de guerra nazi, vão-lhe perguntar se é ou alguma vez foi membro do «Partido Comunista», ou se defende intelectualmente alguma organização considerada «terrorista». Se responder que sim a qualquer destas perguntas, pode ser-lhe negado o direito de viver e trabalhar nos EUA por «prova de fraco carácter moral».

8. O preço médio de uma licenciatura numa universidade pública é 80 000 dólares. O Ensino Superior é uma autêntica mina de ouro para os banqueiros. Virtualmente todos os estudantes têm dívidas astronómicas que, acrescidas de juros, levarão em média 15 anos a pagar. 

Durante esse período, os alunos tornam-se servos dos bancos e das suas dívidas, sendo amiúde forçados a contrair novos empréstimos para pagar os antigos. Entre 1999 e 2014, a dívida total dos estudantes estado-unidenses ascendeu a 1.5 triliões de dólares, subindo uns assustadores 500%.

9. Os EUA são o país do mundo com mais armas: para cada 10 americanos, há nove armas de fogo. Não é de espantar que os EUA levem o primeiro lugar na lista dos países com a maior coleção de armas. O que surpreende é a comparação com o resto do mundo: no resto do planeta há uma arma para cada 10 pessoas. Nos Estados Unidos, nove para cada 10. Nos EUA podemos encontrar 5% de toda a humanidade e 30% de todas as armas, qualquer coisa como 275 milhões.

10. São mais os americanos que acreditam no Diabo do que aqueles que acreditam em Darwin. A maioria dos americanos são cépticos, pelo menos no que toca à teoria da evolução, em que apenas 40% da população acredita. Já a existência de Satanás e do inferno soa perfeitamente plausível a mais de 60% dos americanos. Esta radicalidade religiosa explica as «conversas diárias» do ex-presidente Bush com Deus e mesmo as inesgotáveis diatribes sobre a natureza teológica da fé de Obama.


Fonte: Avante

como eles sabem !!!


UM BOM PRATO PARA O VERÃO - SHAPUTA EM FILETES DE CEBOLADA

Filetes de Chaputa de Cebolada


Alguém conhece este peixe?
Eu gosto imenso, de preferência frito, mas desta vez para variar fiz uma cebolada. É rápido e fica sempre bem com peixe.
Este peixinho já vinha limpo de cabeça e barriga, mas como era para eu ainda congelar manteve-se a pele. Só tirei a pele e fiz os filetes depois de o descongelar. É muito simples de arranjar e fazer os filetes, mas sou suspeita a falar, porque para mim tudo é fácil com peixe. Durante alguns anos, enquanto estudei, ajudei o meu pai e a minha irmã na banca de peixe, por isso sei trabalhar com qualquer peixe.

Ingredientes:
1 Chaputa
2 Cebolas médias
1/2 cabeça de Alhos
2 folhas de Louro
Tomilho
Mistura de Pimentas moída
Pimentão doce (Colorau)
Vinho Branco
Azeite
Sal

Confecção:
Limpe a Chaputa de pele, faça os filetes e corte-os ao meio.
Numa frigideira grande coloque as cebolas laminadas e os dentes de alho igualmente. Coloque o louro, o azeite, a pimenta moída, o tomilho e um pouco de colorau e de sal.


Tape com uma tampa, vá mexendo de vez em quando até amolecer a cebola.
Coloque os filetes e regue com o vinho branco até tapar quase o peixe.
Volte a tapar a frigideira e deixe cozinhar e apurar.


Rectifique temperos e quando o vinho já tiver evaporado quase todo, destape um pouco a tampa e desligue o lume.

Eu  servi acompanhado com bata cozida.

ATENCÇÃO ! TEMPERATURAS CHEGAM HOJE AOS 36º



Temperaturas chegam hoje aos 36 graus

IPMA eleva para cinco os distritos a amarelo devido a temperaturas elevadas

O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) elevou para cinco os distritos do continente que estão entre esta quinta-feira e sábado sob aviso amarelo devido à previsão de temperaturas máximas elevadas.

De acordo com uma atualização do IPMA às 07:00, além de Setúbal, Évora e Beja, vão estar também sob aviso amarelo (entre as 10:00 de hoje e as 23:59 de sábado) os distritos de Lisboa e Leiria devido à persistência de valores elevados da temperatura máxima.

Os distritos de Setúbal, Évora e Beja vão estar sob aviso amarelo, o segundo menos grave de uma escala de quatro, entre as 10:00 de hoje e as 06:00 de sábado.

As temperaturas máximas vão subir gradualmente, entre dois a sete graus, até domingo, devido a uma «corrente de leste que vai instalar-se no continente», segundo o IPMA.

De acordo com o IPMA, a subida da temperatura deve-se a uma corrente de leste que vai instalar-se no continente desde os Açores até à Europa central, dando origem a temperaturas elevadas perfeitamente normais para esta altura do ano.

A tendência a partir da próxima segunda-feira é para uma ligeira descida da temperatura.

O IPMA prevê para hoje no continente céu pouco nublado ou limpo, aumentando temporariamente de nebulosidade durante a tarde, em especial no interior onde há condições favoráveis à ocorrência de aguaceiros e de trovoada.

A previsão aponta também para vento em geral fraco do quadrante leste, soprando temporariamente moderado, nas terras altas do norte e centro até ao início da manhã e de noroeste na faixa costeira ocidental durante a tarde e subida de temperatura.

Em Lisboa e Castelo Branco prevê-se uma temperatura máxima de 34 graus Celsius, em Évora 36, em Beja 35, em Braga e Coimbra 33, Bragança, Vila Real e Portalegre 32, no Porto 28, Leiria e Viseu 31, Faro 30, Funchal 25, Ponta Delgada e Angra do Heroísmo 23 e Santa Cruz das Flores 22.

FOTOGALERIA e Intervenção de José Casanova, Vice-presidente da ACR, na romagem ao túmulo de Vasco Gonçalves

Intervenção de José Casanova, Vice-presidente da ACR, na romagem ao túmulo de Vasco Gonçalves



Do vasto conjunto de realizações que integram o programa das comemorações do 40º aniversário de Abril promovidas pela Associação Conquistas da Revolução, emergem, pelo seu profundo significado, as múltiplas iniciativas de homenagem ao general Vasco Gonçalves.
Assim quisemos que fosse e assim teria que ser, porque o Companheiro Vasco é a referência primordial da nossa Associação e a razão fundamental da sua existência: foi com a memória do seu exemplo de revolucionário e de construtor maior da Revolução de Abril que avançámos para a criação da Associação Conquistas da Revolução, a qual só por razões alheias à nossa vontade não se chamou Associação Vasco Gonçalves - mas que, adoptando o nome que hoje tem, não se desviou um milímetro dos objectivos inicialmente definidos nesta matéria e que constavam do seu texto fundador: «preservar a memória do general Vasco Gonçalves, o seu exemplo de dignidade, de coragem, de inteireza de carácter; a sua superior estatura moral, política, intelectual e humana - bem como promover a divulgação, o estudo e o debate sobre o seu pensamento e a sua obra».
É isso que temos vindo a fazer, ao longo do ainda curto tempo de vida da nossa Associação, através da actividade desenvolvida em torno da valorização e da defesa das Conquistas da Revolução e dos valores que as integram.
E é isso, portanto, que estamos a fazer nas comemorações deste 40º aniversário, dando o devido destaque ao Companheiro Vasco e ao papel determinante por ele desempenhado na Revolução de Abril.

Porque Vasco é Abril – e de ninguém mais, dizendo a verdade, podemos dizer tal coisa.
Vasco é nome que, mal o pronunciamos, nos traz de imediato à memória, Abril – o dia 25 e os dias, semanas e meses que se lhe seguiram e que constituíram o tempo mais luminoso da história do nosso País.
Vasco é, assim, a palavra inicial da nossa memória de Abril, o nome que, naturalmente, com a simplicidade da água que corre, nos faz desaguar no mar imenso e nosso da Revolução e nos confirma que o futuro livre, pacífico, justo, próspero e independente de Portugal – esse futuro do qual vimos um pedacinho naqueles quase dois anos de processo revolucionário – está indelevelmente sinalizado nos valores e nos ideais da Revolução Portuguesa – tal como o exemplo de coragem e de coerência revolucionária do Companheiro Vasco sinaliza os caminhos da luta que conduzirá à conquista desse futuro.

Por isso comemorámos Abril lembrando Vasco Gonçalves – primeiro sócio de Mérito da Associação Conquistas da Revolução;
por isso organizámos, em Abril, um encontro de confraternização num restaurante onde tantas vezes estivemos com ele e onde ele muito gostava de ir;
por isso o recordámos no desfile das Comemorações Populares de Abril, na Avenida da Liberdade, e na manifestação do 1º de Maio, Almirante Reis acima até à Alameda Afonso Henriques:
por isso aqui estamos hoje, lembrando a perda enorme que foi, para todos nós, o desaparecimento do Companheiro Vasco - mas reafirmando a nossa determinação de dar continuidade à luta por Abril e pelos seus valores ;
por isso estaremos no próximo sábado na Cooperativa Bem-Vinda a Liberdade, em Setúbal, relembrando as muitas vezes que ali ouvimos o Companheiro Vasco falar de Abril, das Conquistas da Revolução, e de um tema nele recorrente: a solidariedade com a Revolução cubana e com o heróico povo de Cuba;
por isso iremos proceder, no dia 18 de Julho, ao lançamento público do livro «Vasco, Nome de Abril»;
por isso estaremos nos dias 4 e 5 de Outubro no ISCTE, no Congresso «Conquistas da Revolução – homenagem ao Companheiro Vasco, Primeiro-ministro dos trabalhadores e do povo».

Tudo isto a confirmar que, como atrás foi dito, as iniciativas de homenagem a Vasco Gonçalves têm um lugar preponderante nas comemorações deste 40º aniversário de Abril.
Nas comemorações promovidas pela Associação Conquistas da Revolução, obviamente, porque da generalidade das realizações promovidas por outras estruturas, nada mais há que esperar do que o prosseguimento do que até aqui têm feito, a saber: ou o silenciamento absoluto ou os ataques raivosos característicos dos inimigos de Abril.
Não surpreende esse silenciamento a que o nome e a figura de Vasco Gonçalves foram condenados nestas comemorações do 40º aniversário de Abril, por parte dos executantes ou apoiantes (directos e indirectos) da política das troikas e dos média propriedade do grande capital.
E muito menos surpreende que, quando lhe referem o nome, o façam para, através dos habituais insultos e calúnias, destilarem o ódio de classe que os move sempre que lhes salta à memória a postura íntegra, corajosa, patriótica e revolucionária de Vasco Gonçalves, e o papel por ele desempenhado em todo o processo revolucionário – ou seja, quando lhes salta à memória, certamente em pesadelos de suores frios, a acção daqueles quatro governos provisórios…
Por isso os temos visto por aí, representando a sua farsa, propagandeados pelas trombetas mediáticas da praxe, uns a dar vivas à revolução – mas, de facto, a vitoriar a contra-revolução; outros, a fingir que aplaudem a democracia de Abril – mas, de facto, batendo palmas à democracia das troikas; e uns e outros, de cravo ao peito, a fingir que comemoram o 25 de Abril – mas, de facto, deitando foguetes ao 25 de Novembro.

Nós comemoramos Abril com a memória do Companheiro Vasco – e fazemo-lo começando por recordar a resistência de décadas ao odioso regime fascista e aquele dia memorável em que o heróico Movimento dos Capitães derrubou o governo fascista de Marcelo Caetano; esse acto que o Poeta da Revolução sintetizou em quatro versos de rara sensibilidade poética e política.

Quem o fez era soldado
homem novo  capitão
mas também tinha a seu lado
muitos homens na prisão

Nós comemoramos Abril e homenageamos Vasco Gonçalves, recordando o povo nas ruas a conquistar a liberdade, exercendo-a - e trazendo à memória o gigantesco primeiro 1º de Maio, sinal de partida para o impetuoso processo revolucionário que, dando sentido e conteúdo à liberdade conquistada – e, assim, sinalizando o sentido e o conteúdo da Revolução Portuguesa - viria a traduzir-se, de imediato, numa notável melhoria das condições de vida e de trabalho do povo e dos trabalhadores e, nos meses seguintes, na transformação radical das estruturas económicas do País.

Nós comemoramos Abril, e homenageamos Vasco Gonçalves, lembrando a instituição do salário mínimo nacional, que fez com que cerca de 700 mil trabalhadores passassem a ganhar mais do dobro do que até aí ganhavam – esse salário mínimo que era mais elevado em 1974 do que é hoje, sublinhe-se; e lembrando o aumento das pensões de reforma e invalidez e do abono de família; e o aumento dos salários e o congelamento dos salários superiores a 7 500 escudos; e a generalização do direito a férias pagas; e o congelamento dos preços e rendas dos prédios urbanos; e os primeiros passos dados no sentido de assegurar, como direitos humanos fundamentais, o direito à Saúde, à Educação e a igualdade de direitos entre homens e mulheres; e a consagração de direitos laborais de dimensão histórica, que colocaram os trabalhadores portugueses à frente da maioria os seus camaradas europeus.
Nós comemoramos Abril, e homenageamos Vasco Gonçalves, evocando as outras grandes Conquistas da Revolução: a descolonização, isto é, o fim da guerra colonial e a contribuição para a rápida independência conquistada pela luta dos povos submetidos ao colonialismo; o poder local democrático, início da concretização de um conjunto de realizações memoráveis ao serviço dos interesses das populações; as nacionalizações que, abrangendo parte decisiva e determinante da economia nacional – e liquidando o capitalismo monopolista de Estado, que fora um dos sustentáculos do fascismo - produziram uma transformação revolucionária nas estruturas sócio-económicas e abriram perspectivas novas à evolução da economia e da sociedade portuguesas; e a reforma agrária – «a mais bela conquista da revolução» - acabando com o latifúndio opressor e explorador, também ele sustentáculo básico da fascismo, e pondo a terra nas mãos de quem a trabalhava e a produzir para o País; criando 50 mil postos de trabalho e eliminando o desemprego; pondo termo, naquele universo e naquela situação concreta, à exploração do homem pelo homem e ali implementando relações de produção de carácter socialista.

Nós comemoramos Abril e homenageamos Vasco Gonçalves erguendo bem alto a Constituição da República Portuguesa, esse retrato fiel da revolução que, consagrando todas as conquistas alcançadas, se afirmava como matriz da democracia de Abril e do futuro socialista de Portugal.

Nós comemoramos Abril, e homenageamos Vasco Gonçalves, evocando a aliança Povo/MFA - ou seja a aliança do movimento operário e popular com os militares revolucionários - essa aliança que teve no Companheiro  Vasco  o seu grande elo de ligação, como nos dizia aquele cartaz de João Abel Manta, com o Vasco entre um soldado e um homem do povo e a legenda:
MFA-VASCO-POVO
POVO-VASCO-MFA;
essa aliança que, porque foi a força motriz que levou às Conquistas da Revolução e à Democracia de Abril, constitui a razão de ser e a essência da nossa Associação Conquistas da Revolução.

Nós comemoramos este 40º aniversário, e homenageamos Vasco Gonçalves, lutando pelos valores de Abril, o que significa lutar contra a política de direita praticada, desde há 38 anos, por sucessivos governos PS/PSD, sozinhos, de braço dado ou com o CDS atrelado.
Essa política que declarou guerra de morte à democracia de Abril e que tem vindo a liquidar tudo o que de positivo e avançado foi conquistado com a revolução – de tal modo que, hoje, bem podemos dizer que, em muitos aspectos, estamos mais próximos do 24 do que do 25 de Abril.
Esses governos que elegeram como alvos a abater os direitos laborais e sociais e têm vindo a proceder a uma sinistra acção de venda a retalho da independência de Portugal, de destruição da economia nacional e de proliferação do desemprego, das injustiças sociais, da miséria, da fome – enquanto, do outro lado desta trágica realidade, crescem e engordam todos os dias os lucros dos grandes grupos económicos e financeiros.
Essa política e esses governos que, recorrendo ao vale-tudo, e com crescente frequência adoptando métodos e práticas repescadas do tempo do fascismo, se exibem como inimigos assumidos de Abril e protagonistas declarados da contra-revolução.
Essa política e esses governos que olham para a Constituição da República como se do demónio se tratasse e que, enquanto vão tentando criar condições para a liquidar definitivamente, não hesitam em agir fora da Lei Fundamental do País – em regra, sob os olhares cúmplices de quem tinha o dever de a defender.
E a situação actual é por demais evidente do estado a que chegou a ofensiva contra a Constituição: um governo que ostensiva e arrogantemente a despreza e espezinha e que, perante algumas decisões que se lhe opõem por parte do Tribunal Constitucional, afronta provocatóriamente este órgão de soberania, indo ao ponto de afirmar que, de futuro, «os juízes do Tribunal Constitucional têm de ser mais bem escolhidos» - isto é têm de deixar de cumprir o seu dever de garantir o cumprimento da Constituição; têm de fazer o que faz o Presidente da República que, na sua postura de inimigo figadal de Abril, assobia para o ar e manda às urtigas o juramento que fez de, pela sua «honra, cumprir e fazer cumprir a Constituição da República».

Quer isto dizer que, na situação actual, a defesa da Constituição da República é, para os trabalhadores e para o povo, uma tarefa essencial. Dizemo-lo hoje, como há dez anos atrás o disse Vasco Gonçalves: «O essencial da Constituição Portuguesa está de acordo com as grandes transformações revolucionárias operadas no decurso do processo revolucionário. A essas transformações revolucionárias chamamos Conquistas da Revolução e uma delas é a própria Constituição (…) a defesa da Constituição Portuguesa é, portanto, a defesa das Conquistas da Revolução».

Então, comemorar Abril é, para nós, relembrar toda a exaltante caminhada do nosso processo revolucionário e, dessa caminhada, recordar a acção patriótica e revolucionária do Companheiro Vasco, Primeiro-ministro dos trabalhadores e do povo.
Com o compromisso assumido de que, na luta de todos os dias e na intervenção da Associação Conquistas da Revolução, Vasco Gonçalves é a referência maior; o exemplo de dignidade, coragem e coerência que teremos sempre presente; o Companheiro que sabemos estar sempre ao nosso lado nos caminhos de Abril, que são os caminhos do futuro; o Amigo ao qual dizemos hoje, como dissemos nesses dias exaltantes da Revolução: «Vasco, amigo, o povo está contigo», «Abril vencerá».


 José Casanova, Vice-presidente da ACR










conquistasdarevolucao.blogspot.pt

SER PASSARINHO EM GORKY PARK

SER PASSARINHO EM GORKY PARK

Voltando por momentos a Moscovo, gostava de partilhar aqui algumas fotografias que tirei durante o passeio que fiz no Gorky Park.

Ser passarinho em Moscovo é um privilégio. Dá direito a ter uns "condomínios" pintados à mão por artistas locais. Um luxo.

Ficam alguns exemplos.


fuidarumavolta.blogspot.pt












ATENÇÃO ESTE VÍDEO (NASCIMENTO NATURAL AO VIVO) PODE FERIR A SENSIBILIDADE DE ALGUMAS PESSOAS - AMERICANOS EM REALITY SHOW QUEREM MANDAR MULHERES PARA PARIREM NA SELVA

Entretenimento, estupidez ou irresponsabilidade?

Um pouco de tudo, suponho.
Em matéria de realityshows a escalada da estupidez parece não ter limites. O canal de televisão americano Lifetime teve a sublime ideia de pegar em mulheres grávidas e levá-las para a selva, onde vão parir pelos seus próprios meios, sem qualquer tipo de assistência médica.
Não sei  quem será mais irresponsável. O canal de televisão ou as mulheres que se dispõem a participar num espectáculo destes.
Se não for muito impressionável,

cronicasdorochedo.blogspot.pt


CALENDÁRIO DOS PRIMEIROS JOGOS DA SELECÇÃO PORTUGUESA NO MUNDIAL 2014


MAIS PROMESSAS ! - 'Portugal Porta a Porta' vai levar transportes públicos a todo o país O secretário de Estado dos Transportes anunciou hoje uma "democratização no setor público de transportes", levando-os a todo o território nacional, no âmbito de uma reforma do regime jurídico que esta semana entra em discussão pública.

Governo 


'Portugal Porta a Porta' vai levar transportes públicos a todo o país

O secretário de Estado dos Transportes anunciou hoje uma "democratização no setor público de transportes", levando-os a todo o território nacional, no âmbito de uma reforma do regime jurídico que esta semana entra em discussão pública.
ECONOMIA
'Portugal Porta a Porta' vai levar transportes públicos a todo o país
Sérgio Silva Monteiro apresentou hoje o programa "Portugal Porta a Porta", no Sardoal, que a par de Mação e Abrantes, na região do Médio Tejo, são as localidades onde o programa de Transporte Público a Pedido já está em prática, e cujos resultados positivos levaram o Governo a querer replicá-lo em todo o país, a partir de 2015.
Para implementar um programa que visa "combater as grandes assimetrias entre a oferta de serviços públicos de transportes de passageiros nas áreas metropolitanas de Lisboa e do Porto face ao resto do país, em especial nas zonas de baixa densidade populacional", o governante reafirmou a importância da concertação de parcerias entre os transportes públicos privados existentes, as misericórdias e as Instituições particulares de solidariedade social (IPSS).
"A atual situação não serve o Estado, não serve os municípios e não serve os cidadãos", disse Sérgio Monteiro, tendo lembrado que o Governo desde novembro de 2011 tem feito "um caminho no sentido da democratização do serviço de mobilidade e transporte", de modo a poder alargá-lo a todo o país.
"Começámos o trabalho tendo por fundo uma alteração do paradigma da subsidiação do setor dos transportes públicos de passageiros, desde logo com a eliminação, nas áreas metropolitanas de Lisboa e Porto, da subsidiação do "Passe Social Mais" em função da idade", apontou.
Agora, continuou, "os benefícios do "Cartão Social Mais", que dá descontos nos títulos de transporte, são em função do agregado familiar e do seu rendimento, uma pura medida de justiça social e que tem tarifário em paridade com as zonas servidas por transportes públicos em todo o território nacional", vincou.
"Com esta medida, e com as profundas alterações efetuadas na oferta de transporte e na ampla reestruturação efetuada no setor, o Estado tem hoje menos 681 milhões de euros de custos com a prestação do serviço do que tinha em 2011. Hoje, podemos redistribuir um pouco desta poupança", disse Sérgio Monteiro.
O secretário de Estado referiu ainda que o Transporte a Pedido "é a grande revolução" dentro do Portugal Porta a Porta, tendo anunciado um apoio anual de 50 milhões de euros no âmbito do "Cartão Social Mais", título de transporte que vai ser alargado das áreas metropolitanas de Lisboa e Porto a todo o território nacional.

HISTÓRIA DA GUERRA COLONIAL 64ª PARTE - MONBONCÓ PALAVRA MALDITA - MANSABÁ (IMAGENS) - BOLAMA DOS MEUS SONHOS - VÍDEO (PRAIA DAS LÁGRIMAS - POEMA (COMBATENTES)

Monboncó !


Palavra maldita, palavra cheia de significado !
Eu estive toda a comissão 1965 / 1967 em Mansabá
Conheço, conhecia Manboncó e arredores que iam até Morés e mais umas quantas casas de mato guarda avançada de Morés fisica ou geográficamente, pode-se dizer bem.
Penso que Manboncó começou a ficar para a história por 1963, tendo emboscado lá uma companhia, que só conseguiu sair com o apoio de uns F qualquer coisa que estavam em Cabo Verde. Durante muito tempo viam-se as marcas, mesmo nas nossas tropas se fizeram sentir os efeitos dos rebentamentos a nivel de ouvidos. A guerra foi continuando e raro era a semana que não havia lá tiros, O muito movimento de colunas, muita ida á laranja e melancia e lenha e caça. A coisa melhorou muito quando a artilharia de Mansabá foi bem regulada para os pontos mais criticos. A minha companhia rebentou lá três a quatro minas e fomos tirados de lá umas quantas vezes com o apoio da Artilharia. Mas eram tempos diferentes e digo, já disse no blogue noutro sitio, que a nossa ultima operação foi ir ás vacas entre Mansodé e Bijine. Trouxe-se muitas, mas no meio daquela fogachada toda, nem um arranhão tivemos. E no nosso tempo, mesmo as idas a Morés com o apoio da artilharia, militarmente correram bem e quanto a baixas também.
As coisas mudaram sempre para pior. Eu fui sabendo muita coisa e tudo o que sobe não me ajudou a esquecer ou a admitir alguma vez que tenha valido a pena tanto esforço, tanto sacrificio.
Um abraço
Ernesto Duarte
Furriel Miliciano
BC 1857 CC 1421
Mansabá – Oio



Mansabá

Estrada recentemente asfaltada Mansabá – Farim.
(foto gentilmente cedida por Carlos Vinhal, ex-Fur Mil Art.ª,  CART 2732, Mansabá, 70/72)


Vista aérea de Mansabá
(foto gentilmente cedida por Carlos Vinhal, ex-Fur Mil Art.ª,  CART 2732, Mansabá, 70/72)


A Porta de Armas
(foto gentilmente cedida por Carlos Vinhal, ex-Fur Mil Art.ª,  CART 2732, Mansabá, 70/72)


Painel com os emblemas das Companhias que por lá passaram
(foto gentilmente cedida por Carlos Vinhal, ex-Fur Mil Art.ª,  CART 2732, Mansabá, 70/72)


Outra vista aérea.
(foto gentilmente cedida por Carlos Vinhal, ex-Fur Mil Art.ª,  CART 2732, Mansabá, 70/72)


Sinalética no mato.
(foto gentilmente cedida por Carlos Vinhal, ex-Fur Mil Art.ª,  CART 2732, Mansabá, 70/72)


Vista já na aproximação da pista.
(foto gentilmente cedida por Carlos Vinhal, ex-Fur Mil Art.ª,  CART 2732, Mansabá, 70/72)


Quartel visto do exterior. Ao centro o depósito de água.
(foto gentilmente cedida por Carlos Vinhal, ex-Fur Mil Art.ª,  CART 2732, Mansabá, 70/72)


As casernas.
(foto gentilmente cedida por Carlos Vinhal, ex-Fur Mil Art.ª,  CART 2732, Mansabá, 70/72)


A enfermaria depois de um ataque.
(foto gentilmente cedida por Carlos Vinhal, ex-Fur Mil Art.ª,  CART 2732, Mansabá, 70/72)


Porta de Armas “defendida” por um imponente “poilão”.

Mais um a poisar para a posteridade na base da bandeira.
À esquerda: CC 1421 – BC 1857 – Oio – 1965 – 196?.
À direita: CART 642 – 1964 – 1966


A Parada, vendo-se a bandeira hasteada.
(foto gentilmente enviada por, César Dias, Ex Fur. Mil. – B.C. 2885 – Mansoa 69-71)


A piscina em construção. Será que foi acabada? Se foi…é melhor nem imaginar o que será agora.
(foto gentilmente enviada por, César Dias, Ex Fur. Mil. – B.C. 2885 – Mansoa 69-71)


O “pontão” propositadamente incompleto, onde a cada passagem de uma viatura era um suspense.

Outra vista da Parada do aquartelamento de Mansabá.
(foto gentilmente cedida por: Carlos Jorge Pereira, ex-Fur Mil de Inf Op Inf, Guiné 1972/74)


Vista aérea do lado da pista de aviação.
(foto gentilmente cedida por: Jorge Picado, Cap Mil, CCAÇ 2589 e CART 2732, Guiné 1970/72)


Um Alouette na Placa.(foto gentilmente cedida por: Jorge Félix, ex-Alf Mil Pil Av Al III, BA12, 1968/70)