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quarta-feira, 7 de maio de 2014

Veja o que é preciso para manter o Facebook funcionando para você

Veja o que é preciso para manter o Facebook funcionando para você


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Tem gente que praticamente não sai do Facebook. Portanto, para conseguir manter o site sempre a postos, é necessário fazer com que toda a estrutura esteja funcionando perfeitamente. Nas fotos que você vê a seguir, você confere um pouco dessa estrutura. 
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21 inventores que morreram por suas invenções

21 inventores que morreram por suas invenções

21- Sabin Arnold von Sochocky
Sochocky inventou a primeira tinta luminescente à base de rádio, mas morreu de anemia aplástica resultante da intoxicação do elemento. Por falar nisso, o rádio era um material muito popular no início do século 20, e foi responsável pela morte de muitas pessoas, sobretudo pintores.
20- John Godfrey Parry-Thomas
John foi um engenheiro galês e piloto de corridas. Ele desenvolveu o Babs, um carro que tinha o propósito de bater o recorde de velocidade de Malcolm Campbell. Seu novo carro tinha muitas modificações como um sistema de correntes expostas que transmitiam a força do motor do carro até as rodas. Em 27 de abril de 1926 ele realizou seu sonho estabelecendo o recorde para 275 km/h, que durou um ano até ser quebrado novamente por Malcolm Campbell. Ao tentar recuperar seu título uma das correntes se rompeu voando diretamente em direção ao pescoço de John, em altíssima velocidade, quase removendo sua cabeça.
19- Cowper Phipps Coles
Cowper foi um importante capitão da Marinha Real britânica que inventou a torre rotatória durante a Guerra da Criméia. Depois da guerra Cowper patenteou sua invenção e começou a construir seu próprio navio usando um design revolucionário. Seu novo navio, o HMS Captain, recebeu diversas modificações incomuns e perigosas que incluíam um “convés de furação” que elevou o centro de gravidade do navio. Em 6 de setembro de 1870 o HMS Captain virou e levou consigo a vida de Cowper e da maioria de seus 500 tripulantes.
18- Henry Winstanley
Henry Winstanley foi um famoso arquiteto projetista de faróis de sinalização marítima. Com a intenção de testar a resistência de um de seus faróis Henry exigiu permanecer dentro de um deles durante uma tempestade. O farol desabou acabando com a vida de Henry e outras cinco pessoas.
17- Sylvester H. Roper e sua motocicleta
O construtor da primeira motocicleta, do velocípede e um dos primeiros automóveis, morreu em 01 de junho de 1896 enquanto testava um modelo final de um velocípede à vapor. Ele foi visto quando estava caído sobre a pista. É desconhecido se a causa da morte foi um ataque cardíaco causado pelo acidente ou se ele sofreu de insuficiência cardíaca.
16- Horace L. Hunley e seus submarinos
Horace Lawson Hunley tinha certa obsessão por submarinos e chegou a inventar três modelos diferentes desse tipo de veículo durante a Guerra Civil Americana. Inclusive, foi com o terceiro modelo inventado por ele que Hunley morreu, junto com uma tripulação de sete membros, em outubro de 1863.
15- Hunley e o submarino de combate
Horace Lawson Hunley era engenheiro naval e, em outubro de 1863, resolveu por à prova sua mais nova invenção: um submarino movido à mão – sim, à mão! Surpreendentemente – ou não – Hunley acabou morrendo quando ficou preso na parte inferior do porto de Charleston ao testar seu brinquedinho.
14- Fleuss e o respirador de oxigênio puro
Em 1876, o inglês Henry Fleuss inventou um respirador de circuito fechado que funcionava com oxigênio comprimido em vez de ar comprimido. Inicialmente, destinado para a realização de consertos nas portas de ferro das câmeras inundadas de navios, foi utilizado pelo próprio Fleuss num mergulho a 30 metros de profundidade.  Pena que o pobre inventor não sabia que oxigênio puro é fatal para seres humanos em ambientes sob alta pressão.
13- Freminet e o dispositivo de reinalação
A invenção do francês Sieur Freminet (em 1772) era bem interessante: tratava-se de um dispositivo de mergulho que permitia a reinalação do ar exalado dentro do barril, ou seja, era um dispositivo de respiração independente. Infelizmente, a invenção não era de boa qualidade e Freminet morreu asfixiado após ficar apenas 20 minutos dentro do dispositivo.
12- Bullock e a prensa rotativa
William Bullock foi o inventor americano responsável pela criação da prensa rotativa, que revolucionou a indústria da impressão tamanha a sua rapidez. Em abril de 1867, enquanto tentava consertar uma de suas prensas novas, Bullock acabou ficando preso e tendo sua perna esmagada.
Ele chegou a ser hospitalizado, mas adquiriu gangrena e morreu dias depois na sala de cirurgia para a amputação do membro.
11- Aurel Vlaicu
Construtor de um modelo de aeronave de metal morreu quando tentava cruzar as montanhas dos Cárpatos, a bordo de seu avião Vlaicu II, que caiu dia 13 de setembro de 1913.
10- Valerian Abakovsky
O inventor de um trem de alta velocidade com motor de aeronave e hélices morreu na viagem de volta a Moscou após um teste bem sucedido. O vagão descarrilou e matou seis passageiros.
9- Midgley e o sistema de cordas e roldanas da sua cama
Quando o famoso engenheiro mecânico e químico Thomas Midgley Jr. contraiu poliomielite aos 51 anos, sua movimentação ficou bastante comprometida. Então, ele elaborou um sistema de cordas e roldanas para que outras pessoas pudessem levantá-lo da cama com mais facilidade.
Em novembro de 1944, Midgley acabou falecendo após um trágico evento no qual ele acabou sendo estrangulado pelas cordas da sua própria invenção.
8- Soucek e o barril à prova de choque
Karel Soucek foi um dublê profissional famoso por construir “a capsula”, um barril à prova de choque, e se jogar, dentro dele, das Cataratas do Niágara, sobrevivendo com apenas alguns ferimentos.
Entretanto, a sorte não sorriria duas vezes pra ele. Em janeiro de 1985, Soucek convenceu uma empresa a financiar sua próxima queda: do topo do Houton Astrodome.
Ocorre que, na hora de finalmente completar seu feito, a capsula se deslocou no ar durante a queda, atingindo a lateral do poço de água preparado para a aterrissagem, e deixando Soucek gravemente ferido. Ele veio a morrer no dia seguinte.
7- Bullock e a prensa rotativa
William Bullock foi o inventor americano responsável pela criação da prensa rotativa, que revolucionou a indústria da impressão tamanha a sua rapidez. Em abril de 1867, enquanto tentava consertar uma de suas prensas novas, Bullock acabou ficando preso e tendo sua perna esmagada.
Ele chegou a ser hospitalizado, mas adquiriu gangrena e morreu dias depois na sala de cirurgia para a amputação do membro.
6- Dacre e o táxi voador
Em 16 de agosto de 2009, Michael Dacre, um pioneiro da aviação britânica e diretor da empresa britânica Avcen Ltd., fez a realização do primeiro voo de teste do seu próprio “táxi voador”. Entretanto, ao voar cerca de 150 milhas ao norte de Kuala Lampur, na Malásia, o avião mergulhou ao chão, matando seu inventor em uma grande explosão.
5- Henry Smolinski
Smolinski e seu parceiro, Hal Blake, fundaram a Advanced Vehicle Engineers em 1971 para projetar e construir um carro voador. O primeiro protótipo (e único) foi o AVE Mizar, que combinava um Ford Pinto com a extremidade traseira de um Cessna. As asas caíram durante um voo de rotina, matando ambos os engenheiros.
4- Marie Curie e a radiação
Esta é, provavelmente, a figura mais famosa desta lista e, apesar de seus feitos não caracterizarem uma invenção propriamente dita, ainda se torna digna de nota pela importância de suas pesquisas. Marie Curie era física e química e hoje é mundialmente famosa por seu trabalho com a radioatividade. Ela foi a responsável, também, pela descoberta dos elementos rádio e polônio. Tendo sido a primeira pessoa a ser premiada duas vezes com o prêmio Nobel, Curie acabou falecendo por causa dos efeitos de suas descobertas. A cientista morreu em julho de 1934 por causa de uma anemia aplástica causada pela radiação dos elementos químicos.
3- Perilo e o Touro de Bronze
Perilo de Atenas era um inventor que trabalhava com metais. Sua criação mais famosa foi um objeto de tortura conhecido como Touro de Bronze, que consistia na escultura do animal com uma câmara oca onde eram colocados os criminosos a serem executados. Depois, uma fogueira era acesa logo abaixo dessa câmara e o condenado era aquecido vivo, enquanto fumaça e gritos saiam pelos tubos que levavam ao nariz da escultura. Depois de apresentar seu invento a Fálaris, o Tirano de Agrigento, na Sicília, Perilo foi intimado pelo malfeitor a entrar em sua escultura e demonstrar o sistema de tubulação que fazia ecoar os gritos de alguém. Não demorou muito para que o tirano e seus guardas acendessem a fogueira e torturassem o inventor até perto de sua morte. Depois de abrirem a porta e tirarem Perilo de dentro do animal, o criador dessa máquina terrível foi jogado de cima de um penhasco.
2- Alexander Bogdanov
Em 1924, Bogdanov iniciou seus experimentos de transfusão de sangue na esperança de alcançar a juventude eterna ou rejuvenescimento parcial. Depois de onze transfusões, sua visão melhorou, mas uma transfusão o matou: em 1928, ele tomou o sangue de um estudante que sofria de malária e tuberculose.
1- Reichelt e o traje paraquedas
Franz Reichelt foi um alfaiate austríaco, inventor e pioneiro na arte do paraquedismo. Em fevereiro de 1912, Reichelt resolveu testar sua mais nova invenção: uma roupa paraquedas. Para isso, ele escolheu um dos mais belos e mais altos lugares de Paris, a torre Eiffel. Apesar do apelo dos seus amigos e do público para que ele não fizesse isso, ele fez – e literalmente estabacou-se no chão gelado aos pés da torre!


www.grandescuriosidades.com

COM O PORTAS NÃO DEVEM TER FALHADO ! - (Expresso) Alemães falharam todas as contrapartidas nos submarinos

(Expresso) Alemães falharam todas as contrapartidas nos submarinos

Hoje, pela manhã,tomaram posse os elementos que integram a Comissão de Inquérito aos Submarinos, assim conhecida na opinião pública. 
Na véspera surgiu a notícia que abaixo se transcreve e que, pelo seu teor, demonstra que já valeu a pena a iniciativa do PS. 
Talvez o silêncio que se abateu sobre o fundo do mar possa emergir com voz, bem distante de qualquer campanha eleitoral.
"Pedro Catarino, o último presidente da extinta Comissão Permanente de Contrapartidas, está disponível para ir ao parlamento tirar tudo a limpo. Houve uma tentativa sistemática por parte da empresa alemã Ferrostal de enganar o Estado português, admite o embaixador Pedro Catarino, o último presidente da Comissão Permanente de Contrapartidas (CPC). 
Extinta em 2011, esta comissão controlava e validava a execução dos compromissos assumidos por todos os fabricantes de armas com grandes negócios no país. A Ferrostaal faz parte do consórcio alemão que vendeu dois submarinos a Portugal em 2004 por 820 milhões de euros e que assinou um contrato paralelo em que era obrigada a injetar 1210 milhões de euros em contrapartidas na economia portuguesa ao longo de oito anos." 



gotadeagua53.blogspot.pt

Saída de fraldas O memorando entre Portugal e a Troika, o tal que o PSD exigiu que fosse traduzido e tornado público, previa o que era normal, que Portugal sairia passado os três anos, isso no pressuposto de que a dívida não cresceria tanto, que o desemprego tivesse sido contido em níveis razoáveis e que o crescimento fosse retomado.

Saída de fraldas

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O memorando entre Portugal e a Troika, o tal que o PSD exigiu que fosse traduzido e tornado público, previa o que era normal, que Portugal sairia passado os três anos, isso no pressuposto de que a dívida não cresceria tanto, que o desemprego tivesse sido contido em níveis razoáveis e que o crescimento fosse retomado. Mas a experiência ideológica de Passos Coelho correu mal e a única mete alcançada foi a do défice, graças a um aumento brutal de impostos, aos cortes nas pensões e à destruição da vida dos funcionários públicos.

O memorando não previa nem saídas cautelares nem cartas de intenções, nem mesmo a necessidade de desrespeitar a Constituição. Agora festeja-se uma saída limpa e enquanto faz as malas para mais um passeio à custa dos contribuintes Cavaco Silva usa o seu Facebook para lançar provocações contra os que ousaram recear um segundo resgate, quando foi precisamente ele que lançou essa hipótese para a agenda política.

Estamos, portanto, perante uma saída tão limpa que ninguém sabe como vai acabar 2014 e muito menos o que será 2015 ou mesmo os anos seguintes. Ninguém sabe como vai acabar 2014 porque Cavaco Silva teve a arte e o engenho de adiar a intervenção do Tribunal Constitucional, de forma a que uma eventual declaração de inconstitucionalidade de medidas orçamentais ocorresse apenas depois da encenação da saída limpa. A partir de agora iremos assistir às habituais pressões sobre o Tribunal Constitucional e não faltarão os que irão dizer que uma eventual declaração de inconstitucionalidade antes das eleições europeias é uma forma de activismo político daquele tribunal.

Não deixa de ser ridícula a forma como o governo tenta a todo o custo esconder dos portugueses o segundo memorando de entendimento com o FMI a que eufemisticamente designa por carta de intenções e que a ministra das Finanças desvaloriza sugerindo que no memorando nada consta. Se assim é porque razão o governo não divulga este memorando a tempo de obter ganhos eleitorais nas eleições europeias?

Ficou evidente que a Troika com Durão Barroso à frente fez muito mais do que assegurar-se que Portugal cumpria com o acordado no primeiro memorando, a Troika colaborou activamente com a agenda política de Passos Coelho, com a sua tentativa manhosa de impor ao país uma revisão constitucional de facto. Esse apoio político da Troika foi evidente na forma como aceitou sucessivos agravamentos das medidas do memorando ou nas conferências de imprensa de um pitbull de Bruxelas de nome Simon, que cada vez que o governo ia ainda mais além da troika dava uma conferência de imprensa fazendo chantagem sobre os portugueses.

Portugal não só não saiu de onde quer que fosse como não há nada de limpo em tudo isto, na melhor das hipóteses Passos Coelho, Cavaco Silva e Durão Barroso, a troika de presidentes do PSD que nos governam, meteram fraldas ao país, Portugal é um bebé que vai passear de fraldas para logo de seguida ter de voltar a casa para a próxima mamada.
A saída limpa com que alguns imbecis tentam iludir os portugueses não passa de mais uma fraude, mais uma manobra suja para esconder a assinatura de um segundo memorando que deixa de ser de entendimento para passar a ser um memorando de obediência em relação ao FMI, onde o homem das questões orçamentais é precisamente Vítor Gaspar.


jumento.blogspot.pt

BAPTISTA BASTOS - LIMPA, SUJA OU ENCARDIDA ?

limpa, suja ou encardida?


Por Baptista-Bastos
http://www.dn.pt/

Uma pessoa de recta consciência não pode deixar de se indignar, com nojo e abominação, ante o cerimonial em que o inexcedível Passos Coelho anunciou a "saída limpa" da nossa subalternidade. A comunicação social e os comentadores estipendiados usaram, como na Idade Média, tubas e atabales de regozijo perante tão fausto acontecimento. E o primeiro-ministro, useiro e vezeiro em manter com a verdade uma relação conflituosa, disse a um país perplexo a seguinte bojarda: "A liberdade de decisão foi reconquistada."

A simulação da realidade brada aos céus. Portugal continuará, por mais algumas décadas, sob vigilância apertada, e a gulodice daqueles indicados nossos "credores" não se apaziguará. Os portugueses não sabem a quem devem dinheiro; mas, parafraseando a frase imortal daquele banqueiro impante, agressivo e tolo, lá que devem, devem.

Continuamos, pois, imersos na miséria, na fome e no desespero sem esperança. Um pequeno grupo de burocratas ignorantes prosseguirá na tarefa infame de dar ordens a quem quer que esteja no Governo. Nada sabe da nossa história, da nossa cultura, das idiossincrasias que, apesar de tudo, nos diferenciam. Um deles fez uma declaração comovente: iria voltar a Portugal, como turista, por causa dos pastéis de nata de Belém! A rede foi estendida com sagaz competência, e as estruturas do capitalismo tornaram-se cada vez mais vorazes, porque não confrontadas com um antagonismo competente e sólido. O "socialismo democrático" é uma desgraça por toda a Europa; há governos que o são sem estar avalizados pelo voto, como acontece em Itália. A indigência moral, política e ideológica da "esquerda moderada" abriu caminho à avalancha da extrema-direita, cuja soberba começa a ser assustadora.

Os partidários desta política, caso de Passos Coelho e dos que tais, presos na insanidade de um suicídio colectivo, já não constituem uma decepção permanente porque tornaram "natural" a aberração histórica sob a qual vivemos. Manifesta--se uma ofensiva ampliada contra o ideal democrático, e a sub-reptícia proposta de despersonalização ética, substituída pela ordem que inculca a ideia da desnecessidade de governos eleitos. O "Estado mínimo" e a entrega da representatividade política e social aos privados, tão do agrado da catequese neoliberal, não encontra resposta nos partidos "socialistas", os mais próximos de uma confrontação urgente e fundamental.

Hollande é um desgraçado sem tino, que colocou nas funções de primeiro-ministro um direitinha contumaz. Nós, por cá, tudo mal ou embezerrado. Os reforços de Jorge Coelho e José Sócrates, assomados para socorrer António José Seguro da flexibilidade demonstrada, não chegam para "dar a volta" a um partido que perdeu há muito as distintivas de "esquerda."

Conto: A Bruxa de Trevões A bruxa de Trevões Em qualquer história aparece sempre uma personagem que se destaca das restantes por uma qualquer saliência da personalidade ou por uma qualquer qualidade especial, seja ela de natureza comportamental, temperamental, anímica ou de uma outra variante psicológica, das muitas que compõem o tipo humano.

Conto: A Bruxa de Trevões


A bruxa de Trevões
Em qualquer história aparece sempre uma personagem que se destaca das restantes por uma qualquer saliência da personalidade ou por uma qualquer qualidade especial, seja ela de natureza comportamental, temperamental, anímica ou de uma outra variante psicológica, das muitas que compõem o tipo humano.
Neste caso, é o senhor F, um homem que, naquela aldeia duriense, situada na bordadura da fronteira com o planalto transmontano, sobressaía entre os demais, por ser muito esperto e matreiro e ter o olho muito fino para o negócio. Destemido, bem-falante, arrojado e possuidor de uma grande autoconfiança, seria assim que ele seria descrito por quem estivesse, fora da história, a observar-lhe o grau de superioridade que exibia, onde quer que se encontrasse. Apostou ele, numa roda de amigos, à volta de uma mesa de uma taberna da Carrapatosa - e já depois de ter dado as últimas notícias sobre a guerra do Hitler, ouvidas em outros sítios, das suas constantes andanças - que iria desmascarar o raio da velha bruxa de Trevões, cuja fama de advinha e de curandeira se espalhara por muitas léguas em redor.
Foi só descer, por um caminho de cabras, a íngreme ladeira do vale do Douro, contratar o serviço ao barqueiro da Valeira, para atravessar o rio, subir a encosta até o Santo Salvador do Mundo - possivelmente um antigo local de culto celta, recuperado depois pelo cristianismo, que ali ergueu doze capelinhas, tantas quantas são as estações da Via Sacra, mas que agora estava votado ao abandono, devido à concorrência de outros santuários mais sumptuários e melhor situados estrategicamente, em lugares de acesso fácil - e ei-lo a apanhar a nova estrada de maquedame, que o levaria, já depois de uma légua a andar a pé, à aldeia de Trevões.
Quando a velha o mandou franquear a porta que dava para uma salinha, onde recebia os clientes, já ele tinha mudado de semblante, agora carregado de fingida tristeza e de recatada humildade. A tal personagem, fora da história, que o visse agora, poderia dizer que o senhor F já não era o mesmo homem exuberante, que vira na Carrapatosa, mostrando-se agora cabisbaixo, tímido e exibindo até uma certa dificuldade em falar.
Feita a saudação do costume, com muita reverência de parte a parte, e depois de ambos se sentarem à volta de uma mesinha, coberta por uma camilha vermelha, a velha, de olhos vivos e perscrutadores, à procura de um qualquer sinal importante e inspirador, perguntou-lhe ao que vinha.
O senhor F torceu-se no assento, colocou no movimento das mãos, sobre o tampo da mesa, toda a sua encenada hesitação, e respondeu: sabe, minha senhora! O meu pai foi para o Brasil, quando eu era muito pequeno, ao ponto de nem sequer me lembrar muito da sua cara. Depois de algumas cartas, enviadas para a minha mãe, ele deixou de escrever e nunca mais soubemos nada sobre a sua vida. Não sabemos se é vivo ou se é morto.
A velha, depois de perguntar qual a terra do senhor F, e o que fazia, assim como o nome completo do seu pai e o ano em que ele emigrara para o Brasil, e dando sinal de estar satisfeita com as respostas recebidas, pediu licença para retirar-se por uns momentos e entrou para uma outra dependência da casa, fechando a porta, o que levou o senhor F a pensar que a bruxa deveria ter ido consultar os recortes necrológicos dos jornais, que ele sabia que ela guardava, só assim se explicando o facto de ela pedir o envio dos jornais de terras tão estranhas e longínquas, a quem decidia ir para o Brasil ou para África, depois de ouvir o seu vaticínio.
Uma vez regressada à sala, e compenetrando-se na solenidade do momento do anúncio do augúrio, que, como se saberá, será infalível e irrevogável, a velha disse: Sabe, senhor F!... O seu pai está vivo, está com muita boa saúde e é um homem muito rico. Brevemente, ele regressará a Portugal, para se juntar à família.
Palavras não eram ditas, e já o senhor F, com um ar triunfalista, e batendo com os nós dos dedos no tampo da mesa, largou uma sonora gargalhada e retomou o seu ar altivo e descontraído. Oh, minha senhora! O meu pai já morreu há uns anos e nunca foi para o Brasil. E, quando já se levantava, exibindo descarado desdém e dando mostras de que se iria embora, mesmo sem pagar o serviço, a velha, com uma serenidade profunda, adquirida nas catacumbas do tempo, por herança dos seculares segredos da profissão, travou-lhe o ímpeto e a afronta do escárnio: O senhor F está enganado! O seu pai, aquele que já morreu há uns anos, não era o seu pai…    
Alexandre de Castro

alpendredalua.blogspot.pt