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segunda-feira, 28 de abril de 2014

Capela da Lusófona do Porto . transformada em auditório alvo . de acusação do MP O esvaziamento e venda de arte sacra da capela do século XIX da Universidade Lusófona do Porto, entretanto transformada em auditório sem consentimento do Igespar e à revelia da Direção Regional da Cultura, vai ser levado a tribunal.

Capela da Lusófona do Porto
. transformada em auditório alvo
de acusação do MP 

O esvaziamento e venda de arte sacra da capela do século XIX da Universidade Lusófona do Porto, entretanto transformada em auditório sem consentimento do Igespar e à revelia da Direção Regional da Cultura, vai ser levado a tribunal. 

O Ministério Público (MP) no Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) do Porto deduziu acusação contra o "representante legal" da Universidade Lusófona pela remoção e venda do recheio da capela, integrada no conjunto classificado como "Zona Histórica do Porto".
 
A QUERMESSE DE SANTINHOS
 "Os factos remontam ao ano de 2011, posteriormente ao 1.º trimestre, tendo o arguido determinado que o recheio da Capela de Nª Sr.ª das Dores, sita na Rua Augusto Rosa, Porto, nomeadamente as talhas douradas, os altares, os púlpitos, os nichos, quatro estatuetas de arte sacra, a pintura central e dois crucifixos, dela fosse removido e vendido para países estrangeiros", refere o MP do DIAP do Porto, na página da Procuradoria-Geral Distrital do Porto. 

* A Lusófona tem sido notícia pela piores razões, ele é licenciaturas "à la carte", praxes traumáticas e agora venda de santinhos, uma autêntica vigarófonia.

apeidaumregalodonarizagentetrata.blogspot.pt

4,5 milhões de pobres em Portugal




 4,5 milhões de pobres em Portugal – video impressionante - Eugénio Rosa é um economista ligado à CGTP e presta um serviço público já há alguns anos. Eugénio Rosa analisa clinicamente os números e envia as suas análises para uma vasta lista de identidades. As suas conclusões pessoais estão implícitas, e são discutíveis à luz das preferências políticas (como é óbvio), masos seus números executados com pés e cabeça têm-se revelado exatos e em contas devidamente feitas.
O relatório deste economista (ainda em 2013) prova que em Portugal existem 4 488 926 (quase quatro milhões e meio) de portugueses que estariam na situação de pobreza se não fossem as transferências sociais, incluindo as pensões. Com os cortes associados pela austeridade do governo de PassosCoelho o pesar só tende a aumentar. E Paulo portas, o Paulinho das feiras parece que abandonou a sua velha e longa amizade com os pensionistas e reformados.

4 488 926 portugueses em situação de pobreza !

Recorde-se que o limiar de pobreza em Portugal é de 5040 euros anuais, ou seja 420 euros a 12 meses (ou, como Eugénio Rosa prefere apresentar, 360 a 14 meses).
Tal como Eugénio Rosa parecem-me imprescindíveis estes apoios e impossível cortá-los mais, como parece pretender numa persistência audaz do FMI ou o Governo.
32% da população activa entre os 16 e os 34 anos seria pobre se dependesse só do seu trabalho.
A fonte desta informação advém do jornal expresso.

“O que vou dar de comer aos meus filhos ?”

É comovente. É sério. É lamentável. “Os meus filhos sofrem…”
Há ou não fome em Portugal ? Quem são as crianças que desmaiam nas salas de aulas ?
“Pobres Crianças” é uma reportagem que mostra como a crise está a afectar as crianças em Portugal. “Pobres Crianças” é uma reportagem de Patrícia Lucas com imagem de Paulo Jorge e edição de Sara Cravina (dezembro de 2012 – Imaginem agora com todas as medidas de austeridade? )
Sabes que mais, sabes, sabes ? – Isto está jeitoso, “ai tá, tá !




VEJA VÍDEO





RECORDANDO ORSON WELLES - UM GRANDE REALIZADOR

Orson Welles - Fotos


Lutei para escapar da infância, o mais cedo possível. 
E assim que consegui, voltei correndo para ela.
Orson Welles (1915-1985)

Orson Welles em Portugal no Hotel do Guincho, fotografado por Eduardo Gageiro, talvez no fim dos anos 60. Foto encontrada na net.
"Ele era inacessível. Esteve em Portugal, mas só o apanhávamos a entrar e a sair do Hotel do Guincho. Como eu era amigo do dono do hotel pedi-lhe que intercedesse por mim. O sr. Wells lá condescendeu, mas avisaram-me: 'Tens de ser rápido." A única coisa que lhe pedi foi que se aproximasse da janela. Fiz duas fotografias. Num retrato é importante que haja uma empatia entre fotógrafo e fotografado. Se não existe, isso reflecte-se nos olhos do retratado. Vê-se que Orson Wells estava ali a aturar-me." (*)

Orson Welles e Cole Porter durante a produção teatral de Around the World, na Broadway. 1946. Al Fenn.


"Nós nascemos sozinhos, vivemos sozinhos e morremos sozinhos. Somente através do amor e das amizades é que podemos criar a ilusão, durante um momento, de que não estamos sozinhos."
Orson Welles


Orson Welles e Anthony Perkins em Paris, durante as filmagens de "O Processo", (The Trial, 1962). 
Foto encontrada em lanocheintermitente.tumblr.com.

Orson Welles escutando Burl Ives numa cave de Paris, 1949. ?

Orson Welles e Carol Reed durante as filmagens de O Terceiro Homem, na Áustria. 1950William Sumits.


Orson Welles e Rita Hayworth divertindo-se em sua casa. 1945. Peter Stackpole. 

Orson Welles, ensaiando com bailarinas para o filme Citizen Kane. 1941. Peter Stackpole.

Orson Welles, ensaiando danças bailarinas para o filme Citizen Kane. 1941. Peter Stackpole.

Orson Welles, durante as filmagens de Citizen Kane. 1941. Peter Stackpole.

Orson Welles, ensaiando com bailarinas para o filme Citizen Kane. 1941. Peter Stackpole.


Reportagem na revista Portuguesa 'O Século Ilustrado', de 1946. 
Foto encontrada na net


"Verdadeiras ou falsas, nossas obras estão condenadas a desaparecer. Que significa, então, o nome do autor?"
Orson Welles

(Fotos LIFE Archive)


*(excertos da entrevista de Vanda Marques a Eduardo Gageiro para o jornal i, sábado, 15 de Janeiro de 2011)

Macbeth

de 
Orson Welles (1948)

«Macbeth é uma tragédia do dramaturgo inglês William Shakespeare, sobre um regicídio e suas consequências. É a tragédia shakespeariana mais curta, e acredita-se que tenha sido escrita entre 1603 e 1606, com 1607 como a última data possível. O primeiro relato de uma performance da peça é de abril de 1611, quando Simon Forman registrou tê-la visto no Globe Theatre, em Londres. A obra foi publicada pela primeira vez no Folio, de 1623, possivelmente a partir de uma transcrição de alguma performance específica. No mundo teatral, muitos acreditam que a peça é "amaldiçoada", e nem mesmo mencionam seu nome em voz alta, referindo-se a ela como "The Scottish play", a peça escocesa.


O FILME MACBETH


Em 1947, Orson Welles queria filmar um drama de Shakespeare e tentou convencer investidores a financiarem uma adaptação de Otelo. Sem conseguir esse objetivo, ele mudou para Macbeth cuja história definia como "uma mistura perfeita de O Monte dos Vendavais e A Noiva de Frankenstein. Apoiado pelo produtor Charles K. Feldman, Welles conseguiu convencer Herbert Yates, fundador e presidente da Republic Pictures, a fazer o filme. A oportunidade de contar com Welles representava para ele um grande salto artístico. Apesar da intenção, Yates não ofereceu um grande orçamento para Welles. O director concordou em filmar Macbeth em três semanas ao custo de 700 000 dólares. Welles se comprometeria ainda a arcar com custos adicionais de seu próprio bolso. Welles seria Macbeth e pensou em Vivien Leigh para Lady Macbeth mas desistiu quando ela se casou com Laurence Olivier. Outras actrizes pensadas para o papel foram Tallulah Bankhead, Anne Baxter e Mercedes McCambridge até que Jeanette Nolan, uma actriz de rádio sem experiência no cinema ou teatro, fosse a escolhida.

Orson Welles e a equipa, fingindo ver partes do filme Macbeth. 1947. Allan Grant e Jack Birns.


Orson Welles e a equipa, fingindo ver partes do filme Macbeth. 1947. Allan Grant e Jack Birns.

Os cenários do filme eram os usados para os faroeste da Republic Studios. Quanto aos figurinos, foram alugados de uma empresa chamada Western Costume e Welles foi pobremente vestido. Numa entrevista com o biógrafo/cineasta Peter Bogdanovich, Welles afirma: "Eu deveria ter devolvido as roupas pois fiquei parecido com a Estátua da Liberdade. Mas não havia mais nada nos armazéns da Western que coubessem em mim, daí eu vestir aquelas roupas. Welles contou a Bogdanovich que a cena mais marcante foi causada pela fome. "Nossa melhor cena de multidão foi das forças de Macduff atacando o castelo". "... o que aconteceu na verdade, foi que houve a chamada para o almoço e todos os figurantes saíram correndo para comer." Welles filmou Macbeth em 23 dias, com apenas um dia para os detalhes finais.

As bruxas de Macbeth . 1947. Allan Grant e Jack Birns.

Figurantes a descansar durante as filmagens de Macbeth.  1947. Allan Grant e Jack Birns.

A Republic inicialmente planeou lançar Macbeth em dezembro de 1947, mas Welles não o tinha finalizado nessa data. O estúdio inscreveu o filme no Festival de Veneza de 1948 mas o retirou abruptamente quando surgiram comparações desfavoráveis com o filme de Laurence Olivier Hamlet, que também competia. No circuito de cinemas americanos, a Republic testou a repercussão em algumas poucas cidades. A crítica reclamou da opção de Welles de fazer o elenco pronunciar um sotaque escocês e de ter compactado o texto em apenas 107 minutos. Após as exibições iniciais, a Republic cortou o filme e regravou a fala dos actores, usando as vozes nativas. Essa nova versão foi exibida em 1950 e permaneceu em circulação até 1980, quando as falas originais foram restauradas pela UCLA Film and Television Archive e Folger Shakespeare Library.» (In, wikipédia)

Orson Welles durante a rodagem do filme Macbeth. 1947. Allan Grant e Jack Birns. 

Orson Welles durante a rodagem do filme Macbeth. 1947. Allan Grant e Jack Birns. 



Orson Welles (com 19 anos) já tinha encenado a peça Macbeth em 1936, no bairro nova-iorquino do Harlem, que foi montada pelo Federal Theater Project, do Lafayette Theatre, com um elenco inteiramente composto por actores negros, e ambientando a peça no Haiti pós-colonial.

Othelo

 de 
Orson Welles (1952)


Como costumo dizer, Otelo só há um o Saraiva de Carvalho e mais nenhum, mas este Otelo que vos trago, também têm a sua importância. Espero que gostem, aqui vai uma pequena sinopse: Othelo (Orson Welles) casa-se com a linda Desdemona (Suzanne Cloutier), mas, influenciado pelo malvado Iago (Micheál MacLiammóir), logo começa a duvidar da fidelidade de sua esposa. 


OTELO (FILME COMPLETO)



Lançado no Festival de Cannes em 1952, 
Otelo conquistou a Palma de Ouro de melhor filme. 

"...Os italianos, os franceses e os americanos - que podiam ter inscrito Otelo - não quiseram; tinham seus próprios filmes. Aí, como fora rodado no Marrocos, inscrevi o filme como sendo marroquino." (Orson Welles )




FOTOS DA RODAGEM DO FILME OTELO 
DE ORSON WELLES - MARROCOS 1949



«Othello é um filme de 1952, baseado na peça de Shakespeare. Foi dirigido e produzido por Orson Welles , que também interpretou o papel principal. O argumento foi adaptado por Welles e o filme foi rodado em Marrocos, Veneza, Toscana e Roma e nos estúdios Scalera em Roma. Além de Orson Welles, o elenco composto por Micheál MacLiammóir como Iago , Robert Coote como Rodrigo, Suzanne Cloutier como Desdemona, Laurence Michael como Cassio, Fay Compton como Emilia e Doris Dowling como Bianca. 




Othello foi um dos trabalhos mais complicados de Welles, Othelo foi filmado aos poucos ao longo de um período de três anos. O filme foi prejudicado porque o seu produtor italiano foi à falência no início do filme. Isso levou a algumas soluções criativas, a famosa cena em que Rodrigo é assassinado no banho turco foi feito assim porque as roupas não estavam prontos. As filmagens começaram em 1949, mas Welles foi forçado a parar quando o dinheiro para a produção deixou de entrar. Isto levou a uma produção de start-stop, por exemplo, uma das cenas de luta começa em Marrocos, mas o final foi filmado em Roma vários meses mais tarde. Welles usou o dinheiro de seus outros trabalhos, tais como O Terceiro Homem (1949), para financiar o filme. 



Com uma impressionante fotografia em preto e branco, Welles explora a arquitetura de Veneza e Marrocos com elementos de grande dramaticidade, conseguindo situações poderosamente expressivas a partir da relação dos actores com os cenários imponentes, que servem de palco para a tragédia criada por William Shakespeare por volta de 1603. Racismo, Ciúme, Inveja, Traição. A história dos homens na literatura clássica, transformada em uma obra prima cinematográfica por Orson Welles, um dos grandes génios do cinema.» (texto, wikipédia e cinejornalismoempauta.blogspot.com)







citizengrave.blogspot.pt



EDUARDO GAGEIRO - Um Fotógrafo Português



EDUARDO GAGEIRO

Um Fotógrafo Português




 Sophia de Mello Breyner Andresen na casa da Travessa das Mónicas, 1964. 
Fotos encontradas em diariosdemarie.blogspot.pt

"Já conhecia a Sophia de quando trabalhava na revista "Eva" e ela simpatizou comigo. Estava muito à vontade. Era quase da família. Naquele caso ela estava em casa assim e limitei-me a disparar. Era uma mulher com uma postura corporal fantástica, elegante, muito educada, e confiava em mim."(*)


Um Artista Português


Fotógrafo português nascido a 16 de Fevereiro de 1935, em Sacavém. Durante os anos 40 e 50 foi empregado de escritório na Fábrica de Loiça de Sacavém (1947-1957). Convivia diariamente com artistas plásticos que tiveram grande influência na sua decisão de se tornar fotojornalista.Com 12 anos publicou, com honras de primeira página, a sua primeira fotografia no Diário de Notícias. Mais tarde, com 20 anos, começou a sua actividade de repórter fotográfico no Diário Ilustrado. A partir desta altura começa a colaborar com publicações como O Século Ilustrado, Eva, Match Magazine, Sábado (da qual era editor), entre outras. Torna-se também fotógrafo de instituições como a Companhia Nacional de Bailado, Presidência da República e Assembleia da República. É membro de honra de várias organizações fotográficas internacionais e detentor de vários prémios. Vive em Lisboa onde mantém a actividade como free lancer. 
(In, Infopédia. Porto Editora, 2012)

Bairro Alto, Lisboa, 1969. 
Foto encontrada em imagespwr.blogspot.pt
Ericeira, 1973. 
Foto encontrada em 2.bp.blogspot.com

Orson Welles no Hotel do Guincho. Foto sem data 
(talvez do fim dos anos 60) encontrada na net.

"Ele era inacessível. Esteve em Portugal, mas só o apanhávamos a entrar e a sair do Hotel do Guincho. Como eu era amigo do dono do hotel pedi-lhe que intercedesse por mim. O sr. Wells lá condescendeu, mas avisaram-me: 'Tens de ser rápido." A única coisa que lhe pedi foi que se aproximasse da janela. Fiz duas fotografias. Num retrato é importante que haja uma empatia entre fotógrafo e fotografado. Se não existe, isso reflecte-se nos olhos do retratado. Vê-se que Orson Wells estava ali a aturar-me."(*)


Raul Solnado, 1966. 
Foto encontrada em diariosdemarie.blogspot.pt 

" a do Raul Solnado é inusitada. Tinha combinado uma reportagem com ele e como estava para breve a inauguração da ponte sobre o Tejo sugeri irmos para lá. Ele era um tipo fantástico, das melhores pessoas que conheci. Fizemos coisas malucas, como a fotografia dele no esgoto."(*)


Miguel Torga, 1985. 
Foto encontrada em diariosdemarie.blogspot.pt 

"Nessa altura eu era fotógrafo do presidente Eanes e andava a fazer um livro sobre o Alentejo, mas não tinha ninguém para escrever o texto. O Eanes pôs-me em contacto com o Torga. Ele aceitou, mas disse-me que cobrava cem contos. Um dinheirão em 1985. Quando conheci Torga, aproveitei para o fotografar, mas pensei: "Tramaste-me com os 100 contos, tramo-te com as meias." (Risos.) Não sou nada vingativo e aquilo ficou giro. Mas a história não termina aqui. Fui a Coimbra com o recibo do pagamento e ofereço-lhe umas fotos minhas do Alentejo. No meio da conversa, ele abre o armário e pergunta: "Já leu o meu último diário?" Respondi: "Não li, sr. doutor." Ele tinha montes de livros no armário, tinha acabado de receber 100 contos e responde-me: "Vendem aqui em baixo, na livraria." Não gostei, claro. Depois pedi-lhe um autógrafo e ele não achou graça.(*)

Gina Lollobrigida na Festa Patiño em Alcoitão, Cascais, 1968. 
Foto copiada de uma revista.

"tinham um fotógrafo estrangeiro e um português, um bate-chapas de quem não vou dizer o nome. O resto ficava ao portão. De repente vejo um tipo que eu conhecia dentro de um carro e pedi-lhe que me deixasse esconder no banco de trás. Parecia uma criança numa loja de brinquedos. Aquilo era só vedetas. Fiz dez fotos e fui expulso. O fotógrafo português entregou-me à segurança."(*)

 O 25 de Abril  de 1974. 
Foto encontrada em queridasbibliotecas.blogspot.pt 

"Às cinco da manhã recebi um telefonema de um amigo: "Vai para o Terreiro do Paço que é hoje." Chego lá, mas um soldado não me deixa passar. Com uma grande lata, digo que sou amigo do comandante. Mentira, nem sabia quem era. Apresento-me e o Salgueiro Maia diz para eu andar com ele. Não tenho a mania que sou herói, mas a fotografar nem penso no medo. Ouvi três vezes "Fogo", quando o Salgueiro Maia estava na Avenida da Ribeira das Naus. Foi o primeiro confronto entre os militares e os fiéis do regime. Felizmente recusaram as ordens de disparar. Depois entra-se numa fase de negociação, o interlocutor era um homem chamado major Pato Anselmo, que me disse: "Se me fotografas, mato-te.". Fiquei no mesmo sítio. É nesse momento que se resolve a revolução, quando o major é preso. Tenho essa sequência toda. O Salgueiro Maia dizia que a minha fotografia era histórica. Ele vem a morder o lábio para não chorar, porque foi naquele momento que se decidiu o 25 de Abril. Foi o dia da minha vida."(*)

1º de Maio de 1974. 
Foto encontrada em largodamemoria.blogspot.pt

Barbeiro, Santa Isabel, Lisboa, 1976. 
Foto do Arquivo Fotográfico da CML.

"Sou autodidacta. Aprendi com os jornalistas, com os livros que li, com revistas como a "Life" e com os artistas da Fábrica de Louça de Sacavém. Trabalhei lá com 13 anos, como paquete. Passava a vida a conversar e a tirar fotografias. O pior empregado de escritório. Depois fui manga-de-alpaca. Mas foi óptimo, porque tive um contacto mais directo com os operários. Mostrava as fotografias ao escultor Urbano Mesquita e foi ele que me ensinou o lado estético."(*)


Calçada em Lisboa, 1976. 
Foto do Arquivo Fotográfico da CML. 

O Princípio da Luz. (Período 1955-1980)
Foto encontrada na net.

Salazar, 1962 (tal qual o Infante em Sagres sonhando com Áfricas). 
Foto encontrada em diariosdemarie.blogspot.pt

Vendedor de banha da cobra, Lisboa, 1957. 
Foto encontrada em biclaranja.blogs.sapo.pt

Cinema Salão Lisboa no Largo Martim Moniz, 1968. 
Foto do Arquivo Fotográfico da CML.

Desfile do 25 de Abril, Lisboa, anos 80 (Eduardo Gageiro, et al.). Foto de Mario Bastos encontrada em flickr.com


*(excertos da entrevista de Vanda Marques a Eduardo Gageiro 
para o jornal i, sá


 de Janeirocitizengrave.blogspot.pt de 2011)

20 casas onde apetece morar

  01. Casa sobre uma pedra na Sérvia


Como reformar minha casa


02. Casa Hobbit
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3. Casa abóbada, Tailândia
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4. Casa flutuante
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5. Pequena casa
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6. Casa de janelas
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7. Casa de containers 
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8. Casa Boeing 727
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9. Casa em ônibus escolar
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10. Casa na Torre de Água
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11. Casa no Silo de Grãos
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12. Micro Casa
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13. Casa caçamba
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14. Casa em vagão de trem
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15. Casa entre árvores
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16. Casa em floresta japonesa
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17. Casa Hobbit moderna
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18. Casa na cachoeira
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19. Casa embutida na caverna
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20. Casa de 29 metros quadrados
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