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domingo, 27 de abril de 2014

GOVERNO TEM QUE SER APEADO, DIZ VASCO LOURENÇO - O presidente da Associação 25 de Abril, Vasco Lourenço, defendeu hoje que é preciso apear o Governo, de preferência por iniciativa do Presidente da República, que acusou de continuar a ser "mero assistente passivo ou mesmo conivente".

Governo "tem de ser apeado", diz Vasco Lourenço


Vasco Lourenço, no Largo do Carmos, em Lisboa
Vasco Lourenço, no Largo do Carmos, em LisboaFotografia © Steven Governo - Global Imagens
O presidente da Associação 25 de Abril, Vasco Lourenço, defendeu hoje que é preciso apear o Governo, de preferência por iniciativa do Presidente da República, que acusou de continuar a ser "mero assistente passivo ou mesmo conivente".
No discurso durante a evocação a Salgueiro Maia, no Largo do Carmo, em Lisboa, Vasco Lourenço defendeu também que é preciso "retornar às Presidências de boa memória de Ramalho Eanes, Mário Soares e Jorge Sampaio"."As desigualdades consumadas com o aumento do enriquecimento dos que já têm tudo e no cada vez maior empobrecimento dos mais desfavorecidos, transforma a nossa sociedade num bairro de pólvora que apenas será sustentável numa nova ditadura repressiva com o desaparecimento das mais elementares", afirmou Vasco Lourenço."Ou muda urgentemente de política e inverte o caminho de submissão, austeridade e empobrecimento do país, ou este Governo tem de ser apeado sem hesitação", declarou, numa cerimónia em que estiveram presentes Mário Soares e Manuel Alegre.Para Vasco Lourenço, essa demissão do Governo deveria realizar-se "de preferência por iniciativa do Presidente da República que continua a ser um mero assistente passivo ou mesmo conivente, tardando em fazer uma leitura consequente da situação que se vive em Portugal".A referência de Vasco Lourenço a Cavaco Silva provocou apupos entre os milhares de pessoas concentradas no Largo do Carmo.Quando no início da sua intervenção o presidente da Associação 25 de Abril fez referência à Assembleia da República e ao discurso que lá poderia ter proferido, ouviram-se também muitos apupos."Temos que ser capazes de aproveitar as armas da democracia e mostrar aos responsáveis pelo estado a que isto chegou um cartão vermelho que os expulse de campo. Não duvidemos que temos de ser capazes de expulsar os vendilhões do templo", desafiou.O presidente da Associação 25 de Abril defendeu também que é preciso "ultrapassar os sectarismos"."Temos de ter a capacidade de reconhecer o inimigo comum mesmo antes de sermos totalmente derrotados. Vencendo o conformismo, termos de ser capazes de resistir de novo, reconquistar as utopias, arriscar a rebeldia e renovar a esperança", declarou.No início da intervenção, o representante dos militares de Abril saudou a presença de "deputados que optaram por estar aqui e não ir à Assembleia da República", tendo a Lusa constado a anunciada presença do deputado e coordenador do Bloco de Esquerda João Semedo.Vasco Lourenço atacou fortemente o Governo, que disse integrar "herdeiros dos vencidos em 1974", criticando a "propaganda governamental" mais consentânea com o serviço "ao grande capital" do que com eleitos do povo, clamando contra a "desfaçatez de políticos" que, naquela que "devia ser a casa da democracia", o parlamento, dizem "que o país está melhor, apesar de os portugueses estarem pior".Vasco Lourenço referiu-se mais à frente na sua intervenção ao "enorme e muito grave descrédito dos representantes políticos". "A democracia não é nem pode ser jamais a concessão a uns quantos de uma patente de incompetência ou de pilhagem para se enriquecerem a si e a amigos durante quatro anos ou mais", afirmou, tendo-se insurgido noutros momentos da sua intervenção contra a corrupção e um poder de "casta"."O país está a ser destruído e temos que mobilizar a fundo para pormos cobro a uma situação que seria impensável há meia de dúzia de anos. Estamos a incentivar as ações da sociedade civil que vem despertando, vem assumindo a contestação e temos aqui um bom exemplo, enviando sinais inequívocos ao poder, os quais a não serem entendidos provocarão fortes convulsões sociais com a violência em pano de fundo", declarou.O presidente da Associação 25 de Abril acusou o Governo de "rasgar os contratos" com os trabalhadores e os reformados, mantendo os contratos da 'troika' (Banco Central Europeu, Fundo Monetário Internacional e Comissão Europeia".Vasco Lourenço questionou "a continuidade no euro e na própria União Europeia", afirmando que não deve haver "receio" de o discutir. "Queremos pertencer a uma União Europeia e não a um império", disse.ACL // ZO

O 25 de Abril de 2014 fotografado como se estivéssemos em 1974



O 25 de Abril de 2014 fotografado como se estivéssemos em 1974

São a preto e branco as fotos do 25 de Abril de 1974, o dia da Revolução dos Cravos em que chegou a liberdade. Quarenta anos depois, o Expresso fotagrafou o 25 de Abril de 2014 com as mesmas cores.
Fotos de Tiago Miranda




Tiago Miranda


Tiago Miranda

Tiago Miranda

Tiago Miranda

Tiago Miranda

Tiago Miranda


Tiago Mirand
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 http://expresso.sapo.pt/

ALGARVE - LAGOA - Mural do 25 de Abril pintado a muitas mãos “inaugurado” em Lagoa - FOTOGALERIA COMEMORAÇÕES DO 25 DE ABRIL

Mural do 25 de Abril pintado a muitas mãos “inaugurado”  em Lagoa


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Cravos vermelhos, lápis azuis da censura, gente de bandeira em punho e a gritar Liberdade! a plenos pulmões, punhos fechados a derrubarem muros. Todas estas imagens estão no mural pintado numa parede no Largo do Município, frente ao edifício antigo dos Paços do Concelho de Lagoa.
A ideia final do painel, denominado «25/40 – 25/80», é da autoria de Hugo Lucas, mas, como explicou o próprio ao Sul Informação, «foi feita com base nos desenhos dos alunos de escolas de Lagoa».
E foram alguns desses alunos que estiveram, durante todo o dia de ontem, a pintar o mural, com tal entusiasmo que a tarefa, que Hugo Lucas pensou que poderia prolongar-se para o dia de hoje, ficou logo pronta na quarta-feira. «Estiveram cá alunos da Secundária de Lagoa, da Escola Internacional e da Escola de Estômbar, todos muito empenhados e entusiasmados com o trabalho», garantiu o artista. «De manhã até tive de refrear o entusiasmo dos alunos que cá estavam, para deixar trabalho para os que vinham à tarde».
Na manhã desta quinta-feira, Hugo estava sozinho a dar uns últimos «retoques» no mural, de spray de tinta na mão. «Quando comecei a desenhar na parede branca, passou aqui uma senhora e queixou-se que eu estava a sujar uma parede tão branquinha. Mas a senhora já cá voltou e veio dar os parabéns, porque gostou do mural», contou o artista, com um sorriso.
Hugo Lucas, de 37 anos, natural de Ferreira do Alentejo, onde, em 1996, pintou um dos seus primeiros murais – «fui lá espreitar há dias e ainda lá está!» – é considerado um dos muralistas mais destacados da sua geração.
Além desta sua obra em Lagoa – onde o seu traço é bem visível, por exemplo, nas caras das pessoas -, Hugo Lucas foi um dos cinco artistas convidados pela Câmara de Lisboa para «reinterpretarem com o seu olhar, o seu estilo, o seu discurso» os murais de há 40 anos. Só que, na capital, não foi nas paredes que os artistas deixaram a sua marca. Foi em camiões do lixo.
A ideia de convidar Hugo Lucas para este trabalho na cidade algarvia partiu da Comissão Concelhia das Comemorações dos 40 anos do 25 de Abril em Lagoa, que organiza, em conjunto com as autarquias e coletividades, os festejos em todo o concelho.
José Águas da Cruz, presidente da Assembleia Municipal de Lagoa, explicou ao Sul Informação que já conhecia o trabalho do artista feito a convite da Câmara de Lisboa, tendo considerado uma boa ideia convidá-lo para esta intervenção inédita na cidade algarvia.
Depois da inauguração oficial do mural, marcada para as 21h50, o palco montado no Largo do Município recebe o espetáculo «Abril por Cá», pelas associações do concelho de Lagoa. À meia noite (ou 00h00 do dia 25), haverá o hastear da bandeira e a partilha do bolo do 40º aniversário da Revolução dos Cravos.










































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