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segunda-feira, 7 de abril de 2014

AS MAIS BELAS PINTURAS DO MUNDO - PARTE (20) - PINTORES FAMOSOS Balthazar Michel Klossowski de Rola (Balthus)


BALTHUS – BALTHAZAR  KLOSSOWSKI DE ROLABalthus é o nome como é mais conhecido o Conde Balthazar Klossowski de Rola. Estava pertíssimo de completar 93 anos quando morreu na Suíça, em sua casa no povoado de Rossinière. Balthus nasceu em Paris, filho de família abastada e aristocrática, no ano de 1908. Era a história viva do que habitualmente chamamos de “belle époque” francesa. Foi uma vida inteiramente submersa no mundo da arte, até mesmo pela convivência com outras pessoas. Pablo Picasso foi um dos seus amigos mais chegados. Conviveu também com Henry Matisse e Juan Miró.  Na verdade, viveu cercado de artistas e intelectuais desde a infância.
 

Apesar de nascido em Paris, era de origem polonesa, filho de um historiador e uma aquarelista.  O pendor pela arte vem do berço.  Recebeu educação esmerada mas foi um autodidata como artista.  Aprendeu indo aos museus e igrejas e fazendo cópias, antes de assumir um estilo próprio.  Casou com uma japonesa de nome Setsuko Ideta, que o acompanhou até a morte e com isso foi misturando em sua biografia mais nomes que para nós, brasileiros, parecem complicados.  No início da adolescência, teve um gato chamado Mitsou, que desapareceu misteriosamente.  Sobre esse tema fez 40 desenhos que foram publicados.  Eram desenhos inocentes, de uma quase criança, mas já apresentavam a tristeza e a solidão que caracteriza toda a obra do artista.
  

Depois migrou para a pintura de ninfetas, sempre buscando uma sensualidade bem explícita, um erotismo declarado mas sempre mesclado com um ambiente de solidão e tristeza.  As meninas, no frescor da juventude e da sensualidade recém desperta, contrastam visivelmente com ambientes lúgubres, de mobílias antigas, cortinas pesadas e cores fechadas. A presença de gatos é também uma constante, significando talvez um lado inocente que o Conde Balthazar Klossowski de Rola sempre fez contracenar com o pensamento erótico, até para dar-lhe mais ênfase.
  
Para fortalecer mais ainda o erotismo, o artista freqüentemente colocava um único ponto de luz na cena, fazendo incidir essa luz exatamente nas partes mais sensuais da criança/menina/mulher, como coxas e seios.  A intenção é simplesmente declarada e mostra um certo espírito pedófilo que incomoda.
 
O artista tinha também uma certa fixação por espelhos e sobre toda a fantasia do que eles representam, como passagem para um outro mundo.  Os espelhos serviam para mostrar uma mirada sobre si mesmo que ultrapassava as dimensões conhecidas e levavam a um ambiente inexistente alem do campo da imaginação. 
 
O Conde Balthazar Klossowski de Rola, ou simplesmente Balthus, não foi um artista da perfeição.  Suas pinturas pecam nas proporções e contornos, escorregam na escolha de cores apropriadas e enganam-se nas perspectivas com relativa freqüência mas conseguem, apesar disso, um efeito emocional poderoso.  O despertar da sexualidade é retratado com uma mistura de inocência e provocação consciente.  Os gestos das meninas são propositais, a incidência da luz na abertura das pernas é uma atitude estudada e proposital. O resultado é forte.
  
Balthus não foi um pintor muito fértil. Ao longo da vida de quase 93 anos – morreu 10 dias antes de completá-los – deixou 300 quadros concluídos. Se considerarmos uma vida útil dos 15 aos 90 anos, teremos uma média de 4 quadros por ano, o que não é muito.


ATENÇÃO ! ESTIMADO(A) VISITANTESE PRETENDER DIMINUIR O TAMANHO DAS IMAGENS É FAVOR CLIKAR NUMA DELASBalthazar Michel Klossowski de Rola (Balthus)

Alice (1933)

Balthazar Michel Klossowski de Rola (Balthus)

Teresa Sonhando (1938)

~
zemarcartelas.blogspot.pt


As ninfitas de Balthus


"O que pinto são anjos. Todas as minhas figuras femininas são anjos, aparições. As pessoas vêem-nas como eróticas, o que é perfeitamente absurdo. A minha pintura é essencial e profundamente religiosa" - as palavras de Balthus, dito conde Balthazar Klossowski de Rola, sobre as rapariguinhas que compõem o tema mais célebre e misterioso da sua obra.
Anjos estas jovens que expõem os corpos nus ou semi-vestidos com uma inocência equívoca?
Religiosas estas pinturas que as representam em poses que vão do abandono lânguido ao arrebatamento sensual?
Disse Balthus: "o tema da adolescente lânguida nada tem a ver com uma obsessão sexual, a não ser talvez no olhar do observador. Eu vejo as adolescentes como um símbolo. Nunca serei capaz de pintar uma mulher. A beleza da adolescência é mais interessante. A adolescência encarna o futuro, o ser antes de transformar-se em beleza perfeita. Uma mulher encontrou já o seu lugar no mundo, uma adolescente, não. O corpo de uma mulher já está completo. O mistério desapareceu."
A natureza incompleta, indefinida, inquieta, das raparigas-meninas era, pois, aquilo que nelas o seduzia. E também a sua beleza, em que via reflectida a beleza do divino, que celebrava, dizia, pintando como quem rezava. E havia ainda a nostalgia da infância que elas supostamente lhe despertavam .
A obra mais polémica de Balthus “ A Lição de Guitarra” foi apresentada em 1934 numa exposição da Galeria Pierre Loeb em Paris, mas numa sala à parte, um pouco afastada do percurso da galeria. Só reapareceu em público em 1977 na Galeria Pierre Matisse em Nova Iorque. Em 1984, meio século depois de ter sido exposta pela primeira vez, a obra foi proibida de fazer parte da restrospectiva de Balthus no Centre Georges Pompidou e no Museum of Modern Art de Nova Iorque. O organizador da exposição explicou no catálogo a ausência da Lição de Guitarra por motivos que não partilhava inteiramente mas que mostravam até que ponto, cinquenta anos depois de ser pintada, a obra ainda incomodava e perturbava.
Quem foi Balthus
O conde Baltasar Michel Klossoviski de Rola, conhecido como Balthus, filho de um historiador de arte e de uma pintora, nasceu em Paris a 29 de Fevereiro de 1908 e morreu em 2001. Casou duas vezes e teve três filhos.
Em 1961 André Malraux , ministro da cultura no Governo do General de Gaulle, nomeou Balthus para director da Academia de França em Roma. Apresentado por Jacques Chirac, Balthus recebeu em 1991 o Praemium Imperial atribuído pela Japan Art Association e em 1998 é nomeador Doutor Honoris Causa pelo Universidade de Vroclac




















 O PINTOR







 O PINTOR TRABALHANDO
































 O PINTOR E O MODELO