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sábado, 29 de março de 2014

HISTÓRIA DA GUERRA COLONIAL - 7ª PARTE - OS MASSACRES DE TETE - CHAWOLA - WIRYAMU - JUWAU - Josina Abiatar Machel (1945-1971) - JAIME NEVES E OS MASSACRES DE WIRYAMU

OS MASSACRES DE TETE
16 de Dezembro de1972













O texto que se segue sobre os massacres de Chawola, Wiriyamu e Juwau, confirmam as afirmações feitas pelo padre Hastings, com base no testemunho dos 3 padres de Burgos expulsos depois dos massacres e é ainda confirmado por varias pessoas (soldados e civis) que estiveram em Tete nesta altura. 









I. O MASSACRE DE CHAWOLA ( Sab. 16/12/72 )
Mais ou menos pelas pelas 14 horas, 2 reactores bombardearam as povoações de Wiriyamu e Juwau a uns 25 Km de Tete (cidade), no regulado de Gandali; enquanto 5 helicópteros desembarcavam tropas armadas , que cercavam as ditas povoações e metralhavam o povo , que fugia do bombardeamento.
Eram duas grandes povoações, mas não sabemos o número dos sobreviventes. O certo é que tais povoações foram totalmente aniquiladas e arrasadas. A população de Chawola, povoação esta muito próxima das de Wiriyamu e Juwau. vendo o fogo dos bombardeamentos, das metreIhadoras e das palhotas a arder, juntou-se aterrorizada no pátio de Chawola. Pouco depois viu-se cercada pelas tropas, que entravam a disparar. O povo tentou fugir, mas os soldados reuniram de novo e imediatamente saquearam as palhotas (roubando dinheiro, roupa, rádios, etc.).
A seguir as tropas obrigam o povo a bater as palmas, para se despedir da vida, visto que já ia morrer, ordem a que o povo obedeceu. Enquanto batia as palmas, os soldados abriram fogo sobre a população reunida, fuzilando homens, mulheres e crianças. Juntaram os corpos, cobriram-nos de capim e deitaram-lhes fogo.
Enquanto os soldados incendiavam as palhotas, alguns, que tinham sido apenas feridos, e conseguiram sair da pilha já a arder. Destes, uns morreram no mato e outros encontram-se hospitalizados.
No dia seguinte ao destes massacres, somente no pátio de Chawola, contaram-se 53 cadáveres, dos quais foram identificadas os seguintes:



1. Chawola2. Mwataika (mulher de Chawola)
3. Xavier (jovem, irmão de Chawola)
4. Mixoni
5. Firina (mulher de Mixoni)
6. Luciano (filho de Mixoni,adulto)
7. Rita (filha de Mixoni,7a.)
8. Irisoni
9. Soza (mulher de Irisoni}
10. Liria. (mulher de Irisoni)
11. Posi (filha de Irisoni, 1 mês)
12. Chinai (filho de Irisoni,8a)
13. Tsapwe (filho de Irisoni, 9a)
14. Lusia (filha de Irisoni, 9a.)
15. Chipiri (filho de Irisoni, 8a)
16. Ramadi (filho de Irisoni)
17. Luisa (muler de Ramadi)
18. Manuel (filho de Ramadi,1 ano)
19. Akimo 
20. Joana (mulher de Akimo)
21. Birifi22. M'balamyama (mulher de Birifi)
23. Kapeno (filho de Birifi, 7anos)
24. Mataka (filho de Birifi, 9a)
25. Batista .
26. Asseria (mulher de Batista}
27. Makau (filha de batista, 8a)
28. Sabudu (filho de Batista,3 anos)
29. Medeka30. Firipa (mulher de Medeka)
31. Adamu (filho de Medeka 10 anos)
32. Mechenga33. Chifanikiso (filho de Mechenga)
34. Kunesa35. Julio (filho de Kunesa, 15)
36. Mako
37. Pinto (11anos)
38. Mayesa (9 anos)
18. Manuel (filho de Ramadi, 1ano)
39. Kundani19. Akimo 
40. Djipi (9anos)
20. Joana (mulher de Akimo)
41. Nsembera
21. Birifi42. Pita 






1º - Todos estes factos foram-nos narrados pelos tais sobreviventes, que conseguiram sair da pilha e se encontram hospitaliados em Tete e tambem por outros que lograram escapar a tempo.

 -A identificação dos cadaveres fo levada a efeito por pessoas que, de proposito se deslocaram as povoações massacradas

3º - Os que conseguiram sair da pilha foram:

1. Antonio (filho de Mixoni, 15 anos)
2. Domingos (filho de Mixoni, 4 anos)
3. Serina (filha de Irisoni, 13 anos)
4. Tembo (filho de Batista, 5 anos)
5. Manuel (filho de Mwantulujali, 15 anos)
6. Podista (mulher de Mchenga)

Se fizermos um inquerito apoiado pelas autoridades, poderiamos saber se o numero de mortos de todas as aldeias massacradas naquela area ultrapassa os quinhentos como o povo assegura.
Se não houve massacre, se so foi destruida uma base de terroristas, se crianças de 1 a 10 anos não são "terroristas" ; se velhos e velhas e mulheres com crianças ao colo não são "terroristas", não teremos então receio de abrir um inquerito público, para verificar a veracidade destes massacres.
Se apenas foi destruido um acampamento de "turras", e se um acampamento de "turras" não é o mesmo que uma povoação tradicional onde vivem homens, mulheres e filhos, onde tem a sua mapira, 0 seu milho, 0 seu vestuario, etc. que vamos então ao local destas povoações, que existiam com os seus habitantes e haveres, e encontraremos a realidade!- que não foi um acampamento de "terroristas" que foi destruido, mas um grupo de povoações com as suas populações indefesas.


Tete, 19 de Dezembro de 1972

P.S. -Na altura em que acabavamos de redigir este relatorio, chegou-nos a noticia de que os massacres ainda continuavam em várias outras povoações como na de Luis, Corneta e outras, avançando para Gama, no régulado do Rego.



II - O MASSACRE DE WIRIYAMU E JUWAU (sábado 16-12-72 )


Estivemos em busca de elementos de juizo.

Apesar das dificuldades que surgiram (impostas umas, circunstanciais outras), de elaborarmos uma lista completa dos nomes das vitimas do massacre das povoaçoes de Wiriyamu e Juwau , as fontes dos pormenores que conseguimos dão-nos 0 direito de seguirmos mantendo a afirmação de ali ter havido mais quatro centenas de vitimas (cerca de 500).
Da nossa diligencia pudemos apurar 0 seguinte:
Na tarde do dia 16 de Dezembro do ano findo, como já ficou dito na primeira parte deste nosso relatório, as povoações de Wiriyamu e Juwau foram vitimas de uma incursao militar, da parte das forças da orderm.
Depois do bombardeamento, os soldados-comandos, previamente heli-transportados que jaá haviam posto cerco às ditas povoações invadiram-nas com fúria, aumentando a terror dos seus habitantes já em panico pelos bombardeios.
Uma vez dentro das povoações, esse grupo entregou-se imedatamente ao saque das palhotas, seguindo-se depois o massacre do povo, que se revestiu de excesso de crueldade.
Um grupo de soldados juntou uma parte do povo num pátio, para 0 fuzilamento. O povo assim reunido foi obrigado a agrupar-se sentado em dois grupos: 0 grupo dos homens, num lado, e o das mulheres, noutro, a fim de poderem todos ver melhor como iam caindo os fuzilados.
Um soldado chamava por sinal a quem quisesse (quer homem, quer mulher, quer criança),
0 designado punha-se de pé, destacava-se do conjunto, 0 soldado disparava sobre ele e a vitima caia fulminada. Este foi 0 processo que fez mais vitimas. Muitas crianças morreram ao colo das suas maes, fuzilada juntamente com elas. Entre muitos outros. os soldados assim mataram:



Dzedzereke (homem adulto)
Mafita (mulher de Dzedzereka)
Kufuniwa (filho de " )
4. Birista (mulher adulta)
5. Luwo (rapaz ,2 anos)
6. Lekerani (homem adulto)
7. Sinoria (mulher de Lekerani)
8. Chamdindi (filho de Lekerani, 5 an.)
9. Nguiniya (mulher adulta)
lO.Firipi (homem adulto)
11.Bziyese (mulher de Firipi)
l2.Feta (filha de Firipi)
l3.Meza (filho de Firipi)
l4.Thangweradzulo (filho de Firipi)
l5.Zerista (mulher adulta)
l6.Bwezani (homem adulto)
l7.Aqueria (mulher adulta)
l8.Khapitoni (homem adulto)
19. Bunitu (mu lher de Khap.)
20.Mamaria (mulher de Khap.)
2l.Tinta (filho de Khap.)
22.Chawene (filh. de Khap, 2an.)
23.Chinai (filho de Khap.,4an.)
24.Kuoniwa (fil. Khap.,12an.)
25. Liyanola (mu lhet' adu1 ta)
26.Djemuse (hamem adulto)
27.Julina (mulher adulta)
28.Djipi (rapaz, 9anos)
29.Alista (mulher adulta)
30.Mtsimpho (homem adulto)
3l. Nsemberembe (rapaz, 9an.)
32.Vira (mulher adulta)
33.Thomasi (homem adulto)
34.Artencia (rapariga,13an.)
35.Duwalinya (mulher adulta)
36. Sad1sta (mulher adulta)
37.Florinda (mulher adulta)
38.Siria (mulher adulta)
39.Saizi (homem adulto)
40.Maviranti (mulher de Saizi)
4l.Domingos(filh Saizi,5 anos\
42.Maloza (mulher de Saizi)
43.Sederia (fil. de Saizi)
44 .Mboi (fil.de Saizi)
45.Gwaninfuwa (homem adulto)
46.Kachingamba (rapaz, 4 anos)
47.Kuxupika (homem adulto)
48.Manyanyi (mulher de Kuxupika)
49 .Mapalata (mulher de Kuxupika)
50.Cirio (filh. Kuxupika,5 anos)
5l.Kutongiwa (homem adulto)
52.Maria (filha de Kutongiwa)
53.Olinda (rapariga, 10 anos)
54.Lainya (mulher adulta)
55.Luwina (mulher adulta)
56.Aluviyana (mulher adulta)
57.Kuitenti (homem adulto)
58.Caetano (rapaz, 5anos)
59.Kuchepa (rapaz,12anos)
60.Bziuzeyani (mulher adulta)
61.Djinja (homem adulto)
62.Alufinati (homem adulto)
63.Zabere (rapariga l4 anos)
64.Aesta (rapariga,16 anos)
65.Rosa (rapariga,5 anos)
66.Zaveria (rapariga,16anos)
67.Alista (rapariga,14 anos)
68.Mbiriyadende (homem adul.)
69.Guideria (mulher adulta)
70.Khembo (homem adulto)
71.Kamusi (rapaz, 2 anos)
T2.Chinteya (rpariga,4 anos)
73.Sunturau (irmao de Kuxupika)
74.Dzivani (rapaz,12 anos)
75.Zeca (rapaz,12 anos)
76.Mgreta (mulher adulta)
77.Dinho (filho de Magreta,2 anos)
78.Hortencia (irma de Magreta)
79.Mario (irmao de Magreta ,10 anos)
80.Chuva (homem adulto)
81.Kirina (mulher de Chuva)
82.Fuguete (homem adulto)
83.Rita (rapariga, 4anos)
84.Eduardo (rapaz, 7anos)
85.Tembo (rapaz, 3anos)

... Outros soldados,que andavam dispersos, obrigavam a gente a meter-se para dentro das palhotas, que depois incendiavam, morrendo a gente queimada dentro delas.
As vezes, antes de pegar fogo as palhotas, lançavam para dentro delas granadas, que explodiam sobre as vitimas. Depois é que deitavam fogo as palhotas. Dessa maneira, entre outros,
foram mortos:



I.Chakupendeka (homem velho)
2.Bwanbuluka (mulher de Chak.)
3.Kulinga (filho de Chak.)
4.Naderia (mulher de Kulinga)
5.Luwa (filha de Ruling, 2an.)
6.Marianela (filh. Kulinga,4 an.)
7.Tembo (filho de Kulinga, 8meses)
8.Keresiya (mulher adulta)
9.Joaozinho (fil. Kere.,2 an.)
10.Malota(fil. Ker. , 2 meses)
11.Kamchembere (rapariga,1 mes)
l2. Masalambani (rapaz, 6 anos)
13.Chinai (rapaz, 5 anos)
14.Domingos (rapaz, 5 anos)
15 .Mboi (rapariga, 10 meses)
l6.Chiposi (rapariga, 3 anos)
l7.Augusto (rapaz,1 ano)
8 .Farau (rapaz, 2 meses)
19.Antonio (rapaz,6 anos)
20.Anguina (mulher adulta)
21.Jantar (homem adulto)
22.Luisa (rapariga,4 anos)
23.Matias (rapaz,2 anos)
24.Nkhende (rapaz,1 ano)
25.Xanu (rapaz,7 anos)
26.Djoni (homem adulto)
27.Chaweno (rapaz,4 anos)
28. Lodiya (mulher adulta)
29.Mario (rapaz,5 anos)
30.Fostina (mulher adu1ta)
3l. Rosa (rapariga,4 anos)
32. Maria (rapariga, 2 anos)
33. Boy (rapaz,3 anos)

…Outros soldados divertiam-se a matar crianças, agarrando-as pelas pernas, arremessando-as contra o solo ou contra as árrvores. Entre várias crianças, assim morreram:

1. Domingas (rapariga,1 mês)
6. Makonde (rapaz,2 anos)
2. Xanu (rapaz,2 anos)
7. Mako (rapaz,1 ano)
3. Kulewa (rapaz,3anos)
8. Luisa (rapariga, 4 anos)
4. Chipiri (rapaz, 2 anos)
9. Mario (rapaz,4 anos)
5. Chuma(rapariga,4 anos)
10 Raul (rapaz,4 anos)



“"PHANI WENSE !” - ''MATAI-OS A TODOS"

Uma voz autoritaria fazia-se ouvir cam frequencia: "Pham. ,wense!" "Matai-os a todos". "Que não fique nenhum!". Era a voz do agente da D.G.S., Chico Kachavi.
Diz uma testemunha que um oficial militar tinha sugerido a via da clemencia, no sentido de conduzir aquela pobre gente para um aldeamento. Mas a voz sinistra do agente Chico fez-se ouvir ainda com mais furia: "Sao ordens do nosso chefe" -dizia –“ Matar a todos. Os que se poupam são os que nos têm denunciado".
Duas crian~as daquelas povoa~oes, encontradas casua1mente depois da consumação do massacre, foram friamente queimadas dentro de uma choça pelo mesmo agente da D.G.S. sob 0 pretexto de uma possível denuncia.
Naquela tarde. em Wiriyamu e Juwau só se ouviam os berros dos soldados, os disparos das armas e os gemidos das vitimas feridas de morte. –O povo de Wiriyamu e Juwau viveu momentos de terrível angustia!
Estas cenas duraram ate ao por-do-sol. Nessa altura a soladesca estava ja fatigada de tanta sevícia. Algumas vitimas lograram escapar da morte, fugindo. Elas deram-nos também, como testemunhas oculares muitos dos promenores aqui expostos que, por ' isso, asseguramos ser autênticos.
Demais a Comissao da Delegação de Saúde de Tete, que se deslocou ao local de massacre cerea de vinte dias depois (muito tarde, por conseguinte!), para averiguação, não desmente nosso re1atorio.
Tete, 6 de Janeiro de 1973
(excertos retirados de de um relatório policopiado que circulava clandestinamento em Moçambique em 1973)
#####
Mystery MassacreTime, Monday, Jul. 30, 1973

Not since the My Lai atrocities came to light in 1969 had a tiny village caused such an uproar. Father Adrian Hastings, a British Catholic priest, alleged that Portuguese government troops had gone on a murderous rampage in the Portuguese Mozambique village of Wiriyamu last Dec. 16. The priest, quoting reports from Spanish missionary priests, claimed that Portuguese soldiers killed some 400 villagers suspected of sympathizing with Frelimo, the Mozambique Liberation Front.
Then began the denials. Dr. Marcello Caetano, the Portuguese Prime Minister, who was on an official visit to London, said that his government's preliminary inquiry showed a massacre of 400 villagers "could not have taken place." A Catholic bishop in Mozambique who in published reports claimed that he had seen the dead bodies later stubbornly declined either to confirm or deny that there had been a massacre. In Lisbon, officials insisted that Wiriyamu did not even exist. Indeed, Father Hastings two weeks ago placed it in western central Mozambique, but next day corrected himself, saying it was in the eastern Tete province. Reporters have been searching for it ever since, and for anyone who claims to have seen the massacre. TIME Correspondent Peter Hawthorne joined a trek last week and afterward sent this report:
The town of Tete bristles with troops, military roadblocks and armored vehicles. People are being moved out of isolated villages and relocated in protected settlements called aldeamentos, where troops and home-guard units keep Frelimo infiltrators at bay.

A 30-man army escort took us to a place called Wiliamo, about eight miles from Tete. The guide was a black army private who said he knew of the village.
He pronounced it "Wiriamu"—many Africans pronounce "l" as "r"—but wrote it "Wiliamo." It was the only place of that name that he knew in the region, he said. Of course there are villages with vaguely similar names all over the areas variously mentioned by Father Hastings, and presumably any of them could be the massacre site.
The village, perhaps ten to fifteen huts, had clearly been abandoned in a hurry. But there was no obvious sign of a firefight—no bullet marks in the tree stumps or huts. It would require nothing less than a team of forensic experts to track down any evidence of a massacre.
No Angels. "My men aren't angels or they wouldn't be good soldiers," said Major José Carvalho, who led the army escort. "But a massacre of 400? During my two years service here I've never heard of such an incident, and if I did it would be the reason for a large-scale military inquiry."
Two priests of the Spanish Burgos Fathers who earlier supported allegations of the massacre have been detained by Portuguese authorities in Lourengo Marques on unspecified charges "relating to the security of the state." Their fellow priests at the Mission of São Pedro, near Tete, will say nothing. Some Portuguese here believe it is quite possible that a massacre did occur. The secretary of the Bishop of Tete, Father Manuel Mouro, told me:
"In a climate of war anything is possible —but between the possible and the real, there may be a big difference.
"

massacredewiriyamu.blogspot.pt


Não me lixem!- JAIME NEVES IMPLICADO NOS MASSACRES

Jaime Neves promovido a general e considerado herói nacional? E onde pára o pudor e a vergonha? Em qualquer país verdadeiramen-te democrático Jaime Neves já teria sido julgado pelo seu envolvi-mento em massacres durante a guerra colonial.
35 anos depois e a verdadeira história da guerra colonial continua por fazer, de tal maneira que se tentam enterrar bem fundo factos que nos deviam envergonhar e pelos quais já devíamos ter pedido perdão.
Que o digam os povos de Wiryamu, Chawola e Juwau todos eles em Moçambique barbaramente massacrados e onde Jaime Neves que então chefiava os Comandos teve papel de destaque.
Pela dimensão e impacto na altura destaco Wiryamu, onde centenas de pessoas, entre elas mulheres grávidas e crianças, foram chacinadas e incendiadas vivas dentro das suas palhotas, corria o mês de Dezembro de 1972.
A tragédia ganha nova dimensão quando em época de celebração de Abril se resolve premiar um dos seus altos responsáveis e promovê-lo a general precisamente pelo seu passado militar.
Em Dezembro de 1972 estava próximo do local da tragédia e senti revolta e vergonha por fazer parte de um exército que se conduzia de tal maneira. Para piorar a situação ainda tive que conhecer pessoalmente a besta humana que dá pelo nome de Jaime Neves, que ainda hoje é contra a independência das ex-colónias...
Não é segredo para os visitantes deste blogue que defendo que todos os criminosos de guerra e dos direitos humanos devem ser julgados independentemente da sua idade, cargo político ou militar. Mário Crespo tira-me do sério porque já é a segunda vez em poucos dias que faz o elogio de Jaime Neves, precisamente porque não pode ele ignorar estes factos porque há época também cumpria serviço militar em Moçambique. Seria preciso ser muito distraído para não se aperceber deles, embora na época o seu cuidado principal fosse acompanhar jornalisticamente Kaulza de Arriaga.
Não se me apaga da memória aquela mulher grávida ferida a tiro pelos homens de Jaime Neves, entre Vila Gouveia e o Guru, e que em boa hora o padre Faria obrigou o "Trinta" a descer o héli e recolhê-la. No chão ficaram dezenas de corpos de inocentes que o único crime que cometeram foi estar no caminho das tropas de Jaime Neves.
Mas estes factos foram riscados do livro oficial da história da guerra em terras de Moçambique. O poder actual age como se já não existissem testemunhas desse período. Mas muitos ainda continuamos vivos para repor a verdade de muitos factos tão vilmente escamoteados. Haja vergonha!

Para quem quiser conhecer melhor o que aconteceu em Wiryamu, pode fazê-lo ravés de discurso directo do homem que na altura comandava a 6ª Companhia de Comandos, o alferes Antonino Melo, do qual vos deixo dois pequeníssimos excertos:
"...Caprichava-se na escolha da morte. As mulheres eram usadas sem pudor. Os homens caíam à paulada, pisados, outros a tiro. Um soldado de Tete matava as crianças à faca. Atirava-as ao ar como a uma bola de trapos e acabava com as suas graças na ponta da lâmina. Os que tentaram fugir foram abatidos a tiro. Também juntaram homens e mulheres em filas, colocaram-se em cunha, e berravam: «Batam palmas para se despedirem da vida.» De seguida, disparavam. Os corpos que caíam produziam um barulho surdo. Depois cobriam-nos com mato e lançavam o fósforo. As crianças pareciam línguas de fogo entre o fumo."

"...Metiam dez, talvez quinze pessoas, numa palhota, é difícil precisar neste momento. Foi tudo muito a correr, mas quando ficava cheia, lançavam as granadas e fechavam a porta. Passavam uns segundos. Antonino primeiro ouvia os gritos desesperados, silêncio quando as granadas rebentavam, o tecto subia, caía, a palhota incendiava-se. De novo gritos, choro. Poupava-se balas. Morriam queimados. Às vezes, a porta abria-se, alguém tentava fugir. Tiros. «Nestas operações, matar um ou vinte é indiferente. Depois de desencadeada, é para cumprir e seguir em frente. Tudo a eito.» A mesma expressão neutra."...


CRIMES DE GUERRA

Passamos a vida a falar e ouvir falar da guerra. A guerra atravessa a nossa cultura como referência negativa, para uns, positiva para outros, mas sempre como fenómeno de integração social pela transferência e representação dos medos para a esfera dos mais fortes. Convivemos com a guerra diariamente, entra-nos pela casa em todos os serviços informativos associada aos mecanismos legitimadores de uma espécie de opinião única alinhada quase sempre com os vencedores. Os outros são os terroristas, são os radicais, são aqueles a quem se associa o caos. Assim percorrem o nosso horizonte bélico em chamas milhões de mortes nas guerras de uma vida, o Vietnam, a Coreia, a Somália, o Iraque, o Afeganistão, a Palestina, a Líbia, o Mali. Esqueci-me seguramente de muitas outras. A guerra em África, como todas as guerras de libertação do colonialismo, tem uma especificidade, foi contada pelos vencidos, ou melhor foi silenciada pelos vencidos. A construção da imagem de Jaime Neves associado ao 25 de Abril e à reposição da “democracia” no 25 de Novembro demonstra bem a forma como se silencia uma guerra. Jaime Neves comandante dos comandos em Tete nesse tempo, foi o responsável pelos massacres deWiryamu, Chawola, Juwau e Inhaminga, denunciados pelos missionários Asturianos e relatados no local passados 30 anos por Antonino Melo o alferes operacional que comandou no terreno a operação. Jaime Neves era um criminoso de guerra e devia ter sido julgado pelos seus crimes. Mas foi recuperado como herói nacional pela sua participação na contra-revolução, o 25 de Novembro


salvoconduto.blogs.sapo.pt


VÍDEOS (9)) WIRYAMU











A lenta coesão do nacionalismo 

Josep Sanchez Cervelló

As duríssimas condições de vida impostas aos africanos, com base no estatuto do trabalho nas culturas obrigatórias e sobretudo na necessidade do seu deslocamento para todo o território ou na ida para o estrangeiro (como especialmente aconteceu em Moçambique), fez com que pudessem estabelecer-se condições de maior contacto intertribal, o que favoreceu a solidariedade e a abertura à ideia do nacionalismo. Esta libertação dos espíritos contribuiu para a progressiva consciência da condição do africano e para a capacidade de realização de vários actos de protesto. Este ambiente esteve também na origem da criação do Núcleo dos Estudantes Africanos de Moçambique (Nesam), em 1949, que, apesar de vir a ser proibido, ajudou a difundir a ideia de independência, acabando muitos dos seus membros por se integrar na Frente de Libertação de Moçambique (Frelimo), como Eduardo Mondlane. 
O facto mais importante que precedeu a luta armada em Moçambique foram os acontecimentos de Mueda, em Cabo Delgado, no dia 16 de Junho de 1960. Nesta data reuniram-se em Mueda milhares de agricultores da região, para exigirem do governador, presente no local, a melhoria das condições de vida e a possibilidade de criação de cooperativas. Depois de mais de quatro horas de reunião sem qualquer acordo, as autoridades acabaram por dispersar a multidão com recurso às armas, o que se traduziu, em verdadeiro massacre, julgando-se que possam ter morrido cerca de meio milhar de pessoas. Este facto teve impacte decisivo sobre as populações macondes, que, empenhadas desde então na luta contra as autoridades portuguesas, viriam a constituir a coluna vertebral da Frelimo. 
O movimento emancipalista moçambicano desenvolveu-se também nas populações emigradas na Tanzânia, Malawi e Zâmbia, países independentes desde o início da década de 1960, e cujos habitantes das zonas fronteiriças pertenciam muitas vezes aos mesmos grupos étnicos supranacionais. A estes vieram a juntar-se, mais tarde, os exilados procedentes da pequena burguesia nativa das cidades do Sul, principalmente Lourenço Marques (actual Maputo) e Beira, os quais viriam a converter-se nos principais dirigentes do movimento. 
Os primeiros partidos criados foram o Maconde African National Union, posteriormente transformado em Mozambique African National Union (MANU), fundado no Tanganica em 1959; a União Democrática Nacional de Moçambique (Udenamo), organizada na Rodésia do Sul (actual Zimbabwe), em 1960, e cujos membros procediam em grande parte de Manica e Sofala, Gaza e Maputo; e a União Nacional Africana de Moçambique Independente (UNAMI), surgida, em 1961, na antiga Niassalândia (actual Malawi), em 1961, com base em emigrados das zonas de Tete, Zambézia e Niassa. 



O processo unificador destes partidos foi assumido em especial pela Udenamo, ideologicamente o mais moderno de todos os movimentos que haviam participado na Conferência das Organizações Nacionalistas das Colónias Portuguesas (CONCP), realizada em Casablanca, em 1961, em que se apelou à necessidade de congregar esforços contra o inimigo comum. Marcelino dos Santos, membro da comissão executiva da CONCP, era também dirigente da Udenamo, movimento que convocou, em Janeiro de 1962, para Dar-es-Salam, o MANU e a UNAM. Dessa reunião surgiu o Comité de Unificação dos Movimentos Nacionalistas de Moçambique, presidido por um dirigente da Udenamo, Uria Simango, filho de pastor protestante. 
Os três movimentos acabaram por se fundir em nova organização, a Frelimo, criada em 25 de Junho de 1962.Como os seus grupos constitutivos eram de base étnica, a coesão revelou-se desde o início muito frágil, razão que levou à escolha de Eduardo Mondlane como presidente, por não proceder de qualquer dos grupos anteriores. 
Mondlane tinha estudado antropologia e sociologia nos Estados Unidos, começando a prestar serviço na ONU em 1961. Já como funcionário das Nações Unidas visitou Moçambique, vindo a ser convidado pelo Governo português para trabalhar na administração colonial, convite que recusou. Nos Estados Unidos, foi ainda professor da Universidade de Siracusa, mas, no início de 1962, decidiu empenhar-se inteiramente na luta de libertação nacional. Foi então encarregado de organizar o I Congresso da Frelimo em Dar-es-Salam, em Setembro de 1962, congresso que veio a consolidar a organização e a prepará-Ia para o início da luta armada. 

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De 1962 até ao início das hostilidades, a Frelimo fortaleceu a sua retaguarda no Tanganica (actual Tanzânia), contando com apoios diversificados, desde os Estados Unidos, no início, até à Argélia, países socialistas e China. Em 1963, várias centenas de militantes foram enviados para Argel, Moscovo e Nanquim, onde receberam treino militar. Após o seu regresso receberam a missão de iniciar a luta armada. 
Contudo, a liderança de Eduardo Mondlane e a vida da Frelimo não foram tranquilas em 1962 e 1963. A primeira direcção da Frente, saída do acto da fundação, acabou por se desmembrar em Maio de 1963, dando lugar a novos partidos e absorvendo outros que acabavam por desaguar na Frelimo. Estes acontecimentos seriam uma constante no seio da organização, na qual sempre permaneceu uma fractura entre os quadros directivos, normalmente provenientes do Sul do território, e a grande massa dos combatentes, recrutados nas populações do Norte.
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MOÇAMBIQUE
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Da   história... (excerto)
Moçambique não tem história. Não tem registo de passado próprio, pelo menos de há quinhentos anos. A história de Moçambique é a história de Portugal.
Moçambique nem existia enquanto tal. Apenas existia um espaço, um território ocupado por suas etnias, suas tribos, dispersas. Era selva, era terra de ninguém. Sem lei nem rei. Esse espaço foi delimitado. Nesse espaço se formou, se definiu, se criou, Moçambique. Assim se criaram os moçambicanos.
Moçambique foi assim "inventado" por Portugal.
Até aos descobrimentos toda a África meridional e austral, com excepção da Ilha de Moçambique e áreas adjacentes, onde já se pratica algum comércio e navegação, vive na fase da pré-história, no mais atrasado paleolítico. Não tem escrita, não tem monumentos, ou quaisquer elementos materiais assinaláveis, como testemunho do passado. E só então uma parte dela entra na história pela mão de um pequeno país europeu, cristão, civilizado - Portugal.
Com efeito, foi nos fins do século XV que Vasco da Gama, a caminho da índia, aportou às terras que são hoje Moçambique. Terras da boa gente. Rio dos bons sinais. Em geral com bom acolhimento. E nas viagens seguintes. E a pouco e pouco se foram habituando as populações ribeirinhas a ver as naus portuguesas com seu símbolo nas velas, a cruz de Cristo. Que aliás, por precaução, só foi usado bastante mais tarde. Depois foram instituídas as primeiras feitorias, ou entrepostos, vieram os missionários e foram construídas as primeiras igrejas, e começou a evangelização. Por outro lado o comércio prospera. Chegam à costa os produtos do interior. Ouro, marfim e especiarias são trocados por produtos europeus, antes desconhecidos daquela população. Estabelecem-se as relações entre pessoas. Amizades e porventura ódios. Há incidentes. Estalam guerras tribais bem na sua linha de tradição entre as diversas etnias indígenas, quase sempre com grande ferocidade. Manifestam-se os inevitáveis jogos de poder locais, entre os reis ou régulos. Interesses. Rivalidades. Portugal interpõe-se e restabelece a ordem e a paz. Fixam-se forças de manutenção da ordem. Os chefes indígenas mais fracos solicitam protecção. Estabelecem-se tratados. Desenvolve-se uma política de harmonização das populações tribais a par do desenvolvimento do comércio. Alarga-se a área de acção. Ganha fama a acção dos portugueses. As trocas aumentam e os produtos chegam de mais longe, lá do interior, onde consta haver riquezas fabulosas. Novos incidentes. Comerciantes são assaltados. Há expedições para o interior em ordem à punição dos malfeitores. O prestígio redobra. Os missionários abrem mais igrejas, escolas e hospitais, e avançam mais e mais para o interior, à conquista das almas e estabelecendo largas zonas de influência. Correm os anos. Lentamente. Correm os séculos. O comércio alarga a sua área de acção. As naus, de passagem, visitam todas as numerosas feitorias e entrepostos junto à costa, não só pelo comércio mas por necessidade de aguadas, comida fresca, descanso das tripulações, cuidar de doentes, reparações de navios e o mais necessário.
Cresce a inveja e o oportunismo dos demais países europeus face à situação portuguesa. Litígios com holandeses. Questões com ingleses. Acto de Navegação. Pacto Colonial. Na Europa decidem-se as questões africanas. Tratados de Comércio Navegação. Industrialismo. A importância das matérias-primas na Europa industrial. Contestações territoriais. A questão da baía de Lourenço Marques com os ingleses. A atitude dos régulos a favor de Portugal. Nova divisão administrativa dos territórios de África. Regime especial, na Constituição de 1838. Integração dos territórios onde se exercia efectiva soberania, no território nacional, como províncias ultramarinas.
Algumas grandes viagens pelo interior do grande continente. LivingstoneStanleyBrazza. A corrida dos países europeus à África. A posição sempre diferente de Portugal, ali instalado de longa data. Os grandes sertanejos e viajantes exploradores portugueses: Capelo e Serpa Pinto. Ivens e Silva Porto. E outros.



A partilha da África. Conferência de Berlim, em 1884. As diversas convenções. Zonas de influência. Protecção aos indígenas. A posição e perspectiva internacional de Portugal sempre diferente da dos restantes países só agora interessados em África. O mapa cor-de-rosa, que era a manifestação do desejo dos sertanejos e de alguns políticos portugueses, de ligarem por terra, numa larga faixa territorial, Angola e Moçambique, portanto de costa a costa. O que estava em oposição ao projecto inglês, mais ambicioso, de Cecil Rhodes, de ligar por uma ferro via transcontinental, o Cabo ao Cairo e a respectiva zona de influência. E daí resultando o ultimatum inglês em 1890. A grande mobilização nacional contra os ingleses face à ofensa. Progresso económico e social dos territórios ultramarinos. António Ennes, Mouzinho de Albuquerque e Caldas Xavier. A campanha contra os vátuas, conhecida por guerra contra o Gungunhana. Tratado luso-britânico de 1891. Aparecimento de Moçambique com fronteiras delimitadas.
A 1a grande guerra. Os alemães invadem Moçambique pelo norte a partir da chamada África Oriental alemã, hoje Tanzânia. Portugal resiste, luta e defende com sucesso. Centenas de portugueses, brancos e negros, morrem conjuntamente pela mesma causa: Moçambique. Aliás o mesmo acontecendo em Angola. Campanha espinhosa e letal segundo a descrição que dela se faz, no livro da autoria do então capitão Gomes da Costa, que nela participou. O país faz pesados sacrifícios em vidas humanas e valores materiais. Os combates nas trincheiras da Flandres, com milhares de mortos, gaseados e estropiados, ainda são, principalmente, para defesa e garantia dos direitos portugueses em África, perante a comunidade internacional.






Armistício. A paz volta a Moçambique. Sociedade das Nações. Os Mandatos. As novas Convenções. Proibição do comércio de armas e munições, para evitar guerras tribais, e proibição de bebidas alcoólicas. Comissão permanente dos Mandatos na Sociedade Das Nações, em Genebra. Educação política e moral. Melhoria das condições de existência dos nativos. Defesa dos interesses das populações. Organização Internacional do Trabalho. A nova política de autonomia. Descentralização administrativa. Lei Orgânica do Ultramar. Unidade política. O Acto Colonial.


ATENÇÃO ESTIMADO LEITOR(A) A TRADUÇÃO É DO MOTOR GOOGLE MAS ENTENDE-SE PERFEITAMENTE


Josina Abiatar Machel (1945-1971)



Josina Machel nasceu Josina Abiatar Muthemba em 10 de agosto de 1945 em Inhambane, em uma família nacionalista moçambicana bem conhecida. Ela terminou a escola primária em 1956, e mais tarde entrou em um instituto comercial em Lourenço Marques, onde ela se tornou politicamente activa em grupos de estudantes clandestinos, juntando-se uma célula da Frelimo na década de 1960. Em março de 1964, ela tentou em vão atingir Tanganyika, mas foi presa pelos rodesianos, entregue à PIDE, e presa. Depois de libertada, ela tentou mais uma vez, no começo de 1965, desta vez viajando via Suazilândia, África do Sul e Bechuanaland (agora Botswana) para Dar es Salaam.
Josina Machel, sorrindo
Após o treinamento, ela era ativa na luta de libertação em Niassa e, posteriormente, em Cabo Delgado. Em maio de 1969 ela se casou com Samora Machel, então comandante militar da Frelimo. No entanto, ela adoeceu e morreu em Dar es Salaam, na idade de 25 anos, em 7 de Abril de 1971.
Josina Machel foi uma figura importante na história da Frelimo, tanto como mulher e como um militante que sacrificou tudo para a luta, ela foi e continua sendo um "Símbolo da Mulher Moçambicana combatente", para citar um dos folhetos da OMM. Grande parte da escrita sobre ela, portanto, enfatiza suas qualidades heróicas.
No entanto, a biografia de Nadja Manghezi de Janet Mondlane, O Meu Coração ESTA NAS Mãos de hum Negro (Maputo: CEA, 1999), revela algo de seu lado humano, no capítulo 11 (páginas 301-321; intitulado Com Josina ). O capítulo centra-se na relação entre a Janet recém-viúva e Josina, que viveu com ela e apoiou após Eduardo Mondlane foi assassinado, mas também inclui algumas observações francas por Janet Mondlane em Samora Machel como um marido [p.313]. Na doença de Josina, Janet Mondlane é citado como tendo dito que algum tempo depois de sua morte «me disseram Que ela tinha tido cancro no pâncreas ou coisa parecida» [página 311].
Este dossiê é composto principalmente de uma seleção de fotografias, e um punhado de documentos e recortes, principalmente a partir da revisão semanalTempo e diário de Maputo Notícias . Clique em qualquer das fotos abaixo para visualizar ou baixar um arquivo de melhor qualidade, mas maior .
Josina Machel no lenço
Acima : uma fotografia rara de Josina Machel, em trajes civis. Seu status como um símbolo de "mulher-militante» requer, é claro, que ela ser visto sempre vestido como um guerrilheiro. esquerda, de cima para baixo : a capa da edição de Tempo para 06 de abril de 1975, em memória de Josina (ver abaixo os textos), a capa da reedição TCLPAC de da Frelimo sem data memorial panfleto para Josina; uma marca dia das mulheres 1975 panfleto; um panfleto 1981 para marcar o décimo aniversário da morte de Josina Machel, a cobertura de vida de Janet Mondlane de Nadja Manghezi ( . mencionado acima) Abaixo : Josina atravessar terrenos acidentados nas zonas libertadas [detalhe]. Na fotografia de tamanho completo, Samora Machel está a poucos passos atrás dela.
Josina Machel marcha

Capa do livro sobre Josina Machel
Acima : A capa da monografia sobre Josina por Renato Matusse e Josina Malique,Josina Machel: Ícone da emancipação da Mulher moçambicana (Maputo: ARPAC, 2007) (Colecção «Embondeiro» no.29), 261 páginas. O trabalho é uma fonte rica para fotografias, fac-símiles de documentos e recortes de jornais, com algum material impresso em Shangaan (acompanhado de traduções para o português), e um Índice remissivo ou índice de assuntos.

Josina Machel na parada
Acima e abaixo : As fotos mais famosas de Josina possuem um status de ícone literal, tendo sido amplamente utilizados em cartazes, capas de revistas e assim por diante. Estas são duas fotografias menos conhecidas dela. Em uma ela parece estar de pé «à vontade» durante algum tipo de parada militar. Na foto abaixo, ela parece estar vestindo um uniforme formal ou vestido. Nenhuma informação foi descoberta sobre as circunstâncias em que foram tiradas estas fotos.
Josina Machel sentado

Josina Machel, com rifle
Acima : existem pelo menos duas versões similares desta famosa fotografia, supostamente tiradas dentro de momentos de si, mas diferindo em pequenos detalhes da pose e fundo.

www.mozambiquehistory.net

SAMORA MACHEL LÍDER DA FRELIMO