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domingo, 23 de março de 2014

FOTOGRAFIA ANIMADA FUTEBOL EM TÓQUIO FUTEBOL NO OITAVO ANDAR - DEPOIS À DIREITA ACTIVIDADE NUM 3º ANDAR E DEPOIS TODO O RESTO DA FOTO SE PASSA A NÍVEL DO SOLO


FOTOGRAFIA ANIMADA



FUTEBOL EM TÓQUIO


FUTEBOL NO OITAVO ANDAR - DEPOIS À DIREITA ACTIVIDADE NUM 3º ANDAR E DEPOIS TODO O RESTO DA FOTO SE PASSA A NÍVEL DO SOLO




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PORTUGAL - HISTÓRIA DA GUERRA COLONIAL 1ª PARTE - 1961, o ano de todos os perigos Na mensagem de Ano Novo de 1960, a primeira difundida pela televisão, o presidente Américo Tomás agoirou problemas para o País. Mas o agoiro era, mais que para o País, para o regime que o manietava. Estava-se na ressaca das eleições de 58. A candidatura de Humberto Delgado fizera tremer o poder - São Tomé e Príncipe recorda o massacre de 1953


PORTUGAL - HISTÓRIA DA GUERRA COLONIAL


1961, o ano de todos os perigos











Na mensagem de Ano Novo de 1960, a primeira difundida pela televisão, o presidente Américo Tomás agoirou problemas para o País. Mas o agoiro era, mais que para o País, para o regime que o manietava. 
Estava-se na ressaca das eleições de 58. A candidatura de Humberto Delgado fizera tremer o poder instituído e continuavam a sentir-se ondas de choque: agitação dos sectores católicos, tentativas de golpe, greves de pescadores, manifestações estudantis. Nas Nações Unidas, o número de países acabados de aceder à independência alterava a relação de forças e aumentava a inquietação do regime: na sequência do levantamento dos trabalhadores do porto de Pidjiguiti, na Guiné-Bissau, a Assembleia-Geral exigira informações sobre a situação nas colónias portuguesas. 
O ano de 60 justifica as apreensões do contra-almirante: poucos dias após o seu discurso, dez dirigentes comunistas evadem-se da cadeia do Forte de Peniche; em Abril e Maio, há lutas e greves em vários sectores; em Junho, em Mueda, Moçambique, centenas de pessoas protestam contra os baixos salários e várias dezenas são massacradas; em Dezembro, o drama repete-se em Angola, na Baixa do Cassange. Nesse mesmo mês, dirigentes dos movimentos independentistas exigem, numa conferência de imprensa em Londres, o início das negociações com vista à descolonização. Em Coimbra, estudantes boicotam as salas de cinema, contra o aumento dos bilhetes; no Porto, são os estudantes de Medicina a entrar em greve. 
O ano seguinte, 1961, será verdadeiramente o de todos os perigos para o regime: logo em Janeiro, o desvio do paquete Santa Maria, por um comando chefiado por Henrique Galvão, projecta para o mundo a imagem da oposição. O acto surpreende uma opinião internacional habituada a que, a oeste, nada houvesse de novo... Um jornalista suíço que então visita Portugal traça assim, na televisão helvética, o retrato do País: 
"Ao cabo de uma geração inteira à margem da História contemporânea, Portugal encontra-se projectado, pelas tradições da sua própria História, no primeiro plano da actualidade. E daí não sairá facilmente. O destino dos seus homens, das suas mulheres, está nas mãos de um pensador de 72 anos, que há 33 anos esmaga os seus ministros com a sua superioridade intelectual, e que não se tem preocupado muito, parece, com a sucessão. 
Um dia, será preciso que este povo seja tratado como adulto. Inelutavelmente, o desenvolvimento económico fará rebentar as estruturas, criará novos tipos de homens, novas reivindicações, sem dúvida, mas também novas dignidades. Um grande passado só tem sentido se invocar um grande futuro. É para ele que trabalham já as forças vivas de Portugal. Mas é de Luanda que primeiro chegam os sinais de mudança: em 4 de Fevereiro, o assalto à cadeia de São Paulo, mais tarde reclamado pelo MPLA, põe em causa a estabilidade do regime. Em 15 de Março, a ofensiva da UPA reforça a ideia de que chegou a hora derradeira do colonialismo português". Colonialismo condenado também por Washington, o Vaticano e os ventos da História. 
A violência dos ataques da UPA, no entanto, permite ao regime uma ofensiva de propaganda: reunidas em livro sob o título "Genocídio contra Portugal", fotografias dos corpos horrivelmente mutilados das vítimas permitem ao Governo concitar simpatias que o 4 de Fevereiro não lhe atraíra. A própria oposição se divide: antifascismo e anticolonialismo não vão forçosamente de par, e a palavra de ordem «Para Angola e em força!», desperta insuspeitados patriotismos. 
O ataque seguinte é do «inimigo interno». Marinha de Campos, um estudante de Medicina de Coimbra, publica na Via Latina uma «Carta a uma Jovem Portuguesa» que choca violentamente a moral tradicional: 
«Somos jovens. A minha liberdade não é igual à tua. Separa-nos um muro, alto e espesso, que nem eu nem tu construímos. A nós, rapazes, a viver do lado de cá, onde temos uma ordem social que em relação a vós nos favorece. Para vós, raparigas, o lado de lá desse muro; o muro inquietante da sombra e da repressão mental. Do estatismo e da imanência.» 
Nesse ano, as raparigas eram já 34,5 por cento na Universidade de Coimbra, 42,2 na Universidade Clássica de Lisboa e 26,8 na do Porto. Só na Universidade Técnica, de Lisboa continuavam a quedar-se pelos 10 por cento. Mas a sua liberdade mantinha-se condicionada e a sua participação na vida cívica diminuta. O seu horizonte era ainda o que fora o de suas mães: casar, ter filhos, obedecer ao marido, como mandava a lei. 
A «Carta a uma Jovem Portuguesa» contestava tudo isso:  "... tens de ser no futuro a jovem ao lado do jovem. A rapariga ao lado do rapaz.Para isso tens de trilhar os caminhos da compreensão e da aproximação e não os do afastamento desconfiado. Tens de colaborar em tudo o que os rapazes elaboram e realizam, e sempre num plano de igualdade. Tens de ajudar, criticar, disparatar (porque não?). Tens de derrubar connosco o muro que nos separa. Tens de participar na mesma frente, na frente das nossas reivindicações para a construção duma melhor realidade juvenil. Tens de fugir ao isolamento e ao mundo fechado e diferente das raparigas entre si. Tens de entrar no nosso mundo errado, mas errado por não estares lá". 
É um apelo à igualdade cívica, mas o conservadorismo português reage como se se tratasse de uma incitação ao deboche, à promiscuidade. Em panfletos, artigos, sucedem-se as manifestações de desagravo. Mas, num Portugal que começa a enviar os seus filhos para a guerra de África, os problemas sucedem-se, criando outras tantas distracções: sob pressão internacional e dos sectores esclarecidos do regime, é abolido o Estatuto do Indigenato, a oposição lança o seu «Programa para a Democratização da República» e manifesta-se nas ruas durante as eleições para deputados; a ONU continua a condenar a política colonial portuguesa; depois do "Santa Maria", é um avião da TAP a ser desviado, a fim de lançar panfletos sobre Lisboa. Em Dezembro, tropas indianas tomam Goa e verifica-se nova fuga de dirigentes comunistas, desta vez de Caxias. Finalmente, em nova tentativa de golpe, na passagem do ano, o quartel de Beja é assaltado, sendo morto na sua acção o subsecretário de Estado do Exército.


Diana Andringa 

http://www.guerracolonial.org/



São Tomé e Príncipe recorda o massacre de 1953


São Tomé e Príncipe recorda o massacre de 1953
Já passaram 56 anos sobre o mais horrível massacre registada pela história de São Tomé e Príncipe. Milhares de nativos da ilha foram torturados até a morte durante a ofensiva militar do então governador português Carlos Gorgulho, com o objectivo de forçar os forros, a trabalhar como contratados nas plantações de cacau e café. O massacre começou e circunscreveu-se a localidade de Batepá e arredores no centro da ilha de São Tomé. Trindade actual capital do distrito de Mé-Zochi também foi a vila condenada, como escreveu a poetisa são-tomense Alda Graça.  Em Folha Fede, António Soares, Otótó, e outras localidades do centro de São Tomé, ainda pode-se ouvir testemunhos dos sobreviventes do massacre. Milhares de são-tomenses tiveram que trabalhar como escravo nas obras públicas. Trabalhar até a morte. Corpos sem vida ensanguentaram a praia de Fernão Dias(na foto), onde a cada 3 de Fevereiro os são-tomenses se concentram para recordar o massacre que impulsionou a independência nacional.


De Irene Pimentel 





Lembro-me há uns anos de ter lido, no Arquivo da PIDE/DGS, uma carta, apreendida por essa polícia, à escritora de S. Tomé, Alda Espírito Santo, a relatar os terríveis acontecimento de Fevereiro de 1953, em que foram presos, torturados e massacrados muitos são-tomenses, às mãos do governador Gorgulho. Informado sobre o caso, o advogado da oposição Manuel João da Palma Carlos tomou a iniciativa de ele próprio proceder a um inquérito e dirigiu-se a essa colónia. O próprio regime salazarista preocupou-se e a PIDE enviou a S. Tomé e Príncipe, entre Março e Junho de 1953, o chefe de brigada Fernando Gouveia, para inquirir sobre o assunto. Como ele próprio contaria, «colaborou numa situação deveras confusa que havia provocado a prisão de 1200 ou 1300 nativos, acusados de fazerem parte de uma organização comunista e que, afinal, após o devido esclarecimento, se verificou a sua não existência, ilibando-se assim todos os delitos, que foram imediatamente soltos»A deslocação de Fernando Gouveia a S. Tomé e Príncipe foi elogiada, na PIDE, «pela forma compreensiva e disciplinada com que, dado o melindre das investigações a efectuar se desempenhou da missão e acatou as directrizes estabelecidas» (Arquivo Histórico Militar, Fernando Gouveia, proc 441/74, volume I, fls. 60-63)

jugular.blogs.sapo.pt



O massacre de 1953 - S. Tomé



Foi a primeira vez que ouvi falar neste trágico acontecimento, ocorrido em 1953, era então Governador de S. Tomé, Carlos de Sousa Gorgulho.
Como acontecia naquela época e naquele regime, muita coisa deste género era ocultada.
O meu primeiro contacto com o evento foi quando visitei, no dia 24 de Junho, a roça que foi de Fernão Dias, roça que explorava o óleo de copra e a aguardente de cana. Como a esmagadora das roças, abandonada. E esta, por sinal, em ruínas.
O contacto deu-se quando olhei para o que vem escrito no monumento que lá se encontra, junto do mar, e que foi construido em 1957. Trata-se de um poema evocativo da tragédia e da autoria de Alda do Espírito Santo, e que está incluído no seu livro de poemas, " É nosso o solo sagrado da Terra":
" Onde estão os homens caçados neste vento da loucura
O sangue caindo em gotas na terra
Homens morrendo no mato
E o sangue caindo, caindo...
Nas gentes lançadas no mar...
Fernão Dias para sempre na História
Da ilha verde rubra de sangue,
Dos homens tombados
Na arena imensa do cais
(................)
O sangue das vidas caidas
Nos matos da morte
O sangue inocente
Ensopando a terra
Clamando justiça.
É a chama da humanidade
Cantando a Esperança
Num mundo sem peias
Onde a Liberdade
É a pátria dos homens...
( Alda do Espírito Santo )
Houve ceca de 1000 mortos de Fevereiro a Março de 1953. Mortes em cadeiras eléctricas. Homens lançados no mar. Pessoas asfixiadas. Acorrentadas. Mulheres violentadas. Conforme se encontra documentado e com fotos no Museu Nacional, que funciona no Forte de S. Sebastião.
O Dr Mário Soares fez por mais de uma vez referência a este acontecimento na sua estadia em S. Tomé, nomeadamente na Casa da Cultura, aquando da exposição de documentos e fotos ilustrativos da sua prisão nesta ilha, em 27 de Junho. Fiquei também a saber que o Dr Palma Carlos foi advogado de defesa de muitas famílas das vítimas, entre elas a mãe da poetisa, Alda do Espírto Santo, Maria de Jesus Agostinho das Neves e também de Maria dos Ramos, ambas presas noForte de S.Sebastião.
A poetisa, figura lendária de S. Tomé, tive oportunidade e muito prazer em vê-la : embora velhinha, tem os olhos brilhantes e bonitos. Tive pena de não ter podido falar-lhe, mas estava muito ocupada com a imprensa.
Eduardo Aleixo
( Cidade de S. Tomé, 27 de Junho de 2008)


MADRID - MARCHA PELA DIGNIDADE ONTEM, EM MADRID - FOTOGALERIA









IR AO MÉDICO PODE CUSTAR UMA REFORMA - Adoecer tem o custo das distâncias no extenso Nordeste Transmontano onde uma ida ao médico pode levar metade da reforma e há já relatos de pessoas que não vão porque não têm dinheiro para o transporte.

Ir ao médico pode custar meia reforma


Germano Morais, reformado, em Alfândega da Fé
Adoecer tem o custo das distâncias no extenso Nordeste Transmontano onde uma ida ao médico pode levar metade da reforma e há já relatos de pessoas que não vão porque não têm dinheiro para o transporte."Corta o coração" a João Martins, comandante dos bombeiros de Alfândega da Fé, que se depara diariamente com estes casos, sobretudo de idosos, que são transportados sozinhos, para longe de casa, numa urgência e vivem a angústia do preço que têm de pagar para regressar à aldeia.
No ano passado, em quatro meses, Germano Morais, de 54 anos, foi transportado 10 vezes da aldeia, Vilares da Vilariça, em Alfândega da Fé, para Mirandela. São pouco mais de 30 quilómetros, mas no distrito de Bragança as distâncias medem-se em tempo, mais de meia hora de caminho, e em quanto custa não ter hospitais de referência perto de casa.
Germano, que recebe 300 euros de pensão, gastou 200 em viagens de táxi por ser obrigado a recorrer este meio de transporte, por falta de alternativa.
Para ir a consultas, levantava-se às seis da manhã e andava cinco quilómetros até à aldeia mais próxima onde passa um autocarro. Cansou-se e foi para um lar, onde vai tendo apoio.
Beatriz Coelho, de 65 anos, ficou doente e chamou o INEM duas vezes. Foi para Mirandela, "ao cabo de duas horas" teve alta e foi obrigada a regressar a casa de táxi. Pagou 30 euros de cada vez.
Até há bem pouco tempo não era assim. Fez muitas viagens para o IPO, mas fosse de ambulância ou de autocarro ou não pagava nada ou era reembolsada.
Maria Helena Martins, de 76 anos, já não aguenta, não tem mais dinheiro para pagar 30 euros de táxi. Tem meses de ir cinco vezes a Mirandela. Já desistiu de três consultas.
Instituições como a Santa Casa da Misericórdia de Alfândega da Fé conhecem bem estas dificuldades entre os utentes do lar de idosos com idades entre os 80 a 90 anos.
"Diariamente deparamo-nos com esta situação. Vão para Mirandela, Bragança, Macedo, Vila Real, também temos situações que vão para o Porto. Aí têm de pagar 200 euros de ambulância", contou Lídia Martins, directora técnica do Lar.
À corporação dos bombeiros de Alfândega da Fé chegam "situações dramáticas", sobretudo da população idosa, que "vive daquelas reformas rurais de 200 e poucos euros e que chega a pagar para regressar às suas aldeias 60, 70 ou 80 euros de táxi", como relatou o comandante João Martins.
Os bombeiros "já têm ido em viaturas particulares buscar essas pessoas", quando estão nos hospitais e se apercebem destes casos, esperam por elas e ainda facilitam o pagamento do transporte nas ambulância da corporação porque sabem "o drama que vai ser pagar" o que para muitos é metade da reforma.
"Há situações que já começam a aparecer aqui, que não pedem o INEM para depois não ficarem sozinhos nos hospitais. Estamos a falar de pessoas de 70 ou 80 anos que para além das dificuldades económicas têm outro tipo de dificuldades também", frisou.
O problema é comum à população do Nordeste Transmontano que vive longe dos hospitais concentrados nas três maiores cidades (Bragança, Mirandela e Macedo de Cavaleiros) como asseverou Diamantino Lopes, presidente da Federação Distrital de Bombeiros.
Na maior parte das associações desenvolveu-se "uma política de facilitação do serviço" e está a ser pensado um sistema em que qualquer que seja a corporação mais próxima, o doente beneficia de um desconto no transporte em ambulância, desde que seja associado de uma associação de bombeiros da região.
Tem que se alterar a legislação no que diz respeito ao apoio aos transportes, reclama a médica Berta Nunes, a presidente da Câmara da Alfândega da Fé.
A autarca socialista pertenceu a um grupo rural europeu de médicos e aponta o exemplo que conheceu noutras zonas da Europa.
"Nenhuma legislação que seja produzida no parlamento do País de Gales, em Inglaterra, sai sem ser avaliado o impacto nas zonas rurais, mormente na área da Saúde que é uma área muito sensível porque de facto o acesso está altamente condicionado pelas grandes distâncias que existem nas zonas do interior", concretizou.
O município transmontano está a assegurar o transporte a 30 doentes oncológicos que de outra forma não tinham dinheiro para consultas e tratamentos nos Institutos Portugueses de Oncologia (IPO) do litoral.
Berta Nunes fala em "discriminação e falta de igualdade entre os cidadãos que vivem nas zonas do interior e os que vivem nas zonas do litoral no acesso à saúde".
"É uma situação de injustiça gritante, flagrante, que é urgente resolver, tem de ser reparada", reivindicou.



Lusa/SOL

CENTENAS DE MILHAR DE PESSOAS NA MANIFESTAÇÃO CONTRA A AUSTERIDADE EM MADRID - FOTOGALERIA E ACESSO AOS VÍDEOS

22M: ROTUNDO EXITO DE LA MOVILIZACIÓN POPULAR. Cientos de miles de personas en las calles












La policía carga contra la pancarta del No pasarán

ESTIMADO LEITO(A)RA ACESSE AQUI OS VÍDEOS NO LINK ABAIXO


http://odiodeclase.blogspot.pt/2014/03/22m-rotundo-exito-total-de-la.html



http://odiodeclase.blogspot.pt/2014/03/22m-rotundo-exito-total-de-la.html