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domingo, 16 de março de 2014

MITOS E LENDAS


A Lenda da Dama da Meia Noite considerada um mito universal é muito referenciado nas Américas e em toda Europa.
A Dama da Meia Noite, conhecida também como a Dama de Vermelho.
Diz à lenda que uma mulher jovem que não sabe que morreu vive andando pelas ruas da cidade.
A tal mulher anda sempre com um vestido vermelho ou branco para encantar os homens solitários que bebem em algum bar.

É uma alma penada com corpo jovem e sedutor que se aproxima dos homens solitários deixando-os encantados.

Ela não aparece à meia-noite, e sim, desaparece na meia noite. Linda como é, parece uma jovem normal.
Gosta de se aproximar de homens solitários nas mesas de bar. Senta com ele, e logo o convida para que a leve para casa.

A moça rapidamente pede para que o homem a leve de volta para casa e ele enfeitiçado pela beleza da moça aceita prontamente.
Ao se depararem com um muro alto ela desce e o convida para entrar.

Outras vezes, ela surge nas estradas desertas, pedindo boleia.
Então pede ao motorista que a acompanhe até sua casa.
E, mais uma vez a pessoa só percebe que está diante do cemitério, quando ela com sua voz suave e encantadora diz:
"É aqui que eu moro, não quer entrar comigo

Quando o homem solitário percebe que se trata de um cemitério, a moça desaparece e o sino da igreja toca avisando
que é meia noite.

Todo cuidado é pouco quando estiver andando a noite
!

EM ROTA DE DESPEDIDA


A TODOS OS AMIGOS, AMIGAS E CAMARADAS UMA BOA NOITE E...


RETRATOS DA NAZARÉ - VENDEDORAS E PESCADORES - FOTOGALERIA

Pescadores, Nazaré, Portugal by Biblioteca de Arte-Fundação Calouste Gulbenkian



























FESTA DO AVANTE ATÉ À ACTUALIDADE (PARTE 1) - PROPAGANDA, OS CARTAZES E A 1ª FESTA DO AVANTE - FESTAS DE 1977 E 1978

O conjunto dos 37 cartazes da festa do avante! ao longo de 38 anos espelham bastante da história da festa. O nome que surge do jornal avante!, os locais por onde passou, a festa que não existiu em 1987, devido às difiuldades levantadas pelas autarquias. Para resolver o problema, o PCP lançou uma enorme campanha de fundos para comprar a quinta da Atalaia onde a festa se realiza desde 1990. Uma festa que, à semelhança dos seus cartazes, feitos por diferentes pessoas, também é construída por vários militantes e amigos do PCP e JCP, e como tal, apresenta-se sempre diferente. E o grafismo dos cartazes também acompanha os solavancos da política do país, desde a década de 70, numa evolução gráfica coerente. 


ATENÇÃO ESTIMADO(A)S VIUSITANTES PARA DIMINIUIR O TAMANHAO DAS IMAGENS CLK NAS MESMAS





































A Primeira Festa do “Avante!” realizou-se a 24, 25 e 26 de Setembro de 1976, na FIL, em Lisboa. Ergueram-na milhares de militantes e amigos do Partido – operários, intelectuais, estudantes, trabalhadores de todas as profissões, homens, mulheres e jovens – que, com a sua criatividade e muitas e muitas horas roubadas ao merecido descanso de um dia normal de trabalho, deram o pontapé de partida para aquele que, de então para cá, passou a ser o maior evento cultural, artístico, político, de convívio e de confraternização, do país – uma expressão concreta da força e das potencialidades da militância revolucionária.


Partido Comunista Português

1ª Festa do «Avante!» 1976
1ª Festa do «Avante!» 1976
Quarta, 29 Setembro 1976
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A 1ª Festa - 1976 

In «Avante!» de 30-09-76

Texto de Ruben de Carvalho
«A Festa do "Avante!" era - quantas vezes o dissémos! - um sonho antigo, um sonho acalentado durante a vida clandestina do nosso Partido e do nosso jornal, um objectivo que floresceu em Abril de 1974.

Porquê fazer uma festa do nosso "Avante!"?

Também conforme o dissémos quando a anunciámos nestas páginas, para fazermos uma Festa onde a nossa concepção do mundo, a nossa concepção da vida fosse exposta, fosse vivida!

Uma Festa como efectivamente Portugal jamais vira, não apenas porque a actividade do Partido Comunista fora forçada à clandestinidade, mas também porque a repressão que forçou o nosso Partido à luta clandestina atingia afinal não apenas os comunistas mas todos os potugueses, a sua liberdade, a sua felicidade - a sua vida em suma.

A Festa do "Avante!", sendo uma Festa organizada pelos comunistas teria de ser uma grande Festa da vida, dessa vida que o fascismo reprimiu e tentou destruir, uma festa popular onde, finalmente liberto, o povo pudesse construir e conhecer a realidade de ser livre.

Esta grande festa da liberdade e do homem que organizamos na FIL correspondeu inteiramente ao que dela esperávamos.

O grande orgulho que nós, comunistas, sentimos por termos erguido uma festa por que passaram centenas de milhares de pessoas é, antes de tudo o mais, o da consciência de termos correspondido ao que de nós se exige, ao termos proporcionado a essas centenas de milhares de pessoas, das quais muitas não eram comunistas, a Festa que procuravam, a Festa da liberdade que conquistaram e vivem (...)»

A 1ª Festa - 1976
In Avante! de 30-09-76
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«Os meninos estavam lá. Os que nada compreendiam, embalados nos braços da juventude. Os que se sentem já donos do amanhã e trazem com orgulho os lenços e boinas vermelhas dos pioneiros.(...)
«A Festa do «Avante!» foi também sua. Pelas estruturas criadas, pelos jogos à sua disposição, pelos espectáculos particularmente dedicados. Os meninos imperaram na creche, na zona dos pioneiros (...) Mas estiveram também em toda a feira.(...)

«A presença das criança a preocupação evidente e directa por elas não foi nem nunca será em vão».


A 1ª Festa - 1976
In Avante! de 24-06-76

A FESTA DO «AVANTE!» VAI SER (foi) ASSIM !
História do PCP e do «Avante!»

foi1.jpg A história de mais de meio século de luta dos comunistas portugueses, o combate clandestino contra o fascismo, o nosso Partido depois do 25 de Abril - tudo isso será contado numa grande exposição. Também o «Avante!», voz da classe operária e dos trabalhadores terá uma exposição onde a vida heróica dos seus obreiros clandestinos será narrada, onde se revelarão as grandes vitórias do nosso jornal depois do 25 de Abril - e ainda debates sobre o papel do «Avante!», a troca de impressões com os leitores, as críticas, as sugestões com a Redacção do «Avante!».


A organização do Partido
foi2.jpg Toda a organização do Partido participará na Festa! Stands de células de empresas, de núcleos profissionais, de organizações regionais. Em cada um deles, a imaginação dos militantes, a exposição da actividade dos comunistas em todo o país, os balcões de especialidades regionais, os divertimentos, as bancas de venda, o convívio e a confraternização dos milhares e milhares de homens, mulheres e jovens que se batem por um Portugal livre, democrático, no caminho do socialismo!

Cidade Internacionalfoi3.jpg
 Pavilhões dos países socialistas,
de jornais de Partidos irmãos,
pavilhões dos novos países africanos com exposições
sobre as conquistas dos povos que avançam
decididamente na construção do socialismo,
sobre a luta das forças progressistas de todo o mundo
- e também bancas onde poderão ser compradas recordações e produtos de todo o mundo!


Festival Internacional da Canção Política


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Cantores, conjuntos e grupos corais de todo o mundo participarão no maior espectáculo realizado em Portugal dedicado à canção de combate, à canção ao serviço da liberdade dos povos.
Festival de Teatro e Festival de Cinema
Durante os três dias de festa serão exibidos filmes de todo o mundo.foi5.jpg
Quatro palcos irão funcionar em simultâneo: um deles aberto sobre uma assistência que poderá ser superior a 40.000 pessoas! Para além de vários espectáculos de teatro, os visitantes poderão ainda assistir a outras exibições com conjuntos musicais, bandas, declamaão, variedades. etc., etc.
Colóquios e Conferências

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Escritores, artistas, jornalistas, etc. participarão em debates e colóquios com o público, destacando-se os que se realizarão no Pavilhão do Comité Central, onde dirigentes do PCP se encontrarão com todos os que com eles queiram debater os problemas do país e do mundo. Uma exposição de pintura e escultura será ainda outra contribuição dos intelectuais comunistas e progressistas à Festa do «Avante!»


Cidade do Livro e do Discofoi7.jpg
 Uma grandiosas venda de livros e discos de todo o mundo a preços únicos! Todos os temas da história. da política, da sociologia, da arte, a música de combate, a música clássica! Não foram esquecidos os autocolantes: teremos uma Grande Feira do Autocolante para trocas, vendas, compras, consultas! E ainda cartazes, reproduções, fotografias, etc. etc.


Para as crianças
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As crianças não foram esquecidas (e os pais também não... Durante todo o dia funcionará um infantário no recinto da Festa!). Para os mais pequenos haverá o Centro dos Pioneiros - onde estão previstas várias actividades - e ainda espectáculos de circo, de cinema, «robertos» e variedades que lhes são especialmente dedicados!
«Comes e Bebes»foi9
 Um pouco por toda a feira haverá «barraquinhas» com especialidades regionais e os petiscos mais variados! Nos «stands» das organizações do Partido de Norte a Sul haverá o balcão especial, do presunto de Chaves aos doces de amêndoa do Algarve (passando pelos vários «verdes» e «maduros»!). Mas, para além disso, haverá ainda um restaurante propriamente dito com capacidade para atender simultaneamente um milhar de pessoas!


www.pcp.pt
 AUCOLANTE
 BILHETE



Festa do Avante 1977 e 1978, Vale do Jamor

“ Jamor. Um vastíssimo terreiro “
1977

 1978

Em 1977, na primeira das manifestações de intolerância que se seguiriam, a Associação Industrial Portuguesa recusou a cedência da FIL para realização da Festa. A peregrinação da busca de local começou. E nesse ano, no meio de alguma polémica, foi tomada uma decisão histórica: fazer a Festa ao ar livre.
A sugestão de se usar o abandonado hipódromo do Jamor, mas essencialmente pela consciência de que uma festa como a do Avante!, popular, de massas, exigia o ar livre.

Vale do Jamor

É com a ida para o Jamor que a Festa adquire traços de identidade que se mantêm até hoje.

Jamor

Jamor
Com o ar livre a Festa passou a ver-se e, dentro da Festa, os visitantes passaram a ver-se a si próprios. A circulação, a decoração, a lógica plástica dos pavilhões, tudo ganhou exigências novas pela dimensão e pelo facto de se desenhar sobre um terreno inteiramente livre e aberto. Do ponto de vista plástico, foi o primeiro ano em que Rogério Ribeiro daria um contributo que, nas formas rasgadas e amplas e nas decorações de cores fortes e directas, daria à Festa não apenas um fascinante ambiente de ar livre profundamente estetizado, mas também um ambiente cromático em que se unia a combatividade e alegria da motivação da Festa com um cunho indelevelmente português e popular.
avante78

Mas talvez o passo mais importante dado em 77 tenha resultado do gigantesco esforço que representou erguer a Festa. Em 76, a FIL, infraestruturada, com pessoal próprio e especializado, resolvera muitos problemas; em 77 foi preciso fazer tudo. Erguer pavilhões, enterrar canalizações e redes eléctricas, tratar dos esgotos e dos abastecimentos, limpar o terreno. Se na FIL quase bastara desenhar, a partir daqui a responsabilidade e capacidade de um engenheiro, Fernando Vicente, era exigida pela própria realidade.

Tudo isto num país de há três décadas, com soluções técnicas limitadas, nenhuma experiência em iniciativas deste tipo e dimensão - tudo ainda agravado por meios financeiros limitados. A Festa de 77 só foi possível porque a organização do Partido se empenhou directamente na sua construção




Ao sair fisicamente das mãos dos militantes, a Festa passou a ser não apenas um ponto de encontro e de convívio mas uma obra colectiva, umacriação colectiva do colectivo partidário. Ao visitar a sua Festa, o Partido revia-se no que directamente construíra, para si e para Politicamente, a Festa assumia uma importância que dificilmente se poderia ter previsto. Passou a marcar o inicio do ano político e a assegurar o rápido retomar de trabalho das organizações após o período de férias. Em si própria, a Festa, no meio da dura batalha ideológica, constituía o mais poderoso desmentido da imagem que inimigos e adversários pretenderam sempre dar do Partido, fosse o do jamais verificado «declínio irreversível», fosse o do sempre negado «fechamento às novas realidades» humanas e culturais. Os milhares de visitantes.


pioneiro 1977
pioneiro 1978
EP 1977
EP 1978
Célula CTT

Célula CUF

Célula CUF motoristas Barreiro

Célula CCP

Célula Carris

filhosdeabrilparedes.blogspot.pt