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quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

Produção de aguardente de figo na Cooperativa Agrícola de Stª Catarina da Fonte do Bispo Desta vez, visitámos a destilaria da Cooperativa Agrícola de Santa Catarina da Fonte do Bispo, que gentilmente nos deu a conhecer o processo de produção da nossa tão Regional e Tradicional Aguardente de Figo… Ora, o que é a aguardente? É uma bebida com elevado teor de álcool, obtida a partir de vinho ou de mostos fermentados. São classificadas como aguardentes vínicas, bagaceiras, de fruta, de cereais ou de vegetais.

Produção de aguardente de figo na Cooperativa Agrícola de Stª Catarina da Fonte do Bispo




Desta vez, visitámos a destilaria da Cooperativa Agrícola de Santa Catarina da Fonte do Bispo, que gentilmente nos deu a conhecer o processo de produção da nossa tão Regional e Tradicional Aguardente de Figo…
Ora, o que é a aguardente? É uma bebida com elevado teor de álcool, obtida a partir de vinho ou de mostos fermentados. São classificadas como aguardentes vínicas, bagaceiras, de fruta, de cereais ou de vegetais.
Contam os relatos que sempre existiu um ar mitológico, mágico e misterioso em volta dos espíritos (aguardente), que durante séculos se acreditou que continham poções mágicas, sendo portadores do elixir para prolongamento da vida e cura de doenças…
Os antigos egípcios foram os primeiros povos a utilizar vapores de líquidos fermentados e aromatizados para cura de diversos tipos de moléstias. Apesar disto, foram os gregos que registraram o processo como ácqua ardens, a água que pega fogo. Supõe-se que daqui nasceu a denominação aguardente utilizada até hoje.
A Aguardente de figo é uma bebida produzida principalmente no Algarve, pela quantidade de figos que temos na nossa região.
No século XVIII, a nossa aguardente era produzida do seguinte modo: apanhavam-se e lançavam-se os figos num balseiro e sobre eles água a ferver até ficarem cobertos, ficando de infusão dois ou três dias…depois tiravam-se e retalhavam-se, fazendo uma nova infusão durante 24 a 36 horas. Eram retirados e espremidos, sendo o líquido resultante da pressão e das duas infusões envasilhado numa pipa; por volta do quarto a quinto dia de fermentação vinhosa era feita a destilação do líquido. Havia também quem pisasse os figos com os pés e praticasse uma única infusão durante oito dias, sendo o líquido destilado posteriormente.
Hoje em dia, os figos colhidos entre Agosto e Setembro, são colocados em esteiras de cana para secagem. Escolhem-se os de menos valor comercial para destilação.
Depois, são levados para fermentação, que é feita adicionando-se uma baixa quantidade ao fruto. As correcções de pH (convém que o valor seja 3) podem ser feitas com ácido sulfúrico e adição do fermento de padeiro. Deste modo, consegue-se completar o processo em 8 dias, em vez de 15.
A destilação é o próximo processo, que pode ser feita de forma contínua ou no alambique. Se for feita de forma contínua, é possível obter grandes quantidades de destilado num curto espaço de tempo, mas de inferior qualidade do que se for destilada no alambique. O processo do alambique é utilizado há centenas de anos e um processo muito lento, mas utilizado na produção desta nossa aguardente de figo (utilizando o método de produção mais tradicional possível) na Cooperativa, tornando-o um produto de alta qualidade.
 O último processo é o envelhecimento, onde se coloca o líquido num depósito de inox (apesar de ser nos cascos de madeira de castanheiro ou de carvalho que são produzidos os fantásticos aromas terciários). De qualquer forma, é necessário o controlo correcto de todos os fenómenos que ocorrem (oxigenação, evaporação, formação ou reacção de compostos).





 
  
 









 



  




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ALGARVE - OUTROS TEMPOS - A pesca do Atum e Indústrias Conserveiras de Vila Real de Santo António A Pesca do Atum em Vila Real de Santo António Na época do Marquês de Pombal (séc. XVIII, até à década de 70), o atum era capturado por toda a costa algarvia. Quando se encontrava no Mediterrâneo, era denominado atum de direito e de recuado, quando passava pela costa algarvia, era denominado por atum de revês.

A pesca do Atum e Indústrias Conserveiras de Vila Real de Santo António


A Pesca do Atum em Vila Real de Santo António

Na época do Marquês de Pombal (séc. XVIII, até à década de 70), o atum era capturado por toda a costa algarvia. Quando se encontrava no Mediterrâneo, era denominado atum de direito e de recuado, quando passava pela costa algarvia, era denominado por atum de revês.
A captura era efectuada através de almadravas, armações fixas no fundo do mar e de grande complexidade, formando um labirinto de modo a fazer chegar o atum ao “copo” e, com a ajuda de arpões eram colocados dentro das embarcações (no mês de Maio e Junho para capturar o atum de direito e de recuado, e nos meses restantes para capturar o atum de revés).
Após capturados, os atuns eram transportados para as fábricas e colocados no chão para serem descabeçados. Quando eram muito grandes, penduravam-nos numa estrutura presa ao tecto, formando um alinhamento parecido com um arvoredo (por isso denominado de bosque).
Seguidamente, eram esquartejados, separando-se posteriormente a ventresca e o tarantelo, do tronco. Estas eram ainda cortadas em postas para serem cozidas em grandes tachos. Mais tarde, os tachos foram substituídos por bacines, onde a cozedura era feita por serpentinas a vapor.
Frota Piscatória, Homens que vão para o trabalho
Pesca do Atum
Frota Piscatória e antigo jardim
Cais de descarga da Fábrica S. Francisco
Cargueiro Ângelo Parodi e respectivo Cais
Descarga e controlo de peso do atum
Preparação da carga para transporte para a fábrica
Transporte do Atum do Cais para a Fábrica
Transporte do atum para a Fábrica
A indústria conserveira de Vila Real de Santo António surgiu após a fixação dos italianos na vila. Até este momento, as técnicas utilizadas eram primitivas, sendo o atum e a sardinha exportados do Alarve estivados em sal.
No início do séc. XX verificou-se uma progressiva expansão da indústria em Vila Real de Santo António, sendo que em 1903 existiam oito fábricas. Os donos eram na sua maioria de nacionalidade italiana. Por necessidade de apoio a esta indústria, desenvolveram-se a litografia, o fabrico de chaves, a carpintaria, a salga de peixe e a preparação de óleo.
O processo de fabrico era constituído por: o esquartejar do atum, tirava-se a espinha dorsal, colocava-se em tinas para sangrar; posteriormente era cozido e enlatado. Tratava-se de um trabalho incerto, sazonal e nocturno.
Entre muitas, a Fábrica de Santa Maria (de Ângelo Parodi) foi a primeira, fundada em 1879; surgiu também a Fábrica de São Francisco (do espanhol Francisco Rodrigues Tenório), a sua especialidade era atum em escabeche; em 1881 o italiano Sebastião Migone fundou a sua fábrica (vendida a Ângelo Parodi em 1886). A partir de 1884 surgiram outras fábricas, tal como a São Sebastião(fundada por Sebastião Ramirez), a Esperança, a Peninsular e a Guadiana.
Entre 1943 e 1953, VRSA chegou a ter 21 fábricas. Nesta época, os valores em atum e sardinha ultrapassavam várias centenas de toneladas. Esta cidade era o centro mais importante em produção e exportação de atum.
A maioria das fábricas encerrou na década de 70, e as que ficaram abertas acabaram por fechar. Em 2001 fechou a última fábrica de conserva, a Comalpe.
Existe em Vila Real de Santo António uma exposição permanente sobre a pesca de atum nesta época e respectiva indústria conserveira (rótulos, latas da época e vários utensílios utilizados), no Arquivo Histórico Municipal. Aconselho vivamente a visitar, pois possui um vasto património sobre esta época e as indústrias conserveiras, que funcionaram outrora.
Fonte das fotografias: facebook do Sr. Zeca Romão
Fábrica Parodi: descabeçar do atum
Processo de cozedura a vapor do atum
Fábrica Aliança
Fábrica do Grego
Fábrica Sales e Victoria

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PINTURAS E PINTORES FAMOSOS (PARTE 1)

ATENÇÃO - SE QUISER REDUZUIR O TAMANHO CLIK NA IMAGEM

Garófalo

Ascenção de Cristo (1510-20)

Albrecht Dürer

Adão e Eva (1507)

Guido Cagnacci

A Morte de Cleópatra (1658)

Paul Bril

Auto Retrato (1610)

Pieter Aertsen

A Cozinheira (1550)

Ernest Ange Duez

Mãe e Filha na Praia (1885)



Ulisse Caputo

O Roupão Amarelo (1914)

Frida Kahlo

A Última Ceia

Charles Schreyvogel

Minha Bunkie (1899)

Charles Burton Barber

Suspense (c.1880)

Balthazar Michel Klossowski de Rola (Balthus)

Alice (1933)

Anita Malfatti

O Farol (1915)

A história do mundo em 6 obras de arteO caminho que uma peça de arte faz até virar estrela de museu às vezes é tortuoso. Algumas testemunharam revoluções. Outras, perseguição política. Tem uma que quase foi para o lixo. Veja o que a história particular de 6 delas revela sobre a humanidade.

A história do mundo em 6 obras de arte

O caminho que uma peça de arte faz até virar estrela de museu às vezes é tortuoso. Algumas testemunharam revoluções. Outras, perseguição política. Tem uma que quase foi para o lixo. Veja o que a história particular de 6 delas revela sobre a humanidade.

por Bruno Moreschi
A COLEÇÃO DE MALEVICH


PERÍODO - Século 20 
EXPLICA - Stalinismo / 2a Guerra


1. BERLIM
Em 1927, o russo Kazimir Malevich vai a Berlim expor cerca de 70 obras. O regime de Stálin o chama de volta à União Soviética - era suspeito de oposição, como muitos artistas, professores e cientistas. Na pressa, os quadros ficam em Berlim. 


2. BANIDOS
A arte de Malevich é considerada subversiva em seu país, e o pintor não consegue retirar os quadros da Alemanha. Eles ficam abrigados com um amigo seu, que morre em 1958. A família desse amigo vende todas as obras de Malevich. 


3. EUA

Peggy Guggenheim, americana herdeira de uma fortuna, leva 6 obras. Ela havia começado sua coleção de arte durante a 2ª Guerra. Com a Europa enfraquecida, artistas vendiam seu trabalho por uma ninharia. As obras compradas por Peggy ajudariam, nos anos seguintes, a tornar os EUA um polo das artes. 


4. DESAPARECIDOS
A maior parte da coleção se espalha pelo mundo. Mais tarde, 17 obras são encontradas e compradas pelo museu holandês Stedelijk. O restante segue ainda hoje com paradeiro desconhecido.

MONA LISA
 


PERÍODO - Século 16-hoje 
EXPLICA - 
Renascimento / Revolução Francesa


1. FLORENÇA
Em 1507, após quatro anos de trabalho em seu estúdio em Florença, o pintor Leonardo da Vinci termina Mona Lisa, hoje considerada a pintura mais famosa do mundo. O quadro não tinha comprador, foi feito por Da Vinci por vontade própria. Por isso a obra ficou durante anos com o pintor. 


2. PARIS
Mona Lisa e Da Vinci seguem juntos até o pintor trocar Florença por Paris, em 1516. A mudança acontece a convite de Francisco 1º, rei francês que chamava artistas da Itália para morar na França e, assim, difundir o Renascimento no país. Quando vê Mona Lisa, Francisco 1º não tem dúvidas e a compra na hora.


3. DA REALEZA

A obra fica em uma das moradas do rei, o Château Fontainebleau, até 1726 - quando Luís 15 assume o trono e a leva para o Palácio de Versalhes, onde a realeza fica longe das revoltas populares de Paris. 


4. DO POVO

Com a Revolução Francesa, a Mona Lisa é transferida para o Museu do Louvre, onde todo o povo pode apreciá-la. Pelos ideais revolucionários, obras de arte não deveriam ficar restritas aos nobres. 


5. DE NAPOLEÃO
O imperador acaba com a festa. Em 1800, depois de tomar o poder, ele tira a obra do Louvre e a leva para o Palácio de Tuileries, onde morava. Mais precisamente para uma parede de seu quarto, logo acima da cama. 


6. DO POVO DE NOVO
Fim do império napoleônico: Mona Lisa está de volta ao Museu do Louvre para que toda a população possa vê-la. A essa altura, a tela de Da Vinci já está famosa e é considerada uma obra-prima. 


7. ESCONDERIJO
Em 1870, Napoleão 3º inicia um conflito com a Prússia. Por medo de uma invasão em Paris, Mona Lisa e outras obras são guardadas em um complexo militar na cidade francesa de Brest. 


8. QUASE ITÁLIA
Enfim, paz. De volta ao Louvre. Até que a obra é roubada em 1911. Por dois anos Mona Lisa fica nas mãos de um ex-funcionário do museu. Italiano, ele tentava devolver à Itália as obras do Renascimento. Não deu. Hoje Mona Lisa segue sendo vista pelo povo: 8 milhões de turistas por ano.


O SONHO DA RAZÃO PRODUZ MONSTROS


PERÍODO - Século 18-hoje 
EXPLICA - Auge do socialismo / Guerra Fria

1. ESPANHA
Em 1799, o pintor espanhol Francisco de Goya faz 80 gravuras que satirizam os costumes da nobreza e do clero. Uma delas, chamada O Sonho da Razão Produz Monstros, se perde do conjunto e é dada como desaparecida.


2. GAVETA

Quase dois séculos depois, Enrique Tierno, fundador do Partido Socialista Popular da Espanha, encontra a gravura em sua coleção. Ele acha que a obra tem um estilo parecido com o de Goya, mas não percebe que é um original. 


3. BELGRADO

Tierno dá a gravura ao colega de socialismo Josip Tito. Presidente da Iugoslávia, Tito trabalhava para distanciar o país da Guerra Fria, evitando alinhar-se à URSS. Manteve a gravura em sua casa oficial, em Belgrado, até morrer, em 1980.


4. COZINHA
Fim da Guerra Fria: a Iugoslávia se separa em várias repúblicas. Slobodan Milosevic, presidente da Sérvia e, depois, da Iugoslávia, ocupa a casa de Tito. Ele detesta a gravura e pede que a joguem no lixo. Um funcionário a deixa na parede da cozinha.


5. RECONHECIMENTO
Após revoltas populares, Milosevic renuncia em 2000. A imprensa vê a gravura e especula se pode ser de Goya. A confirmação vem em 2002, e a obra é devolvida à Espanha.
GUERNICA 


PERÍODO - Século 20 
EXPLICA - Franquismo / 2a Guerra / Nacionalismo basco 


1. ESPANHA
A cidade espanhola de Guernica é bombardeada pelos nazistas em 1937. Abalado pela notícia, Pablo Picasso - crítico do nazismo e defensor da democracia na Espanha - pinta Guernica, retratando o sofrimento das vítimas. 


2. EUA
2ª Guerra: Picasso teme que o ditador espanhol Franco - que apoia Hitler - destrua a tela. Ele cede a obra ao museu MoMA, de Nova York. Pede que ela seja devolvida quando houver democracia na Espanha. 


3. ESPERA
A democracia espanhola não vem e Guernica viaja por museus. Passa por São Paulo em 1953. O Brasil entrava no circuito artístico, com a recente criação da Bienal de arte.


4. RETORNO

Com a morte de Franco, a Espanha tem eleições em 1977. Guernica volta ao país. Está em Madri, apesar de protestos para que vá para o País Basco, onde fica a cidade de Guernica.

MANTO TUPINAMBÁ

PERÍODO - Séculos 16 e 17 
EXPLICA - Grandes navegações 


1. BRASIL
O manto indígena foi produzido por índios brasileiros tupinambás por volta de 1500. Era usado pelo pajé, em eventos religiosos da tribo. Só há mais três mantos desse tipo no mundo.


2. HOLANDA
Em 1637, holandeses ocupam o Nordeste brasileiro interessados em açúcar. O conde Maurício de Nassau é o responsável pela administração. Ele ganha o manto de um pajé e o leva para a Holanda. 


3. DINAMARCA
De volta à Europa em 1645, Nassau dá o manto à família real dinamarquesa. É um mimo a um reinado amigo: Holanda e Dinamarca trocavam figurinhas sobre negócios.


4. TURNÊ
A família real da Dinamarca exibe o manto em viagens pela Europa. No século 17, era grande o interesse dos europeus por peças do Novo Mundo. 


5. (NÃO) É COISA NOSSA

O manto só retorna ao Brasil em 2000, para uma exposição. Não há registro de pedido do governo brasileiro para que obras indígenas como essa voltem ao país, segundo o Ministério da Cultura.

RETRATO DE ADELE BLOCH-BAUER 



PERÍODO - 
Século 20
EXPLICA -
 Nazismo 


1. ÁUSTRIA
Em 1905, Gustav Klimt termina o retrato de Adele Bloch-Bauer. Adele era esposa de um empresário do setor açucareiro e vivia em Viena, então pólo de riqueza e produção cultural. 


2. HERANÇA
Adele morre e o quadro fica com seu marido. Judeu, ele se vê obrigado a deixar a Áustria quando os nazistas ocupam o país. A obra fica com sobrinhos que moram no país.


3. FUGA

A perseguição aos judeus continua. Maria Altmann, sobrinha do casal Bloch-Bauer, também resolve deixar a Áustria. Vai morar nos EUA. 


4. ROUBO
O retrato de Adele é confiscado pelo regime nazista, como outras 650 mil obras que pertenciam a judeus na época da 2ª Guerra Mundial.


5. RESGATE
Em 1999, Maria consegue na Justiça a posse do retrato de sua tia. Nos últimos 50 anos, cerca de 25 mil obras roubadas pelos nazistas voltaram a seus donos judeus. 


6. VENDA
Sob protesto de judeus de todo o mundo, Maria vende a obra junto com outros trabalhos de Klimt. Leva US$ 135 milhões pelo conjunto em um leilão.
super.abril.com.br