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sábado, 22 de fevereiro de 2014

Vamos chamar os bois pelo nome… A fortuna escondida de Fernando Tordo! TordoOntem publiquei neste espaço um texto a propósito da carta ao Pai escrita por João Tordo ao seu Pai Fernando Tordo. A ideia inicial era apenas reproduzir a referida carta mas não deixei de tecer alguns comentários sobre a situação, sobre a forma como a cultura em Portugal está a ser tratada.

Vamos chamar os bois pelo nome… A fortuna escondida de Fernando Tordo!

TordoOntem publiquei neste espaço um texto a  propósito da carta ao Pai escrita por João Tordo ao seu Pai Fernando Tordo. A ideia inicial era apenas reproduzir a referida carta mas não deixei de tecer alguns comentários sobre a situação, sobre a forma como a cultura em Portugal está a ser tratada.
Muito admirado fico, ou talvez não, quando assisto a uma campanha de propaganda que quer atribuir a Fernando Tordo o recebimento de “astronómicas” verbas por ajuste directo, verbas essas que deviam por si só garantir a vida de Tordo e gerações futuras. A propaganda do regime é feita, como o líder do regime nos habituou, na net e em alguns órgãos de comunicação social, não sei se o fazem por ajuste directo, o mais certo é que o façam pelo tradicional prato de lentilhas.
Vamos lá ver se entendemos onde foi parar a fortuna que Fernando Tordo recebeu nos últimos anos. A máquina de propaganda do regime, a mesma que não se incomoda com as verbas astronómicas para a “cultura” do tricot e dos tachos empilhados, resolveu atacar o milionário Fernando Tordo, secundada pelo titulo sensacionalista do jornal i “Empresa de Tordo ganhou mais de 200 mil euros do Estado desde 2008”.
O ideólogo deste titulo ou é parvo ou gosta de aldrabar a malta. Há uma diferença enorme entre ganhar e facturar. Para explicar de forma a que o fraco conhecimento do escriba do titulo entenda, fraco conhecimento não quero acreditar que seja por maldade, a diferença entre facturar e ganhar é grosso modo a diferença entre o vencimento bruto do escriba e o que ele leva para casa… “Tás a ber a diferença? É brutal não é?”
Esclarecido que está o escriba em relação à diferença entre o ganhar e o facturar, explicação simples para que não atrapalhe a digestão das lentilhas, vamos descascar a versão do regime.
Fernando Tordo através da empresa de que era sócio gerente, a Stardust Produções facturou desde 2008 a quantia de 207.100 euros pela produção de espetáculos em vários locais de Portugal. É verdade! Foi por ajuste directo? Também é verdade! Mas isso não é, como a versão do regime quer dar a entender uma benesse. Não se abrem concursos públicos para a contratação de músicos, da mesma forma que não se abriu concurso publico para forrar o cacilheiro de azulejos  e decorá-lo com napperons. Portanto a questão de se referir o ajuste directo não passa duma mesquinha manobra de propaganda.
Nos anos de 2008, 2009 e 2010 a empresa realizou à volta de 10 espetáculos, ou seja, uma média de 3 espectáculos por ano, tendo a Stardust Produções  pago a Fernando Tordo, segundo informação do próprio, cerca de 20.000 euros de honorários. O que a dividir pelos 36 meses dá a módica quantia de 555 euros mensais, valor que está abaixo dos 600 euros limite considerado pelo regime como de gente remediada.
Mas isto foi o que ganhou o Fernando empregado então e o Fernando patrão quanto terá ganho? Na falta de mais elementos, não vale a pena ir pedir relatórios de contas para chegar aos números exactos, aproximados chega e sobra. Sabemos que a Stardust Produções em 3 anos facturou 200.000 euros e que pagou a Fernando Tordo 20.000, sobram 180.000. Desse valor foi necessário pagar a músicos, técnicos, produtores, transportadores entre outros.
Vamos ser forretas e definir que, com estas despesas, a Stardust gastou 50% das receitas, sobraram portanto 90.000 euros. Será legitimo aceitar que entre impostos e despesas da sociedade 50% desse lucro bruto desaparece, só já temos 45.000 Euros. Se considerarmos 5.000 para reservas legais e admitindo que a sociedade faça a distribuição total dos lucros, caso Fernando Tordo fosse sócio único, teria recebido de dividendos 40.000 euros, ou seja, uma média de 1.111 euros por mês o que a somar aos 555 dá a brutal quantia de 1.666 euros.
Mesmo com os impostos estes valores superam o número mágico dos 1.000 euros mensais a partir dos quais o regime já considera a malta como rica.
Parece estar mais que evidente que a propaganda à volta deste caso e destes 3 anos específicos não passa disso mesmo, mera propaganda do regime que com títulos sensacionalistas tenta enganar o Zé Pagode.
Uma outra questão é a pensão de pouco mais de 200 euros que Tordo recebe e que foi mencionada por João Tordo na sua carta. Logo se levantaram as vozes das carpideiras do regime a acusarem Fernando Tordo de não ter feito os descontos como devia ter feito.
Em duas partes o comentário às carpideiras. Se não fez foi uma atitude sensata da sua parte, nem quero saber se fez bem ou fez mal, apenas sei que quem fez os descontos “como devia” foi enganado e viu-se espoliado da sua justa espectativa de pensão. Por outro lado, aproveitar um desabafo dum filho para disso fazer um caso é demasiado baixo, até para este regime e para as suas carpideiras.
Fernando Tordo em momento algum se veio lamentar de ter uma pensão pequena ou dizer que queria uma pensão de montante superior. Disse, afirmou e reafirmou que queria trabalho, queria trabalhar. Queria trabalhar e ser remunerado pelo seu trabalho. Disse ele e dizem milhares de Portugueses que se veem privados do seu direito ao trabalho.
Bem sei que para o regime é mais fácil tomar todas pela mesma bitola e considerar que, tal como eles, os outros querem viver à custa de mamarem na teta do estado.
Vamos chamar os bois pelo nome… Por mais manobras de propaganda que façam podem conseguir enganar muitos mas não conseguem enganar todos!

A Geografia ajuda a explicar a história e a crise política da Ucrânia

Manifestantes se chocam com polícia de choque em 19 de janeiro de 2014, durante uma manifestação da oposição no centro da capital ucraniana Kiev em uma demonstração de desafio contra estritas novas restrições aos protestos.  200.000 manifestantes expressaram frustração com a falta de um programa claro de os líderes da oposição depois de quase dois meses de protestos mais de afundamento do governo de um pacto com a UE sob pressão russa.  Polícia ucraniana usou gás lacrimogêneo, granadas de efeito moral e canhões de água em uma tentativa de dispersar as centenas de pessoas que tentavam invadir cordões policiais perto do parlamento Verkhovna Rada na capital.
Manifestantes se chocam com polícia de choque durante uma manifestação da oposição na capital ucraniana Kiev em 19 de janeiro de 2014.
FOTOGRAFIA POR SERGEI SUPINSKY, AFP, GETTY IMAGES  
Eva Conant
tradução google
Da Ucrânia  protestos se espalhando estão claramente vinculados a um dilema moderno: deve ficar fidelidade do país com  o presidente Vladimir Putin de Moscou, ou com a  União Europeia ? No entanto, um olhar para trás em sua história e geografia ajuda a explicar por que a questão não é nova, e como as paixões e agitação de hoje resultam de séculos de batalhas ao longo  da Ucrânia posição precária 's entre o Oriente eo Ocidente.
Era uma história que criou linhas de falhas. Ucrânia Oriental caiu sob o domínio imperial russo no final do século 17, muito mais cedo do que a Ucrânia ocidental. Isso ajuda a explicar por que, depois da queda da União Soviética, as pessoas no leste geralmente têm suportado mais políticos russo de tendência. Ucrânia Ocidental passaram séculos sob o controle mudando de potências europeias como a Polônia eo Império Austro-Húngaro. O terço ocidental da Ucrânia era ainda parte da Polônia durante vários anos que antecederam a Segunda Guerra Mundial. Isso, de certa forma, ajuda a explicar por que as pessoas no Ocidente tendem a apoiar mais os políticos ocidentais de tendência. O leste tende a ser mais de língua russa e Ortodoxa, com partes do oeste de língua ucraniana mais e mais pesados ​​com influências católicas.
Um mapa da Ucrânia
Mas não é só sobre a geografia ou religião. "A maior divisão depois de todos esses fatores é entre aqueles que vêem a regra imperial e Soviética Russa mais simpaticamente contra aqueles que os vêem como uma tragédia", diz Adrian Karatnycky, especialista em Ucrânia no Conselho Atlântico dos Estados Unidos.
No início não havia tais divisões. No século IX, Ucrânia, conhecido como Rus, estava se tornando a sede inicial de poder eslava ea religião ortodoxa recentemente adoptada. Mas invasões mongóis no século 13 reduziram a ascensão de Kiev, com o poder, eventualmente, mudar para o norte para a Rússia a atual São Petersburgo e Moscou.
Ao longo dos séculos, a Ucrânia, com seu rico solo negro que iria ajudá-la a se tornar um grande produtor de grãos, foi continuamente retalhado por potências concorrentes. No século 16, grandes áreas do país estavam sob o controle da Polônia e Lituânia, com lutadores cossacos patrulhar fronteira da Ucrânia com a Polónia.
No século 17, a guerra entre a Rússia Czarista ea Comunidade Polaco-Lituana resultou em mais divisões internas. Terras ao leste do rio Dnieper caiu sob o controle da Rússia imperial muito mais cedo do que terras ucranianas, a oeste do rio Dnieper. A leste se tornou conhecido como "Margem Esquerda" Ucrânia e um centro de indústria e carvão.Terras a oeste do rio Dnieper, ou "Margem Direita", estavam a ser governado pela Polónia. Uma pequena parte no oeste, chamado Galiza, foi atribuído ao Império Austro-Húngaro, no último século 19. O império austro-húngaro terminou no final da Primeira Guerra Mundial, mas que pequena parte do oeste da Ucrânia permaneceram fora do império russo e foi incorporada na URSS apenas como resultado da Segunda Guerra Mundial.
Sob o reinado de Catarina, a Grande, as áreas de estepe do leste da Ucrânia tornaram-se grandes centros econômicos do carvão e ferro. A rurais em falado em língua ucraniana áreas foi duas vezes proibido por decreto do czar, diz Karatnycky (e hoje as duas línguas são faladas no país). Mas a paz não durou por muito tempo. Após a revolução comunista de 1917, a Ucrânia foi um dos muitos países que sofrem uma brutal guerra civil antes de se tornar uma república soviética em 1920.
No início da década de 1930, para forçar os camponeses a se juntar fazendas coletivas, o líder soviético Joseph Stalin orquestrou uma fome que resultou na fome e morte de milhões de ucranianos. Depois, Stalin importado grande número de russos e outros cidadãos soviéticos-muitos sem capacidade de falar ucraniano e com poucos laços com a região para ajudar a repovoar a leste.
Isto, diz o ex-embaixador na Ucrânia Steven Pifer , é apenas uma das razões históricas que ajuda a explicar por que "o sentimento de nacionalismo ucraniano não é tão profundo no leste como no oeste."
Em mapas ecológicos você pode até ver a divisão entre as partes do sul e do leste da Ucrânia, conhecido como as estepes-com seu solo de cultivo fértil e as regiões norte e oeste, que são mais florestadas, diz Serhii Plokhii, professor de história na Universidade de Harvard e diretor do Instituto de Pesquisa ucraniano em Harvard. Ele diz que seu instituto tem um mapa mostrando as demarcações entre o estepe ea floresta, uma linha diagonal entre o leste eo oeste, que tem uma "semelhança impressionante" a mapas políticos das eleições presidenciais na Ucrânia, em 2004 e 2010.
Com os protestos se espalhando leste, diz Pifer, o protesto "se metamorfosearam-se no muito mais. Este começou a ser sobre a Europa, mas também está se transformando em protestos contra a democracia eo fim da corrupção." Há também parecem ser as divisões políticas com base em dados demográficos, entre as gerações mais jovens e mais velhos, e não apenas a geografia e uma história turbulenta.
Se o que está acontecendo hoje vai se tornar uma tendência ou é uma mudança de curto prazo para as divisões anteriores é clara, diz Plokhii de Harvard. "Mas as linhas antigas não são aplicáveis ​​na medida em que eram mesmo apenas um mês atrás."


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O 25 de Abril deu-nos democracia, e a democracia deu-nos 20 anos de Cavaco Silva Ricardo Araújo Pereira explica que Portugal está dominado pelas ramificações mais tenebrosas da "democracia". A democracia não trouxe apenas a "liberdade" dos bons, trouxe também a dos maus.

O 25 de Abril deu-nos democracia, e a democracia deu-nos 20 anos de Cavaco Silva


Ricardo Araújo Pereira explica que Portugal está dominado pelas ramificações mais tenebrosas da "democracia". A democracia não trouxe apenas a "liberdade" dos bons, trouxe também a dos maus. A  "liberdade" deles, que permite termos 20 anos de poder para uma figura como Cavaco Silva. E a nossa falta de liberdade, para punir e travar a ditadura. A nossa impotência de nos podermos defender de votos de pessoas ignorantes ou manipuladas, enganadas descaradamente pela comunicação social e pelos políticos.
Uma democracia de fachada que retirou ao povo, razões para lutar, pois camuflou a opressão. E anulou as ferramentas para o povo se defender ou ter o poder de fazer valer a sua vontade.

"O 25 de Abril deu-nos a liberdade e a democracia, e a democracia deu-nos 10 anos de Cavaco Silva como primeiro-ministro e outros 10 como Presidente da República.
Ainda assim, fazendo o balanço, creio que a data merece ser festejada. E, se puder ser festejada com um discurso de Cavaco Silva, melhor.

O actual Presidente da República é o homem que mais tempo liderou um Governo após o 25 de Abril, e por isso, de um certo ponto de vista, é o português que mais beneficiou com a revolução. Que seja ele a fazer o discurso comemorativo é questão de simples justiça.
Desta vez, Cavaco Silva voltou a dispensar o cravo vermelho na lapela, mas engalanou o peito com a via verde e fez um discurso inspirado no cinema clássico português e no moderno YouTube.
O tom era o mesmo que as tias de Vasco Santana adoptam, n' A Canção de Lisboa, depois de o verem passar com distinção no exame de medicina, quando dizem: "Ele até sabe o que é o esternocleidomastóideo!"
Cavaco Silva nutre o mesmo encanto pelo nosso país: Portugal chega a ter cineastas, artistas plásticos e cientistas que são conhecidos lá fora, e tudo. Os portugueses até sabem o que é o esternocleidomastóideo, e as nossas tias estão muito orgulhosas de nós.

Por outro lado, o conteúdo do discurso era decalcado daquele vídeo que uns patriotas briosos colocaram na internet para fazer ver aos finlandeses que deviam contribuir para a ajuda financeira a Portugal.
Tal como os autores do vídeo, Cavaco aludiu aos egrégios cartões pré-pagos para telemóvel e à ínclita via verde.
Como é possível andar para aí tudo cabisbaixo quando se sabe que foi um compatriota nosso que magicou os cartões pré-pagos para telemóvel?
Às vezes um grande estadista limita-se a apontar o óbvio para fazer germinar a esperança no coração do seu povo. Levantai-vos, desempregados! De pé, trabalhadores sem subsídio de férias nem 13.º mês! O inventor dos cartões pré-pagos para telemóvel nasceu mais ou menos na mesma zona que vós! Toca a animar, choramingas.

Talvez por falta de tempo, Cavaco deixou de fora a referência ao facto de os portugueses comerem todo o porco, que também prestigia, e omitiu a ideia, igualmente transmitida pelo vídeo, de que Portugal teria tido o seu próprio "Jean Jacques Cousteau". O rei D. Carlos teria sido, portanto, uma figura curiosa, mistura de Jacques Cousteau com Jean-Jacques Rousseau - ou seja, uma espécie de mergulhador-filósofo empenhado na missão de ir até ao fundo do mar para tentar convencer as lulas a firmarem um novo contrato social. Cavaco preferiu não cansar a assembleia com tanta informação, porque demasiado orgulho também cansa." 


Ricardo Araújo Pereira

apodrecetuga.blogspot.pt