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domingo, 16 de fevereiro de 2014

Ó TEMPO, POR FAVOR, NÃO VOLTES PARA TRÁS O inacreditável em 1964, segundo relato do "Diário Popular", de 12 de Janeiro:


Ó TEMPO, POR FAVOR, NÃO VOLTES PARA TRÁS

O inacreditável em 1964, segundo relato do "Diário Popular", de 12 de Janeiro:

"A história relata-se num jornal de província e merece, quanto a nós, toda a publicidade que se lhe possa dar. Neste caso, porém, não lhe fica atrás a referida notícia e é para ambas que chamamos a atenção, como exemplos de cegueira capaz de resistir a toda a evolução e de arbitrária prepotência que não recua sequer perante o ridículo.

"Em certa terra do Alentejo - o jornal em questão não lhe refere o nome - inauguraram-se melhoramentos, com a presença do governador civil do distrito. Houve festejos para comemorar as inaugurações e, a certa altura, começou o baile no terreiro.

"Deixamos aqui a palavra ao moralizante (!) articulista que descreve assim o que então se passou:

"Um par mais exímio na arte começou a exibir-se em trejeitos tão disparatados e indecorosos que logo se identificou essa macabra dança moderna chamada twist".

"Identificada a "macabra dança", que se passou então? Eis o que nos diz, em termos escandalizados, o jornal:

"Acto contínuo, um agente da GNR que estava presente e de serviço dirigiu-se àquele par de bailarinos e terminou-lhe com a brincadeira: proibiu terminantemente a continuação daquela dança".

"E, a extrair o indispensável fundo moral, a notícia conclui assim:

"Houve o natural protesto e uns discordaram e outros apoiaram, mas a lição foi frutuosa. O "twist" foi ali proibido. Que esta lição possa servir a outras autoridades, para que tão diabólica dança, que estonteia as juventudes de hoje, passe a letra morta e recolha aos aposentos do "Index"".

"E, contente por dar esta lição aos dançarinos do twist de todo O Mundo e de mandar a popular dança para os "aposentos do Index", o articulista aplaude, assim, a enérgica intervenção do agente da GNR.

"São desnecessários quaisquer comentários a este triste epidódio, que documenta uma mentalidade que já devia ter o seu lugar numa museu.

Uma referência nos parece, contudo, oportuna: não nos consta que seja necessária a licença da GNR para espectáculos em que se dance o twist ou para os jovens que lhe dediquem a preferência se exibirem à vontade.

O certo, porém, é que tais procedimentos não a farão passar de moda mais depressa, como passaram todos os ritmos que o antecederam".

Aqui, o "Diário Popular" até se portou bem nesta denúncia.



guedelhudos.blogspot.pt

UM AVIÃO DIFERENTE

avião

QUANDO ELAS MALICIOSAMENTE OU INADVERTIDAMENTE LEVANTAM, CRUZAM, DESCRUZAM AS PERNAS





















apeidaumregalodonarizagentetrata.blogspot.pt

EU TAMBÉM LÁ FUI ! - PARA QUE NÃO SE APAGUE A MEMÓRIA - 53 anos depois do início das guerras coloniais, alguns dados para avivar a memória Entre 1961 e 1974, Portugal, onde vigorava um regime ditatorial, levou a cabo guerras coloniais em três frentes de combate. Segundo números oficiais, ao chegar-se a 1974 - ano em que foram mobilizados 150 mil efectivos militares para o esforço de guerra em África

53 anos depois do início das guerras coloniais, alguns dados para avivar a memória


Entre 1961 e 1974, Portugal, onde vigorava um regime ditatorial, levou a cabo guerras coloniais em três frentes de combate. Segundo números oficiais, ao chegar-se a 1974 - ano em que foram mobilizados 150 mil efectivos militares para o esforço de guerra em África -, já havia treze anos que a guerra durava em Angola, onze anos na Guiné e dez em Moçambique. Vejam-se alguns dados para memória presente e futura:

- A guerra sorveu entre 7 a 10% da população portuguesa e mais de 90% da juventude masculina. Ainda em termos de gastos humanos, durante os treze anos de guerra, morreriam mais de 8 mil homens e ficariam feridos ou incapacitados cerca de 100 mil portugueses.
- Segundo dados do Estado-Maior General das Forças Armadas (EMGFA), morreram de várias causas 8.831 militares portugueses, dos quais 4.027 em combate, respectivamente 23% do contingente "metropolitano" e 77% dos soldados recrutados nas próprias colónias
- Das quase nove mil baixas das Forças armadas portuguesas, que representavam 1 % do número total de combatentes nos três teatros de guerra, 3.455 ocorreram em Angola, 3.136 em Moçambique e 2.240 na Guiné.
- A quase totalidade dos mortos – mais especificamente 8.290 dos 8.831 - pertenciam ao Exército, 346 eram elementos da Força Aérea e 195, da Marinha de Guerra.
- Ao número de combatentes mortos, deve-se acrescentar as vítimas mortais de civis brancos e negros, tanto entre os guerrilheiros dos movimentos de libertação como entre a população civil. Mais de mil civis portugueses foram mortos, mais de metade dos quais nos massacres perpetrados pela UPA, em 1961, em Angola, enquanto o número mínimo de mortos africanos terá totalizado os cem mil.
- Por outro lado, as guerras coloniais provocaram ferimentos e deficiências físicas em cerca de vinte mil militares portugueses, dos quais 5.120 com grau superior a 60 por cento. Entre os africanos, não existe contabilização, mas pode-se aventar a hipótese quase certa de que o número foi muito superior.
- Relativamente aos que foram psicologicamente afectados pela guerra, embora o número seja contestado, os psiquiatras Afonso de Albuquerque e Fani Lopes contabilizaram 140.000.
- Além disso, as guerras em Angola, na Guiné e em Moçambique sorveram avultados meios financeiros, calculando-se que, durante os treze anos, uma média de 33% do Orçamento do Estado tivessem sido canalizados para a «defesa» e que, nos anos 60, foram mesmo ultrapassados os 40%.

No final de 1964, Portugal já mantinha nos quadros de guerra em África 85 mil militares, respectivamente cerca de 52 mil, em Angola, 18 mil, em Moçambique e 15 mil na Guiné. Em 15 de Outubro de desse ano, o DL n.º 45 308 considerou puníveis, como em tempo de guerra, os crimes previstos na legislação penal militar praticados nas «províncias ultramarinas», enquanto nelas decorressem operações militares ou de polícia destinadas a combater determinadas perturbações ou ameaças.

Os jovens portugueses eram obrigados a cumprir o serviço militar, que durava entre dois a quatro anos, incluindo a recruta e uma comissão de serviço de cerca de dois numa colónia africana em guerra. Alguns deles não compareceram à inspecção ou tornaram-se refractários ou desertores, saindo clandestinamente do país, a caminho do exílio.
- Uma informação da delegação de Coimbra da PIDE/DGS deu conta que, em 1971, muitos «mancebos» de todas as classes sociais não tinham levantado as guias de marcha para se apresentarem nas unidades de incorporação.
- Por seu turno, o próprio EMGFA afirmou, em Maio desse ano, que 25% do total de recenseados faltavam ao cumprimento do serviço militar.
- Segundo números oficiais divulgados em Maio de 1974 teria havido, durante os treze anos de guerra, entre cerca de 110 a 170.000 jovens faltosos ao serviço militar, refractários e desertores.

jugular.blogs.sapo.pt

25 de Abril de 1974 - Os Verdadeiros Comandantes da Revolução - 25 de abril Para os Caminhos da Memória

25 de Abril de 1974 - Os Verdadeiros Comandantes da Revolução - 25 de abril - 40 anos, 27


Entre a madrugada do dia 25 de Abril e o 1º de Maio de 1974 vivi enclausurado no Quartel do Campo Grande, em Lisboa, onde hoje funciona uma universidade privada e naquela época estava sedeado o 2º Grupo de Companhias de Administração Militar. Lá entrei já a madrugada ia alta, tal conjurado, com o António Dias, após termos perseguido, de carro, a coluna do Salgueiro Maia desde a sua entrada no Campo Grande até ao Terreiro do Passo.

Já contei essa história. De todas as imagens que guardo na memória a mais impressiva é a da fragilidade da coluna revoltosa. Não sabia quem a comandava mas o impensável viria a tornar-se realidade. E a vitória dos mais fracos deveu-se, tão-somente, à justeza das suas razões e à coragem do seu líder. Aos leitores mais ortodoxos do colectivismo assinalo que falo num símbolo. Também sei que, desde sempre, reinou a desconfiança, entre os “donos” da mudança, a respeito de Salgueiro Maia, como hoje reina a desconfiança a respeito de tantos que ousam tomar toda e qualquer iniciativa de mudança (o que é a mudança, hoje?).

Para os “donos” da revolução nem todos devem desfilar na Avenida da Liberdade mas quis o destino – ou a ordem de operações – que quem primeiro nela desfilou fosse Salgueiro Maia que, oferecendo o peito às balas, fez estalar o click que mudou o rumo da história. Olhem com atenção para as imagens que, por vezes, passam na TV. Esse comandante, Salgueiro Maia, era um entre muitos e quem dirigia as operações era um comando com a seguinte constituição: Amadeu Garcia dos Santos, Hugo dos Santos, José Eduardo Sanches Osório, Nuno Fisher Lopes Pires, Otelo Saraiva de Carvalho e Vítor Crespo. O coordenador era Otelo por decisão do Movimento das Forças Armadas. [Ver a “Fita do Tempo da Revolução - A noite que mudou Portugal”.]

O tempo faz esquecer. O tempo é malicioso. O tempo mata a memória. Salgueiro Maia não era um oficial crente nos amanhãs que cantam, dizem até que era conservador mas, perdoem-me o plebeísmo, “tinha-os no sítio”, estão a compreender! Para dar lume a uma revolução mais vale um conservador com “eles no sítio” do que um revolucionário desertor da coragem no momento da verdade.

Quem fez triunfar a revolução não foi Ramalho Eanes, nem Spínola, nem Costa Gomes, não foi nenhum General estrelado pelo Antigo Regime, ou promovido administrativamente pelo novo, quem decidiu o triunfo da revolução foram os “capitães” e o povo, que alargaram à rua o posto de comando e que tomando a rua para si tudo decidiram. Não cito mais nomes, pois todos sabem os nomes, e em nome do povo sempre, à distância de tantos anos, podem caber todos os nomes.

A revolução foi branda para com os seus inimigos, perdoou-lhes os crimes, ofereceu o seu sangue em troca da liberdade, ganhou a admiração do mundo e isso é o seu legado histórico mais valioso. Os antigos carrascos da liberdade: os PIDES, os censores, os legionários, todos os esbirros da ditadura, seus ajudantes e admiradores, ganharam o direito a viver em liberdade, ainda hoje se cruzam connosco nas ruas e nos locais de trabalho, emitem opinião, sendo detentores de todos os direitos cívicos e políticos.

Mas se a nossa revolução foi branda para com os carrascos da liberdade pode orgulhar-se da grandeza de lhes oferecer o bem mais precioso que eles sempre negavam aos seus benfeitores. Os verdadeiros comandantes da Revolução foram generosos. Mas que ninguém, verdadeiro amante da liberdade, espere que os aspirantes a tiranos lhes retribua tanta generosidade. Por isso é prudente que, para preservar a liberdade, a democracia não vacile no combate aos seus inimigos.



absorto.blogspot.pt

MAIS PROFISSÕES DESAPARECIDAS E OUTRAS JÁ EXECUTADAS DE MANEIRA DIFERENTE

                        
 
 
Eis um rol de algumas profissões e hábitos que foram desaparecendo com o passar do tempo, tais como:
A ama
Tenha cuidado, menino!”
 
 
O Ardina
O senhor quer comprar um jornal?

O Calceteiro
Os calceteiros,  com lentidão, calçam de lado a lado a longa rua.
 
 
O engraxador
Sentado na banqueta, pano nas mãos, curvado sobre o sapato do freguês, concentrado e absorto, como se nada no mundo fosse capaz de o fazer levantar a cabeça.


O Estivador
 É na estiva, é na estiva ás vezes me sinto morto a alma morta, a carne viva 


 


Fotografo á lá minute
“Olhó passarinho!”
 
 

Moço de fretes
Com passinhos curtos, anda dobrado como se tivesse dores de bexiga. A cara e os olhos são vermelhos, ensopados em sangue. Carrega tudo aos ombros com uma complicação de cordéis...”
 



 A Modista
“...Muito valorizada entre os anos 30 e 40. Ela fazia o trabalho que hoje faz o estilista e tinha um status maior que a costureira. Ser modista era chique”...
 
 
 


O Calista
Trata ou remove os calos
 



O Carteiro
Tem carta p'ra mim?
 



O Coveiro
Lá vem mais um






O Padeiro
Olha o padeiro entregando o pão De casa em casa entregando o pão Menos naquela, aquela, aquela, aquela não Pois quem se arrisca a cair no alçapão?
 




O Pescador
Rede que volta vazia traz tristeza ao pescador, Que apesar da arrelia, Leva em frente o seu labor
 



O Policia
“Não quero aí ajuntamentos...”
 
 


O Propagandista
Olha a banha de cobra”
 




O Sapateiro
 
 


O Taberneiro
Entre, mas não peça fiado
 




A Telefonista
“Para onde quer falar?”


A Varina
Olha carapau fresquinho
 


Vendedora de galinhas e ovos
compre esta que já tem ovo
 




Vendedor de castanhas
“São quentes e boas”
 
 

 
 


vendedor de Rendas
Olhe senhora, esta é de bilros!”
 
 
 
 
 

Vendedora de petiscos
digam lá a marca dos sapatos deste senhor?
 


Vendedeira de refrescos
 
 
Amola tesouras
                                      Amola: facas e tesouras, conserta: guarda-chuvas  

        profissoes.web.simplesnet.pt