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sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

FOTOS COM HISTÓRIA - PROFISSÕES DESAPARECIDAS

VENDEDOR DE SORVETES
 ALFARRABISTA

 AGUADEIROS
 BARBEIRO
 COSTUREIRA
 LIMPA-CHAMINÉS
 VENDEDORA DE LEGUMES
 CRIADA DE SERVIR
 LAVADEIRAS
 TRAPEIRO
MONUMENTOS DESAPARECIDOS (FACEBOOK)

1 DE MARÇO - ALQUEVA VAI RECEBER CAMPEONATO EUROPEU DE WINDSURF


Alentejo - «Campeonato europeu de Windsurf é fundamental para o desenvolvimento do Grande Lago e dos desportos náuticos»

A 1 de Março começa nas águas de Alqueva, no Centro Náutico de Monsaraz, a primeira etapa do Campeonato Europeu de Windsurf. José Calixto, presidente da autarquia de Reguengos de Monsaraz e Vasco Chaveca, presidente da nova Associação Formula Windsurfing Portugal, olham para o evento como «fundamental» para o desenvolvimento de Alqueva enquanto destino nacional para a prática de desportos náuticos.



José Calixto, presidente da Câmara de Reguengos de Monsaraz, considera que estaprova, competição de nível europeu, é «fundamental para o desenvolvimento do Grande Lago enquanto destino de referência nacional para a prática de desportos náuticos».

O Alqueva, considerado o maior lago artificial da Europa, «tem condições únicas em Portugal para os desportos náuticos, pois para além da sua dimensão e das condições climatéricas favoráveis que existem durante quase todo o ano, possui uma beleza paisagística incomparável».

Por estes motivos, vinca o edil, «o Grande Lago atrai muitos desportistas náuticos e espectadores para as provas que são organizadas ao longo do ano, contribuindo significativamente para o desenvolvimento local e regional».

Em 2014 é o terceiro ano que o concelho de Reguengos de Monsaraz recebe uma prova internacional de Windsurf.

«Naturalmente, o município de Reguengos de Monsaraz tem apoiado estas competições e está disponível para ajudar as organizações de eventos náuticos no Grande Lago, sejam de windsurf ou de qualquer outra modalidade, pois consideramos que a promoção do concelho e da região deverá ser feita de forma integrada e sustentada em todos os fatores que potenciem positivamente o seu desenvolvimento», sublinha José Calixto.

O autarca acrescenta que Reguengos de Monsaraz «beneficia por receber desportistas de várias nacionalidades, que ficam a conhecer, e esperamos que a gostar, do Grande Lago».

«Beneficia igualmente pelo grande número de pessoas que se deslocam ao concelho para assistir às provas e que ficam alojadas nas unidades de turismo. Existem por isso claros benefícios ao nível do desenvolvimento económico dos sectores do alojamento e da restauração», vinca o presidente da autarquia alentejana.

Por outro lado, conclui José Calixto, tanto os desportistas como os espectadores das provas «despendem algum tempo para conhecer a região, nomeadamente a vila medieval de Monsaraz, o Centro Oleiro de São Pedro do Corval, considerado o maior do país com 22 olarias em actividade, o vasto e rico património arqueológico, com mais de 150 monumentos identificados, mas também a beleza paisagística do concelho».

«Estas provas que são organizadas no Grande Lago são igualmente um factor importante de promoção nacional e internacional do concelho através dos meios de comunicação social dos nove países europeus que recebem a competição», remata José Calixto.

Vasco Chaveca, presidente da nova Associação Formula Windsurfing Portugal, criada em 2013, com o objectivo de «tornar a classe de Formula Windsurfing independente e com melhores possibilidades de crescimento sem ter que depender de outras classes», foi a pessoa que iniciou os contactos no final de 2010 com a autarquia de Reguengos de Monsaraz para a organização de uma prova do Campeonato Nacional da Classe de Formula Windsurfing.

«Após a primeira abordagem da minha parte representando a APWIND a Câmara de Reguengos mostrou-se inteiramente disponível para ajudar no que fosse necessário, pois seria um meio de promover e divulgar tanto a Barragem de Alqueva como todo o concelho de Reguengos, para os desportos náuticos», contextualiza.

O responsável recorda que a primeira edição de provas realizou-se em 2011, com a participação de duas classes de «windsurf Slalom» e «Formula Windsurfing», embora «tenha sido apenas uma prova do Campeonato Nacional».

A segunda edição realizou-se em 2012, e «além de ter sido uma prova do Campeonato Nacional, foi também prova ibérica (Iberian Cup 2012) fez parte do novo ranking europeu (European Cup criado nesse mesmo ano) e contava também para o ranking mundial da Classe». Neste Campeonato, salienta, «estiveram presentes 44 atletas de Portugal, Espanha, França e Letónia».

Em 2013, explica Vasco Chaveca, não houve qualquer prova no Grande Lago, devido a vários factores, «um deles, a constituição da nova Associação que nos consumiu muito do nosso tempo, para podermos organizar junto da Câmara de Reguengos de Monsaraz outra prova da classe de Formula Windsurfing».

Em 2014 com a terceira edição do Campeonato Formula Windsurfing Alqueva de 2014, a prova deste ano «irá fazer parte do Campeonato Nacional da Classe, será ranking ibérico de águas Interiores (esta prova faz parte do ranking ibérico de aguas interiores com varias provas também em lagoas e barragens de Espanha), será também ranking Europeu (European Cup 2014) e do ranking Mundial».

Ao todo espera-se a participação de 40 atletas, «para manter o número e nível de 2012.

Promoção do turismo náutico:

Para o presidente da Associação Formula Windsurfing Portugal durante muitos anos «o interior do Alentejo nunca esteve voltado para as actividades náuticas, muito devido a não possuir um plano de água suficientemente grande para ter boas actividades náuticas».


Todavia, realça, com a construção da barragem de Alqueva «foi alterada completamente essa opinião e mentalidade. Sendo o Alqueva uma das maiores barragens da Europa seria impensável não a utilizar para os desportos náuticos, se nos outros países europeus temos lagos bem mais pequenos e com menos condições que o Alqueva e são usados a 100% para actividades náuticas», como o caso que exemplifica do lago Di Garda, em Itália.

«Com a organização deste tipo de eventos na região de Alqueva é uma forma de mostrar à população local e não só, que a barragem tem condições excelentes para a prática de desportos náuticos e poderá ser um dos grandes centros de desportos náuticos, devido a sua total segurança e a podermos práticas os desportos náuticos durante todo o ano, que no caso de no mar no Inverno as condições são impossíveis de organizar qualquer evento», acrescenta.

Vasco Chaveca sublina que com a promoção e divulgação de grandes eventos náuticos na barragem, «e o Alqueva sendo conhecido a nível europeu e mundial, poderemos vir a ter muito turismo náutico durante todo o ano, logo será uma forma sustentável de desenvolvimento para a toda a envolvente da barragem».

Além da organização destes eventos, afirma, garante que a Associação está a desenvolver esforços junto ao Centro Náutico de Alqueva, «para que este venha a possuir escola de vela e de Windsurf, para que possamos ter jovens atletas alentejanos a começar a andar de windsurf e no futuro a participar nas nossas provas».

Vasco salienta ainda que «embora o nosso Campeonato esteja inserido dentro do Concelho de Reguengos de Monsaraz, penso que será uma mais-valia para todos os concelhos que possuem contacto directo com a Barragem e todos tem a ganhar com este tipo de eventos e toda a sua promoção e divulgação».

«O Alqueva é de todos os concelhos Alentejanos, e todos serão beneficiados», remata o responsável.

A primeira etapa do Campeonato Europeu de Windsurf - «2014 Formula Windsurfing European Cup Series» começa em Reguengos de Monsaraz a 1 de Março e conta com o apoio organizativo da Câmara de Reguengos de Monsaraz, da Associação Formula Windsurfing Portugal e o patrocínio da empresa Campofrio (Nobre).

A competição segue depois para nove países, terminando em Setembro em Itália.

OUTROS CONTOS «São Valentim», por Marçal Aquino.

OUTROS CONTOS

«São Valentim», por Marçal Aquino.

«Os Namorados»
Marcus Ashley

83- «SÃO VALENTIM»

O rapaz e a moça entraram na pousada e, de um jeito tímido, ele perguntou o preço da diária. O velho Lilico informou e o rapaz e a moça trocaram um olhar em que faiscaram joias de diversos tamanhos. A maior delas era a cumplicidade.

Enquanto o rapaz preenchia a ficha de entrada, a moça se afastou um pouco para examinar melhor o quadro na parede — e pude vê-la por inteiro.

Era muito bonita. Tinha os cabelos e a pele claros. Alta, magra, ossos salientes nos ombros. Estava no mundo há pouco mais de uma década e meia e, com certeza, alguém que recusara já havia escrito poemas desesperados pensando nela. Ou cortado os pulsos — o que é quase a mesma coisa.

Embora não merecesse, o quadro recebeu toda sua atenção por alguns instantes. Era uma pintura ordinária. Eu já tivera a oportunidade de analisá-la durante as longas tardes em que a chuva me impedia de sair para caminhar pela cidade. Uma cidade habitada, fora da temporada turística, por velhos, aposentados e hippies extemporâneos. Gente que tentava, de um jeito ou de outro, ser esquecida.

O quadro: penso que o artista havia experimentado um momento de genuína felicidade ao contemplar, em algum canto do país, aquelas montanhas, aquele prado, aqueles cavalos. E, generoso, decidira compartilhar esse momento com o resto da humanidade. Mas a verdade é que fracassara. A arte não é feita de boas intenções.

«Olhar Apaixonado»
Rodolfo Barral

O olhar com que a moça se despediu — para sempre — daquela obra continha um pouco de piedade. E, com isso, ela me conquistou em definitivo.

O velho Lilico entregou a chave ao rapaz, que se voltou e sorriu para a moça. Seu ar era de alguém vitorioso. Mas sou capaz de apostar que a mão que ele juntou à dela, antes de subirem a escada de madeira, tinha a palma molhada de suor. Havia um princípio de rubor no rosto dela. Eram muito jovens e estavam vivendo um grande momento, mas não sabiam disso ainda. Essas coisas a gente só compreende depois.

Lilico deixou o balcão da recepção e foi até a copa, onde falou alguma coisa para Jair, um de seus empregados. Em seguida veio até a mesa que eu ocupava.

«Gosto de gente que chega para hospedar-se sem nenhuma bagagem», ele comentou.

«E a felicidade que eles carregam, não conta?», eu perguntei.

Ele examinou o tabuleiro, como se estivesse tentando rememorar a jogada que pretendia fazer antes de ser interrompido pela chegada do casal.

«Mandei o Jair levar uma garrafa de champanhe para eles. Cortesia da casa».

«Fez bem», eu disse.

«Gozado, sabe quem essa moça me lembrou?»

Eu disse: «Sei».

«Acho que foram os olhos dela», ele falou. «Muito parecidos.»

«Momento de Paixão»
Leonid Afremov

Retomamos o jogo e não falamos mais do casal. Eu, porém, continuei pensando neles. Num dia como aquele, anos antes, uma mulher, que entrava comigo num hotel bem diferente daquela pousada, me dissera: «Hoje eu vou te dar um presente muito especial».

Um pouco depois da meia-noite interrompemos o jogo e o velho Lilico recolheu as peças e guardou o tabuleiro. E eu já estava no meio da escada, a caminho do meu quarto, quando ele perguntou: 

«Você ainda pensa nela?»

«De vez em quando eu penso.»

«E por que você não vai atrás dela? Vocês dois ainda têm alguns anos pela frente.»

«A mágica não acontece duas vezes», eu disse.

O velho Lilico balançou a cabeça.

"Você sabe que só em filme francês antigo o herói termina seus dias em hotéis vagabundos, escrevendo livros que nunca irá publicar”.

Eu me limitei a sorrir. Então ele me desejou «boa noite» e voltou para a recepção.

Eu subi a escada e, ao chegar ao corredor, parei diante da porta do quarto que o casal ocupava e tentei ouvir alguma coisa. Mas tudo estava silencioso. Entrei no meu quarto e, enquanto me despia, pensei no velho Lilico. Ele tinha razão: ainda me restavam alguns anos pela frente. E essa era a pior parte da história.

Marçal Aquino



wwwpoetanarquista.blogspot.pt

«O fim da troika, o regresso aos mercados, o programa cautelar... e outros mitos» «Em Maio termina o período de vigência do Programa de Ajustamento acordado em 2011 entre o governo português e a troika (BCE, FMI e Comissão Europeia). Segundo nos dizem, a intervenção externa aconteceu porque o Estado português deixou de poder financiar-se nos mercados da dívida pública. No entanto, a troika deixa o país com uma dívida ainda maior e sem acesso garantido aos mercados.

«O fim da troika, o regresso aos mercados, o programa cautelar... e outros mitos»

«Em Maio termina o período de vigência do Programa de Ajustamento acordado em 2011 entre o governo português e a troika (BCE, FMI e Comissão Europeia). Segundo nos dizem, a intervenção externa aconteceu porque o Estado português deixou de poder financiar-se nos mercados da dívida pública. No entanto, a troika deixa o país com uma dívida ainda maior e sem acesso garantido aos mercados.

Para servir esta dívida – isto é, para pagar juros e financiar o reembolso da dívida que vence nos próximos anos – o governo português tem dado a entender que Portugal dispõe de duas alternativas: dispensar qualquer espécie de “ajuda externa”, regressando aos mercados (saída limpa); ou recorrer “apenas” a um programa cautelar. Será que alguma destas alternativas serve os interesses de Portugal?

O insustentável peso da dívida

Na análise realizada no contexto da 8ª e 9ª avaliações do Memorando de Entendimento, o FMI assumia um cenário de sustentabilidade da dívida pública assente nos seguintes pressupostos: um saldo orçamental primário (receitas menos despesas, exceto juros) próximo de 3% do PIB a partir de 2016, um crescimento real do PIB de 1,8% ao ano, uma taxa de inflação de 1,8% e uma taxa de juro dos novos títulos da dívida pública de 3,8%. Neste cenário, a dívida poderia reduzir-se para 60% do PIB em vinte anos, conforme impõe o Tratado Orçamental da UE.

Note-se que o cenário apresentado pelo FMI não corresponde a uma previsão sobre a evolução da economia portuguesa. O que o FMI faz não é mais do que identificar as condições que seriam necessárias para que a dívida pública fosse sustentável. Mas serão essas condições realistas? Vejamos.
Para que a economia portuguesa crescesse a uma taxa real próxima de 2% ao ano seria necessário que a procura interna crescesse ou que a procura externa líquida (exportações menos importações) aumentasse de forma muito acentuada. No entanto:
  • O crescimento da procura interna é incompatível com a austeridade orçamental inerente a um saldo orçamental primário de 3%. Além disso, importa ter presente que o elevado nível de endividamento das famílias e das empresas portuguesas, assim como os níveis historicamente elevados de desemprego e emigração, continuarão a limitar por muito tempo os níveis de consumo e de investimento.
  • Quanto ao crescimento da procura externa líquida, ela depende não apenas da dinâmica das exportações, mas também das importações. Só num cenário de recessão duradoura é que as importações não voltarão a aumentar – mas esse cenário contradiz a hipótese de crescimento de 2% ao ano. Para que a procura externa líquida aumente o suficiente de modo a compensar o fraco dinamismo do mercado interno e a estabilização das importações seria necessário que se verificasse um salto inaudito nas exportações nacionais (que não estivesse associado a um forte aumento das importações, como acontece no caso da refinação do petróleo, que explica mais de metade do aumento das exportações no último ano).
Ou seja, nas circunstâncias atuais, é pouco credível um cenário de crescimento anual do PIB de 2% ao longo dos próximos anos. Sem esse crescimento só é possível assegurar um saldo orçamental primário de 3% através cortes abruptos e permanentes nas despesas públicas que contam, isto é: saúde, educação e prestações sociais. A tentativa de proceder a esses cortes não só vai restringir ainda mais o crescimento económico, como vai comprometer a democracia e a justiça social.

Importa, também, ter presente que a taxa de inflação ao longo dos últimos meses tem estado próxima de zero – longe, portanto, do valor assumido no cenário do FMI (1,8%). Uma vez que a dívida se expressa em valores nominais, quanto mais lento for o ritmo de subida dos preços, mais difícil se torna pagar a dívida acumulada. A dívida pública não é sustentável e o que vem sendo feito para a conter e reduzir, na verdade, tem vindo a torná-la ainda menos sustentável.

O governo vai aos mercados para ganhar votos

Do ponto de vista financeiro, só é razoável o Estado português financiar-se autonomamente através dos mercados financeiros se existirem investidores dispostos a adquirir títulos de dívida pública em condições de preço (taxa de juro) e prazo (maturidades) razoáveis.

As condições exigidas pelos investidores internacionais dependem de um conjunto de fatores mais ou menos especulativos, onde se destaca a perceção sobre os riscos de incumprimento do Estado português enquanto devedor. A perceção sobre o risco de incumprimento depende, por sua vez, da sustentabilidade da dívida pública e da existência de mecanismos para lidar com situações de falta de liquidez dos Estados.

Até 2010 os investidores internacionais acreditaram que as instituições europeias nunca deixariam um Estado falir, pelo que não se preocupavam muito com a sustentabilidade da dívida pública (apesar de haver sinais de insustentabilidade em alguns países). A partir do início de 2010, depois de se tornarem evidentes os problemas financeiros da Grécia, perante as mensagens equívocas dos governos alemão e francês sobre um eventual incumprimento grego, e face ao forte crescimento das dívidas públicas resultante da crise financeira de 2007/2008, os investidores internacionais passaram a assumir como real a possibilidade de perderem dinheiro com títulos da dívida dos países periféricos da zona euro. O resultado foi a chamada "crise das dívidas soberanas", no contexto da qual as taxas de juro sobre os títulos de dívida pública dos países periféricos da zona euro aumentaram de forma acentuada, impossibilitando os Estados respectivos de se financiarem através dos mercados.

Como é sabido, a forte instabilidade financeira na zona euro durou até ao verão de 2012, quando o presidente do BCE, Mario Draghi, ameaçou utilizar os recursos da instituição que dirige para evitar o aumento dos custos de financiamento dos Estados. A partir daí, as taxas de juro dos mercados de dívida soberana foram caindo, ajudados pela disponibilidade de liquidez financeira (decorrente dos avultados apoios ao sector bancário), pela ausência de alternativas mais atractivas de investimento (devido ao desempenho medíocre da economia europeia) e, mais recentemente, pela instabilidade financeira nas economias emergentes.

Os investidores internacionais, por ora, parecem acreditar que as instituições europeias farão tudo para evitar que qualquer Estado Membro entre em falência. No entanto, apesar da queda acentuada verificada no início de 2014, as taxas de juro dos títulos da dívida pública portuguesa a 10 anos mantêm-se acima dos valores observados antes da "crise das dívidas soberanas", próximo dos 5%. Por outras palavras, apesar das circunstâncias internacionais favoráveis, o custo de financiamento do Estado português através dos mercados mantêm-se muito acima dos valores que, segundo o FMI, garantiriam a sustentabilidade da dívida pública portuguesa – mesmo se ignorarmos que as perspectivas de crescimento e de inflação são muito menos favoráveis do que pressupõe o cenário apresentado pelo FMI.

Significa isto que o governo põe de parte a possibilidade de uma "saída limpa" do programa de ajustamento (isto é, sem recurso a mais empréstimos das instituições europeias)? Não.

O governo poderá optar por uma "saída limpa" com objectivos eleitoralistas. A "saída à Irlandesa" seria apresentada como o reconhecimento da "solidez da situação económica e financeira do país" (ou, por outras palavras, do "sucesso do programa de ajustamento") e como significando "o fim do protectorado". Importa, porém, ter presente que tal opção não aumentaria a margem de liberdade das decisões nacionais, pelo contrário: Portugal continuaria refém de uma dívida asfixiante, financiando-se a taxas de juro patentemente insustentáveis. O resultado mais provável deste processo seria o reconhecimento da necessidade de um segundo resgate dentro de algum tempo, logo que as reservas de tesouraria do Estado português se esgotassem.

Nas condições presentes, o Estado português só conseguirá financiamento (isto é, contrair mais dívida) para pagar juros e amortizar a dívida passada em condições menos insustentáveis através de uma intervenção ainda maior das instituições europeias. É aqui que chegamos ao "programa cautelar".

Programa cautelar: o novo nome do programa da troika

De acordo com os documentos do Mecanismo de Estabilidade Europeu (MEE), a quem cabe financiar e gerir estes programas de financiamento, há duas formas de intervenção previstas: o Precautionary Conditioned Credit Line (PCCL, a versão "suave" do programa cautelar) e o Enhanced Conditions Credit Line (ECCL, ou versão "dura"). Ambos têm sido referidos como "programas cautelares". Na verdade, o primeiro corresponde, de facto, a uma linha de crédito cautelar, enquanto o segundo não se distingue substancialmente de um resgate. As diferenças entre a PCCL e a ECCL são as seguintes:
  • O acesso ao PCCL (a versão "suave") pressupõe que os Estados já se financiam nos mercados em condições que asseguram a sustentabilidade da dívida pública. Para além desta condição, o recurso ao PCCL pressupõe que o país apresenta uma posição sustentável das contas externas e um sistema financeiro estável. Caso os Estados cumpram tais condições, o MEE poderá, para além de conceder um empréstimo ao Estado português, participar nas emissões de dívida pública (o chamado "mercado primário"), adquirindo até 50% da dívida emitida, para reduzir o risco de uma emissão mal sucedida. Isto significa que o Estado pode financiar-se através dos mercados, ainda que de forma assistida.
  • O ECCL (a versão "dura") está previsto para países que não cumpram alguma das condições para aceder ao PCCL. Neste caso, a intervenção do MEE faz-se através de um empréstimo, ficando o Estado em causa obrigado a adotar "medidas corretivas". Esta solução dispensa, no imediato, o recurso ao financiamento através dos mercados por parte do Estado durante o período de duração do programa.
Em ambos os casos terá de ser assinado um Memorando de Entendimento e o Estado português ficará sujeito a uma "supervisão reforçada" durante a vigência do programa (12 meses, prorrogáveis por mais dois períodos de 6 meses), para além de se comprometer a cumprir as orientações europeias em matéria orçamental (incluindo o Tratado Orçamental).

A forma vaga e até ambígua como estão redigidos os documentos oficiais do MEE, associada à incerteza sobre a evolução da situação económica e financeira, não permitem antecipar qual a solução que as instituições europeias e o governo português quererão adoptar, caso seja posta de lado a hipótese de uma "saída limpa". Tudo dependerá da evolução económica e financeira até lá, bem como da flexibilidade com que forem interpretados os critérios atrás descritos.
Se as seguintes condições se verificarem até Abril será mais provável a negociação de um PCCL (a versão "suave" de um programa cautelar):
  • Os indicadores macroeconómicos não se degradam;
  • As taxas de juro da dívida a 10 anos nos mercados secundários mantêm-se em torno ou abaixo de 5%;
  • O Estado português emite dívida a 10 anos através de um leilão aberto (em vez de uma operação contratada com um sindicato bancário, como aconteceu em Fevereiro de 2014), obtendo taxas de juro em torno ou abaixo de 5%; e
  • Não são dados sinais de fragilidade do sistema bancário até Maio.
Note-se que a verificação destas condições não significa que os critérios previstos para um país ter acesso ao PCCL estão cumpridas (no caso português, continuaria a ser questionável a sustentabilidade das dívidas pública e externa), mas poderia ser o suficiente para que os dirigentes europeus concedessem esse "prémio" ao governo português.

De facto, do ponto de vista político, para o governo português seria mais vantajoso o PCCL (a versão "suave" do programa cautelar) do que o ECCL (a versão "dura"): o acesso ao PCCL seria apresentado como a opção que implica "menos interferência externa" e como um "reconhecimento esforços dos portugueses" por parte das instituições europeias.

Do ponto de vista das condições de financiamento do Estado, o PCCL seria distinto do ECCL caso o governo optasse por solicitar ao MEE a intervenção no mercado primário de dívida, em vez de se limitar a solicitar um empréstimo. A disponibilidade do MEE para intervir no mercado primário permitiria ao Estado português financiar-se (pelo menos parcialmente) junto de investidores internacionais, o que poderia ajudar a atrair outros investidores no futuro, facilitando o financiamento por esta via. No entanto, é expectável que as condições exigidas pelos investidores internacionais para adquirir títulos da dívida portuguesa seriam menos favoráveis às que estariam associadas a um simples empréstimo do MEE ao Estado Português.

Nesse sentido, só num cenário de queda muito significativa dos juros a opção pelo PCCL (a versão "suave") poderia revelar-se mais vantajosa do ponto de vista financeiro para o país do que o acesso ao ECCL (a versão "dura"). Haverá quem argumente que o PCCL seria preferível na medida em que implicaria menor interferência externa nas decisões nacionais. No entanto, o acesso a qualquer um dos tipos de programa pressupõe sempre a negociação de um novo Memorando de Entendimento, acarretando condicionalidades sobre as políticas nacionais. Num caso ou noutro, tratar-se-á sempre de impor reduções substanciais e permanentes de despesa – ou seja, a delapidação da educação, da saúde e da protecção social públicas.

Em resumo, por razões eleitoralistas, o governo preferirá uma "saída limpa" a um programa cautelar e, caso opte pelo segundo, preferirá uma "versão suave" a uma "versão dura" do programa. Mas as alternativas que são preferíveis para o governo são também as mais desajustadas do ponto de vista financeiro: os juros mais elevados acabariam por traduzir-se mais tarde em austeridade reforçada. As escolhas para o governo parecem estar reduzidas a isto: austeridade auto-imposta ou austeridade assistida.

As alternativas à destruição do Estado Social, dos direitos laborais e da democracia portuguesa

A inversão do caminho da devastação social e económica não passa nem por uma "saída limpa" nem por um programa cautelar. Portugal precisa de uma reestruturação da dívida pública portuguesa que seja consentânea com uma política de relançamento do emprego, de valorização do trabalho e de restabelecimento dos direitos que asseguram uma sociedade decente. Tal restruturação implica: um significativo corte sobre o capital em dívida, da ordem dos 50% a 60% (isentando os pequenos aforradores e instituições públicas); uma extensão das maturidades (no mínimo 40 anos) e taxas de juro indexadas ao ritmo de crescimento económico.

Não podemos aceitar a perpetuação de Memorandos de Entendimento que empobrecem a economia, a sociedade e a democracia – e que não resolvem os desequilíbrios macroeconómicos, nem os problemas estruturais que estão na base da crise da zona euro. A solução para a disfuncionalidade da União Económica e Monetária europeia não passará pela destruição dos princípios democráticos e dos direitos sociais e laborais que levaram décadas a construir.»


(Comunicado do Congresso Democrático das Alternativas, ontem divulgado)


ladroesdebicicletas.blogspot.pt

O VERÃO DE 2014 VAI SER MUITO QUENTE - EXPLICANDO O PORQUÊ DE TANTO CALOR NESTE VERÃO DE 2014

EXPLICANDO O PORQUÊ DE TANTO CALOR NESTE VERÃO DE 2014

 
No início de janeiro a Terra esteve a cerca de 5 milhões quilômetros mais perto do Sol

O porquê desta cruel onda de calor

PUBLICADO . EM CIÊNCIA & TECNOLOGIA

Em 4 de janeiro de 2014 aconteceu a passagem da Terra pelo periélio de sua órbita em torno do Sol, às 9h00. O periélio é o ponto de menor afastamento entre a Terra e o Sol. Nesse instante a distância que nos separa do astro-rei é de 147.104.613 Kms. A órbita anual da Terra em torno do Sol vai ao seu ponto mais próximo do Sol, a uma distância de 0,98 UA, lembrando que 1 UA é de aproximadamente 150 milhões de quilômetros.

 
A distância entre a Terra e o Sol varia ao longo do ano porque a sua órbita tem uma forma ligeiramente oval. Como resultado, esse momento marca o ponto do ano em que o Sol parece maior no céu e é quando a Terra recebe mais radiação solar. Na prática, no entanto, esse efeito é extremamente pequeno. A órbita da Terra é quase exatamente circular e sua distância do Sol varia em apenas cerca de 3% ao longo do ano.

 

O que é periélio?

É quando a Terra está mais próxima do Sol. Seu oposto é o afélio que ocorre em julho de cada ano.

Esse evento foi observado no século 16, quando Johannes Kepler apresentou provas mostrando que os planetas orbitam o Sol em elipses ligeiramente alongadas, e não em círculos.

O termo periélio também é usado quando se trata de cometas. O ponto de maior aproximação do Sol e de um cometa é chamado de periélio desse cometa.

Mas não se iludam, fora desse período vai ser muito frio!!! Vamos ser um planeta de extremos...


militanciaviva.blogspot.pt


Desfalque de 38 mil euros dá multas de 16 mil? E penas a "fingir"? O crime compensa. GEBALIS MAIS UM ANTRO DE DESFALQUES E CORRUPÇÃO. Talvez assim os portugueses percebam para que servem as empresas municipais. Para albergar criminosos dos partidos, sem emprego, sem escrúpulos, incompetentes e para desviar e esbanjar dinheiro público, e ainda favorecer amigos.

Desfalque de 38 mil euros dá multas de 16 mil? E penas a "fingir"? O crime compensa.


apodrecetuga.blogspot.pt

GEBALIS MAIS UM ANTRO DE DESFALQUES E CORRUPÇÃO.
Talvez assim os portugueses percebam para que servem as empresas municipais. 
Para albergar criminosos dos partidos, sem emprego, sem escrúpulos, incompetentes e para desviar e esbanjar dinheiro público, e ainda favorecer amigos.
Neste caso há condenados... será? Condenados a quê? Foi feita justiça? Desviam mais de 38 mil euros, pagam menos de metade em multas e ainda ficam com saldo positivo.
Os próprios arguidos estranharam que a Gebalis, não tenha exigido a devolução do dinheiro desviado. E que tal processar a Gebalis, por não defender o interesse público?

AS PENAS " (03 Fev, 2014) Mário Peças, ex-administrador da empresa, foi condenado a três anos e nove meses prisão sendo a pena suspensa se pagar 10 mil euros. Já o ex-deputado Ismael Pimentel foi condenado a três anos e três meses também com pena suspensa mediante o pagamento de seis mil euros. Um terceiro arguido, foi sentenciado a dois anos e nove meses, também com pena suspensa. fonte  com video. 
Neste video veja a advogada da Gebalis, (ao minuto 1.50) afirmar que está contente porque foi feita justiça? Somos pouco exigentes, essa é que é a verdade.

OS CRIMES: GASTAM38 MIL EUROS  PARA IR VER SE AS OBRAS ESTAVAM FEITAS?
Mário Peças, ex-administrador da empresa municipal de gestão dos bairros municipais de Lisboa, Ismael Pimentel, ex-deputado do CDS-PP estão acusados pelo Ministério Público de peculato e falsificação, num alegado esquema de “falsificação de cheques para se apropriarem de dinheiro da Gebalis".
O ex-deputado Ismael Pimentel admitiu hoje em tribunal que recebeu de um ex-administrador da empresa municipal Gebalis 38.500 euros para ir para o terreno verificar se tinham sido realizadas centenas de obras em bairros lisboetas, entre 2002 e 2004.

Mário Peças explicou que, em 2006, quando assumiu funções como administrador executivo e passou a tutelar as obras, se deparou com "situações anómalas" ocorridas entre 2002 e 2004, período em que foram gastos "30 milhões de euros" em obras exteriores nos bairros geridos pela Gebalis.
Por "iniciativa própria" e sem dar conhecimento aos outros elementos do conselho de administração da empresa municipal, o arguido "convidou" Ismael Pimentel, que "atravessava dificuldades financeiras", para que este servisse de fiscal e fosse ao terreno confirmar se as obras que haviam sido faturadas foram realmente executadas.
Mário Peças justificou esta atitude, entre outras razões, com o facto de querer "manter o sigilo" da operação, acrescentando que entregou ao ex-deputado faturas relativas a "200 ou 300" obras.

Ismael Pimentel, por seu lado, explicou que, "como não se via num bairro social", tendo em conta a sua fisionomia e a "perigosidade" de alguns locais, mas como "queria ajudar" o ex-administrador da Gebalis na "eficácia" da operação, indicou o arguido Jorge Lopes para ir aos bairros, por se tratar de "uma pessoa da sua total confiança".
O ex-deputado assumiu hoje em tribunal ter recebido "quatro a cinco molhos de faturas", acrescentando que "coordenava" a vistoria e tratava diretamente o dossiê com Mário Peças, enquanto Jorge Lopes fez "todo o trabalho de campo".

O valor de cerca de 38 mil euros foi "conversado" entre Mário Peças e Ismael Pimentel, tendo em conta os "sete a dez meses de trabalho, as deslocações, a alimentação e o grau de perigosidade" de alguns bairros. Ao fim de três meses, o trabalho terminou, quando o ex-administrador "verificou" que, efetivamente, as principais obras tinham sido mesmo feitas. Apesar disso, foram emitidos dois cheques pela Gebalis - no valor total de perto de 38.500 euros - em nome de Jorge Lopes que, segundo o ex-deputado, lhe foram entregues pelo próprio, tendo sido depositados numa conta sua.
"O Jorge Lopes devolveu-me os cheques e eu depositei-os numa conta minha porque ele me pediu. Depois procedemos a um acerto de contas de umas dívidas e de uns adiantamentos que lhe tinha feito, mas entreguei-lhe perto de 15 mil euros", afirmou Ismael Pimentel.
Mário Peças, o ex-presidente da empresa, Francisco Ribeiro, e outra ex-administradora, Clara Costa, respondem noutro processo por peculato e administração danosa por alegado uso indevido dos cartões de crédito da Gebalis, entre 2006 e 2007. fonte 

Os exemplos de abusos na Gebalis, são vários
"Empresário factura milhões na Gebalis
"A empresa de Manuel Nápoles, militante do PSD de Gondomar e apoiante de Durão Barroso, facturou com a Gebalis 19,3 milhões de euros entre 2003 e 2008.Só de Março de 2006 a Outubro de 2007, a Hidrauli Concept encaixou quase 4,7 milhões de euros em trabalhos extra, "um valor em mais de seis vezes superior ao valor contratualizado para a ‘avença [fixada]’", segundo a acção cível da empresa contra os seus ex-gestores. O contrato está sob investigação do Ministério Público".
Em Junho de 2006, Manuel Nápoles utilizou, segundo o Ministério Público, seis noites de alojamento no Hotel The Lake Resort, em Vilamoura. Custo, de 507 euros, foi pago por Mário Peças, gestor da Gebalis.Artigo mais completo naFONTE
Site da Gebalis , empresa responsável pela gestão dos bairros sociais da Câmara de Lisboa. 
Ainda bem que o site tem um código de ética da empresa , pode ser que alguém o leia.

"Gestores gastaram 64 mil euros em almoços
Imaginem quantos cartões de credito são distribuídos por este país fora, a funcionários sem moral e ética, imagine quantos dinheiros públicos são usados para se viver vidas de luxos e ainda distribuir por amigos e empregados.
A IMPUNIDADE, A PROMISCUIDADE E O ABUSO EM TODO O SEU ESPLENDOR.
O artigo é longo mas, porque contém a lista das almoçaradas, vale a pena. ( No final veja a listagem dos gastos em almoçaradas e veja bem as gorjetas generosas com o dinheiro alheio?)

O relatório da Polícia Judiciária sobre a gestão da Gebalis,  é devastador para a administração de Francisco Ribeiro, Clara Costa e Mário Peças, então presidente e vogais da empresa responsável pela gestão dos bairros sociais da Câmara de Lisboa.
Suspeitos da prática dos crimes de abuso de poder, administração danosa, participação económica em negócio e peculato, os três ex-administradores da Gebalis foram ontem acusados.
Só em restaurantes foi gasto, em 2006 e 2007, um total de 64 413 euros em 621 refeições. Mas o clima de despesismo compulsivo não se fica por aqui. Aliás, a Gebalis fechou as contas com um prejuízo de 4,97 milhões de euros.
Utilizaram os meios financeiros que tiveram ao seu dispor, adquirindo bens de luxo (gourmet), aquisição de DVD com fins lúdicos, aquisição de livros, não só técnicos, mas de romances e ficção, e CD de música, resultando na utilização de avultadas quantias em dinheiro para seu usufruto pessoal.'
REFEIÇÕES EM RESTAURANTES DE LUXO A LONGA LISTA
E ENQUANTO POLVO COME O POVO PASSA FOME.
MÁRIO PEÇAS
RESTAURANTE
DATA/HORA
VALOR
Porto Sta Maria (Guincho)
11-02-006 / 17h12
134,50 euros+10,5 euros gratificação 
Porto Sta Maria ( Guincho)
05-03-2006 / 17h09
304,40 euros + 25,6 euros gratificação
Porto Sta Maria ( Guincho)
29-04-2006 / 15h10
233.55 euros + 16,45 euros gratificação 
Porto Sta Maria (Guincho)
21-05-2006 / 16h05
237.75 euros + 12,25 euros gratificação 
Porto Sta Maria (Guincho) 
10-06-2006 / 15h20 
217.60euros + 12,4 euros gratificação
Porto Sta Maria ( Guincho) 
13-06-2006 / 15h32
261.70 euros + 18,3 euros gratificação 
Porto Sta Maria ( Guincho) 
09-07-2006 / 15h37 
253.20 euros + 16,8 euros gratificação 
Porto Sta Maria ( Guincho) 
27-08-2006 / 15h23
247.85 euros + 22, 55 euros de gratificação 
Porto Sta Maria ( Guincho) 
11-11-2006 / 16h56
372.35 euros + 27,65 euros gratificação 
Porto Sta Maria (Guincho) 
25-11-2006 / 16h25 
305.40 euros + 24,6 euros gratificação 
Porto Sta Maria ( Guincho) 
14-01-2007 / 16h35 
281.20euros + 38,8 euros gratificação 
Porto Sta Maria ( Guincho) 
05-05-2007 / 16h25 
325 euros + 25 euros gratificação 
Porto Sta Maria ( Guincho) 
13-06-2007 / 16h01
287.30 euros + 22,7 euros gratificação 
Porto Sta Maria ( Guincho) 
29-09-2007 / 14h43
251.45 euros + 28,55 euros gratificação 
Porto Sta Maria (Guincho) 
20-10-2007 / 16h11 
310.85 euros + 29,15 euros gratificação 
Gambrinus (Luxo)
01-12-2006 / 16h09 
223.50 euros + 16,5 euros gratificação 
Gambrinus (Luxo)
04-12-2006 / 15h58 
142 euros + 18 euros gratificação 
Gambrinus (Luxo) 
14-12-2006 / 16h42 
471.20 euros + 28,8 euros gratificação 
Gambrinus (Luxo) 
05-01-2007 / 15h27 
206.50 euros +23,5 euros gratificação 
Gambrinus (Luxo) 
29-01-2007 / 16h52 
262.50 euros + 27,5 euros gratificação 
Gambrinus (Luxo)
01-03-2007 / 15h36 
212.50 euros + 17,5 euros gratificação 
Gambrinus (Luxo) 
08-03-2007 / 15h42 
225 euros + 25 euros gratificação 
Gambrinus (Luxo)
10-03-2007 / 15h04 
180.890 euros + 39,1 euros gratificação 
Gambrinus (Luxo) 
27-03-2007 / 21h50 
147 euros + 15 euros gratificação 
Gambrinus (Luxo) 
28-03-2007 / 14h54 
185.30 euros +14,7 euros gratificação 
Gambrinus (Luxo) 
 18-04-2007 / 16h00
458.60 euros + 21,3 euros gratificação 
Gambrinus (Luxo) 
 25-05-2007 / 14h59
318 euros +32 euros gratificação 
Gambrinus (Luxo) 
12-06-2007 / 22h52
206.90 euros + 13,1 euros gratificação
Gambrinus (Luxo) 
 25-07-2007 / 15h13
129.40 euros + 15 euros gratificação 
Gambrinus (Luxo) 
 01-08-2007 / 16h06
209.40 euros + 10,6 euros gratificação 
Gambrinus (Luxo) 
28-08-2007 / 15h25 
167.60 euros + 15 euros gratificação 
Gambrinus (Luxo) 
 29- 08- 2007 / 14h56 
141 euros + 19 euros gratificação 
Gambrinus (Luxo) 
18-09-2007 / 15h56 
217.30 euros + 22,7 euros gratificação 
Gambrinus (Luxo) 
17-10-2007 / 15h38 
 151 euros
 Varanda da União
 s/ data
106 euros + 9 euros gratificação 
Varanda da União
 20-02-2006
137.75 euros + 12,25 euros gratificação 
 Varanda da União
 16-03-2006
212 euros + 18 euros gratificação
Varanda da União
 29-05-2006
141.50 euros + 13,5 euros gratificação
 Varanda da União
 26-06-2006
90 euros + 10 euros gratificação
 Varanda da União
 30-10-2006
817 euros + 53 euros gratificação
 Varanda da União
 29-11-2006
112 euros + 13 euros gratificação
Varanda da União 
 18-12-2006
223.25 euros + 21.75 euros gratificação
 Varanda da União
 10-04-2007
204 euros + 16 euros gratificação
Varanda da União 
 17-04-2007
110 euros + 10 euros gratificação
 Varanda da União
 10-08-2007
153.25 euros + 16.75 euros gratificação
 António do Barrote
03-08-2006
125.95 euros + 14.05 euros gratificação
 António do Barrote
 17-08-2006
208.95 euros + 11.05 euros gratificação 
 António do Barrote
 18-01-2007
144.50 euros + 15.5 euros gratificação 
 António do Barrote
 13-03-2007
188.85 euros + 21.15 euros gratificação 
 António do Barrote
 29-05-2007
160.85 euros +  14. 15 euros gratificação
Sabores, Artes, Imagens (Parque das Nações)
01-09-2006 
96.10 euros + 8,9 euros gratificação 
 Sabores, Artes, Imagens (Parque das Nações)
07-09-2006 
65 euros + 5 euros gratificação 
Restaurante o Terreiro do Paço 
 31-10-2006
213.30 euros + 11,7 euros gratificação 
 O Nobre
 02-11-2006
190 euros + 9,12 euros gratificação 
 O Nobre
 13-11-2006
149.30 euros + 10.7 euros gratificação 
 Jardim Visconde da Luz (Cascais)
 05-11-2006
198.90 euros + 11,1 euros gratificação 
 Rstaurante A Gondola
15-11-2006 
105.30euros + 24.7 euros gratificação 
 Atanvá
 30-11-2006
89.70 euros + 5,3 euros gratificação 
 Atanvá
 29-03-2007
194.70 euros + 25.3 euros gratificação 
 Atanvá
 30-07-2007
62.20 euros +  17,8 euros gratificação
 Atanvá
 16-08-2007
62.30 euros +   7,7 euros gratificação
 Atanvá
 27-08-2007
72.55 euros +  7,45 euros gratificação
 Atanvá
 28-08-2007
114.50 euros +  10.5 euros gratificação
 Atanvá
 13-09-2007
152.90 euros + 17,1 euros gratificação
 Atanvá
 11-10-2007
 56.80 euros + 8,2 euros gratificação 
 Antavá
23-10-2007 
73.55 euros + 6.45 euros gartificação
Restaurante Paberesbares 
12-12-2006 
131.50 euros + 13.5 euros gratificação 
Restaurante Paberesbares 
03-10-2007 
113 euros + 17 euros gratificação  
Restaurante O Cortador
 13-12-2006
 152.20 euros + 17,8  euros gratificação
 O Jacinto
 15-12-2006 
125 euros + 15 euros gratificação 
  O Jacinto
17-12-2006
 98.95 euros + 10.05 euros gratificação
  O Jacinto
11-04-2007 
158.65 euros +   11.35 euros gratificação
 Tico Tico
 11-03-2007
 97.95 euros + 12.05 euros gratificação
 A Laurentina
13-04-2007 
61.20 euros +  13.8 euros gratificação
 Taberna Ibérica
 04-06-2007 
199.60 euros +  20.4 euros gratificação
 O Mercado do Peixe
 14-06-2007
 160.68 euros + 17.32 euros gratificação
 Le Petit
26-07-2007 
68.20 euros +  6.8 euros gratificação
 O Polícia
22-08-2007 
152.20 euros + 17,8 euros gratificação 
 Casa Gallega
16-08-2007 
227.90 euros +  7.1 euros gratificação
 Marisqueira Cais Sodré
19-09-2007 
89.10 euros  + 10.9 euros gratificação
 Belcanto
 27-09-2007
102 euros  + 13 euros gratificação
 Belcanto
 24-10-2007
 77 euros + 8 euros gratificação
 1º Direito
04-10-2007 
57 euros + 6 euros gratificação 
 O Galito
29-10-2007 
57.55 euros +  7.45 euros gratificação
 Ritz Four Seasons (Lisboa)
20-07-2006 
321.75 euros +  28.25 euros gratificação
 Ritz Four Seasons (Lisboa)
 25-01-2007
110 euros  
 Sete Mares
 16-04-2007
 510.45 euros + 39.55  euros gratificação
 Sete Mares
 25-07-2007
 251.25 euros + 18.75 euros gratificação
 Vela Latina
31-03-2006 
99.60 euros + 11,4 euros gratificação 
 Tertúlia do Paço
20-03-2006 
112.20 euros + 7.8 euros gratificação 
 Restaurante XL
27-03-2006 
106.05 euros + 8.95 euros gratificação 
 Gambrinus (Luxo)
08-05-2007 / 15h43 
170.10 euros + 14,9 euros gratificação 
 Restaurante Paberesbares
s/ data 
130.50 euros +9.5 euros gratificação 
Varanda da União
06-09-2006 
102.25 euros + 7.75 euros