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quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

O BEIJINHO CURA



«O que eu penso das praxes», por António Louçã António Louçã (n. 1955) é historiador e jornalista. Licenciou-se em História na Faculdade de Letras de Lisboa, em 1979, e fez o Mestrado em História Contemporânea de Portugal em 2000, com uma tese sobre Portugal e o ouro nazi. É colaborador e redactor de diversas publicações periódicas desde 1974. Foi correspondente do Diário Popular em Madrid em 1979, director da revista Versus entre 1983 e 1987, chefe de redacção da Semana Informática em Lisboa e correspondente em Berlim entre 1989 e 1994, editor da revista História em 2000. É jornalista da RTP desde 2001. Venceu, com Sofia Leite, o Grande Prémio Gazeta 2008 de Jornalismo. Tem vários livros publicados.

«O que eu penso das praxes», por António Louçã

António Louçã (n. 1955) é historiador e jornalista. Licenciou-se em História na Faculdade de Letras de Lisboa, em 1979, e fez o Mestrado em História Contemporânea de Portugal em 2000, com uma tese sobre Portugal e o ouro nazi. É colaborador e redactor de diversas publicações periódicas desde 1974. Foi correspondente do Diário Popular em Madrid em 1979, director da revista Versus entre 1983 e 1987, chefe de redacção da Semana Informática em Lisboa e correspondente em Berlim entre 1989 e 1994, editor da revista História em 2000. É jornalista da RTP desde 2001. Venceu, com Sofia Leite, o Grande Prémio Gazeta 2008 de Jornalismo. Tem vários livros publicados.

GREGARISMO PRAXISTA OU ACÇÃO COLECTIVA E SOLIDÁRIA?

Pedem-me umas linhas sobre a praxe e custa-me a escrevê-las. Não devia custar, porque andei na Universidade nos anos 70 do século passado. Como tradição, a praxe seria, supostamente, mais viva nessa época distante e ter-se-ia, supostamente, diluído nos nossos tempos de globalização e de internet.

Mas a suposição é falsa. Naquele tempo de universidade que era o meu, nunca vi praxe alguma nem nada que cheirasse, remotamente, sequer à praxe actual. Aquele tempo tinha, por certo, as suas tradições: as do movimento estudantil, contra a reforma de Veiga Simão, contra os gorilas nas faculdades, contra a ditadura fascista, contra a guerra colonial, contra o genocídio imperialista no Vietname.

Quem hoje vê estudantes trajando de negro como bandos de corvos não consegue reprimir a ideia de que a tradição já não é o que era. Esta “tradição” é coisa muito recente. Ela foi tão fabricada pelas conveniências da política dominante nos nossos dias como a “tradicional” indumentária vermelha do Pai Natal foi fabricada pela Coca-Cola.

A praxe é bem a antítese artificial de tradições solidárias e combativas, internacionalistas e libertárias, que identificaram a juventude do século XX, em vagas sucessivas até ao ponto culminante de Maio de 68. Onde ali prevalecia a acção de massas por um mundo novo, aqui sobressai a mesquinhez dos tiranetes de trazer por casa, o abuso de poder por parte das almas de lacaios, o desforrar-se para baixo por parte de quem habitualmente se desbarreta para cima.

E, no entanto ...

No entanto, esta mentira, para ser mentira, tem de trazer à mistura qualquer coisa de verdade. A praxe combina o individualismo tacanho e egoísta com um gregarismo atávico e primitivo, tirbutário da psicologia do rebanho – como as claques futebolísticas, como os fanatismos religiosos. E, no entanto, foi no meio das claques futebolísticas que a resistência ucraniana pôde jogar em casa contra os ocupantes nazis, foi no meio delas que despontaram algumas das primeiras grandes manifestações contra a ditadura argentina de 1976-1982. Os e as estudantes com sentido crítico, que hoje são uma pequena vanguarda na resistência aos tiques autoritários das praxes, não têm de desanimar por se sentirem, temporariamente, em minoria. À mínima viragem no ambiente, a acção colectiva pelas aspirações sociais da grande massa virá, como a velha toupeira que fez o seu caminho, irromper sob a carcaça do gregarismo praxista.

Ateísmo: uma questão de fé Sim, sou ateu. Não creio na existência de um Deus onipotente, onisciente e onipresente, criador de todo o Universo, que controla a queda de cada folha, em cada árvore no planeta Terra, e que observa atentamente a vida de todos os seres humanos (curiosamente, também habitantes do pequeno planeta Terra).

Ateísmo: uma questão de fé


Sim, sou ateu. Não creio na existência de um Deus omnipotente, omnisciente e omnipresente, criador de todo o Universo, que controla a queda de cada folha, em cada árvore no planeta Terra, e que observa atentamente a vida de todos os seres humanos (curiosamente, também habitantes do pequeno planeta Terra).

Do ponto de vista científico, só podemos afirmar a existência daquilo que podemos ver, tocar, ou, de algum modo, detectar. Assim funciona a ciência: a existência de microrganismos era uma hipótese, até que foi possível observá-los em microscópios. Também a existência de vida em ambientes muito inóspitos, como em crateras vulcânicas e fossas abissais era tida como impossível, até poder ser observada por equipamentos especiais. Da mesma forma, o tal bóson de Higgs!!! - mesmo tendo sido previsto teoricamente, foi necessário construir um aparato enorme para, enfim, podermos confirmar a sua existência. 

Não podemos, entretanto, negar a existência daquilo que não podemos (ainda) observar. Algumas pessoas afirmam que já viram espíritos, duendes ou seres extraterrestres... um canal de TV recentemente exibiu imagens que, supostamente, comprovam a existência de sereias (ou seres humanoides que vivem em águas profundas). Tudo isso é possível! - pode ser que existam, assim como pode ser que não existam. Não podemos afirmar nada, até que esses fenômenos possam ser observados por equipes independentes ou, ao menos, que possam apresentar registros incontestáveis. Infelizmente, não sei bem por que, todos os registros de espíritos, duendes, sereias e seres extraterrestres feitos até o momento são contestáveis: imagens borradas, que podem ter sido manipuladas, ou relatos subjetivos e inconclusivos.

Existe, portanto, um espaço imenso, que compreende tudo aquilo que a ciência não pode nem afirmar nem negar. Esse é o domínio da fé.

A ciência da cosmologia, através da teoria do Big Bang, é capaz de descrever com grande precisão cada passo da evolução do Universo, desde (quase) o seu momento inicial até o presente. Nessa teoria, não há um Deus criador do Universo. Tudo acontece como uma sequência de interações físicas, descritas precisamente por modelos matemáticos. Entretanto, tais modelos falham quando nos aproximamos do instante inicial, o momento exato onde tudo começa. A ciência não é capaz de dizer nada sobre o que aconteceu antes do Big Bang. Na verdade, os físicos dizem que não existe o "antes do Big Bang", porque o próprio tempo foi criado após o Big Bang...

É nesse ponto que os religiosos pulam da cadeira, e dizem: tá vendo aí! - Deus pôs um limite à visão do homem! - esse é o momento da criação, que só Deus é capaz de entender! - o que os cientistas chamam de "Big Bang" nada mais é do que a comprovação do momento da Criação! - Deus é eterno, e existia antes da Criação!... Do outro lado, os ateus também pulam da cadeira e respondem: Ah! mas isso não prova nada! - e o que existia antes de Deus? - quem criou Deus???

O fato é que, nesse ponto, temos que fazer uma escolha arbitrária. Uma escolha que é pessoal, íntima, e que depende exclusivamente da nossa fé: do conjunto das coisas em que acreditamos, ou que estamos dispostos a acreditar. Quando tratamos de assuntos que não podem ser provados pela razão, todos os argumentos passam a ser falhos, inconclusivos, e toda discussão passa a ser inútil.

Sim, acredito na possibilidade da existência de espíritos e da vida extraterrestre. Mesmo sem evidências científicas, parece-me plausível tal possibilidade. Mas não acredito na existência do Deus criador, pois não me parece plausível que um ser tão poderoso, que criou um Universo imenso, dedique tanto interesse pelos habitantes de um planetinha tão insignificante. Essa é a minha fé.

Se você se sente mais confortável com a hipótese da existência do Deus criador... bom para você.
Se você acredita em um Deus que tem outro nome, ou outras características... bom pra você
Se você (como eu) prefere acreditar na hipótese da inexistência do Deus criador... bom para você também!

Seja qual for a sua escolha, entenda que é uma questão de fé. Você jamais será capaz de defendê-la com argumentos, sejam científicos ou teológicos.

A sua escolha não é a mais inteligente. Os que fizeram uma escolha contrária não são ignorantes.


fprudente.blogspot.pt

ESTA FOTOGALERIA APOSTO QUE VOCÊ VAI ADORAR - Famosos sob o disfarce de animais

Famosos sob o disfarce de animais

postsabeiramar.blogspot.pt
O grupo alemão TeNeues lançou um álbum incomum com "Faces de Famosos" que mistura o culto às estrelas com uma fina ironia. O livro trás animais de estimação apresentados na forma de imagens reconhecíveis de figuras modernas da cultura pop, cinema e show business. O resultado foi muito engraçado. E o mais engraçado é fazer uma brincadeirinha tentando identificar cada um deles antes de ver a legenda. Vamos brincar? 

 
Capitão Jack Sparrow


Audrey Hepburn


Ernesto Che Guevara


Michael Jackson


Albert Einstein


Austin Powers


Karl Lagerfeld


Ozzy Osbourne



Elvis Presley


Grace Kelly


Bob Marley


Yoda


Katy Perry


ABBA


Lady Gaga


Amy Winehouse


Dolly Parton


Jimi Hendrix


Charlie Chaplin


John Wayne


Sid Vicious


David Bowie


Mr. T


Gene Simmons (Kiss) 


Dame Edna Everage


Madre Teresa de Calcutá



Tommy Cooper


Mao Tsé-Tung


Mr. Spock 

















 Churchill

VOCÊ GOSTA DE IMAGENS LINDAS !? ENTÃO VEJA ESTAS !




É essa a foto ai debaixo. A foto da polêmica. Sorte do fotógrafo? coincidência? ou, como alguns dizem: o sorriso de Deus?


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