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domingo, 9 de fevereiro de 2014

NEGÓCIOS EM PAREDES Negócios que envolveram venda do terreno considerados nulos Tribunal da Relação devolve Estádio das Laranjeiras ao União de Paredes O Tribunal da Relação do Porto considerou nulos todos os negócios que envolveram o terreno onde está construído o Estádio das Laranjeiras, "casa" do União Sport Clube de Paredes (USCP) durante mais de 80 anos, efectuados depois de este ter sido penhorado por um jogador a quem o clube devia dinheiro.

NEGÓCIOS EM PAREDES


Negócios que envolveram venda do terreno considerados nulos
Tribunal da Relação devolve Estádio das Laranjeiras ao União de Paredes
O Tribunal da Relação do Porto considerou nulos todos os negócios que 
envolveram o terreno onde está construído o Estádio das Laranjeiras,
"casa" do União Sport Clube de Paredes (USCP) durante mais de 80
anos, efectuados depois de este ter sido penhorado por um jogador 
a quem o clube devia dinheiro.

Entre os negócios anulados está a venda, por parte da Câmara Municipal
de Paredes, daquele espaço à Guedol, empresa que pretendia
construir um centro comercial.

Na sentença decretada no último dia 20, o mesmo Tribunal ordena que o 
estádio seja devolvido ao USCP. Esta decisão vai contra a que tinha sido
proferida pelos juízes do Tribunal de Paredes e ainda pode ser alvo de
recurso.

Terreno não poderia ter sido penhorado

"Determina-se a restituição do prédio ao réu União Sport Clube de Paredes
e o cancelamento dos registos inerentes à mencionada penhora e
alienações posteriores abrangidas por esta declaração de nulidade", 
lê-se no final acórdão do Tribunal da Relação do Porto.

Nesse documento, os três juízes que analisaram o recurso feito pelos
herdeiros da mulher que, em 1926, doou o terreno ao clube paredense,
consideram que Maria Augusta Ferreira Menezes "doou os terrenos para
estes fins [desportivos e recreativos] e não para quaisquer outros fins"
e que quis "que o bem doado passasse para o seu património caso 
o clube réu se extinguisse enquanto fosse viva ou, não podendo passar
 para si, por nessa altura ter já falecido, para os seus herdeiros".

Deste modo, concluem os magistrados, o terreno do Estádio das
Laranjeiras "não podia ter sido penhorado nem alienado numa execução
do Tribunal do Trabalho de Barcelos" e que esteve na origem de sucessivas
vendas daquele espaço. "Deve-se concluir que a penhora e a alienação
do bem doado no processo executivo do Tribunal do Trabalho de Barcelos
constituíram actos jurídicos proibidos por aquelas disposições legais, 
pelo que os actos de penhora e alienação em sede executiva
enfermam de nulidade", acrescentam os juízes.

Sendo a penhora nula, defende o Tribunal da Relação do Porto, também
todas as vendas que se realizaram em seguida foram nulas, o que faz com
o terreno volte a ser propriedade do União Sport Clube de Paredes. "O réu
clube ainda não se extinguiu, nem foi extinto, pelo que o bem
[terreno do estádio] apenas pode regressar ao património deste clube", 
referem os juízes.

Câmara vendeu espaço para a construção de um centro comercial

Esta decisão é o último episódio de um processo que começou em 1926. 
Nesse ano, Maria Augusta Ferreira Menezes doou o terreno onde estava
construído o Estádio das Laranjeiras ao USCP, definindo no contrato
que o espaço só podia ser utilizado para fins desportivos e recreativos. 
Tudo correu sem sobressaltos até 1997, altura em que um ex-jogador
do União de Penhoras penhorou o estádio para receber dinheiro em dívida.

As "Laranjeiras" acabaram por ser vendidas em hasta pública à Fundação
Nortecoope por cerca de 75 mil euros. Já em 1999, a Câmara Municipal
de Paredes, então presidida por Granja da Fonseca, decidiu comprar o
estádio e chegou à acordo com a Nortecoope.

Apesar destes negócios, o União de Paredes jogou e treinou no Estádio 
das Laranjeiras até 2008, ano que a autarquia, já liderada por 
Celso Ferreira, decidiu vender os terrenos da zona desportiva. A Guedol
ofereceu, então, 8,5 milhões de euros para construir um centro comercial.

No entanto, quando tiveram conhecimento deste negócio, os herdeiros
da mulher que doou o terreno em 1926 avançaram com um processo
judicial para anular a venda. Uma pretensão que o Tribunal de Paredes
lhes negou, mas que o Tribunal da Relação do Porto acabou de
considerar legítima.

Ao mesmo tempo que iam decorrendo estes processos judiciais,
a Guedol faliu sem nunca construir o ambicionado centro comercial.
O Estádio das Laranjeiras, que se encontra abandonado, também foi
hipotecado ao BCP, que emprestou oito milhões de euros à empresa
de construção com sede em Lisboa.

(em O VERDADEIRO OLHAR)

cris-sheandbobbymcgee.blogspot.pt

Jerónimo de Sousa exige que “fiteiro” e “empertigado” primeiro-ministro “reponha aquilo que roubou” O secretário-geral comunista exigiu hoje ao primeiro-ministro que "reponha aquilo que roubou às famílias", num comício em Lisboa no qual apelou ao reforço do voto na Coligação Democrática Unitária (CDU) nas eleições europeias de 25 de maio.

Jerónimo de Sousa exige que “fiteiro” e “empertigado” primeiro-ministro “reponha aquilo que roubou”

O secretário-geral comunista exigiu hoje ao primeiro-ministro que "reponha aquilo que roubou às famílias", num comício em Lisboa no qual apelou ao reforço do voto na Coligação Democrática Unitária (CDU) nas eleições europeias de 25 de maio.
"Veio colocar como uma das suas prioridades de ação o combate ao grave problema da baixa natalidade no país. Que grande fiteiro, camaradas! Cortam nos salários, encarecem a habitação, cortam no abono de família, discriminam as mulheres em função da maternidade e do apoio aos filhos, tornam a vida cada vez mais difícil e, depois, vêm chorar lágrimas de crocodilo por causa da natalidade. Reponha aquilo que roubou às famílias e vai ver que, com certeza, aumenta a natalidade", afirmou Jerónimo de Sousa.

Num discurso de 38 minutos, perante uma plateia de mais de 700 pessoas, no Fórum Lisboa, o líder do PCP voltou a fazer um diagnóstico negativo relativamente à situação económico-social do país, nomeadamente nas áreas da Saúde e da Educação e Ciência e dos direitos dos trabalhadores, criticando a atuação do Presidente da República, o mais vaiado da sessão, mas também do PS.

"Acusamos este Governo e responsabilizamos o Presidente da República e todas as instituições que com eles colaboram de serem autores deste crime social, económico e financeiro que se está a praticar. Um Governo que muda as regras do jogo no meio da partida, que legisla retroativamente contra todos os princípios do direito com a anuência do Presidente da República", disse.

Jerónimo de Sousa aconselhou o líder do executivo da maioria PSD/CDS-PP a ter "vergonha" e a não dizer "aquilo que sabe que é mentira", referindo-se ao alegado esforço de equidade na distribuição das medidas de austeridade.

"Há dias, vimos Passos Coelho, muito empertigado a falar da equidade deste Governo na distribuição dos sacrifícios. Pasme-se, que este foi o Governo que mais pediu aos ricos. Imaginem o riso às gargalhadas que esses senhores do dinheiro, das grandes fortunas, do grande capital, devem ter sentido ao ouvi-lo dizer que tem molestado os ricos. Coitadinhos. Por isso mesmo é que as suas fortunas aumentaram nos últimos anos", afirmou.

Para o também deputado comunista, "é Passos Coelho que se ilude quando julga poder sentenciar e decretar a pobreza perpétua", pois é "tão certo como o dia a seguir à noite que quem há de ser derrotado é este Governo e o povo vencerá, recuperando o que perdeu com a sua luta, intervenção e reclamação".

"Vemos na televisão, no sistema mediático, dominantemente os mesmos, os representantes exclusivos do comentário - em geral, mandatários do bloco direitista dos interesses a debitar 'rebeu-beu-béu', pardais ao ninho', etcetera e tal, sempre dando ares de independentes, com argumentos do Governo e dos grandes centros do capitalismo - a levar a água ao moinho da exploração do trabalho", condenou ainda, pedindo uma "campanha de denúncia dos que, como o PS, se identificam com as conceções federalistas da União Europeia".

Jerónimo de Sousa defendeu que a CDU (que congrega ainda "Os Verdes" e a Intervenção Democrática) precisa de se tornar "mais forte na batalha eleitoral importante" para o Parlamento Europeu.

INFORMAÇÃO DA WEB.SEGURA VIA EMAIL - ESQUEMA FRAUDULENTO PROMETE ROUBAR SENHA DO FACEBOOK hack_conta_facebook Hoje está a circular em larga escala no Facebook um esquema fraudulento que informa aos utilizadores desta rede social que é possível roubar a contra-senha de qualquer utilizador do Facebook.

ESQUEMA FRAUDULENTO PROMETE ROUBAR SENHA DO FACEBOOK

hack_conta_facebook
Hoje está a circular em larga escala no Facebook um esquema fraudulento que informa aos utilizadores desta rede social que é possível roubar a contra-senha de qualquer utilizador do Facebook.
A página web – golelite.com/2014/02/revelador-de-contrasenas-facebook.html – promete hackarqualquer conta do Facebook apenas sabendo o perfil. De seguida, informa o utilizador que tem de executar 6 passos. Entre eles, cito:
1º Copia um determinado código
2º Ir para o perfil do Facebook que quer roubar
3º Entrar no Inspector do Google e pressionar F12
4º Colocar na secção da consola do Chrome
5º Colar o código que copiou no passo 1º
6º Pressionar Enter
hack_facebook_3
Basicamente, informa ao utilizador para colocar código Javascript num editor e executa esse mesmo código.
Neste caso, ao invés de roubar senha de qualquer utilizador do Facebook, este vai percorrer a lista de amigos da conta pessoal e identificá-los num comentário de um post para este esquema. Esta operação torna o post viral (à data deste artigo, o post do Facebook deste esquema já tinha mais de 130.000 comentários).
hack_conta_facebook2
O código malicioso está escrito em Javascript, e está ofuscado, embora tenha encontrado no Pastebinuma versão que pode ser lida de maneira a poder entender um pouco o que faz.
A falha não está propriamente no Facebook mas sim na mentalidade do utilizador que, por falta de atenção/informação, executa o próprio comando que o infecta.
Embora tenha sido escrito e propagado apenas em língua espanhola, são muitos os portugueses que estão a cair nesta fraude.
É importante divulgar esta informação para que o número de vítimas não aumente.


WEB.SEGURA

A ARTE DA CAMUFLAGEM - PARTE II - A lei da natureza é clara: os mais fortes sobrevivem. Entretanto, alguns animais conseguem burlar essa máxima. Sabendo que são frágeis e não sobreviveriam se confrontados por espécies predadoras, eles desenvolveram a capacidade do mimetismo. Com o passar dos anos, sapos, corujas e insetos, dentre outros, dominaram a habilidade de se camuflar em ambientes que têm as mesmas cores e formatos que seus corpos.



  (Foto: Mehmet Karaca)
A lei da natureza é clara: os mais fortes sobrevivem. Entretanto, alguns animais conseguem burlar essa máxima. Sabendo que são frágeis e não sobreviveriam se confrontados por espécies predadoras, eles desenvolveram a capacidade do mimetismo. Com o passar dos anos, sapos, corujas e insetos, dentre outros, dominaram a habilidade de se camuflar em ambientes que têm as mesmas cores e formatos que seus corpos.
  (Foto: reprodução)
Os fotógrafos profissionais e amadores também possuem uma característica especial: eles enxergam arte nos detalhes da vida e da natureza. Assim, muitos deles saem em uma busca minuciosa por esses animais que se escondem tão bem e criam imagens intrigantes e encantadoras. Um deles é o turco  Mehmet Karaca, que flagrou uma borboleta e um camaleão usando suas padronagens parecidas para se camuflarem juntos, na mesma planta.
No fim das contas, os mais espertos sobrevivem. Tanto que muitos predadores aprenderam o mimetismo para capturar suas presas desavisadas. De uma forma ou de outra, nós é que saímos ganhando com a bela sequência de fotos que você vê abaixo. Confira!
  (Foto: reprodução)

 
  (Foto: reprodução)


  (Foto: reprodução)

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 www.mestreshaolin.com.br

A CABRA, ESSE BICHO INCRIVELMENTE TREPADOR

Todo animal de cada espécie tem um nicho diferente, porém as cabras tem um comportamento um tanto esquisito, assim como quase todas espécies de cabras essas que se encontram nas montanhas rochosas dos EUA escalam montanhas muitas delas tão inclinadas que não conseguimos entender como elas conseguem chegar até lá.




















EM ÁFRICA


www.madrugaonline.com

COMO A CORRUPÇÃO NASCE E O POVO É SILENCIADO? Quando os bons se calam os maus avançam, quando não há punição, não há medo... Quando não há medo, roubam-nos tudo, até a capacidade de nos defender-mos.

COMO A CORRUPÇÃO NASCE E O POVO É SILENCIADO?


Quando os bons se calam os maus avançam, quando não há punição, não há medo...
Quando não há medo, roubam-nos tudo, até a capacidade de nos defender-mos.

- Maiakovski, poeta russo escreveu, no início  do século XX :
Na primeira noite, eles aproximam-se e colhem uma flor do nosso jardim.
E não dizemos nada.
Na segunda noite, já não se escondem, pisam as flores, matam o nosso cão.
E não dizemos nada.
Até que um dia, o mais frágil deles, entra sozinho em nossa casa, rouba-nos a lua,
e, conhecendo nosso medo, arranca-nos a voz da garganta.
E porque não dissemos nada, já não podemos dizer nada.
    Maiakovski (1893-1930)

- Depois Bertold Brecht escreveu:
Primeiro levaram os negros
Mas não me importei com isso
Eu não era negro
Em seguida levaram alguns operários
Mas não me importei com isso
Eu também não era operário
Depois prenderam os miseráveis
Mas não me importei com isso
Porque eu não sou miserável
Depois agarraram os desempregados
Mas como eu tenho o meu emprego
Também não me importei
Agora estão me a levar a mim
Mas já é tarde.
Como eu não me importei com ninguém
Ninguém se importa comigo. Já não há ninguém...
       Bertold Brecht (1898-1956)

- Em 1933 Martin Niemöller criou o seguinte poema:
Um dia vieram e levaram meu vizinho que era judeu.
Como não sou judeu, não me incomodei.
No dia seguinte, vieram e levaram o meu outro vizinho que era comunista.
Como não sou comunista, não me incomodei .
No terceiro dia vieram e levaram meu vizinho católico.
Como não sou católico, não me incomodei.
No quarto dia, vieram e me levaram a mim;
já não havia mais ninguém para reclamar…
       Martin Niemöller,(1892-1984)– símbolo da resistência aos nazistas.

- Em 2007 Cláudio Humberto presenteou-nos assim:
Primeiro eles roubaram-nos sinais, mas não fui eu a vítima,
Depois incendiaram os ônibus, mas eu não estava neles;
Depois fecharam ruas, onde não moro;
Fecharam então o portão da favela, que não habito;
Em seguida arrastaram até a morte uma criança, que não era meu filho…
       Cláudio Humberto, em 09 Fevereiro de 2007

- Também Martin Luther King (1929.1968):
O que mais me preocupa não é nem o grito dos violentos, dos corruptos, dos desonestos, dos sem carácter, dos sem ética… o que mais me preocupa é o silêncio dos bons!.

Actualmente...
Um dia bateram-me à porta e anunciaram-me que o governo tinha decidido cortar-me meio subsidio de Natal. Apesar de inconstitucional, compreendi o sacrifício que o Governo me pedia.
Noutro dia bateram à porta do meu pai e anunciaram-lhe que iam cortar meia pensão do Natal. Apesar de considerar que era um roubo, ainda admiti, porque o pais estava em estado de emergência.
Depois bateram-me à porta e anunciaram que me iam tirar dois meses de salário e dois meses de pensão ao meu pai. Depois da estupefacção resignação.
A 7 de Setembro, bateram-me à porta para me anunciar que tiravam 7% do salário para dar 5,75% ao patrão e ficavam com os trocos, em principio para os cofres da Segurança Social.
Desta vez fiquei indignado. Achei que estava a ser roubado e que estavam a transformar os patrões em receptadores do dinheiro roubado. Em reacção, corri para a rua para protestar.
Bateram-me mais uma vez à porta e informaram-me de que o ministro das finanças ia reescalonar as taxas de IRS, de modo a torna-lo mais progressivo.
Imaginando que iam poupar os rendimentos mais baixos e taxar fortemente os mais altos, pensei que o Governo, finalmente, voltava ao trilho da lei.
Mas para surpresa minha, voltaram a bater-me à porta para me ameaçarem com aumentos brutais no IMI. A minha indignação transformou-se em ira e juntei-me ao movimento nacional de resistentes ao pagamento do IMI.
Ainda mal refeito do choque do IMI, bateram-me novamente à porta para me mostrarem nos jornais, em grandes parangonas e cinco colunas, os novos escalões de IRS. Afinal aumentaram as taxas dos rendimentos mais baixos, menos os dos mais altos e não criaram nenhum escalão para os mais ricos. E a progressividade do rei dos impostos diminuiu. A minha raiva subiu de tom e resolvi que estou preparado para qualquer acção revolucionária que apareça. Ao fim e ao cabo eu o meu pai e a minha família já não temos nada a perder.



apodrecetuga.blogspot.pt

As multinacionais da caridade, um negócio em expansão

As multinacionais da caridade, um negócio em expansão

A miséria alastra, a pobreza generaliza-se, o Estado mingua, as protecções sociais encolhem, o assistencialismo encontra terreno livre para se expandir. "Voluntariado", "banco alimentar" e até "empreendedorismo social" são expressões que vão entrando no ouvido. Invisível aos olhos da grande maioria, há uma reconfiguração social em curso que transforma o que antes eram direitos em migalhas que apenas se obtêm através da humilhação de ser obrigado a pedir. Em qualquer centro comercial onde vamos, nas ruas mais movimentadas, em qualquer lugar onde passe muita gente, os angariadores estão por toda a parte: "não quer contribuir para uma causa nobre?", "causa nobre" dito com solenidade, porque as "boas pessoas", ou pelo menos as pessoas boazinhas, não viram as costas a "causas nobres"E que fim têm os donativos? Aqueles senhores e senhoras com cara de voluntários que nos interpelam serão mesmo voluntários ou serão precários treinados e pagos ao dia para pedincharem? Se abrirmos a carteira, a quem iremos ajudar? Qual é o critério que a organização que recebe o nosso dinheiro utilizará para o redistribuir? Estas são algumas questões importantes que quem dá deveria colocar-se antes de o fazer, consciente de que a fiscalização destas organizações escapa deliberadamente a poderes públicos que estão nas mãos de quem nelas vê preciosos aliados para desmantelar o Estado social que ainda vamos tendA reportagem do vídeo junto é uma visita guiada a alguns dos recantos mais obscuros desta nova indústria da caridade. Aqui o deixo, no dia a seguir a ouvir o responsável máximo daquela que é  a maior organização do ramo entre nós, a Igreja Católica, a defender que os direitos das minorias devem ser referendados. Não se referia à minoria a que preside, nem ao direito que aquela continua a ter de não pagar impostos de qualquer tipo, apesar de ser o maior proprietário imobiliário do país e apesar dos milhões que não paga sobrecarregarem a restante sociedade com impostos insuficientes para acudir aos mais necessitados. Este é o referendo que um dia teremos maturidade para fazerPor ora, o alvo da preocupação do senhor Cardeal Patriarca de Lisboa ainda é um direito humano tão elementar como o direito de milhares de crianças à protecção familiar do cônjuge do mesmo sexo do seu pai ou da sua mãe, uma protecção legal que não chegará a tempo de evitar o abuso de um número indeterminado de crianças por parte de membros da impoluta Igreja Católica, a multinacional  da moral e dos bons costumes que o actual Governo escolheu como parceiro privilegiado nos seus negócios da Saúde. Isto anda tudo ligado.





opaisdoburro.blogspot.pt