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segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Patriotas americanos ensinam às crianças o abecedário da soberania nacional



Patriotas americanos ensinam às crianças o abecedário da soberania nacional



Não seria já um "pauzinho na engrenagem", se a leitura desta notícia publicada em El Paísdeixasse de pé atrás o cidadão a quem tentam vender a ideia de que a defesa das liberdades e direitos democráticos passa pelo reforço das fronteiras e da soberania nacional?


D. Sebastião voltará a 17 de Maio

D. Sebastião voltará a 17 de Maio


D. Sebastião voltará, diz a lenda, por uma manhã de névoa, no seu cavalo branco, vindo da ilha longínqua onde esteve esperando a hora da volta.
17 de Maio representa o novo sebastianismo, a data mítica em que  o  país resgatado se libertará dos seus opressores. Os salvadores são Portas e Passos.

vaievem.wordpress.com

"Socialistas são bons a gastar o dinheiro dos outros", diz Portas

O líder do CDS-PP, Paulo Portas, afirmou, este sábado, em Espanha, que os socialistas "são muito bons a gastar o dinheiro dos outros", mas recorrem aos partidos do centro-direita quando o dinheiro acaba.
"O socialista é muito bom a gastar o dinheiro dos outros, mas quando acaba o dinheiro chamam-nos a nós e a vocês para compor as coisas", disse, suscitando grandes aplausos numa plateia formada por dirigentes e militantes do Partido Popular (PP) espanhol. 
"Os socialistas tendencialmente gastam e a nós toca-nos poupar", disse ainda, referindo-se às próximas eleições europeias e perguntando se os eleitores devem votar "nos que causaram o problema ou nos que tiveram a ingrata tarefa de resolver a solução". 
Paulo Portas falava na Convenção Nacional do Partido Popular (PP) que decorre desde sexta-feira e até domingo em Valladolid, 190 quilómetros a norte de Madrid, sob o lema "Espanha na boa direção". 
Numa intervenção que suscitou aplausos por várias vezes, Portas recordou que o CDS-PP e os Populares espanhóis são parceiros europeus e afirmou que o PP "é o partido com mais membros do clube, o maior partido de centro-direita da Europa". 
"Por isso, creio que é compreensível uma palavra de reconhecimento a Rajoy, Aznar, Fraga, os três desenhadores, obreiros deste potente projeto de unidade que é o PP de Espanha", disse. 
A ausência do ex-presidente do Governo, José María Aznar do encontro de Valladolid está a marcar a reunião que ocorre num momento de tensão interna dentro do PP devido a polémicas como a lei do aborto. 
Portas deixou uma mensagem de defesa da unidade também a nível europeu, criticando os que tentam dividir o norte e o sul do continente com "preconceitos culturais". 
Para o presidente do CDS-PP, "não há dois países iguais. Nós somos vizinhos e diferentes. Uma crise de dívida é muito dura, mas uma de preconceitos culturais é muito mais dura". 
"Não gosto dos discursos que querem dividir a Europa entre os do norte, que trabalham, e os preguiçosos do sul", afirmou. 
A Europa, considerou ainda, "é uma só e a diversidade da Europa é essencial" e o contributo do sul para a riqueza da Europa "é enorme".
"A nossa história fala por nós e por isso temos d merecer o nosso futuro", disse.
Em português, afirmou que depois de três anos "muito difíceis", em que o povo português mostrou "muita dignidade" e "fez sacrifícios e esforços pelo bem comum", Portugal está a três meses de terminar o resgate.
"Terra à vista, diriam os nossos marinheiros. Acabou recessão, estamos a crescer mais que a zona euro, o desemprego é muito alto e a maior fratura da nossa sociedade, mas começou a descer e os indicadores de confiança são os melhores desde 2010", disse.
"Tivemos um recorde no turismo, nascem mais empresas e desaparecem menos empresas. Portugal vale a pena, Portugal vai conseguir, Portugal vai a melhor. Portugal 'is back'", afirmou.
Dada a integração das duas economias ibéricas, Portas saudou os sinais positivos que surgem da economia espanhola, afirmando que "se a economia de Espanha acelera, isso é bom para Portugal, e se a portuguesa recupera, é positivo para a espanhola".
"Foi uma boa decisão não ter pedido o resgate. E fez muito bem quando na oposição facilitou inscrever a regrar de ouro na constituição. Essa atitude construtiva ajudou Espanha a evitar 'troikas', outros resgates e males piores", disse Portas.
"Só alguém que é testemunha do que é um resgate pode dizer isso com sinceridade e amizade", concluiu.

ATAQUE AO SOLO Nos centros decisores do capitalismo internacional, com destaque para as instituições financeiras sediadas nos EUA, prepara-se a intensificação de uma nova onda de privatizações de tipo novo e radical: vender o máximo possível bens imobiliários estatais, incluindo patrimónios histórico-culturais caso seja considerado necessário.

ATAQUE AO SOLO

BundestagNos centros decisores do capitalismo internacional, com destaque para as instituições financeiras sediadas nos EUA, prepara-se a intensificação de uma nova onda de privatizações de tipo novo e radical: vender o máximo possível bens imobiliários estatais, incluindo patrimónios histórico-culturais caso seja considerado necessário.
Reconhecendo-se, no entanto, que seria difícil avaliar alguns ativos como o Louvre , o Partenon ou Parque Nacional de Yellowstone, conclui-se que não se vê como serem incluidos. Ou seja, para já, o Mosteiro dos Jerónimos não será alvejado!
Na sua edição de 17 de janeiro a revista Economist não deixa margem para dúvidas quando, no editorial e sob o título “The $9 trillion sale”, escreve que Thatcher e Reagan usaram as privatizações como ferramenta para combater os sindicatos e transformar em receitas diversos serviços públicos, telecomunicações e transportes, e que os seus sucessores no século XXI, “necessitam fazer o mesmo com os edifícios , terrenos e recursos naturais, porque é um enorme valor que está à espera de ser desbloqueado”, dizem!
O recado está dado de uma forma global quanto à nova onda de privatizações, desta feita centrada na propriedade imobiliária, isto é, nos edifícios públicos e nos terrenos de vários tipos, passando pelos recursos existentes no subsolo.
É notável perceber que, em muitos países-chave do mundo capitalista, ainda existem largas posses e participações publicas no universo empresarial.
De facto, as empresas estatais em países da OCDE valerão cerca de 2 trilhões de USD (qualquer coisa como 2,2 biliões de €). Depois, há que considerar as participações estatais  minoritárias em diversas empresas e serviços de interesse público que representam outro tanto.
Contudo, os verdadeiros tesouros agora sob a mira da grande finança (os “mercados”), são os ativos “não-financeiros “, tais como edifícios , terrenos, recursos do subsolo, que o FMI acredita valerem três quartos do PIB , em média, nas economias ricas : ou seja, 35 trilhões de dólares (35×1012 USD).
O governo federal dos Estados Unidos possui um milhão de imóveis (dos quais 45.000 foram consideradas desnecessárias ou sub-utilizados numa auditoria de 2011) e, cerca de um quinto da área terrestre do país, sob o qual se encontram vastas reservas de petróleo, gás e outros minerais, é  propriedade pública federal, pelo que existe uma grande pressão sobre o governo de Obama no sentido de que se proceda à alienação destes bens para “pagar a dívda”.
As maiores “reservas” do setor público da Grécia, que ainda não foram usadas no contexto da crise, encontra-se nos mais de 80 mil edifícios e terrenos.
Analistas da PWC apontam que a Suécia tem  propriedades estatais comercializáveis no valor de 100 a 120 bilhões de USD.
Os mercados financeiros estão sequiosos por este solo que é pertença dos estados, parte dele constitudo por florestas como é o caso da Alemanha, e pelos diversos tipos de edifícios públicos.
Por cá já se tem vindo a assistir a algumas alienações de edifícios e solos, por exemplo de origem militar e hospitalar, que, no mínimo, podem ser consideradas obscuras.
O editorialista, atento e moderado, alerta para as dificuldades que podem surgir por parte de “sensibilidades particulares”, como aquelas que afligiram Reagan quando pretendeu vender lotes de terrenos públicos no oeste americano e uma coligação de ecologistas e proprietários pecuarios se oposeram. Recorda, também, que o governo britânico encontrou grandes dificuldades quando, em 2010, pretendeu por à venda partes significativas de floresta pública.
Para que tudo isto avance mundo fora será necessários que os governos sejam “diligentes”, e, sobretudo, sejam “muito competentes” nas atualizações cadastrais públicas. Para além disso, as avaliações devem ter na sua base critérios de medida usados pelas empresas financeiras privadas.
A Itália, lembra a Economist, carrega um fardo da dívida pública de 132% do PIB e os seus planos de privatização são considerados “tímidos”. Mas o estado italiano tem proporcionalmente mais para vender do que a maioria dos outros países ricos, com participações societárias no valor de cerca de 225 biliões de dólares (cerca de 200 mil milhões de €) e – é aqui que está o novo filão – ativos não-financeiros que valem 1 600 triliões de dólares (ou 1 400 biliões de €) .
Entre os diversos conselhos dados diz-se que “os governos devem suar para determinar o que resta nas mãos do Estado” e que, “não existindo um modelo único para a gestão de bens públicos”, uma norma se impõe: substituir os funcionários públicos (designados por camaradas) por “gestores experientes, protegidos das interferências políticas”. Ora bem, e nós que ainda não tinhamos percebido!
Aqui chegados importa estabelecer  conexão com algumas tendências já evidenciadas pelos governos portugueses, com particular destaque para a comissão liquidatária instalada em S. Bento.
A proposta de Lei de bases do solo, em trânsito na Assembleia da República, apresenta alguns alçapões no sentido de facilitar a concentração patrimonial imobiliária em mãos de privados e centros financeiros poderosos.
Também no que se refere à “politicamente correta” proposta de limpeza obrigatória das matas e florestas, subsistem dúvidas se os milhares de pequenos proprietários, que nem sabem, bastas vezes, onde estão as suas parcelas, não irão ser empurrados para alienações forçadas, por exemplo, às celuloses.
No futuro, não serão apenas as poucas participações públicas sobrantes em empresas estratégicas que serão vendidas a chineses, indianos, espanhóis, árabes, angolanos, americanos e alemães.
Para além dos imóveis e dos terrenos produtivos particulares em venda acelerada no âmbito do programa “vistos Gold”, será o solo e o património imobiliário público que serão alienados. E, quem sabe, parte do mar português.
Isto se nós deixarmos.


pracadobocage.wordpress.com

Governo enterra mais 510 milhões dos contribuintes no buraco do BPN Apesar de o banco ter sido vendido por 40 milhões de euros ao BIC, as dívidas continuam a ser pagas pelo Estado. O ministério de Maria Luís Albuquerque alocou mais 510 milhões de euros nas sociedades-veículo do BPN.

Governo enterra mais 510 milhões dos contribuintes no buraco do BPN

Apesar de o banco ter sido vendido por 40 milhões de euros ao BIC, as dívidas continuam a ser pagas pelo Estado. O ministério de Maria Luís Albuquerque alocou mais 510 milhões de euros nas sociedades-veículo do BPN.
O Bloco considera que o mais provável é que o dinheiro emprestado a estas sociedades veículos seja novamente registado como perda, tal como tem acontecido sempre que estas operações se realizaram. Foto de Mário Cruz/LUSA
O Governo continua a injetar massivamente dinheiro dos contribuintes no buraco negro do BPN. Segundo o relatório da UTAO - Unidade Técnica de Apoio Orçamental - o Governo alocou mais 510 milhões de euros nas sociedades-veículo do BPN. Este valor divide-se pelos 283 milhões de euros para a Parups – onde foram alocados os ativos imobiliários de risco - e 227 milhões de euros para a Parvalorem – que detém os créditos tóxicos -, segundo o documento.
Recorde-se que o banco foi vendido por 40 milhões de euros ao BIC. No entanto, a torneira do Estado continua aberta para esta instituição bancária, segundo a UTAO, as duas sociedades registam prejuízos de 125 milhões de euros, dos quais 106 milhões de euros registados pela Parvalorem e os restantes 18 milhões de euros pela Parups.
“O prejuízo causado pelo BPN em 2013 supera o assumido pelo Estado com as empresas públicas reclassificadas Metro do Porto (86 milhões de euros), Metro de Lisboa (93 milhões de euros), Parque Escolar (62 milhões de euros) e RTP (23 milhões de euros)”, denuncia o Bloco de Esquerda, através de uma pergunta dirigida por João Semedo ao ministério das Finanças.
“No ano do grande aumento de impostos e do grande aperto às famílias, foram utilizados 635 milhões de euros para o BPN – 510 milhões de euros em empréstimos e 125 milhões de euros em prejuízos registados”, regista a pergunta do coordenador bloquista.
O Bloco considera que o mais provável é que o dinheiro emprestado a estas sociedades veículos seja novamente registado como perda, tal como tem acontecido sempre que estas operações se realizaram.
O Grupo Parlamentar do Bloco de Esquerda recorda ainda os 600 milhões utilizados para recapitalizar o banco antes da venda por 40 milhões de euros, os 266 milhões de euros reservados para imparidades que reverterem para os acionistas do BIC, os 700 milhões de euros pagos em juros e garantias exercidas e ainda os quase três mil milhões de euros em imparidades já assumidas.
O que é que acontece? É simples: o Estado empresta dinheiro a veículos cheios de ativos tóxicos que nunca terão a capacidade para gerar valor que permita reembolsar os montantes. Por isso, precisa de dinheiro para cobrir prejuízos e para reembolsar empréstimos contraídos junto da Caixa Geral de Depósitos. Ano após ano a fatura cresce, pois os empréstimos serão registados como perdidos.
Quanto mais tempo passa, mais aumenta a fatura dos contribuintes com o banco. Os prejuízos assumidos em 2012 e 2013, após a venda do banco, ascendem já aos 418 milhões de euros. Esta é apenas uma pequena parte dos mais de 4 mil milhões de euros que o banco já custou aos contribuintes, uma soma que pode ainda ascender aos sete mil milhões de euros. Já o dinheiro injetado no mesmo período foi de 1.543 milhões de euros, demonstra a UTAO.
"O Governo esmaga os cidadãos com brutais medidas de austeridade e utiliza o dinheiro retirado para preencher o buraco do BPN e dos restantes bancos”, denunciam os bloquistas.
Governo tem que explicar porque “continua a meter dinheiro no poço sem fundo”
À margem de uma visita ao centro de saúde de Salvaterra de Magos, o coordenador do Bloco afirmou esta segunda-feira que o Governo tem que explicar porque “continua a meter dinheiro no poço sem fundo” que é o Banco Português de Negócios.
Esta “é mais uma mentira do Governo que anunciou, ao vender o BPN por 40 milhões de euros aos angolanos do BIC, que tinha resolvido finalmente o problema” do banco, mas “continua a meter dinheiro naquele poço sem fundo”.
João Semedo afirmou que além dos 510 milhões emprestados à Parvalorem e a Parups, criadas pelo Governo para absorverem o “lixo tóxico” do BPN, “há muitos outros fundos, muitos outros euros para explicar”.
O coordenador do Bloco afirmou que o partido vai tomar, nos próximos dias, “novas iniciativas para perceber onde estão esses milhões que o Governo não para de enfiar naquele buraco escuro, negro, fundo que é o BPN”.
“É preciso explicar como é que aquelas duas empresas onde está o lixo tóxico receberam um empréstimo superior a 500 milhões de euros depois de terem dado um prejuízo superior a 100 milhões de euros”, disse, sublinhando que em causa estão quase 650 milhões de euros do dinheiro dos contribuintes.
“Para quem tinha prometido resolver o problema, convenhamos que é um descaramento muito grande”, disse João Semedo.
www.esquerda.net

que sonho !


PARECE DIFÍCIL MAS ESTÃO LÁ TODOS AVES, INSECTOS, SERPENTES, FELINOS E OUTROS ANIMAIS, - CAMUFLAGENS QUASE PERFEITAS






















“As reitorias nunca tiveram vontade de expulsar as praxes ou de as domesticar sequer” A socióloga Rita Ribeiro mergulhou no universo das praxes académicas. Fala em casos de tribunal, em responsabilidade individual e diz que um dos problemas é que "isto são brincadeiras de crescidos".

“As reitorias nunca tiveram vontade de expulsar as praxes ou de as domesticar sequer”

A socióloga Rita Ribeiro mergulhou no universo das praxes académicas. Fala em casos de tribunal, em responsabilidade individual e diz que um dos problemas é que "isto são brincadeiras de crescidos".
Rita Ribeiro é professora na Universidade do Minho BÁRBARA RAQUEL MOREIRA
O episódio é contado na investigação académica da socióloga Rita Ribeiro sobre praxes académicas. Um grupo de alunos estava à volta de um lago numa praxe quando os colegas mais velhos dão a ordem de saltar. Em vez de molharem os pés e saltitarem, os mais novos atiraram-se para dentro de água. “É o exemplo do clima de intimidação e de quem está sempre à espera do pior”, diz a professora da Universidade do Minho (UM).Foi este o ambiente que encontrou no trabalho de campo que fez, inicialmente sob o ponto de vista da antropologia, olhando as praxes enquanto ritual de passagem. Foi também autora – juntamente com outro sociólogo da mesma universidade, Carlos Gomes – de um relatório sobre as praxes na UM, encomendado pela reitoria da instituição. “A intenção nunca foi julga-las, antes entendê-las”.
O que explica esta necessidade de os jovens estudantes enfatizarem esta etapa da sua vida?
Por um lado, há uma questão histórica e uma ideia de tradição, que é sempre usada como discurso legitimador. Depois, as praxes funcionam como um sinal da elevação estatutária que significa a entrada para o ensino superior. Para todos os efeitos, este ainda é um sector minoritário na sociedade portuguesa. Essa dimensão elitista leva a que se valorize a entrada na universidade. O traje e todos os signos da praxe são formas de os alunos sentirem um reconhecimento estatutário por parte da sociedade.
Mesmo para aqueles que são praxados?
Talvez até mais para esses, porque é um momento em que isso é visível para todos. Quando vão na rua com a cara pintada e não se importam com isso é porque estão a dizer aos outros: “Eu entrei para a universidade”. As praxes eram uma prática da Universidade de Coimbra e entraram em declínio nos anos 1960, por questões políticas. Emergiram no final dos anos 1980 e ganharam força nos anos 1990, precisamente quando o ensino superior se democratiza.
Não seria expectável que fosse ao contrário: a partir do momento em que alarga o espectro dos que entram na universidade, o peso simbólico é menor?
Podia ser assim, mas, apesar dessa massificação, só uma percentagem muito restrita da população entra na universidade. Sobretudo naquela altura [anos 1990], em que havia uma forte pressão de procura e muitos dos que se candidatavam não entravam.
O possível embaraço público pesa menos do que o sentimento de orgulho por pertencer a esta comunidade?
Tirando aqueles alunos que participam porque não têm capacidade para se escusar a fazê-lo, na grande maioria das situações que pude recolher é isso que acontece. As pessoas sentem-se [impelidas] a participar de livre vontade. Muitas vezes, esse embaraço nem sequer é sentido, porque o lado provocatório que a praxe tem estimula-os. Estão a fazê-lo em grupo, a coberto de uma tradição, e isso funciona para alimentar essas práticas.
Qual é o papel das reitorias ou das direcções das faculdades neste processo?
Nunca tiveram muita vontade de expulsar as praxes ou de as domesticar sequer. Há aqui questões políticas, porque os reitores precisam de ter os alunos do seu lado. E, para muitos alunos, uma posição mais forte contra as praxes pode ser vista como uma afronta. A solução também não está numa rejeição completa, até porque as praxes parecem-me mais perigosas quando estão fora das universidades do que quando estão dentro. Algum equilíbrio da domesticação destas práticas é o ideal, mas não é fácil de se conseguir.
Dizia que a tradição aparece muitas vezes como discurso legitimador da praxe. Mas em universidades como a do Minho ou a de Aveiro, que são recentes, que tradição existe?
É uma tradição inventada, como são quase todas. O que há é uma recuperação de práticas históricas que são mobilizadas para aquilo que são os interesses dos estudantes. Estas tradições existiam em algumas universidades antigas – no caso português, Coimbra. O que as universidades novas fizeram foi apropriar-se destas práticas e, simultaneamente, dar-lhes uma tonalidade local, recuperando histórias mais ou menos mitificadas acerca daquilo que os estudantes liceais de cada cidade faziam ou das instituições eclesiásticas que tinham uma componente de ensino superior. Isso é também uma forma de legitimação, sobretudo numa universidade nova que precisa de criar uma identidade.
Na sua investigação, escreve que as regras da praxe são “implícitas” e “informuladas”. Como é que isso se explica?
Num ritual, sabe-se o que se deve fazer, mas muitas vezes o sentido das coisas está implícito. Por isso é que eles são polissémicos, servem para muita gente. E agregam vontades devido a essa plasticidade. Quando lemos o código de praxe, está lá um conjunto de limitações, mas não diz como fazer. O como fazer é uma prática que se constrói e que se reproduz num certo contexto institucional.
Mas há regras mais óbvias?
Embora operando numa lógica do implícito, estruturalmente, estão lá os significados. No caso da praxe, elas são interessantes do ponto de vista do estudo dos rituais devido a duas dimensões. Os pilares em que assentam são a hierarquia e o igualitarismo entre aqueles que são praxados. A praxe desenvolve-se nesta tensão permanente de reprodução das estruturas hierárquicas da sociedade de uma forma muito linear. E, ao mesmo tempo, do lado dos que estão a ser iniciados, é promovida a sua homogeneização, o seu nivelamento, a sua desinvidualização.
Essa é uma das críticas mais frequentes à praxe: o nivelamento e esta reprodução da hierarquia. No trabalho de campo, isso é uma coisa óbvia?
Está no nível estrutural daquilo que são os rituais associados à praxe, mas está. Há uma violência hierárquica muito forte, sobretudo nos primeiros tempos de praxe. Ao mesmo tempo que há uma completa formatação daqueles que estão a ser praxados e um apagamento das individualidades. Esta é uma prática comum a todas as instituições em que estão muitas pessoas juntas durante muito tempo, como as forças armadas ou os mosteiros.
Quando alguma coisa corre mal, é comum que as estruturas associadas à praxe não falem. O silêncio também é uma das regras implícitas?
Tal como outros rituais desta natureza, as praxes servem para constituir aquilo a que alguns autores chamam o espírito de corpo. Isso significa sempre que estamos a criar uma certa identidade entre nós e a afastar os que não têm o direito a passar pelo mesmo. Esse pacto de silêncio que às vezes se percebe tem a ver com isso: há uma protecção dos nossos. Se a praxe consegue alguma coisa é isso, é criar um espírito de corpo, uma identificação com a universidade, com um curso, com um grupo de pessoas. Do ponto de vista sociológico ou antropológico, quando os grupos se formam passando por este tipo de práticas violentas, reforçam ainda mais esse espírito.
Como é que se conciliam estas regras implícitas com o anúncio feito em Agosto de 2012, por nove estruturas académicas, de criação de um código de praxe comum para o país todo?
Provavelmente, estamos apenas no domínio da intenção. Não vejo que seja muito possível essa cooperação tão estreita entre diferentes universidades, que criaram “tradições” de praxes diferentes. Até pode ser que se chegue a esse código, mas será sempre suficientemente vago e pouco operativo.
Onde é que a praxe se cruza com a lei?
Essa é uma zona de sombra. Todas as sociedades acabam por ter esta capacidade de acomodar certas práticas que estão contra os valores explícitos ou a lei. Qualquer juízo baseado na nossa lei condena muitas das coisas que se passam na praxe e muitas delas são efectivamente situações de tribunal. Mas o significado que nós atribuímos de fora não é o significado que está a circular dentro do grupo que está a ser praxado e está a praxar. Temos que ver as praxes como uma dramatização feita por um grupo. É esse jogo de papéis que está ali a acontecer. Fora deste contexto específico, aquilo são situações intoleráveis.
Mas há espaços para a lei eventualmente intervir?
Apesar de as ver nesta óptica da dramatização, é evidente que não deixamos de estar numa sociedade onde há regras muito explícitas acerca dos direitos das pessoas. Essa subversão é calendarizada, sabe-se quando e onde pode acontecer e também se sabe quando e onde não pode acontecer, e é este contexto específico o que leva as instituições universitárias e a sociedade em geral a tolerarem as praxes. Mas não deixam de ser cidadãos que estão envolvidos. Há aqui também uma questão que é muito importante: a responsabilidade individual tanto de quem praxa como de quem é praxado. Quem é praxado também tem responsabilidade, porque está ali porque quer.
É, de facto, possível dizer que não à praxe?
Dependerá muito das universidades, dos cursos, de quem está a dirigir as comissões de praxe, mas é possível dizer que não. E há também estruturas institucionais que são capazes de ajudar, como o provedor do estudante, que é uma figura relativamente nova.
Quem participa também assumiu que aquelas eram as regras do jogo?
Mas a qualquer momento tem que poder dizer que não. O mais importante no trabalho pedagógico junto dos alunos é que, a qualquer momento, devem poder parar o jogo. Essa responsabilidade individual não pode ser esquecida.
Nos dois casos mais mediáticos que chegaram a tribunal – a Universidade Lusíada foi condenada a pagar uma indemnização à família de um aluno que morreu na sequência de uma praxe, em 2001, e o Instituto Piaget também teve que compensar uma aluna que se queixou da violência da praxe, em 2002 –, a condenação recaiu sobre a instituição e nunca sobre os indivíduos. É difícil que o ascendente que alguém tem sobre outro no âmbito deste jogo possa ser entendido como estando para lá da fronteira da lei?
Não sei como é que os processos foram tratados do ponto de vista judicial, mas imagino que, tal como em muitas outras situações que cruzam o domínio da lei, seja possível atribuir responsabilidades e culpas que vão para além desta forma quase abstracta de condenar uma instituição. Se sabemos que acontecem situações muito graves, elas têm protagonistas. A cumplicidade que a sociedade portuguesa tem com as praxes está em todo o lado.
O álcool e as drogas também fazem parte da praxe?
Em relação às drogas, não me deparei com nenhum caso. Mas o álcool faz parte. Algumas praxes ocorrem à noite e ocorrem quase sempre tendo o álcool também como actor. Os estudantes passam pelos bares e muitos deles são constrangidos a beber.
O que é que justifica que um país que se mobiliza com o bullyingno ensino obrigatório tolere estas práticas no superior?
Há uma razão muito simples: estamos a falar de adultos. Não podemos esquecer isso. É difícil fazer uma intervenção quando estamos a falar de pessoas que estão ali de livre vontade. Seria preciso provar que estão na praxe fortemente coagidos e intimidados e isso não acontece, na maior parte dos casos. Isto é uma brincadeira de gente crescida.
___________
Obs: As praxes comportam várias dimensões na vida das universidades e das pessoas/estudantes que buscam obsessivamente um pseudo-estatuto que, presumivelmente, lhes garanta um reconhecimento social perante a sociedade.Tamanho erro e ilusão. 
Vejamos algumas dessas falácias:
Em primeiro lugar, é do interesse da universidades (sobretudo privadas) fomentar este circo de aparentes tradições e rituais para manter os alunos satisfeitos e investidos dum poder ilusório que doutro modo não teriam. A contrapartida para as universidades é óbvio: atrair o maior número de estudantes, capitalizar em visibilidade social e, desse modo, FACTURA$. Pois é disso que se trata.
Em segundo lugar, os estudantes séniores tratam os caloiros de forma infra-humana, resultado de práticas neo-feudais e fascistas, ou seja, que educam para o desrespeito e o aviltamento da personalidade e singularidade do outro que, por ser caloiro e desejar integrar-se, se sujeita às maiores ignomínias. Ao saber destas práticas as direcções da universidades, os seus órgãos de decisão pouco ou nada fazem para não gerar incompatibilidades com os "chefes dessas orquestras neofascistas" (muitas vezes, assemelham-se aos holigansque têm dado mau ambiente ao futebol) que grassam como cogumelos um pouco por todas as universidades, com especial incidência nas privadas - que têm maior sede de protagonismo social e de financiamento.
O Estado, sabendo de casos que já redundaram em mortes, quer por via da prática directa desses rituais fascistas nas instalações da universidades, quer por via de suicídio decorrente da circunstância de alguns desses alunos/caloiros não terem aguentado a pressão psicológica sobre eles exercida, não legisla no sentido de limitar e disciplinar esses actos a meras formalidades civilizadas de integração académica.
Nesse contexto, estão todos mal: as universidades privadas (especialmente estas, onde tais práticas neofascistas são mais recorrentes e aberrantes) nada fazem, pois só têm a lucrar em manter esse circo gerador de uma visibilidade social e mediática que pode, a prazo, atrair mais estudantes para o seu orçamento; os séniores (os padrinhos) comportam-se como animais sedentos de domínio sobre o outro (em todos os aspectos, até na esfera sexual); e o Estado age com negligência por não se querer meter numa área que é - ou tem sido - da reserva de decisão da chamada autonomia universitária. 
Por último, cumpre referir que este Governo tem imensa sorte por estes dramáticos episódios ocorrerem no preciso momento em que crato está literalmente a cilindrar a Investigação & Desenvolvimento em Portugal. 
Assim, em vez de ser confrontado com a necessidade de definir uma política científica para o país, o processo de agenda-settingnoticiosa obrigará a discutir o drama das famílias que perderam os seus filhos no Meco - e não a urgente política de ciência para Portugal. 
Ante tanta dor e tristeza, o XIX Governo (in)Constitucional tem sido bafejado pela sorte. E a sorte, neste caso, resulta da desgraça dos outros como tristemente se pode verificar. 
A esta luz, não será exagerado afirmar que o Governo de passos coelho sobrevive com a tragédia dos outros. 


macroscopio.blogspot.pt

O preço O mínimo que se espera do governo, do líder da oposição ou das organizações internacionais que integraram a troika é que procedam a uma avaliação rigorosa do que se fez em Portugal, dos resultados conseguidos e dos custos, económicos, financeiros e humanos que o país suportou.

O preço

O mínimo que se espera do governo, do líder da oposição ou das organizações internacionais que integraram a troika é que procedam a uma avaliação rigorosa do que se fez em Portugal, dos resultados conseguidos e dos custos, económicos, financeiros e humanos que o país suportou. Se o presidente está assim tão empenhado no país cabe-lhe propor que se faça tal avaliação, até porque não faz sentido quaisquer consensos sobre o pós-troika assentes no pressuposto de que aquilo que se fez foi o adequado ou um resultado automático do memorando ou das exigências da troika.
  
A brutalidade das políticas adoptadas teve fortes consequências na economia, na sociedade e na qualidade de vida e saúde de muitos portugueses, centenas de milhares de portugueses foram forçados ao desemprego, dezenas de milhares de pequenos empresários foram levados à falência, muitas famílias ficaram divididas em consequência da emigração forçada, muitos portugueses viram a sua qualidade de vida degradar-se pelas carências alimentares, pela incapacidade de acederem aos cuidados de saúde devido à falta de recursos para aquisição de medicamento ou para o pagamento dos exames de diagnóstico.
  
Portugal foi arrasado por um processo com consequências que em muitos aspectos são comparáveis a uma guerra e chamar sucesso a um crescimento económico de 0,1% ou festejar um défice de quase 6% é gozar com os muitos milhares de portugueses que perderam qualquer esperança no futuro e que foram sacrificados em nome da incompetência dos técnicos da troika ou da paranoia político-ideológica de um primeiro-ministro mal preparado, mal habilitado e sem um mínimo de sensibilidade social.
  
Começa a ser tempo de conhecer o preço que os portugueses pagaram pelas exigências da troika, pelo excesso de troikismo, pelo experimentalismo económico e social. É importante distinguir o que seria o custo do memorando do que foi o custo das paranóias irresponsáveis de Passos Coelho, importa avaliar o que resulta das opções económicas de um caminho de austeridade daquelas que teriam de ser suportadas por um governo competente, sem um ministro das Finanças que de num dia é o ideólogo  do regime e no dia seguinte desapareceu deixando uma carta digna de um suicida.
  
É mentira que o país tenha voltado a ser um oásis, é mentira que as opções de política económica adoptadas pelo governo tenham resultado em exclusivo do memorando, é mentira que a renegociação do memorando feita sucessivamente em segredo resultou apenas das exigências acrescidas da troika. Tudo isso foi mentira, da mesma forma que foi mentira que tenham sido encontrados desvios colossais, que a reforma da legislação laboral criaria empregos, que as grandes obras seriam abandonadas por falta de dinheiro, que os sacrifícios não seriam esbanjados pelo eleitoralismo.
  
É tempo de se fazer uma avaliação do que sucedeu e ficar-se a saber o preço que o país e o povo pagaram pelo experiências de alguém mal habilitado e sem qualquer preparação, o preço por um liberalismo da treta que apenas serviu para encobrir o roubo colectivo dos portugueses para ajudar a banca e as grandes empresas monopolistas.



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CONDENADOS MAS ...COM PENA SUSPENSA - Ex-administrador da Gebalis e ex-deputado condenados por peculato e falsificação

Ex-administrador da Gebalis e ex-deputado condenados por peculato e falsificação


O ex-administrador da empresa lisboeta Gebalis Mário Peças, o ex-deputado Ismael Pimentel e um terceiro arguido foram hoje condenados a penas de prisão entre os dois anos e nove meses e três anos e nove meses por peculato e falsificação.
O coletivo de juízes da 8.ª Vara Criminal de Lisboa determinou a suspensão da pena dos três arguidos sob a condição de pagarem parte do valor indevidamente apropriado: Mário Peças, ex-administrador da empresa municipal de gestão dos bairros municipais de Lisboa, terá de pagar 10 mil euros, Ismael Pimentel, ex-deputado do CDS-PP, vai ter de devolver seis mil euros e Jorge Lopes terá de pagar mil euros.
Para o tribunal ficou provada a acusação do Ministério Público (MP) de que os três arguidos «[engendraram] um esquema de emissão/falsificação de cheques» por prestação de serviços nunca realizada e lesaram a Gebalis em mais de 38 mil euros.
O valor foi pago, em dois cheques, pelo ex-administrador da Gebalis ao ex-deputado para que este, alegadamente, verificasse no terreno se tinham sido feitas centenas de obras em bairros lisboetas, entre 2002 e 2004. Ismael Pimentel passou o trabalho de campo ao arguido Jorge Lopes, ficando o ex-deputado a coordenar os trabalhos.
Os dois cheques foram emitidos em nome do arguido Jorge Lopes, mas entregues pelo ex-administrador ao ex-deputado, tendo este último depositado ambos numa conta sua.
O ex-deputado emitiu dois recibos verdes - que deram origem aos dois cheques pagos pela Gebalis - com o nome do arguido Jorge Lopes, o que é proibido por lei, já que os recibos verdes só podem ser passados em nome do próprio.
Em julgamento, Mário Peças explicou que, em 2006, quando assumiu funções como administrador executivo e passou a tutelar as obras, se deparou com "situações anómalas" ocorridas entre 2002 e 2004, período em que foram gastos "30 milhões de euros" em obras exteriores nos bairros geridos pela Gebalis.
Por "iniciativa própria" e sem dar conhecimento aos outros elementos do conselho de administração da empresa municipal, o arguido convidou Ismael Pimentel, que "atravessava dificuldades financeiras", para que este servisse de fiscal e fosse ao terreno confirmar se as obras que haviam sido faturadas foram realmente executadas.
O coletivo de juízes considerou hoje esta versão dos factos - que também foi corroborada em julgamento pelo ex-deputado Ismael Pimentel - «rebuscada, atabalhoada e sem nexo», sublinhando que Mário Peças não deu conhecimento à restante administração dos supostos serviços.
O coletivo acrescentou que, se não confiava nos fiscais da Gebalis, o arguido podia ter consultado outras entidades externas.
O tribunal classificou a conduta do ex-administrador da Gebalis de «particularmente grave», além de ter «violado grosseiramente a confiança em si depositada». Em relação a Ismael Pimentel, o juiz presidente frisou que, por já ter sido deputado na Assembleia da República, este «devia ter um especial respeito pelas leis», que violou.
O presidente do coletivo juízes justificou ainda que condenou os três arguidos a pagarem apenas 17 mil euros - num prazo de quatro meses após o acórdão transitar em julgado -, porque a Gebalis não deduziu o pedido de indemnização cível.
Questionada sobre o facto de a Gebalis não ter junto ao processo um pedido de indemnização cível, a advogada da empresa municipal lisboeta escusou-se a dar explicações, preferindo antes dizer que estava «muito contente» com a decisão e que «se fez justiça».
Opinião diferente tem o advogado do ex-deputado do CDS-PP, Ismael Pimentel.
«Não era de todo expectável esta decisão, uma vez que a acusação é vazia e achamos que não foi feita prova em julgamento para condenar os arguidos. Vamos ler e analisar o acórdão, mas muito provavelmente vamos recorrer», disse Afonso Moura à saída das Varas Criminais.

A TÁCTICA E A ESTRATÉGIA