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sábado, 1 de fevereiro de 2014

ISTO SÃO ESCULTURAS - Esta é uma galeria com as incríveis obras de Ron Mueck, onde inclusive é mostrado a parte de criação de uma das esculturas. Vale a pena ver !

Esta é uma galeria com as incríveis obras de Ron Mueck, onde inclusive é mostrado a parte de criação de uma das esculturas. Vale a pena ver

www.oversodoinverso.com

Paulo Gonzo e Fafá de Belém-"Vais Entender"

lá no alto perto do sol infinito


PORNOGRAFIA POLÍTICA - Bouazizi foi um herói e como quase todos já está descansadamente debaixo de terra há três anos feitos a 4 de Janeiro. Estava em coma profundo graças a 90% das queimaduras que o próprio originou quando se imolou em Dezembro de 2010

Pornografia

Bouazizi foi um herói e como quase todos já está descansadamente debaixo de terra há três anos feitos a 4 de Janeiro.
Estava em coma profundo graças a 90% das queimaduras que o próprio originou quando se imolou em Dezembro de 2010.
Isso não evitou que sete dias antes de patinar o senhor político que era o mal das queimaduras visitasse o enchouriçado conforme a foto mostra rodeado de todo o séquito.
Só faltou apertar-lhe a mão e desistiu porque não a conseguiu encontrar até porque se o moribundo pudesse fazer algo era fazer-lhe um manguito.
É claro que para um político não há limites para a indecência.
Verdade que também ele levou um pontapé nos fundilhos.
Mas está vivo, rico e vive na Arábia Saudita.





fado-alexandrino.blogspot.pt

A VERDADE SOBRE OS ACONTECIMENTOS DOS DIAS 24 e 25 DE ABRIL 74 NA ESCOLA PRÁTICA DE ARTILHARIA, Vendas Novas.

A VERDADE SOBRE OS ACONTECIMENTOS DOS DIAS 24 e 25 DE ABRIL 74 NA ESCOLA PRÁTICA DE ARTILHARIA, Vendas Novas.

Enviado por A25A



Senhor Artur Aleixo Pais, Director da Gazeta de Vendas Novas e autor da Obra: EPA:  das origens ao alvorecer do III Milénio.


A VERDADE SOBRE OS ACONTECIMENTOS DO DIAS 24 e 25 DE ABRIL 74 NA ESCOLA PRÁTICA DE ARTILHARIA, Vendas Novas.

Quando li, há alguns dias, a sua narração, no livro: “EPA: das origens ao alvorecer do III Milénio, sobre os acontecimentos nos dias 24/25 de Abril 74, a páginas 185 a 189, nem queria acreditar, no que lia, por ter um carácter completamente delirante, e contrariar em absoluto a narração seca, mas verdadeira, do relatório de operações também publicado a páginas 193 e 194 do mesmo livro, o que, devia ter merecido da sua parte, se não houve dolo, mais cuidada atenção.


Assim, toda a narrativa de ter sido o meu camarada, o então,  Capitão Santos Silva, às 23 horas do dia 24 de Abril de 1974, quem  deteve o comandante e tomou a unidade é completamente falsa.

O Sr. Capitão  Santos Silva estava na altura em diligência em Tancos e só depois do toque de ordem,  lá pelas 17h, e  não sei bem quando, para não lançar suspeitas é que ele e o tenente Ribeiro Baptista se dirigiram para Vendas Novas.
 

Todavia os preparativos para a tomada da unidade iniciaram-se bem cedo no dia 24, porque já conhecíamos a ordem de operações,  dia D e hora H e acções a desenvolver. Neste contexto   tudo se iniciou com a preparação da EPA para recepção ao Ministro o Exército em 25 de Abril 74, assim para  se demonstrar um  maior grau de prontidão  da bateria de ordem pública, a que viria para Lisboa, ficou 50% municiada,  isto é, com 50% do seu material de fogo devidamente acomodado nos tractores do obus 8.8.

Contrariamente à sua narrativa não foi o Sr.  capitão Santos Silva que ficou com os oficiais que iam tomar a unidade, na sua casa, a ouvir  a rádio   à espera da senha – “E Depois do Adeus”,  mas sim, a equipa por mim chefiada, então tenente, e de que faziam  parte os tenentes Henrique Pedro e o tenente Amílcar Rodrigues. Estávamos à escuta da senha no quarto do tenente Sales Grade, que veio por decisão crucial, por mim tomada,  em cima da hora, a substituir o tenente Amílcar, por   este não estar presente à hora 22 e 55’ e no local aprazado, ou seja,  no  quarto do tenente Sales Grade que foi sempre o nosso posto de escuta rádio da BBC.  Aquela  DECISÃO, POR MIM TOMADA, FOI CRUCIAL, porque podia ter abortado a tomada da unidade, ou esperado pelo tenente Amílcar, factos que  poderiam ter tido  consequências imprevisíveis para a consumação da tomada da unidade e para o próprio movimento do 25 de Abril 74, como é por demais evidente.

A  acção do assalto armado ao gabinete do comandante foi de uma transcendência absoluta, da maior dificuldade e patriotismo, só por uma causa superior, tenentes com 25 anos  de idade pegam em armas municiadas, para prenderem o seu comandante, e, nomeadamente, no caso da EPA,  o 2º comandante, o tenente coronel Nascimento,  militar de grande prestígio, que pessoalmente muito admirava. Por tudo isto, este grande feito não pode, nem deve ser vilipendiado por tão grosseira narrativa.

O gabinete do Comandante foi de facto assaltado, sem qualquer perda de tempo, imediatamente  a seguir aos primeiros acordes da 1ª senha, tendo a EPA estado sozinha na Revolução até à 2ª senha . a Grândola vila Morena – às 0h do dia 25 de Abril.

O assalto foi feito de G3  carregadas e em riste,  às 22 e 55 , porque se julgava que comandante estava armado.  No momento do assalto estava, no seu gabinete, numa reunião com os comandantes de bateria   a prepararem a visita  do Ministro do Exército general Andrade e Silva. Esta reunião foi marcada, previamente, para depois do jantar, para facilitar a detenção às 23h.  Assim, não é verdade que o comandante já estivesse no seu quarto e tivesse sido chamado pelo Sr. Capitão Santos Silva para uma reunião de urgência no seu gabinete,  o que, ele nem sequer compreenderia e seria completamente suspeito, e, mesmo um despropósito, uma tonteira, que nunca esteve prevista, nem se realizou.

O Sr.  comandante  estava, sim, reunido com os comandantes de Bateria e o 2º Comandante, de acordo com um plano anteriormente decidido, na ausência do Sr. Capitão Santos Silva que como  já referi estava em Tancos, numa missão da sua especialidade de observador aéreo de artilharia.

Nesta reunião, como já se disse,  o então, meu  camarada capitão Santos Silva não estava presente, e creio mesmo que a esta hora não estaria na unidade, mas se estava contrariamente  narrativa apresentada, neste episódio não teve qualquer interferência, nem poderia ser visto, tornava-se suspeito, consequentemente,  quem explicou a situação ao Sr. Comandante foi o, então Sr. Capitão Patrício, que o deteve, depois da hesitação inicial, face ao modo de rompante,  como a equipa, por mim chefiada, entrou no gabinete do comandante, como consta do relatório de operações, tendo sido eu o primeiro elemento a entrar, e a ter impedido que o comandante se deslocasse para a secretária, onde, se suspeitava que tivesse uma pistola. Também aqui e, como é óbvio,  na hora da tomada da unidade não existiu qualquer diálogo entre o  Sr. Comandante e o  Sr. Capitão Santos Silva, o diálogo referido entre ambos, garantindo aquele capitão deu  todas as condições de conforto e apoio logístico ao comandante, neste momento, é uma inaceitável ficção.

O comandante foi detido e conduzido sob escolta armada por mim chefiada, para uns quartos de oficias números 21 ou 22, ficando guardado pelo alferes Correia, por sinal, meu vizinho que ficou tão admirado e estupefacto quanto eu  com tão estapafúrdia narrativa dos factos.

Também é totalmente falso que tenha sido, o então, Sr.  capitão Santos Silva a deter o 2º comandante, ou que este  tivesse sido esquecido, ou estivesse em sua casa, como consta da sua narrativa, ou que nesta hora e dia tivesse entregue qualquer arma a Sr. Capitão Santos Silva,  ou  que estando à civil em sua casa, como se diz na sua narrativa, o  Sr. capitão Santos Silva lhe tenha dado qualquer tempo para se fardar,  para ser detido às ordens daquele referido meu camarada.

De facto o que se passou, como consta do relatório de operações publicado naquela obra, páginas 193-194 e também assinado pelo mesmo meu camarada capitão Santos Silva e todos os intervenientes, e que é a verdade,   é que o 2º Comandante nunca foi  esquecido por ninguém e, muito pelo contrário, merecia a maior das atenções no plano de tomada da unidade, feito por três tenentes, dos quais um era eu, que colaborei com muito empenho.  A razão de tanto cuidada advinha de se Considerar   que estaria armado com pistola-metralhadora e com ligações à GNR local, por tudo isto e  como   2º Comandante também, teria de estar naquela reunião de comando, inevitavelmente, como de verdade estava.


Quem o deteve àquela hora,  22 e 55,  foi o tenente Sales Grade, pelo facto daquele se encontrar numa sala em frente do gabinete do Comandante, e foi o 2º Comandante que se surpreendeu com a presença do tenente Sales Grade, ele conhecia-nos bem, como comandante do grupo de instrução, o que, não acontecia com o comandante, para quem éramos desconhecidos, portanto, foi o Sr. 2º comandante que exclamou para o Sales Grade :

Também você está metido nisto! Ao que o meu camarada, com toda a calma deste e do outro mundo, respondeu: As circunstâncias assim o exigem, meu comandante! O tenente Sales Grade praticava yoga e recusava a prática de qualquer acto de violência.
Como resulta claro e inequívoco   toda a narrativa de que o  Sr. Capitão Santos Silva     se  deslocou à casa  do 2º Comandante  e o ter detido não  tem qualquer fundamento, nunca aconteceu.

O Sr. Capitão Santos Silva só toma parte nos acontecimentos do dia 24 de Abril  74, depois da unidade tomada, logo a narrativa de que foi ele a tomar a EPA não tem qualquer base de factualidade. De verdade só  é , o facto que  ficou a comandar a unidade por ser o mais antigo, após o momento em que se apresentou na unidade que deve ter sido entre as 23 e 30 e as 0h, logo, já bastante depois, em termos do tempo militar, do acontecimento fundamental e decisivo, a tomada da unidade, às 22h e 55’.


Também não corresponde à verdade algumas adesões massivas de graduados como é referido na  sua narrativa, do que também é dado testemunho no relatório da operação. As categorias militares em que a adesão foi total foi dos capitães e subalternos do quadro permanente e todos os oficiais, furriéis, cabos milicianos e soldados do serviço militar obrigatório, (SMO), outros graduados não aderiram, tendo eu  próprio me deslocado  ao Polígono de tiro a casa de alguns para os motivar para acção, o que não consegui. Como consta do relatório quem não aderiu e estando presente na unidade,  por motivos de segurança, ficou detido, como é óbvio e  era absolutamente necessário

Tendo presente o relatório de operações e a sua  narrativa completamente desfasada da factualidade e este texto, espero que faça o que a sua consciência e ética tiver por conveniente, para repor a verdade histórica e a atitude moral.
 

De facto  já tinha ouvido falar em reescrever a história, mas pensei sempre que isso não acontecesse entre nós, e nunca  deste modo e com esta extensão, em que a sua narrativa nada tem a ver, mesmo nada, com a história.
 

Em nome da História acrescento finalmente que para além de mim  e do Furriel Sequeira trabalharam na equipa de dinamização externa da EPA, o que, toda a gente de Vendas Novas sabe e até o Expresso, pela voz do Coronel Sousa e Castro, já  publicitou, o,  então, capitão Amílcar Rodrigues responsável pela  secção de relações externas da EPA, em minha substituição, no chamado Verão quente, com um larga intervenção na área de  Mora a Coruche, objecto de uma reportagem fotográfica internacional, e, ainda, o  então capitão Castro Pires, o Aspirante Guerra, com filmagens na RPT1, também há uma  minha em Cabeção  em que digo, como se processa o apoio do MFA  á reforma agrária e que raras vezes foi para o Ar, foi no ano passado,  e também  entre muitos outros, o Furriel  Nogueira. De facto o Furriel Sequeira era um militar que muito prezava naquela altura, mas não era o único.

Quanto aos que ficaram a dar instrução e aos que andaram fora dos quartéis, isso não foi uma opção pessoal de cada um, foram sim,  missões atribuídas pela hierarquia do Exército, pelo General CEME.

No meu caso foi eleito democraticamente Delegado do MFA,  pelos oficiais da EPA, como reconhecimento pelo meu trabalho em todo o processo do MFA. Todos foram   eleitores e  qualquer um podia ser eleito,  houve outros votados, ganhei por maioria expressiva.
 

Pelo modo como desempenhei essas funções, tive várias vezes acesso directo ao General CEME, na presença dos comandantes, o que está documentado em fotografias e  fui louvado em OUTUBRO de 74, por  ser um oficial “ sempre indiferente ao trabalho e aos sacrifícios. Oficial desembaraçado e activo, voluntário para trabalhos de missões difíceis, de grande pureza de sentimentos tem-se revelado pela dedicação, espírito de camaradagem e elevado entusiasmo” (Osnº 230 de 7 OUT 74,  assina o coronel Torres de Magalhães, que era da linha hierárquica normal, isto é, não graduado ou promovido pelas estruturas do MFA).

Considerando a imperatividade da história ser  história, vou dar conhecimento desta minha diligência a sua Excelência o General Chefe do Estado Maior do Exército, ao  SR. Comandante da Escola Prática de Artilharia, à Associação 25 de Abril, à Câmara Municipal de Vendas Novas, que já o galardoou por serviços honestos e verdadeiros prestados à comunidade,  à Associação Portuguesa de Autores, a outros órgãos de informação e, desde já, espero que faça a devida correcção histórica na publicação, bem como no jornal que dirige, a Gazeta de Vendas Novas, como a medalha de mérito – ouro que lhe foi atribuída pela Câmara torna imperativo,  e os sete volumes de história sobre Vendas Novas que já publicou.

Com a máxima indignação que a Constituição a República Portuguesa permite e pela verdade histórica e o imperativo moral mínimo.


João António Andrade da Silva

O DISCURSO

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Líder da CGTP pede mais apoio para desempregados Central sindical organizou um "Dia Nacional de Luta Contra a Exploração e o Empobrecimento".

Líder da CGTP pede mais apoio para desempregados

Central sindical organizou um "Dia Nacional de Luta Contra a Exploração e o Empobrecimento".

O líder da CGTP, Arménio Carlos, defendeu, na tarde deste sábado, mais apoios para os desempregados e menos “benesses” para os grupos económicos e financeiros. A afirmação foi feita à TVI durante a manifestação em Lisboa daquela central sindical, que promoveu protestos nas ruas de várias cidades.“Não podemos aceitar que a esmagadora maioria dos empregados não tenham qualquer tipo de protecção social”, afirmou Arménio Carlos, propondo mais subsídios para quem não tem emprego.

“Onde se vai buscar o dinheiro? Através da solidariedade. Há grupos económicos e financeiros que continuam a receber benesses do Estado”, criticou.
Referindo-se à Contribuição Extraordinária de Solidariedade (CES), que é paga pelos pensionistas, o sindicalista argumentou serem “uns poucos a pagar para aumentar o lucro dos ricos”.
A CGTP promove neste sábado um "Dia Nacional de Luta Contra a Exploração e o Empobrecimento", tendo organizado manifestações em todos os distritos do país em protesto contra o agravamento da austeridade e o empobrecimento da população e para exigir novas políticas económicas e sociais.

Em Lisboa, a manifestação começou no Cais do Sodré e terminará nos Restauradores.

Manifestação Milhares participam em Lisboa no 'Dia de Luta' da CGTP

Manifestação Milhares participam em Lisboa no 'Dia de Luta' da CGTP

Milhares de manifestantes, que vão participar na ação de luta da CGTP-IN, em Lisboa, estão concentrados no Cais do Sodré antes do desfile de protesto que vai terminar na Praça dos Restauradores.
PAÍS
Milhares participam em Lisboa no 'Dia de Luta' da CGTP
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À Praça Duque da Terceira, no Cais do Sodré, continuam ainda a chegar manifestantes que se juntam ao "dia de luta" da CGTP-IN, sendo que muitos trazem estandartes da intersindical e de vários sindicatos, havendo também bandeiras do Partido Comunista Português, do Bloco de Esquerda e do Movimento Ação Socialista, além de cartazes de organizações como a Associação de Combate à Precariedade e de símbolos nacionais.
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"Estou aqui porque quero derrubar esta gente do governo", disse à Lusa um manifestante que empunhava uma enorme bandeira nacional no meio da praça.
"Um ladrão terá sempre lugar na governação", lê-se num cartaz nas mãos de um jovem frente à rua do Alecrim, junto a outro manifestante que transporta um pano onde se lê: "Esta sopa dos pobres cheira mesmo muito mal". Ao lado, um homem leva vestido um disfarce de esqueleto simbolizando a "fome".
O trânsito entre o Cais do Sodré e o Chiado, e depois no restante percurso, está condicionado e no local da concentração encontram-se agentes da PSP que controlam o movimento de automóveis junto ao rio Tejo.
A CGTP-IN promove hoje manifestações em todos os distritos do país em protesto contra o agravamento da austeridade e o empobrecimento da população e para exigir novas políticas económicas e sociais.
De acordo com a CGTP-IN, o "Dia Nacional de Luta Contra a Exploração e o Empobrecimento" tem como objetivo a defesa do emprego, o aumento dos salários, os direitos sociais e a contratação coletiva, a melhoria das condições de trabalho, as Funções Sociais do Estado e os serviços públicos.
A demissão do Governo, a convocação de eleições antecipadas, o cumprimento da Constituição da República e a Defesa do Regime Democrático são outras das reivindicações na base do protesto de hoje.
Em Lisboa, a intervenção de encerramento será proferida pelo secretário-geral da CGTP-IN, Arménio Carlos.

Galamba prefere "aumento de impostos" a "corte na despesa"

Hipótese 


Galamba prefere "aumento de impostos" a "corte na despesa"

João Galamba assume-se como um crítico e não poupa as suas palavras quando o tema se foca no Governo e na Presidência. Em entrevista ao Dinheiro Vivo, o deputado socialista descola-se do perfil de “socrático” e afirma que ainda não há motivos para grandes euforias. Sobre a austeridade (que tanto critica), o socialista confessa que se um dia o PS fosse encostado à parede e tivesse que escolher entre cortar na despesa ou subir impostos, que a optaria por aumentar o IRS.
POLÍTICA
Galamba prefere aumento de impostos a corte na despesa
DR
Esta foi a posição tomada por João Galamba durante uma entrevista ao Dinheiro Vivo. Para o socialista os ditos cortes na despesa “não são indolores e não são gorduras”. “São rendimentos de pessoas, de pensionistas ou de funcionários públicos. São prestações sociais para um conjunto significativo de portugueses”, explicou.
Além disso, Galamba defendeu que o “IRS é a maneira mais justa, economicamente menos negativa e mais compatível com o Estado de direito”.
O deputado socialista reconheceu que o “Governo cumpriu o limite quantitativo da troika”, mas admitiu que tal aconteceu apenas porque “a meta foi revista a meio do ano”,
Embora os mais recentes dados tenham apontado para uma melhoria económica, Galamba frisou que ainda é cedo para euforias e que o “Governo celebra um objetivo que foi cozinhado entre ele e a troika”.
“As pessoas chamam-lhe défice para efeitos do programa de ajustamento, eu chamo-lhe défice para efeitos do sucesso do Governo”, ironizou.

ALGARVE - Loulé: fábrica de brinquedos em antiga escola é ponto turístico

Loulé: fábrica de brinquedos em antiga escola é ponto turístico


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LUSA; LUIS FORRA; 4 Windows

Artesãs algarvias criam brinquedos tradicionais


Numa escola primária desativada há quase 30 anos pela inexistência de crianças, nas proximidades da aldeia de Alte, Loulé, três artesãs dedicam-se a criar brinquedos tradicionais em madeira, quebra-cabeças e bijutaria com materiais recolhidos no campo.

ARTE URBANA


Arte Urbana








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PSD e CDS "chumbam" regresso dos feriados abolidos

PSD e CDS "chumbam" regresso dos feriados abolidos


PSD e CDS "chumbam" regresso dos feriados abolidos
A maioria parlamentar rejeitou esta sexta-feira o projeto de lei comunista no sentido da reposição de quatro feriados "abolidos", além da instituição do feriado na terça-feira de Carnaval, contra toda a oposição.
A proposta do PCP, que causou polémica na discussão devido à palavra "roubados", entretanto substituída por "abolidos", foi contrariada pelas bancadas de PSD e CDS-PP, mas o democrata-cristão Ribeiro e Castro absteve-se e anunciou ir entregar uma declaração de voto.
O deputado social-democrata Paulo Mota Pinto afirmou também a intenção de fazer uma declaração de voto, mas apenas sobre um dos dias de feriado nacional.
O PS, que votou favoravelmente, anunciou igualmente ir proceder a uma declaração de voto.
Os feriados em causa são os de 5 de outubro, pela implantação da República, de 1 de dezembro, lembrando a Restauração da independência, bem como os religiosos de 15 de agosto (dia da Assunção de Maria) e o das quintas-feira, dois meses após a Páscoa (Corpo de Deus).

Autarcas das freguesias vaiam secretário de Estado no congresso e chamam-lhe mentiroso Leitão Amaro indignou a assistência quando disse que “houve um reforço de competências e um reforço de meios financeiros” nas freguesias.

Autarcas das freguesias vaiam secretário de Estado no congresso e chamam-lhe mentiroso

Leitão Amaro indignou a assistência quando disse que “houve um reforço de competências e um reforço de meios financeiros” nas freguesias.
O secretário de Estado Leitão Amaro prometeu diálogo às freguesias ADRIANO MIRANDA

Muitos das centenas de autarcas das freguesias que nesta sexta-feira estiveram em Aveiro na sessão inaugural do XIV Congresso da Anafre (Associação Nacional de Freguesias) não gostaram de ouvir o secretário de Estado do Poder Local, Leitão Amaro, dizer que “houve um reforço de competências e um reforço de meios financeiros” nestas entidades da administração local. E reagiram com indignação: ”Mentiroso”, “é só conversa”, gritaram.
Perante o burburinho e as vaias que se ouviram na sala, Leitão Amaro fez uma pausa e disse: “Sei que também nesse ponto há dúvidas, e as dúvidas são legítimas”. Mas houve um segundo momento em que os autarcas das freguesias voltaram a manifestar discordância para com o membro do Governo. Foi quando Leitão Amaro se dirigiu ao congresso para anunciar: “Gostava de transmitir aqui em primeira mão, de forma clara e inequívoca, que já neste ano de 2014 as freguesias irão receber 1% do IMI [Imposto Municipal sobre Imóveis] urbano e a totalidade do IMI rústico que a Lei das Finanças Locais lhes atribui”.
O presidente da mesa do congresso, José Rosa do Egipto, pediu aos congressistas silêncio e respeito pelo convidado. Pouco depois, o secretário de Estado da Administração Local reiterava a garantia da promessa feita momentos antes, acrescentando que ”esse caminho tem de ser consolidado em outras matérias e outros passos, um deles o do reforço das competências e dos acordos de execução em relação aos quais existem muitas dúvidas”.
Neste campo, reconheceu, uma vez mais, que as dúvidas relevantes que existem “são legítimas” e partiu para a explicação. “O que está em causa é procurar alargar, através desses acordos, a prática que em alguns municípios já existia dos acordos de delegação de competências. Trata-se agora de alargar essa prática a todo o país e permitir essa possibilidade a todas as freguesias”, prometeu. Mas ninguém aplaudiu.
O governante deixou, todavia, espaço para se “ajustarem as respostas às especifidades locais de cada território, de cada município, de cada freguesia”. O conteúdo desses acordos, disse Leitão Amaro, “está acertado com a Associação Nacional de Municípios Portugueses". Mal a Associação Nacional de Freguesias conclua o seu processo electivo neste congresso, sublinhou, esse trabalho conjunto pode começar a ser feito, clarificando as dúvidas que subsistam e explicando os procedimentos a adoptar para a celebração dos acordos em causa.
Antes, na sessão inaugural do XIV Congresso Nacional das Freguesias, o presidente cessante da Anafre, o social-democrata Armando Vieira, afirmou que o seu último mandato ficou marcado pela reorganização administrativa territorial autárquica, que “avançou contra as propostas” da associação e as "expectativas das freguesias”, frisando que apenas estas autarquias "foram atingidas”. O dirigente vaticinou que “o país nada ganhará com a extinção das freguesias”. Insurgiu-se contra "a inconsequente inutilidade da reforma administrativa” e declarou que “a desumanização e a indiferença não podem ocupar o lugar da solidariedade e da partilha, do trabalho prestado em regime de verdadeiro voluntariado que as freguesias promovem".
O XIV Congreso da Anafre, que decorre no Centro de Congressos de Aveiro, elege no domingo a nova direcção para os próximos quatro anos. E é provável que surja uma lista opositora à da direcção, que é articulada com os quatro maiores partidos com representação autárquica.

CURIOSIDADES - Mais algumas curiosidades interessantes que provavelmente você não sabia.


10 curiosidades interessantes que provavelmente você não sabiaMais algumas curiosidades interessantes que provavelmente você não sabia. 
  
  







  
  

Origem da expressão "tirar o cavalo da chuva"

1- Origem da expressão tirar o cavalo da chuva 
No século XIX, quando uma visita iria ser breve, o visitante deixava o cavalo ao relento, em frente à casa do anfitrião. Caso a visita fosse demorar, colocavam o animal nos fundos da casa, em um lugar protegido da chuva e do sol. Contudo, o convidado só poderia colocar seu cavalo protegido da chuva se o anfitrião percebesse que a visita estava boa e dissesse: “pode tirar o cavalo da chuva”. Depois disso, a expressão passou a significar a desistência de alguma coisa. De gozação, dizem que Rui Barbosa, que gostava de falar difícil, dizia “retirar o equino da precipitação pluviométrica”… 
  

2- água quente num acampamento

2- água quente num acampamento 
Se puser um saco de plástico com água em cima de uma fogueira o saco de plástico não derrete, sendo uma boa forma de ter água quente num acampamento sem grandes complicações. 
  

3- O animal que mergulha mais fundo

3- O animal que mergulha mais fundo 
O animal que mergulha mais fundo - Elefante marinho - Segundo os cientistas ele é o campeão de mergulho. Eles são encontrados na consta da Califórnia, México e América do Sul. Eles podem mergulhar de 1220 metros em busca de comida no fundo dos oceanos. Leva somente 17 min para este animal notável alcançar aquela profundidade. 
  

4- unhas da mão

4- unhas da mão 
As unhas da mão crescem aproximadamente 4 vezes mais rápido que as do pé. As unhas da mão direita crescem com mais velocidade que as da mão esquerda. 

5- Kaninhoppning

5- Kaninhoppning 
A Suécia tem um coelho que participa de competições de saltos chamado Kaninhoppning. 
  

6- largando os estudos

6- largando os estudos 
Pelo menos cinco dos homens mais poderosos na indústria da informática (Bill Gates, Paul Allen, Larry Ellison, Steve Jobs e Michael Dell) não acabaram seus estudos universitários. 

7- Mergulho

7- Mergulho 
Jerry Hall estabeleceu novo recorde de tempo de mergulho em água doce. Ele passou seis dias, uma hora e 42 minutos nas águas do Lago South Holston, perto de Bristol, Tennessee. (David Graça / Kingsport Times-Notícias via Associated Press) 
  

8- Tóquio

8- Tóquio 
Existe em Tóquio uma torre de rádio e TV idêntica a Torre Eiffel, de Paris. Aliás, a chamada Torre de Tóquio é 13 metros mais alta que a torre parisiense. Mais um detalhe: em seu interior, funciona um museu temático do Guiness – o Livro dos Recordes.

9- Um estudo medindo os efeitos da música

9- Um estudo medindo os efeitos da música 
Um estudo medindo os efeitos da música descobriu que as vacas produzem mais leite quando ouvem música suave.

10- Como Cachorros bebem água

10- Como Cachorros bebem água
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O mundo de Vasco, o poeta cavaleiro a quem nada falta, coube todo na Gulbenkian Dia de homenagem ao poeta e ensaísta numa casa que conhece bem. Vasco Graça Moura sentou-se na plateia para ouvir os elogios e sorriu: "Não sou vaidoso, sou objectivo."

O mundo de Vasco, o poeta cavaleiro a quem nada falta, coube todo na Gulbenkian

Dia de homenagem ao poeta e ensaísta numa casa que conhece bem. Vasco Graça Moura sentou-se na plateia para ouvir os elogios e sorriu: "Não sou vaidoso, sou objectivo."
Junto ao palco do auditório, com a plateia quase sem lugares, Vasco Graça Moura, 72 anos, está de pé e enfrenta uma longa fila de cumprimentos. Comentários de circunstância, beijos, abraços, felicitações e palavras de encorajamento neste momento em que luta contra o cancro. Na homenagem que a Gulbenkian fez esta sexta-feira ao poeta, tradutor, ensaísta e presidente do Centro Cultural de Belém compareceram amigos, colaboradores, antigos presidentes da República, pintores, artistas ou simples admiradores.“Só espero que nestas cadeiras também estejam alguns dos meus leitores”, diz ao sentar-se para falar com os jornalistas, num intervalo da sessão que começou por sublinhar a importância da sua obra poética e o papel que tem vindo a desempenhar na vida pública, sobretudo nos círculos culturais.
“Talvez a poesia tenha sido a via a que me dediquei mais”, reconhece ao PÚBLICO, mas isso porque sempre viu as suas traduções de outros autores (Shakespeare, Dante, Rilke ou Petrarca) como obras suas, de alguma forma. Se é a poesia, a prosa ou a actividade política - foi fundador do PPD, secretário de Estado em dois governos e eurodeputado durante dez anos - que mais marcas vai deixar, pouco parece importar a Graça Moura, que no ano passado festejou 50 anos de carreira numa cerimónia no Porto, a sua cidade. Prémios e homenagens têm sido frequentes neste meio século e, admite, têm alimentado o seu ego. Quando lhe perguntamos se o deixam vaidoso, responde com um sorriso: “Não sou vaidoso, sou objectivo.”
De Vasco Graça Moura (VGM) nunca se pode esperar uma resposta convencional, adverte Marcelo Rebelo de Sousa, professor de Direito e comentador, um dos muitos que não quiseram faltar a este colóquio comissariado pelo ensaísta Eduardo Lourenço. “O que podemos esperar sempre é uma boa discussão porque o Vasco adora uma polémica e é, em tudo o que faz na vida, um homem apaixonado, que se entrega sem concessões, com uma riqueza infindável de dimensões que o torna fascinante de muitas maneiras”, diz Rebelo de Sousa, lembrando que se conheceram no início dos anos 1970, nos círculos culturais do Porto. “É um bom jurista, embora não praticante, um grande crítico literário e poeta, e um tradutor absolutamente genial.” Mas, continua, Graça Moura é ainda “um homem culto”, sempre atraído pela história, a música e as artes plásticas, “que conhece profundamente”, e um “animal político” capaz de conciliar uma visão transversal - foi assim sempre que desempenhou funções como a da presidência da Comissão dos Descobrimentos - com uma partidária, de que está já afastado há largos anos.
Epopeia e melancolia
Também foi no Porto que o presidente da Gulbenkian, Artur Santos Silva, conheceu Graça Moura, de quem é amigo desde a juventude. Coube-lhe, como anfitrião, abrir o colóquio, salientando o papel central do poeta na vida cultural portuguesa dos últimos 40 anos, dando como exemplo a sua actividade à frente da Imprensa Nacional-Casa da Moeda e do Serviço de Bibliotecas e de Apoio à Leitura da própria fundação. Vasco Graça Moura, acrescentou, “é digno de partilhar a galeria dos grandes vultos da renascença”.
Foi também “na matriz greco-latina a que chamamos Renascimento” que Eduardo Lourenço inscreveu o “homem de acção”, o “amigo” e “humanista” que sempre se quis ver implicado na vida do seu país, numa comunicação a que deu o título O mundo de Vasco, entre a epopeia e a melancolia: “O mundo de Vasco é o mundo todo com o seu mistério e o seu enigma insondáveis”, continuou. “É um teatro-mundo de configuração barroca e iluminista” em que o autor, “consciente de que vivemos no Ocidente uma espécie de noite de Deus”, continua a ser um europeísta convicto, daqueles que nunca lê Portugal numa perspectiva complexada em relação à Europa.
Numa intervenção em que garantiu que, tanto na vida como na obra, Graça Moura troca uma “coloração cultural canónica” pela “curiosidade humana e o espanto daquilo que somos e que fazemos”, Lourenço comparou ainda o ensaísta e poeta a Jorge de Sena, dizendo que também ele fez do mundo da cultura “um cântico de combate (…), em suma, uma arena – aquela em que nos perdemos ou misericordiosamente nos salvamos”.
Arenas políticas e culturais Graça Moura conheceu várias, mas em todas, asseguram Marcelo Rebelo de Sousa e o musicólogo Rui Viera Nery, sobre respeitar os seus adversários, mesmo os que se moviam em círculos ideológicos opostos.
Nery, que falou da sua faceta como gestor cultural, enalteceu sobretudo a sua “capacidade de gerar consensos sempre que se trata de proteger o interesse público”, mesmo que nunca se tenha preocupado em adoptar um “tom ameno ou conciliador”, acrescentou o poeta Nuno Júdice.
Júdice e o jornalista do PÚBLICO Luís Miguel Queirós viraram-se para a obra poética. O primeiro elogiou-lhe a capacidade de surpreender com as suas intuições, a “vastíssima erudição” e o profundo conhecimento da poesia portuguesa, sobretudo a de Camões, a quem dedicou vários ensaios de referência: “O nosso século XVI teria sido bom para o Vasco se cruzar com um tal Luís de Camões, a quem teria muitas perguntas a fazer…" O segundo propôs um percurso livre pelas suas obras publicadas, destacando a “espontaneidade com que usa o vocabulário disponível”, “a qualidade da prosódia” e a naturalidade com que a sua poesia expressa opiniões sobre os mais diversos temas.
Frontal, por vezes incómodo nas suas posições, VGM é para muitos uma figura incomparável na cultura portuguesa. Lourenço chama-lhe ainda “o cavaleiro Vasco”, aquele que “combateu como ninguém à sombra de Camões e camonianamente”, numa vida intensa em que produziu “uma das mais altas poesias do seu tempo”: “Os deuses concederam-lhe a graça de ser um grande poeta e dando-lhe isso, nada lhe falta.”
O intelectual público
O Presidente da República não se deteve na sua dimensão de escritor, de “virtuoso das letras”, a que “em definitivo acabará por impor-se”, mas quis antes realçar um outro aspecto da sua biografia que “corre o risco de ser ofuscado”: “Refiro-me à figura do intelectual, do cidadão empenhado, que ao longo das últimas décadas tanto contribuiu para a valorização da nossa vida democrática.” Graça Moura “tem representado um papel da maior importância para a consolidação, entre nós, de uma sociedade que preza os valores da liberdade e da cultura”. Um intelecutal cuja “palavra, não raro inflamada e polémica, se faz ouvir metodicamente”.
No final, o Presidente atribuiu-lhe a Grã-Cruz da Ordem de Santiago da Espada. Na sessão de encerramento, Graça Moura tinha já confessado, segundo a Lusa, que considerava a homenagem "excessiva em si mesma" e que se sentia "a cair das nuvens".