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sábado, 25 de janeiro de 2014

TODOS OS ALGARVIOS JÁ DEVEM TER OUVIDO FALAR DO FIALHO - Júdice Fialho, o maior industrial conserveiro do Algarve

Júdice Fialho, o maior industrial conserveiro do Algarve


A figura mais notável da História da Industria Conserveira no Algarve, foi sem sombra para dúvidas João António Júdice Fialho, um homem inteligente e empreendedor, que nas primeiras décadas do século XX conseguiu conquistar os principais mercados europeus com as suas conservas de atum e de sardinha, mas também com as suas massas alimentícias, compotas e marmeladas. Foi dos poucos industriais das pescas que há mais de um século atrás soube visionar  o conceito de globalização à escala atlântica, investindo na aquisição de modernos meios de transformação industrial do pescado, cujos avultados lucros lhe permitiram diversificar a produção e reinvestir noutros segmentos de mercado. 
Palácio Fialho hoje propriedade da Diocese do Algarve
Proprietário e industrial de conservas, João António Júdice Fialho nasceu em Portimão a 17-4-1859 e faleceu em Lisboa, na Casa de Saúde de Benfica, a 17-3-1934, com 74 anos de idade. Os seus avantajados meios de fortuna permitiram-lhe reunir uma magnífica colecção de arte (quadros, porcelanas, mobiliário), fazendo-se distinguir na sociedade do seu tempo, tanto no país como no estrangeiro, como um mecenas e um magnata da cultura e da arte. A sua avultada fortuna permitiu-lhe construir na colina de St.º António do Alto, em Faro, uma magnifica residência ao estilo dos “chateaux” do Loire francês, que ficou conhecido, e ainda hoje se designa, como Palácio Fialho. Começou a construir-se em 1915, sob projecto do arquitecto Joaquim Manuel Norte Júnior, concluindo-se as obras em 1925, cuja cerimónia de inauguração contou com a presença das principais autoridades políticas, religiosas e militares do Algarve.
Nessa altura poucos se interessavam em Faro, ou no Algarve, pelo coleccionismo de peças artísticas e de antiguidades, paixão essa que herdou do sogro, o famoso Dr.  Justino Cúmano, que foi no último quartel do séc. XIX um verdadeiro mecenas da arte e da cultura algarvia, proprietário do Teatro Lethes e grande impulsionador da Arte de Talma no Algarve. 
Iniciou a sua actividade industrial precisamente na cidade de Faro onde fundou uma fábrica de álcool que por razões conjunturais teve efémera duração. Investiu depois no ramo da indústria da pesca do atum e da sardinha, sector tradicional mas de confiável retorno financeiro. Depressa se apercebeu da oportunidade do sector conserveiro, que nos finais do séc. XIX estava ainda a dar os primeiros passos, fundando algumas fábricas em Portimão e Lagos. Anos depois fundaria novas e sofisticadas unidades fabris na cidade de Faro, nas vilas de Olhão e Espinho, tendo por fim avançado para a ilha da Madeira, onde se tornou o principal industrial do sector, tal como aliás acontecia no Algarve. O número de operários, que tinha por sua conta nas diversas fábricas espalhadas pelo país, ascendia a largos milhares.
As marcas que lançou no mercado, sobretudo das suas conservas de sardinha eram as mais conhecidas na Europa, principalmente em Inglaterra, onde praticamente dominava esse sector de mercado. As latas de sardinha e de atum das fábricas algarvias da Casa Fialho foram imprescindíveis para a alimentação dos exércitos beligerantes durante a I Guerra Mundial.
Pedra de litografia usada nas conservas de Júdice Fialho
Júdice Fialho foi um dos maiores industriais de conservas da Europa, cujo sucesso se deve ao seu espírito criativo e empreendedor, capaz de ver à distância os interesses do mercado e a evolução do consumo em diferentes regiões do mundo. Com o elevado volume de negócios que manteve nos principais mercados mundiais, conseguiu reunir um pecúlio financeiro verdadeiramente invulgar, tornando-se num dos maiores capitalistas portugueses do seu tempo.
Teve uma vida de intenso trabalho, com muitos dissabores, traições e desilusões, que lhe endureceram o carácter. Retirou da sua experiência como empresário uma capacidade negocial invulgar e uma diplomacia nas relações exteriores muito peculiar. Soube extrair das relações com os políticos nacionais e estrangeiros grandes lições, umas positivas quando baseadas na honra, outras negativas quando envasadas na corrupção. De todas soube sempre colher ensinamentos que lhe foram muito úteis no seu longo percurso empresarial. Muitas dessas falsas amizades usou-as em proveito próprio. Não obstante, foi um dos maiores industriais das pescas e da transformação conserveira no país, com fábricas no Algarve e noutras regiões do país, contribuindo com as suas iniciativas empresariais para o desenvolvimento da economia nacional.
Panorâmica do palácio Fialho, actual Colégio do Alto
Curiosamente nos últimos anos de vida virou-se para a agricultura, tendo adquirido no Algarve vastas propriedades, situadas no Areal Gordo e Pereiro, as courelas das Caliças, as fazendas de Marachique e das Areias, do Vau da Rocha (em Portimão), Atalaia e Benefícios, assim como a famosa Quinta do Alto, onde construíra a sua residência. Mas também adquiriu as conhecidas Hortas de Olhão e dos Fumeiros, a quinta do Bom João e a vastíssima fazenda do Montenegro, sem esquecer ainda as valiosas e extensas propriedades dos salgados e reguengos de Portimão, em Boina e Arge, tendo por fim adquirido o antigo Morgado de Quarteira, que mais tarde o banqueiro Cupertino de Miranda compraria aos seus herdeiros para aí fundar o resorte turístico hoje conhecido como Vilamoura. Nessas propriedades desenvolveu culturas novas e empregou modernas máquinas, adubos e desinfestantes até aí desconhecidos na região. Algumas dessas máquinas existiam ainda há poucos anos nas arrecadações agrícolas da sua apalaçada residência, hoje transformada, ou adaptada às suas funções educativas, sob a designação de Colégio de Santo António do Alto. A ele se deve a introdução no Algarve das culturas intensivas do pimenteiro e do marmeleiro, cujas produções aproveitou para criar as primeiras agro-indústrias no género, além de ter também experimentado a exportação em lata da pasta de pimento e do doce de marmelo.
Também investiu na pesca do bacalhau, enviando vários navios da sua frota pesqueira do Algarve para os bancos na Terra Nova de onde voltavam carregados de peixe que era depois aqui submetido à secagem, embalagem e exportação para os mercados consumidores em todo o mundo. Embora o Algarve tivesse condições muito propícias à indústria da secagem do bacalhau, o certo é que depois da experiência da Casa Fialho praticamente não houve quem prosseguisse no aproveitamento desse sector.
Face aos seus negócios e aos avultados meios de fortuna, Júdice Fialho passava largas temporadas no estrangeiro usufruindo da avançada cultura dos países do centro europeu, adquirindo conhecimentos nos mais diversos meios, quer científicos quer artísticos. A sua educação e esmerado bom gosto, levou-o a coleccionar imensas obras de arte, principal-mente quadros, tapeçarias, esculturas e ricas porcelanas, com as quais decorou e enriqueceu o seu palácio de Faro.
soldagem das latas de conservas
Uma das suas características mais cativantes era a forma como tratava os seus colaboradores, desde o engenheiro até ao mais humilde trabalhador rural, que a todos conhecia pelo primeiro nome. A nenhum, sobretudo aos mais humildes, permitia que faltasse o sustento, diligenciando sempre trabalho para os activos e apoio financeiro para os velhos e doentes. Impõe-se também salientar que as fábricas conserveiras da empresa Júdice Fialho foram as primeiras no país a possuírem creches para os filhos das operárias e salas de aleitamento para que as mães pudessem cuidar dos seus bebés durante as horas de trabalho.Também lhes eram prestados serviços médicos e apoio farmacêutico, além de ensinamentos de puerícia e aconselhamento no planeamento familiar.
Em 17-4-1916, a Câmara Municipal de Portimão prestou-lhe uma homenagem pública, descerrando o seu retrato no salão nobre daquela edilidade, como prova de gratidão pelo desenvolvimento económico prestado à sua terra-natal.
Dois dias antes de falecer foi submetido a uma intervenção cirúrgica que correu satisfatoriamente, sucumbindo no pós-operatório por causa de um ataque  cardíaco, enfarte agudo do miocárdio.
Foi casado com D. Maria Antónia Cúmano Fialho, que era descendente de uma das mais prestigiadas famílias do Algarve, filha do médico italiano Dr. Justino Cúmano. Teve duas filhas, D. Justina Cúmano Fialho de Sousa Coutinho, casada com D. António de Sousa Coutinho, Conde de Linhares, e de D. Isabel Cúmano Fialho de Mendonça, viúva de Jorge de Mendonça.
O féretro do benemérito industrial chegou a Faro por via-férrea no dia 21-5-1934, ficando depositado no jazigo da família Cúmano até que ficasse pronto o mausoléu que a viúva mandou edificar no Cemitério da Esperança. O seu funeral foi uma grandiosa manifestação de pesar, demonstrada por milhares de pessoas que deviam ao defunto diferentes provas de amizade e de protecção. Vieram camionetas de todo o Algarve, especialmente de Portimão, Peniche e Sines, onde aquele industrial possuiu fábricas e propriedades agrícolas.
O nome de João António Júdice Fialho encontra-se imortalizado na toponímia das cidades de Faro, Sines e Portimão. Recentemente o município de Portimão atribuiu-lhe o nome a uma Escola do Ensino Básico dos 2º e 3º Ciclos.


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Revolta republicana do 31 de Janeiro de 1981 A 31 de Janeiro de 1891 aconteceu no Porto a primeira tentativa revolucionária com o fim de destronar o regime monárquico.

Revolta republicana do 31 de Janeiro de 1981 



A 31 de Janeiro de 1891 aconteceu no Porto a primeira tentativa revolucionária com o fim de destronar o regime monárquico.
A revolta tem início na madrugada do dia 31 de Janeiro, quando o Batalhão de Caçadores nº9, liderados por sargentos, se dirigem para o Campo de Santo Ovídio, hoje Praça da República, onde se encontra o Regimento de Infantaria 18 (R.I.18). Ainda antes de chegarem, junta-se ao grupo, o alferes Malheiro, perto da Cadeia da Relação; o Regimento de Infantaria 10, liderado pelo tenente Coelho; e uma companhia da Guarda Fiscal. Embora revoltado, o R.I.18, fica retido pelo coronel Meneses de Lencastre, que assim, quis demonstrar a sua neutralidade no movimento revolucionário.
Os revoltosos descem a Rua do Almada, até à Praça de D. Pedro, (hoje Praça da Liberdade), onde, em frente ao antigo edifício da Câmara Municipal do Porto, ouviram Alves da Veiga proclamar da varanda a Implantação da República.Acompanhavam-no Felizardo Lima, o advogado António Claro, o Dr. Pais Pinto, Abade de São Nicolau, o Actor Verdial, o chapeleiro Santos Silva, e outras figuras. Verdial leu a lista de nomes que comporiam o governo provisório da República e que incluíam: Rodrigues de Freitas, professor; Joaquim Bernardo Soares, desembargador; José Maria Correia da Silva, general de divisão; Joaquim d'Azevedo e Albuquerque, lente da Academia; Morais e Caldas, professor; Pinto Leite, banqueiro; e José Ventura Santos Reis, médico.
Foi hasteada uma bandeira vermelha e verde, pertencente a um Centro Democrático Federal.Com fanfarra, foguetes e vivas à República, a multidão decide subir a Rua de Santo António, em direcção à Praça da Batalha, com o objectivo de tomar a estação de Correios e Telégrafos. No entanto, o festivo cortejo foi barrado por um forte destacamento da Guarda Municipal, posicionada na escadaria da igreja de Santo Ildefonso, no topo da rua.
O capitão Leitão, que acompanhava os revoltosos e esperava convencer a guarda a juntar-se-lhes, viu-se ultrapassado pelos acontecimentos. Em resposta a dois tiros que se crê terem partido da multidão, a Guarda solta uma cerrada descarga de fuzilaria vitimando indistintamente militares revoltosos e simpatizantes civis. A multidão civil entrou em debandada, e com ela alguns soldados.
Reconstituição Histórica do 31 de Janeiro de 1891


Vitorino - "Fado da liberdade livre"


Ana Drago demite-se da Comissão Política do Bloco de Esquerda 25 Janeiro 2014 A ex-deputada Ana Drago anunciou hoje a demissão da Comissão Política do Bloco de Esquerda (BE), alegando “uma divergência profunda e fundamental” com a direcção do partido relativamente à estratégia que está a ser seguida.

Ana Drago demite-se da Comissão Política do Bloco de Esquerda
25 Janeiro 2014
A ex-deputada Ana Drago anunciou hoje a demissão da Comissão Política do Bloco de Esquerda (BE), alegando “uma divergência profunda e fundamental” com a direcção do partido relativamente à estratégia que está a ser seguida.
Em causa está o facto de a direção política do BE ter rejeitado um debate com outros movimentos de esquerda, como o recém-criado Manifesto 3D, a Renovação Comunista e o anunciado partido Livre, para participar num processo de convergência que resultasse numa candidatura única às eleições europeias.

“As dificuldades processuais dessa candidatura eram várias, e relevantes. Contudo, um modelo de articulação não chegou sequer a ser equacionado – a direção política do Bloco de Esquerda não se mostrou disponível para iniciar um debate programático com alguns dos possíveis participantes nessa convergência. Com essa exclusão antes mesmo de se debater um programa conjunto para as eleições europeias, a possibilidade de uma candidatura alargada fracassou”, justifica a militante bloquista numa carta enviada à Agência Lusa e que foi já entregue aos membros da Mesa Nacional, que se reúnem hoje à tarde.

A ex-deputada, que deixou a Assembleia da República em agosto de 2013 após 11 anos de vida parlamentar, declara-se “entristecida” com a decisão de se demitir, mas sublinha que esta proposta de convergência “era um passo essencial na construção de uma alternativa de esquerda para o país”.
“Por entender que a identidade, o papel e a responsabilidade histórica do Bloco de Esquerda é construir essa convergência, não posso hoje, em consciência, permanecer na Comissão Política”, explica, na sua carta de demissão.

Ana Drago acrescenta que “a unidade deste campo da esquerda é mais importante que as suas diferenças” e significaria “uma vontade política de construir uma alternativa sustentada e credível de esquerda”, necessária para parar o que considera ser “o ataque fanático e revanchista da direita portuguesa” que compromete “os direitos sociais fundamentais”.

“Não sei – talvez não saibamos sobre nós próprios – se terei o discernimento e a capacidade de construir uma solução de esquerda para o país. Mas sei hoje, claramente, que não quero fazer parte do problema”, sublinha.

A Mesa Nacional do BE, órgão máximo do partido entre convenções, está hoje reunida em Lisboa para discutir a situação política atual e as próximas eleições europeias, a realizar a 25 de maio.
O partido foi desafiado recentemente pelo manifesto 3D para uma candidatura conjunta ao sufrágio de maio, mas o coordenador do Bloco João Semedo, respondeu que o partido não se iria diluir em "qualquer outra candidatura" às eleições europeias.

"Em nenhuma circunstância, o Bloco de Esquerda abdicará de se candidatar às próximas eleições europeias. Recusamos diluir-nos em qualquer outra candidatura e recusamos qualquer solução que faça desaparecer o Bloco de Esquerda", disse recentemente João Semedo à agência Lusa.

Posteriormente, mais de 50 militantes do Bloco de Esquerda (BE) subscreveram um texto onde pedem à coordenação do partido que dê início a um processo de "auscultação interna sobre a estratégia a seguir nas próximas eleições europeias", que, dizem, deve passar por uma "convergência à esquerda".

Vamos lá aprender primeiros socorros

 
Vamos lá aprender primeiros socorros (。◕‿-。✿)

A FOME - O Diário do Professor Arnaldo – A fome nas escolas Ontem, uma mãe lavada em lágrimas veio ter comigo à porta da escola. Que não tinha um tostão em casa, ela e o marido estão desempregados e, até ao fim do mês, tem 2 litros de leite e meia dúzia de batatas para dar aos dois filhos.

PARA QUE SE VEJA O PORTUGAL QUE OS INSTALADOS EM BELÉM E EM SÃO BENTO TÊM ESTADO A CONSTRUIR, MAS AS BENESSES DELES MANTÉM-SE !!! O POVO CONTINUA APÁTICO, DOENTE E NÃO QUER VER !! ONDE ESTÁ A CAPACIDADE DE SOLIDAREIEDADE PORTUGUESA PARA CORRER COM A CUSMALHADA INSTALADA? ....."A FOME - CONFISSÃO DE UM PROFESSOR!!!! CONFISSÃO DE UM PROFESSOR....ESTA DÓI A LER!!!!!!!!!! A POBREZA ENVERGONHADA!...PODE ESTAR AO NOSSO LADO!... O Diário do Professor Arnaldo – A fome nas escolas Ontem, uma mãe lavada em lágrimas veio ter comigo à porta da escola. Que não tinha um tostão em casa, ela e o marido estão desempregados e, até ao fim do mês, tem 2 litros de leite e meia dúzia de batatas para dar aos dois filhos.Acontece que o mais velho é meu aluno. Anda no 7.º ano, tem 12 anos mas, pela estrutura física, dir-se-ia que não tem mais de 10. Como é óbvio, fiquei chocado. Ainda lhe disse que não sou o Director de Turma do miúdo e que não podia fazer nada, a não ser alertar quem de direito, mas ela também não queria nada a não ser desabafar. De vez em quando, dão-lhe dois ou três pães na padaria lá da beira, que ela distribui conforme pode para que os miúdos não vão de estômago vazio para a escola. Quando está completamente desesperada, como nos últimos dias, ganha coragem e recorre à instituição daqui da vila – oferecem refeições quentes aos mais necessitados. De resto, não conta a ninguém a situação em que vive, nem mesmo aos vizinhos, porque tem vergonha. Se existe pobreza envergonhada, aqui está ela em toda a sua plenitude. Sabe que pode contar com a escola. Os miúdos têm ambos Escalão A, porque o desemprego já se prolonga há mais de um ano (quem quer duas pessoas com 45 anos de idade e habilitações ao nível da 4ª classe?). Dão-lhes o pequeno-almoço na escola e dão-lhes o almoço e o lanche. O pior é à noite e sobretudo ao fim-de-semana. Quantas vezes aquelas duas crianças foram para a cama com meio copo de leite no estômago, misturado com o sal das suas lágrimas…Sem saber o que dizer, segurei-a pela mão e meti-lhe 10 euros no bolso. Começou por recusar, mas aceitou emocionada. Despediu-se a chorar, dizendo que tinha vindo ter comigo apenas por causa da mensagem que eu enviara na caderneta. Onde eu dizia, de forma dura, que «o seu educando não está minimamente concentrado nas aulas e, não raras vezes, deita a cabeça no tampo da mesma como se estivesse a dormir». Aí, já não respondi. Senti-me culpado.Muito culpado por nunca ter reparado nesta situação dramática. Mas com 8 turmas e quase 200 alunos, como podia ter reparado? É este o Portugal de sucesso dos nossos governantes. É este o Portugal dos nossos filhos. CIRCULAR PELOS AMIGOS E CONHECIDOS, COMENTAR, BARAFUSTAR, SÃO ACÇÕES QUE NADA PODERÃO FAZER PARA REPOR OS VALORES DESTE PAÍS. É NECESSÁRIO FAZER MAIS...MUITO MAIS!" .

Passos vaiado em Braga à porta de reunião com JSD O primeiro-ministro foi ontem à noite vaiado em Braga por um grupo de cerca de 20 manifestantes, que acusaram a polícia e a segurança de Passos Coelho de os "querer esconder".





Passos vaiado em Braga à porta de reunião com JSD



O primeiro-ministro foi ontem à noite vaiado em Braga por um grupo de cerca de 20 manifestantes, que acusaram a polícia e a segurança de Passos Coelho de os "querer esconder".

O grupo aguardava a chegada do líder do PSD a um encontro com militantes da JSD com cartazes de protesto contra o desemprego, o referendo sobre a coadoção, os cortes nos salários e pensões e na atribuição de bolsas de investigação.
"Fascista", "25 de Abril sempre, fascismo nunca mais", foram algumas das palavras que os manifestantes dedicaram a Passos Coelho.
Cerca de 10 minutos antes da chegada ao local de Passos Coelho, cerca de uma dezena de elementos da PSP e da segurança do primeiro-ministro, ladearam os manifestantes, para que estes recuassem até ao outro lado da rua por onde o líder do PSD iria entrar no edifício.
"Eles estão a fazer o que lhes mandam, entendemos isso. O que não entendemos é que nos queiram esconder para fingir que não existimos", explicou uma das manifestantes à Lusa.
A reunião, que juntou dezenas de militantes da JSD, decorreu à porta fechada.

NO LUGAR DESTE INFELIZ DEVERIA ESTAR O PASSOS COELHO OU QUALQUER OUTRO FACÍNORA QUE TEM REMETIDO O POVO PORTUGUÊS PARA UM PATAMAR DE MISÉRIA IGUAL AOS DO TEMPO DA DITADURA SALAZARISTA - João Esteves foi assassinado à procura de emprego em Londres Era português, vivia em Lisboa e foi para Londres à procura de emprego. Dormiu no aeroporto de onde foi enviado para um centro de acolhimento que estava cheio. Dormiu na rua e encontrou a morte.



João Esteves foi assassinado à procura de emprego em Londres 

Era português, vivia em Lisboa e foi para Londres à procura de emprego. Dormiu no aeroporto de onde foi enviado para um centro de acolhimento que estava cheio. Dormiu na rua e encontrou a morte.


Vista do centro da cidade de Crawley Getty Images Vista do centro da cidade de Crawley

João Esteves tinha 45 anos e vivia em Lisboa. No dia 15 janeiro apanhou um avião no aeroporto da Portela com destino ao aeroporto londrino de Gatwick, esperançoso de ter uma vida melhor, e sem suspeitar que o maior azar da sua vida foi não ter perdido o avião. Morreu quatro dias depois, vítima de violento espancamento nos arredores de Londres.
As circunstâncias do crime ainda não são conhecidas mas a autópsia indica que João Esteves foi agredido com gravidade na cabeça na noite de sábado, relata a agência Lusa. A polícia encontrou-o, num beco de Crawley, uma pequena cidade a 20 km de Londres, às 3h25 de domingo.
Os paramédicos foram chamados de imediato. João ainda foi levado para o Hospital Royal Sussex County, em Brighton. Morreu na tarde de domingo.

Conselho fatal do centro de acolhimento 


Dois dias depois depois de ter aterrado em Gatwick voltou ao aeroporto à procura de um sítio para dormir, até arranjar dinheiro para comprar um bilhete de regresso.
A polícia e os funcionários do aeroporto acompanharam a situação e, ao verem João preparar-se para ali passar mais uma noite, sugeriram-lhe que se dirigisse a um centro de apoio a pessoas sem-abrigo, em Crawley. Quando lá chegou já era tarde - passava das 22h - e já não havia camas disponíveis.
De acordo com a polícia, citada pela agência Lusa, os funcionários da organização de solidariedade deram uma bebida quente a João, comida e agasalhos. E deram-lhe também o conselho fatal de dormir na rua até o centro reabrir na manhã seguinte. 

"Não era um arruaceiro e nunca lutou com ninguém 


Um comunicado publicado hoje pela polícia de Sussex cita a irmã de João, Margarida Esteves, que diz que o irmão decidiu viajar para o Reino Unido "para tentar encontrar emprego. Não era um arruaceiro e nunca lutou com ninguém.Ele evitaria o confronto e não era um homem violento".
Margarida diz que o irmão fazia "tudo para ajudar as pessoas. Nem posso acreditar que isto esteja a acontecer. As pessoas em Portugal estão em estado de choque e não posso acreditar que ele tenha morrido desta maneira. Nada disto faz sentido".
A morte dele deixou a mãe idosa "destroçada" e sozinha, pois era o filho mais velho e vivia com ela.  

Britânico de 23 anos vai ser julgado em julho 


Daniel Palmer, um cidadão britânico de 23 anos, foi acusado de agredir João Esteves e de lhe provocar ferimentos que lhe haveriam de causar a morte. Um juiz do tribunal da Coroa de Hove - para onde os magistrados de Crawley remeteram o caso na quinta-feira - decidiu hoje que Palmer vai ser julgado no dia 21 de julho.
O procedimento normal dita que os homicídios sejam julgados num tribunal criminal, perante um júri. 
A agência Lusa diz que segundo o jornal "Crawley News", "a polícia ainda está a investigar o crime e analisar potenciais provas como in.formação de telemóveis, imagens de videovigilância, fotografias, relatórios patológicos e neuro-patológicos"

A miúda que aí está 24 Janeiro 2014, por Baptista Bastos Para aonde vou agora, que a minha pátria não me quer? Que vou fazer dos meus sonhos, que são a substância definida da minha vida? A miúda desabrigada, desprotegida e à espera sou eu, somos todos nós.

A miúda que aí está
24 Janeiro 2014,  por Baptista Bastos
Para aonde vou agora, que a minha pátria não me quer? Que vou fazer dos meus sonhos, que são a substância definida da minha vida? A miúda desabrigada, desprotegida e à espera sou eu, somos todos nós.

É uma das mais pungentes fotografias publicadas, ultimamente, na Imprensa portuguesa. O "Público" editou-a na primeira página da edição de quarta-feira, p.p., e aqui é reproduzida pela grandeza e pela humanidade que expõe. E, de certo modo, representa a imagem devolvida de um país aflito e de uma juventude desesperada e exausta de mentiras e imbróglios. A miúda expõe o semblante mais triste e mais desamparado que imaginar se possa. Diz-nos, num cartaz, que "O meu país não me quer!", a exclamação trágica e memorável de exprobração a um governo que a não deseja porque a ignora.

Olhem-me para esta miúda que parece sozinha mas não está. Vejam este cartaz, simultaneamente de protesto, de aviso e de angústia. Diz-nos, a miúda, que foi abandonada, que a terra onde nasceu a não ama; e não há maior desgosto, pena mais dolorosa, do que ser largada e desprezada, nas coisas do coração.

"O meu país não me quer!" Há desdém mais penoso, desamparo mais sem remédio, solidão mais trágica e mais cavada do que estas mágoas apresentadas como se fossem sem remissão? Há?

A fotografia representa a dor humana na forma medonha de uma dilaceração. O rosto da miúda é um calvário impressionante, porém doce e singelo, como todos os sentimentos aparentemente irremediáveis. Para aonde vou agora, que a minha pátria não me quer? Que vou fazer dos meus sonhos, que são a substância definida da minha vida?

A miúda está serena, todavia resoluta como a decisão de um destino. Foi expulsa por quem não sabe que nenhum sofrimento desta natureza é medíocre, disperso, absurdo ou confuso. A miúda é uma acusação não resignada, um dedo esticado, pontual, exacto, infalível e tranquilo contra quem possui um coração oco.

É uma miúda como outra qualquer miúda, forçada a descer à rua para defender os direitos do que julgava infalível. Desceu à rua quando, na verdade, devia estar sossegada a prosseguir um destino alegre e estudioso; a amar, a amar, a amar, forma superlativa de viver.

Não existe maneira de dizer a esta miúda que há muita gente com ela; que se comoveu com esta imagem desamparada, com esta frase tão contundente como arrepiante. Não há. Como não existe modo de lhe explicar o que leva um grupo de pessoas a ser malvadas e inclementes.

O que eu gosto nesta miúda é a assunção da sua presença, e a melancolia de saber que pouco ou nada posso fazer por ela, a não ser dizer-lhe que a amo como amo os meus filhos e os meus netos, nessa enigmática e sagrada união de afecto que forma o elo da condição humana. Vi essa partilha de sujeito logo-assim reparei na grande fotografia do "Público". A miúda desabrigada, desprotegida e à espera sou eu, somos todos nós, neste luto sem tréguas, neste infortúnio selvagem.

Ela é, também, o rosto esculpido em dor que conhecemos de muitas páginas do Evangelho. Essa dor visceral e sem equívocos, que faz da condição humana a imponência da sua grandeza.
A miúda é aquilo que ali está, na pureza impressionante de um pesar convertido num protesto que não é mudo porque nos assola e invectiva a nossa consciência.



b.bastos@netcabo.pt

SERÁ QUE DÁ PARA PILOTO? Teste visão e concentração para pilotos

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A maioria dos homens não consegue.

Vejamos se tem o que é preciso para ser piloto...


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