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quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

UM ARTIGO COMPLETO COM O QUAL CONCORDO PLENAMENTE - As lutas pela memória de Eusébio NUNO DOMINGOS 09/01/2014 - 16:43 Eusébio é, simultaneamente, o melhor jogador moçambicano de sempre e o melhor jogador português de sempre. A nacionalização de Eusébio, com a sua transladação para o Panteão Nacional, só poderá ser uma matéria tensa. O melhor será devolvê-lo à grande comunidade mundial dos adeptos do futebol e não transformá-lo, mais uma vez, em património nacional.


As lutas pela memória de Eusébio

Eusébio é, simultaneamente, o melhor jogador moçambicano de sempre e o melhor jogador português de sempre. A nacionalização de Eusébio, com a sua transladação para o Panteão Nacional, só poderá ser uma matéria tensa. O melhor será devolvê-lo à grande comunidade mundial dos adeptos do futebol e não transformá-lo, mais uma vez, em património nacional.


As lutas pela memória de Eusébio começaram. Ao consenso gerado logo após a morte do grande futebolista sucedem-se as disputas.
Elemento de uma cultura popular tentacular e poderosa, gerador de uma economia da felicidade accionada por hábitos e memórias profundas que tocam afectos e pertenças, o futebol é, como outras actividades culturais, um espaço onde se projectam formas de conceber o mundo, onde se exprimem valores, ideias e sentimentos. É, neste sentido, um objecto apropriável, tanto pela opinião do adepto comum, exibida entre um grupo de amigos, como pela palavra de políticos, dirigentes desportivos e outros fazedores de opinião com acesso ao espaço mediático e, portanto, com um poder maior de fazer vingar uma visão da sociedade.
A possível transladação do corpo de Eusébio para o Panteão Nacional está a dar lugar a um debate onde esse tipo de apropriações se fazem sentir. Desde logo porque Eusébio, simultaneamente o melhor jogador moçambicano de sempre e o melhor jogador português de sempre, pode ser disputado por duas nações: por Moçambique, onde nasceu e cresceu num contexto de ocupação colonial, e por Portugal, administrador da colónia africana da África oriental que representou enquanto jogador e onde passou a viver até à sua morte.
A nacionalização de Eusébio é, desde logo, uma matéria tensa. Eusébio faz parte de uma narrativa nacional portuguesa imperial e pós-imperial. Esta, vista por muitos como um encontro cultural, foi, na verdade, e apesar de uma inegável história em comum, erguida pela violência, pela exploração e por relações de poder radicalmente desiguais. Tudo questões de índole pouco comemorativa que não interessam à moderna diplomacia económica, legitimada por uma ideia de lusofonia global mais preocupada com os negócios do que com a vida das populações.
Acrescenta-se ainda o facto de Eusébio ser também disputado por outra comunidade, não definida nacionalmente, que é a dos adeptos do clube que representou e em relação aos quais, na verdade, é mais adequado enquadrar a sua actividade enquanto futebolista. Por esta razão, a "nacionalização" de Eusébio tem um lado de usurpação em relação às condições em que despertou o seu génio, relacionadas com a comunidade do seu clube e, noutra dimensão, com a comunidade de adeptos de futebol, que excedem em muito as fronteiras do estado nacional e que criou partilhas próprias guiadas por uma paixão e um interesse comuns. Foram as redes internacionais da cultura de massas que tornaram Eusébio tão grande, como salta à vista na impressionante cobertura internacional da sua morte. Os interesses nacionais reagiram, assim, a um processo que não criaram mas do qual tentaram rapidamente beneficiar. Aconteceu durante a década de 60, nos tempos do luso-tropicalismo salazarista, e volta a acontecer agora.
O primeiro negro 
Não há propriamente um guião que defina de forma objectiva quais as características que devem conduzir alguém ao Panteão Nacional. O decreto-lei que enquadra a questão oferece uma margem grande para interpretações. Neste contexto de indefinição, há ou não razão para considerar que um jogador de futebol extraordinário pode aceder ao Panteão Nacional?
Parece evidente que não foram apenas as qualidades de Eusébio enquanto futebolista que o tornaram elegível para ocupar o lugar. Antes do jogador do Benfica, a fadista Amália Rodrigues alterou os critérios de entrada, rompendo com um padrão anterior dominado por políticos e homens de letras. Segundo algumas opiniões ter-se-á aberto um precedente perigoso: "Se Amália entrou por que não Eusébio?"
Os casos de Amália e Eusébio são exemplificativos do modo como a cultura popular urbana se impôs como uma força inaudita no século XX, uma força tão relevante que os estados nacionais, que sustentavam os seus discursos míticos, por um lado, na codificação da cultura do "povo autêntico", e, por outro, na celebração dos vultos da cultura erudita nacional, se viram obrigados, por razões diversas, a abraçar estes novos actores. Quase sempre personagens impuras, não propriamente "autênticas", porque urbanizadas, e portanto "corrompidas" pela modernidade, não tinham também sido distinguidas pelo universo da cultura erudita já que se expressavam em actividades menos nobres e não revelavam um domínio dos instrumentos de distinção cultural, nomeadamente aqueles herdados por condição familiar e pela exposição a uma educação escolar.
Noutro sentido, importa não esquecer que foram os próprios meios de comunicação e representação associados ao espectáculo de massas que fabricaram figuras maiores: o grande estádio, a sala de concertos, a imprensa e a reprodutibilidade da fotografia, a rádio, o cinema e, por fim, a televisão. Independentemente da urgência em incrementar uma crítica ao estado actual da cultura de massas, dos seus aproveitamentos mercantis e ideológicos, não deixa de ser evidente que esta não é uniforme nem simples e que os meios pelos quais se traduz possibilitam aos seus melhores intérpretes uma mestria formal complexa. À celebração destas personagens se deve a circunstância de pela primeira vez ter chegado ao Panteão nacional uma mulher e, provavelmente, um africano negro. A ideia inerente a uma economia dos bens culturais segundo a qual apenas o que tido como raro tem propriedades para ser distinto e bom é uma construção que deve, então, ser questionada.
Sobre o estilo interpretativo da popular Amália Rodrigues, o musicólogo Ruy Vieira Nery, na Enciclopédia da Música Portuguesa no Século XX dirigida por Salwa Castelo-Branco (vol. 3 pp. 1132-1138), oferece uma leitura que, não substituindo certamente a comunicação da performance, a encara como o resultado de inúmeras subtilezas e complexidades e de uma história particular que se tornou corpo. A "colocação da voz", o "desenho da melodia", "a dicção rítmica", "a intensidade expressiva", que serve "a clareza da divisão sintáctica" dos poemas cantados, ou o "percurso narrativo" característicos dos seus fados são alguns dos elementos identificados por Nery a propósito do estilo de Amália. A performance de uma simples canção poderia assim proceder, de um modo excepcional e tecnicamente singular, a uma reinvenção permanente de tradições, transformadas e adaptadas num espaço urbano por inúmeros contactos e influências, servida ao grande público pelos meios da cultura de massas.
O desprezo por actividades que revelam uma aprendizagem corporal e performativa mas que não construíram um discurso sobre si mesmas, nomeadamente porque os seus praticantes não são normalmente "pessoas do discurso", estende-se certamente ao futebol. Actividade que comprovadamente provoca um conjunto de experiências estéticas nos espectadores, o futebol não criou uma estética, nem ainda proporcionou uma explicação, pese embora os esforços recentes em explorar a dimensão táctica do jogo ou a lógica dos seus mecanismos mais profundos.
O futebol, como outros desempenhos corporais e performativos, é ainda dificilmente traduzível por palavras, nomeadamente as dos próprios intérpretes, que raramente enunciam o seu princípio criativo, reservado ao universo do indizível, do incorporado, não exprimível por palavras. Não se tratará de intelectualizar o futebol e retirá-lo de uma esfera popular, mas apenas oferecer-lhe o que muitas outras actividades modernas já há muito alcançaram.
Discurso simplista
A compreensão das artes de Amália e Eusébio são antídotos importantes contra diversos elitismos, alguns dos quais presentes naquelas opiniões que consideram que um espaço de comemoração de um qualquer domínio formal não pode nem deve receber cantores e futebolistas. Mais elitistas, porém, terão sido as insistências no "elogio do homem" para sustentar o seu valor social. A economia da felicidade gerada por Eusébio, e que está na origem da sua enorme popularidade, relaciona-se com o que oferecia e comunicava por intermédio da sua mestria enquanto jogador de futebol.
Como o referiram muitos dos indivíduos, adeptos anónimos, emocionados pela morte do atleta, sobretudo aqueles que o viram jogar, Eusébio fazia coisas invulgares, como um ilusionista, alguém que conseguia mudar o rumo dos acontecimentos de um certo processo, alguém com o poder de lhe dar outro sentido e outra ordem. O jogo de futebol era certamente uma metáfora narrativa para as coisas da vida e Eusébio era aquele que a encantava. Estes adeptos pareciam conseguir dizer mais alguma coisa para lá da ideia simples de que Eusébio jogava bem. Não era só o que ele jogava, era o que conseguia comunicar por intermédio da sua arte, a sensação de superação, de conquista, de encantamento, de carisma.
O discurso dos representantes do poder em Portugal sobre Eusébio a propósito da sua morte foi quase sempre de natureza diferente, bastante mais simplista e pobre. Havia que justificar a sua importância social fora do futebol, destacando aquelas qualidades que o teriam tornado realmente único e que legitimariam a sua popularidade.
Como se tivessem sido instruídos pela mesma agência de comunicação, líderes políticos, sacerdotes e comentadores repetiram até à exaustão as mesmas palavras mágicas: "humilde", "simples", "compreensivo". Marcelo Rebelo de Sousa, no seu comentário televisivo, referiu que, ao contrário de outros, "que nascem povo e se esquecem que são povo", Eusébio nunca se esqueceu de onde vinha. Lá dizia o povo em jeito de denúncia: "Cada um é para o que nasce".
As classificações produzidas sobre Eusébio, de forma consciente ou inconsciente, são também classificações sobre a sociedade e os grupos sociais. Nesse sentido, são discursos que revelam a permanência de determinados mecanismos do poder, vertidos em representações sociais. No caso particular do jogador do Benfica, elas não são de todo novas.
Durante o Estado Novo, estes adjectivos sempre se colaram a uma idealização do africano assimilado, simples, humilde, mas também conformado e passivo. A passividade e o conformismo, eufemisticamente travestidos de "humildade" e "simplicidade", eram a moeda de troca pelo acesso à "civilização". A mesma ideia aplicava-se, aliás, no mesmo período, aos desejos de formação de uma classe trabalhadora respeitável, humilde, simples e resignada com o seu lugar.
Quarenta anos depois do 25 de Abril, a permanência de algumas classificações sociais, que se erguem enquanto normas de comportamento ideais, revelam como perduram as representações de um certo povo imaginado pela elite, um povo que é bom por ser simples, humilde e conformado. Contra estes consensos "vindos de cima" a propósito da morte de Eusébio da Silva Ferreira, que dele se apropriam para fazer vingar a sua visão do mundo, talvez seja melhor devolver Eusébio à grande comunidade mundial dos adeptos do futebol, esse jogo extraordinário e complexo, ao invés de o transformarem mais uma vez em património nacional.

NUNO DOMINGOS 
Investigador do ICS-UL

VEJA NO DESENVOLTURAS & DESACATOS OS VÍDEOS VIRAIS DE VÁRIOS PAÍZES - SÃO MINUTOS E MINUTOS DE RISO COM IMAGENS ENGRAÇADAS PARA VOCÊ SE DIVERTIR


Inspetor do SEF acusado de abuso sexual de crianças O Ministério Público (MP) acusou um inspetor do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras dos crimes de abuso sexual de crianças, pornografia de menores e devassa da vida privada, num processo que envolve também uma funcionária desta força policial.

HOJE NO
"DIÁRIO DE NOTÍCIAS"

Inspetor do SEF acusado 
de abuso sexual de crianças

O Ministério Público (MP) acusou um inspetor do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras dos crimes de abuso sexual de crianças, pornografia de menores e devassa da vida privada, num processo que envolve também uma funcionária desta força policial. 
Ao inspetor na delegação de Leiria do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras o MP imputa dois crimes de abuso sexual de crianças, nove crimes de pornografia de menores e 19 crimes de devassa da vida privada, 17 dos quais alegadamente cometidos em coautoria com a funcionária.


No despacho de acusação lê-se que o arguido foi treinador adjunto de uma equipa feminina sub-14, tendo aí conhecido uma menor, que transportava de e para os treinos, juntamente com as restantes atletas, na viatura do clube.

Por causa da modalidade, o inspetor, de 45 anos, obteve o número de telemóvel da atleta e, "quer por 'sms', quer por 'e-mail', começou a trocar mensagens" para "criar uma maior aproximação com esta, de modo a cativá-la e aliciá-la a manter conversações consigo ou troca de ficheiros de imagens, de índole sexual".

De meados de maio a 26 de setembro de 2012, o arguido enviou à menor, então com 13 anos, "mensagens 'sms' em número nunca inferior a 1.200", nas quais insinuava e propunha "uma relação amorosa".

Segundo o MP, o arguido abordava ainda com a atleta "assuntos de cariz sexual" e pediu-lhe que enviasse fotografias suas (em biquíni e nua), inicialmente para o 'e-mail' profissional, mas, porque "não era seguro", posteriormente a menor entregava-as numa "pen drive" após os treinos.

O documento relata, além de outros casos, situações em que o inspetor acariciou a adolescente, considerando que "quis, com tais condutas, seduzir e aliciar" a menor à "prática de atos sexuais".

O MP adianta que em julho de 2012 o arguido acompanhou a equipa feminina sub-19 do mesmo clube num campo de férias, tendo colocado nos balneários do pavilhão uma câmara de vídeo "para obter imagens dos corpos das jovens, mulheres e crianças desnudadas", o que conseguiu, para "satisfazer a sua lascívia e intentos libidinosos".

Também nesse verão o acusado filmou outras crianças.
Na posse do arguido foram encontradas imagens e vídeos, sobretudo de menores em poses pornográficas, exibindo o corpo nu, em práticas sexuais, com adultos e entre si, obtidos através de sítios na internet de pornografia infantil.

O MP acrescenta que, em 2011, o inspetor solicitou a uma funcionária do SEF, de 37 anos, com quem terá tido um relacionamento, que "captasse imagens de mulheres e crianças no balneário da piscina municipal de Vieira de Leiria", o que a arguida fez, colocando a câmara de vídeo (do tamanho e formato de um comando de garagem), entregue por aquele, no seu porta-chaves.

Naquele local, durante cerca de dois meses, duas vezes por semana, a arguida captou imagens "de mulheres e crianças nuas" que, depois, o arguido descarregava, tendo feito o mesmo, por solicitação do inspetor, a familiares, refere o MP, que acusa os arguidos de "total ausência de respeito pela intimidade sexual e pela dignidade dos ofendidos".

* Quando é que o orgão legislador, Assembleia da República; redige punições exemplares para estes bandidos? A actual legislação é uma benção para os crápulas que abusam de crianças, não falta muito para haver justiça popular, o que é muito mau.



apeidaumregalodonarizagentetrata.blogspot.pt

BPN VENDIDO EM SALDO, MAS O POVO ACHA QUE É ASSIM MESMO A DEMOCRACIA

VIDEO TÍPICO DE UM PAÍS SEM JUSTIÇA, O ALICERCE DA DEMOCRACIA.





PAULO PORTAS TEM A CERTEZA QUE HOUVE CRIME NO BPN E GRAVE CUMPLICIDADE DO BANCO DE PORTUGAL... MAS COMO VIVEMOS EM DEMOCRACIA, APENAS SE DENUNCIA A CORRUPÇÃO DO ADVERSÁRIO, PARA SE CHEGAR AO POLEIRO... JAMAIS PARA SE FAZER JUSTIÇA.
DEPOIS DO POLEIRO ATINGIDO, É O SILÊNCIO TOTAL.

PAULO PORTAS CONTRA OS CORRUPTOS...QUEM O VIU E QUEM O VÊ !







BPN VENDIDO EM SALDO, MAS O POVO ACHA QUE É ASSIM MESMO A DEMOCRACIA 


UM POVO ESCRAVO DE SAQUES, IMPOTENTE INCAPAZ DE SE DEFENDER? CLARO QUE É DEMOCRACIA!
UMA ELITE CORRUPTA INTOCÁVEL E IMPOSSÍVEL DE SER TRAVADA?CLARO QUE É DEMOCRACIA!
SE TU VOTAS É DEMOCRACIA... O VOTO RESOLVE TODOS OS PROBLEMAS. 
A história trágico-financeira-política do BPN atravessa dois governos e é assustadoramente surreal (ou talvez antes neo-abjeccionista): "nacionalizado" por um Governo PS, isto é, nacionalizadas as suas dívidas, a maior parte resultante de trafulhices, e do seu guru-mor, Oliveira Costa e demais responsáveis continuam a andar por aí de cabeça despudoradamente erguida e como se não fosse nada com eles, coube a um Governo PSD/CDS "privatizá-lo" de novo.
Os jornais publicaram a notícia de um grupo norte-americano que se disporia a dar 600 milhões pelo BPN. Parece que, apesar de repetidas tentativas, nunca conseguiu chegar à fala com o Governo. E o Governo, não tendo melhor oferta, acabou por vendê-lo a um banco, o BIC, de Isabel dos Santos, filha de Eduardo dos Santos, e de Américo Amorim, pela módica quantia de 40 milhões de euros.

Entraram, pois, 40 milhões nas contas do Estado? Não: saíram (mais) 600 milhões, pois o Governo PSD/CDS comprometeu-se, para que o BIC fizesse o favor de "comprar" o BPN por 40 milhões, a dar-lhe... 600 milhões. Parece que para o "viabilizar". E ainda a emprestar-lhe outros 300 milhões a 0% de juros. E a ficar com o encargo de metade dos seus trabalhadores.
Não foi um negócio da China, foi um negócio de pôr os olhos em bico. E, como em negócios assim há sempre um otário, adivinhe o leitor a que bolsos irão parar os seus subsídios de férias e de Natal. fonte 

Teixeira dos Santos. "O ministro das Finanças que anunciou a nacionalização do BPN considera "estranho" o "preço tão baixo" a que foi depois vendido ao BIC, mas reconhece que o Estado ficou fragilizado por só restar um comprador.
"Devo dizer que estranho que tenha sido uma alienação a um preço tão baixo (40 milhões de euros mais o direito de exigência de restituição de algumas verbas de acordo com as condições em que o banco foi alienado). Mas confesso que não tenho informação suficiente para dizer que o valor é ajustado ou não", afirmou Teixeira dos Santos em entrevista à agência Lusa. fonte 
"Bruxelas suspeita que Governo vende BPN em 'saldo'" FONTE 


MARIA LUIS ALBUQUERQUE E O CRIME BPN. ALGO MUITO ESTRANHO SE PASSOU!!
Rejeitaram proposta de compra do BPN, por 121 milhões.
"Jaime Pereira dos Santos esteve a ser ouvido na Comissão de Inquérito ao BPN.
O porta-voz do Núcleo Estratégico de Investidores (NEI), grupo que se propôs a adquirir o BPN ao Estado, afirmou hoje no Parlamento que a entidade chegou aoferecer 100 milhões de euros a pronto pagamento para comprar o banco.
"Primeiro apresentámos uma proposta formal de 106 milhões de euros e depois melhorámos, numa segunda proposta, para 121 milhões de euros. Na única reunião que tivemos com a senhora secretária de Estado do Tesouro e das Finanças [Maria Luís Albuquerque],(...)
Depois de já ter escolhido o BIC para encetar as negociações finais da compra do BPN, Maria Luís Albuquerque explicou no Parlamento que a proposta do NEI não era credível, algo que deixou Pereira dos Santos perplexo.
Pereira dos Santos queixou-se de uma atitude de diferente comportamento entre o NEI e os outros concorrentes à compra do BPN (BIC e Montepio).

"Mira Amaral tinha uma atitude imperial. Entrava e saía das Finanças quando queria", lançou, dizendo que recebeu ameaças para deixar o NEI.Ponto nr 41 deste artigo
MAS HÁ MAIS.... 
Mais uma vez a exemplar Ministra das Finanças a negociar contra os portugueses e a proteger os larápios? Comprometeu-se a pagar todas as despesas com o processo BPN?
"BIC exige 100 milhões de euros ao Estado por causa do BPN. O Estado já deve ao BIC mais do dobro do que recebeu. 
Exige a Portugal cerca de 100 milhões de euros de reembolsos relacionados com o acordo de privatização do BPN celebrado com a atual ministra das Finanças, Maria Luís Albuquerque.
A compra do BPN custou 40 milhões de euros ao BIC e vai ficar cara ao Estado português tudo porque este se comprometeu a restituir ao grupo luso-angolano todas as verbas que pagar no contexto de processos judiciais. 
Mais um que se demitiu por tentar defender o interesse nacional - Lourenço Soares demitiu-se, por discordar completamente deste contrato que considerou ruinoso para os interesses do estado. fonte  
(Esta situação está bem denunciada no video em cima ao minuto 4, quando Paulo Morais explica porque os governos insistem em manter certas pessoas em determinados cargos, como é o caso desta figura, Maria Luís, que já vem do tempo do Sócrates mas mantém-se, para garantir o secretismo das negociações ruinosas que realizou, como explica Paulo Morais. Assim garantem que ninguém tem acesso a determinados processos)
Claro que isto é democracia, todos acreditamos que sim... 
ESTADO LIMPOU O BPN, FICOU COM AS DIVIDAS, COM OS DESPEDIMENTOS, COM AS REFORMAS, E AINDA OFERECEU 1000 MILHÕES DE EUROS A QUEM O COMPRASSE POR 40 MILHÕES?
Antes de ser privatizado, o Banco Português de Negócios (BPN) foi "expurgado de activos indesejáveis e de passivos avultados, foi libertado de responsabilidades com pensões, viu reduzido em 640 o número dos seus trabalhadores e recebeu mais de mil milhões de euros em dinheiro".
Este é o balanço que o Tribunal de Contas (TC) faz do processo de venda do BPN ao BIC Portugal, realizado em 2012, e do impacto que a operação, liderada pela então secretária de Estado Maria Luís Albuquerque, teve nas contas daquele ano. FONTE
"BIC terá comprado BPN com dinheiro do BPN. Pouco depois de ter adquirido o BPN por 40 milhões de euros, a administração do BIC procedeu a uma distribuição de dividendos no valor de 40 milhões de euros (uma operação proibida no acordo que celebrou com o Estado). No fundo, os investidores angolanos e Mira Amaral adquiriram o BPN com dinheiro do próprio BPN. Bloco quer ouvir Maria Luís Albuquerque no Parlamento". 

MARIA LUIS ALBUQUERQUE COMEÇOU BEM
Mas foi a venda do BPN que marcou o início do seu mandato, com a passagem do banco nacionalizado para o Banco BIC, liderado por Mira Amaral. (...) E foi, de facto, durante vários meses a cara do Executivo no polémico dossiê que, para além de ter retirado o banco da órbita do Estado, transferiu os activos tóxicos associados ao banco para três veículos públicos.

As “Par” – Parups, Parparticipadas e Parvalorem – assumiram os activos imobiliários, participações e créditos do BPN e foram entregues a uma equipa dentro da secretaria de Estado que acabaria, alguns meses depois, por sair devido aos fracos resultados. Entretanto, está em curso a nomeação de uma empresa privada para assumir a gestão destes passivos, que ascendem a perto de 2,4 mil milhões de euros. O objectivo é a recuperação dos veículos para diminuir o potencial impacto negativo do “caso BPN”. Entretanto, o Tesouro injectou pouco mais de mil milhões de euros nestes veículos, para serem pagos os empréstimos concedidos pela Caixa Geral de Depósitos, durante o processo de nacionalização do banco liderado por Oliveira Costa.

Ainda na banca, a liquidação do Banco Privado Português também está na gaveta de Maria Luís Albuquerque, estando o processo em fase de recuperação da garantia de 450 milhões de euros dada pelo Estado, durante o Governo de José Sócrates.
Pelo caminho, Maria Luís Albuquerque, foi dando a cara pela austeridade, geriu e assumiu as decisões em torno da equipa de gestão da Caixa Geral de Depósitos, nomeadamente os cortes salariais, e também a venda da participação da Caixa na Cimpor, que “entregou” a cimenteira aos brasileiros da Camargo Correa e Votorantim. Isto para além de ter justificado, episodicamente, a actuação do Estado nas renegociações para diminuir os encargos com as parcerias público-privadas (PPP), bem como os objectivos do Estado na recapitalização da banca privada.
No seu currículo profissional constam os cargos de técnica superior na Direcção-Geral do Tesouro e Finanças entre 1996 e 1999, técnica superior do Gabinete de Estudos e Prospectiva Económica do Ministério da Economia entre 1999 e 2001, para além das funções de assessora do Secretário de Estado do Tesouro e das Finanças em 2001. Depois da passagem pela Refer, coordenou o Núcleo de Emissões e Mercados do Instituto de Gestão da Tesouraria e do Crédito Público entre 2007 e 2011.
Foi ainda docente na Universidade Lusíada de Lisboa, no Instituto Superior de Economia e Gestão e no polo de Setúbal da Universidade Moderna entre 1991 e 2006."" fonte

apodrecetuga.blogspot.pt