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sábado, 30 de agosto de 2014

Se víssemos o que se passa nos corredores Por trás do ecrãs, a tv não tem o colorido que nos mostra a toda a hora. Só raramente vem a público o que se passa nos gabinetes e estúdios.

Se víssemos o que se passa nos corredores

Por trás do ecrãs, a tv não tem o colorido que nos mostra a toda a hora. Só raramente vem a público o que se passa nos gabinetes e estúdios.
Uma prática lamentável dos canais portugueses é não responderem ou empatarem propostas de programas durante anos. Por causa disso, Vítor Espadinha partiu a loiça e divulgou uma carta aberta chamando "aldrabão" ao director-geral da SIC, Luís Marques.
Outro exemplo: o produtor de ‘O Velho do Restelo’, o novo filme de Manoel de Oliveira, disse ao ‘Expresso’ ter pedido apoio da RTP, mas esta "nem sequer respondeu". Neste caso, é mais grave porque seria obrigação estrita da RTP apoiar o projecto.
Haverá dinheiro para tantos canais de informação no cabo? Há tempos, Ana Lourenço disse que fazia o seu noticiários na SICN só com um jornalista estagiário. E mais pela noite dentro nem estagiário há. Por trás das câmaras, não é informação, é ficção.
Sete canais cabo a discutir o jogo Boavista-Benfica. Ao mesmo tempo. Percebe-se a táctica de captação de audiências: enquanto as esposas vêem ‘Dança com as Estrelas’, os esposos refugiam-se na conversa da bola. Mas cabo monotemático? É triste.
Os baldes de água fria continuarão até a moda passar. Sendo entretenimento, não tendo qualquer relação com a causa social, esgotarão a solidariedade como um fósforo queimado: ajudaram, mas a causa, que merece apoio continuado, cairá no esquecimento.
Um dia, Sinatra bateu com a porta a meio de uma gravação: queriam que gravasse música ruim. O produtor defendia que "quanto pior, melhor", vendia mais e, infelizmente, muitas vezes assim é. ‘Água de Mar’, novela da RTP 1, prova-o, com razoável audiência. 
CM

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