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segunda-feira, 23 de junho de 2014

OS OVOS DO CZAR - Os ovos preciosos do czar são agora de um oligarca





Os ovos preciosos do czar são agora de um oligarca

 O Palácio Chouvalov, no centro de São Petersburgo, foi agora transformado num museu que entre as suas 4000 obras guarda uma pequena, mas preciosa, colecção – nove ovos do célebre joalheiro russo que trabalhou para a corte imperial dos Romanov, Peter-Karl Fabergé (1846-1920).
O dono do conjunto, que segundo a AFP faz parte de um muito maior que foi levado para fora do país depois da revolução bolchevique, é o oligarca Viktor Vekselberg, que o comprou aos herdeiros do magnata americano Malcom Forbes.
Entre estes nove ovos estão o que o czar Nicolau II ofereceu à mulher, Alexandra, com o seu retrato; o do príncipe Alexei e o outro que festeja a sua coroação, que esconde uma surpresa – uma pequena carruagem.
Fabergé fez cerca de 50 ovos para a família imperial russa, tradição inaugurada em 1885 por Alexandre III que, pela Páscoa, ofereceu à sua czarina um, ricamente decorado com pedras preciosas. Cada um tinha uma prenda no seu interior.
A colecção Fabergé de Vekselberg é uma das mais importantes do mundo e está a ser mostrada ao público desde esta terça-feira, embora o museu do Palácio de Chouvalov só abra em Dezembro.

O ovo conhecido como Laurel Tree


A história dos Ovos Fabergé

Os Ovos Fabergé são obras-primas da joalharia realizadas por Peter Carl Fabergé e os seus assistentes no período de 1885 a 1917 para os czares da Rússia.Os ovos, cuidadosamente elaborados com uma combinação de esmalte, metais e pedras preciosas, escondiam surpresas e miniaturas encomendados e oferecidos na  Páscoa entre os membros da família imperial russa. 
A Páscoa é a mais importante festa do calendário da  Igreja Ortodoxa Russa – a tradição “pede” troca de ovos de galinha decorados (como símbolo de esperança e vida renovada) e três beijos na comemoração. 
Foi na Páscoa de 1885 que o czar Alexander III resolveu inovar. Ele encomendou a Fabergé, joalheiro oficial da corte imperial russa desde 1882, o presente para sua esposa, a czarina Maria Feodorovna.
A partir de então, Fabergé passou a receber a encomenda de um novo presente a cada ano, com a condição de que a peça fosse única e contivesse, no seu interior, uma surpresa inesquecível para a Imperatriz.
Com grande criatividade e talento técnico, Fabergé anualmente superava o desafio, buscando inspiração em factos da vida do casal imperial. Os motivos tornaram-se temáticos: cenas da história da Rússia, a inauguração da estrada de ferro que ligava Moscovo à Sibéria e actos de bravura dos militares.
Assim que um tema era escolhido, uma equipa de artesãos - dentre os quais Michael Perkhin, Henrik Wigström e Erik August Kollin - começava a trabalhar no projecto. Dezenas de clientes particulares apareceram com fama despertada pelos ovos imperiais.
Dos 65 ovos Fabergé grandes conhecidos, existem apenas 57. Dez dos Ovos Imperiais de Páscoa estão expostos no Palácio do Arsenal do Kremlin, em Moscovo.
Após a Revolução de 1917, a ‘’Casa Fabergé’’ foi nacionalizada pelos bolcheviques e a família Fabergé fugiu para a  Suiça onde Peter Carl Fabergé faleceu em 1920. 

VEJA VÍDEO

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