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segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

A Promíscua Relação entre a Igreja Católica e os Nazifascistas A notícia de que a Igreja Católica na Alemanha ira divulgar documentos que mostrariam sua relação com o nazismo leia aqui, levou-me a retornar em um tema já proposto no blog no texto "o Papa de Hitler", isto é, a relação intima, e quase, promiscua da Igreja Católica com os regimes nazifascistas.


                A notícia de que a Igreja Católica na Alemanha ira divulgar documentos que mostrariam sua relação com o nazismo leia aqui, levou-me a retornar em um tema já proposto no blog no texto "o Papa de Hitler", isto é, a relação intima, e quase, promiscua da Igreja Católica com os regimes nazifascistas. 
             A relação do cardeal Eugênio Pacelli, que viria a ser o Papa Pio XII, a Alemanha era íntima, era chamado “il Tedesco”,  (o alemão). Tinha na Alemanha a sua segunda pátria, o alemão com o outro idioma. Quando foi nomeado, em 1917, arcebispos e núncio, estava em Munique e recebeu autorização para negociar uma concordata com os bávaros. Entre 1925 e 1929, fixou-se em Berlim, quando foi convocado de volta a Roma pelo, então, Papa Pio XI para assumir como Secretário de Estado. A Igreja Católica que era inimiga de morte do comunismo e não nutria simpatia pelo liberalismo acaba aproximando-se do fascismo.
Pio XII e Htler

                PERIGOSA APROXIMAÇÃO COM O FASCISMO

                Os cristãos que foram perseguidos durante o Império Romano viram gradativamente a Igreja Católica conquistar seu espaço na sociedade europeia. Chegando a torna-se a religião oficial do Império. Com a queda de Roma, a Igreja Católica era a instituição mais importante, símbolo de permanência em uma sociedade de profundas mudanças, e por isso, ninguém teve maior poder durante o período conhecido como Idade Média. Neste período a Igreja recebeu de Pepino, o Breve, rei dos francos, um imenso território no centro da Itália. Em 756, surgiam, então, os Estados Pontifícios que vigorariam até 1870. No decorrer desse longo período, a Igreja passou por expansões que a concederam grande influência.


                Em 1870, a Igreja viu ser tomada parte de seu território com a invasão de Roma pelas tropas do rei Vitor Emanuel II. Como forma de conciliação com Igreja, no ano seguinte a invasão, o monarca ofereceu ao Papa Pio IX, uma indenização pela perda de parte do território bem como sua permanência como Chefe de Estado do Vaticano. O Papa rejeita o acordo dando inicio a uma disputa diplomática com Roma, que receberia o nome de Questão Romana. Tal disputa prolongou-se por anos. A República foi instaurada na Itália e a situação continuou a mesma até que o ditador Benito Mussolini abriu negociação com lideranças da Igreja.


Pietro Gasparri e Mussolini assinam o Tratado de Latrão.

Pelo Tratado de Latrão, de 1929, assinado entre à Igreja e o Ditador Fascista Italiano houve a confraternização amigável entre as duas partes. Em troca de uma quantia de 750 milhões de libras, o chamado “empréstimo da conciliação”, o Papado reconheceu o regime de Mussolini. O acordo também criou um novo Estado, o Vaticano, que é o menor em extensão territorial do mundo dotada de apenas um quilometro quadrado. Para tanto a Igreja abriu mão dos territórios que possuía deste a Idade Média. O Papa governaria o Estado do Vaticano sendo neutro e inviolável e reconheceria Roma como legítima capital da Itália.
  Em 1933, com a chegada de Hitler ao poder, Pacelli foi diretamente responsável pelo acordo, assinado, com os nazistas,  em 20 de julho de 1933. Tal acordo escrito pelo Monsenhor Gröber, conhecido como “bispo nazista”, com a desculpa proteger os cristãos serviu, antes, para tirar o regime nazista do isolamento diplomático em que se encontrava.


Como é possível explicar tal aproximação? Se analisarmos o contexto político veremos muitos pontos de ligação entre os regimes totalitários nazifascistas e a Igreja também autoritária. Assim como os regimes totalitários a Igreja não somente compreendia a concentração do poder, como ela mesma era assim constituída. O Fúhrer (prinzip) que detinha a primazia do poder e da liderança, era sob a ótica secular germânica, muito semelhante ao primado papal afirmado no Código da Lei Canônica.
Em 1937, o então Papa Pio XI teria se arrependido do acordo assinado com Hitler, pois, publicou uma encíclica onde condenava, moderadamente, o paganismo e a ideia de um “Deus Nacional Alemão”, defendida pelas nazistas. Todavia, esse arrependimento da Igreja ficou nisto. O Sucesso de Pio XI, Eugênio Pacelli, Papa Pio XII não se mostrou nenhuma incômodo  da relação entre Igreja e Nazistas.
Mesmo a crescente onda de violência posta em prática por Hitler, a partir de 1939, foi capaz de tirar de Pio XII uma voz em contrário. O silêncio constrangedor da Igreja em um dos momentos em que mais se matou pessoas em um curto período de tempo na história da humanidade; rendeu ao Papa a acunha de, “o Papa de Hitler”. Teria adiantado o papado manifestar-se? Provavelmente, não. Porém, a Igreja tão pronta a gritar no menor sinal de pecado no mundo, silenciar a tamanha barbárie quase na sua porta é mais do constrangedor chega ser criminoso.
Segundo a historiadora Annie Lacroix-Riz (Le Vatican l 'Europe et le Reich, Paris, 1996), sabe-se que em particular, com representantes alemães, Pacelli demonstrava os mesmos sentimentos antijudaicos dos nazistas. 

Outra razão era que Pacelli era um anticomunista convicto, e via no nazismo a possiblidade de derrotar os bolcheviques. Mesmo que o preço moral fosse o silêncio diante de uma das maiores monstruosidades da humanidade.  Não existe neutralidade na política, ainda mais, em uma situação tão extrema. "Como disse Hitler, numa reunião ministerial de 14 de julho de 1933, a garantia de não intervenção de Pacelli deixava o regime livre para resolver a questão judaica".  Ainda que não “apoiasse” diretamente o Partido Nazista, principalmente pelo seu viés racista a qual via como uma ameaça a Igreja. “O temor ao nazismo era ofuscado por um medo ainda maior de Pacelli, o comunismo", diz o historiador Michael Phayer, da Universidade de Marquette, nos Estados Unidos.

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Tiros disparados sobre a casa do embaixador alemão em Atenas Cerca de 60 tiros de kalachnikov foram disparados de madrugada sobre a residência oficial do embaixador. Berlim condena acto “muito grave” que não tem justificação.

Tiros disparados sobre a casa do embaixador alemão em Atenas

Cerca de 60 tiros de kalachnikov foram disparados de madrugada sobre a residência oficial do embaixador. Berlim condena acto “muito grave” que não tem justificação.

Vários tiros foram disparados durante a madrugada desta segunda-feira sobre a residência do embaixador alemão em Atenas. Não houve feridos nem danos materiais relevantes, segundo fontes policiais citadas pela AFP.
Quatro pessoas foram vistas a abrir fogo sobre a casa do embaixador pelo guarda que faz a segurança ao edifício, tendo fugido em seguida, por volta das 3h40 (1h40 em Portugal). Perto da residência, que se situa no bairro de Halandri, foram encontrados cerca de 60 cápsulas de metralhadoras kalachnikov.
O ataque não foi reivindicado por qualquer organização, mas a polícia acredita ter sido levado a cabo por grupos de extrema-esquerda ou anarquistas. A apenas dois dias do início da presidência grega do Conselho da União Europeia (UE), o assalto pode azedar as relações entre a Grécia e a Alemanha.
O primeiro-ministro grego, Antonis Samaras, telefonou de imediato à chanceler alemã, Angela Merkel, para garantir que os autores do ataque serão trazidos à justiça, de acordo com o jornal Ekathimerini. O ministro dos Negócios Estrangeiros, Evangelos Venizelos, criticou aquilo que foi um “ataque terrorista cobarde.” Também a oposição condenou o ataque. “Quem beneficia com o ataque?”, questionou o deputado do Syriza, Manolis Glezos. “Certamente que não será o povo grego”, afirmou, citado pela Reuters.
O ministro dos Negócios Estrangeiros alemão, Frank-Walter Steinmeier, classificou o acontecimento como “muito grave.” “Nada de nada pode justificar um ataque a um representante do nosso país”, afirmou. O embaixador alemão na Grécia, Wolfgang Dold, assegurou que os responsáveis pelo ataque “não vão ter sucesso em perturbar as relações próximas e amistosas entre os dois países.”
Esta não foi a primeira vez que a residência do embaixador alemão na Grécia foi alvo de um ataque. Em 1999, membros do grupo “17 de Novembro”, entretanto extinto, atiraram uma granada para o telhado do edifício.
Desde que está sob o programa de assistência financeira, o sentimento anti-alemão tem crescido na Grécia. As imagens em que a figura de Angela Merkel é associada ao ditador Adolf Hitler são comuns nas manifestações e no ano passado um diplomata alemão foi atingido com garrafas de água, durante uma acção de protesto.

Presidente da Câmara de Silves admite auditoria externa às contas do município Rosa_palmaA presidente da Câmara de Silves (CDU) admitiu hoje recorrer a uma auditoria externa às contas do município, cuja dívida subiu após a autarquia ter sido condenada a fazer pagamentos à banca no âmbito de um processo judicial.

Presidente da Câmara de Silves admite auditoria externa às contas do município

Rosa_palmaA presidente da Câmara de Silves (CDU) admitiu hoje recorrer a uma auditoria externa às contas do município, cuja dívida subiu após a autarquia ter sido condenada a fazer pagamentos à banca no âmbito de um processo judicial.
Segundo Rosa Palma, que tomou posse há menos de um mês, os serviços da autarquia estão ainda a fazer o levantamento da dívida, mas caso o resultado não seja conclusivo a autarca admite avançar para uma auditoria externa.
Sublinhando que a câmara está a responder por “vários processos judiciais”, a presidente revelou que, só relativamente ao caso Viga d’Ouro, a autarquia deve à banca cerca de oito milhões de euros, valor que já contabiliza os juros de mora.
“Esperamos que haja abertura por parte dos bancos para negociar a dívida”, afirmou, acrescentando que há outros processos judiciais que envolvem a autarquia, acerca dos quais não pode ainda pronunciar-se publicamente.
O processo judicial, já terminado e que ficou conhecido como caso Viga d’Ouro baseia-se em factos ocorridos entre 2004 e 2006, quando a autarquia entregou à empresa com o mesmo nome, por ajuste direto e sem concurso público, obras da rede de abastecimento e drenagem de água.
Da operação resultaram contratos de ‘factoring’ (cobrança de faturas) com três bancos, que interpuseram ações em tribunal. A Câmara de Silves foi condenada a pagar verbas na ordem dos milhões de euros.
O Ministério Público de Silves chegou a deduzir acusação, por abuso de poder, contra a então presidente, Isabel Soares (PSD), e dois ex-vereadores, mas a mesma foi arquivada.
A agravar a situação financeira do município, um dos maiores do Algarve, está a proposta de redução em 416 mil euros das transferências do Estado para aquela autarquia, em 2014.
A professora Rosa Palma, que foi vereadora no último mandato, foi eleita pela primeira vez para o cargo nas autárquicas de setembro, recuperando a Câmara de Silves para a CDU, doze anos depois de domínio social-democrata.

Termina hoje prazo de perdão fiscal concedido pelo Governo Prazo inicial foi prolongado devido à greve dos trabalhadores dos impostos. Até dia 19 já tinham sido arrecadados 764 milhões de euros.

Termina hoje prazo de perdão fiscal concedido pelo Governo

Prazo inicial foi prolongado devido à greve dos trabalhadores dos impostos. Até dia 19 já tinham sido arrecadados 764 milhões de euros.

O prazo excepcional concedido pelo Governo para liquidação de dívidas ao fisco e à Segurança Social termina hoje, ficando os contribuintes isentos do pagamento de juros e custas administrativas.
Inicialmente, o executivo apontou o dia 20 de Dezembro como data limite para o pagamento de dívidas, mas face à greve de quatro dias dos trabalhadores dos impostos o prazo foi adiado para hoje.
Os trabalhadores dos impostos realizaram uma greve de três dias, entre 19 e 23 de Dezembro, datas que coincidiram com o fim do prazo do perdão fiscal concedido pelo Governo a particulares e empresas com dívidas fiscais e à Segurança Social.
O Ministério das Finanças decidiu, no passado dia 20, estender o prazo por mais uma semana e justificou a decisão com base nos vários pedidos de esclarecimento dirigidos à Autoridade Tributária e Aduaneira que não os conseguiu esclarecer devido a "questões operacionais".
No âmbito deste perdão fiscal, até dia 19 de Dezembro o Estado conseguiu arrecadar 763,5 milhões de euros, superando a meta de 700 milhões de euros estabelecida inicialmente, segundo o Ministério das Finanças.
Este regime extraordinário permite aos contribuintes a dispensa de juros compensatórios, juros de mora e das custas do processo de execução fiscal, bem como de uma redução de coimas.
O perdão fiscal foi aprovado pelo Governo a 03 de Outubro para compensar a derrapagem orçamental provocada após a reclassificação do custo do aumento de capital do Banif no défice orçamental para este ano (700 milhões de euros).
Este perdão fiscal foi criticado pela troika nas últimas avaliações ao programa de assistência económica e financeira, que considerou que este tipo de programas podia provocar distorções nos incentivos ao cumprimento das obrigações fiscais, e ainda a excessiva dependência do Governo em medidas temporárias para reduzir o défice orçamental.

QUE FUTURO? PORTUGAL JÁ NÃO É NOSSO, NÓS SOMOS APENAS ESCRAVOS DE QUEM O EXPLORA E ROUBA Portugal foi conquistado POR UM PUNHADO DE CORRUPTOS SEM ESCRÚPULOS. Foi-nos roubado por um gang de políticos e seus amigos. D. Afonso Henriques deve estar a dar voltas na tumba.

QUE FUTURO? PORTUGAL JÁ NÃO É NOSSO, NÓS SOMOS APENAS ESCRAVOS DE QUEM O EXPLORA E ROUBA 

Portugal foi conquistado POR UM PUNHADO DE CORRUPTOS SEM ESCRÚPULOS. Foi-nos roubado por um gang de políticos e seus amigos. 
D. Afonso Henriques deve estar a dar voltas na tumba. 

O presidente do TIAC, explicou no programa Negócios da Semana, qual é a doença terminal  que fulmina Portugal. 
Não há justiça... Não há esperança, não há hipóteses, não há futuro!
Não é a corrupção de luvas e de favores... não é essa a pior chaga e mais dispendiosa forma de corrupção, são sim a nova classe de políticos conhecidos como os políticos homens de negócios, que tomaram para si o poder legislativo, o poder regulador, fiscalizador, o poder de decisão... e possuem agora todo o poder, liberdade e impunidade para por e dispor do dinheiro público, do poder público, da economia, do país e dos cidadãos. 
Este tipo de corrupção, por incrível que pareça, permitiu-lhes legalizar o saque. 
Genial, qualquer saqueador percebe que não há nada mais eficaz para se proteger, dos que saqueia, do que tornar o saque legal, moldar as leis, e capturar a justiça. e assim... 
Proteger o saqueador das vitimas.
Falir um país e milhões de famílias, sem que ninguém seja responsabilizado.

NO ENTANTO HÁ QUEM TENHA ESPERANÇA... SE UM DIA O POVO ACORDAR.. TALVEZ SIM. NO DIA EM QUE O POVO ACORDAR, OS CORRUPTOS DEIXARÃO DE CONSEGUIR DORMIR.
"Trinta e cinco anos de vida.
Filho de gente humilde. Filho da aldeia. Filho do trabalho. Desde criança fui pastor, matei cordeiros, porcos e vacas, montei móveis, entreguei roupas, fui vendedor ambulante, servi à mesa e ao balcão. Limpei chãos, comi com as mãos, bebi do chão e nunca tive vergonha.
Na aldeia é assim, somos o que somos porque somos assim.
Cresci numa aldeia que pouco mais tinha que gente, trabalho e gente trabalhadora. Cresci rodeado de aldeias sem saneamento básico, sem água, sem luz, sem estradas e com uma oferta de trabalho árduo e feroz.
Cresci numa aldeia com valores, com gente que se olha nos olhos, com gente solidária, com amigos de todos os níveis, com família ali ao lado.
Cresci com amigos que estudaram e com outros que trabalharam. Os que estudaram, muitos à custa de apoios do Governo, agora estão desempregados e a queixarem-se de tudo. Os que sempre trabalharam lá continuam a sua caminhada, a produzir para o país e a pouco se fazerem ouvir, apesar de terem contribuído para o apoio dos que estudaram e a nada receberem por produzir.
Cresci a ouvir dizer que éramos um País em Vias de Desenvolvimento e... de repente éramos já um País Desenvolvido, que depois de entrarmos para a União Europeia o dinheiro tinha chegado a "rodos" e que passamos de pobretanas a ricos "fartazanas".
Cresci assim, sem nada e com tudo.

E agora, o que temos nós?

1. Um país com duas imagens.
A de Lisboa: cidade grandiosa, moderna, com tudo e mais alguma coisa, o lugar onde tudo se decide e onde tudo se divide, cidade com passado, presente e futuro.
E a do interior do país, território desertificado, envelhecido, abandonado, improdutivo, esquecido, pisado.

2. Um país de vícios.
Esqueceram-se os valores, sobrepuseram-se os doutores.
Não interessa a tua história, interessa o lugar que ocupas.
Não interessa o que defendes, interessa o que prometes. 
Não interessa como chegaste lá, mas sim o que representas lá.
Não interessa o quanto produziste, interessa o que conseguiste.
Não interessa o meio para atingir o fim, interessa o que me podes dar a mim.
Não interessa o meu empenho, interessa o que obtenho.
Não interessa que critiquem os políticos, interessa é estar lá.
Não interessa saber que as associações de estudantes das universidades são o primeiro passo para a corrupção activa e passiva que prolifera em todos os sectores políticos, interessa é que o meu filho esteja lá.
Não interessa saber que as autarquias tenham gente a mais, interessa é que eu pertença aos quadros.
Não interessa ter políticos que passem primeiro pelo mundo do trabalho, interessa é que o povo vá para o... cr

3. Um país sem justiça.
Pedófilos que são condenados e dão aulas passados uns dias.
Pedófilos que por serem políticos são pegados em ombros e juízes que são enviados para as catacumbas do inferno.
Assassinos que matam por trás e que são libertados passados sete anos por bom comportamento!
Criminosos financeiros que escapam por motivos que nem ao diabo lembram.
Políticos que passam a vida a enriquecer e que jamais têm problemas ou alguémquestiona tal fortunas. 
Políticos que desgovernam um país e "emigram" para Paris. 
Bancos que assaltam um país e que o povo ainda ajuda a salvar.
Um povo que vê tudo isto e entra no sistema, pedindo favores a toda a hora e alimentando a máquina que tanto critica.

4. Um país sem educação.
Quem semeia ventos colhe tempestades.
Numa época em que a sociedade global apresenta níveis de exigência altamente sofisticados, em Portugal a educação passou a ser um circo.
Não se podem reprovar meninos mimados.
Não se pode chumbar os malcriados.
Os alunos podem bater e os professores nem a voz podem levantar.
Entrar na universidade passou a ser obrigatório por causa das estatísticas.
Os professores saem com os alunos e alunas e os alunos mandam nos professores.
Ser doutor, afinal, é coisa banal.

5. Um país que abandonou a produção endógena.
Um país rico em solo, em clima e em tradições agrícolas que abandonou a sua história.
Agora o que conta é ter serviços sofisticados, como se o afamado portátil fosse a salvação do país.
Um país que julga que uma mega fábrica de automóveis dura para sempre.
Um país que pensa que turismo no Algarve é que dá dinheiro para todos.
Um país que abandonou a pecuária, a pesca e a agricultura.
Que pisa quem ainda teima em produzir e destaca quem apenas usa gravata.
Um país que proibiu a produção de Queijo da Serra artesanal na década de 90 e que agora dá prémios ao melhor queijo regional.
Um país que diz ser o do Pastel de Belém, mas que esquece que tem cabrito de excelência, carne mirandesa maravilhosa, Vinho do Porto fabuloso, Ginginha deliciosa, Pastel de Tentugal tentador, Bolo Rei português, Vinho da Madeira, Vinho Verde, lacticínios dos Açores e Azeite de Portugal para vender. E tanto, tanto mais... que sai da terra e da nossa história.

6. Um país sem gente e a perder a alma lusa.
Um país que investiu forte na formação de um povo, em engenharias florestais, zoo técnicas, ambientais, mecânicas, civis, em arquitectos, em advogados, em médicos, em gestores, economistas e marketeers, em cursos profissionais, em novas tecnologias e em tudo o mais, e que agora fecha as portas e diz para os jovens emigrarem.
Um país que está desertificado e sem gente jovem, mas com tanta gente velha e sábia que não tem a quem passar tamanha sabedoria.
Um país com jovens empreendedores que desejam ficar mas são obrigados a partir.
Um país com tanto para dar, mas com o barco da partida a abarrotar.
Um país sem alma, sem motivação e sem alegria.
Um país gerido por porcaria.

E agora, vale a pena acreditar?
Vale. Se formos capazes de participar, congregar novos ideais sociais e de mudar.

Porquê acreditar?
Porque oitocentos anos de história, construída a pulso, não se destroem em 40 anos. Porque o solo continua fértil, o mar continua nosso, o sol continua a brilhar e a nossa alma, ai a nossa alma, essa continua pura e lusitana e cada vez mais fácil de amar.

Mais alguns artigos que mostram que Portugal está capturado, foi-nos extorquido, roubado por uns sacanas sem lei.
- MARINHO PINTO EXPLICA COMO A JUSTIÇA ESTÁ CAPTURADA, E PROTEGE OS CRIMINOSOS ... http://goo.gl/D9xcr6 

- POLÍTICOS HOMENS DE NEGÓCIOS.... http://goo.gl/I36zpZ 

- PROMISCUIDADE ENTRE FISCALIZADORES, DECISORES, REGULADORES, LEGISLADORES, DEPUTADOS E INTERESSES PRIVADOS ....http://goo.gl/T525rq 

- MARINHO PINTO DENUNCIA E É ATACADO... http://goo.gl/iaR7EB  




apodrecetuga.blogspot.pt

atirem com o lixo ao lixo Lusa/http://www.tvi24.iol.pt Lisboa fede, tornou-se símbolo de um país em decomposição. Somos governados por lixo que nos trata como lixo, matéria perecível de pouco valor.

atirem com o lixo ao lixo

Lusa/http://www.tvi24.iol.pt


Lisboa fede, tornou-se símbolo de um país em decomposição. Somos governados por lixo que nos trata como lixo, matéria perecível de pouco valor. Corpos bons para trabalhar, enquanto a carniça aguentar. Depois, é atirá-los para um qualquer depósito de mortos-vivos à espera que a morte venha.

Proponho uma celebração de final de ano: que amanhã, às 12 badaladas da meia-noite, levemos os nossos detritos até às portas das residências oficiais do lixo governante. E até às portas dos bancos, que tanto lixo fazem mas que ressuscitam, por entre o esterco, reluzentes e lavadinhos, como se não tivessem estado enterrados em merda e em merda continuem atolados. E até às portas de banqueiros, impostores, malfeitores, ladrões graúdos, cangalheiros da Nação. O crème de la crème, o lixo do lixo, os cagalhões-mor do reino.

Não há razões para festejar, nem para enfiar 12 passas pela goela abaixo. O novo ano vai ser pior do que este, mais aumentos, mais atropelos aos direitos de cada um, mais roubos, mais espoliação, mais despedimentos, mais falências, mais fome, mais miséria, mais desespero, mais suicídios.

Reajam enquanto é tempo: atirem com o lixo ao lixo. Por uma questão de higiene, de saúde pública.

Tejo que levas as águas
Correndo de par em par
Lava a cidade de mágoas
Leva as mágoas para o mar.

Lava-a de crimes espantos
De roubos, fomes, terrores,
Lava a cidade de quantos
Do ódio fingem amores.

Leva nas águas as grades
De aço e silêncio forjadas
Deixa soltar-se a verdade
Das bocas amordaçadas.

Lava bancos e empresas
Dos comedores de dinheiro
Que dos salários de tristeza
Arrecadam lucro inteiro.

Lava palácios, vivendas,
Casebres, bairros da lata
Leva negócios e rendas
Que a uns farta a outros mata.

Tejo que levas as águas
Correndo de par em par
Lava a cidade de mágoas
Leva as mágoas para o mar.

Lava avenidas de vícios
Vielas de amores venais
Lava albergues e hospícios
Cadeias e hospitais.

Afoga empenhos favores
Vãs glórias, ocas palmas
Leva o poder de uns senhores
Que compram corpos e almas.

Leva nas águas as grades
De aço e silêncio forjadas
Deixa soltar-se a verdade
Das bocas amordaçadas.

Das camas de amor comprado
Desata abraços de lodo
Rostos corpos destroçados
Lava-os com sal e iodo.

Tejo que levas as águas
Correndo de par em par
Lava a cidade de mágoas
Leva as mágoas para o mar.

Tejo que levas as águas
Correndo de par em par
Lava a cidade de mágoas
Leva as mágoas para o mar.

Poema de Manuel da Fonseca


ouropele.blogspot.pt