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sábado, 21 de dezembro de 2013

Toplessaço reúne dezenas de mulheres, mas poucas mostram os seios no Rio de Janeiro




Toplessaço reúne dezenas de mulheres, mas poucas mostram os seios no RJ



Apesar do pouco número de participantes, o Toplessaço atraiu um grande número de curiosos e de profissionais de imprensa e serviu para despertar a discussão sobre o tema. A argentina Natália Lorenzo, que mora no Brasil há dez anos, se surpreendeu com a curiosidade das pessoas.
 protesto marcado pelo Facebook tinha mais de 8 mil pessoas confirmadas, mas só seis mulheres tiveram coragem de exibir os seios na manhã deste sábado, na praia de Ipanema, na altura do Posto 9. O evento batizado de Toplessaço foi organizado contra a repressão a uma atriz, no dia 14 de novembro, que posava para fotos de divulgação de uma peça, no Arpoador, quando foi abordada por Policiais Militares e obrigada a se cobrir.
“Acho que a repressão ainda é grande, por isso nós mulheres temos que vir fazer essas coisas. Na Argentina também é proibido, o que é ridículo. Isto aqui é uma manifestação, não é uma promoção, não estou aqui para me mostrar”, disse Natália, que pintou nas costas a frase “Este corpo é meu”.
A pensionista Olga Solon, de 73 anos, que atualmente mora em Portugal, decidiu apoiar o protesto, mostrando os seios. “Eu sou adepta de tudo, de topless, de praia de nudismo. O corpo não tem nada de mais. O Posto 9 sempre foi o reduto do topless. Eu moro na Europa e lá isso é perfeitamente normal”, disse Olga.
A estudante Carolina Jovino compareceu ao protesto e pintou em seu abdômen a frase com a pergunta “Liberdade ofende?”. “É o meu corpo e eu tenho total liberdade de mostrar. Eu não tenho porque esconder uma parte do corpo. Sinceramente, eu não sei porque isso ainda choca as pessoas. Queria que me dissessem por que o meu peito é mais obsceno que o peito de um homem?”, questionou Carolina, que cursa Ciências Sociais na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).
A comerciante Aparecida Gadelha foi uma das primeiras e retirar a parte de cima do biquíni. Ela fez questão de ressaltar que se tratava de um ato político e que as mulheres não estavam se exibindo. “Nós não estamos aqui para aparecer. Você não aparece na Marques de Sapucaí quase pelada (no Carnaval)? Por que não podemos ficar de topless?”, questionou Aparecida.
Para a cineasta Ana Paula Nogueira, o protesto era uma forma de elevar o Rio ao que já acontece em outras partes do mundo. “Temos que tornar o Rio uma cidade mais cosmopolita, mais moderna. Vamos sediar as Olimpíadas e temos que ser como as outras cidades são no mundo. Por que não ser uma cidade moderna em termos de atitude?”, perguntou.
Ela considerou que a baixa adesão ao protesto foi motivada pela repercussão negativa na rede social: “A agressividade dos homens e de algumas mulheres no Facebook foi uma coisa absurda. Mas esse assédio vai passar como já passou em outros lugares. Daqui a pouco, vai ser uma coisa natural”, disse Ana Paula, cercada por dezenas de fotógrafos, cinegrafistas e muitos curiosos, que insistiam em tirar fotos com celulares.
Alguns homens também decidiram participar do protesto e compareceram usando a parte de cima do biquíni, como forma de chamar a atenção para o assunto. “Eu acho que o ponto que as mulheres querem protestar é pela atitude não só dos homens, mas também de outras mulheres, em torno do corpo feminino. É isso que se quer desmistificar. Não há só uma violência física, mas também uma violência moral contra a mulher”, disse Renan Elias de Oliveira Carlo, estudante de química no Instituto Federal do Rio de Janeiro. O protesto ocorreu de forma pacífica e os policiais militares apenas ficaram observando de longe, sem intervir.














Como nasceram as embalagens toneis ok Conchas, crânios de animais, cestos feitos com fibras vegetais e argila, cifres, cuias, troncos de árvores ocos e bexiga de animais. Acredite: todos esses artigos já foram utilizados como embalagens em algum momento da História da humanidade.

Como nasceram as embalagens


toneis ok
Conchas, crânios de animais, cestos feitos com fibras vegetais e argila, cifres, cuias, troncos de árvores ocos e bexiga de animais. Acredite: todos esses artigos já foram utilizados como embalagens em algum momento da História da humanidade.
A necessidade de guardar e transportar alimentos, líquidos e objetos fez com que diversos povos utilizassem materiais oferecidos pela natureza em seu estado primário. Por isso, estima-se que as primeiras embalagens foram usadas há mais de 4 mil anos a. C, produzidas a partir de bexigas e peles de animais e depois com fibras trançadas e argila. As primeiras garrafas rústicas de vidrosurgiram por volta de 3 mil a.C. e serviram para acondicionar perfumes e óleos.
Até o final da Idade Média (século XV) as mudanças econômicas e políticas ocorreram de forma muito lenta. Naquela época, as embalagens mais utilizadas eram sacolas, garrafas, jarras, potes, vasos, tigelas, barris, caixas, tonéis e baús feitos de couro, barro, tecido, madeira, pedra, metais, vidro, fibras vegetais e lascas de madeira.
A partir dessa época, em um período que ficou conhecido como Renascimento, a humanidade deugrandes saltos em várias áreas do conhecimento. As grandes navegações, o desenvolvimento do comércio e o contato entre culturas favoreceram o desenvolvimento de novos tipos de embalagens, tanto pelo aparecimento de novos itens de troca e consumo, como pela necessidade de conservar os produtos por mais tempo. Curiosamente, os períodos de guerra viabilizaram o desenvolvimento de embalagens de vidro e metais devido à necessidade estratégica de transporte e conservação de alimentos para tropas de exército, já que prover comida naquelas condições era um grande desafio.
Há poucas décadas, o papel ainda era muito utilizado para embalar produtos a granel nos mercados. Até o ano de 1830, ele era fabricado com trapos velhos. Depois passou a ser feito com uma pasta produzida a partir da madeira. Essa mudança favoreceu o mercado de livros e jornais e possibilitou a produção das primeiras bobinas de papel para confecção de embrulhos e pacotes.
A rotulagem das embalagens teve seu desenvolvimento paralelo ao avanço das embalagens. Os rótulos de papel para os produtos já eram usados desde o século XV, na Idade Média. E, assim como os livros, eram feitos um a um, de forma bastante artesanal.
Lata Leite Ninho dec60
Não faz muito tempo, eles ainda eram visualmente bastante simples, sem grandes apelos de imagem e informações em destaque. No início do século XX, as pessoas eram orientadas por vendedores na hora de fazer suas compras. A origem do “autosserviço” (os supermercados como conhecemos hoje) veio dos EUA, quando no período de crise dos anos 1930 eliminar balcões e balconistas era um jeito de economizar – e se tornou uma forma mais prática de comprar e vender. Os consumidores passaram a ter autonomia para se servir e escolher os produtos nas prateleiras.As embalagens deixaram de ter apenas a função de envolver e proteger produtos e se transformaram em meio de propaganda e marketing. Passaram a ser o “vendedor silencioso”, aquele que transmite pelos rótulos as informações para “captar” o consumidor.
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A revolução industrial e os plásticos
O século XVIII foi marcado por um grande salto tecnológico, com a Revolução Industrial e as novas formas de produção em grande escala. Novas máquinas permitiram a criação de novas embalagens, assim como novas técnicas de vedação para conservação de alimentos industrializados. A fabricação de latas também passou de artesanal para mecanizada. A principal matéria-prima era chamada folha de flandres, uma fina chapa de aço recoberta por estanho.
O desenvolvimento das embalagens tem relação direta com as necessidades de transporte e acondicionamento de produtos, mas também com o conhecimento da propriedade dos materiais e da tecnologia para transformá-los. Não à toa, hoje vivemos o “império do plástico”, que teve início no final do século XIX. Em busca de um material que substituísse o marfim, material das presas dos elefantes e usado na fabricação de bolas de bilhar, o inventor americano John Wesley Hyatt descobriu por acidente o celulóide, a partir do nitrato de celulose (patenteado em 1870). Considerado por muitos como sendo o primeiro plástico, foi muito usado até o final da década de 1920, quando apareceram os sintéticos, totalmente fabricados de forma artificial. Os filmes fotográficos à base de celulóide, desenvolvidos pela Kodak, foram os responsáveis pela popularização da fotografia e pelo impulso do cinema a partir da década de 1890.
O termo “plástico” é a designação genérica para uma grande família de materiais que apresentam em comum o fato de serem facilmente moldáveis. A palavra é derivada do grego plastikós, que significa “relativo às dobras do barro”. O termo em latim (plasticu) assumiu a tradução “do que pode ser modelado”.
Por serem mais resistentes, mais leves e mais fáceis de moldar que muitos materiais naturais, os plásticos protagonizaram transformações sociais e ambientais importantes. Há autores que defendem que a Humanidade se encontra na Idade dos Plásticos, assim como já esteve na Idade da Pedra Lascada, Idade da Pedra Polida e Idade dos Metais.
OLYMPUS DIGITAL CAMERA
Pense no seu cotidiano. Quanto plástico há ao seu redor? Da cozinha ao banheiro, da escova de dente ao guarda-chuva, o mundo está “plastificado”. Em 1970, a sua produção mundial ultrapassou a de ferro e hoje a relação homem-plástico é de absoluta dependência – e, sem medo de exagerar, de profunda loucura. Para onde vai tudo o que é descartado? O plástico representa oavanço no desenvolvimento de embalagens e materiais industriais e, ao mesmo tempo, o retrocesso de uma sociedade entregue ao consumo desenfreado. Será que pioramos com o tempo? Isso rende outra longa conversa…

super.abril.com.br

10 RAZÕES PARA NÃO PEDALAR. nao pedale Todos sabemos que está na moda pedalar, para o trabalho, por desporto, para estar com os amigos e até para competir. Mas há também razoes fortes para não o fazer e vou deixar aqui algumas das mais pertinentes.

10 RAZÕES PARA NÃO PEDALAR.

nao pedale
Todos sabemos que está na moda pedalar, para o trabalho, por desporto, para estar com os amigos e até para competir. Mas há também razoes fortes para não o fazer e vou deixar aqui algumas das mais pertinentes.
1. Pedalar torna as pessoas mais atraentes. Sabemos bem que a determinada altura se torna aborrecido ser o centro das atenções, especialmente numa coisa que é difícil de reverter depois de conseguido.
2.Pedalar torna as pessoas mais saudáveis. É feio andar a vender saúde hoje em dia, com todos os colegas do escritório a queixarem-se da obesidade, das varizes, da falta de ar e outras que tal, é quase ofensivo sermos o único com saúde no meio deles, arranje um problema de saúde e conviva mais com os seus colegas.
3.Pedalar faz as pessoas inevitavelmente mais felizes e com auto-estima elevada. Num pais onde a venda de anti-depressivos aumentou consideravelmente nos últimos anos, chegar ao trabalho a sorrir é quase como por um alvo nas costas, pior é que o sorriso tem tendência a ser constante durante o dia, não ofenda os seus colegas com alegria desnecessária.
4.Pedalar não gera impostos. A bicicleta não usa gasolina, diesel, ou GPL, não tem seguros obrigatórios, nem inspeções obrigatórias, a manutenção é ridiculamente baixa e não paga taxas de estacionamento. Num momento difícil em que o pais atravessa é egoísmo não contribuir com as carradas de impostos como as que os automóveis pagam. Contribua com muitos impostos, vá de carro, o pais agradece.
5.Pedalar irá prolongar a sua vida na velhice e com mais qualidade de saúde. O problema do pais é a sustentabilidade da Segurança Social por ter de pagar reformas até muito tarde, alem do mais ao envelhecer com mais saúde não irá deixar a reforma na farmácia todos os meses.
6.Pedalar dá má fama na vizinhança. Por mais que aumente a sua qualidade de vida financeira depois de abdicar do automóvel, os vizinhos nunca saberão, pensarão que é pobre. Esqueça essa ideia de viver bem e até poupar dinheiro para as alturas difíceis, compre um bom carro de alta cilindrada, mesmo que não tenha dinheiro para dar de comer aos seus filhos, os seus vizinhos pensarão sempre o melhor de si, o que se passa dentro de portas ninguém sabe.
7.Pedalar para o trabalho é entediante. Chegar sempre a horas, demorar sempre o mesmo tempo no trajeto casa-trabalho-casa é entediante. Todos sabemos como sabe bem passar 30, ou 45 minutos fechados no carro a ouvir comerciais no meio de um engarrafamento, nunca saber a que horas chegaremos ao trabalho, ficar bloqueados por acidentes, trânsito inconstante e ainda ter de procurar o tão difícil local para estacionar.
8.Pedalar tonifica o corpo. Rapidamente as suas amigas vão espalhar o boato de que esse corpinho tonificado, o desaparecimento da celulite e o sorriso constante no rosto se deve a um colossal investimento numa cirurgia estética e de que a bicicleta é apenas a tentativa de encapotar isso.
9.Pedalar favorece o comercio local. As visitas aos estabelecimentos locais tornar-se-ão mais frequentes, as pessoas que pedalam deslocam-se mais vezes aos estabelecimentos perto de casa, os cuscos das redondezas podem começar a falar da sua vida.
10.Pedalar para o trabalho contagia os amigos e colegas. Tenha cuidado para que não lhe sigam o exemplo, é que as pessoas que pedalam tem uma auto-estima mais elevada e têm tendência a não se deixarem acomodar, em breve a vida ai no escritório pode começar a ficar agitada. 

Grão a grão enche a EDP o papo? A ERSE ( Entidade Reguladora dos Serviçõs Energéticos) obrigou a EDP a devolver sete milhões de euros aos consumidores de electricidade com tarifa bi ou tri-horária, lesados por falhas nos relógios dos contadores. A EDP apresentou uma providência cautelar , contestou a decisão em tribunal e a ERSE apelou aos consumidores para que se lhe juntassem, na tentativa de travar a contestação da EDP.


A ERSE  apresentou a réplica à contestação na segunda-feira mas  não teve o apoio de nenhum dos800 mil consumidores lesados! 
É certo que  a comunicação social foi parca a dar notícias sobre esta possibilidade e não serão muitos os consumidores a ler o Diário da República. Mas se,  sempre que há greve de transportes - profusamente anunciadas pelas próprias empresas e pela comunicação social -   vemos uns pasmados na televisão a dizerem que não sabiam de nada, também não me parece que a publicitação  do pedido da ERSE, através da comunicação social, fosse escutado por muitos consumidores. 
Acresce que os consumidores interessados em apoiar  a ERSE teriam de constituir  advogado para, no final, acabarem por receber menos de 30€ de reembolso, por cobrança indevida. No entanto, os mesmos consumidores que se alhearam desta questão, foram lestos a inundar a Direção Geral do Consumidor com pedidos de restituições de cauções, logo que a SIC informou estar aquela DG a proceder ao pagamento dos montantes que as empresas foram obrigadas a restituir aos consumidores.
Agora o Tribunal pode tomar duas decisões:  dar provimento à contestação da EDP e desobrigá-la de devolver os sete milhões de euros  que cobrou indevidamente aos consumidores, ou  dar razão à ERSE.
No primeiro caso, a EDP embolsa sete milhões de euros que terão sido indevidamente cobrados . Na outra  situação,  terá de devolver o dinheiro mas, muito provavelmente, não será ela a suportar as despesas administrativas inerentes ao processo de restituição. Depositará o dinheiro numa  entidade do Estado que suportará esses custos, como está a acontecer  no caso da devolução das cauções.
Será nessa fase que, solícito, um qualquer canal de televisão repetirá a rábula e, com pompa  e circunstância, anunciará que a entidade X tem sete milhões de euros para devolver aos consumidores de electricidade.
Ora como eu já vi este filme  garanto-vos  que,  nos meses seguintes, os consumidores correrão para essa entidade a reclamar o dinheiro, pensando que vão receber uma fortuna.  Descoroçoados  ao serem informados que receberão no máximo 30€, ou que nem sequer têm nada a receber, porque não têm tarifa multi-horária, insultarão o/a funcionário/a que o atender, apelidarão o Estado de ladrão, lamentarão ter perdido tanto tempo para receber de volta uma ninharia e a EDP passará incólume entre os pingos da chuva.
É que nestas coisas os portugueses têm um comportamento singular. Embora tenha sido uma empresa a cobrar-lhes indevidamente electricidade que não consumiram, a culpa é sempre do Estado. Mesmo quando esse Estado esgrimiu argumentos em tribunal para  obrigar a empresa a devolver aos consumidores dinheiro que lhes é devido!
cronicasdorochedo.blogspot.pt

MESMO ANJINHO !!!!


Cidadão constituído arguido por interromper Passos Coelho no Parlamento pode incorrer numa pena de 1 a 8 anos de prisão

Cidadão constituído arguido por interromper Passos Coelho no Parlamento

Ivo Margarido diz que só "queria demonstrar que estão a ser cometidos graves crimes por parte dos políticos portugueses".
Um cidadão que interrompeu o primeiro-ministro Pedro Passos Coelho em dois debates quinzenais no Parlamento foi constituído arguido pelos crimes de coação contra órgãos constitucionais e perturbação do funcionamento de órgão constitucional.Ivo Margarido disse à agência Lusa que foi constituído arguido na semana passada, no Posto Territorial de Leiria da Guarda Nacional Republicana, onde foi interrogado durante cerca de meia hora no âmbito do processo a correr trâmites em Lisboa. Ao cidadão, residente em Leiria, foi aplicado o termo de identidade e residência, a medida de coação menos gravosa.
No debate quinzenal de 24 de Maio último, Ivo Margarido interrompeu a intervenção do primeiro-ministro e acabou por ser retirado das galerias da Assembleia da República.
A 28 de Junho, Ivo Margarido regressou ao Parlamento e questionou Pedro Passos Coelho sobre o que considera "a fraude do sistema monetário", que motivou já uma queixa contra o primeiro-ministro, o Presidente da República e instituições bancárias. Ivo Margarido acabou novamente por ser expulso das galerias.
O cidadão incorre em penas de um a oito anos de prisão, por crime de coação contra órgãos constitucionais, e de até três anos, por perturbação do funcionamento de órgão constitucional.
"Apenas queria demonstrar que estão a ser cometidos graves crimes por parte dos políticos portugueses", disse Ivo Margarido, que não vai requerer a abertura da instrução do processo.

UM CONTO DE NATAL ... Era uma rua de Lisboa. Uma rua como tantas outras ruas. Ao fundo, ao fundo da rua, havia um jardim. E lá, nesse jardim, os rapazes jogavam como uma bola de trapos e lançavam o pião. Alguns idosos, sentados nos bancos de madeira de ripas deteriorados pelo tempo e pelo uso, olhavam absortos os meninos ladinos, como se a vida se lhes escapulisse por um ralo.

UM CONTO DE NATAL ...




Era uma rua de Lisboa. Uma rua como tantas outras ruas. Ao fundo, ao fundo da rua, havia um jardim. E lá, nesse jardim, os rapazes jogavam como uma bola de trapos e lançavam o pião. Alguns idosos, sentados nos bancos de madeira de ripas deteriorados pelo tempo e pelo uso, olhavam absortos os meninos ladinos, como se a vida se lhes escapulisse por um ralo.

Pé ante pé, a noite tombou sobre a grande urbe e sobre o jardim. Os candeeiros projetaram o seu clarão sobre o asfalto e as estrelas tomaram conta do céu da cidade. Como bandos de pardais, os miúdos partiram. Os mais velhos, levantaram-se pesadamente dos bancos e rumaram aos seus lares. E, entre eles, o Bernardino, no seu casaco de sarja azul, com que moirejou anos a fio na sua profissão, naquele início da década de sessenta do século passado.

O velho Bernardino, tinha mais de oito décadas de vida. Vivia da magra reforma a que lhe deram direito, por carregar e descarregar navios uma vida inteira no Cais de Alcântara. Caminhava dobrado, como se trouxesse às costas o peso do seu triste Destino. Ali, junto ao número trinta e oito daquela rua pobre de Lisboa onde vivia, havia uma venda. Entrou e, do fundo do bolso escuro, o ancião tirou o relógio que trazia seguro a uma presilha das calças por uma corrente.

Cofiou o bigode branco e espesso com os dedos grossos e olhou as horas. Então pediu um copo de vinho. Ato contínuo, de um frasco de vidro de boca larga pousado em cima do balcão, comprou uma dúzia de rebuçados.

Depois, de novo rumou à rua escura e fria. Por uma porta entrou e, com o auxílio do corrimão, guindou-se com esforço até junto das águas – furtadas onde habitava. Meteu a pesada chave na fechadura e empurrou a porta devagar. Então, uns braços abertos, tenros e frágeis, correram para ele.

Era a pequena filha dos hóspedes, que partilhavam com ele aquele espaço e o ajudavam a pagar a renda. Lurdes e José eram duas boas almas. Lurdes trabalhava de costureira numa loja junto à Praça de Martim Moniz e José consertava móveis numa sombria carpintaria do Barreiro.

Felismina, mulher de Bernardino, fritava filhós na cozinha, enquanto numa travessa de alumínio, repousava uma pilha de rabanadas. De rosto duro e enrugado de mulher da Beira, Felismina de olhos postos no fogo, relembrada a sua infância nas faldas da Serra da Estrela.

Era noite de Natal. Naquela casa, modesta casa, a Consoada era pobre. O parco dinheiro disponível, apenas dava para o essencial. 

Mas, naquele anoitecer tão especial, a pequena Helena sonhava, esperançada que o Pai Natal não se esquecesse dela. Criança que era, vivia ainda no reino inocente da fantasia, alheia às realidades agrestes da vida.

Naquele serão lisboeta, depois da frugal refeição do fiel amigo, José subiu ao telhado e, de forma engenhosa, fez descer pela chaminé um pequeno cesto, perante o olhar expectante da pequena Helena. 

No cabaz, vinha um divertido boneco de madeira articulado, feito pelo José na carpintaria, nas horas subtraídas à sua refeição do almoço. Era o Pinóquio, de nariz comprido e chapéu apelativo na cabeça, que fez as delícias da pequenita.

E, perante a alegria esfuziante da criança, no fundo do cesto vinha também, embrulhados um a um em papel colorido, uma dúzia de rebuçados …
Quito Pereira  


encontrogeracoesbnm.blogspot.pt
                  

" NÃO HÁ HOMENS MUITO, OU POUCO SÉRIOS, HÁ HOMENS SÉRIOS E OUTRAS COISAS QUE PARECEM HOMENS". "Exmo Senhor Presidente da República, Aníbal António Cavaco Silva Tenho 74 nos, sou reformado, daqueles que descontou durante 41 anos, embora tenha trabalhado durante 48, para poder ter uma reforma e que, porque as pernas já me não permitem longas caminhadas e o dinheiro para os transportes e os espectáculos a que gostaria de assistir não abunda

" NÃO HÁ HOMENS MUITO, OU POUCO SÉRIOS, HÁ HOMENS SÉRIOS E OUTRAS COISAS QUE PARECEM HOMENS".


"Exmo Senhor Presidente da República, Aníbal António Cavaco Silva
Tenho 74 nos, sou reformado, daqueles que descontou durante 41 anos, embora tenha 
trabalhado durante 48, para poder ter uma reforma e que, porque as pernas já me não 
permitem longas caminhadas e o dinheiro para os transportes e os espectáculos a que 
gostaria de assistir não abunda, passo uma parte do meu dia a ler, sei quantos cantos há 
nos Lusíadas, conheço Camilo, Eça, Ferreira de Castro, Aquilino, Florbela, Natália, Sofia 
e mais uns quantos de que penso V/Exa já terá ouvido falar, ou visto ao "navegar na net".
São precisamente as "modernices" com que tenho bastante dificuldade em lidar que 
motivam esta minha tomada de posição porquanto é aí que circulam a respeito de V/Exa 
afirmações que desprestigiam a figura máxima do País Portugal, que, em minha opinião, 
não pode estar sujeita a tais insinuações que espero V/Exa desminta categoricamente.
Passemos à frente das insinuações de que V/Exa foi 1º Ministro de Portugal durante mais 
de dez anos, época em que V/Exa vendeu as nossa pescas, a nossa agricultura, a nossa 
indústria a troco dos milhões da CEE, milhões que, ao contrário do que seria desejável, 
não serviram para qualquer modernização ou reforma do nosso País mas sim para 
encher os bolsos de alguns, curiosamente seus correligionários, senão mesmo, seus
 amigos. Acredito que esse tempo que vivemos sob o comando de V/Exa e que tanto mal 
nos fez foi apenas fruto de incompetência o que, sendo lamentável, não é crime, os 
crimes foram praticados por aqueles que se encheram à custa do regabofe, perdoe-me o 
popularismo, que se viveu nessa época e que, curiosamente, ou talvez não, continuam 
sem prestar contas à justiça.

Entremos então no que mais me choca, porque nesses outros comentários, a maioria 
dos 
quais anónimos mas alguns assinados, é a honestidade de V/Exa que é posta em causa 
e eu não quero que o Presidente da República do meu país seja o indivíduo que alguns 
propalam pois que entendo que o cargo só pode ser ocupado por alguém em quem os 
portugueses se revejam como símbolo de coerência e honestidade, é assim que penso 
que nesta carta presto um favor a V/Exa, pois que respondendo às 4 questões que vou 
colocar, findarão de vez as maledicências que, quero acreditar, são os escritos que por 

aí circulam.

1ª Questão:

Circula por aí um "escrito" que afirma que V/Exa, professor da Universidade Nova de 
Lisboa, após ser ministro das finanças, foi convidado para professor da Universidade 
Católica, cargo que aceitou sem se ter desvinculado da Nova o que motivou que lhe fosse 
movido um processo disciplinar por faltar injustificadamente às aulas da Nova, processo 
esse conducente ao despedimento com justa causa, que se teria perdido no gabinete do 
então ministro da educação, a quem competiria o despacho final, João de Deus Pinheiro, 
seu amigo e beneficiado depois de V/Exa ascender a 1º Ministro com o lugar de 
comissário europeu, lugar que desempenhou tão eficazmente que o levou a ficar 
conhecido como "comissário do golfe".
Pergunta directa:
Foi ou não movido a V/Exa um processo disciplinar enquanto professor da 
Universidade Nova de Lisboa?
Se a resposta for afirmativa, qual o resultado desse processo?
Se a resposta for negativa é evidente que todas as informações que andam por aí a 
circular carecem de fundamento.

2ª Questão:

Circulam por aí vários escritos sobre a regularidade da transacção de acções do BPN 
que V/Exa adquiriu. Sendo certo que as referidas acções não estavam cotadas em bolsa 
e portanto só poderiam ser transaccionadas por contactos directos, vulgo boca a boca, 
faço sobre a matéria várias perguntas:
1ª - Quem aconselhou a V/Exa tal investimento?
2ª- A quem adquiriu V/Exa as referidas acções?
3ª- Em que data, de que forma e a quem vendeu V/Exa as acções?
4ª- Sendo V/Exa um renomado economista, não estranhou um lucro de 140% numa 
aplicação de tão curto prazo?

3ª Questão

Tendo em atenção o que por aí circula sobre a Casa da Coelha, limito-me a fazer 
perguntas:
1ª- É ou não, verdade, que o negócio entre a casa de Albufeira e a casa a Coelha foi feito 
como permuta de imóveis do mesmo valor para evitar pagamento de impostos?
2ª- Se já foi saldada ao estado a diferença de impostos com que atraso em relação à escritura 
se processou a referida regularização?
3ª- É ou não verdade que as alterações nas obras feitas na casa da Coelha, nomeadamente 
a alteração das áreas de construção foram feitas sem conhecimento da autarquia?
4ª- A ser positiva a resposta à pergunta anterior, se já foi sanado o problema resultante de 
obras feitas à revelia da autarquia, em que data foi feita tal regularização e se foi feita antes 
ou depois das obras estarem concluídas?
5ª- Última pergunta, esta de mera curiosidade, será que V/Exa já se lembra do cartório 
em que foi feita a escritura?

4ª- Questão

Ouvi V/Exa na TV dizer que tinha uma reforma de 1300 €, que quase lhe não chegava para 
as despesas, passando fugazmente pela reforma do Banco de Portugal. Assim, pergunto:
1ª- Quantas reformas tem V/Exa?
2ª- De que entidades e a que anos de serviços são devidas essas reformas?
3ª- Em quantas não recebe 13º e 14º mês?
4ª- Abdicou V/Exa do ordenado de PR por iniciativa própria ou por imposição legal?
5ª Recebe ou não V/Exa alguns milhares de euros como "despesas de representação"?
Fico a aguardar a resposta de V/Exa com o desejo de que a mesma seja de tal forma conclusiva 
e que, se V/Exa o achar conveniente, venha acompanhada de cópias de documentos, que provem 
a todos os portugueses que o que por aí circula na Net, não passam de calúnias e intrigas movidas 
contra a impoluta figura de Sua Exa o Senhor Presidente da República de Portugal.
A terminar e depois de recordar mais uma das suas afirmações na TV, lembro uma frase do
 meu avô, há muito falecido, alentejano, analfabeto e vertical:
" NÃO HÁ HOMENS MUITO, OU POUCO SÉRIOS, HÁ HOMENS SÉRIOS E OUTRAS COISAS QUE PARECEM HOMENS".
Por mim, com a idade que tenho, já não preciso nem quero nascer outra vez, basta-me morrer como tenho vivido. Sério.
Com os meus melhores cumprimentos.
José Nogueira Pardal"



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