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quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

INCIDENTES MARCAM AS PROVAS DE AVALIAÇÃO - Professores invadem escolas por todo o País Várias escolas estão a ser invadidas por todo o País, esta quarta-feira, contra a prova de avaliação aos docentes. Em Faro, nenhuma escola fez exames depois de mais de duas dezenas de pessoas terem protestado numa das escolas onde se realiza a prova de avaliação aos docentes e tentaram demover os colegas de vigiar a prova.

Professores invadem escolas por todo o País


Várias escolas estão a ser invadidas por todo o País, esta quarta-feira, contra a prova de avaliação aos docentes. Em Faro, nenhuma escola fez exames depois de mais de duas dezenas de pessoas terem protestado numa das escolas onde se realiza a prova de avaliação aos docentes e tentaram demover os colegas de vigiar a prova.
"Esta prova é inútil porque só existe para as pessoas terem acesso a um concurso público. Isto não existe em lado nenhum", afirmou Susana Santos, professora com mais de 10 anos de serviço.
"Hoje somos nós! E amanhã?", "Não há prova, exigimos respeito" e "Não pactues" eram algumas das frases que se podiam ler nos cartazes dos professores que se concentraram na Escola Pinheiro e Rosa.
Segundo Alexandre André, professor de Física e Química, esta prova "não tem qualquer validade científica ou pedagógica e é uma tentativa clara para dividir a classe".
A sindicalista Ana Simões disse à Lusa acreditar que a prova não se realize nos dois agrupamentos - Faro e Portimão - para onde está prevista no Algarve.
"Do feedback que tivémos dos professores convocados para vigiar a prova podemos esperar uma grande adesão à greve", concluiu.
Mais de 300 professores de Faro que estavam inscritos para realizar hoje a prova de avaliação de capacidade e conhecimentos (PACC) não a fizeram por falta de condições, disse à Lusa fonte do Sindicato de Professores do Sul.
MINISTÉRIO VAI MARCAR NOVA DATA PARA PROVA DE AVALIAÇÃO (13H18)
O secretário de Estado do Ensino Básico e Secundário, João Grancho, anunciou hoje que o Ministério da Educação vai marcar uma nova data para a realização da prova de avaliação dos professores.
SEGURO PEDE SUSPENSÃO DA PROVA DOS PROFESSORES (13h00)
O secretário-geral do Partido Socialista (PS), António José Seguro, pediu esta quarta-feira na Azambuja a suspensão das provas dos professores por considerar que "são injustas e sem sentido".
"É óbvio que este Governo não tem a educação como prioridade e, se repararem, em setembro, houve dezenas de milhares de professores que foram para o desemprego e, portanto, esta prova não é uma prova que vem incentivar os professores a continuar na profissão, mas visa retirar os professores da sua profissão. Que haja bom senso do Governo e que pare", afirmou o socialista aos jornalistas.
CLIQUE NA IMAGEM E VEJA FOTOS DOS PROTESTOS
DOS PROFESSORES POR TODO O PAÍS
PROVA NÃO SE REALIZOU EM ESCOLA DE VILA REAL (11h59)
A prova de avaliação dos professores não se realizou hoje de manhã na escola Morgado Mateus, em Vila Real, depois de um grupo de docentes em protesto ter demovido os colegas de entrarem no recinto escolar.
Eram cerca de 380 os professores que estavam inscritos para realizaram a prova de avaliação de conhecimentos nas escolas secundárias Morgado Mateus e São Pedro, na cidade de Vila Real.
Carlos Taveira, dirigente do Sindicato dos Professores do Norte, disse à agência Lusa que nenhum dos professores inscritos na Morgado Mateus fez a prova, enquanto apenas nove estão a efetuá-la na escola São Pedro.
Logo pela manhã foram colocados cadeados nos portões dos dois estabelecimentos de ensino da capital de distrito, os quais foram cortados.
No entanto, durante a manhã foram muitos os professores que se foram juntando nas entradas das escolas, empunhando cartazes onde se podia ler "corrigir e vigiar também é humilhar", ao mesmo tempo que entoavam cânticos como "não à prova" ou "roubam-nos tudo, até o canudo".
"O objetivo é sensibilizar os colegas para a nossa causa porque achamos que esta prova é ridícula, é humilhante para os professores e põe em causa toda a formação que tivemos nas universidades", salientou Ricardo Almeida, professor com quatro anos e sete meses de serviço.
POLÍCIA DE CHOQUE EM ESCOLA DE ALMADA DEVIDO A TENTATIVA DE INVASÃO (11H53)
A polícia de choque está hoje de manhã nas instalações da escola Emídio Navarro, em Almada, na sequência de uma tentativa de invasão do estabelecimento e em dia de prova de avaliação de professores, disse à Lusa fonte da escola.
De acordo com a mesma fonte da direção da Emídio Navarro, a polícia de choque foi acionada pela PSP, a quem a escola alertou quando se apercebeu de uma tentativa de invasão.
A iniciativa dos manifestantes mostrou, segundo a mesma fonte, "muita agressividade", já que partiram todos os vidros da frente da escola. Apesar disso a prova de avaliação de conhecimentos dos professores está a realizar-se, garantiu.
PROVA DE AVALIAÇÃO ANULADA EM ÉVORA (11H37)
A prova de avaliação aos docentes não se realizou em Évora. A CMTV sabe que os protestos dos professores levaram à anulação do exame.
MINISTÉRIO RECEBEU CITAÇÃO DO TRIBUNAL DO FUNCHAL (11h29)
O Ministério da Educação revelou que já recebeu uma citação do Tribunal Administrativo e Fiscal do Funchal e apresentou uma resolução fundamentada antes do início da realização da prova de avaliação dos professores.
"O Ministério da Educacão e Ciência recebeu hoje uma citação do Tribunal Administrativo e Fiscal do Funchal e apresentou resolução fundamentada antes do início da realização da Prova de Avaliação de Conhecimentos e Capacidades, pelo que ficaram suspensos os efeitos suspensivos associados à receção da citação, processo habitual que se verificou em relação a outras providências cautelares", refere uma informação do Ministério da Educação e Ciência (MEC).
A informação do MEC chegou depois da hora marcada para a prova de avaliação dos professores, agendada para as 10H30.
Na terça-feira, a Federação Nacional de Professores (Fenprof) revelou que o Tribunal Administrativo e Fiscal (TAF) do Funchal tinha deferido uma providência cautelar interposta por sindicatos para impedir a realização da prova de avaliação dos professores.
Esta foi uma das muitas providências cautelares apresentadas pelos sindicatos contra a Prova de Avaliação de Capacidades e Conhecimentos (PACC).
Em novembro, a Fenprof entregou nos tribunais seis providências cautelares a contestar a legislação publicada que enquadra a realização da PACC, tendo sido remetidas cinco dessas providências cautelares para o Supremo Tribunal Administrativo, depois de os tribunais de primeira instância se terem declarado incompetentes para decidir, faltando apenas conhecer a decisão do TAF do Porto.
INVASÃO DE SALAS DE AULA EM LEIRIA IMPEDE REALIZAÇÃO NORMAL DA PROVA (11h27)
Um grupo de professores invadiu hoje salas de aula na Escola Secundária de Domingos Sequeira, em Leiria, impedindo a realização normal da prova de avaliação, constatou a agência Lusa no local.
Mais de 13 mil professores estavam convocados para realizar hoje a prova de avaliação de conhecimentos decretada pelo Governo para os professores contratados com menos de cinco anos de serviço, contestada pelos sindicatos e pela classe docente. Os professores que realizavam a prova estavam igualmente em protesto, fazendo barulho com os pés.
O diretor da escola chamou entretanto a polícia, que está dentro da sala de aula a tentar acalmar os ânimos dos professores, tentando também que a prova se realize.
Um dos professores entrou na sala e terá rasgado a prova de avaliação, segundo informações fornecidas à agência Lusa.
Às 11H00, os portões da escola foram fechados e o acesso à instituição apenas pode ser feito mediante identificação.
FENPROF DIZ QUE HÁ VÁRIAS ESCOLAS NO PAÍS SEM PROVAS DEVIDO À GREVE (11h26)
O secretário-geral da Federação Nacional de Professores (Fenprof) afirmou, em Lisboa, que há várias escolas no país onde a prova de avaliação de conhecimentos para professores contratados não foi realizada devido à greve dos docentes vigilantes.
Mário Nogueira falava aos jornalistas em frente à Escola Preparatória Marquesa de Alorna, uma das escolas onde a Fenprof tem estado a marcar presença devido à greve de docentes ao serviço relacionado com a prova de avaliação de conhecimento e competência que estava previsto que se realizasse hoje em 113 escolas.
A adesão à greve dos vigilantes "está a ser extraordinária" e já fez com que escolas em Lisboa, Viseu, Faro, Setúbal, Évora, Barreiro, Almada, Guarda, Vila Real, Guimarães e em Braga não realizassem a prova", indicou o líder sindical.
Mário Nogueira disse que, "com esta situação, a prova está ferida de morte" e que, "politicamente, o ministro [da Educação] vai morrer com ela".
"O ministro Nuno Crato já perdeu, no plano jurídico. Face à pressão do Tribunal [Administrativo do Funchal], e face à anulação de provas, em que o princípio da equidade foi já quebrado, o ministro da Educação só tinha de fazer uma coisa: enviar um email para todas as escolas, ou fazer um telefonema, a dizer aos diretores para mandarem embora os professores porque a prova estava anulada", sustentou.
"Era a única saída digna", considerou o secretário-geral da Fenprof.
PROFESSORES DETIDOS EM GAIA (11h14)
Os protestos contra a realização da prova de avaliação aos docentes, esta quarta-feira, levaram à detenção de professores em Vila Nova de Gaia. Os incidentes já levaram a que houvesse um reforço policial. A PSP entrou dentro da escola e está a tentar acalmar os ânimos.
DOCENTES RETIROS NO REFEITÓRIO EM VISEU (11h12)
A prova de avaliação aos docentes não se realizou, esta quarta-feira, na Escola Infante D. Henrique. A CMTVsabe que os docentes estão retidos no refeitório do estabelecimento de ensino à espera de saber o que terão de fazer agora, uma vez que a prova não se concretizou como estava inicialmente planeado.
Um dos professores que estava em protesto junto a esta escola, em Viseu, revelou que alguns professores "que chegaram quatro ou cinco minutos atrasados não puderam fazer provas". O Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) já foi chamado ao local para prestar assistência a um docente que se sentiu mal.
Cerca de dois terços dos professores contratados com menos de cinco anos de serviço não realizaram a prova de avaliação para a qual estavam inscritos no distrito de Viseu, informou o dirigente da Fenprof, Francisco Almeida à agência Lusa.
"Estavam inscritos cerca de 800 professores para realizar a prova de hoje, mas cerca de dois terços não a fizeram devido à greve dos professores que iriam estar a vigiar", avançou.
PEQUENOS INCIDENTES NA ENTRADA PARA A PROVA EM ESCOLA DE COIMBRA (10h38)
A polícia foi, esta quarta-feira, obrigada a afastar um grupo de mais de duas dezenas de manifestantes que apelava ao boicote à prova de avaliação na entrada da Escola Dona Maria II, em Coimbra, para que os professores pudessem entrar.
Os docentes conseguiram entrar com a ajuda da Polícia de Segurança Pública (PSP), que afastou um grupo de professores e estudantes universitários sentados em frente da Escola Secundária Dona Maria II e que gritavam "boicote", entre outras palavras de ordem.
Flora Domingos, professora, sentada junto do portão de entrada, queixou-se de um polícia a ter magoado e pisado.
"Esta prova não faz sentido nenhum. É uma prova de exclusão", afirmou à agência Lusa Fernando Alves, docente que decidiu não se inscrever no teste exigido pelo Governo para os professores contratados com menos de cinco anos de serviço e que recebeu o aval dos sindicatos de professores afetos à central sindical UGT.
Na Escola Secundária Avelar Brotero, também em Coimbra, tudo correu dentro da normalidade, com sindicalistas a darem autocolantes e panfletos aos professores que se dirigiam para a prova de avaliação.
Adriana Fernandes, a 60 dias de ter cinco anos de serviço, foi fazer a prova a essa escola, considerando a mesma "ridícula" e uma forma de "descredibilizar os docentes".
DOCENTES DE AMARANTE DE NEGRO PARA FAZER PROVA NO PORTO (11H02)
Um grupo de professores vestidos de negro, a maioria oriunda da zona de Amarante, aguardava esta quarta-feira à porta da Escola Clara de Resende, no Porto, o início da prova de avaliação de conhecimentos, que classificaram de "humilhante".
"É uma grande humilhação ser obrigada a fazer esta prova, depois de ter estudado e estar habilitada a exercer como professora. Acho também que esta prova descredibiliza todo o Ensino Superior", afirmou Ana Sofia Duarte, criticando a realização do exame de avaliação decretado pelo Governo para os professores contratados com menos de cinco anos de serviço.
Esta professora do 1.º ciclo do Ensino Básico, sem colocação desde 2005, está atualmente a trabalhar numa loja e a exercer cinco horas como professora de Atividades Lúdico Expressivas nas Atividades Extra-Curriculares (AEC), numa escola de Amarante. Também de Amarante, Ana Mafalda Leite disse que iria fazer a prova somente por ser obrigada.
"Viemos sob protesto. O problema é que se não fizermos a prova não poderemos concorrer", sublinhou a docente, que também não consegue colocação numa escola há já vários anos.
Ouvidos pela Lusa, vários professores provenientes de Amarante lamentaram também que "além de toda a humilhação" que a prova implica ainda tivessem que ser eles a arranjar e a pagar o transporte até à cidade do Porto.
BE DIZ QUE PROVA DE AVALIAÇÃO É ATAQUE À DIGNIDADE DOS DOCENTES (10h20)
A coordenadora do Bloco de Esquerda (BE) considerou, esta quarta-feira, que a realização da prova de avaliação dos professores contratados "é um ataque à dignidade dos docentes" e acusou o ministro da Educação de querer destruir a escola pública.
Catarina Martins, que está hoje de manhã na escola secundária Padre António Vieira, em Alvalade, Lisboa, disse à agência Lusa que o BE está solidário com os professores contratados, num dia em que se deve realizar uma prova que é um "ataque à dignidade dos docentes" e à escola pública.
"Esta prova não tem sentido nenhum e é quase uma vingança contra uma geração, ao decidir que esta seja feita apenas pelos professores com menos de cinco anos de serviço", salientou Catarina Martins à Lusa.
A coordenadora do BE salientou que o ministro da Educação, Nuno Crato, está a entreter os professores com esta "prova de humilhação" e acusou-o de "não fazer o que a lei obriga, que o Provedor de Justiça e a Comissão Europeia dizem que tem de ser feito: vincular os professores contratados".
"Há décadas que os professores contratados trabalham como precários e são eles que fazem a escola pública todos os anos", declarou.
Mais de 13 mil professores deverão fazer hoje uma contestada prova de avaliação de conhecimentos, no mesmo dia em que os sindicatos da Fenprof marcaram uma greve, que, espera a organização, terá uma adesão total.
FENPROF AMEAÇA RECORRER A TRIBUNAL PARA MANTER SUSPENSÃO (10h15)
O secretário-geral da Federação Nacional dos Professores (Fenprof) ameaçou, esta quarta-feira, levar a tribunal o caso da suspensão da prova de avaliação dos docentes no Funchal caso o ministério da Educação não apresente uma "resolução fundamentada" até às 10h30.
"Se até à hora de início da prova [10h30], o ministério da Educação não tiver acionado os mecanismos legais, que os tem, para apresentar essa resolução fundamentada nos tribunais, iremos junto do próprio tribunal suscitar o incidente, o que pode levar a uma multa ou até à própria anulação da prova", avisou o sindicalista.
Mário Nogueira, que se encontra hoje de manhã frente à escola Marquesa de Alorna, em Lisboa - onde professores contratados vão realizar a prova de avaliação de conhecimentos -, disse que, até às 08h00 de hoje, o ministério da Educação e Ciência ainda não tinha apresentado uma resolução fundamentada à providência cautelar interposta pela Fenprof, em que o tribunal administrativo do Funchal terá dado razão aos docentes.
A Fenprof anunciou na terça-feira que o Tribunal Administrativo e Fiscal (TAF) do Funchal deferiu uma providência cautelar interposta por sindicatos, para impedir a realização da prova de avaliação dos professores.
Em comunicado, a estrutura sindical, que interpôs a providência cautelar para anular a prova, por a considerar ilegal, explicou que a decisão do TAF tem a data de quinta-feira e que o ministério da Educação tem agora dez dias para "deduzir oposição".
O ministério da Educação alega, segundo Mário Nogueira, não ter sido ainda notificado da decisão judicial sobre a providência cautelar.
"ESTA PROVA É UM ENSAIO PARA ALARGAR A TODA A FUNÇÃO PÚBLICA" (09h51)
O dirigente da Fenprof Francisco Almeida defendeu esta quarta-feira que a prova que o Governo impôs aos professores contratados com menos cinco anos de serviço "é um ensaio", que vão alargar a toda a função pública.
"O Governo está a preparar-se para fazer uma prova deste tipo a toda a administração pública e as provas de hoje aos professores são um ensaio", alertou.
À entrada da Escola EB 2,3 Infante D. Henrique (Viseu), uma das muitas para onde está agendada a realização da prova de professores, o sindicalista recordou algumas indicações que o Fundo Monetário Internacional (FMI) deu a Portugal.
"Em janeiro deste ano, o FMI veio dizer que devia fazer-se uma prova em toda a função pública para escolher os que são para pôr na rua. Começaram o ensaio pelos professores", alegou.
Francisco Almeida sustentou que "as sugestões do FMI para o Governo português são ordens", não tendo dúvidas de que as provas vão chegar a toda a administração central.
Sobre os professores contratados com menos de cinco anos de serviço, diz que foram convocados para "uma prova que não prova nada".
PROVA DE AVALIAÇÃO DE PROFESSORES EM GREVE COM "ADESÃO TOTAL" (06h10)
Mais de 13 mil professores deverão fazer esta quarta-feira uma contestada prova de avaliação de conhecimentos, no mesmo dia em que os sindicatos da Fenprof marcaram uma greve que, espera a organização, terá uma adesão total.
"Aquilo que sentimos nas escolas é a vontade imensa dos professores de inviabilizar a realização" da prova, disse hoje à Lusa o secretário-geral da Federação Nacional dos Professores (Fenprof), Mário Nogueira.
O sindicalista espera uma adesão de 100%, e explica porquê: "Temos encontrado escolas inteiras em que colegas já disseram que vão fazer greve", assim como agrupamentos escolares nos quais não vai haver vigilantes [à prova].
"Do ponto de vista político esta prova está derrotada e o Ministério da Educação também", disse Mário Nogueira à Lusa, acrescentando: "estamos conscientes de que não sendo inviabilizada na totalidade das escolas será seguramente em muitas delas".
Mário Nogueira salienta que "a não realização da prova pelos professores sem vínculo, em função da realização da greve, é a única possibilidade de não se penalizar nenhum professor".
De resto, diz o sindicalista, as ações de contestação à prova irão prosseguir, sempre dentro da legalidade, sendo que hoje os professores estão conscientes de que a prova de avaliação é "um atentado à profissão, é injusta e humilhante".
O secretário-geral da Federação Nacional dos Professores, Mário Nogueira, estimou hoje em cerca de 95%a adesão à greve relacionada com a vigilância da prova de avaliação imposta aos contratados com menos de cinco anos de serviço.
À porta da Escola Marquesa de Alorna, em Lisboa, o dirigente sindical defendeu que o ministro da Educação, Nuno Crato, "não tem condições para continuar" no cargo.
Mário Nogueira considerou que a prova está "ferida de morte" e prometeu que os professores vão continuar a lutar contra um exame que encaram como "humilhante", mesmo que o Ministério da Educação marque outra data para os docentes que não fizeram hoje a Prova de Avaliação de Capacidades e Conhecimentos (PACC).
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Ai não que não aguentam Os técnicos de gabinete e alguns políticos menos escrupulosos transformaram Portugal num laboratório de economia, sujeitando os indígenas a uma política extremista que visa superar uma crise financeira ilibando os seus responsáveis e fazendo incidir os sacrifícios sobre um grupo restrito da população.

Ai não que não aguentam

Os técnicos de gabinete e alguns políticos menos escrupulosos transformaram Portugal num laboratório de economia, sujeitando os indígenas a uma política extremista que visa superar uma crise financeira ilibando os seus responsáveis e fazendo incidir os sacrifícios sobre um grupo restrito da população.
  
A ingenuidade colectiva leva muitos dos que discordam desta política a confiar num grupo de cidadãos que quase ninguém conhece e que foi escolhido nos bastidores da política e a que chamamos Tribunal Constitucional. Esse grupo de cidadãos já permitiu cortes salariais com o argumento de que seriam temporários. Depois, recusou mais um corte mas admitiu que os funcionários públicos contribuíssem com uma hora diária de trabalho escravo.
  
Como diriam os marxistas-leninistas do tempo de Durão Barroso o Tribunal Constitucional não passa de um órgão ao serviço da burguesia, isto é, não passa de um mecanismo de regulação do sistema e é óbvio que tentará iludir os cidadãos reduzindo a austeridade a metade e dando umas dicas para que o governo possa corrigir o texto e impor mais tarde a outra metade.
  
Não é por acaso que o governo não tocou nos abusos de mordomias dos juízes do Tribunal Constitucional ou nesse absurdo que é o subsídio de residência atribuído a todos os magistrados, incluindo os juízes do Tribunal de Contas, que, quanto se saiba, nunca funcionou nas comarcas ou em local onde os seus magistrados tivesse de procurar nova habitação.
  
A verdade é que tem havido um extremo cuidado em proteger as mordomias de todos os que podem incomodar o governo, o pessoal do Banco de Portugal foi dispensado da austeridade, os juízes do TC continuam a poder reformar-se na infância, os magistrados continuam com o subsídio de residência e até os polícias já foram promovidos.
  
Veja-se o que se está passando com os professores, para protestarem contra a avaliação vieram todos para a rua, agora uns pagam a taxa para serem avaliados e os outros são remunerados para verificar se os colegas escrevem sem erros de ortografia. Como em tudo em Portugal foi uma questão de preço, permitiu-se a uns quantos continuarem a cometer erros de ortografia para, em compensação, eliminar quase todos os outros da carreira. Entretanto, as horinhas extraordinárias pagas aos professores avaliadores sempre dão jeito para o Natal. Enfim, quantos dos professores que se manifestaram contra a avaliação no passado estarão agora ajudando o Crato a eliminar muitos dos seus colegas da carreira? Se calhar não se queixam porque o Crato elimina os professores sem burocracia.
  
Em Portugal costuma-se dizer que somos como as putas, estamos todos à venda e a única dúvida é saber a que preço nos vendemos. Talvez seja verdade e Ulrich, um dos culpados da crise e beneficiários desta política, tinha razão, o povo aguenta que se farta.
  
Portugal não é apenas um laboratório de políticas económicas extremistas e de base ideológica, é também um precioso laboratório de sociologia onde se pode aprender muito sobre a miséria humana.



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QUEM CEDO MADRUGA....