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quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

PARA OS QUE AINDA SE DEIXAM ENGANAR PELOS SORRISOS


Ensino Sócrates no conselho geral da Universidade da Beira Interior O antigo primeiro-ministro José Sócrates vai ser o novo membro do conselho geral da Universidade da Beira Interior (UBI), anunciou hoje em comunicado aquela instituição de ensino superior da Covilhã.

Ensino 

Sócrates no conselho geral da Universidade da Beira Interior
O antigo primeiro-ministro José Sócrates vai ser o novo membro do conselho geral da Universidade da Beira Interior (UBI), anunciou hoje em comunicado aquela instituição de ensino superior da Covilhã.
PAÍS
Sócrates no conselho geral da Universidade da Beira Interior
Lusa
Em declarações à Lusa, o presidente do conselho geral da UBI, Paquete de Oliveira, explicou que a proposta foi apresentada na última reunião daquele órgão (dia 06) e na sequência da saída do representante da Microsoft Portugal, José Fernandes, que irá deixar o país por motivos profissionais.

Paquete de Oliveira referiu ainda que a escolha do ex-primeiro ministro, que está intimamente ligado à Covilhã, se prende com os principais critérios de indicação de membros externos (cooptados) do conselho geral: a notoriedade e a relação com a região.
"A proposta do nome do engenheiro José Sócrates coletivizou-se e acabou por ter 15 proponentes. Na votação, dos 22 membros presentes, houve apenas um voto em branco", especificou.

"A proposta do engenheiro Sócrates enquadra as duas vertentes: por um lado porque, como se sabe, ele é dali e, por outro lado, pelo impacto público que ele tem. No fundo, é um filho da terra que é reconhecido em Portugal e no estrangeiro", apontou.
O presidente do conselho geral da UBI referiu ainda que a "intenção é a de que José Sócrates venha valorizar a instituição".
José Sócrates já aceitou o convite e deverá tomar posse na próxima reunião do conselho geral, que se realizará entre janeiro e fevereiro de 2014.
Antes disso, no dia 17, José Sócrates estará na UBI para apresentar o livro do qual é autor: "A Confiança no Mundo: Sobre a Tortura em Democracia". A sessão terá lugar no grande auditório da Faculdade de Ciências da Saúde, a partir das 17:30.

INTELIGENTE E AMIGO



FICO TRISTE PELO POVO DA GUINÉ PORQUE ESTIVE LÁ E CONHEÇO - Impunidade: never ending story 1971.Comecemos com Amílcar Cabral: “do nosso comportamento moral depende, amanhã, a nossa capacidade de traição”. A Guiné não era formalmente independente – sê-lo-ia a 10 de Setembro de 1974 – quando Cabral foi morto a tiro por Inocêncio Cani. Até hoje as circunstâncias da morte estão por apurar,

Impunidade: never ending story

1971.Comecemos com Amílcar Cabral: “do nosso comportamento moral depende, amanhã, a nossa capacidade de traição”. A Guiné não era formalmente independente – sê-lo-ia a 10 de Setembro de 1974 – quando Cabral foi morto a tiro por Inocêncio Cani. Até hoje as circunstâncias da morte estão por apurar, não se sabe quem mandatou o crime, nem sequer a hora exacta a que aconteceu. A longa história da impunidade reinventa-se continuamente.
Desgaste, desespero e esperança: assim se pode descrever a Guiné-Bissau em 2013,a liberdade não cumpriu as suas promessas e não há como escapar à gravidade da situação que o país vive. A Guiné enfrenta um dos maiores desafios da sua história como nação independente: a criação de condições de regresso à normalidade constitucional como ponto de inversão de uma tendência de destruição e alienação do Estado, que se acentuou e acelerou claramente desde o golpe de Abril de 2012.
Tendo como pano de fundo este desafio – que não diz respeito apenas à Guiné, mas também a nós europeus, em benefício próprio e cito apenas duas ameaças à nossa segurança: tráfico de droga e radicalismo islâmico – decorre em Bissau, desde ontem e até 12 de Dezembro uma conferência internacional dedicada à impunidade.
Durante a conferência organizada pela Liga Guineense dos Direitos Humanos foi apresentado o relatório “40 Anos de Impunidade na Guiné-Bissau” resultante de um trabalho de campo realizado ao longo de 2013. A coordenação deste estudo esteve a cargo de Pedro Rosa Mendes, detalhe que não é acessório.
Ao logo de quase uma centena de páginas é consensual a constatação de que “a sociedade guineense é vítima de uma impunidade de Estado – pela ausência deste – e que as diferentes manifestações da impunidade decorrem, em primeiro lugar, da fragilidade das instituições do Estado, que deixou de assegurar funções de soberania como a justiça e a segurança. O Estado já não cumpre a sua responsabilidade de defender os direitos fundamentais dos cidadãos, incluindo o mais elementar – o direito à vida”.
Entre as diversas formas de violência directa individual a violência contra mulheres e crianças é das mais graves porém a menos visível na sociedade guineense. Alguns números: 48 por cento dos casamentos apresenta uma diferença etária entre o homem e a mulher de 20 a 24 anos, 45 por cento das mulheres guineenses são vítimas de alguma forma de mutilação genital feminina, 51,5 por cento das mulheres guineenses consideram aceitável que o marido lhe bata. O enquadramento legal não é benéfico para a mulher: o Código Civil português de 1966 continua em vigor na Guiné-Bissau.
“Cumulativamente às formas de violência resultantes ou inerentes à pobreza, a brutalidade e crueldade dirigida aos mais novos e desprotegidos ultrapassa o admissível e humanamente tolerável. A violência contra as crianças é, aliás, uma área que revela alguns dos aspectos mais chocantes da equação entre autoridadee tradicional, atrasado cultural e desagregação social. Grave, também, é a denúncia de que o poder judicial e as autoridades policiais não agem ou agem em favor dos que brutalizam de várias formas os mais pequenos“.
A análise da história da Guiné-Bissau mostra que quatro décadas de impunidade foram sendo construídas sempre com Cabral na boca, invocandoas formas mais insultuosas de legitimação para formas cada vez mais brutais de violência. “ «Cabral não morreu», ouvimos dizer. Talvez Cabral tenha que continuarvivo para que possam continuar a matá-lo todos os dias. O facto de a morte de Amílcar Cabral ser a primeira de muitas que continuam por esclarecer”é apenas a metáfora de uma sociedade que, como demonstra este estudo da Liga dos Direitos Humanos Guineenses, perdeu os seus valores de referência.
“Daí que as outras notas – muito pesadas – que atravessam este estudo sejam o desespero generalizado e o cansaço. Cansaço dos golpes, cansaço das mentiras, cansaço das violências, cansaço da miséria e dos roubos da coisa pública, cansaço do medo que voltou, cansaço também da vergonha que alguns deitam sobre a pátria de todos. Canseira de impunidade. Esse é um elemento que, em conclusão, levamos à atenção de quem tem mais responsabilidades no destino comum. É possível, acreditamos nisso, uma outra realidade para a Guiné-Bissau. As respostas de um painel representativo da sociedade guineense apontam o único caminho possível: a refundação doEstado como veículo de justiça.”

camalees.wordpress.com

UM CIDADÃO VAI SER CONSTITUÍDO ARGUIDO POR PROTESTAR NAS GALERIAS DA ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA - Antes de interromper pela primeira vez os trabalhos na AR, apresentou requerimento ao Comissário da PSP responsável pela segurança do Parlamento para participar no debate parlamentar mas foi informado de que isso não seria possível. Interrompeu pela primeira vez o debate parlamentar a 24 de Maio e Assunção Esteves disse que “não se podia manifestar no parlamento”.

Interrompeu por duas vezes o debate quinzenal na Assembleia da República. Como “pagamento”, é arguido num processo que lhe pode dar pena de prisão até oito anos.
Ivo Margarido, que apresentou queixa contra Passos Coelho, Cavaco Silva e outras pessoaspor fraude no sistema monetário bem como contra mais de 30 bancos pela mesma alegada fraude, é agora arguido num processo por ter perturbado por duas vezes os trabalhos dos deputados no debate quinzenal na Assembleia da República.
O cidadão ia regularmente ao parlamento de 15 em 15 dias. Tinha feito algumas questões a organismos públicos ao abrigo da Lei de Acesso a Documentos Administrativos mas nunca obteve resposta. As perguntas vão desde os chemtrails, a fraude no sistema monetário entre outras que nunca obtiveram resposta.

noticias  Cidadão foi constituído arguido por protestar nas galerias da Assembleia da República

Antes de interromper pela primeira vez os trabalhos na AR, apresentou requerimento ao Comissário da PSP responsável pela segurança do Parlamento para participar no debate parlamentar mas foi informado de que isso não seria possível.
Interrompeu pela primeira vez o debate parlamentar a 24 de Maio e Assunção Esteves disse que “não se podia manifestar no parlamento”.
No dia da segunda intervenção, conta-nos Ivo Margarido, quando entrou na AR estava já a ser seguido pelos agentes da PSP. Interrompeu o Primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, questionando-o também sobre a fraude do sistema monetário. Foi novamente retirado da Assembleia.
Ás suas perguntas chegou finalmente uma resposta, mas não a que ele esperava.
O interrogatório ocorreu hoje no Posto Territorial da GNR de Leiria pelas 10:00 e demorou apenas vinte minutos, uma vez que o Ivo Margarido não prestou declarações.
Está indiciado dos crimes de Coacção contra órgãos constitucionais (artigo 333.º, CPP) e de Perturbação do funcionamento de órgão constitucional (artigo 334.º, CPP).
Ivo sente-se  “firme” e quer “demonstrar que estão a ser cometidos crimes graves pelos políticos portugueses”. Diz ainda que “a prisão não me assusta, já que esta é uma etapa provável neste processo, a qual deriva da corrupção ativa do sistema. A Justiça terá a oportunidade de demonstrar se é isenta ou nem por isso”
Conclui ainda dizendo que “se é para perder a liberdade então que seja e prol da conquista da libertação de Portugal dos criminosos que se apoderaram do aparelho do Estado”.

Num documento publicado por Ivo Margarido, podem ser obtidas informações mais detalhadas sobre o que se passou na Assembleia da República.