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sexta-feira, 1 de novembro de 2013

OS DEMOCRATAS SUECOS MOSTRAM A SUA VERDADEIRA FACE Por Daniel Strand No passado Novembro, o jornal sueco Expressen publicou um vídeo em que podíamos ver os membros neo-fascistas do parlamento sueco a perder a cabeça pelas ruas de Estocolmo, empunhando canos de ferro e gritando insultos tipo “puta” na direcção de cidadãos inocentes. Esta gente faz parte dos Sweden Democrats (Democratas Suecos), que há 10 anos era um partido político marginal e que tinha poucas esperanças de ser eleito para o parlamento. Mas em 2012, numa sondagem, os Democratas Suecos surgiram com 11 por cento dos votos – o que os tornaria o terceiro partido mais popular do país.

OS DEMOCRATAS SUECOS MOSTRAM A SUA VERDADEIRA FACE

Por Daniel Strand


No passado Novembro, o jornal sueco Expressen publicou um vídeo em que podíamos ver os membros neo-fascistas do parlamento sueco a perder a cabeça pelas ruas de Estocolmo, empunhando canos de ferro e gritando insultos tipo “puta” na direcção de cidadãos inocentes. Esta gente faz parte dos Sweden Democrats (Democratas Suecos), que há 10 anos era um partido político marginal e que tinha poucas esperanças de ser eleito para o parlamento. Mas em 2012, numa sondagem, os Democratas Suecos surgiram com 11 por cento dos votos – o que os tornaria o terceiro partido mais popular do país.

À primeira vista, a ascensão do fascismo e do racismo na Suécia parece surpreendente. O país não tem uma grande história em termos de colonialismo, e os movimentos de extrema-direita tiveram relativamente pouca importância durante o século XX sueco. Mas então como é que esta ralé de nacionalistas anti-imigração chegou a uma posição tão proeminente na política sueca? O que é que levou o povo sueco a eleger estes hooligans?

O fascismo parece completamente deslocado na Suécia, um país rico e com um Estado Social eficiente. Mas nas duas últimas décadas, a xenofobia foi-se propagando por debaixo da superfície da prosperidade. No início da década de 80, uma mão cheia de grupos racistas emergiram, dos quais o Bevara Sverige Svenskt (Manter a Suécia Sueca) se distinguiu. Ao distribuir flyers — que instruíam as raparigas suecas a “evitar relações sexuais não protegidas com Negros com SIDA” e exigiam a “repatriação” dos imigrantes que não fossem nórdicos —, o Bevara Sverige Svenskt funcionou como semente para os movimentos de extrema-direita. Em meados da década de 80, as manifestações fascistas tinham lugar em pleno centro de Estocolmo para comemorar a morte do rei Karl XII, do século XVIII, uma figura que consideram o seu pai fundador. Estas manifestações, nas quais participavam centenas de skinheads bêbados ao lado de avôs fascistas mas bem-comportados, acabam invariavelmente em lutas de rua e violência. Suásticas e cumprimentos a Hitler acabavam por ser espectáculos normais.

Os Democratas Suecos renasceram das cinzas a partir deste ambiente social. Formado em 1988, o partido configurava uma coligação entre os ex-membros dos Bevara Sverige Svenskt e figuras proeminentes de organizações nazi como a Nordiska Rikspartiet (Partido das Nações Nórdicas). O início e meados dos anos 90 foram passados pelo partido a mobilizar a extrema-direita contra o sistema político da Suécia. 

Apesar de alguns partidos nazis se terem formado na Suécia deste a década de 20, o seu “movimento nacional” nunca conseguiu ganhar impulso. O boom económico do país foi possível graças à imigração em larga escala. Nas décadas após a II Guerra, o número de suecos que tinham imigrando de países estrangeiros aumentou dos 100.000 para os 600.000. A visão ideológica dos Sociais-Democratas do folkhemmet  (conceito de família sueca) — uma comunidade exclusivamente sueca que atravessaria todas as classes sociais — envolvia programas eugénicos e a opressão dos romenos e samis; no entanto, o baluarte do socialismo sueco deixou de parte os nacionalistas, até recentemente.

Em 1992, depois de John “o Homem Laser” Ausonius, um serial-killer e assaltante de bancos, ter alvejado 11 imigrantes em Estocolmo, os Democratas Suecos organizaram uma marcha durante a qual os seus participantes gritavam que deviam ter sido alvejados mais estrangeiros. Um ano depois, a polícia prendeu o líder da facção jovem do partido numa manifestação comunista comemorativa do 1.º de Maio, por posse de uma granada.

No entanto, no final dos anos 90, os líderes dos Democratas Suecos começaram metodicamente a cortar relações com as suas ligações à extrema-direita. Os skinheads foram excluídos, o antissemitismo explícito foi rejeitado e as referências à raça desencorajadas. Ao cortar a sua relação umbilical com o nazismo, este partido violento mascarou-se num movimento mais macio e num respeitável oponente do multiculturalismo. Em 2001, o partido dividiu-se em duas partes, tendo as facções mais militantes e antissemitas fundado o ultranacionalista Nacional-Democratas (Nationaldemokraterna - National Democrats), e os Democratas Suecos apresentaram-se estrategicamente como críticos da imigração e socialmente conservadores, em vez de explicitamente fascistas. Liderados por Jimmie Åkesson, um rapaz respeitável e bem-vestido, com interesse em “história”, o partido conquistou 160.000 votos nas eleições parlamentares de 2006.

Conscientes do crescimento dos sentimentos anti-islâmicos na Europa, os Democratas Suecos endereçaram a sua demonização para os imigrantes muçulmanos e tornaram-nos os bodes expiatórios daquilo que alegavam ser o declínio social na Suécia. Chegaram até ao ponto de indicar judeus para posições de relevo e a defender agressivamente uma política pro-Israel. Como explicava Åkesson, o Islão era a “maior ameaça estrangeira [para a Suécia] desde a II Guerra Mundial”.

Com a sua imagem de vítimas cuidadosamente calibrada, os Democratas Suecos colheram um apoio significativo ao longo dos anos seguintes. Alguns ex-Sociais-Democratas, desencorajados pelo envolvimento do seu partido no desmantelamento do Estado Social, consideravam os Democratas Suecos uma fonte de estabilidade, comunidade e tradição. O partido apropriou-se da visão Social-Democrata da “família sueca” e tornou-a contra os seus inventores, acusando os Sociais-Democratas de terem traído o povo sueco ao submeterem-se ao multiculturalismo, ao feminismo e à “imigração em massa”. 

Nas eleições de 2010, os Democratas Suecos angariaram finalmente os votos necessários para entrar no parlamento. Conquistaram 5.7% do votos e tornam-se no sexto partido mais votado. Não só ganharam 20 lugares no parlamento como rapidamente se tornaram parte da esfera pública. Os peritos em extrema-direita argumentavam que a ascensão do partido se tornava uma razão para “debater a imigração”. Enquanto isso acontecia, a maior parte dos jornalistas não sabiam como os classificar – alguns comentadores da esquerda argumentavam que os Democratas Suecos deviam ser descritos como fascistas. Os grandes media decidiram tomar uma postura mais neutral, chamando-lhes “críticos da imigração”. Apesar de ser um termo aquém da realidade, dado que os Democratas Suecos basicamente defendiam que se proibisse a imigração de vez. 

A chave para a credibilidade dos Democratas Suecos residia na aparência culta e civilizada da elite do partido. Todos os jovens que se sentavam no parlamento surgiam de fato (muitas vezes com um lencinho no bolso do casaco) e marcavam pela sua eloquência. Repetiam vezes sem fim que os Democratas Suecos não eram um partido racista; defendiam apenas uma “política restritiva da imigração”.

Mas as declarações feitas pelos membros do partido regularmente contrariavam o este argumento. “Durante milhares de anos, os negros puderam relaxar ao calor, comer umas bananas, violar uma mulher ou uma criança, lutar com outros negros machos e comê-los”, escreveu um político local dos Democratas Suecos, Per Wahlberg, no seu blogue, em Setembro de 2010. Alguns meses mais tarde, outro Democrata Sueco local chamado Isak Nygren afirmava que se opunha a “mistura de raças” e que os suecos não deviam ter relações sexuais com “asiáticos” ou “negros”. Em Maio de 2012, Solveig Renhammar-Metus deixa os Democratas Suecos, furioso por “os judeus controlarem o partido”. Durante esse Verão, Pär Norling, outro político local, afirma que os muçulmanos praticantes deviam ser deportados e que o Islão deveria ser banido na Suécia. Um membro do parlamento, Stellan Bojerud, autor do livro Nazismo na Suécia 1924-1945, declara que estudos científicos provavam que os imigrantes tinham “um QI mais baixo” do que os suecos.

Depois disto, a elite do partido tentou controlar estas tiradas racistas dos seus membros. No passado Outubro, o líder do partido Jimmie Åkesson enviou uma carta a todos os elementos eleitos dos Democratas Suecos anunciando que o partido iria reforçar uma política de tolerância-zero em relação ao racismo e ao extremismo. Åkesson argumentava que estes eram “casos excepcionais” no interior de um partido constituído por pessoas “comprometidas, inteligentes e encantadoras”. De acordo com esta carta, algumas maçãs podres estariam a estragar o trabalho sério de todos os outros devotos críticos do Islão e da imigração. Infelizmente para Åkesson, seria dali a menos de um mês que o escândalo dos canos de ferro rebentaria nas notícias, levando a dura realidade a provocar a queda da máscara do partido respeitável.


Manifestação dos Democratas Suecos em 1991 para comemorar a morte do rei Karl XII, no século XVIII, uma figura que consideram o seu pai fundador. Estas manifestações, nas quais participavam centenas de skinheads bêbados ao lado de fascistas mais velhos, acabam invariavelmente em lutas de rua e violência policial. Suásticas e cumprimentos a Hitler eram espectáculos normais. via Expo 


Mesmo antes das eleições de Setembro de 2010, Soran Ismail, um comediante sueco-curdo, postou um vídeo no YouTube em que reclamava que três altos membros dos Democratas Suecos o tinham confrontado agressivamente à porta de um McDonald’s no centro de Estocolmo. Um vídeo gravado num telemóvel mostrava o assessor de imprensa do partido, Erik Almqvist, e os candidatos parlamentares Kent Ekeroth and Christian Westling a atacar e a pontapear um anónimo na estrada, no exterior da cadeia de restaurantes.

Alguns dias depois, Almqvist publicou uma resposta no YouTube em que defendia que ele é que tinha sido a pessoa atacada, alegadamente por “um membro da rede criminosa Original Gangsters”. De acordo com Almqvist, o vídeo de Ismail era apenas um novo exemplo da campanha sem-fim contra os Democratas Suecos. Na semana seguinte, Almqvist e Ekeroth eram eleitos para o parlamento — tornando-se Almqvist o porta-voz para as políticas económicas e Ekeroth o porta-voz para a justiça.

Este episódio seria esquecido pelos media e substituído por uma qualquer nova história não fosse a descoberta de que Ekeroth também tinha filmado o ataque no seu telemóvel. Seja como for, o vídeo foi enviado para o jornal sueco Expressen, que o publicou a 13 de Novembro de 2012 — mais de dois anos depois de o incidente se ter dado.

No vídeo, Erik Almqvist, visivelmente bêbado, é visto a ter uma discussão acesa com Soran Ismail no exterior do McDonald’s. Almqvist diz a Ismail que ele se comportava “como um Paki”. Tornando-se cada vez mais agressivo, avisa-o para “não se meter com os suecos” e acaba por dizer: “a Suécia não é o teu país, é o meu país”. Quando Ismail protesta, Almqvist reclama que ele não teria “razões para ali estar [na Suécia]”.

Os três Democratas Suecos começam então uma luta com um homem aleatório, que questionava a forma como estavam a tratar Ismail. Quando o homem tenta arrancar o telemóvel a Ekeroth, o trio ataca-o. Almqvist tenta depois pontapear o homem e chama-lhe “amante de Pakis”.

Na sequência de vídeo seguinte, uma rapariga no exterior do McDonald’s pergunta aos Democratas Suecos porque é que estão a atacar um homem inocente na rua. Almqvist, que recentemente se queixou no parlamento de que os imigrantes chamavam “putas” às raparigas suecas — vira-se para o amigo e diz, “Caga nesta pequena puta”. Ekeroth decide então confrontar outra rapariga na rua, dizendo “posso fazer o que me apetecer” antes de a atirar contra um carro.

Os Democratas Suecos são vistos depois a apanhar três peças de uns andaimes de uma construção ali ao lado e a encaminharem-se de forma ameaçadora de volta ao McDonald’s. Ekeroth explica que se estão apenas a “defender”. Quando se aproximam e vêem que a polícia prendeu o homem que tinham atacado, deixam cair as peças e Almqvist põe-se a conversar com os polícias. Depois de passar 30 minutos a gritar obscenidades racistas e sexistas, começa de repente a comportar-se decentemente e a responder com educação, dizendo aos polícias que o homem é que o tinha atacado. Depois, Almqvist vira-se para os amigos e diz “é sempre bom ser o olho vigilante”, e os três desaparecem no clarão de uma bonita manhã de Estocolmo. Almqvist ri-se e comenta que tiveram “uma noite do caraças”. Ekeroth, ainda a filmar, diz que “é bom ver que nenhum de nós recuou”. O terceiro membro do grupo, Christian Westling, também dos Democratas Suecos, diz “isto foi engraçado! Que wigger de merda!” 



Topo: Erik Almqvist, ex-porta-voz dos Democratas Suecos para as políticas económicas, chama a um anónimo “amante de Pakis”. Kent Ekeroth, ex-porta-voz para a justiça, filma os acontecimentos no telemóvel. Em baixo: Almqvist, com o ex-candidato dos Democratas Suecos ao parlamento Christian Westling à sua direita, diz a Soran Ismail, comediante sueco-curdo, para “não se meter com os suecos”. Direita: Almqvist e Westling armam-se com peças de andaimes para se “defenderem”.

A publicação do Expressen coincidiu com os quatro golos marcados por Zlatan Ibrahimovic, a maior estrela de futebol da Suécia, contra a Inglaterra durante o jogo de inauguração do novo estádio de Estocolmo. Ibrahimovic nasceu e foi criado em Rosengård, um bairro de imigrantes em Malmö que os Democratas Suecos têm usado como um exemplo da alegada decadência social causada pela imigração. Enquanto Ibrahimovic marca, sozinho, quatro golos, fechando o jogo com um dos mais impressionantes pontapés de bicicleta na história do futebol, os Democratas Suecos convocam uma reunião de emergência, em que decidem afastar Erik Almqvist dos seus cargos de porta-voz no parlamento e no conselho executivo do partido. Kent Ekeroth, no entanto, é castigado com uma “suspensão” temporária. Nenhum dos três envolvidos no incidente foi expulso do partido ou afastado do parlamento.

E eles estarão de volta rapidamente. Com centenas de grupos locais, 6 mil membros e dúzias de publicações online influentes. Os Democratas Suecos não deverão ser afectados a longo-prazo por este escândalo. Ainda assim, a questão relembrou ao povo sueco o flirt do partido com o fascismo. 

Mas infelizmente este problema não está limitado à Suécia. A história dos Democratas Suecos é a história da Europa contemporânea. Na Hungria, a Guarda Húngara do Jobbik (Movimento para uma Hungria Melhor) continua a perseguir judeus e romenos. Na Grécia, o Aurora Dourada ataca deputados e destrói lojas de imigrantes. Em Coccaglio, na Itália, a Liga Norte anunciou um “Natal Branco”, durante o qual a polícia vasculhou bairros inteiros à procura de imigrantes sem documentos. Na Noruega, um apoiante assumido dos Democratas Suecos matou 77 pessoas pelo seu alegado “multiculturalismo”. Neste momento, se os Estados Unidos da América tentam progredir e confrontar o seu passado racista, a Europa parece resvalar para o horrível cocktail de xenofobia e fascismo que se via nos tempos anteriores à II Guerra Mundial.

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O CALVÁRIO DAS MULHERES DEPOIS DA LIBERTAÇÃO NAZI - Após a liberação dos territórios ocupados pelos alemães dos países europeus, milhares de mulheres que tinham relacionamentos com soldados alemães foram expostas a execuções humilhantes e brutais nas mãos de seus próprios concidadãos. Era a "Épuration Légale" ("purga legal"), a onda de julgamentos oficiais que se seguiu à liberação da França e da queda doRegime de Vichy. Estes julgamentos foram realizados em grande parte entre 1944 e 1949, com ações legais que perduraram por décadas depois.

O calvário das viúvas da ocupação
Após a liberação dos territórios ocupados pelos alemães dos países europeus, milhares de mulheres que tinham relacionamentos com soldados alemães foram expostas a execuções humilhantes e brutais nas mãos de seus próprios concidadãos. Era a "Épuration Légale" ("purga legal"), a onda de julgamentos oficiais que se seguiu à liberação da França e da queda doRegime de Vichy. Estes julgamentos foram realizados em grande parte entre 1944 e 1949, com ações legais que perduraram por décadas depois.

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O calvário das viúvas da ocupação 01
Ao contrário dos Julgamentos de Nuremberg, a "Épuration Légale" foi conduzida como um assunto interno francês. Aproximadamente 300.000 casos foram investigados, alcançando os mais altos níveis do governo colaboracionista de Vichy. Mais da metade foram encerrados sem acusação. De 1944 a 1951, os tribunais oficiais na França condenaram 6.763 pessoas à morte por traição e outros crimes. Apenas 791 execuções foram efetivamente realizadas. No entanto, 49.723 pessoas foram condenadas a "degradação nacional", que consistia na perda total de direitos civis.

A campanha para identificar e massacrar os colaboracionistas do regime alemão puniu cerca de 30.000 mulheres com humilhação pública, por suspeita de que tiveram ligações ou porque eram prostitutas e se relacionaram com os alemães. Algumas vezes, a coisa toda não passava de briga de vizinhas -uma denunciando a outra como acerto de contas pessoais- ou então uma denúncia vazia de participantes realmente ativos, que dessa forma tentavam salvar sua pele desviando a atenção de sua cooperação com as autoridades da ocupação.

O caso é que muitas coitadas que tiveram algum tipo de relacionamento com os soldados e oficiais alemães não tinham culpa, o que elas iriam fazer? Elas eram reféns de um estado ocupado. Mas a ira e a necessidade de encontrar bruxas para caçar não permitia o razoamento, se houvesse um indício qualquer, a coitada tinha sua cabeça raspada e era exposta em público como desgraça da nação. Muitas vezes só raspar a cabeça não bastava, eram despidas, abusadas, desenhavam a suástica nos seus rostos, ou queimavam a marca com ferro em brasa na testa.

Estas mulheres foram reconhecidas como "nacionalmente indignas" e sofreram, além da degradante humilhação em público, penas de seis meses a um ano de prisão, seguida da perda total de direitos civis por mais um ano, quando ainda eram violentadas e insultadas nas ruas. Muitas não suportaram a vergonha daquela situação e sucumbiram cometendo suicídio.

Nisso tudo há ainda um aspecto que permaneceu vergonhosamente nas sombras por décadas: as crianças nascidas de soldados alemães. De acordo com várias estimativas, nasceram ao menos 200 mil dos chamados "filhos da ocupação", mas estes sofreram menos que as mães, quando o governo limitou-se a proibir nomes alemães e o estudo da língua alemã. Entretanto não foram poucos os casos de "filhos da ocupação" que sofreram algum tipo de ataque e segregação.

A perseguição não se limitou a França, quase todos os países do bloco europeu de aliados fizeram o mesmo. Na Noruega, cinco mil moças que deram à luz filhos de alemães, foram condenadas a um ano e meio de trabalho forçado. Quase todas as crianças foram declararas pelo governo como deficientes mentais e enviadas para uma casa para retardados, onde foram mantidas até os anos 60.

Infelizmente não é tudo, a União Norueguesa para as Crianças da Guerra depois declarou que a "desova nazista", como chamavam estas crianças, foi usada indiscriminadamente para testar medicamentos não aprovados. Somente em 2005, o parlamento norueguês publicou um pedido formal de desculpas a essas vítimas inocentes e aprovou a compensação para as experiências no valor de 3 milhões de euros. Este valor pode aumentar se a vítima fornecer provas documentais de que tenha sofrido algum tipo de discriminação racial diante do ódio, medo e desconfiança por causa de sua origem.
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LEIA E VEJA O VÍDEO - Intervenção de João Oliveira na Assembleia de República "Lá fora, às portas desta Assembleia da República, milhares exigem um rumo diferente para o país"



Intervenção de João Oliveira na Assembleia de República

"Lá fora, às portas desta Assembleia da República, milhares exigem um rumo diferente para o país"



Senhora Presidente,
Senhoras e senhores Deputados,
Senhoras e senhores membros do Governo,
Ontem, ao fim de 8 horas de debate, veio da bancada do CDS uma referência paradigmática na discussão deste Orçamento do Estado: desde 1943 que o Estado não apresenta um saldo primário positivo.
A gravidade destas palavras comprova que o que aqui discutimos não é apenas a diferença entre despesas e receitas do Estado ou de pequenas opções que se façam em cada uma dessas dimensões. O que discutimos hoje é um projeto político para o país, para a vida de cada um daqueles que todos os dias levantam este país.
O país que o Governo e a maioria propõem com este Orçamento do Estado para 2014 é pela própria maioria comparado com esse Portugal de 1943, um país com uma economia de guerra, um país política e socialmente esmagado pela pobreza e o atraso impostos por Salazar.
Não avaliando o acerto das contas feitas na comparação, compreendemos que seja esta a referência da maioria.
O país vive, de facto, há três anos com uma economia de guerra, ainda que não se dispare um tiro. Ao povo foi imposto um verdadeiro esforço de guerra com o esmagamento de direitos, o roubo de salários e pensões, o desemprego, a pobreza e a emigração.
E o que este orçamento anuncia é que essa guerra não tem fim próximo. O projeto político do Governo não está plenamente concretizado nem é temporário.
Apesar do empobrecimento generalizado com que reduziu os custos do trabalho e das condições que já criou para que a riqueza nacional se concentre cada vez mais nos cofres de um punhado de grupos económicos e financeiros, o Governo quer um Estado configurado à medida desses interesses.
Um Estado que assegure esse controlo da riqueza por uma meia dúzia de poderosos e que tenha condições de impor a exploração de quem trabalha, negando os direitos económicos, sociais e laborais aos trabalhadores e ao povo.
Um Estado incompatível com a nossa Constituição e a democracia.
E são o próprio Governo e a maioria que afirmam que esse não é um projeto conjuntural.
De cada vez que Governo e maioria afirmam que não se podem desperdiçar os sacrifícios já feitos, que com a suposta saída da troica e o fim do Pacto não podemos voltar ao desgoverno em que vivíamos antes, o que querem dizer é que os cortes são para manter, que o desmantelamento das funções sociais do Estado é para continuar, que o agravamento da exploração e das desigualdades é o verdadeiro desígnio nacional da sua política.
Senhora Presidente,
Senhoras e senhores Deputados,
Senhoras e senhores membros do Governo,
O debate deste Orçamento do Estado para 2014 confirmou o falhanço em todos os objetivos que justificaram a assinatura do Pacto da troica e comprovou que esses objectivos eram apenas a fachada para um programa político de fundo que os subscritores do Pacto continuam a querer esconder.
Há dois anos e meio o Pacto era assinado em nome da redução da dependência externa, do endividamento e do défice, em nome de reformas estruturais inadiáveis, em nome do combate à recessão e ao desemprego.
No debate deste orçamento confirmou-se que nenhum desses objetivos foi atingido sem que isso tenha sido motivo de preocupação para o Governo.
Teremos em 2014 um país mais dependente do exterior em termos financeiros e em termos económicos.
O Governo e a maioria que defendiam o Pacto para pôr fim ao endividamento, propõe-se continuar a aumentar a dívida em 2014 para mais de 200.000 milhões de euros.
Depois de sucessivas revisões por incumprimento dos limites do défice acordados com a troica, o Governo propõe para 2014 um limite de 4%, objetivo tão irrealista que ontem, na falta de qualquer outro argumento, acabou por ser sustentado pela senhora Ministra das Finanças apenas com a sua própria profissão de fé.
Em matéria de reformas estruturais, também neste debate se confirmou que a única reforma que o Governo pretende e sabe fazer é despedir, cortar, empobrecer, desmantelar, destruir.
A reforma do Estado, apresentada pelo Vice Primeiro-Ministro Paulo Portas em letra de tamanho 14, espaçamento duplo e muito espaço entre parágrafos, é exemplo disso. De ideias novas, nada, mas muita repetição de medidas já tomadas e em curso ou de propostas velhas sobre a destruição do Estado democrático que constam há dezenas de anos dos programas eleitorais e propostas de revisão da Constituição de PSD e CDS.
Neste debate orçamental foi igualmente reveladora a discussão das perspectivas económicas e do desemprego.
Como é que o Governo sustentou a perspectiva de aumento do PIB em 0,8% inscrita do Orçamento do Estado? Com dificuldade, teimosia e vacuidade.
Com a dificuldade de quem sabe que todos os indicadores económicos, até os inscritos no Orçamento do Estado, fazem duvidar dessa previsão. Com a insuportável teimosia de quem continua a não querer considerar os efeitos recessivos da austeridade que em 2014 será agravada. E com a vacuidade de quem olha para a economia à espera de milagres, como faz o Ministro da Economia, Pires de Lima.
O Ministro da Economia, aliás, não deixou de abrilhantar a discussão cumprimentando o patrão com o chapéu dos outros, recolhendo como méritos do Governo o esforço feito por muitos empresários, particularmente pequenos e médios empresário, e a melhoria registada pelo INE na atividade económica do segundo trimestre.
Esqueceu-se foi de dizer que a esses empresários vai aumentar em 2014 o Pagamento Especial por Conta em 75%.
Esqueceu-se de dizer que o INE afirma que foi o aumento da procura interna o fator responsável pela ligeira melhoria económica registada no segundo trimestre, ao contrário do que faz o Governo que insiste na prioridade ao mercado externo e às exportações.
Esqueceu-se também, convenientemente, de estabelecer a relação entre esse aumento da procura interna e o acórdão do Tribunal Constitucional que mandou devolver o subsídio de férias que o Governo queria expropriar.
Quanto ao desemprego, nada de diferente.
Apesar de questionado e confrontado pelo PCP, o maior problema social que o país enfrenta mereceu ao Governo apenas notas de rodapé na discussão.
Sem assumir nenhuma preocupação com o drama social, pessoal e familiar de quem quer trabalhar e não tem trabalho nem salário, o Governo sustentou as suas próprias previsões de que o desemprego continuará a aumentar, atingindo 17,7% em 2014. Este é não só o número que o Governo prevê mas a dimensão do desemprego que o Governo deseja.
O Governo faz do desemprego uma peça central da sua estratégia porque sabe que sem este nível de desemprego teria muito mais dificuldades em impor cortes de salários, aumentos de horários de trabalho, despedimentos. E também por isso quer continuar a contribuir ativamente para o desemprego despedindo em 2014 mais 30.000 trabalhadores da Administração Pública.
Quis o destino e a conferência de líderes que se fizesse o encerramento deste debate orçamental no extinto feriado do Dia de Finados, o feriado de Todos os Santos.
A extinção de feriados foi justificada pelo Governo com o prejuízo para o país de tantos feriados que impediam a produção, com a necessidade de eliminar esses obstáculos para que o país pudesse produzir mais.
Este Governo, tão célere a eliminar feriados para que se produzisse mais, não se preocupa no entanto com o desaproveitamento de capacidade produtiva que resulta do desemprego.
Com este nível de desemprego promovido pelo Governo, em cada seis dias de trabalho há o equivalente a um dia feriado à custa dos desempregados.
Senhora Presidente,
Senhoras e senhores Deputados,
Senhoras e senhores membros do Governo,
O Governo PSD/CDS sabia desde o início que não seria pacífica a concretização de uma política que, para satisfazer os interesses do capital financeiro e dos grupos económicos, impunha aos trabalhadores medidas brutais de agravamento da exploração, de extorsão de rendimentos, de aumento de impostos e empobrecimento generalizado, de desmantelamento e reconfiguração do Estado à medida dos interesses do Capital.
O Governo PSD/CDS sabia que o programa político que tinha para executar enfrentaria a resistência e a luta dos trabalhadores e do povo e, por isso, tem desenvolvido e aprofundado o argumentário de chantagem, mistificações e falsidades com que ao longo dos últimos dois anos tem procurado responder à intensificação e desenvolvimento da luta dos trabalhadores e do povo.
Este Orçamento do Estado mantém o país convenientemente à beira do desastre económico e social para que, a coberto de um designado segundo resgate, programa cautelar ou qualquer outra designação, se mantenha a mesma política que hoje se aplica em nome da troica.
Cada corte na despesa referido neste debate é um corte na democracia e é contra esses cortes e em defesa da democracia que lá fora, às portas desta Assembleia da República, se reúnem milhares de manifestantes exigindo um rumo diferente para o país.
Com este Orçamento do Estado votado no Dia de Finados, ninguém estranharia que os sinos dobrassem à hora da votação pela democracia que daqui sairá mutilada. E poderíamos até responder ao povo que lá fora exige democracia com a frase que inspirou Hemingway para o título de uma das suas obras: “não perguntes por quem os sinos sobram, eles dobram por ti”.
Mas nós comunistas preferimos o desenlace da história e confirmaremos, também neste debate orçamental, que enquanto houver quem lute há esperança.
Disse.
pcp.pt

ONTEM TAMBÉM HOUVE MANIFESTAÇÃO FRENTE À ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA PROTESTANDO CONTRA O ORÇAMENTO DE ESTADO 2014









Manifestação contra Orçamento do Estado para 2014







noticias.sapo.pt

PORTAS INTERROMPIDO NO PARLAMENTO COM GRITOS DE - ASSASSINOS !

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PSD Guião de Portas é uma "palhaçada" para alguns 'laranjas' Apesar de a vice-presidente do PSD, Teresa Leal Coelho, justificar que o guião para a reforma do Estado, apresentado por Paulo Portas, “tem que ser um documento aberto” para abrir portas “à negociação”, alguns sociais-democratas não partilham da mesma opinião.

PSD 
Guião de Portas é uma "palhaçada" para alguns 'laranjas'
Apesar de a vice-presidente do PSD, Teresa Leal Coelho, justificar que o guião para a reforma do Estado, apresentado por Paulo Portas, “tem que ser um documento aberto” para abrir portas “à negociação”, alguns sociais-democratas não partilham da mesma opinião. Conta hoje o Diário Económico que para certos ‘laranjas’, o guião de Portas não passa de “uma mão cheia de nada”, repleta de “banalidades”, em suma, uma “palhaçada”.
POLÍTICA
Guião de Portas é uma palhaçada para alguns 'laranjas'
DR
Mais de meio ano depois foi, finalmente, apresentado esta semana o já famoso guião da reforma do Estado cujo objectivo, frisou o primeiro-ministro Passos Coelho, é “garantir a sustentabilidade do próprio Estado”.

A vice-presidente do PSD, Teresa Leal Coelho, justifica que “o documento não pode mesmo ser detalhado para abrir a possibilidade de concertação com o PS. Não pode mesmo ser fechado e é um bom guião, sustentado no que foi o quadro definido”.
Mas de dentro do seio social-democrata surgiram críticas ao documento, designadamente, conta hoje o Diário Económico, devido à falta de detalhe, ausência de um cronograma de aplicação, por parecer um conjunto de generalidades que qualquer partido é capaz de subscrever.

Desta opinião não partilham porém alguns ‘laranjas’. O documento apresentado por Paulo Portas “não diz quando, como e quem é que irá aplicar aquelas medidas [além de que], qualquer partido se consegue rever e subscrever na maioria daquelas medidas”, salienta fonte do PSD.
Fonte do Governo considera que “até o relatório do FMI para a reforma do Estado ia mais longe em termos de impactos” pelo que, prossegue, para o trabalho de Portas ser “exemplar” era necessário que “quantificasse as medidas, o impacto destas soluções nos grandes indicadores do País, como o défice ou a taxa de desemprego”.
Mas há sociais-democratas que vão ainda mais longe, relata o Diário Económico, classificando o guião de Portas como “uma mão cheia de nada”, um conjunto de “banalidades” ou até mesmo como uma “palhaçada”.

Acrobatic Gymnastics Worlds 2010 Ukraine WG Combined


halloween


Leonard Cohen - Hallelujah


VAMOS EXERCITAR OS NOSSOS NEURÓNIOS

Vamos exercitar nossos neurónios....



EXERCÍCIOS "NEURÓBICOS".

O importante não é acertar, mas estimular nossos neurónios e distanciar-nos daquele alemão indesejável (Alzheimer). Façam bom proveito!

 
  
  

     
  
   

VACA ESQUISITA A ANDAR.....
Precaução:  não veja enquanto bebe. 

Consegues ver 10 caras na árvore?


Há uma cara nesta foto, consegues vê-la?  

  


Consegues ver o bebê?

 

 


Consegues ver o casal a beijar-se?
  

 

 


Consegues ver 3 mulheres? 
Consegues ver a diferença entre um cavalo e umsapo?  
Olha bem...  

 
Conseguiu ver tudo??....!!!Você está em óptima forma...