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sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Soares dos Santos - Botas cardadas... com cobertura de “lã” O híper-merceeiro do Pingo Doce optou, há algum tempo, por abrilhantar o seu negócio a retalho com a contratação por grosso de figuras (supostamente)muito cultas e (pretensamente) famosas, que vão dando um ar “intelectual” às mais valias das hortaliças, das conservas, ou do rodovalho fresquinho.

Soares dos Santos - Botas cardadas... com cobertura de “lã”


O híper-merceeiro do Pingo Doce optou, há algum tempo, por abrilhantar o seu negócio a retalho com a contratação por grosso de figuras (supostamente)muito cultas e (pretensamente) famosas, que vão dando um ar “intelectual” às mais valias das hortaliças, das conservas, ou do rodovalho fresquinho.
Esta espécie de coberta de bolo intelectualóide, onde facturam figuras como António Barreto, Zita Seabra, ou a nova “Supico Pinto” do Banco Alimentar, serve para acompanhamento e tempero das atoardas pseudo-democráticas com que o merceeiro Soares dos Santos disfarça as “botas cardadas” com que, na realidade, anda pela vida.
Assim, por cada fuga de impostos para a Holanda, ou por cada provocação fascista no 1º de Maio, o dono do Pingo Doce bolça umas teorias sonsas sobre o progresso, o bem estar, a justiça, a produtividade, o diabo que o carregue.
Outras vezes... mistura tudo. Como agora:
Mai’ nada!!! Eleições para quê, se o senhor Soares dos Santos já decidiu a composição do governo e, sobretudo, para as opções políticas do país nos próximos 10 anos, independentemente dessa coisa verdadeiramente exótica que é a vontade dos cidadãos?
Para não se perder nada, a coisa poderá ser mesmo feita recorrendo à seguinte técnica extremamente aliciante para a “ralé” e de um fino recorte “democrático”:
Os eleitores vão fazer compras às mercearias do senhor Soares dos Santos, declaram na caixa a sua intenção de trocar o voto por pontos a acumular no “Cartão Poupa Mais”. Os pontos são depois trocados por compras a fazer (exclusivamente) no Pingo Doce... e o senhor Soares dos Santos, uma pessoa que, como se pode ver, sabe das coisas... vota por todos nós!
Passaríamos a ter governos (finalmente!) assumidamente resultantes de arranjinhos patrocinados pelos donos das cadeias de super-mercados, bancos e agiotas internacionais.
É esse o “maravilhoso mundo novo” com que sonham todos os híper-merceeiros e demais capitalistas e oportunistas da casta repelente deste Soares Pingo “Duce” dos Santos
Felizmente, outro mundo é possível!

MOÇE PODES LER AQUI MUNTAS COISAS QUE SE DIZEM CÁ DO ALGARVE E AINDA NÃ TÁ COMPLETE ! - Dicionário algarvio de termos e dizeres do Algarve (já com o novo acordo ortográfico)

Dicionário algarvio de termos e dizeres do Algarve (já com o novo acordo ortográfico)


Eis o esboço para a grande obra a inaugurar em breve, o grande “Dicionário algarvio de termos e dizeres do Algarve (já com o nove acorde ortugráfique)
Quem tiver sugestões para adicionar, é bem-vindo a contribuir! É só colocar uma resposta no fim desta página.
Espero que seja do vosso agrado.

A

Abuscar – Buscar, procurar (Ex: ‘Us cãs abuscarem os coelhes no mê do mate’)

Acarditar – Acreditar. (ex: ‘Moce, até parace que n’acarditas em mim.’)

Acêfa – Ceifa (Ex: ‘Temes c’acêfar o milhe’)

Açotêa – Terraço usado para secar frutos secos e peixe.

Ademorar – demorar (Ex: ‘Ó Chique, pra quê tamanh’ademora?’)

Adés – Adeus (Ex: ‘Adés óme, pr’ónd’é que vás?’)

Ah mon – Ai mano, ai moço. (Ex: ‘Ah mon, tá tude bem?’)

Alagar tramôçes – Preparar tremoços (que consiste em mergulhar os tremoços durante alguns dias em água corrente da ribeira após a cozedura inicial)

Alcagoita – Aperitivo para descascar e acompanhar uma cerveja bem geladinha na taberna. O mesmo que minduim. (Ex: ‘Ti Tonho, traga umas alcagoitas prá gente quemer de companha c’as sarvejas’)

Aldêa – Aldeia (ex: ‘Adés óme, a modes que vens d’aldêa?’)

Alevantar – O acto de levantar com convicção. (Ex: ‘Alevantê-me e fui-me embora!’ ou ‘Alevanta-te Zé Manel!’)

Alimpar – Limpar (ex: ‘Ó Jaquim, atão na vás alimpar u carre?‘)

Almariade – mal disposto, tonto, enjoado, conforme o contexto. (Ex: ‘Ah. mon, moce, até parece que tou almariade’)

Alpendrada – o mesmo que alpendre.

Alumiar – Apontar uma luz em direção a algo. (Ex: ‘Ó Luís, alumeia-me aqui o caminhe’)

Alvariade – Alguém que anda com a “cabeça no ar” por causa de namoro. (Ex:‘Maldeçoada da minha filha, c’anda alvariada per’cása daquele maldeçoade’)

Amandar – O acto de atirar com força: (‘O guarda-redes amandou a bola pra lá de Cacilhas’)

Amantizade – Alguém que vive maritalmente com outra pessoa sem contudo ter casado para o efeito. União de facto. (Ex: ‘A Maria e o Manel vivem amantizades’)

Amarinhar – Ir para o mar tripular navios (Ex: ‘U mé filhe anda amarinhade’)

Amigáde – Semelhante a Amantizade.

Amódes – De maneira que… (Ex: ‘Amódes q’iste é assim’ – Ver também ‘De modes’)

Andande – Andando. (Ex: ‘Cagande e andande’)

Andémes – Andámos (Ex: ‘- Ondé c’anderem moces? – Andémes na debulha.’)

Andérem – Andaram (Ex: ‘-Ondé c’andeste? -Andi pur aí.’)

Andarem – O mesmo que Andérem.

Apertelência – Ousadia (Ex: ‘Tem munta apertetência, aquele Tonhe Jaquim.’)

Arrear – Deixar caír, desistir, bater, embater, esmurrar. (Ex: ‘Vou-t’arrear umas purradas!’)

Arrelampag – Efeito luminoso que ocrre normalmente durante as tempestades. (Ex: ‘Moce, tira-te daí c’ainda levas com um arrelampag!’)

Arram – Rã (Ex: ‘Fui à rebêra e vi uma arram’)

Arreata – Lábia, ousadia (Ex: ‘Tem uma arreata, aquele Ventura…’)

Arrenca-pinhêres – Homem muito baixo e muito magro.

Arrencar – Arrancar (Ex: ‘Brune, já arrencast’us pregues?’)

Arrioça – Baloiço (Ex: ‘Jorge toma cuidade pra na caíres d’arrioça.’)

Aspergic – Medicamento português que mistura Aspegic com Aspirina.

Assebiar – Assobiar (ex: ‘U Nune assebia munte bem’)

Assebida – Parte de uma estrada ou caminho com uma inclinação ascendente acentuada (Ex: ‘Danada daquela assebida, aquile é que custa a assebir!’)

Assentar – O acto de sentar, só que com muita força, como fosse um tijolo a cair no cimento. (Ex: ‘Atã na ‘tassentas Jaquim?’)

Atão – Então (Ex: ‘Atão Mari-Tereza, na t’espachas?’)

Auga – Água (Ex: ‘Na bebas áuga antes de dermir Zé Manel, que mijas na cama’)

Avó – Avô (no masculino) (Ex: ‘O mê avó tem muntas farrobas’)

Avó – Avó (no feminino) (Ex: ‘A minha avó tá’amassar o pão’)

B

Baldear – Enlouquecer (Ex: ‘Agora é que cumadre Silvina baldeou de vez…’)

Bassôra – Também com a vertente ‘vassoira’. Utensílio doméstico para recolha de lixo, habitualmente com a ajuda da ‘apá’.

Belancia – Melancia (Ex: ‘Agora come-se a belancia’);

Barimbar – Indiferença, não querer saber (ex. ‘Tou-m’a barimbar pra isse’)

Barreca – Barraca (Ex.: ‘Prontes, já tá a barreca armada’.)

Batenêra – Máquina que serve pra fazer betão, cimento armado. (Ex: ‘Moss, liga a batenêra’)

Bele – Belo (Ex: ‘Cumadre, que beles trabalhes de renda’)

Benite – Bonito

Berculose – Tuberculose (Ex: ‘O pobre do Asdrubal tá com berculose’)

Berracha – Bebedeira (Ex: ‘À maldeçuade! Na’m'apareças aqui cuma berracha comá d’ótra vez’)

Béqme – Bem que me… (Ex: ‘Béqme parecia crer… É sabia!’)

Besaranha – Vento desagradável (Ex: ‘Andava cavande mas o raie da besaranha na me largava da mão’)

Bicha – Cobra, víbora

Borra-botas – Profissional de fraca qualidade cujo trabalho é deficiente

Bradár – Gritar (Ex: ‘Ó Flipe, tu na m’ouves é bradar per ti?’);

Bucha – Almoço, merenda ou lanche (Ex: ‘Iste já tá na hora da bucha’)

Buftada – Chapada (Ex: ‘Ah maldeçoade dum ladrão… Tás aqui, tás a levar uma buftada.’)

C

Cabele – Cabelo

C’anda – Que anda (Ex: ‘O Tonhe é c’anda com a enxada’)

Calêra – Camalhão usado para abrir regos (rede de canais na terra) usados da rega artesanal introduzida pelos árabes a península ibérica.

Cagade - sujo com qualquer substância; falhado; sortudo – conforme o contexto (Ex: ‘Tonhe, tás tode cagade’)

Cagalôse/a – Pessoa sensível, medrosa. (Ex: ‘Ó Chique, hoje tás tode cagalôse!’)

Cagorre – Susto (ex: ‘Aquele maldeçoade do Zé da Silva, amandou-me um cagorre c’até vi luzes’)

Caguifa – Medo. (Ex: ‘De nôte tenh’uma cacuifa, mas de dia na tenhe’)

Caminéte – Autocarro (Ex: ‘Ontre-dias atrazê-me e perdi a caminéte’)

Caminhe – Caminho, caminhar. (Ex: ‘É caminhe no caminhe’)

Campe – Campo

Cantarinha – O mesmo que cântaro. (Ex: Fui ó pôce e dexê caír a cantarinha’)

Capacha – Tapete. (ex: ‘Tenhe as capachas du carre todas nejentas’)

Capache – O mesmo que capacha, abanico para avivar o lume. (ex: ‘Carles, da dêxes o fogue s’apagar! Abana isse c’u capache’)

Capom – Porta que tapa o motor do automóvel que quando se fecha faz POM!

Catatumbas – Sitio para onde se vai depois de morto. (Ex: ‘É cá nã quer’ir pr’uma catatumba, quer’ir pró chão’)

Cáxa – Caixa (Ex: ‘Moce, na dás uma prá cáxa…’)

Cemente – Tradução algarvia para cimento;

Cesterna – Cisterna (depósito subterrâneo para recolha de águas pluviais e posterior consumo humano)

Cirque – Circo (Ex: ‘Vames andande pra mod’ir pó cirque.’)

Capetania – Capitania

Córas-som? – Perguntar as horas (Que horas são? – Ex: ‘Ah mon, córas-som iste?’)

Comá-gente – Como nós (ex: ‘Fomes ó Alenteje e vimes unz’omes a beber sarveja lá comá-gente’)

Comé-quié? – Como é que é? (Ex: ‘Ó Chique, comé-quié?’)

Companha – Companhia (Ex: ‘Cumadre, faça-me companha aqui na renda’)

Cromade – Opção que se exerce em vida pra quando se morre. (Ex: ‘É’cande morrer, quêre ser cromade’)

Cucharro – Colher grande feita a partir de cortiça para beber água. (Ex: ‘Fui à fonte e bebi água com o cucharro’)

Debulha – Separar a palha dos grãos de cereal (ex: ‘Moces, andem todes daí e vames debulhar o trigue’)

D

Demódes – De maneira que… (Ex: ‘Demódes qu’iste é assim’ – Ver também ‘Amodes’)

Desbrugar - Descascar favas ou ervilhas. (Ex: ‘Ó filha, desbruga-me aí umas ervilhinhas’)

Desbugalhades – Usado para referir uma pessoa com os olhos bem abertos. (Ex:‘A Silvina apareceu aqui ontre-dias com us olhes desbugalhades’)

Descabide -  Iname, sem jeito. (Ex: ‘Aquele Tonhe anda même descabide’)

Desfolhada – Tirar as folhas à maçaroca de milho.

Desgroviade – O mesmo que desnorteado. Homem desorientado. (ex: ‘Aquele Marceline é même desgroveade.’)

Deslargar – Ato de lagar o que tinha sido largado. (Ex: ‘Ah mon… Moce! Deslarga-me da mão!’)

Desmazia – O dinheiro remanescente que se recebe depois de se pagar uma compra. (Ex: ‘Aqui tem a sua desmazia Ti Maria.’)

Despôs – Depois (ex: ‘É fui ó mar, despôs vim’embora.’)

Destrocar – Trocar uma nota de dinheiro de alto valor para ficarmos com notas mais pequenas. (Ex: ‘Ó ti-Tonho, destroque aqui esta nota, faz-afor.’)

Dexê – Deixei (Ex: ‘Na sê ond’é que dexê u raie das chaves’)

Diéb – Diabo. Muito usado para monstrar indignação perante alguém. (Ex: ‘Té dieb, nam’apoquentes, maldeçoade!’)

Disvorciada – Mulher que se diz por aí que se vai divorciar.

E

É – Eu (Ex: ‘É na sê quem foi, más iste chêra-ma’esturre’.)

Empachade – Pessoal que leva muito tempo para se despachar. Pode referir-se também a alguém que sofre de obstrução intestinal. (Ex: ‘Ó Albertine, até parece que tás empachade, moce…’)

Empanzinar – Comer em demasia até abarrotar. (Ex: ‘Na te digue nada Zé, hoje quemi em desmazia. Tou même empazinade…’)

Empulheta – Pequena caixa à saida de um tanque por onde sai a água. (Ex:‘Tenhe que destapar a empulheta pra mod’ir regar a horta.’)

Encalipe – Eucalipto (ex: ‘-Ondé que forem o João e a Maria? -É cude que forem pós encalipes’)

Enfusa – Bilha (ex: ‘Miga, dá-m’aí a enfusa da água.’)

Entropeçar – Tropeçar duas vezes seguidas. (ou só uma mesmo! Ex: ‘Cuidade Zé, que já entropeçastes’)

Êrade da cesterna – Zona delimitada à volta da cisterna, com inclinação constante, para recolher a água da chuva.

Êres – Moeda alternativa ao Euro, adoptada por alguns portugueses, nomeadamente a sul do rio Sado.

Escampar – Parar de chover. (Ex: ‘Vezinha, na s’importa qu’é fique aqui pa m’abrigar da chuva até escampar?’)

Esgarrões – Chuvas muito intensas e fortes.

Estrafega - Tarefa intensa e contínua para tentar acabar um qualquer trabalho com uma data limite apertada. (ex: ‘Fui cavar batatas e aquile é que foi uma estrafega…’)

Esturre – Estado do que fica muito seco e quase queimado. (Ex: ‘Iste chêra-ma’esturre.’)

F

Falastes (dissestes…) – Articulação na 4ª pessoa do singular. (Ex.: ‘é falê, tu falaste, ele falou, TU FALASTES…’)

Farroba – Alfarroba (Ex: ‘Maldeçoades dos pórques que já me forem às farrobas’)

Faz-avôr – Se faz favôr, por favôr. (Ex: ‘Cumadre, dêm’aí o guidal, faz’avôr’)

Fêjão carite – Feijão frade (Ex: ‘Goste munte duma saladinha com fêjão carite’)

Feniscadinho – Homem muito magro (ex: ‘Pálino, andas même feniscadinhe’)

Franquelim – Homem fraco (ex: ‘Esse dieb é um franquelim qualquer c’anda pr’aí’)

Fezes – Canseiras, preocupações. (Ex: ‘Ah mon, tenhe andade c’umas fezes pur cása do vizinhe…’)

Fraturação – O resultado da soma do consumo de clientes em qualquer casa comercial. (ex: ‘Cása que n’a fratura, na predura.’)

Frent – Frente (Ex: ‘Maldeçoade, tira-te já da minha frent, qu’é na te posse ver!’)

G

Galegue – Pessoa do norte. (ex: ‘Aquel’óme c’apareceu pr’aqui ontem deve ser galegue.’)

Griséu – Ervilha.

Guidal – Alguidar (Ex: ‘Cumadre, dêm’aí o guidal, faz-avôr’)

Gurnir – Grunhir (Ex: ‘Us pórques levem a nôte toda a gurnir’)

H

Há-des – Verbo ‘haver’ na 2ª pessoa do singular: (e: ‘É hei-de cá vir um dia; tu há-des cá vir um dia…’)

I

I-di – E daí (Ex: ‘O Carles assebiu, i-di caiu.’)

Impertante – Importante. (Ex: ‘Iste é um assunte munt’impertante’)

Inclusiver – Forma de expressar que percebemos de um assunto, ou não percebemos de todo! (Também existe a variante ‘Inclusivel’ – Ex: ‘E digue ainda más: É inclusivel ache este assunte munte empertante.’)

J

Jsbugalhar – Abrir bastante os olhos (Ex: ‘U qué que foi Zablinha? Tás tã jbugalhada!’)

Jête (ou apenas ‘jêt’) – Jeito (Ex: ‘Ah mon, moce, atã má que jête?’)

L

Lambarêre – Pessoa que não consegue guardar um segredo. (Ex: ‘A Améla é uma lambarêra’)

Ladêra – Descida acentuada (Ex: ‘Filha, tem cuidade a descer a ladêra pra na caíres’)

Lagues – Lagos

Lariar a pevide – Passear sem permissão para tal, vadiar (Êx: ‘O Manel anda a lariar a pevide’)

Larada – Algo provável de se encontrar nas fraldas dos bebés. (ex: ‘Ah mon, a Beatriz chêra tã mal c’até parece que tem uma larada nas fraldas’)

Laruêre – Pessoa que anda sempre a laruar, ou seja, na boa vida, sem prestar contas a ninguém. Semelhante a lariar. (Ex: ‘Aquele Tonhe Jaquim e´um laruêre’)

Legues – Lagos

Lêra – forma de talhar a terra para o cultivo. (Ex: ‘Chique, vai cavar a lêra das couves.’)

Liquidazinha – O mes moque “nitidazinha”. Diz-se que a ‘omaja tá munte liquidazinha’ quando pretendemos indicar que a televisão tem uma imagem muito bem definida. (Ex: ‘Ó vezinha, a sua tlevezão tem uma omaja munte liquidazinha’)

Lógues – Lagos

Luzescús – Pirilampos (Ex: ‘Esta nôte tá tude chê de luzescús’)

M

Macheia – Uma mão cheia. (Atualmente usa-se muito o termo “bué” Ex: ‘Jaquim, hoje vi uma macheia de combois a passar.’)

Madronhe – Aguardente de medronho (Ex: ‘Este madronhe é même du bom’)

Magane – Vendedor ambulante comparável a um cigano (Ex: ‘Aquele magane das camisas é um maldeçoade!’)

Magala – Idêntico a magano.

Maline – Maligno, mau, teimoso (Ex: ‘U Humberte é même maline’)

Má que jête? – Mas que de jeito? Expressão muito popular utilizada para mostrar indignação num diálogo perante um tema ou assunto relativamente insólito. (ex:‘Manel, atã tu na vás danças com a Jaquelina? -Eu? Má que jête?’)

Maldeçoade – Almaldiçoado (Ex: ‘Ah moce maldeçoade, tira-te já daqui, pra qu’é na te veja na minha frente!’)

Marafade – Irritado, zangado, teimoso ou com garra. No Sotavento algarvio diz-se marfadu (Ex: ‘Ha moce marafade!’)

Marcade – Mercado (Ex: ‘Ontem foi o marcade d’Odeáxere’)

Marcar – Comprar, vender, negociar, conforme o contexto.

Más – Mais (Ex: ‘É na sê quem foi, más iste chêra-ma’esturre’.)

Mate – Mato (Ex: ‘Us cãs abuscarem os coelhes no mê do mate’.)

Matrafona – Mulher feia e gorda. Boneca de trapos. (Ex: ‘A filha do Alberte tá fêta matrafona’)

Mázi – Mas e (ex: ‘Ó ti Manel, mázi comé c’avera de ser isse?’)

 – Meu (Ex: ‘Que jête u mé cão ter pulgas?’)

Meceia – Vossemecê (Ex: ‘Cumadre, agora na posse falar co’meceia, porque tenhe que tender o pão’)

Mechas – Expressão usada para demonstrar aborrecimento (eufemismo de ‘merda’) (Ex: ‘Mechas que já dexê cair os oves’)

Melanças – Melancias (geralmente usado apenas no plural. Ex: ‘Cumprade, na tem aí adube prás melanças?’)

Miga – Amigo ou amiga em ato muito familiar (ex: ‘Miga, passa-mu pão.’)

Minduim – Aperitivo para descascar e acompanhar uma cerveja bem geladinha na taberna. O mesmo que alcagoita.

Moss – Moço (Ex.: ‘Moss, deslarga-me da mão’)

N

Na dou fête – Não consigo fazer. Diz-se quando não se consegue fazer algo ou desempenhar determinada tarefa. (Ex: ‘Moce, é na dou fête isse!’)

Nha – Assim como Mon, é a forma mais prática de articular a palavra MINHA. Para quê perder tempo, não é? (Ex: ‘A ‘nha mãe é que sabe, n’é a tua!’)

Númaro (Também com a vertente ‘númbaro’) – Número. (Ex: ‘Ah mon, qual é o númaro do té tlefone?’)

O

Omaja – Tradução algarvia para Imagem. (Ex: ‘Ó Chique, percebes de tlevesons? A minha na dá omaja…’)

Óme – Homem (Ex: ‘Adés óme, pr’ónd’é que vás?’)

Ontre-dias – Há pouco tempo (Ex: ‘Ontre-dias, passou por aqui o Zeferine’)

Óves – Ovos (Ex: ‘Carles, tã na foste bescar us óves u galenhêre?’)

P

Pciclete – Veículo de duas rodas sem motor (Pode também referir-se aos com motor. Ex: ‘Maldeçoades, ondé que meterem a minha pciclete?’)

Pêche – Peixe (Ex: ‘Hoje fui à praça, ma ná’via pêche’)

Parteleira – Local ideal para guardar os livros de Protuguês do tempo da escola.

Patiar – Pisar, patinhar, geralmente onde não se deve. (Ex: ‘Sai daí Jaquim, tu na vêz que tás-ma patiar u chã tode?’)

Patochadas – Tolices (ex: ‘Aqueles plitiques só dizem patochadas’)

Perssunal – O contrário de amador. Muito utilizado por jogadores de futebol. (Ex.:‘Sou perssunal de futebol’ – Dica: deve ser articulada de forma rápida.)

Pial – Banco de taipa (construção de barro e pedras) encostado à parede da entrada das casas onde as pessoas se sentavam a conversar ao fim da tarde. (Ex:‘Compadre assente-se aí no pial’)

Pitaxio – Aperitivo da classe do ‘mindoím’.

Pitróle – Petróleo (ex: ‘Hoje na tenhe dinhêre nem pó pitróle’)

Pliça – Polícia (ex: ‘Per cása daquele maldeçoade, tive que chamar a pliça’)

Plitique – Político (ex: ‘Aqueles plitiques só dizem patochadas’)

Pôce – Poço (Ex: ‘Brune, tira-te daí c’ainda cais no pôce!’)

Pôrre – Uma queda (Ou caír um…) Caír uma queda. (Ex: ‘Caí um pôrre no chão e fiz sãingue’)

Precura – Ato de perguntar (Ex: ‘Deixa-me fazer-te uma precura…’)

Pregue – Prego (Ex: ‘Vítor, dá-m’aí u pregue’)

Prenha – Mulher grávida (Ex: ‘A maria anda prenha’)

Prontes – Pronto (Ex.: ‘Prontes, já tá a barreca armada’.)

Percása – Por causa (Ex: ‘Ah, mon, atã na vês quiste caiu percása daquile?’)

Q

Quáje – Semelhante à palavra muito apreciada pelos nossos pseudo-intelectuais “quaise”. (Ex: ‘Ontem, fui atravessar a estrada, e quáje qu’era atropelade pr’um carre’.)

Quebra-jum – Pequeno almoço (Ex: ‘Filhe, antes de t’ires embora, na te esqueças do quebra-jum’)

Que jête? – De que jeito? O mesmo que ‘Má que jête?’

Quemer – Comer (Ex: ‘É vou quemer, laranjas e bananas’)

R

Renda – O mesmo que crochê (ex: ‘Cumadre, que beles trabalhes de renda’)

Rengalhes – Pequenos pedaços das bifanas que se separam da parte principal das mesmas ainda dentro da frigideira, ganhando sabor extra após as consecutivas frituras. (ex: ‘Tonhe, nas queres quemer umas bifanas de rengalhes em companha dumas mines pretas ali na praça?’)

S

Sarveja – Cerveja (Ex: ‘Já tá o Tonhe Jaquim enfrascade na sarveja’)

Sãingue – Sangue (Ex: ‘Caí um pôrre no chão e fiz sãingue’)

Sequinhe/a – Pessoa magra de fraca aparência, lingrinhas. (Ex: ‘O Manel anda même sequinhe’)

Stander – Local de venda com especial destaque para o ’stander de carres’. (Ex:‘Quere comprar um carre nove, mas ainda na fui ó stander’.)

T

Tãinque – Tanque (Ex: ‘Us moces maldeçoades forem ôtra véz tomar banhe pó tãinque’)

Talego – Saco de tecido de fecho com cordão de correr pela boca que se usava para transportar o farnel ou para guardar o pão na cozinha. Também pode designar as mangas de tecido que são enchidas para produzir farinheiras algarvias (de Monchique). Por vezes as próprias farinheiras são chamadas de talegos.

 – Teu (Ex: ‘U té pai teve aqui ontre-dias’)

Té-diéb – Muito semelhante a Diébe. Muito usado para monstrar indignação perante alguém. (Ex: ‘Té dieb, nam’apoquentes, moce!’)

Tem avonde – Já chega. Diz-se que ‘tem avonde’ quando se quer dizer que uma medida qualquer já é suficiente. (Ex: ‘Jaquim, já tem avonde de sarveja!’)

Teste – tampa de panela.

Tendal – Lençol onde se coloca o pão a descansar antes de ir para o forno.

Tender – Estender a massa do pão andes da cozedura no forno. (Ex: ‘Cumadre, agora na posse falar co’meceia, porque tenhe que tender o pão’)

Tiosque – Quiosque. Hoje em vias de extinção, era outrora o local onde se podiam comprar jornais, revistas, pitaxios, etc.

Tipe – Juntamente com o ‘É assim’, faz parte das grandes evoluções da língua portuguesa. Também sem querer dizer nada, e não servindo para nada, pode ser usado quando se quiser, porque nunca está errado, nem certo. (Ex: ‘É assim… Tipe, táza ver?’)

Tlevezão – Tradução algarvia para televisão (Ex: ‘Caluda, c’u primêre menistre vai falar na tlevezão’)

Tonhe – António (ex: ‘U Tonhe já anda metide no madronhe outra vez’)

Tosquia – Ato de cortar o cabelo. Ex: ‘O chique foi à tosquia’)

Tôca do forne – Esfregona feita com trapos velhos com que se limpam os fornos de lenha antes cozer o pão.

Tramôces – Tremoços (Ex: ‘Ti-Tonhe, dê-m’aí uns tramôces pra companha da sarveja’)

Trinca-espinhas – Pessoa magra de fraca aparência, lingrinhas. Pior que ‘Sequinhe’. (Ex: ‘O Afonse foi sempre um trinca-espinhas’)

Treuze – Palavras para quê? Todos nós conhecemos o númaro treuze.

Tu-nouves? – Tu não ouves? (Ex: ‘Ó Meguel, atã tu-nouves é’chamar per ti?’)

U

U – O (Ex: ‘U presidente vem cá despôs d’amanhã’)

V

Vossemeceia – O mesmo que Meceia, vossemecê (Ex: ‘Compadre, vocemesseia na tem adube pás melanças?’)

Z

Zorra – Raposa ou mulher elegante mas matreira. (Ex: ‘A Mari-Luísa é cum’uma zorra’)



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PARA OS QUE GOSTAM DE BOTÂNICA, DE ÁRVORES - Árvores Monumentais de Portugal Devido ao clima propício, existem em Portugal árvores que se distinguem doutras das suas espécies pelo porte, desenho, idade, raridade, interesse histórico ou paisagístico e são estas árvores que o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas considera como “Monumentais”, classificando-as de Interesse Público.

Árvores Monumentais de Portugal

Devido ao clima propício, existem em Portugal árvores que se distinguem doutras das suas espécies pelo porte, desenho, idade, raridade, interesse histórico ou paisagístico e são estas árvores que o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas considera como “Monumentais”, classificando-as de Interesse Público.
Estas árvores apresentam um valor patrimonial elevado, tendo algumas delas ligação direta com a nossa história e cultura. Tratam-se de exemplares que se encontram isolados ou em conjunto, localizados muitas vezes em jardins públicos, no meio urbano e em diversos locais emblemáticos, tais como igrejas, ermidas, fontes, etc..
Não se incluem nesta base de dados os magníficos exemplares existentes nos Jardins Botânicos e nos Parques Florestais da Pena, Monserrate e do Buçaco assim como as Árvores Monumentais existentes nos arquipélagos da Madeira e dos Açores, por estas Regiões Autónomas terem Decretos legislativos regionais próprios.
Tendo em conta o elevado número de árvores classificadas, que serão objeto de informação através de um meio de divulgação específico, apenas se ilustram aqui alguns dos exemplares mais notáveis de árvores que existem no nosso País, tais como exemplares que se destacam:
  • pela sua idade, sendo alguns contemporâneos:
1 - de Cristo;
______________

1 - Exemplares que se destacam pela sua idade, sendo alguns contemporâneos de Cristo

Ref.ª KNJ1/195 - Oliveira
Local: Aldeamento Turístico de Pedras d'El-Rey (Bloco 46)
Freg.: Santa Luzia - Conc.: Tavira - Distrito: Faro
KNJ1/195-Oliveira
Olea europea L. var. europaea

Ref.ª KNJ1/152, 153 e 154 - Oliveiras
Local: Quinta Velha (EN10, Km 26,6)
Freg.: S. Lourenço - Conc.: Setúbal - Distrito: Setúbal
KNJ1/152-Oliveira conjunto
Olea europea L. var. europaea

Ref.ª KNJ1/406 e 407 - Oliveira
Local: junto à Estátua do Abade Correia da Serra
Freg.: Salvador - Conc.: Serpa - Distrito: Beja
KNJ1/406-Oliveira conjunto
Olea europea L. var. europaea

2 - Exemplares que se destacam pela sua idade, sendo alguns contemporâneos da nossa nacionalidade

Ref.ª KNJ1/040 - Carvalho do Presépio
Local: Mosteiro - Freg.: Castro Daire - Conc.: Castro Daire - Distrito: Viseu
Fotografia antiga                                                           Estado atual
KNJ1/040-Carvalho do presépio-1 KNJ1/040-Carvalho do presépio-2
Quercus robur L.

Ref.ª KNJ2/024 - Coleção de cameleiras
Local: Quinta de Santo Inácio de Fiães
Freg.: Avintes - Conc.: Vila Nova de Gaia - Distrito: Porto
KNJ2/024-Colecção de cameleiras KNJ2/024-Colecção de cameleiras-2
Camellia japonica Thumb.

Ref.ª KNJ1/061 - Castanheiro
Local: Quinta do Castanheiro (propriedade privada)
Freg.: S. Martinho - Conc.: Sintra - Distrito: Lisboa
KNJ1/061-Castanheiro
Castanea sativa Miller

3 - Exemplares que se destacam pela sua idade, sendo alguns contemporâneos de tempos áureos da nossa história como o dos descobrimentos marítimos e das conquistas de Portugal no mundo - têm entre 400 a 600 anos


Ref.ª KNJ1/392 - Alfarrobeira [idade: 600 anos]
Local: Quinta da Parra - Freg.: Moncarapacho - Conc.: Olhão - Distrito: Faro
KNJ1/392 - Alfarrobeira - Olhão
Ceratonia siliqua

Ref.ª KNJ1/530 - Sobreiro [500 anos]
Local: Quinta da Sobreira Quinhentista - Freg.: Ançã - Conc.: Cantanhede - Distrito: Coimbra
Aspecto em 2009                                                      Aspecto em 2010
Sobreiro-500a-KNJ-1-530-1 Sobreiro-500a-KNJ-1-530
Quercus suber L.

Ref.ª KNJ1/187 - Castanheiro (Árvore do Povo)
Local: Guilhafonso - Freg.: Pêra de Moço - Conc.: Guarda - Distrito: Guarda
KNJ1/187-Castanheiro (Árvore do povo)
Castanea sativa Miller

Ref.ª KNJ1/325 - Carvalho de Calvos
Local: Bouça da Tojeira
Freg.: Calvos - Conc.: Póvoa do Lanhoso - Distrito: Braga
KNJ1/325-Carvalho de Calvos
Quercus robur L.

4 - Exemplares que se destacam por serem testemunhos diretos de lendas, mitos e de factos históricos relevantes e curiosidades

Ref.ª KNJ1/465 - Carvalho da Forca
Local: Praça do Município
Freg.: Montalegre - Conc.: Montalegre - Distrito: Vila Real
KNJ1/465-Carvalho da forca
Quercus robur L.

Ref.ª KNJ1/417 - Freixo
Local: Quinta da Fonte Real
Freg.: S. Bartolomeu dos Galegos - Conc.: Lourinhã - Distrito: Lisboa
KNJ1/417-Freixo
Fraxinus angustifolia Vahl

Ref.ª KNJ1/197 - Sobreiro
Local: Águas de Moura
Freg.: Marateca - Conc.: Palmela - Distrito: Setúbal
KNJ1/197-Sobreiro
Quercus suber L.

Ref.ª KNJ1/031 - Ulmeiro
Local: Largo José Maximiano Correia de Barros
Freg.: S. Martinho de Antas - Conc.: Sabrosa - Distrito: Vila Real
Fotografia antiga                                   Estado actual
KNJ1/031-Ulmeiro KNJ1/031-Ulmeiro-1
Ulmus procera Salisbury

Ref.ª KNJ1/473 -Azinheira
Local: Cova da Iria
Freg.: Fátima - Conc.: Ourém - Distrito: Santarém
KNJ1/473-Azinheira
Quercus ilex spp. rotundifolia

5 - Exemplares que se destacam pelo desenho (simetria) ou pela sua forma bizarra

Ref.ª KNJ1/405 - Lódão
Local: Av. de Berlim
Freg.: Santa Maria dos Olivais - Conc.: Lisboa - Distrito: Lisboa
KNJ1/405-Lodão
Celtis australis L.

Ref.ª KNJ1/013 - Cipreste do Buçaco
Local: Jardim França Borges - Príncipe Real
Freg.: Mercês - Conc.: Lisboa - Distrito: Lisboa
KNJ1/013-Cipreste do Buçaco
Cupressus lusitanica Miller

Ref.ª KNJ1/307 - Pinheiro rastejante do litoral
Local: Mata Nacional de Leiria (Talhão 231, Parcela A)
Freg.: Marinha Grande - Conc.: Marinha Grande - Distrito: Leiria
KNJ1/307-Pinheiro rastejante do litoral
Pinus pinaster Aiton

Ref.ª KNJ1/260 - Ulmeiro
Local: Praça do Comércio, Sobreira Formosa
Freg.: Sobreira Formosa - Conc.: Proença-a-Nova - Distrito: Castelo Branco
KNJ1/260-Ulmeiro-2
Ulmus spp.

Ref.ª KNJ3/050 - Plátanos
Local: Jardim da Cordoaria
Freg.: Vitória - Conc.: Porto - Distrito: Porto
KNJ3/050-Plátanos
Platanus x acerifolia
Algumas destas árvores têm sido inexoravelmente atingidas pela velhice e outras destruídas por causas naturais, como temporais e fogos, enquanto outras são, por vezes, vítimas de atentados de pessoas pouco esclarecidas.
A localização destes exemplares determina, em grande parte, as suas dimensões e, quando crescem com outras, raramente se destacam das que as rodeiam.
Os pinheiros-mansos, por exemplo, quando crescem isolados, ramificam em grossas pernadas, ao contrário do que acontece quando crescem em povoamentos em que apresentam fustes mais direitos e cilíndricos. O pinheiro-manso com maior perímetro de base é o pinheiro-manso do Vale de Santarém.
Ref.ª KNJ1/223 - Pinheiro-manso
Local: Rua do Pinheiro das Areias - Alto do Pinheiro
Freg.: Vale de Santarém - Conc.: Santarém - Distrito: Santarém
KNJ1/223-Pinheiro manso-1 KNJ1/223-Pinheiro manso-2
Pinus pinea L.
Da mesma forma, as árvores situadas em vales ou ruas estreitas ou junto a edifícios têm tendência para crescer muito em altura; é o caso do eucalipto da Mata Nacional de Vale de Canas, considerado o eucalipto mais alto da Europa.
Ref.ª KNJ1/415 - Eucalipto
Local: Mata Nacional de Vale de Canas
Freg.: Torres do Mondego - Conc.: Coimbra - Distrito: Coimbra

KNJ1/415-Eucalipto

Eucalyptus diversicolor Muller

Ref.ª KNJ1/005 - Plátano
Local: Quinta da Fôja (propriedade privada)
Freg.: Santana - Conc.: Figueira da Foz - Distrito: Coimbra
KNJ1/005-Plátano

Platanus x acerifolia

No que diz respeito à altura, destacam-se ainda as sequóias do Hospital da Saúde da Guarda, a araucária de Vila Praia de Âncora e a araucária da Quinta do Viador em Monchique, que são consideradas das árvores mais altas de Portugal.
Ref.ª KNJ3/043 - Sequóias
Local: Parque da Saúde
Freg.: Sé - Conc.: Guarda - Distrito: Guarda
KNJ3/043-Sequóias

Sequoiadendron giganteum (Lindley) Buchholz

Ref.ª KNJ1/272 - Araucária
Local: Rua 5 de Outubro, 78-80
Freg.: Vila Praia de Âncora - Conc.: Vila Praia de Âncora - Distrito: Viana do Castelo
KNJ1/272-Araucária

Araucaria heterophylla (Salibury) Franco

Ref.ª KNJ1/234 - Araucária
Local: Quinta do Viador
Freg.: Monchique - Conc.: Monchique - Distrito: Faro
KNJ1/234-Araucária

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6 - Exemplares que se destacam pela idade e pelo perímetro do tronco, sendo considerados das árvores mais grossas de Portugal, dentro das suas espécies

Ref.ª KNJ1/346 - Castanheiro
Local: Lagarelhos
Freg.: Vilar de Ossos - Conc.: Vinhais - Distrito: Bragança
KNJ1/346-Castanheiro
Castanea sativa Miller

Ref.ª KNJ1/510 - Castanheiro
Local: Vales
Freg.: Tresminas - Conc.: Vila Pouca de Aguiar - Distrito: Vila Real
KNJ1/510-Castanheiro

Castanea sativa Miller

Ref.ª KNJ1/394 - Nogueira
Local: Quintela
Freg.: Paçó - Conc.: Vinhais - Distrito: Bragança
KNJ1/394-Nogueira

Juglans regia L.

Ref.ª KNJ1/325 - Carvalho de Calvos
Local: Bouça da Tojeira
Freg.: Calvos - Conc.: Póvoa do Lanhoso - Distrito: Braga
KNJ1/325-Carvalho de Calvos-antiga

Quercus robur L.

Ref.ª KNJ1/232 - Sobreiro
Local: Horta do Mato da Póvoa
Freg.: N.ª Sr.ª da Graça de Póvoa e Meadas - Conc.: Castelo de Vide - Distrito: Portalegre
KNJ1/232-Sobreiro
Quercus suber L.

Ref.ª KNJ1/126 - Eucalipto
Local: Lugar Novo
Freg.: Ribas - Conc.: Celorico de Basto - Distrito: Braga
KNJ1/126-Eucalipto

Eucalyptus globulus Labill

Ref.ª KNJ1/132 - Eucalipto
Local: Contige
Freg.: Sátão - Conc.: Sátão - Distrito: Viseu
KNJ1/132-Eucalipto

Eucalyptus globulus Labill

Ref.ª KNJ1/306 - Pinheiro-bravo
Local: Mata Nacional de Leiria (Talhão 273, Parcela A)
Freg.: Marinha Grande - Conc.: Marinha Grande - Distrito: Leiria 
KNJ1/306-Pinheiro bravo
Pinus pinaster

Ref.ª KNJ1/555 - Pinheiro-bravo
Local: Cerca do Mosteiro de Tibães
Freg.: Mire de Tibães - Conc.: Braga - Distrito: Braga
KNJ4/023-Pinheiro bravo
 Pinus pinaster
No que se refere à projeção da copa temos a mencionar, em primeiro lugar, a azinheira do Lugar das Matas, que é considerada a azinheira com maior projeção de copa na Península Ibérica.
Ref.ª KNJ1/338 - Azinheira
Local: Lugar das Matas (propriedade privada)
Freg.: N.ª Sr.ª das Misericórdias - Conc.: Ourém - Distrito: Santarém
KNJ1/338-Azinheira

Ref.ª KNJ1/151 - Teixo
Local: Tranginha - Quinta do Albergue (propriedade privada)
Freg.: Santa Maria - Conc.: Bragança - Distrito: Bragança
KNJ1/151-Teixo
 Taxus baccata L.

Os plátanos são as árvores que apresentam maior projeção da copa, sendo o maior de todos o Plátano de Portalegre.

Ref.ª KNJ1/003 - Plátano
Local: Av. da Liberdade, Portalegre
Freg.: S. Lourenço - Conc.: Portalegre - Distrito: Portalegre
KNJ1/003-Plátano

Em resumo, são árvores que constituem um património de elevadíssimo valor ecológico, paisagístico, histórico e religioso de Portugal, sendo de esperar que a proteção que lhes for dada pelo Estado frutifique e seja seguida pelos particulares.
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