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quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Helder Rosalino oferece-se para fazer desenho a deputada Helder Rosalino oferece-se para fazer desenho a deputada O secretário de Estado da Administração Pública protagonizou hoje um momento particular no Parlamento, oferecendo-se para explicar uma medida a uma deputada do Bloco de Esquerda fazendo "um desenho", mas arrependeu-se pouco depois da proposta.

Helder Rosalino oferece-se para fazer desenho a deputada


Helder Rosalino oferece-se para fazer desenho a deputada

O secretário de Estado da Administração Pública protagonizou hoje um momento particular no Parlamento, oferecendo-se para explicar uma medida a uma deputada do Bloco de Esquerda fazendo "um desenho", mas arrependeu-se pouco depois da proposta.
Hélder Rosalino participava na audição da equipa governamental do Ministério das Finanças que apresentou a proposta de Orçamento do Estado para 2014 aos deputados da Comissão de Orçamento, Finanças e Administração Pública quando a ministra das Finanças lhe pediu para explicar questões de vários deputados sobre as mudanças nas pensões.
O governante tentou explicar à deputada do Bloco de Esquerda Mariana Aiveca a questão da aplicação da condição de recursos às pensões de sobrevivência, e acusou o partido de fazer um aproveitamento político de uma questão que era técnica e de difícil compreensão para a generalidade dos portugueses.
Mariana Aiveca pediu então a Hélder Rosalino que desse exemplos que fossem de melhor compreensão para os deputados e para os portugueses, altura em que Hélder Rosalino demonstrou a sua frustração por já ter dado várias explicações sobre o mesmo tema e ofereceu-se então para fazer um desenho à deputada a explicar.
"Senhora deputada eu já lhe expliquei. Não sei como é que lhe hei de explicar isto de outra maneira, já lhe expliquei de várias maneiras. Tenho de lhe fazer um desenho, eventualmente", afirmou Hélder Rosalino.
A afirmação não caiu bem em especial ao deputado do PS Pedro Marques, que de imediato se dirigiu ao governante para protestar a postura do secretário de Estado, dizendo-lhe várias vezes que aquela afirmação era "evitável".

OPINIÕES - A Teoria do Protectorado. Tornou-se comum afirmar que Portugal está debaixo de um Protectorado e por isso tem a sua soberania limitada. O disparate desta afirmação foi percolando pela opinião publicada e hoje parece um facto assente, mesmo para juristas consagrados (ou pseudo-consagrados como são a maioria dos juristas portugueses).

A Teoria do Protectorado.

Tornou-se comum afirmar que Portugal está debaixo de um Protectorado e por isso tem a sua soberania limitada. O disparate desta afirmação foi percolando pela opinião publicada e hoje parece um facto assente, mesmo para juristas consagrados (ou pseudo-consagrados como são a maioria dos juristas portugueses).
  Ora, não apareceu nenhum barco de guerra numa bela manhã no Tejo para nos apontar os canhões e obrigar a assinar um tratado de protecção. Não desembarcou nenhuma força de “marines” ou “royal fusiliers”,mesmo que vestidos de fatos e gravatas cinzentos, para nos impôr algum Memorando ou Acordo Internacional. Nada disso aconteceu. Nenhuma força externa nos retirou a possibilidade e capacidade de decidir sobre os nossos destinos nacionais.Ninguém.
  O que se passou foi diferente, levados por um primeiro-ministro insano, que agora se quer fazer passar por académico refinado, o país foi quase à falência.Nessa altura, decidiu através dos legítimos representantes do Estado português pedir ajuda ao estrangeiro, na figura da ulteriormente denominada Troika. Essa decisão não foi imposta de fora. Foi decidida de dentro, pelos vistos de forma rocambolesca por um ministro das finanças assustado. Mas, outras opções poderiam ter sido tomadas. Formar governo de unidade nacional que continuaria com o PEC IV, recusar qualquer novo empréstimo (como fez Salazar a propósito de um empréstimo negociado por Sinel de Cordes e que vinha com muitas imposições ligadas) e viver com aquilo que temos, e por aí adiante. Umas opções seriam melhores, outras piores, mas possíveis.
  A decisão de negociar com a Troika foi tomada livremente pelo o Estado Português, entre as várias opções que dispunha. Pela intoxicação mediática vivida na época, facilmente se percebeu que no pensamento dos principais advogados da negociação com a Troika parecia a opção mais fácil. Um ano de alguma austeridade em troca de novos e avultados empréstimos. Esperava-se a complacência dos anteriores resgates nas décadas 1970 e 1980 em que passado um ano tudo estava ajustado, com algumas habilidades pelo meio. Portanto, foi com plena vontade e consciência que as autoridades portuguesas foram negociar com a Troika e assinaram um acordo. Por esse acordo receberiam um montante elevado de dinheiro e em troca comprometiam-se a determinadas condições. A isto chama-se um contrato. Uma parte dá umas coisas e a outra entrega outras.Um exemplo: quando uma pessoa se casa, também se compromete a respeitar determinados deveres e abdicar de determinados direitos, desde logo abdica da liberdade de se deitar com outras mulheres. E não é por isso que se diz que o casado está sob “Protectorado” ou tem a “soberania limitada”. As limitações a que acedeu foram assumidas de livre vontade, para obter algo em troca, e podem ser sempre desfeitas através do divórcio.
  As pessoas e as organizações entram em contratos sinalagmáticos em que abdicam de direitos e recebem outras vantagens de livre vontade e têm sempre a capacidade de recusar esses acordos, quando não são impostos ou coagidos (o que não foi o caso). Assim, as limitações a que Portugal se submeteu foram tomadas de livre vontade e para obter dinheiro. Não se pode agora vir desresponsabilizar a classe política e intelectual falando de Protectorado.
  Não há Protectorado nenhum, há uma incompetência política e financeira que levou o país a ter que fazer um acordo internacional para obter fundos. Assim, como chamámos a Troika, podemos mandá-la embora, e a isto chama-se soberania, que continuamos a deter. O acto original de chamar a Troika é um acto soberano.

www.tomateemagazine.com

Mais um sismo de 4.5 Richter sentido no Barlavento Algarvio TEMAS IPMA, SISMOS Um sismo de magnitude 4.5 na escala de Richter, registado às 14h57 (hora continental portuguesa), e cujo epicentro se situou cerca de 190 quilómetros a Sul-Sudoeste do Cabo S.Vicente, foi sentido no Barlavento Algarvio, pelo menos nas zonas de Portimão, Quarteira e Loulé, segundo relatos de testemunhas ao Sul Informação.

Mais um sismo de 4.5 Richter sentido no Barlavento Algarvio


Um sismo de magnitude 4.5 na escala de Richter, registado às 14h57 (hora continental portuguesa), e cujo epicentro se situou cerca de 190 quilómetros a Sul-Sudoeste do Cabo S.Vicente, foi sentido no Barlavento Algarvio, pelo menos nas zonas de Portimão, Quarteira e Loulé, segundo relatos de testemunhas ao Sul Informação.
O sismo registou-se no mar de Marrocos, a oeste do Estreito de Gibraltar e a Sul-Sudoeste do Cabo de S. Vicente, a 19 quilómetros de profundidade.
Segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera, o sismo não causou danos pessoais ou materiais e foi sentido com intensidade máxima III (escala de Mercalli modificada) em diversos locais da costa Sul do Algarve, nomeadamente em Lagos, Albufeira e Faro.
Sul Informação recomenda que os leitores que sentiram o sismo o comuniquem, através do site do Instituto Português do Mar e da Atmosfera, clicando neste link.
Mais uma imagem da localização do sismo
Desde sábado, dia 19, quando foi registadoum sismo de 4.2 Richter, sentido também no Barlavento, as estações da Rede Sísmica do Continente já registaram, com o de hoje, 14 sismos, em diferentes pontos e com magnitudes mais baixas que o atual.

Atualizado às 17h40, acrescentando a informação do IPMA sobre a intensidade do sismo.



 

Os pobres de Portas Um destes dias, num noticiário da hora de almoço, numa das agora frequentes reportagens sobre populações a quem encerram mais um serviço essencial, apareceu, numa localidade do interior, um grupo de gente a grandolar pelas ruas. Ouvi ao lado o comentário: “Têm cara de quem nunca cantou isto antes”.

Os pobres de Portas


Um destes dias, num noticiário da hora de almoço, numa das agora frequentes reportagens sobre populações a quem encerram mais um serviço essencial, apareceu,  numa localidade do interior, um grupo de gente a grandolar pelas ruas. Ouvi ao lado o comentário: “Têm cara de quem nunca cantou isto antes”. E tinham, é verdade, com tudo o que de preconceituoso, e como tal possivelmente falso, que isso implica. Tinham essa cara tão portuguesa de quem nunca se quis meter nas coisas da política, de quem nunca quis confusões, de quem acreditou nas promessas repetidas ano após ano, e logo década após década, e se vê agora, envelhecido e desalentado, a sentir como lhe foge o chão debaixo dos pés e como a ideia de futuro faz o estômago apertar-se de angústia.
Fecham-lhes o centro de saúde, as urgências nocturnas, a estação de correios, o balcão da segurança social e das finanças, e a alternativa está a uma distância incomportável para quem tem de deslocar-se em transporte público, sem dinheiro para pagar o bilhete da camioneta da carreira, quanto mais o táxi.
E pela primeira vez, saem à rua. Nunca os tínhamos visto, a esses homens e mulheres de um Portugal em grande parte desconhecido, que talvez nunca tenham estado numa manifestação, que porventura nem costumam votar, ou votam nos seus carrascos, mas que saem agora à rua, pela primeira vez, como se se aventurassem num território novo, o da cidadania indignada, activa, transformadora, e apesar das suas dificuldades, parecem vivos, alerta, até entusiasmados. Empunham cartazes, marcham, falam para os microfones, cantam o Grândola, e é como se finalmente isso da luta também fosse com eles. O que a esquerda nunca conseguiu em tantos anos, conseguiu-o este governo, quem diria.
Paulo Portas, cínico de pouca monta, à escala da baixa classe política do país, diz que não foram os mais pobres quem esteve presente na manifestação de sábado, porque “os mais pobres não se manifestam e não aparecem na televisão”, e tem razão, não devem ter sido os mais pobres de entre todos, até porque as deslocações começam a tornar-se, como no salazarismo, um luxo que muita gente não pode permitir-se. Se não o fizeram não será por falta de motivos mas de oportunidades, e Portas sabe-o bem, mas dos mentirosos profissionais e encartadíssimos tampouco se pode esperar argumentos que não sejam falaciosos.
O vice-primeiro-ministro tenta assim criar um novo arquétipo, «os pobres de Portas», essa multidão sem nome nem rosto, condenada à miséria e impedida até de expressar o seu sofrimento porque fica arredada das manifestações e jamais aparece na televisão, mas que sempre poderá contar com o providencial número dois do governo para aumentar em 1% as pensões mínimas que agora rondam os 240 euros. Os pobrezinhos de Portas sempre poderão beijar-lhe a mão se algum dia se cruzarem com ele, reconhecidos pelo seu empenho em mantê-los afastados do caos das manifestações e reconfortados com a esmola que ele lhes estende.
Só que, desgraçadamente para Portas, o país já não é o de 1950 e desmente-o. Porque onde Portas quer ver apáticos famélicos, irrompem inconformados. Improváveis manifestantes, que deitam os olhos à cábula com a letra do Grândola e põem a arejar palavras de ordem que ainda ontem cheiravam a naftalina. E a antiga pacatez das vilas que ficam longe de Lisboa vai dando lugar à indignação. Não será ainda o rastilho que faça chegar o fogo ao rabo de quem nos arruína, mas é um sinal de que já se acendeu o lume na forja. E é sabido que, por muito que se malhe no ferro, é só quando ele aquece que é possível fazer nascer novas formas.

aventar.eu

Sr. Geppetto! Venha buscar o seu menino! Exmo. Sr. Geppetto, Venho por este meio solicitar o apoio do vosso serviço de pós-venda para recolha de um artigo defeituoso que ultimamente anda a dar má fama ao seu trabalho em todos os meios de comunicação. Não sabemos o número de série nem ninguém lhe viu a etiqueta, mas pelo discurso não engana: é uma obra sua.




Sr. Geppetto! Venha buscar o seu menino!



Exmo. Sr. Geppetto,
Venho por este meio solicitar o apoio do vosso serviço de pós-venda para recolha de um artigo defeituoso que ultimamente anda a dar má fama ao seu trabalho em todos os meios de comunicação. Não sabemos o número de série nem ninguém lhe viu a etiqueta, mas pelo discurso não engana: é uma obra sua.
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(Junto envio foto para correta identificação do produto)

Atenção: eu sou fã da vossa empresa, não considero que este exemplar seja completamente mau e até acho interessantes alguns upgrades. Por exemplo: gosto que o tenha programado para dizer repetidamente aquela do tipo que está no fundo do poço e acha que a única solução é continuar a escavar. Podia era ter-lhe inserido também aquela do menino que já tem um nariz do tamanho da Torre dos Clérigos e acha que a única solução é continuar a fazê-lo crescer. Isso já nos atormentava um bocadinho menos o já de si atormentado futuro.

Bem sei que deve estar a pensar: “Que exagero! Atormentar o futuro! O meu menino é só uma personagem do faz-de-conta, ninguém vai dar valor político ao rapaz.” Pois isso é muito bonito, sr. Gepeto, mas a lógica das fábulas e contos não se aplica à política portuguesa.
Para começar, as fábulas têm moral.
E, para nós, “contos” é apenas uma unidade monetária da qual se calhar nunca devíamos ter saído.

Não acredita? Eu dou-lhe três exemplos simples:
1. Nas fábulas, o pastor mente sobre o lobo. Um dia está a dizer a verdade e as pessoas não acreditam; em Portugal o político mente. Um dia repete tantas vezes a mentira que as pessoas acreditam;
2. Nas fábulas, o Coelho perde a corrida para a tartaruga; em Portugal ganha a corrida para primeiro-ministro;
3. Nos contos, a Cinderela encontra um príncipe e fica rica e feliz; em Portugal, as irmãs e a madrasta continuam a viver à grande e obrigam a Cinderela a trabalhar o dobro para pagar o défice.

Dito isto, e à falta de um serviço de reboques para levar o seu menino com urgência, pedia-lhe que autorizasse que passemos já para a parte da história em que ele é engolido pela baleia. Não que existam de momento alguma disponível para degustar este exemplar, que até as baleias têm um estômago sensível. Mas temos outro mamífero com uma boca igualmente gigante e que anda há muito tempo cheio de vontade de estraçalhar a sua criação.
Image
(Junto envio foto para sua aprovação)

Fico a aguardar resposta.

Cumprimentos,

Cláudio
aristocratas

No Facebook não há maminhas mas há decapitações Ao autorizar vídeos de decapitações, a empresa americana levantou questões que vão da sua ética à sua jurisdição. É um mundo estranho, o do Facebook. Um mundo onde não se pode mostrar a imagem de uma mama de mulher, mas se autoriza a publicação de vídeos de pessoas a serem decapitadas

No Facebook não há maminhas mas há decapitações

Ao autorizar vídeos de decapitações, a empresa americana levantou questões que vão da sua ética à sua jurisdição.

  • É um mundo estranho, o do Facebook. Um mundo onde não se pode mostrar a imagem de uma mama de mulher, mas se autoriza a publicação de vídeos de pessoas a serem decapitadas.
A administração desta empresa americana com mais de mil milhões de utilizadores em todo o mundo decidiu, esta semana, voltar a permitir a publicação de imagens e filmes de decapitações. Em Maio, e depois de milhares de protestos – um deles da Family Online Safety Institute, que tem representação na administração do Facebook –, a empresa decidiu suspender "temporariamente" as publicações, até tomar uma decisão.
A suspensão, explicou o Facebook em comunicado na altura, aconteceu para proteger a liberdade dos utilizadores desta rede social que não queriam ver aquele tipo de imagens ou correr o risco de ficar perturbados por elas. Agora é usado o mesmo argumento: as decapitações voltam ao Facebook em nome da liberdade dos utilizadores que querem "conhecer o mundo em que vivem" e ter a possibilidade de condenar o que lhes desagrada.
Em 2012, quando o Facebook actualizou as suas regras de publicação, insistindo que não podem ser mostradas imagens de mamas de mulheres mas podem ser publicados filmes em que se vê pernas a serem partidas e com os ossos de fora, o especialista do jornal britânico The Guardian Charles Arthur escreveu que as regras demonstram claramente que o Facebook é (e só podia ser) uma empresa com origem nos Estados Unidos da América.
Foi nos Estados Unidos da América que uma estação de televisão, a CBS, teve que pedir desculpas públicas porque, na transmissão em directo de uma final do campeonato de futebol americano se viu o mamilo da cantora Janet Jackson. Quinhentas mil pessoas apresentaram queixa e a Federal Communication Commision (comité para as comunicações) multou a CBS em 550 mil dólares (cerca de 450 mil euros), que só não foram pagos depois de o assunto ter sido levado ao Supremo Tribunal, que deliberou a favor da estação.
Uma empresa americana
Só na América, então, se percebe que exista uma rede social mundial onde é proibido mostrar pessoas embriagadas (ou desmaiadas por excesso de álcool), mas é permitido publicar vídeos de sangrentos acidentes de automóvel.
"Estamos a trabalhar para dar aos utilizadores mecanismos para controlarem os conteúdos que querem ver", disse à BBC um porta-voz do Facebook cujo nome não é revelado. Acrescentou que, em breve, poderão surgir banners a advertir que as imagens são sensíveis e podem causar perturbações. E, concluiu a fonte da BBC, nos casos em que claramente as decapitações são glorificadas ou que as imagens sirvam para defender aquele tipo de acto, serão apagadas pela empresa.
O primeiro-ministro britânico, David Cameron, considerou a decisão do Facebook uma "irresponsabilidade". E espera-se uma polémica semelhante à que levou à suspensão da publicação dos vídeos com este tipo de conteúdos – na origem das queixas esteve um filme em que uma mulher, que se crê mexicana, é decapitada por um homem de cara coberta.
"Isto é absolutamente horrível e tem que ser imediatamente apagado... Há muita gente nova que pode ver isto. Tenho 23 anos e estou perturbado com os poucos segundos que vi", dizia uma das queixas. O Facebook só admite utilizadores com 13 ou mais anos, mas há muitos milhares que são mais novos.
Os utilizadores de todo o mundo vão reagir, uns a favor e outros contra, o que demonstra mais uma vez as falhas de se usar a legislação de um país num serviço que é usado em todo o mundo.
Muitas associações de pais vão condenar o Facebook, que entrou na bolsa em 2012 (as acções, de valor considerado demasiado alto, 38 dólares, caíram a pique no primeiro ano, mas estão agora quase nos 60 dólares) e cuja prestação nos mercados nunca foi afectada pelas polémicas. As associações de psicólogos já repudiaram a decisão dos gestores americanos e falaram de regras de bom gosto e de bom senso: "Bastam uns segundos de exposição a este tipo de material gráfico para se ficar com danos psicológicos permanentes", sintetizou a organização Yellow Ribbon, da Irlanda do Norte.
O poder de decisão do Facebook
No outro lado do espectro do protesto, também já há movimentações. Nos EUA, alguns grupos já disseram estar preocupados com a possibilidade de o Facebook poder tapar parcialmente imagens, o que consideram ser uma violação à liberdade de expressão – defendem que a responsabilidade pela exposição de menores aos conteúdos da Internet é dos pais e não das empresas.
Outros, como o grupo de direitos digitais francês La Quadrature, sublinharam que o problema que os vídeos de decapitados – e outros regulamentos do Facebook – levanta é mais abrangente. "Mostra o poder que o Facebook tem de decidir o que pode e o que não pode ser expresso na rede. Quando faz essas escolhas, está a ser profundamente antidemocrático, seja qual for a razão para a tomada de decisão. Só uma autoridade judicial pode determinar restrições, e sempre de acordo com a lei", disse à BBC o co-fundador de La Quadrature, Jeremie Zimmermann.