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terça-feira, 22 de outubro de 2013

A vida fabulosa de José Sócrates: the trailer O percurso de José Sócrates, como personagem político, merece melhor estudo e atenção a detalhes que a memória curta de muitos não deixa entrever. Por isso, deve lembrar-se a intervenção de Santana Lopes, ontem na CMTV, onde mostrou várias vezes a capa de uma revista- Focus, ja extinta- que trazia em 15 de Setembro de 2004 a história da vida política e pessoal de José Sócrates, na altura em que se encontrava em campanha para a liderança do PS. Santana Lopes disse várias vezes que a revista tinha publicado tal reportagem por influência dos inimigos políticos de Sócrates, dentro do próprio partido. Aqui fica.

A vida fabulosa de José Sócrates: the trailer

O percurso de José Sócrates, como personagem político, merece melhor estudo e atenção a detalhes que a memória curta de muitos não deixa entrever.
Por isso, deve lembrar-se  a intervenção de Santana Lopes, ontem na CMTV, onde mostrou várias vezes a capa de uma revista- Focus, ja extinta- que trazia em 15 de Setembro de 2004 a história da vida política e pessoal de José Sócrates, na altura em que se encontrava em campanha para a liderança do PS. Santana Lopes disse várias vezes que a revista tinha publicado tal reportagem por influência dos inimigos políticos de Sócrates, dentro do próprio partido. Aqui fica.

Primeiro, o cartaz da polémica, citado por Sócrates na entrevista e comentado ontem por Santana Lopes.


E agora o "estudo" da Focus...


Já então aparecia Armando Vara como grande amigo de José Sócrates e o futuro revelaria que essa amizade tornou Vara uma pessoa de posses. Assim, como contava a Focus de 2009:







 Porém, Vara tinha ligado o seu destino, anteriormente a um personagem camiliana ( Visão de 19.4.2007 dixit): António José Morais, que fora director de um Gabinete de Estudos e Planeamento de Instalações do Ministerio da Justiça. Vara era então Secretário de Estado  e disse então à revista que conheceu aquele professor...no Altis, numa reunião do PS. E lembrou-se dele quando precisou de alguém para o GEPI.

O Público de 18 de Abril de 2007 tentava explicar melhor estas coisas.

Estes factos tornaram-se relevantes e vieram à tona por causa do facto de António José Morais ter sido professor de José Sócrates, na UnI. Quando o interpelaram, disse assim:



O assunto da HLC e a acusação que foi imputada a António José Morais e mulher ( de quem se separou e que na altura, em 2007, andava aterrorizada...)de corrupção e branqueamento de capitais  deu em águas de bacalhau. Foram absolvidos.
Porém, a denúncia inicial, anónima, citava outros nomes ( era outro Freeport...)e que mostram que se tal fosse provado la boucle serait bouclée. Não deu.Seria interessante saber porque não deu e como se fez a investigação.

Tudo isso ocorreu ao fim de 16 anos de investigação e apesar de ter sido provado que Morais, engenheiro contratado para assessorar a decisão técnica do concurso, recebeu naquela altura 44 mil euros numa conta offshore oriundos de uma empresa britânica do grupo liderado por Horácio Carvalho, o tribunal considerou que isso não é suficiente para demonstrar que houve corrupção. 

No julgamento, a mulher de Morais falou numa offshore....que não conhecia.  A conta estava no banco Lloyds, na ilha britânica de Guernesey e segundo relatos do julgamento, parece que se deu como provado que era alimentada com dinheiros provenientes de outras obras do engenheiro Morais. na Polónia e Inglaterra.

E assim acaba a história. Acaba mesmo?

Ah! E até já esquecia: e onde está o tal Luís Patrão,  chefe de gabinete por natureza? Ora, ora...lá se vai safando. Umas vezes em baixo; outras em cima. Como os interruptores de gabinete. Um blog resumia assim a brilhante carreira, em 2010:


Luís Patrão, 55 anos, preside ao Turismo de Portugal desde Maio de 2006. Saiu directamente de São Bento, onde era chefe de gabinete de José Sócrates. depois de já ter desempenhado o mesmo cargo com António Guterres (de 1995 a 1999). Durante os governos de Guterres, foi ainda deputado e secretário de Estado da Administração Interna, mas saiu envolvido em polémica, juntamente com Armando Vara, por causa da criação da Fundação para a Prevenção e Segurança. Natural da Covilhã. Luís Patrão e, com o irmão, Jorge, amigo de Sócrates desde a juventude. A sua carreira foi praticamente só política. Profissionalmente, foi chefe de divisão e director de serviços do Instituto do Consumidor (1986-1989 e 2001-2004).
Até 2009, Patrão acumulou o salário do Turismo com o de membro do Conselho Geral e de Supervisão da TAP, onde, segundo dados de 2008, recebeu 7 mil euros mensais. Este salário tinha uma componente fixa, de 4 mil euros, a que acrescia uma parcela complementar de 3 mil euros por ser membro da comissão de sustentabilidade e governo societário. Em 2008, a comissão realizou 10 reuniões. Só a revelação pública desta acumulação de funções nos jornais o levou a abdicar em 2009 do ordenado na TAP, mantendo o do Turismo de Portugal
.


portadaloja.blogspot.pt

CAPITALISMO & OUTRAS COISAS DE CRIANÇAS - Capitalism & Other Kids' Stuff...

Astor Piazzolla Libertango (versión original)

Os pardais e os abutres Hoje vou contar-vos uma história verdadeiramente macabra Um amigo meu, que adora o PSD, o Passos, o Gaspar, o Borges, o Relvas e tutti quanti estejam a esfrangalhar Portugal para o passar a patacos ao Goldman & Sachs e a outros marmanjões do Grupo Bilderberg, acha que eu sou imbecil por não concordar com as políticas que ele defende e que, como sabemos, são excelentes, basta olhar para os resultados.



Os pardais e os abutres

Hoje vou contar-vos uma história verdadeiramente macabra
Um amigo meu, que adora o PSD, o Passos, o Gaspar, o Borges, o Relvas e tutti quanti estejam a esfrangalhar Portugal para o passar a patacos ao Goldman & Sachs e a outros marmanjões do Grupo Bilderberg, acha que eu sou imbecil por não concordar com as políticas que ele defende e que, como sabemos, são excelentes, basta olhar para os resultados.

A propósito do salário mínimo dos diversos países, reencaminhei há dias um e-mail onde destacava o salário mínimo nacional pela sua exiguidade, comentando eu, imbecil, que até o da Grécia era, depois de todos os cortes, superior ao nosso. Tanto bastou para que o génio – sim, o meu amigo é um génio – me criticasse nestes termos (geniais):
«… e assim se percebe como é que os gregos foram à falência: "dar milho aos pardais", não é difícil. O difícil é pagar a conta. Por cá atira-se a responsabilidade da falta de produtividade para os patrões e governos. A velha treta comunista ... »
Infere-se daqui, desta genial tirada, que os baixos salários portugueses – quer o mínimo, quer o médio – são o «milho» que os trabalhadores (perdão, os «pardais») meteram no papo e que levaram o país à crise. Este meu amigo é técnico municipal e ainda – diz ele – se farta de trabalhar «por fora».
Não sei quanto milho come, nem sei se ele se considera um pardal. Ou um pardalão. Sei é que ele acha que foram os salários mais pindéricos da Europa que deram cabo do país.
Citando o Scolari: E o imbecil sou eu?!

Certamente. Se me tivesse arrimado ao partido certo, andava de papo cheio e a acusar os outros de terem dado cabo disto.
E sabem uma coisa? Gosto muito de ser imbecil.
Este desvelado partidário do PSD e das suas políticas neoliberais acha, então, que Portugal está como está porque os pardais (o povo) tiveram milho (dinheiro) a mais. Não se refere aos grandes abutres, mas aos pardalitos dos salários e pensões mínimos e à volta disso. A escumalha. Para ele, não há PPPs, não há golpadas, não há sacos azuis, laranjas, cor-de-rosa, luvas brancas nem colarinhos da mesma cor. Não há corrupção, incompetência, negócios ruinosos e, sobretudo, não há o alibi da crise para justificar o roubo de salários e prestações sociais.
As golpadas de Duarte Lima, que vão ser pagas pelos contribuintes portugueses, não aquecem nem arrefecem o extremoso partidário laranja. Para já, 32 milhões é a parte que o Estado assume na golpada com os financiamentos do ex-deputado do PSD no BPN. Entretanto, o senhor já não tem nada em seu nome. Só uma pulseira electrónica, por acaso também paga por nós.

No BPN, conforme diz o insuspeito João Marcelino, estamos a pagar «o maior escândalo financeiro da história de Portugal. Nunca antes houve um roubo desta dimensão. Para já, tapado por uma nacionalização que já custou 2.400 milhões de euros delapidados algures entre gestores de fortunas privadas em Gibraltar, empresas do Brasil, offshores de Porto Rico, um oportuno banco de Cabo Verde e a voracidade de uma parte da classe política portuguesa que se aproveitou desta vergonha criada por figuras importantes daquilo que foi o cavaquismo na sua fase executiva». Nada disto o comove o militante social-democrata, nada disto o preocupa.
Oliveira e Costa, o cabeça-de-turco do BPN, vai morrer um dia destes e, convenientemente, vai ser o único responsável pelo crime. Também já não tem nada em seu nome. E para que teria? Não estão cá os pardais para pagar a conta? Claro. Os pardais e o milho que comem - que é milho que semeiam e colhem – é aquilo que preocupa o tal cavalheiro, como se, bem vistas as coisas, ele também não fosse um mísero pardal.
Olhando para este país e para portugueses como este, conseguimos perceber como medraram Hitler e Pinochet e, ao fim e ao cabo, como é fácil arranjar lacaios nos dias que correm.

PUBLICADA POR PROVOCAÇÕES

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A PROPAGANDA IMPERIALISTA E FASCISTA LEVOU AGORA NAS TROMBAS ! - Cantora 'executada' na Coreia do Norte dá um concerto com a sua banda de 'fuzilados' Coreia do Norte - Diário Liberdade - Depois de ser notícia na imprensa burguesa e pró-imperialista internacional pela sua "execução" por parte do "regime" norte-coreano, Hyon Song Wol reapareceu cantando no aniversário da fundação do Partido do Trabalho da Coreia.

221013 coreia




Cantora 'executada' na Coreia do Norte dá um concerto com a sua banda de 'fuzilados'


Coreia do Norte - Diário Liberdade - Depois de ser notícia na imprensa burguesa e pró-imperialista internacional pela sua "execução" por parte do "regime" norte-coreano, Hyon Song Wol reapareceu cantando no aniversário da fundação do Partido do Trabalho da Coreia.


Junto à "executada" Hyon Song Wol, com bom aspeto dadas as circunstâncias, compareceu a banda Moranbong, que os grandes meios de comunicação capitalistas internacionais davam por "liquidada" na sua totalidade dentro de uma suposta "operação repressiva" que teria como origem terem participado num vídeo pornográfico.
Hyon Song Wol era considerada pelos media ocidentais "ex-namorada" de Kim Jong Um, dirigente do país, especulando na altura com a possiblidade de que a mulher atual estivesse envolvida na "montagem repressiva" que teria acabado com a jovem e a sua banda "metralhadas".
As execuções decorreram, segundo a "imprensa livre ocidental", entre 20 e 29 de agosto no país asiático. Porém, e ao que tudo indica, as famílias dos integrantes da Moranbong Band, "enviadas para campos de concentração", terão assistido também no passado dia 10 de outubro ao espetáculo musical decorrido na capital do país, quase um mês e meio depois das "execuções" e envios massivos aos "gulags" da RPDC.
vejaOrigem da "notícia": a imprensa "democrática" sul-coreana
A fonte donde terá partido a campanha mediática contra a RPDC foi um diário sensacionalista sul-coreano, The Chosun Ilbo, ao qual a totalidade de jornais e outras corporações, meios e agências "informativas" ocidentais deram absoluta credibilidade, reproduzindo nas suas manchetes a "notícia" da cruel execução de toda uma banda e da sua famosa cantora... que agora repareceram na tv norte-coreana.
Um caso interessante que situa a maquinaria de propaganda "informativa" do grande capital no lugar que lhe corresponde: o contentor do lixo.

Inclui vídeo 3 da pintura de Guernica - Guernica, a história de uma obra Guernica, uma das mais conhecidas obras de Pablo Picasso, retratou os horrores da Guerra Civil Espanhola.





Guernica, a história de uma obra

Guernica, uma das mais conhecidas obras de Pablo Picasso, retratou os horrores da Guerra Civil Espanhola.






A principal imagem existente sobre os horrores daGuerra Civil Espanhola (1936-1939) é o quadroGuernica, pintado por Pablo Picasso em 1937. A produção artística do pintor espanhol causou comoção da opinião pública internacional por retratar as ações militares desencadeadas pelas forças do General Franco contra as populações que habitavam o território espanhol, em especial o intenso bombardeamento realizado sobre a vila de Guernica, ocorrido no mesmo ano de produção da obra do pintor.
A obra Guernica, de Pablo Picasso, retrata os horrores de Guerra Civil Espanhola
A obra Guernica, de Pablo Picasso, retrata os horrores de Guerra Civil Espanhola. *
Guernica era uma vila de mais ou menos 6 mil habitantes situada na região norte da Espanha, em uma das províncias do País Basco. Durante a Idade Média, a vila ficou conhecida por ser local de reunião das Juntas Gerais, o conselho político de Biscaia, e por ser aí que havia ocorrido o juramento dos monarcas espanhóis de respeito aos Foros Bascos, o conjunto de leis que regulamentava e garantia os direitos e costumes deste povo.
A escolha de Franco de bombardear a pequena vila pode estar relacionada a esta dimensão simbólica que ela carrega, já que dessa forma o ditador espanhol poderia humilhar os bascos que haviam assinado, em outubro de 1936, um tratado de autonomia com o Governo Republicano espanhol, o qual Franco havia declarado guerra.
A ação de bombardear e metralhar civis indefesos ocorreu em 26 de abril de 1937, e possivelmente Franco não esperava que causasse a comoção pública internacional verificada, já que não contava com a presença dos correspondentes de guerra que cobriam o conflito espanhol na mesma noite em que se deu o bombardeio. Rapidamente a notícia se espalhou pelos jornais de todo o mundo.
Foi desta divulgação que Pablo Picasso teve a ideia de retratar o ataque. Radicado na França, o pintor havia recebido um pedido do governo republicano espanhol para produzir um quadro que comporia o pavilhão espanhol na Exposição Internacional de Paris de 1937. Como o objetivo era também fazer propaganda contra a insurreição franquista, o choque do pintor com as imagens veiculadas pelos jornais dos destroços causados pelo bombardeio em Guernica levou-o a produzir em pouco mais de um mês a sua obra mais conhecida.
O painel de 3,49 metros de altura por 7,76 metros de comprimento expôs ao público os horrores causados pelo bombardeio dos aviões da Luftwaffe (força aérea alemã) à população de Guernica. Aliados do general Franco, os militares alemães fizeram do ataque à vila um palco de experiências para as posteriores ações aéreas contra os inimigos aliados. Os mais de 300 quilos de bombas serviram para humilhar os bascos, treinar os militares alemães e proporcionar a ideia para a produção de uma das mais conhecidas pinturas do século XX.

www.brasilescola.com


Guernica: a arte e o terror



O mural de Guernica, Picasso, 1937
"Todos vocês sabem que na Espanha nós não nos situamos como meros observadores desinteressados..." - Hitler, em 29 de abril de 1937.

A segunda-feira negra de Guernica

Era uma 2ª feira, dia de feira-livre na pequena cidade da Biscaia. Das redondezas chegavam as suas estreitas ruas os camponeses do vale de Guernica, no país dos bascos, trazendo seus produtos para o grande encontro semanal. A praça ainda estava bem movimentada quando, antes das cinco da tarde, os sinos começaram os seus badalos. Tratava-se de mais uma incursão aérea. Até aquele dia fatídico - 26 de abril de 1937 - Guernica só havia visto os aviões nazistas da Legião Condor passarem sobre ela em direção a alvos mais importantes, situados mais além, em Bilbao. Mas aquela 2ª feira foi diferente. A primeira leva de Heinkels-11 despejou sua bombas sobre a cidadezinha precisamente às 16:45 horas. Durante as 2 horas e 45 minutos seguintes os moradores viram o inferno desabar sobre eles. Estonteados e desesperados saíram para aos arredores do lugarejo onde mortíferas rajadas de metralhadora disparada pelos caças os mataram aos magotes. No fim da jornada contaram-se 1.654 mortos e 889 feridos, numa população não superior a 7 mil habitantes. Quase 40% haviam sido mortos ou atingidos. A repercussão negativa foi tão grande que os nacionalistas espanhóis trataram logo de atribuí-la aos "vermelhos".


Hitler apóia Franco

Na realidade a tragédia começou oito meses antes, na noite de 25 de julho de 1936, quando, entre um acorde e outro de uma ópera wagneriana, Hitler decidiu-se a apoiar Franco. Na semana anterior o general espanhol havia sublevado o exército contra o governo republicano-esquerdista da Frente Popular. O Führer estava em Bayreuth para prestigiar o tradicional festival musical quando recebeu uma carta do caudilho. A solicitação era modesta. Tratava-se de saber se o governo nazista contribuiria com uma dezena de aviões de transporte e algumas armas. Hitler não hesitou. A vitória comunista na Espanha provocaria, por estímulo, a "bolchevização" da França, e seu regime ver-se-ia sitiado por ela e pela URSS de Stalin.


A Legião Condor



Avião alemão da Legião Condor
Em pouco mais de três meses depois chegava à Sevilha, a Legião Condor. Comandada pelo General Sperrle, ela compunha-se de 4 esquadrões de bombardeios e outros 4 de combate, além de unidades antiaéreas, antitanques e de panzers, num total de 6.500 homens. O acordo com os nacionalistas espanhóis concebia uma grande autonomia das forças nazistas que subordinavam-se apenas ao Jefe del Alzamiento, isto é ao próprio Franco. Madri, ainda em mãos dos republicanos esquerdistas, estava, desde o princípio do levante de 18 de julho, submetida a bombardeios aéreos irregulares. Os estrategistas da Luftwaffe de Goering, recém chegados à área do conflito, estavam excitados em aplicar, de forma maciça, uma tática da terra arrasada. Qual seria o efeito dos bombardeios concentrado? Levas de esquadrilhas conduziriam tipos de bombas diferentes - das de fragmentação às incendiarias -, que seriam lançadas em formações compactas, ininterruptamente, sobre um alvo qualquer a ser designado.

A escolha de Guernica



Sobrevivente dos bombardeios (foto de Robert Capa)
A escolha da pequena Guernica deveu-se a vários motivos. A cidade era um alvo fácil, sem proteção antiaérea, além de não ter uma população numerosa. Além disso abrigava um velho carvalho (Guernikako arbola) embaixo do qual os monarcas espanhóis ou seus legados, desde os tempos medievais, juravam respeitar as leis e costumes dos bascos, bem como as decisões da batzarraks (o conselho basco). Como o levante de Franco foi também contra a autonomia regional, a destruição de Guernica serviria como uma lição a todos os que imaginavam uma Espanha federalista ou descentralizada. Assim, quando a notícia da dizimação provocada pelo bombardeamento "científico" chegou aos jornais provocou um frêmito de horror em todos os cantos do mundo. Quase todos os habitantes de cidades, em qualquer lugar do planeta, sentiram instintivamente que estavam sendo apresentados a um outro tipo de guerra, à guerra total, e que, doravante, por vezes, seria mais seguro estar-se numa trincheira no fronte, do que vivendo numa grande capital.

A Guernica de Picasso

Estéticamente quem melhor captou esse sentimento foi Pablo Picasso. Vivendo em Paris desde o início do século, já era uma celebridade quando o Governo da Frente Popular o procurou para que fizesse algumas telas para arrecadar fundos para a República. A violência e a indignação que causou o bombardeio fez com que ele se concentrasse por 5 meses numa grande tela, quase um mural (350,5 x 782,3). Sua primeira aparição deu-se numa Exposição Internacional sobre a Vida Moderna em Paris, no dia 4 de junho de 1937. O público virou-lhe as costas.

Não era algo belo de ser visto. Picasso, para retratar o clima sombrio que envolvia o desastre, utilizou-se da cor negra, do cinza e do branco. Como nunca a máxima de Giulio Argan segundo a qual a "arte não é efusão lírica, é problema" tenha sido tão explicitada, como na composição de Picasso. O painel encontra-se dominado no alto pela luz de um olho-lâmpada - símbolo da mortífera tecnologia - seguida de duas figuras de animais. No centro um cavalo apavorado, em disparada, representa as forças irracionais da destruição. A direita dele, impassível, um perfil picassiano de um touro imóvel. Talvez seja símbolo da Espanha em guerra civil, impotente perante a destruição que a envolvia. Logo a baixo do touro, encontramos uma mãe com o filho morto no colo. Ela clama aos céus por uma intervenção. Trata-se da moderna pietá de Picasso. Uma figura masculina, geometricamente esquartejada, domina as partes inferiores. A direita, uma mulher, com seios expostos e grávida, voltada para a luz, implora pela vida, enquanto outra, incinerada, ergue inutilmente os braços para o vazio, enquanto uma casa arde em chamas. Naquele caos a tecnologia aparece esmagando a vida.


Uma obra-prima do século XX

Foi uma das grandes premonições histórico-estéticas do século. Dois anos depois teria o início o martírio das populações de Varsóvia, de Londres, de Berlim, de Hamburgo, de Leningrado, de Dresden, de Hiroxima e de Nagasaki, que padeceriam, devido aos bombardeamentos em massa, dos mesmos tormentos das imagens dilaceradas do quadro de Picasso. Exatamente por não ter nenhum signo específico de agressão, nenhuma suástica ou distintivo franquista ou falangista, a composição transcendeu os acontecimentos da infausta Guerra Civil espanhola, tornando-se um manifesto estético dos horrores provocados por uma tecnologia a serviço da desumanização. Picasso pintou a obra-prima do século, onde se misturam as contradições da nossa época: progresso e violência, catástrofe e prosperidade.


O separatismo basco

Por concentrarem significativos investimentos ingleses e também por abrigarem um classe empresarial empreendora e profundamente católica (um censo de 1970 apontavam o País Basco e Navarra, em toda a Espanha, como os maiores índices de freqüência às missas: 71,3%), os países bascos não conheceram à época do franquismo uma repressão tão violenta como a que se abateu sobre a Catalunha e Valência. Logo depois a Guerra Civil, casas bancárias de Bilbao e de Biscaia expandiram-se para o restante da Espanha, enquanto empresas bascas dedicadas ao comercio de azeite passaram quase a monopoliza-lo em todo o país. Porém essa relativa tolerância (exceção feita ao idioma basco, o euskara, perseguido sem descanso pelos franquistas) para com os antigos anseios autonomistas dos bascos, não fez com que eles desistissem de manter um governo basco no exílio, na vizinha França mais propriamente.

Em 1957, um significativo grupo de estudantes bascos, militantes do PNV (Partido Nacional Vasco), que viajaram para lá, a titulo de estudos, depois de entrevistarem-se com José Maria Leizaola, chefe do governo Euzkadi (Basco) no exílio, com quem se desentenderam, decidiram-se pela opção armada. Ao contrário de Leizaola, que não simpatizava com a linha da ação violenta, os jovens bascos acreditavam que com o apoio do proletariado, da nova geração que formava no estertor do franquismo, e num clero cada vez mais combativo era possível retomar as bandeiras do separatismo, dando-lhe uma conotação pró-socialista.


Um comunicado do ETA (foto de 1982)

Surgimento do ETA

Bartolomé Bennassar, ao analisar o caso basco ("Pais basco: génesis de una tragedia, in Historia de los españoles. Vol II, Cap. 12, 1989), identifica no desentendimento entre PNV e o ETA, um típico caso de conflito de gerações, onde os mais jovens rebelam-se contra o imobismo dos mais velhos, no caso, os integrantes do PVN (em sua grande maioria ex-veteranos da Guerra Civil de 1936-1939). Como não poderia deixar de acontecer, a nova geração estimulada pelos feitos revolucionários que então corriam o mundo (a Revolução Cubana ocorrera em janeiro de 1959), decidiu-se fundar, no dia 31 de julho de 1959, uma nova agremiação identificada com a luta armada revolucionária: o ETA (Euzkadi Ta Azkatasuna = Pátria basca e liberdade).

Para arrancar o movimento autonomista do imobilismo em que e encontrava, decidiram-se por ações espetaculares contra o regime franquista. Além de ampla panfletagem e distribuição de jornais clandestinos, no dia 18 de julho de 1961 praticaram um atentado a bomba contra um trem carregado de veteranos franquistas em San Sebastian, dando início a fase mais violente da luta. Portanto, há quarenta anos que os atentados fazem parte do cotidiano dos espanhóis. O mais espetacular deles todos foi quando o ETA, ainda na época franquista, explodiu uma poderosa bomba no carro do Primeiro Ministro Almirante Carreiro Blanco, em Madri.


As divisões do separatismo basco


DataDesignaçãoObjetivos
1894PNV (Partido Nacional Vasco)Lutar pela autonomia do país basco. Depois da derrota na Guerra Civil de 1936, formação do Governo Euzkadi no exílio (1939-1975)
1959ETA (Euzkadi Ta Azkatasuna = Pátria basca e liberdade)Recuperar, via armada, a autonomia e a independência dos bascos, perdida na Guerra Civil de 1936-1939.
1966Divisão do ETA: ETA-V (nacionalistas) e ETA-VI (marxistas-leninistas)Uma facção luta apenas para recupera a autonomia basca, aceitando um caminho pacífico no futuro. A outra, propõe-se a uma luta revolucionária pela independência,
1975Fim do franquismo. . Nova divisão no ETA, entre a ala militar (ETA-M) e a civil. HB (Herri Batasuna = unidade do povo), braço civil do ETA, EE (Euzkadiko Ezkerra = esquerda basca)A ETA-M pretende-se integrada no movimento revolucionário internacional aproximando-se do IRA (católicos irlandeses), das Brigadas Vermelha italianas.


Gravuras: Bartolomé Bennassar - Historia de los españoles, vol II, Grijalbo, Barcelona

Horrores de guerra - Fim dos tempos?

Seul denuncia primeiro-ministro japonês por possível provocação em relação a cruéis crimes de guerra que vitimaram sul-coreanos e outros povos na Segunda Guerra – 



Sninzo Abe, primeiro-ministro do Japão, suscitou grande polêmica ao posar para fotógrafos da imprensa no cockpit de um avião de guerra (no detalhe da foto reproduzida acima).
Mas... por que tanta polêmica? Acontece que na fuselagem do caça Kawasaki T-4 utilizado para treinamento, “pilotado” por Abe, está pintado o número 731, que lembra uma triste passagem da Segunda Guerra Mundial.

A chamada Unidade 731 era um complexo em Pingfang, nordeste da China (foto abaixo), país dominado pelo Japão no início d século 20. De 1930 a 1945, a 735 realizava intensas pesquisas de armas biológicas com cobaias... humanas. Chineses, coreanos e até soviéticos e norte-americanos serviam de objeto forçado de “estudo” com cirurgias grosseiras (sem anestesia), amputações e contágio intencional de doenças, entre muitas outras formas de crueldade. Dezenas de milhares de mortos fizeram valer o apelido do encarregado pela unidade, Shiro Ishii: o “Mengele japonês” – alusão a Joseph Mengele, médico nazista que fez experiências semelhantes com prisioneiros judeus e, secretamente, refugiou-se sob identidade falsa no Embu, município próximo a São Paulo, descoberto somente depois de morto.
Grande parte dos membros da 731, notadamente seus líderes, escaparam após a guerra de um julgamento pelas atrocidades cometidas, “negociando” com os adversários o acesso aos dados de suas pesquisas. Somente 12 deles foram julgados e condenados, mas pela União Soviética, levados para os campos de trabalho forçado na Sibéria – embora também quisessem os dados japoneses das experiências.
15 anos de terror
Chamar de cruéis as experiências feitas com os prisioneiros é aliviar bastante a realidade. Ninguém era poupado entre homens, mulheres (inclusive gestantes), idosos ou crianças, e até mesmo alguns presos por “atividades suspeitas” contra o regime japonês, comprovadas ou não.
Alguns prisioneiros eram presos a estacas em campo aberto, utilizados como alvos para experiências sobre as melhores distâncias para lançamento de granadas e outros explosivos, bem como o uso de lança-chamas e outros agentes químicos. Algumas vítimas eram simplesmente penduradas de cabeça para baixo, ou deixadas completamente sem água e comida e ar, submetidos a câmaras de alta pressão, poderosíssimas centrífugas e a temperaturas muito elevadas ou extremamente baixas, somente para que fosse determinado quanto tempo sobreviviam nessas condições.
Sangue de diversos animais era injetado nas cobaias humanas só para os “cientistas” descobrirem se era viável para transfusões. Muitos eram sepultados vivos para que, exumados, fossem objeto do estudo da morte por esse método. Membros eram congelados com seus donos ainda vivos, ou cortados e reimplantados em outros lugares do corpo em experiências bizarras.
Os prisioneiros foram infectados por agentes de doenças como peste bubônica, varíola, cólera, botulismo e várias outras para o estudo de seus efeitos e utilização em bombas químicas e as chamadas “bombas de pulgas”, que vinham a ser recipientes de barro com pulgas infectadas, que espalhariam as doenças pela população inimiga. Também estudavam a contaminação de alimentos e roupas, lançados por via aérea como “ajuda humanitária” das autoridades em comunidades chinesas não ocupadas pelas forças japonesas. Entre os alimentos, muitos doces e outras guloseimas, claramente direcionados às crianças. Elas, aliás, eram um capítulo à parte em relação às atrocidades (inclusive bebês), ao ponto de algumas servirem de “brinquedos” para os soldados japoneses da unidade, que as espetavam com suas baionetas e as jogavam longe.
Esses são somente alguns dos horrores, entre centenas de outros, praticados no complexo de 6 quilômetros quadrados, composto por mais de 150 prédios. A área foi abandonada e seus integrantes fugiram de volta para o Japão quando os soviéticos invadiram a China, em agosto de 1945. Algumas fotos do lugar e das experiências não serão usadas nesta matéria por seu teor extremamente impressionante.
Provocação ou coincidência?
As autoridades e o povo da Coreia do Sul não gostaram nem um pouco de ver o político japonês brincando de Top Gun para a imprensa com o citado número em destaque na foto, o que Seul declarou publicamente como um grande desrespeito. “É como se a chanceler alemã Angela Merkel embarcasse num avião marcado com uma suástica”, considerou um veterano do partido conservador sul-coreano Saenuri em uma matéria publicada no jornal francês Le Monde (de cuja versão online foi reproduzida a foto do início deste texto). Alguns dirigentes sul-coreanos afirmam que não é a primeira vez que Shinzo Abe os provoca, segundo o mesmo periódico.
Em comunicado à imprensa, o Ministério da Defesa japonês nega que haja alguma relação do número pintado na aeronave com o episódio da Segunda Guerra.

Governo mantém extinção de quase 50 tribunais A última proposta do Ministério da Justiça para a Reforma Judiciária mantém a extinção de quase meia centena de tribunais com algumas alterações dos concelhos visados e a substituição por mais secções de proximidade. O documento aponta para a extinção de 47 tribunais, menos dois do que a proposta conhecida há um ano.

Governo mantém extinção de quase 50 tribunais


A última proposta do Ministério da Justiça para a Reforma Judiciária mantém a extinção de quase meia centena de tribunais com algumas alterações dos concelhos visados e a substituição por mais secções de proximidade. O documento aponta para a extinção de 47 tribunais, menos dois do que a proposta conhecida há um ano.
De acordo com o documento, citado pela Agência Lusa, a extinção de 47 tribunais contempla os que encerram definitivamente e aqueles que serão substituídos por secções de proximidade.
Comparando com a proposta anunciada há um ano, o número de tribunais a encerrar passa de 26 para 22 e o número de secções de proximidade aumenta de 23 para 25.
As novidades passam pela retirada da lista de encerramentos dos tribunais de Oleiros, em Castelo Branco, e Melgaço, em Viana do Castelo, que surgem agora como secções de competência genérica, e pelo encerramento do tribunal da Meda, na Guarda, para onde estava anteriormente prevista uma secção de proximidade.
O número de secções de proximidade é maior na nova versão e passam a abranger concelhos que inicialmente ficariam sem tribunais como Alfândega da Fé, em Bragança, Avis, em Portalegre ou Golegã, em Santarém.
Os dados constam do anteprojeto de decreto-lei do Regime de Organização e Funcionamento dos Tribunais Judiciais, citado esta terça-feira pela Agência Lusa, e que regulamenta a Lei da Organização do Sistema Judiciário publicada a 26 de agosto em "Diário da República".
O Ministério da Justiça tinha 60 dias para proceder à regulamentação, depois da publicação, e a poucos dias de terminar o prazo está a distribuir a proposta de anteprojeto de decreto-lei para apreciação dos grupos parlamentares e parceiros sociais.
No preâmbulo do anteprojeto de decreto-lei, o Ministério da Justiça justifica que se "reequacionaram algumas propostas entretanto divulgadas, em resultado de audições e consultas públicas, bem como da análise detalhada às características das comarcas existentes, ao respetivo volume processual, ao contexto geográfico e demográfico onde estas se inserem, à dimensão territorial de algumas das instâncias locais, à qualidade do edificado existente e à dimensão de recursos humanos em causa".
Na lista definitiva de encerramentos constam os tribunais de Carrazeda de Ansiães, em Bragança, Penela, em Coimbra, Portel, em Évora, Monchique, em Faro, Fornos de Algodres e Meda, na Guarda, Bombarral, em Leiria, Cadaval (Lisboa Norte), Castelo de Vide, em Portalegre, Sines, em Setúbal, Sever do Vouga, em Aveiro, e Paredes de Coura, em Viana do Castelo.
Os distritos onde está previsto o maior número de tribunais a fechar são Vila Real, com Boticas, Mesão Frio, Murça e Sabrosa, e Viseu, com Armamar, Castro Daire, Resende e Tabuaço.
Santarém perde os tribunais de Ferreira do Zêzere e Mação.
Os tribunais serão substituídos por secções de proximidade em Povoação e Nordeste (Açores), Mértola (Beja), Vinhais, Vimioso, Miranda do Douro e Alfândega da Fé (Bragança) Penamacor (Castelo Branco) Mira, Pampilhosa da Serra e Soure (Coimbra), Arraiolos (Évora), Sabugal (Guarda), Alvaiázere e Ansião (Leiria), São Vicente (Madeira), Nisa e Avis (Portalegre), Alcanena e Golegã (Santarém), Alcácer do Sal (Setúbal), Mondim de Basto (Vila Real) e São João da Pesqueira, Vouzela e Oliveira de Frades (Viseu).
O essencial da reforma consta da lei aprovada em agosto e que reduz os atuais 231 tribunais de comarca e 77 tribunais de competência especializada a 23 tribunais judiciais de 1/a instância, com uma abrangência territorial correspondente aos distritos que passam a denominar-se tribunais de comarca.
Cada tribunal de comarca é composto por uma instância central e por diversas instâncias locais que são secções de competência genérica ou de proximidade.

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