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quinta-feira, 17 de outubro de 2013

ideias que melhoram o mundo

ideias que melhoram o mundo


Carro a ar?
Sim, é ideia da indiana Tata. O Airpod é movido a ar comprimido.
O carro chega a 80 km/h e tem autonomia de 200 km .
Um tanque guarda 175 litros de ar comprimido que pode ser preenchido em casa ou postos especiais.
Preço? Em torno de 7 mil euros [R$ 21 mil].

+++

Molecada no recreio pode gerar eletricidade.


Numa escola de Gana, África, um gira gira da Fast Company gera 150 watz/hora com a brincadeira.
Energia armazenada em baterias que iluminam, depois, a própria escola.
O Employer Play custa, com instalação, uns 10 mil dólares [R$ 22 mil].


+++

A Universidade de Oxford desenvolve uma tinta que, aplicada num vidro, gera energia através da captação solar.
Vem em qualquer cor.
É mais do que embrulhar um prédio em células fotovoltaicas.
É uma usina de energia instalada. E custa 10% a mais do que um vidro comum.

blogs.estadao.com.br

O maior palácio residencial do mundo O Istana Nurul Iman palácio é a residência oficial do sultão de Brunei, Hassanal Bolkiah, e a sede do governo de Brunei.

O maior palácio residencial do mundo


O Istana Nurul Iman palácio é a residência oficial do sultão de Brunei, Hassanal Bolkiah, e a sede do governo de Brunei.

Após a conclusão, Istana Nurul Iman, tornou-se o maior palácio residencial do mundo e maior residência unifamiliar já construída.


O palácio está situado em uma expansão ribeirinha frondosa, de morros, nas margens do Rio Brunei, a poucos quilômetros ao sul de Bandar Seri Begawan, capital do Brunei.


O nome "Istana Nurul Iman" significa Palácio da luz da fé. Foi feito com estilo arquitetônico de cúpulas douradas e telhados abobadados para influências islâmicas.


A construção foi feita por Ayala International, uma empresa de construção filipina, e concluída em 1984, a um custo total de cerca de US $ 1,4 bilhão de dólares.


O palácio contém 1.788 quartos, dos quais 257 casas de banho, uma sala de banquetes que pode ser expandida para acomodar até 5.000 hóspedes e uma mesquita com capacidade para 1.500 pessoas.


O palácio também inclui uma garagem para 110 carros, um estábulo com ar condicionado para o pôneis, cinco piscinas, 564 lustres, 51.000 lâmpadas, 44 escadas, e 18 elevadores. No total, Istana Nurul Iman contém 200.000 m² de área construída.


O sultão tem suas audiências oficiais no palácio, é usado para todas as funções de Estado e serve como a sede do governo de Brunei. No entanto, de acordo com a sua principal utilização como residência pessoal do sultão, o palácio abriga uma coleção enorme de carros, que inclui Ferraris e Bentleys, bem como 165 Rolls Royces.


O palácio não está aberto ao público, exceto na celebração anual islâmica de Hari Raya Aidilfitri, quando o palácio recebe cerca de 110.000 visitantes ao longo de um período de três dias. O palácio é aberto também para os muçulmanos durante 10 dias do período de Ramadã.

Localização por satélite

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INCLÚI VIDEO - O maior rio do mundo O rio Amazonas corta todo o norte da América do Sul, ao centro da Floresta Amazônica. É o maior rio do mundo, tanto em volume de água quanto em comprimento (6937,08 km de extensão), nas cheias a distância de uma margem a outra pode chegar a 50 km.

O maior rio do mundo

O rio Amazonas corta todo o norte da América do Sul, ao centro da Floresta Amazônica. É o maior rio do mundo, tanto em volume de água quanto em comprimento (6937,08 km de extensão), nas cheias a distância de uma margem a outra pode chegar a 50 km.


Tem sua origem na nascente do rio Apurímac (alto da parte ocidental da cordilheira dos Andes), no sul do Peru, e deságua no Oceano Atlântico junto ao rio Tocantins no Delta do Amazonas, no norte brasileiro.


Ao longo de seu percurso recebe, ainda no Peru, os nomes de Carhuasanta, Lloqueta, Apurímac, Rio Ene, Rio Tambo, Ucayali e Amazonas (Peru). Entra em território brasileiro com o nome de rio Solimões e finalmente, em Manaus, após a junção com o Rio Negro, recebe o nome de Amazonas e como tal segue até a sua foz no Oceano Atlântico.


Por muito tempo, acreditou-se que o rio Amazonas era o mais caudaloso do mundo, porém o segundo maior em comprimento, depois do rio Nilo). A controvérsia foi solucionada em 2007, após expedição científica do IBGE em conjunto com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), com a Agência Nacional de Águas, e o Instituto Nacional Geográfico do Peru (IGN).


Devido a grande quantidade de sedimentos carregada por suas águas e depositada em sua foz em forma de delta estuarino, faz com que sua extensão aumente cerca de 1 km por ano.


Centro da maior bacia hidrográfica do mundo, ultrapassando os 7 milhões de km², a maior parte do rio está inserida na planície sedimentar Amazônica, embora a nascente em sua totalidade seja acidentada e de grande altitude.


A área coberta por água no rio Amazonas e seus afluentes mais do que triplica durante as estações do ano. Em média, na estação seca, 110 000 km² estão submersos, enquanto que na estação das chuvas essa área chega a ser de 350 000 km². No seu ponto mais largo atinge na época seca 11 km de largura, que se transformam em 50 km durante as chuvas.


Possui mais de mil afluentes, e portanto é maior que o Nilo com seus 6.852 km de extensão, sendo então o mais longo rio do mundo. Sua bacia hidrográfica é a maior do mundo, com uma superfície de aproximadamente sete milhões de km². O Amazonas é de longe o rio mais caudaloso do mundo, com um volume de água cerca de 60 vezes o do rio Nilo.


A quantidade de água doce lançada pelo rio no Atlântico é gigantesca: cerca de 209 000 m³/s, ou um quinto de toda a água fluvial do planeta. Na verdade, o Amazonas é responsável por um quinto do volume total de água doce que deságua em oceanos em todo o mundo.


Veja o vídeo do Rio Amazonas. 
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Superando o Medo :: Elisabeth Cavalcante :: A vida exige de nós - o tempo todo - uma grande capacidade de adaptação. Aqueles que temem a mudança e a perda de uma situação confortável, onde tudo já é conhecido, são os que mais sofrem sempre que um novo desafio é apresentado pela existência. A cada momento podemos ser surpreendidos por novas situações e circunstâncias e se não estivermos conscientes desta realidade, as mudanças sempre nos trarão ansiedade e medo.

Superando o Medo
Superando o Medo

:: Elisabeth Cavalcante :: 


A vida exige de nós - o tempo todo - uma grande capacidade de adaptação.
Aqueles que temem a mudança e a perda de uma situação confortável, onde tudo já é conhecido, são os que mais sofrem sempre que um novo desafio é apresentado pela existência.

A cada momento podemos ser surpreendidos por novas situações e circunstâncias e se não estivermos conscientes desta realidade, as mudanças sempre nos trarão ansiedade e medo.

Temos a tendência natural de evitar os imprevistos, como se eles sempre significassem uma ameaça. A melhor forma de nos libertarmos do medo é aceitar as mudanças como oportunidades de crescimento em nossa jornada evolutiva.

Visto que nossa passagem por este planeta tem uma curta duração, devemos aproveitar, a cada dia, a chance de superar a nós mesmos e nossas limitações, e experimentar a alegria da vitória sobre a negatividade da mente, sempre que ela tentar nos dominar.

O medo é determinado pelo receio do ego em perder o controle sobre nós. Por isso, somente a sintonia permanente com nosso verdadeiro Ser pode nos dar a coragem para aceitar as dificuldades como bênçãos. Sem ela, continuaremos presas fáceis da ansiedade, da descrença em nosso poder e da postura de vitima que o ego insiste em nos impor.

Quando um novo desafio surgir e o medo se fizer presente, que possamos, apesar dele, seguir em frente com confiança e a certeza de que a vitória sobre o desconhecido e a insegurança trazem como resultado uma imensa alegria.

...A palavra coragem é muito interessante. Ela vem da raiz cor, que signfica coração. Portanto, ser corajoso significa viver com o coração. E os fracos, somente os fracos vivem com a cabeça; receosos, eles criam em torno deles uma segurança baseada na lógica. Com medo, fecham todas as janelas e portas - com teologia, conceitos, palavras, teorias - e do lado de dentro dessas portas e janelas fechadas, eles se escondem.

O caminho do coração é o caminho da coragem. É viver na insegurança, é viver no amor e confiar, é enfrentar o desconhecido. É deixar o passado para trás e deixar o futuro ser. Coragem é seguir trilhas perigosas. A vida é perigosa. E só os covardes podem evitar o perigo - mas aí já estão mortos.

A pessoa que está viva, realmente viva, sempre enfrentará o desconhecido. O perigo está presente, mas ela assumirá o risco. O coração está sempre pronto para enfrentar riscos; o coração é um jogador. A cabeça é um homem de negócios. Ela sempre calcula - ela é astuta. O coração nunca calcula nada.

...Coragem significa enfrentar o desconhecido apesar de todos os medos. Coragem não significa ausência de medo. A ausência de medo acontece se você passa a ser cada vez mais corajoso. Essa é a experiência máxima de coragem - a ausência de medo.

É esse o sabor quando a coragem tornou-se absoluta. Mas, de inicio, não há muita diferença entre o covarde e o corajoso. A única diferença é que o covarde dá ouvidos aos seus medos e os segue, enquanto o corajoso os põe de lado e segue em frente. O corajoso enfrenta o desconhecido apesar de todos os medos. Ele conhece os medos, eles estão ali.

...Enfrentar o desconhecido dá a você certa excitação. O coração começa a pulsar novamente, volta a se sentir vivo, totalmente vivo. Cada fibra do seu ser está vibrando porque você aceitou o desafio do desconhecido.

Aceitar o desafio do desconhecido, apesar de todo o medo, é coragem. Os medos estão ali, mas se você aceita o desafio várias vezes seguidas, devagarinho os medos desaparecem. A experiência de alegria que o desconhecido traz, o grande êxtase que começa a acontecer com o desconhecido, torna você forte o bastante, lhe dá certa integridade, aguça sua inteligência.

...Basicamente coragem é pôr em risco o conhecido em favor do desconhecido, o familiar em favor do estranho, o confortável em favor do desconfortável - árdua peregrinação rumo a algum destino desconhecido. Nunca se sabe se você será capaz de fazer isso ou não. É um jogo arriscado, mas só os jogadores sabem o que é a vida. 

Osho, do livro: Coragem, o prazer de viver perigosamente.


somostodosum.ig.com.br

As propostas do PCP e o seu apagamento (...)O cirúrgico apagamento do PCP É, tem sido, um objectivo estratégico e um esforço persistente da «alternância», do PSD, PS e CDS, das forças de classe do grande capital, a negação do PCP como possuidor de um projecto de política alternativa contraposta à política de direita.

As propostas do PCP e o seu apagamento


(...)O cirúrgico apagamento do PCP

É, tem sido, um objectivo estratégico e um esforço persistente da «alternância», do PSD, PS e CDS, das forças de classe do grande capital, a negação do PCP como possuidor de um projecto de política alternativa contraposta à política de direita.
Na incapacidade de o aniquilarem como partido, nomeadamente pelo voto, pelo «abraço de urso» (expressão corrente para designar a aceitação de coligação com a social-democracia/PS para se comprometer com a política de direita), pela tentativa de divisão partidária, pela desfiguração política-ideológica, muitas outras formas e meios têm sido postos em prática.
Esse esforço, sistematicamente desenvolvido ao longo dos anos pelo PS, PSD e CDS, tem sido coadjuvado por «especialistas»/politólogos, comentadores e articulistas, e pelos principais órgãos de informação – grande imprensa diária, canais de radiodifusão e televisão, inclusive os de propriedade pública. Com todo o suporte e apoio da oligarquia financeira… que os controla!
Avultam também as propostas legislativas para alterações do sistema eleitoral e de representação institucional, visando uma bipolarização partidária, ou bipartidarização, como nos EUA, Reino Unido, etc.
O eclipse do PCP, pela anulação da sua presença e visibilidade no campo mediático, é outra constante. Não é um problema de hoje. Mas a percepção (e o risco) de que a sua influência/expressão eleitoral pode crescer, e a consciência (não assumida e menos ainda explicitada) da sua razão histórica relativamente à crise que assola o País, tende a ampliar a sua marginalização, silenciamento, obscurecimento no campo político-mediático.
Assim, a par da presença de alguns deputados em rubricas regulares de debate televisivo/radiofónico, e da (em geral má) cobertura das iniciativas do Secretário-geral, o PCP está quase completamente ausente noutras versões mediáticas do confronto e comentário político. Outras são as escolhas do sistema mediático: as que servem a «alternância»!
É extraordinário que a situação não levante nenhum problema ou suscite reflexão aos que regularmente, por profissão ou estudo, opinam sobre estas coisas, mesmo se está longe qualquer ideia de que tal poderia ser preocupação da Entidade Reguladora da Comunicação Social (ERCS)!
A crise e o estado a que o País chegou confirmam inteiramente as razões e a justeza das análises e combates realizados pelo PCP nas últimas três décadas. O que constitui um enorme património político do PCP.
Razão quando, a 5 de Abril de 2011, antes ainda do pedido de intervenção estrangeira pelo Governo PS/Sócrates, acompanhado pelo PSD e CDS, e empurrados pelos oligarcas da banca, reclamou a renegociação da dívida externa.
As razões e a justeza das análises e combates do PCP são particularmente visíveis (para quem queira ver!) em três vertentes. Nas consequências da adesão à CEE/UE e (posteriormente) na aprovação do Tratado de Maastricht, entrada na UEM e adopção da Moeda Única/Euro. Nas políticas que fragilizaram e reduziram a produção nacional. Na tese de que a recuperação capitalista (monopolista, latifundista e imperialista) seria acompanhada, inexoravelmente, pela degradação do regime democrático de Abril.
Vale a pena sublinhar que a política de direita e particularmente a política de privatizações, com a reconstituição plena do sistema dos Grupos Económicos Monopolistas, conduziram a uma situação em que quem determina a política nacional é cada vez menos o povo português, mas os que ilegitimamente se apropriaram de alavancas fundamentais da economia portuguesa. A degradação do regime democrático de Abril é indissociável do processo de domínio dos principais grupos económicos monopolistas sobre a sociedade e a vida dos portugueses. A corrupção é indissociável da promiscuidade dos grandes negócios com o poder político, da violação do princípio constitucional de subordinação do poder económico ao poder político.
É evidente que aquele património político é um enorme engulho para os beneficiários da «alternância». É por isso que se procede ao prático apagamento do PCP.
Não o fazer significava reconhecer as razões dos alertas do PCP, significava reconhecer as verdadeiras causas pela situação de desastre em que o País se encontra, e não as falsas «narrativas» que justificaram a subscrição do Pacto de Agressão.
Não o fazem porque seria igualmente reconhecer o erro absoluto das políticas em curso, para abrir caminhos à saída da crise.
Vale a pena referir o caso do euro pela sua actualidade. O euro/UEM, pelo seu papel central nas causas da crise do país e por ser o elo principal de teias económicas e políticas que amarram o país à crise, constitui um autêntico nó górdio no desatar das necessárias respostas, e está hoje no centro dos debates políticos. Sair ou não sair, e se sim, como, ganhou uma evidente centralidade nos media. Nesse debate procura fazer-se tábua rasa do «património do PCP», pelo silêncio (a forma mais grave) e/ou pela deturpação do seu posicionamento. Uma fórmula recorrente é o destaque de
uma autoridade académica (hoje) reconhecida, como João Ferreira do Amaral, que se opôs à adesão ao euro (e cuja intervenção sempre valorizamos), atribuindo-lhe o monopólio dessa posição.
Alguns exemplos. Fernando Madrinha, no seu habitual artigo no Expresso (2 de Julho/2012), destaca uma entrevista de João Ferreira do Amaral na SIC-Notícias, sob o título «Uma voz solitária». Clara Ferreira Alves, na Revista do Expresso (4 de Maio/2013), com capa dedicada ao «Vamos sair do euro», entrevista João Ferreira do Amaral. Ana Sá Lopes, Editorial do Jornal i (6 de Junho/2013): «Euro: debater a saída é muito bom».
Foram vãs as tentativas de que fossem publicadas cartas corrigindo as erróneas afirmações, nem os seus autores deram qualquer resposta às missivas que lhes foram dirigidas!
É inumerável o chorrilho e admiráveis os nomes dos que descobriram os malefícios do «euro», sem nunca lhes vir à memória o que disseram no processo da adesão e o que disseram das posições do PCP. Pensa na saída do euro Pedro Santana Lopes: «Por mim sempre fui um céptico»! Fala da «ilusão da adesão ao euro» José Manuel Fernandes, director do Público durante anos! Ou Bagão Félix, para quem o euro «É um erro de palmatória»!(...)
Tirado do artigo de Agostinho Lopes -Militante de Outubro



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Penso eu Pensei que o Roberto Carlos tivesse o direito de preservar sua vida pessoal. Parece que não. Também me disseram que sua biografia é a sincera homenagem de um fã. Lamento pelo autor, que diz ter empenhado 15 anos de sua vida em pesquisas e entrevistas com não sei quantas pessoas, inclusive eu. Só que ele nunca me entrevistou.


Penso eu

Pensei que o Roberto Carlos tivesse o direito de preservar sua vida pessoal. Parece que não. Também me disseram que sua biografia é a sincera homenagem de um fã. Lamento pelo autor, que diz ter empenhado 15 anos de sua vida em pesquisas e entrevistas com não sei quantas pessoas, inclusive eu. Só que ele nunca me entrevistou.

O texto de Mário Magalhães sobre o assunto das biografias me sensibilizou. Penso apenas que ele forçou a mão ao sugerir que a lei vigente protege torturadores, assassinos e bandidos em geral. Ele dá como exemplo o Cabo Anselmo, de quem no entanto já foi publicada uma biografia. A história de Consuelo, mulher e vítima do Cabo Anselmo, também está num livro escrito pelo próprio irmão. Por outro lado, graças à lei que a associação de editores quer modificar, Gloria Perez conseguiu recolher das livrarias rapidamente o livro do assassino de sua filha. Da excelente biografia de Carlos Marighella, por Mário Magalhães, ninguém pode dizer que é chapa-branca. Se fosse infamante ou mentirosa, ou mesmo se trouxesse na capa uma imagem degradante do Marighella, poderia ser igualmente embargada, como aliás acontece em qualquer lugar do mundo. Como Mário Magalhães, sou autor da Companhia das Letras e ainda me considero amigo do seu editor Luiz Schwarcz. Mas também estive perto do Garrincha, conheci algumas de suas filhas em Roma. Li que os herdeiros do Garrincha conseguiram uma alta indenização da Companhia das Letras. Não sei quanto foi, mas acho justo.

O biógrafo de Roberto Carlos escreveu anteriormente um livro chamado “Eu não sou cachorro não”. A fim de divulgar seu lançamento, um repórter do “Jornal do Brasil” me procurou para repercutir, como se diz, uma declaração a mim atribuída. Eu teria criticado Caetano e Gil, então no exílio, por denegrirem a imagem do país no exterior. Era impossível eu ter feito tal declaração. O repórter do “JB”, que era também prefaciador do livro, disse que a matéria fora colhida no jornal “Última Hora”, numa edição de 1971. Procurei saber, e a declaração tinha sido de fato publicada numa coluna chamada Escrache. As fontes do biógrafo e pesquisador eram a “Última Hora”, na época ligada aos porões da ditadura, e uma coluna cafajeste chamada Escrache. Que eu fizesse tal declaração, em pleno governo Médici, em entrevista exclusiva para tal coluna de tal jornal, talvez merecesse ser visto com alguma reserva pelo biógrafo e pesquisador. Talvez ele pudesse me consultar a respeito previamente e tirar suas conclusões. Mas só me procuraram quando o livro estava lançado. Se eu processasse o autor e mandasse recolher o livro, diriam que minha honra tem um preço e que virei censor.

Nos anos 70 a TV Globo me proibiu. Foi além da Censura, proibiu por conta própria imagens minhas e qualquer menção ao meu nome. Amanhã a TV Globo pode querer me homenagear. Buscará nos arquivos as minhas imagens mais bonitas. Escolherá as melhores cantoras para cantar minhas músicas. Vai precisar da minha autorização. Se eu não der, serei eu o censor.

Chico Buarque
No O Globo

welcome to portugal, a paradise on earth


Pires de Lima "Sou um soldado disciplinado e leal dentro deste Governo" O ministro da Economia, António Pires de Lima, justificou esta manhã aos jornalistas a manutenção do IVA na restauração nos 23%, sustentando que o seu ministério “fez tudo o que podia” para descer a taxa mas, como “soldado disciplinado e leal” que é “dentro do Governo”, teve de “acatar a decisão” tomada em Conselho de Ministros para que Portugal regresse aos mercados em Julho de 2014.

Pires de Lima "Sou um soldado disciplinado e leal dentro deste Governo"
O ministro da Economia, António Pires de Lima, justificou esta manhã aos jornalistas a manutenção do IVA na restauração nos 23%, sustentando que o seu ministério “fez tudo o que podia” para descer a taxa mas, como “soldado disciplinado e leal” que é “dentro do Governo”, teve de “acatar a decisão” tomada em Conselho de Ministros para que Portugal regresse aos mercados em Julho de 2014.
POLÍTICA
Sou um soldado disciplinado e leal dentro deste Governo
DR
No sentido de pôr um ponto final à questão do IVA, que de acordo com a proposta do Orçamento do Estado para o próximo ano vai manter-se nos 23%, o ministro da Economia, António Pires de Lima, afirmou esta manhã, à margem de uma visita à Nokia/Siemens em Alfragide, que “a intransigência da troika na meta dos 4% do défice para 2014 veio tornar mais difícil a defesa do IVA da restauração”.
Ainda assim, posso garantir que o Ministério da Economia fez tudo o que estava ao seu alcance para que o Governo considerasse seriamente este sinal importante que entendemos que devia ser dado para garantir a sustentabilidade deste sector”, assegurou Pires de Lima.
Porém, justificou, “há um tempo para decidir e [depois] acatar a decisão tomada em Conselho de Ministros” e como se assume como “um soldado disciplinado e leal dentro deste Governo” teve de abdicar da descida do IVA “para que Portugal possa vencer o principal desafio que é em Julho de 2014 ter acesso aos mercados.”
Sobre o Orçamento do Estado para o próximo ano, Pires de Lima esclareceu que o documento tem dois objectivos: “por um lado, cumprirmos com as metas impostas [em relação ao] défice, e consolidação orçamental, por outro lado, procura ter o cuidado de fazer essa consolidação pelo lado da despesa pública e, nesse sentido minimizar, o impacto na economia.”
O ministro esclareceu ainda que o “grosso das medidas de redução da despesa pública” já foram discutidas e analisadas “há vários meses, aquando da sétima avaliação da troika”, e “perspectivam um crescimento do PIB de 0,8% e uma estabilização do nível de desemprego”.
Isto será, concluiu, “fundamental para que Portugal possa terminar o seu programa de assistência, cumprindo o que é exigido, e regressar aos mercados em Julho de 2014”.

Reacção Cavaco diz no BPN apenas foi depositante O Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, reiterou hoje que a única relação que teve com o BPN ou as suas empresas foi enquanto depositante para aplicação de poupanças quando era professor universitário. PAÍSCavaco diz no BPN apenas foi depositante Lusa Share on printShare on emailMore Sharing Services Numa declaração escrita do chefe de Estado enviada à Agência Lusa a propósito das afirmações proferidas na quarta-feira por Mário Soares, o chefe de Estado sublinha que o antigo Presidente da República devia saber que a sua relação com o BPN já foi esclarecida "em devido tempo".

Reacção 

Cavaco diz no BPN apenas foi depositante
O Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, reiterou hoje que a única relação que teve com o BPN ou as suas empresas foi enquanto depositante para aplicação de poupanças quando era professor universitário.
PAÍS
Cavaco diz no BPN apenas foi depositante
Lusa
Numa declaração escrita do chefe de Estado enviada à Agência Lusa a propósito das afirmações proferidas na quarta-feira por Mário Soares, o chefe de Estado sublinha que o antigo Presidente da República devia saber que a sua relação com o BPN já foi esclarecida "em devido tempo".
"Devia saber que esclareci, em devido tempo, que nunca tive qualquer relação com o BPN ou com as suas empresas, a não ser a de depositante para aplicação de poupanças, quando era professor universitário. Esqueceu mesmo o esclarecimento que, pessoalmente, lhe foi prestado", refere Cavaco Silva.
Na quarta-feira, o antigo Presidente da República Mário Soares questionou a razão porque o atual chefe de Estado não é julgado por causa do caso BPN, considerando que nenhum responsável respondeu perante a justiça.
Na declaração enviada à Lusa, Cavaco Silva sublinha que Mário Soares "é uma personalidade a quem todos os portugueses devem estar reconhecidos pelo papel que desempenhou na consolidação da nossa democracia e no processo que conduziu à nossa adesão às Comunidades Europeias".
"Trata-se, para além disso, de um antigo Presidente da República, que, apesar de ter cessado funções há muitos anos, deve continuar a merecer o nosso respeito", acrescenta o atual chefe de Estado.
Prometendo tudo fazer para preservar a dignidade da instituição Presidência da República, Cavaco Silva assegura ainda que nunca proferirá afirmações semelhantes às de Mário Soares.
"Pela minha parte, tudo farei para preservar a dignidade devida à instituição Presidência da República. Por isso, de mim nunca ouvirão afirmações como as que foram proferidas pelo Dr. Mário Soares", refere.
Na terça-feira, falando a propósito das recentes declarações do presidente angolano acerca do fim da parceria estratégica com Portugal e sobre a responsabilidade do ministro dos Negócios Estrangeiros, Mário Soares recuperou o caso do BPN, questionando as razões porque ninguém foi julgado.
"Nunca ninguém julgou, todos roubaram, mas nunca NINGUÉM julgou, como é sabido. Porque é o Presidente da República não é julgado ?", questionou Mário Soares, que falava aos jornalistas no final de um almoço na Associação 25 de Abril, numa iniciativa promovida pelo blogue "ânimo",integrada nas comemorações do 40.º aniversário da "Revolução dos Cravos"
Interrogado sobre se entende que o atual chefe de Estado, Aníbal Cavaco Silva, deveria ser julgado, Mário Soares respondeu apenas sobre a ausência de intervenção do Presidente da República.
"O Presidente da República deve intervir se quiser ser Presidente da República, agora se ele quer chefe de um partido é outra coisa", disse, insistindo depois que Cavaco Silva "é chefe de um partido".

A SECA DO BACALHAU O bacalhau "Gadus Morhua", depois de capturado, pelas linhas e aparelhos dos pescadores, embarcados nos pequenos botes de madeira - os dóris - era trazido para bordo do navio-mãe onde era processado. A primeira operação feita ao fiel amigo era o "trote",(1) seguia-se o partir da cabeça, a escala,(2) lavagem e salga.

A SECA DO BACALHAU

O bacalhau "Gadus Morhua", depois de capturado, pelas linhas e aparelhos dos pescadores, embarcados nos pequenos botes de madeira - os dóris - era trazido para bordo do navio-mãe onde era processado. A primeira operação feita ao fiel amigo era o "trote",(1) seguia-se o partir da cabeça, a escala,(2) lavagem e salga.

1 - Bacalhau - Gadus morhua

O bacalhau depois destas operações, apresenta a forma espalmada, como o conhecemos comercialmente, sem a parte trífida da espinha dorsal, e é salgado nos porões em panas e hinos (3) até ao final da viagem, sofrendo o efeito de prensa, espalmando-o e comprimindo-o em espessura.


2 - Dóri  cheio de bacalhau

Nos dias de hoje a operação de prensagem (4) é diminuta. O bacalhau é, na maioria ou quase todo, importado da Noruega e da Islândia, onde permanece pouco tempo salgado e prensado, por isso se houve vulgarmente as cozinheiras mais antigas dizerem que o bacalhau já não é como antigamente, não cresce na panela.
Depois de descarregado, o bacalhau ia para a seca onde era lavado e colocado em pilhas ou prensas, ficando, o que vinha por cima no navio, por baixo nas prensas da seca a escorrer, sendo o último a secar, como forma de compensar a falta de prensagem que o bacalhau que foi pescado por último não recebeu, comparado com o que foi pescado primeiro que aguentou o peso do outro que foi colocado por cima e ficou sujeito ao balanço do navio que o foi acamando de tal forma que à descarga o bacalhau do fundo dos porões, de tão comprimido, era difícil de arrancar.


3 - Seca do Cais Novo - Darque

Em Viana existiram secas de bacalhau, primitivamente no Campo do Castelo, no Cabedelo, nas Azenhas de D. Prior e no Cais Novo em Darque.
Antes de existirem as empresas de pesca do bacalhau em Viana do Castelo, já se secava bacalhau nas secas do Cabedelo. A empresa Bensaúde  & Cia  de Lisboa, que na altura não tinha ainda as secas no Barreiro, vinha secar o bacalhau a Viana atendendo às excelentes condições de secagem. Ainda em 1914 o lugre "Gamo", com 3.000 quintais, comandado pelo capitão Manuel dos Santos Labrincha e o patacho "Neptuno" , com 3.500 quintais, comandado pelo capitão João José da Silva Caldas daquela empresa, vieram descarregar as safras (5)desse ano para secarem em Viana. As casas importadoras do "fiel amigo" que operavam há longos anos em Viana e no Porto, como era o caso de Lind&Couto, Hunt, Roope e Teague, Lda., também secavam o bacalhau importado em verde nas secas de Viana.


4 - Escala de bacalhau a bordo de um bacalhoeiro

A Parceria de Pescarias de Viana quando se formou, resolveu adquirir terrenos apropriados à implantação de uma seca de bacalhau. Encontrou esses terrenos, abrigados do ar do mar, com pouca humidade e expostos aos ventos do Norte, mais secos que os do quadrante sul, no Cais Novo a montante da ponte Eiffel.
Nem sempre é possível encontrar o lugar ideal, que reúna todos os parâmetros necessários, temperatura, humidade, exposição solar, etc, porém , o local escolhido pela Parceria de Pescarias de Viana, reunia o mínimo indispensável para o efeito. Não é por acaso que o bacalhau da seca de Viana tinha fama em todo o país. Naturalmente que outros factores influíram para a fama criada, como seja o maneio e o tipo de cura, mas a secagem é fundamental para o paladar do gadídeo.(6) Nem muito sol nem muita humidade, são os ingredientes básicos, para além das voltas e cuidados que se deve ter com o peixe.


5 - Mesas de secagem do bacalhau

A seca do Cais Novo da Parceria de Pescarias de Viana estava maravilhosamente implantada entre o rio Lima a Norte, os campos verdejantes de Darque a Leste, os montes do Galeão e do faro d'Anha a Sul e os pinheirais do Cabedelo a Oeste. Tinha um equilíbrio climatérico benéfico para a secagem, sem necessidade de grande trabalho em retirar o pescado nos picos de calor, possuindo por baixo das mesas de secagem um coberto vegetal que lhes transmitia um aroma e frescura propícios à secagem equilibrada.
Os armazéns da seca do bacalhau destinados a receber o fiel amigo proveniente das capturas dos navios da Parceria que naquele ano de 1914 foram aos mares da Terra Nova, ficaram concluídos em 30-10-1914, quase na mesma altura da chegada do primeiro navio à barra de Viana, que foi como referi atrás o Santa Maria em 27-10-1914.
Foi encarregado dos trabalhos de construção o conceituado e competente mestre de obras sr. José Gonçalves do Rego Viana, que foi elogiado por muitas pessoas, "especialmente pelos capitães dos navios de pesca do bacalhau, que affirmam não haver melhor lá fora".
Como nota última, convém referir que o primeiro bacalhau seco na seca do Cais Novo em Darque foi comercializado pela firma Lind & Couto na qualidade de concessionária.
Glossário:
(1) - "Trote" - Golpe que o "troteiro" dá no bacalhau, com uma faca de trote,desde a queixada até ao fundo da barriga, esventrando-o e eviscerando-o.
(2) - Escalar - Abrir o bacalhau pela barriga com uma faca apropriada, chamada faca de escalador, retirar-lhe a parte trífida da espinha dorsal de forma que fique aberto e espalmado.
(3) - Panas e hinos  - Pilhas transversais de salga do bacalhau nos porões.
(4) - Prensagem - Operação a que é sujeito o bacalhau devido às camadas sucessivas de um sobre o outro nos porões do navio e depois em terra após a lavagem.
(5) - Safra - Produto da campanha, quantidade de peixe pescado.
(6) Gadídeo - Diz-se da família de peixes teleósteos cujo género tipo é o gadus, como o bacalhau, gadus morhua.
Fontes:
A Aurora do Lima : 16-10-1914, 30-10-1914
Fotografias:
4 - A Epopeia dos Bacalhaus - Francisco Manso e Óscar Cruz
3 e 5 - Viana e o mar - G.D.C.E.N.V.C.
2 - História da Pesca do Bacalhau;Arquivo CRCB - Mário Moutinho
Viana do Castelo, 2010-04-17
Manuel de Oliveira Martins


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