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quarta-feira, 16 de outubro de 2013

O inconsciente mutilado da mulher negra por Márcia Santos Severino Por Márcia Santos Severino para as Blogueiras Negras O racismo no Brasil aponta duas representações do negro: uma como exótico-sensual, que atrai e dá prazer e outra como exótico-violento que gera repulsa e dá medo (SANTOS, 2004, p.30). Essas duas formas de representação também são elementos da ideologia racista e é interessante que as analisemos do ponto de vista da mulher negra. Com efeito, a mulher negra é um ser que possui grande sofrimento ontológico. Carrega consigo os “pesares” de ser negra em uma sociedade racista e mulher em uma sociedade patriarcal além de, na grande maioria das vezes, ser pobre em uma sociedade de classes.

O inconsciente mutilado da mulher negra

por  


Por Márcia Santos Severino para as Blogueiras Negras
O racismo no Brasil aponta duas representações do negro: uma como exótico-sensual, que atrai e dá prazer e outra como exótico-violento que gera repulsa e dá medo (SANTOS, 2004, p.30).
Essas duas formas de representação também são elementos da ideologia racista e é interessante que as analisemos do ponto de vista da mulher negra. Com efeito, a mulher negra é um ser que possui grande sofrimento ontológico. Carrega consigo os “pesares” de ser negra em uma sociedade racista e mulher em uma sociedade patriarcal além de, na grande maioria das vezes, ser pobre em uma sociedade de classes.
A análise da autora Gislene Aparecida dos Santos nos coloca interessantes elementos de análise acerca dos processos que envolvem a psiquê da mulher negra. A partir das considerações da autora inseriremos um conceito muito usado em psicologia. Trata-se do conceito de arquétipo. Segundo analistas junguianos, um arquétipo pode ser vivenciado de forma tanto positiva quanto negativa.
Quando atuam de modo positivo, os arquétipos estão por trás de toda realização humana criativa no âmbito da cultura. Já a forma negativa pode se traduzir em termos sociais como uma possessão, fanatismo cego, e rigidez ideológica . Isto demonstraria o potencial para uma profunda investigação antropológica baseado na percepção das formas como são vividos cada arquétipo e desdobramentos das nossas ações nas diferentes sociedades e culturas, já que os ciclos vitais das culturas são determinados por formas arquetípicas. Cada cultura poderia estar atualizando determinados arquétipos (MARIE-LOUSIE VON FRANZ apud SANTOS, 2004, p. 36).
O conceito de arquétipo é aqui inserido para a análise de um conto de fadas muito lido pelas crianças e que nos dá pistas de como a psiquê da mulher negra é afetada pela ideologia racista.
No conto “A borralheira”, lido e usado como arquétipo mundialmente por várias crianças, principalmente meninas, três irmãs brigam entre si pelo amor do príncipe encantado. A cinderela ou borralheira é renegada pelas irmãs, pela madrasta e pelo próprio pai que não a defende, mas ao cabo consegue ficar com o príncipe. O nome original da personagem vem do francês Cendrillon e faz alusão a alguém que vive entre as cinzas. Como borralheira executava todas as funções domésticas da casa, obrigada pela madrasta e pelas irmãs, as cinzas do fogão escureciam sua pele e, por esse fato, ela era obrigada a dormir e viver longe do restante da família. O interessante é observarmos a analogia que Gislene Santos faz entre esse conto e a situação, por exemplo, das escravas no período colonial e das empregadas domésticas nos dias atuais.
Os piores lugares das casas costumam ser destinados aos empregados. Quanto mais indignos forem considerados, mais distantes dos olhos dos donos das casas devem estar. Foi assim que, no Brasil colonial, Gilberto Freyre demonstrou que as escravas mais claras poderiam viver dentro da casa-grande, enquanto as mais escuras deveriam habitar as senzalas. A separação do espaço geográfico das casas e dos prédios de acordo com a cor da pele ainda se faz presente nos aposentos de empregadas, nos elevadores de serviço (mesmo que proibidos). No Brasil, sabemos que grande parte dos empregados domésticos e empregadas domésticas é negra. (SANTOS, 2004, pp. 41-42).
Gislene Santos considera que o conto faz uma analogia não só aos aspectos psíquicos, mas também aos aspectos sociais e atenta para o fato de que borralheira foi excluída pelas suas irmãs (as demais mulheres) e por seus pais (a sociedade e a cultura) (SANTOS, 2004). Daí podemos constatar, inclusive, que a busca pelo objeto amoroso branco de que falaremos a seguir também leva as mulheres negras a uma certa rivalidade.
Após se limpar se seus borralhos e se cobrir de ouro e prata, borralheira consegue conquistar e casar com o príncipe branco. Esse fator também é essencial para que entendamos porque o inconsciente da mulher negra é mutilado após um processo de mutilação de seu próprio corpo que será mais bem analisado adiante.
Gislene Santos também cita a autora Neusa Souza para nos apontar a diferença que há entre a borralheira e suas irmãs. Na verdade as irmãs a invejam porque ela possuiria o privilégio de ser mais completa ao se casar com o príncipe branco. Isso evidencia que a escolha do objeto amoroso também é uma forma de realização do Ideal de Ego (SANTOS, 2004).
Um objeto que, por suas características, possa ser o substituto do Ideal irrealizável. Um parceiro branco com quem o negro – através da intimidade da relação afetivo-sexual – possa se identificar e realizar o Ideal de Ego inatingível [...] O parceiro branco é transformado em instrumento tático, numa luta cuja estratégia é cumprir os ditames superegóigos, calcados nos valores hegemônicos da ideologia dominante (SOUZA apud SANTOS, 2004, p. 53).
Por seu lado, o homem negro também busca realizar o seu Ideal de Ego buscando na mulher branca o seu objeto amoroso, no entanto, as complexas relações de gênero que envolvem os relacionamentos inter-raciais (tanto do homem negro com a mulher branca, como da mulher negra com o homem branco) dão conta de que a mulher negra sofre sempre uma dupla rejeição: por parte do homem negro que a rejeita por ela não representar seu Ideal de Ego e sua possibilidade de ascensão social (possibilidades essas que ele pode encontrar na mulher branca), como pelo homem branco que vê nela apenas uma representação exótico-sensual.
A mulher negra ocupa um lugar de destaque no imaginário do homem branco. Ela é, ao mesmo tempo, um objeto de desejo e um ser que está fora de seu campo de expectativas mais duradouras. O exotismo que a cerca e a carga histórica que pesa sob seus ombros limitam suas possibilidades de ação. Ao toparem com um branco, poucas conseguem um relacionamento para além do sexo (FRENETTE apud SANTOS, 2004, p. 57).
As complexas relações de gênero que há nas relações inter-raciais, principalmente no Brasil, e especificamente na relação da mulher negra com o homem branco, assumem um aspecto diferenciado das demais localidades, pois no Brasil desde a época colonial, existe o que Dussel denominou de patriarcalismo paternalista que poderia ser identificado com a figura do senhor de engenho (DUSSEL, …). Sabemos que a relação do senhor de engenho com a escrava negra era construída sobre bases opressivas. Além de muitas vezes fundamentada no estupro, os frutos das relações do senhor de engenho com a escrava não eram, obviamente, assumidos. Muitas vezes os filhos dessas relações se transformavam nos futuros opressores de escravos, visto que, atingindo a idade adulta eles poderiam se tornar capatazes e trabalhar para seu próprio pai.
Dessa maneira, a opressão de gênero sobre a mulher negra assume matizes diferenciados da opressão patriarcal sobre a mulher branca desde a época colonial e encontramos o ranço dessas relações nos dias atuais em nossa sociedade. O senhor de engenho não assumia seus filhos, mas transformava-os em mão-de-obra para dar continuidade à repressão aos negros. O paternalismo como fenômeno político opera de forma bastante parecida, pois, o paternalista é a um só tempo pai de todos e pai de ninguém. Daí o entendimento que podemos conferir ao conceito de Dussel.
Talvez essa seja a pista para entendermos, nos dias atuais, porque a maioria das mães solteiras e das mulheres que sofrem complicações com a prática do aborto clandestino são negras. Um estudo da UFRJ com dados coletados entre 1999 e 2005 revela que entre 565 vítimas de aborto nesse período, 50,6% são mulheres negras e pardas . Segundo dados da II Conferência Nacional de Políticas para as Mulheres, realizada em 2007, 60% das famílias sem rendimentos são chefiadas por mulheres negras. Esses dados apontam para um círculo vicioso, dado que os filhos dessas mulheres acabam sendo os futuros jovens que serão vítimas da violência no país. Esses dados mostram um grande entrave para a tomada de consciência negra. Segundo Dussel, a família seria um local privilegiado para a tomada dessa consciência, a exemplo do que parece ocorrer entre as famílias negras nos E.UA.
A afirmação psicológica do afro-americano é, então, essencial. É necessário destruir o “Ideal do Eu” como ideal do branco, do senhor, da cultura dominada por outras raças. É necessário construir um novo “Ideal do Eu”, onde a raça negra seja “vivida” psicologicamente, desde a infância como um valor, uma honra, uma herança histórica. Para isto urge uma árdua tarefa educativa, sobretudo na família, lugar do Eros, da afetividade, da reta liberação da libido não traumática (DUSSEL, …, p. 225).
Foto: Ligiane Braga
Sabemos que essa não é a realidade da maioria das famílias dos jovens negros. Basta ouvir as letras do grupo de rap Facção Central e ver as notícias que apontam para o extermínio da juventude negra no país.
Foto: Ligiane Braga
A busca do objeto amoroso branco, com vistas a atingir o Ideal de Ego branco também pode ser vista como uma reprodução, por parte da mulher negra, da ideologia do “embranquecimento”. 


Assim, busca-se um parceiro branco para que a próxima geração seja “menos negra” e assim por diante. Isso deve ser encarado não como uma simples reprodução do racismo, mas também como uma forma atenuadora do sofrimento. Por saber da complexidade e do sofrimento que é ser negro em uma sociedade racista, a mulher negra busca atenuar esse sofrimento em seus filhos gerando crianças “mais claras” ou “menos negras” como já dito acima.
O que o conto de fadas “A borralheira” também nos denota é que a mutilação é usada pela mulher negra para que ela possa ser aceita no mundo branco (SANTOS, 2004, p. 46). No conto, isso é expresso através das irmãs de borralheira que cortam os dedos e o calcanhar para caber no sapato e, assim, conquistar o príncipe branco. A própria borralheira só é aceita pelo príncipe porque os “artifícios” e a cosmética a livram de seus borralhos.
Com efeito, o conceito de “boa aparência”, no Brasil, significa brancura ou algo que é restrito aos brancos (SANTOS, 2004). As formas de mutilação não só do corpo como também, por corolário, do inconsciente da mulher negra se expressam nessa busca aparência “menos negra”.
Sem a mutilação do corpo, a mulher negra “padeceria” de uma “má aparência crônica”. A cosmética a tornaria mais aceitável ou diminuiria o grau de rejeição de seu corpo negro, de seu cabelo crespo, seu nariz, sua boca [...] Seria possível a uma mulher negra, sem a máscara da cosmética, almejar a menor aceitação na sociedade branca? (SANTOS, 2004, p. 46).
Com esse questionamento terminamos por aqui, porém sem um ponto final, a proposta de reflexão sobre as angústias e aflições que atingem o dia a dia de nós mulheres negras. Esperamos que essa simples reflexão sirva para a tomada de consciência das mulheres acerca da carga social e histórica que nos aflige.
PODER PARA O POVO PRETO.
Referências
[1] Aqui o termo ideologia toma o significado clássico marxista que, grosso modo, significa mascaramento da realidade.
[2] Aqui o conceito de Ideal de Eu pode ser identificado com o conceito de Ideal de Ego havendo simplesmente uma tradução diferenciada do termo em textos diferentes.
DUSSEL, Enrique. Racismo, América Latina negra e teologia da libertação. In: Escravidão Negra e História da Igreja na América Latina e no Caribe. 1 ed. São Paulo: Vozes, 1987.
SANTOS, Gislene A. Mulher negra, homem branco. 1 ed. Rio de Janeiro: Pallas, 2004.
SOUZA, Neusa S. Tornar-se negro: As vicissitudes da identidade do negro brasileiro em ascensão social. 2. Ed. Rio de Janeiro: Graal, 1990.

Os 10 homens mais altos da história Mas ser alto demais tem vários inconvenientes. Infelizmente, todos sofriam de algum problema de saúde, o que não permitiu que levassem uma vida normal. Conheça os 10 homens mais altos do mundo.

OS 10 HOMENS MAIS ALTOS DO MUNDO
Mas ser alto demais tem vários inconvenientes. Infelizmente, todos sofriam de algum problema de saúde, o que não permitiu que levassem uma vida normal. Conheça os 10 homens mais altos do mundo.


10. Brahim Takioullah (2 m 46 cm)
Takioullah nasceu em Marrocos, em 1982, e seu tamanho é o resultado de um tumor que afeta a glândula pituitária.




9. Don Koehler (2 m 49 cm)
Foi o homem mais alto do mundo a partir de 1969, até sua morte, em 1981.


8. Vikas Uppal (2 m 51 cm)
Não se sabe muito sobre a curta vida do gigante indiano Vikas Uppal. Mas, apesar de não ser reconhecido pelo Guinness, sabe-se que ele cresceu até seus últimos dias. Ele morreu em 30 de junho de 2007, quando os médicos tentava, sem sucesso, remover um tumor do seu cérebro.


7. Bernard Coyne (2 m 49 cm)
Bernard sofria de gigantismo infantil, que é uma condição extremamente rara. Ele nasceu em 1897 e morreu em 1921.


6. Sultan Kösen (2 m 51 cm)
Sultan tinha crescimento normal até os 10 anos, mas afetado por um tumor na glândula pituitária, ele começou a crescer muito. Em 2010, ele foi submetido a cirurgias para remover o tumor. Em 2012, foi confirmado que ele finalmente parou de crescer.



5. Edouard Beaupré (2 m 51 cm)
Edouard nasceu no Canadá, em 1881. Quando completou 21 anos, juntou-se a um circo como uma aberração. Ele morreu em 1904 depois de contrair tuberculose.



4. Väinö Myllyrinne (2 m 51 cm)
Nascido em 1909, na Finlândia, Myllyrinne e morreu em 1963. Ele chegou a servir as Forças Armadas da Finlândia e é considerado o mais alto soldado da história. Myllyrinne sofria de acromegalia, o que leva ao gigantismo e crescimento anormal.


3. John F. Carroll (2 m 63 cm)
Nascido em 1932, em Nova York, Carroll sofria de acromegalia. Ele morreu em 1968.



2. John Rogan (2 m 67 cm)
Rogan é o segundo homem mais alto da história. Nascido no Tennessee, EUA, em 1868, ele começou a crescer rapidamente a partir dos 13 anos. Seu tamanho levou a sofrer de ancilose grave, uma condição que deixa as articulações rígidas devido à inflamação. Isso fez com que ficar de pé se tornasse uma atividade extremamente difícil. Em 1905, ele morreu de complicações devido à doença e foi enterrado sob uma camada de concreto para impedir que cientistas curiosos desenterrassem seu corpo.



1. Robert Wadlow (2 m 72 cm)
Robert Wadlow ficou conhecido como “O Gigante de Illinois”. Ele nasceu em 1918 e morreu em 1940. Robert sofria de hipertrofia da glândula pituitária, levando-o a produzir grandes quantidades de hormônio de crescimento. Ele sofria de uma série de doenças, devido à sua condição incomum. Ele tinha dificuldade para se mover por causa dos seus ossos quebradiços e precisou usar moletas até o fim da vida.

blogdonata.blogspot.pt

Portugal Telecom, Oi e a Grande Irmandade da Corrupção Luso-Brasileira A quem interessa a "FUSÃO" da Portugal Telecom com a Oi Brasileira? A MUITA GENTE MENOS A PORTUGAL E AOS PORTUGUESES!!!





Vejamos algumas abordagens de políticos conhecidos pelo seu triste passado de CORRUPÇÃO.


1º) Paulo Campos, PS, ex-Secretário de Estado que foi um dos RESPONSÁVEIS pelas PPP ruinosas para Portugal. 

"Paulo Campos defende que fusão da Oi com PT é o melhor que se podia ambicionar. A Portugal Telecom é, para o antigo secretário de Estado, uma empresa “excelente”. Mas não tem escala, pelo que o negócio com a brasileira Oi é uma boa notícia. Até os consumidores portugueses deverão vir a ganhar, defende. Paulo Campos não conhece os detalhes da operação mas lembra que a "golden share", que já não existe, poderia ajudar nas conversações para a fusão. O antigo secretário de Estado das Comunicações do Governo de José Sócrates, Paulo Campos, considera que a operação de fusão entre a Portugal Telecom e a brasileira Oi é “o melhor que se podia ambicionar”. Para o deputado socialista, era certo que, apesar de a operadora nacional ser uma “excelente empresa”, não teria espaço para crescer. “A PT não tem capacidade para, por si só, se impor no mercado global”, disse Paulo Campos em declarações ao Negócios. É nesse sentido que a operação anunciada esta quarta-feira aos mercados é a melhor alternativa, segundo o deputado que, contudo, falou em nome pessoal e não do partido. “Senão, a PT iria crescer ligada a outros mercados”, alertou. Em 2010, quando se deu o processo de compra e venda de negócios entre a PT e a Telefónica (com Vivo e Oi), “já se ambicionava que a operadora tivesse escala”, segundo o antigo governante, que tutelava as Comunicações quando a venda da Vivo à empresa espanhola foi chumbada devido às acções especiais (“golden shares”) que o Estado tinha na PT. Paulo Campos defende que, sem essa utilização das “golden shares” que viriam, na sequência desse processo, a ser consideradas ilegais por Bruxelas, "ter-se-ia amputado a PT". E, agora, relembrou, não há "golden share", o que poderia ter, porventura, aumentado o poder negocial da PT nas conversações para a fusão. Ainda assim, Campos ressalvou que não conhecia os detalhes da operação. Sérgio Monteiro, actual secretário de Estado com a tutela das Comunicações, não quis responder em declarações aos jornalistas sobre a eventualidade de haver uma "golden share", argumentando que não faz sentido opinar sobre algo que viola o direito comunitário. Consumidores podem ganhar com operação? “Vejo a operação como um corolário lógico da qualidade das empresas em Portugal”, continuou Paulo Campos, sublinhando não apenas do ponto de vista do crescimento mas também na perspectiva técnica. Já para os consumidores, Paulo Campos defende que poderá ser uma boa notícia porque, exemplificou, fazer uma encomenda a uma empresa chinesa para 5 milhões será mais dispendioso do que fazer para 100 milhões de consumidores. “Os benefícios serão captados supostamente pelos consumidores portugueses”, concluiu".


2º)  Henrique Granadeiro, "testa-de-ferro" dos Grupos Maçónicos Corruptos BES e ONGOING.

"O presidente executivo e 'chairman' da Portugal Telecom, Henrique Granadeiro, explicou hoje à empresa a proposta de fusão com a brasileira Oi, referindo que o objectivo é criar uma operadora de raiz lusófona para todos os falantes de português. Num 'email' interno a que a Lusa teve acesso, Henrique Granadeiro anunciou a "criação de um operador de telecomunicações multinacional de matriz lusófona e ambição global", sublinhando que a empresa não terá presença apenas em Portugal e no Brasil. "Não seremos apenas uma empresa com presença no Brasil e em Portugal, mas sim uma empresa de raiz lusófona que tem por base os 250 milhões de falantes de língua portuguesa", refere no documento interno. A Portugal Telecom anunciou hoje, em comunicado divulgado na Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), uma proposta de fusão com a operadora brasileira de telecomunicações Oi -- da qual a PT é a maior accionista -- para criar uma nova entidade. Segundo lembrou Granadeiro, o objectivo de criar uma operadora para a lusofonia já estava na base da parceria estratégica realizada com a Oi em 2010. "Há cerca de três anos, quando evoluímos a nossa presença no Brasil de um operador móvel para um operador integrado, demos mais um passo na consolidação da nossa opção de crescimento num dos mercados de telecomunicações com mais potencial a nível mundial", afirmou. A intenção, acrescentou, tem por base o "imperativo de crescimento por forma a assegurar a independência do projecto industrial", sendo que a concretização da fusão visa "alcançar benefícios de escala, partilhar melhores práticas, potenciar iniciativas de pesquisa e desenvolvimento, desenvolver tecnologias, diversificar serviços, maximizar sinergias, reduzir custos e criar valor accionista". No email enviado hoje de manhã aos colaboradores da PT, Henrique Granadeiro refere que Zeinal Bava será o presidente executivo da nova entidade, considerando que "é a pessoa certa para liderar este novo projecto", já que realizou "com sucesso a transformação tecnológica e de mercado da PT" e assumiu "recentemente a presidência executiva da Oi". A concretizar-se a fusão, Henrique Granadeiro será vice-'chairman' da nova empresa."


3º) Zeinal Bava, o oportunista que fez todo o trabalho de sapa do Henrique Granadeiro a favor dos Grupos Maçônicos Corruptos BES e ONGOING.

 
"Zeinal Bava diz que “receitas da empresa após fusão serão de 37,5 mil milhões de reais” e que as duas empresas em conjunto vão ficar no “top 20” mundial. As sinergias poderão superar os 5,5 mil milhões de reais, admitiu. O CEO da Oi, e que assumirá a presidência executiva da nova empresa, diz que a implementação desta operação de fusão será feita “o quanto antes”. "Estamos mobilizadíssimos", diz Zeinal numa teleconferência, referindo-se à sua equipa de gestão e ao conselho de administração. “A PT e a Oi ficarão entre as vinte maiores empresas mundiais”, adiantou Zeinal Bava durante a conferência, acrescentando que a operadora “parte com 100 milhões de clientes, o que coloca [a empresa] como uma das maiores empresas do sector mundial”. No que respeita a receitas, Zeinal Bava diz que, após a fusão o volume de negócios consolidado será de 37,5 mil milhões de reais (12,3 mil milhões de euros). Zeinal Bava considera que sinergias de 5,5 mil milhões de reais são “perfeitamente exequíveis”. “Tal como alguns analistas já disseram esta manhã, este nível de sinergias de 5,5 mil milhões de reais (1,8 mil milhões de euros) é perfeitamente exequível”. Foi precisamente este valor que a PT colocou como estimativa no comunicado onde anunciou a fusão. “Podemos mesmo dizer que fomos um pouco conservadores nesta estimativa”, admitiu. “A equipa de gestão será integrada, vai gerir todos os nossos activos, estiverem eles onde estiverem, sob a tutela apenas de um conselho de administração”, acrescentou Zeinal Bava durante a conferência."
 
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"As operadoras de telecomunicações Portugal Telecom e Oi (Brasil) assinaram hoje um acordo de intenções para a fusão das duas empresas, e das holdings da operadora brasileira, constituindo uma entidade única liderada por Zeinal Bava. "A PT, a Oi, a AG Telecom Participações , a LF Tel e respectivas holdings assinaram a esta data um acordo de intenções o qual define os princípios essenciais para uma proposta de fusão", refere um comunicado hoje divulgado na Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).
A nova empresa, CorpCo, só avançará depois de a fusão ser aprovada por todos os accionistas das operadoras portuguesa e brasileiras, além de um aumento de capital na ordem dos 2,3 a 2,7 mil milhões de euros e à aprovação das entidades de regulação. A transacção, refere o documento, está prevista para o primeiro semestre do próximo ano. As empresas explicam que a fusão surge na sequência da aliança estabelecida em 2010, ano em que a PT entrou na Oi, após a venda da participação que o grupo português detinha na brasileira Vivo à operadora espanhola Telefónica, por 7,5 mil milhões de euros. A participação na Oi permitiu à PT permanecer no mercado brasileiro, uma das suas grandes apostas. A PT tem uma participação de 23,6% na Oi e a Oi tem 10% da PT. O presidente executivo da nova empresa será Zeinal Bava, actual presidente da PT.

O Conselho de Administração para o primeiro mandato de três anos será composto por Alexandre Jereissati Legey, Amilcar Morais Pires, Fernando Magalhães Portella, Fernando Marques dos Santos, Henrique Manuel Fusco GranadeiroJosé Maria Ricciardi, José Mauro Mettrau Carneiro da Cunha, Nuno Rocha dos Santos de Almeida e Vasconcellos, Rafael Luís Mora Funes, Renato Torres de Faria e Sergio Franklin Quintella. José Mauro Mettrau Carneiro da Cunha e Henrique Manuel Fusco Granadeiro assumirão, respectivamente, o cargo de Presidente e de Vice-Presidente do Conselho da empresa. 

Uma fusão entre a PT e a Oi irá resultar na criação de um operador de telecomunicações "líder", que cobrirá uma área geográfica com cerca de 260 milhões de habitantes e cerca de cem milhões de clientes. Além disso, "antecipa-se que a Combinação de Negócios irá gerar sinergias no valor actual líquido estimado de 1,8 mil milhões de euros". Para a concretização da fusão, a Oi "propõe a realização de um aumento de capital em dinheiro e em bens, com um mínimo de 7 mil milhões de reais (2,3 mil milhões de euros), com o objectivo de melhorar a flexibilidade do balanço da CorpCo". Com a fusão concluída, os accionistas da PT deverão ficar com 38,1% do capital da CorpCo, uma participação minoritária, e terão direito de voto. As acções da CorpCo, depois de concluída a operação, serão negociadas nas bolsas de Lisboa, São Paulo e Nova Iorque. O comunicado de hoje refere que, "com base nas cotações médias ponderadas pelo volume das acções da PT e da Oi nos 30 dias anteriores ao anúncio, uma acção ordinária da Oi será trocada por 1 acção da CorpCo, uma acção preferencial da Oi será trocada por 0,9211 acções da CorpCo, e uma acção da PT será trocada por um número de acções da CorpCo equivalente a 2,2911 euros (a emitir ao mesmo preço do aumento)".
Além da aprovação dos accionistas, a fusão e o aumento de capital ficarão também sujeitos à autorização das entidades de regulação portuguesas e brasileiras."



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A FÁBRICA DA PÓLVORA - Cooperativa de Responsabilidade Limitada – Sociedade de Crédito e Consumo do Pessoal da Fábrica da Pólvora de Barcarena Na senda de outros movimentos associativos constitui-se, em 1895, por iniciativa exclusiva dos operários da Fábrica, a Cooperativa de Responsabilidade Limitada – Sociedade de Crédito e Consumo do Pessoal da Fábrica da Pólvora de Barcarena. Esta organização surge com a evolução natural da Associação de Socorros Mútuos – Caixa dos Operários da Fábrica da Pólvora, aprovada por Alvará de 23 de Agosto de 1894, que tinha como função a assistência médica e a concessão de subsídios.





Cooperativa de Responsabilidade Limitada – Sociedade de Crédito e Consumo do Pessoal da Fábrica da Pólvora de Barcarena

Na senda de outros movimentos associativos constitui-se, em 1895, por iniciativa exclusiva dos operários da Fábrica, a Cooperativa de Responsabilidade Limitada – Sociedade de Crédito e Consumo do Pessoal da Fábrica da Pólvora de Barcarena. Esta organização surge com a evolução natural da Associação de Socorros Mútuos – Caixa dos Operários da Fábrica da Pólvora, aprovada por Alvará de 23 de Agosto de 1894, que tinha como função a assistência médica e a concessão de subsídios.
A Cooperativa contou com oitenta sócios-fundadores, incluindo alguns militares de serviço na Fábrica, e os seus estatutos, aprovados a 22 de Outubro de 1895, regulamentavam todos os assuntos ligados à actividade da sociedade. O capital social, no valor de 500 réis, foi constituído pelas verbas resultantes das quotas, da venda de cadernetas e estatutos, de juros de empréstimos e de lucros de exploração. A quota era semanal e tinha o valor de 50 réis.
De acordo com os estatutos, podiam fazer parte da Cooperativa todos os trabalhadores da Fábrica maiores de 14 anos, no activo ou na reforma, e as viúvas de operários. Contudo, a Assembleia-Geral, a quem competia eleger o conselho fiscal e a direcção, era interdita a mulheres e a menores de 14 anos.
Esta Cooperativa funcionava segundo um regime de cadernetas e senhas e tinha como fim o fabrico, ou a aquisição, para o fornecimento aos seus associados, de artigos de consumo, a concessão de empréstimos e a ajuda na aquisição ou construção de casas e outras instalações. Os sócios podiam fazer contratos de consumo a crédito ou contrair empréstimos de dinheiro sendo que, no fim de cada ano, tinham direito a uma percentagem dos lucros líquidos da sociedade, de acordo com o nível de consumo efectuado.
Da sua fundação até 1903, a venda dos produtos efectuou-se nas instalações da própria Fábrica, data a partir da qual se transferiu para um edifício em Barcarena. Aqui passaram a prestar-se diversos serviços, tais como: carvoaria e saboaria, padaria, mercearia, arrecadação de géneros, artigos de retrosaria, fancaria, ferragens e quinquilharia, drogas e tintas, sapataria, vassoureiro, louças (de folha ou barro), artigos de escritório, tabaco, fósforos e papel, artigos de verga e até móveis de armação. Merece um especial destaque a construção da padaria, erguida pela mão dos próprios sócios e pela Associação dos Bombeiros Voluntários Progresso Barcarenense.
Mais do que uma instituição económica, a Cooperativa foi uma forma de organização social, uma colectividade de operários que visava combater as injustiças sociais, impondo a igualdade de acolhimento como um dos seus princípios de actuação. A sua comunhão e ligação à comunidade era de tal modo forte que se tornou um ponto referencial de encontro, para homens e mulheres, ao longo de várias gerações. Na taberna juntavam-se os homens, que discutiam as últimas novidades e conjecturavam as suas reivindicações; ao balcão da mercearia, cruzavam-se as mulheres. Funcionava um pouco como uma família alargada, pois não só congregava a comunidade em seu redor, como conferia segurança e ajuda, tanto no dia-a-dia como em épocas de crise.
Para os sócios que residiam longe da sede, a Cooperativa dispunha de um serviço de distribuição de géneros ao domicílio o que, mais tarde (em 1952), veio a ser colmatado pela criação de uma sucursal que funcionou nas instalações da Fábrica até ao seu encerramento (1988) garantindo, assim, que todos os operários pudessem aceder aos seus produtos e benefícios.
Gerir a Cooperativa não se limitava à execução das contas, ao abastecimento e à manutenção da casa. A direcção tinha um papel importante na angariação de novos associados, chegando a conseguir 320 no final dos anos 40 do século XX.
Na segunda metade do século passado, sobretudo a partir da década de 70, verificaram-se melhorias significativas nas condições de vida da população e uma maior facilidade na procura de novos postos de trabalho fora de Barcarena.A própria Fábrica começou a registar um declínio, agravado com a grande explosão registada em 1972, no edifício das Oficinas a Vapor, que paralisou definitivamente a produção da pólvora negra e conduziu à reforma ou transferência de muitos trabalhadores.
Este esvaziamento da Fábrica fez-se sentir na Cooperativa. Se os tempos de mudança registavam um melhor padrão de vida, começava a ser impossível superar a concorrência.
Numa última tentativa de viabilizar esta sociedade, em 1969, a sua participação alargou-se a toda a comunidade. É assim que surge a Cooperativa de Consumo A Familiar de Barcarena, que não conseguiu a adesão desejada. O fraco consumo não permitia manter a casa aberta e as dívidas foram-se acumulando.
Em 1986, o seu encerramento foi discutido no decorrer de várias assembleias-gerais, tendo ficado decidido entregar o edifício à Câmara Municipal de Oeiras.Através de um edital datado de 25 de Julho de 1989, a Câmara Municipal de Oeiras adquire o edifício.  



oeirascomhistoria.blogspot.pt

quarto antigo - poesia António Garrochinho


A ILUSTRAÇÃO: Quadros da História de Portugal

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A ILUSTRAÇÃO:
Quadros da História de Portugal
(1932)


                    Capítulos ilustrados por Roque Gameiro:    
    Cap 01 - As origens
    Cap 03 - A conquista do Algarve
    Cap 04 - O Reinado de D. Deniz
    Cap 05 - A batalha do Salado
    Cap 06 - No tempo de D. Pedro o Cru
    Cap 15 - Os planos de D. João II
    Cap 17 - A Viagem da Índia
    Cap 18 - Depois da viagem do Gama
    Cap 29 - No Tempo de D. João V
    Cap 34 - No tempo dos Franceses
    Cap 35 - A Revolução de 1820
    Cap 36 - As lutas da liberdade

  
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Cap 01 - As origens

1-1

1-2

1-3

1-4

1-5 

1-6

1-7

1-8

1-9 
  


 Cap 02 - A Conquista do Território até ao Tejo

2-1

2-2

2-3

2-4

2-5
  

Cap 03 - A conquista do Algarve

3-1
  

Cap 04 - O Reinado de D. Deniz

4-1

4-2

4-3
  

Cap 05 - A batalha do Salado

5-1
  

Cap 06 - No tempo de D. Pedro o Cru

6-1

6-2
  

Cap 07 - Moedas, selos e bandeiras de Portugal durante a Idade-Média

7-1

7-2

7-3
  

Cap 15 - Os planos de D. João II 

15-1

15-2

15-3

15-4
  

Cap 16 - As perseguições aos judeus

16-1

16-2
  

Cap 17 - A Viagem da Índia

17-1
  

Cap 18 - Depois da viagem do Gama

18-1

18-2
  

Cap 19 - O Governo da Índia - Francisco de Almeida, Afonso de Albuquerque e João de Castro

19-1

19-2

19-3
  

Cap 20 - Gil Vicente na Côrte de D. Manuel

20-1   20-2

20-3

20-4
  

Cap 21 - As moedas, os selos e as bandeiras de D. Manuel I

21-1

21-2

21-3
  

Cap 28 - A Tragi-comédia de D. Afonso VI, o Vitorioso

28-1

28-2

28-3

28-4

28-5

28-6   28-8   

28-9   28-7

28-9 
  

Cap 29 - No Tempo de D. João V

29-1

29-2

29-3

29-4

29-5

29-6

29-7

29-8

29-9
  

Cap 30 - Moedas, selos e bandeiras de D. Afonso VI a D. João V

30-1

30-3

30-2
30-4
  

Cap 33 - A Primeira Invasão Francesa

33-1

33-2

33-3
  

Cap 34 - No tempo dos Franceses

34-1

34-2

34-3

34-4
  

Cap 35 - A Revolução de 1820

35-1

35-2

35-3
  

Cap 36 - As lutas da liberdade

36-1

36-2

36-3

36-4

36-5
  

Cap 37 - Moedas, selos e bandeiras de D. João VI a D. Maria II 

37-1   37-2   37-3

37-4