AVISO

O administrador deste blogue
não é responsável pelas opiniões
veiculadas por terceiros
nem a sua publicação quer dizer
que delas partilhe, apenas as
publica como reflexo da
sociedade em que se inserem
dando-lhes visibilidade
mas nunca fazendo delas opinião própria.
Ao desenvolturasedesacatos reserva-se ainda o direito
de eliminar qualquer comentário anónimo ou não identificado, que contenha ataques
deliberadamente pessoais, que em nada contribuampara o debate de ideias ou para a denúncia
de situações menos claras do ponto de vista ético.


quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Hungria passa a ter zonas proibidas a pessoas sem-abrigo O parlamento da Hungria, dominado por partidos de direita e extrema-direita, aprovou uma lei que permite às autoridades locais declararem zonas interditas a pessoas sem-abrigo. A Human Rights Watch denuncia a criminalização dos sem-abrigo na Hungria e diz que as autoridades húngaras “devem enfrentar a falta de habitação através de uma política social e não policial”.

Hungria passa a ter zonas proibidas a pessoas sem-abrigo

O parlamento da Hungria, dominado por partidos de direita e extrema-direita, aprovou uma lei que permite às autoridades locais declararem zonas interditas a pessoas sem-abrigo. A Human Rights Watch denuncia a criminalização dos sem-abrigo na Hungria e diz que as autoridades húngaras “devem enfrentar a falta de habitação através de uma política social e não policial”.

Sem abrigo em Budapeste, Hungria – foto de borazslo / flickr

O governo de extrema-direita da Hungria e o seu primeiro-ministro, Viktor Orban, insistem na sua política de criminalizar as pessoas sem-abrigo. Já em 2012 o Tribunal Constitucional da Hungria revogou uma lei semelhante à aprovada nesta segunda-feira no parlamento húngaro, pela maioria de direita e extrema-direita contra as pessoas sem-abrigo.
A nova lei evoca a proteção "da ordem pública, da segurança, da saúde e dos valores culturais" e dá a possibilidade às autoridades locais de definir zonas, sobretudo turísticas, proibidas aos sem-abrigo, prevendo que eventuais abrigos por eles construídos nessas áreas sejam destruídos, segundo a agência France-Press.
Hipocritamente, o governo húngaro diz que a nova lei e a criminalização dos sem-abrigo é "principalmente no interesse das pessoas sem-abrigo", que "correm o risco de morrer de frio no inverno" se não "se abrigarem numa casa de acolhimento". O governo da Hungria diz ainda que aumentou os fundos para ampliar a capacidade dos abrigos oficiais para os sem-abrigo.
Tessza Udvarhelyi, da associação "A cidade pertence a todos", diz que “as autoridades devem ajudar os sem-abrigo, encontrar-lhes um trabalho e alojamento digno desse nome, não puni-los” e sublinha que “é um problema social, não um problema penal”.
Tessza Udvarhelyi acusa o governo de mentir, quando afirma que há lugares suficientes nas casas de acolhimento e anuncia que irá apresentar queixa junto do comissário dos direitos fundamentais e do Presidente da República.
Segundo as associações de direitos humanos, as casas de acolhimento oficiais são sobretudo antigas vilas operárias, em mau estado de conservação, onde as pessoas sem-abrigo receiam ser roubadas ou agredidas.
A Human Rights Watch denuncia que o atual governo húngaro desrespeita as leis e os valores da União Europeia e os direitos humanos. A organização de defesa dos direitos humanos exemplifica com o caso da criminalização das pessoas sem-abrigo.
A Human Rights Watch salienta, em comunicado de hoje (aceder ao comunicado em inglês), que os municípios “têm agora luz verde impor multas, serviço comunitário, e até mesmo a pena de prisão (se for condenado duas vezes num período de seis meses)” a pessoas sem-abrigo.
Em março passado, a maioria de direita e de extrema-direita no poder na Hungria introduziu uma emenda à Constituição para criminalizar as pessoas sem-abrigo.
Estima-se que só em Budapeste existam 4.000 pessoas sem-abrigo e 30.000 em toda a Hungria.

http://www.esquerda.net

HUMOR - USE SEMPRE PRESERVATIVO

Use Sempre Preservativo

 Levar a sério a mensagem para se usar SEMPRE proteção. Veja nas fotos em baixo os usos mais estranho e engraçados do preservativo.

By: Beatrice Murch

Original de: DSTAidsHV



Original de: DSTAidsHV

Três professoras na presidência de Câmaras algarvias Entre as surpresas das eleições autárquicas ontem realizadas, destaca-se a eleição de 3 mulheres para a presidência de 3 das 16 Câmaras Municipais do Algarve.

Três professoras na presidência de Câmaras algarvias


Entre as surpresas das eleições autárquicas ontem realizadas, destaca-se a eleição de 3 mulheres para a presidência de 3 das 16 Câmaras Municipais do Algarve.
Curiosamente, as 3 são professoras!
Isilda Gomes (PS) ganhou em Portimão com 5921 votos (30,05%);
Maria Joaquina Matos (PS) ganhou em Lagos com exatamente 4000 votos (34,93%);
Rosa Palma (CDU) ganhou em Silves com 5495 votos (34,68%).
A mais surpreendente destas vitórias foi a da mais jovem: Rosa Palma é uma professora francesa filha de algarvios, docente há 15 anos e vereadora há 4. Aos 41 anos escolheu como slogan «Agora Silves da serra ao mar» e repõe Silves nas mãos da CDU, que se surpreendeu com o resultado desta bonita mestre em biologia e geologia…

marafado.wordpress.com

JOÃO OLIVEIRA É O NOVO LÍDER PARLAMENTAR DO PARTIDO COMUNISTA PORTUGUÊS - João Oliveira foi hoje anunciado na Assembleia da República como o novo presidente da bancada comunista para o lugar de Bernardino Soares. João Oliveira substituirá Bernardino Soares, eleito no domingo presidente da Câmara Municipal de Loures. Foi o próprio Bernardino Soares quem anunciou a escolha, ladeado por Jerónimo de Sousa, António Filipe (deputado do PCP, vice-presidente da Assembleia da República e membro da direção parlamentar comunista) e pelo próprio João Oliveira.

João Oliveira é o novo líder parlamentar do PCP


João Oliveira assumirá funções quando se iniciar o mandato de Bernardino Soares na câmara de Loures
João Oliveira assumirá funções quando se iniciar o mandato de Bernardino Soares na câmara de LouresFotografia © Natacha Cardoso/Global Imagens
João Oliveira foi hoje anunciado na Assembleia da República como o novo presidente da bancada comunista para o lugar de Bernardino Soares.
João Oliveira substituirá Bernardino Soares, eleito no domingo presidente da Câmara Municipal de Loures. Foi o próprio Bernardino Soares quem anunciou a escolha, ladeado por Jerónimo de Sousa, António Filipe (deputado do PCP, vice-presidente da Assembleia da República e membro da direção parlamentar comunista) e pelo próprio João Oliveira.
Licenciado em Direito, 34 anos, advogado de profissão, João Oliveira é deputado desde outubro de 2005, tendo sido sempre eleito pelo círculo de Évora.
Em dezembro de 2012 ascendeu ao Comité Central do PCP. Atualmente coordena os deputados do PCP na comissão de Assuntos Constitucionais e na comissão de Assuntos Europeus.
O lugar que Bernardino Soares deixará vago na bancada será ocupado por David Costa, licenciado em sociologia e trabalhador na Valorsul. A deputada Paula Santos entrará também para a direção do grupo parlamentar comunista.
Bernardino Soares só renunciará ao mandato de deputado quando tomar posse como presidente da Câmara de Loures.

DOUTRO SÉCULO OS TRATAMENTOS DE BELEZA ANOS 1900

DOUTRO SÉCULO


OS TRATAMENTOS


DE BELEZA

  
ANOS 1900



Hoje em dia é dificil encontrar uma celebridade que não tenha feito algum tipo de cirúrgia plástica, desde uma abdominalplastia, implante mamário, facelifting, rinoplastia até a um lifting de sobrancelhas tudo faz parte e é utilizado para permanecer jovem.

Mas no principio do século 20, ainda que o desejo para a juventude e beleza eterna fosse uma constante, os meios existentes eram muito diferentes.


Entre 1900 e 1920  as pessoas continuavam a ser muito influenciados pela ideia Victoriana de que era simplesmente seu 'dever', como mulher, ser bonita.


Não era uma escolha, era uma forma de vida, a qual dispunha de uma inteira indústria de ferramentas, dispositivos e máquinas para ajudar a corresponder às expectativas dos outros.


E eram esses 'tratamentos de beleza' que continuaram a ser vendidos e impingidos a toda uma nova geração de consumidoras no principio do século 20.


 Hoje em dia as mulheres podem escolher entre peeleings faciais, discos de pepinos para os olhos ou a ocasional injecção de Botox, lipo aspiração, implantes, etc.


As suas predecessoras, as do início do século tiveram que suportar toda uma panóplia de loucos dispositivos e tratamentoscom o único objectivo de corresponderem aos caprichossuperficiais e transitórios de seus pares.

É um olhar para o passado e para a nossa sempre presente obsessão pela perfeição que desejamos parecer.


apeidaeumregalodonarizagentetrata.blogspot.com

o falso passo - poesia e foto

o falso passo da velhice
na pedra velha o vai-vém 
assim o homem conseguisse
vencer o tempo também

poesia - António Garrochinho
foto de João Monteiro
(o falso passo)

Quem disse que os gatos não são inteligentes?

Quem disse que os gatos não são inteligentes?

Quem disse que os gatos não são inteligentes?

TEMPESTADE NA BÉLGICA - o facto ocorreu em Knokke, na Bélgica. No vídeo dá para ver como o tumulto foi grande. Este fenômeno meteorológico é chamado de Núvem Arcus. Tudo começou por volta de 21 horas, após um dia quente de verão, as nuvens se aproximaram das praias de Knokke, com a passagem das nuvens teve início à esta tempestade com vento, trovões e vento forte.

História do vinho A história do vinho tem grande importância histórica, pois o seu surgimento em tempos remotos tornou-o um produto que acompanhou grande parte da evolução ecônomica e sócio-cultural de várias civilizações ocidentais e orientais. Vinhas na região do Minho, Portugal A origem do vinho. O vinho possui uma longínqua importância histórica e religiosa e remonta diversos períodos da humanidade. Cada cultura conta seu surgimento de uma forma diferente. Os cristãos, embasados no Antigo Testamento, acreditam que foi Noéquem plantou um vinhedo e com ele produziu o primeiro vinho do mundo

História do vinho



história do vinho tem grande importância histórica, pois o seu surgimento em tempos remotos tornou-o um produto que acompanhou grande parte da evolução ecônomica e sócio-cultural de várias civilizações ocidentais e orientais.

Vinhas na região do Minho, Portugal
A origem do vinho. O vinho possui uma longínqua importância histórica e religiosa e remonta diversos períodos da humanidade. Cada cultura conta seu surgimento de uma forma diferente. Os cristãos, embasados no Antigo Testamento, acreditam que foi Noéquem plantou um vinhedo e com ele produziu o primeiro vinho do mundo ("E começou Noé a cultivar a terra e plantou uma vinha." Gênesis, capítulo 9, versículo 20). Já os gregos consideraram a bebida uma dádiva dos deuses. Hititas, babilônicas, sumérias, as histórias foram adaptadas de acordo com a tradição e crença do povo sob perspectiva.
Do ponto de vista histórico, sua origem precisa é impossível, pois o vinho nasceu antes da escrita. Os enólogos dizem que a bebida surgiu por acaso, talvez por um punhado de uvas amassadas esquecidas num recipiente, que sofreram posteriormente os efeitos da fermentação. Mas o cultivo das videiras para a produção do vinho só foi possível quando os nômades se tornaram sedentários. Existem referências que indicam a Geórgia como o local onde provavelmente se produziu vinho pela primeira vez, sendo que foram encontradas neste local graínhas datadas entre 7000 a.c. e 5000 a.c.


Os
 egípcios foram os primeiros a registrar em pinturas e documentos (datados de 1000 a 3000 a.C.) o processo da vinificação e o uso da bebida em celebrações. Os faraós ofereciam vinhos e queimavam vinhedos aos deuses; os sacerdotes usavam-nos em rituais; os nobres, em festas de todos os tipos; as outras classes eram financeiramente impossibilitadas de sua compra. O consumo de vinho aumentou com o passar do tempo e, junto com o azeite de oliva, foi um grande impulso para o comércio egípcio, tanto o interno quanto externo. Os primeiros enólogos foram egípcios.Entre os egípcios
[editar]

A partir de 2500 a.C., os vinhos egípcios foram exportados para a Europa Mediterrânea, África Central e reinos asiáticos. Os responsáveis por essa propagação foram os fenícios, povo oriundo da Ásia Antiga e natos comerciantes marítimos. Em 2 mil a.C., chegaram à Grécia.

Na Grécia[editar]


DionísioBaco, deus do vinho (s. IIPradoMadrid).
Cultivado ao longo da costa do Mediterrâneo, o vinho seria cultural e economicamente vital para o desenvolvimento grego.
No mundo mitológico, Dionísio, filho de Zeus e membro do 1o escalão do Olimpo, era o deus das belas artes, do teatro e do vinho. A bebida tornou-se mais cultivada e cultuada do que jamais fora no Egito, sendo apreciada por todas as classes.
A partir de 1000 a.C., os gregos começam a plantar videiras em outras regiões européias. A bebida embriagou a ItáliaSicília, seguindo à península Ibérica. Os gregos fundaram Marselha e comercializaram o vinho com os nativos, sendo este o primeiro contato entre a bebida e a futura França.
Para o gosto contemporâneo, o vinho daquela época era bastante incomum. Homero o descreveu delicado e suave, mas apesar do romantismo e das tradições festivas que a bebida evocou na época, o vinho da Antiguidade "era ingerido com água do mar e reduzido a um xarope tão espesso e turvo que tinha que ser coado num pano e dissolvido em água quente", afirma o historiador inglês e enólogo Hugh Johnson, autor do livro A História do Vinho' (CMS Editora)'.

Em Roma[editar]

Fundada em 753 a.C.Roma era inicialmente uma vila de pastores e agricultores. A partir do século VI a.C., começou a se expandir e, já em 146 a.C., a península Itálica, o Mediterrâneo e a Grécia estavam anexados ao seu território.
Os vinhedos eram cultivados em áreas interioranas e regiões conquistadas. Os romanos levavam o vinho quase como uma “demarcação de território”, uma forma de impor seus costumes e sua cultura nas áreas que conquistavam. Dessa forma, o vinho terminou virando a bebida dos legionários, dos gladiadores, das tabernas enfurnadas de soldados. Junto com os romanos, os vinhedos chegaram à Grã-Bretanha, à Germânia e, por fim, à Gália ― que mais tarde viria se chamar França.
Diferentemente do que se leu nas histórias de Asterix, Roma não tardou em conquistar toda a região da Gália. Sob o comando do imperador Júlio César, enfrentaram os gauleses e, seguindo pelo vale do Rhône, chegaram até Bordeaux. A disseminação das videiras pelas outras províncias gaulesas foi imediata, e pode ser considerada um dos mais importantes fatos na história do vinho. Nos séculos seguintes, cidades como Borgonha e Tréveris surgiram como centros de exportação de vinhos, que inclusive eram superiores aos importados.
A predileção da época era pelo vinho doce. Os romanos colhiam as uvas o mais tardar possível, ou adotavam um antigo método, colhendo-as imaturas e deixando-as no Sol para secar e concentrar o açúcar.
Diferente dos gregos, que armazenavam a bebida em ânforas, o processo romano de envelhecimento era moderno. O vinho era guardado em barris de madeira, o que aprimorava o sabor do vinho (o mesmo ainda é feito no cultivo das videiras ao sul da Itália e dePortugal). Ao lado do Império, o vinho atingiu o apogeu nos séculos I e II.
Na mesma época, as hordas bárbaras que atacavam Roma aumentavam, e as guerras se tornaram incessantes, fazendo declinar oImpério. Sua divisão em duas partes, a Ocidental (sede em Roma) e Oriental (sede em Constantinopla) piorou o controle da situação política e econômica, defasando vários setores. O vinho importado se tornou superior, diminuindo o lucro dos vinhedos romanos e tornando a vinicultura interna cara e fraca. As inúmeras baixas do exército e a constante perda de terras fizeram o Império Romano dar seus últimos passos. Em 476, após a queda do último imperador, o Império Romano Ocidental entrou em colapso. Mas o vinho já não fazia parte de Roma. Era maior, assumira vida própria.



Na Idade Média[editar]

Sucedendo a queda romana, uma grande crise abateu a Europa. Províncias foram reduzidas a reinos de futuro impreciso que se relacionavam mal, causando grande instabilidade econômica. A produção do vinho sofreu então um retrocesso neste continente. Já não envelhecia mais em barris de boa madeira, o que implica o aumento do tempo de oxidação da bebida. Como conseqüência, seu consumo tinha que ser imediato, perdendo a áurea de fineza dos vinhos antigos. A vinicultura somente voltaria a ser beneficiada com o surgimento de um grande poder religioso: a Igreja Católica.
Desde o século IV, quando o imperador romano Constantino converteu-se ao cristianismo, a Igreja fortaleceu-se como instituição. Foi considerada a detentora da verdade e da sabedoria. O simbolismo do vinho na liturgia católica não poderia ter enfoque maior: era o sangue de Cristo. A Igreja começou a se estabelecer como proprietária de extensos vinhedos nos mosteiros das principais ordens religiosas da Europa. Os mosteiros eram recantos de paz, onde o vinho era produzido para o sacramento da eucaristia e para o próprio sustento dos monges. Importantes mosteiros franceses se localizavam em Borgonha e Champagne, regiões que foram e são “nascentes” de vinhos de qualidade. A bebida também se sobressaiu no setor médico: acreditava-se que vinho aromatizado possuía propriedades curativas contra diversas doenças. Com o aprimoramento das receitas, surgiram outros vinhos além do tinto, como osbrancos, rosés e espumantes.
Por volta do século XIII, as cruzadas católicas livraram o Mar Mediterrâneo do monopólio árabe, possibilitando a exportação do vinho pelas vias marítimas.




Na Idade Moderna[editar]

Com as grandes navegações, o continente americano recebeu os vinhedos durante o período de colonização espanhola. Cristóvão Colombo trouxe uvas às Antilhas em 1493, e após a adaptação às terras tropicais, as videiras foram exportadas para o México, osEstados Unidos e as colônias espanholas na América do Sul.

Nos tempos atuais[editar]

Já com a Revolução Industrial, no século XVIII, o vinho perdeu muito em qualidade, porque passou a ser fabricado com técnicas bem menos rústicas, para possibilitar sua produção em massa e venda barata. Embora as antigas tradições tentassem ser preservadas em regiões interioranas francesas, italianas e alemãs, a produção vinícola sofreu modificações irremediáveis para adaptar-se ao mundo industrializado.
No século XX, a vitivinicultura evoluiu muito, acompanhando os avanços da tecnologia e da genética. O cruzamento genético das cepas das uvas, a formação de leveduras transgênicas e a produção mecanizada elevaram substancialmente a qualidade e o sabor do vinho, feito sob medida para agradar os mais diversos paladares.

Portugal[editar]


Um dos vinhos portugueses mais célebres e de grande exportação é o Vinho do Porto.
A introdução da produção vinícola em Portugal continua encoberta por questões ainda não resolvidas em termos de investigação. A primeira referência existente ao consumo de esta bebida fermentada no território em que hoje está localizado Portugal é de Estrabão, que em sua obra, Geographia, observa que os habitantes do Noroeste da Península Ibérica já consumiam vinho, embora de forma bárbara (Livro III).
A primeira referência à produção vinícola em Portugal é de 989, provindo do Livro de Datas do Convento de Fiães, sendo a zona do Douro a mais antiga região demarcada no mundo.
Os vinhos portugueses sempre caracterizaram-se por uma grande variedade de uvas regionais, o que dá um sabor especial ao produto de cada região.
Durante o governo de Salazar, foi incentivado o cultivo de uvas mais comerciais, sendo que, após a Revolução dos Cravos (1974) se voltou a incentivar o cultivo das variedades regionais.



Brasil[editar]

A história do vinho no Brasil inicia-se com o descobrimento, em 1500, pelo navegador português Pedro Álvares Cabral. Relatos1 2indicam que as treze caravelas que partiram de Portugal carregavam pelo menos 65 mil litros de vinho, para consumo dos marinheiros.
As primeiras videiras foram introduzidas no Brasil por Martim Afonso de Sousa, em 1532, na capitania de São Vicente. As cultivares, que posteriormente se espalhariam por outras regiões do Brasil, eram da qualidade Vitis vinifera (ou seja, adequadas para a produção de vinho), oriundas de Portugal e da Espanha.
No mesmo ano, o fundador da cidade de SantosBrás Cubas, foi o primeiro a tentar cultivar videiras de forma mais ordenada. No entanto, da mesma forma que a tentativa precedente, não obteve muito êxito. Em parte, o insucesso da produção de vinhos deu-se pelo protecionismo comercial exercido por Portugal, tendo a corte inclusive proibido o cultivo de uvas, em 1789.
No Rio Grande do Sul, as primeiras videiras foram introduzidas pelos padres jesuítas ainda em 1626, posto que necessitavam do vinho para os rituais da missa católica. A introdução de cultivares européias no Rio Grande se deu com a chegada dos imigrantes alemães, que obtiveram bons resultados.
As videiras americanas, especialmente das espécies Vitis labrusca e Vitis bourquina (variedades Isabel, Concord e outras) foram importadas em 1840 pelo comerciante Thomas Master, que as plantou na Ilha dos Marinheiros. Estas uvas serviam basicamente para o consumo in natura, na forma da fruta fresca ou passas, mas se adaptaram tão bem ao clima local que logo começaram a ser utilizadas para a produção de vinho.
A viniviticultura gaúcha teve um grande impulso a partir de 1875, com a chegada de imigrantes italianos, que aportaram com videiras trazidas principalmente da região do Vêneto - e uma forte cultura de produção e consumo de vinhos. Apesar do sucesso inicial, as videiras finas não se adaptaram ao clima úmido tropical e foram dizimadas por doenças fúngicas. Porém, com a adoção da variedade Isabel, então cultivada pelos colonos alemães no Vale do Rio dos Sinos e no Vale do Caí, deu-se continuidade à produção de vinhos que, embora de qualidade duvidosa, espalhou-se para outras regiões do país, tornando-se base do desenvolvimento da vitivinicultura no Rio Grande do Sul e em São Paulo.
Mas foi somente a partir da década de 1990 que vinhos de maior qualidade passaram a ser produzidos, com crescente profissionalização e a adaptação de uvas finas (Vitis vinifera) ao clima peculiar da Serra Gaúcha. A região produz hoje vinhos de qualidade bastante satisfatória e crescente.
Outra região que está a crescer e a firmar-se como produtora de vinhos é o Vale do São Francisco, situado nos estados dePernambuco e Bahia. Como em todas as regiões, a viticultura é fundamental desempenhando aqui um factor primordial pois devido às características climáticas, esta região é a única do mundo a produzir vinhos de qualidade oriundos de duas colheitas por ano.
Destaca-se no Brasil a produção de espumantes, que se beneficiam de um clima bastante favorável. Os espumantes brasileiros são hoje classificados como vinhos de boa qualidade, mas ainda carentes de distribuição mundial e reconhecimento.
O consumo vinho no Brasil ainda é muito pequeno e restrito apesar do forte impulso que o mercado recebeu nos últimos 30 anos. O hábito de beber vinho, sempre presente nas mesas mais abastadas e também dos imigrantes europeus, chegou ao brasileiro médio com o início da importação de vinhos europeus entre os anos 70 e 80 dos famosos rieslings de garrafa azul, de baixo custo e, diga-se, de péssima qualidade, mas que caiu no gosto popular. O tempo e a apuração do paladar fez com que o brasileiro passasse a exigir produtos melhores provocando a importação de novos rótulos e maiores cuidados com a produção nacional levando o vinho, de fato, a fazer parte da mesa brasileira.

Estados Unidos da América[editar]

Em 1976, um "julgamento" acontecido em Paris representou uma quebra de paradigma no mapa enólogo do globo terrestre. No "Julgamento de Paris", uma degustação às cegas dos vinhos Norte Americanos, tintos e brancos californianos e dos famosos vinhos franceses resultou na vitória inusitada dos vinhos do Novo Mundo. O julgamento tornou-se um marco na história do vinho, e aconteceu no dia 24 de maio de 1976.
Em 2006, na mesma data, trinta anos depois, o mesmo evento foi repetido em Napa Valley e Londres, às cegas, e novamente mostrou que vinhos de boa qualidade também podem ser encontrados fora do Velho Mundo. Neste ano, em degustação idêntica e com participação dos mesmos 12 representantes americanos e 8 representantes franceses, os vinhos envelhecidos durante os 30 anos que passaram, dos Estados Unidos da América novamente levaram vantagens sobre Bordeaux e Borgonha.

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

TRADIÇÕES DE PORTUGAL - Chocalhada de São Martinho » Região Centro » Sub-região Serra da Estrela » Seia » Loriga » Tradições de Loriga » Chocalhada de São Martinho Nos últimos anos, vem acontecendo, em Loriga, concelho de Seia, na Serra da Estrela, a tradicional "Chocalhada" na noite de São Martinho. É uma tradição que tem a ver com o facto de, desde há muito as gentes da serra se dedicarem à pastorícia.

Chocalhada de São Martinho



Nos últimos anos, vem acontecendo, em Lorigaconcelho de Seia, na Serra da Estrela, a tradicional "Chocalhada" na noite de São Martinho. É uma tradição que tem a ver com o facto de, desde há muito as gentes da serra se dedicarem à pastorícia. O gado, quer ovino e caprino, quer bovino, que abundava na região de Loriga noutros tempos, usava a "loiça" (chocalhos e campainhas) para anunciar a sua presença e para indicar ao pastor por onde andava, quando algum se tresmalhava. Assim, os pastores pegavam na "loiça" do seu gado e, e desciam ao povoado na noite de São Martinho, animando com o grande alarido dos chocalhos as gentes de Loriga.
Chocalhada de São Martinho, em Loriga
Chocalhada de São Martinho, em Loriga
Ao investigarmos esta tradição, deparámo-nos com algumas explicações interessantes, se bem que, algumas delas, contraditórias. Para uns, tratava-se de uma forma de ritualizar os medos que os pastores sentiam. Quando, isolados no cimo da serra, enfrentavam as intempéries e os perigos da proximidade dos lobos esfomeados, sentiam alguns medos, quanto mais não fosse, pela solidão e impossibilidade de ter ajuda, caso algo corresse mal. Esta tradição tão ruidosa era uma forma de "espantar os maus espíritos", para que não exercessem as suas más influências sobre si e os seus rebanhos.
Outra explicação leva-nos à tradição da quadra do São Martinho. Como era a altura de provar o vinho e os pastores, normalmente estavam com os rebanhos mais próximos da vila, sentiam-se mais seguros e abusavam um pouco mais da bebida, o que naturalmente era causa de alguma euforia exagerada. Assim, pegavam na loiça do seu gado e davam largas a essa euforia causada pela abundância do vinho.
Também há quem diga que, por esta altura era o tempo de os rebanhos regressarem da transumância para perto da vila e esta era uma forma de anunciar a alegria que os pastores sentiam ao voltarem ao convívio com as suas famílias e amigos. O certo é que se trata de uma tradição muito interessante e, em boa hora retomada por um grupo de homens e rapazes que a têm mantido e se espera continuem a manter.
Também a ANALOR - Associação dos Naturais e Amigos de Loriga, com sede emSacavém, tem feito reviver nesta cidade as tradições da sua terra, nomeadamente esta na noite de São Martinho e as Janeiras por altura do Natal.
Pinto Gonçalves
http://terrasdeportugal.wikidot.com