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quarta-feira, 2 de outubro de 2013

O BEIJO DE JUDAS - O QUE É A COMPAIXÃO? - O AMOR DOS HOMENS... "El beso de Judas: Este toro reconoció a quien lo crió y buscó ayuda antes de que lo mataran en la plaza. Quien lo crió y cuidó no hizo nada por él, excepto mirar como lo torturaban y mataban. Este es el amor de los hombres."


O BEIJO DE JUDAS - O QUE É A COMPAIXÃO? - O AMOR DOS HOMENS...




"El beso de Judas: Este toro reconoció a quien lo crió y buscó ayuda antes de que lo mataran en la plaza. Quien lo crió y cuidó no hizo nada por él, excepto mirar como lo torturaban y mataban. Este es el amor de los hombres."







    na praça apinhada de asnos
    desse judas o olhar cerrado
    os teus em súplica abertos
    geme o coração destroçado

    à infame e vil tortura
    a que vais ser sujeito
    tu nobre e fera criatura
    com a mágoa no peito

    boca com boca no falso amor 
    beijo no próprio beijo contrafeito
    a olvidar o que em ti é dor
    estirpe em que tudo é imperfeito

    vos esconjuro miseráveis humanos
    nesta noite de perpétua escuridão
    raça que ao mundo só causa danos
    a ignorar a essência da compaixão

muitos são aqueles animais ferozes ou brandos
mas dos mais atrozes são os judas e quejandos

    

O MAIOR ININIGO DA COMPAIXÃO NÃO É A IGNORÂNCIA, É A ILUSÃO ÉTICA DE SENDEIROS E GOVERNANTES.


paz - poesia de António Garrochinho



HOJE NO " JORNAL DE NOTÍCIAS" Maioria PSD/CDS-PP inviabiliza queixa do Parlamento contra Rui Machete A maioria PSD/CDS-PP inviabilizou, esta quarta-feira, na conferência de líderes parlamentares, o requerimento do Bloco de Esquerda para que o parlamento apresentasse queixa na Procuradoria-Geral da República sobre uma alegada "mentira" de Rui Machete ao Parlamento.

HOJE NO
" JORNAL DE NOTÍCIAS"

Maioria PSD/CDS-PP inviabiliza queixa 
do Parlamento contra Rui Machete

A maioria PSD/CDS-PP inviabilizou, esta quarta-feira, na conferência de líderes parlamentares, o requerimento do Bloco de Esquerda para que o parlamento apresentasse queixa na Procuradoria-Geral da República sobre uma alegada "mentira" de Rui Machete ao Parlamento.

O líder parlamentar do PSD, Luís Montenegro, adiantou aos jornalistas que a "decisão maioritária foi no sentido de não fazer seguir o pedido que tinha sido formulado pelo BE e acusou aquele partido de querer "instrumentalizar" o Parlamento "não por uma questão jurídica mas por uma questão política".
Face à decisão da conferência de líderes, o líder parlamentar do BE, Pedro Filipe Soares, deverá apresentar uma deliberação que terá de ser discutida e votada em plenário. 

"Da nossa parte o assunto não morreu aqui. Insistiremos nesta matéria porque achamos que a Assembleia da República não pode ficar refém desta mentira e dos interesses da maioria", afirmou Pedro Filipe Soares. 

Em discussão estava um requerimento do BE para que o parlamento participasse à Procuradoria-Geral da República o que diz ser a"mentira" do ministro dos Negócios Estrangeiros, Rui Machete, sobre a propriedade de ações da SLN.
Questionado pelos jornalistas, o deputado bloquista admitiu a possibilidade de o grupo parlamentar fazer em nome próprio uma participação à Procuradoria Geral da República mas não antes de esgotadas todas as vias parlamentares. 

"Esta escolha da maioria é a tentativa de silenciar a Assembleia. Se há alguém que forneceu uma informação errada a uma comissão de inquérito, não pode passar impune", disse.
O deputado frisou que Rui Machete deu "uma informação falsa" ao Parlamento quando afirmou, numa resposta enviada por carta ao BE, que não era detentor de ações da SLN (Sociedade Lusa de Negócios).
"Essa informação condicionou a atividade dos deputados porque face a isso não lhe fizeram perguntas que fizeram a outros acionistas da SLN e claro que isso teve consequências para a ação da comissão de inquérito (sobre o BPN)", frisou, acusando a maioria PSD/CDS-PP de querer "colocar acima da verdade, o interesse partidário". 

Dizendo não ver qualquer "conduta censurável" por parte de Rui Machete, o líder parlamentar do PSD afirmou que se o BE "tem uma posição diferente, tem toda a legitimidade para remeter para as autoridades competentes que farão a averiguação".
Rui Machete, ministro dos Negócios Estrangeiros, manifestou na passada semana disponibilidade para prestar esclarecimentos ao Parlamento sobre o que classificou como "erro involuntário", depois de admitir ter sido acionista da SLN entre 27 de dezembro de 2000 e 30 de agosto de 2007.


* Um governo alicerçado em aldrabices tem de sustentar aldrabões!


apeidaeumregalodonarizagentetrata.blospot.pt

GRANDES FENÓMENOS - Vídeo Bebé de dois anos 'dá à luz' irmão gémeo Após apresentar vários problemas respiratórios e uma forte dilatação no estômago, Xiao Feng, de apenas dois anos, deu à luz aquele que era o seu irmão gémeo. De acordo com o Daily Mail, a criança chinesa terá absorvido, ainda no ventre da sua mãe, o feto do seu irmão gémeo. Veja o vídeo.


Vídeo Bebé de dois anos 'dá à luz' irmão gémeo
Após apresentar vários problemas respiratórios e uma forte dilatação no estômago, Xiao Feng, de apenas dois anos, deu à luz aquele que era o seu irmão gémeo. De acordo com o Daily Mail, a criança chinesa terá absorvido, ainda no ventre da sua mãe, o feto do seu irmão gémeo. Veja o vídeo.
Bebé de dois anos dá à luz irmão gémeo
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DR
Segundo o Daily Mail, a criança estava grávida daquele que seria o seu irmão gémeo, tendo sido levada para o bloco operatório para que fosse realizado o 'parto'.
O feto, com uma coluna de 20 centímetros, membros inferiores, superiores e dedos formados, foi retirado da barriga da criança durante a operação.
De acordo com os médicos, este caso é raro mas ocorre quando o óvulo não consegue separar-se totalmente, ficando uma das partes fertilizadas dentro de um dos fetos.
A criança que 'deu à luz' está bem de saúde, mas não foram fornecidas informações sobre o feto.

Passos Coligação pode "morrer na praia" mas não por culpa própria O primeiro-ministro e líder do PSD afirmou ontem, na abertura do Conselho Nacional do seu partido, que a coligação até pode "morrer na praia", mas não por culpa própria, cita a Rádio Renascença. Passos Coelho deixou também um recado para o Tribunal Constitucional.

Passos Coligação pode "morrer na praia" mas não por culpa própria
O primeiro-ministro e líder do PSD afirmou ontem, na abertura do Conselho Nacional do seu partido, que a coligação até pode "morrer na praia", mas não por culpa própria, cita a Rádio Renascença. Passos Coelho deixou também um recado para o Tribunal Constitucional.
POLÍTICA
Coligação pode morrer na praia mas não por culpa própria
DR
Sobre as relações com o CDS, Passos disse que a coligação pode "morrer na praia", mas não por culpa própria, e acrescentou que não será por causa do Executivo que Portugal vai precisar de um segundo resgate da troika, refere a Rádio Renascença.
Para o primeiro-ministro, os riscos estão fora do Governo e nas mãos do Tribunal Constitucional, que após ter chumbado várias medidas está a apreciar o o aumento do horário de trabalho para a Função Pública.
O líder do PSD insistiu mesmo na pressão ao Constitucional, lembrando que é grande o risco de as decisões do tribunal fazerem cair por terra as reformas que já estão em curso.

elementos - poesia António Garrochinho



2013 poesia - António Garrochinho






Rescaldos, pormenores... e “pormaiores” Parada de Todeia. Já ouviram falar? É uma pequena freguesia do concelho de Paredes, ali junto ao Porto. No fim da minha intervenção musical, a que se seguiria a Luísa Basto, eram 11 da noite do último dia de campanha entre aquele pequeno aglomerado de pessoas firmemente convencidas de que, embora rodeadas por dezenas de freguesias PSD e PS... a CDU ia ter maioria.


Rescaldos, pormenores... e “pormaiores”



Parada de Todeia. Já ouviram falar? É uma pequena freguesia do concelho de Paredes, ali junto ao Porto. No fim da minha intervenção musical, a que se seguiria a Luísa Basto, eram 11 da noite do último dia de campanha entre aquele pequeno aglomerado de pessoas firmemente convencidas de que, embora rodeadas por dezenas de freguesias PSD e PS... a CDU ia ter maioria. Depois da viagem de trezentos e cinquenta quilómetros até casa, onde cheguei pelas 3 da madrugada, só tive que esperar umas horas para ter a confirmação: A CDU teve a maioria! Quase 54%!!! Esta última acção de campanha, naquela espécie de aldeia gaulesa do Asterix, como que deu o mote para o que aconteceria no país.
Lá mais em cima, em Viana do Castelo, “um pontinho encarnado” (como lhe chamou uma amiga) na Meadela em que vivi quando tinha 5/6 anos de idade.
Na cidade de Santarém, a tão gostosa novidade do aparatoso “malho” da candidata do PS... mas isso é conversa mais privada.
Entre tantas estórias e pormenores de campanha, como não destacar as grandes emoções de Loures, Évora, Beja e Grândola... e as outras Câmaras e Juntas, pois a CDU não tem autarquias "filhas ou enteadas”.
Para ser mais exacto e para usar o termo “surreal” empregado pela “rtp-n” e que o Miguel Tiago tão bem apontou... enquanto o PS conquista X, o PSD ganha Y e o CDS tem Z... os comunistas “controlam” 34 Câmaras. A saber:
Avis,
Évora,
Castro Verde,
Serpa,
Moita,
Cuba,
Alandroal,
Alcácer,
Peniche,
Alvito,
Beja,
Grândola,
Vila Viçosa,
Arraiolos,
Constância,
Palmela,
Sobral de Monte Agraço,
Mora,
Monforte,
Almada,
Seixal,
Santiago do Cacém,
Alpiarça,
Sesimbra,
Silves,
Loures,
Benavente,
Barreiro,
Vidigueira,
Alcochete,
Moura,
Setúbal,
Montemor-o-Novo,
Barrancos.
Em quase todos esses lugares participei, ao longo dos anos, em sessões culturais em que, teimosamente, insisti numa certa maneira de cantar. Em certos autores. Num reportório que está, ano após ano, a desmentir as copiosas notícias sobre o seu inevitável desaparecimento.
Fica a alegria e a sensação modestamente pretensiosa (passe o oximoro) de ter contribuído com algumas gotas para o mar de esforço e dedicação dos activistas e militantes da CDU.


É bom!

NÃO SE DIVULGA, NÃO SE DIVULGA EM NOME DA "VIDA PRIVADA" ! -Gabinete de Poiares Maduro diz que dar relatório sobre salários na RTP vai contra o ordenamento jurídico O gabinete do ministro Adjunto e do Desenvolvimento Regional, Poiares Maduro, recusou entregar ao parlamento o relatório de gestão salarial da Rádio Televisão Portuguesa que tem informação personalizada sobre as remunerações pagas na estação pública.

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Governo não divulga salários da RTP em nome da "vida privada"


Gabinete de Poiares Maduro diz que dar relatório sobre salários na RTP vai contra o ordenamento jurídico
O gabinete do ministro Adjunto e do Desenvolvimento Regional, Poiares Maduro, recusou entregar ao parlamento o relatório de gestão salarial da Rádio Televisão Portuguesa que tem informação personalizada sobre as remunerações pagas na estação pública. A resposta a um pedido do Bloco de Esquerda invoca a lei da protecção de dados e argumenta que o envio do relatório único “poderá ser susceptível de pôr em causa o respeito pela reserva da vida privada, bem como dos direitos, liberdades e garantias pessoais dos trabalhadores”.
O requerimento para a entrega do documento foi apresentado por Cecília Honório. A deputada do Bloco Esquerda considerou que as declarações do presidente da RTP, Alberto da Ponte, “deixaram dúvidas concretas sobre o futuro dos trabalhadores da empresa bem como a gestão salarial dos mesmos”. O Bloco pediu os dados nominativos que fossem relevantes para a fiscalização parlamentar da proibição legal de melhorias salariais dos trabalhadores da RTP, definidas nos Orçamentos do Estado de 2012 e 2013. A administração da estação foi uma das que pediram excepções aos cortes salariais.
O gabinete do ministro que tutela a RTP considera que o envio do relatório com informação personalizada está impedido pelo ordenamento jurídico e remete a fiscalização para a Inspecção-Geral de Finanças, cuja análise não identifica nomes. As empresas públicas estão obrigadas a divulgar a remuneração anual dos membros dos órgãos de gestão e fiscalização.

MAIS UM ESCROQUE, MAIS UM PANTOMINEIRO, "HOMEM" BARATO QUE NÃO CONVENCE NINGÚEM QUE FACE AO ARREDAR PELOS SEUS COMPARSAS DE PARTIDO CHORA AGORA A PERCA DE MAIS TACHOS -Capucho: Declarações do PSD visam «desviar atenções da derrota» Capucho: Declarações do PSD visam «desviar atenções da derrota» in António Capucho disse hoje que a ameaça de expulsão feita na terça-feira pelo porta-voz do partido aos militantes que se candidataram nas autárquicas como adversários «são uma tentativa de desviar as atenções da derrota eleitoral».

Capucho: Declarações do PSD visam «desviar atenções da derrota»

Capucho: Declarações do PSD visam «desviar atenções da derrota»

António Capucho disse hoje que a ameaça de expulsão feita na terça-feira pelo porta-voz do partido aos militantes que se candidataram nas autárquicas como adversários «são uma tentativa de desviar as atenções da derrota eleitoral».


O cofundador do PSD António Capucho reagia assim às declarações de Marco António Costa à margem da reunião do Conselho Nacional do PSD, em Lisboa, de que ou os sociais-democratas que concorreram contra o partido nas eleições autárquicas suspendem a sua inscrição como militantes ou o Conselho de Jurisdição tratará da questão.
Questionado sobre os casos de militantes sociais-democratas como António Capucho e Marco Almeida que se candidataram às autárquicas de domingo em listas adversárias às do partido no concelho de Sintra, Marco António Costa afirmou que "o PSD é por natureza um partido tolerante, mas, como todos os partidos, tem estatutos".
Em declarações hoje à agência Lusa, António Capucho reconheceu que as declarações do porta-voz do PSD são “inteligentes, mas são também uma tentativa de desviar as atenções” da derrota eleitoral.
O cofundador do PSD lembrou também que já suspendeu a sua inscrição como militante do partido há mais de dois anos.
“Eu tenho a minha inscrição suspensa há muito tempo, mesmo antes de ser candidato numa lista independente no concelho de Sintra. Há cerca de dois anos senti que estava em rota de colisão com o partido e suspendi a minha inscrição”, salientou.
Em declarações aos jornalistas, à margem da reunião do Conselho Nacional do PSD, em Lisboa, Marco António Costa referiu que, na "esmagadora maioria" dos casos de candidaturas contra o PSD, "o militante toma a iniciativa de suspender a sua inscrição", acrescentando: "Quando assim não acontece, o Conselho de Jurisdição, nos termos dos estatutos, trata da questão."
Segundo Marco António Costa, "os processos disciplinares são competência dos conselhos de jurisdição, que têm completa autonomia na forma como atuam".
“Tenho de reconhecer que foi uma atitude inteligente [por parte de Marco António Costa] porque evita um ambiente de caça às bruxas e pode promover, se essa for a vontade do partido, uma tentativa de diálogo no sentido de promoverem uma regeneração das autuais estruturas do partido”, disse António Capucho à Lusa.
António Capucho, que se candidatou à Assembleia Municipal de Sintra nas listas de Marco Almeida, disse que uma “caça às bruxas não seria benéfica para o partido neste momento”.
Os Estatutos do PSD estabelecem que "cessa a inscrição no partido dos militantes que se apresentem em qualquer ato eleitoral nacional, regional ou local em candidatura adversária da candidatura apresentada ou apoiada pelo PPD/PSD".
Diário Digital com Lusa

inclúi vídeo - Sobre a reunião do Comité Central do PCP Terça 1 de Outubro de 2013 O Comité Central do PCP procedeu à análise dos resultados das eleições autárquicas do passado dia 29 e às suas repercussões na actual situação política. Analisou também aspectos da evolução da situação económica, social e da crise política e institucional dela decorrente, e procedeu a uma avaliação do desenvolvimento da luta de massas e definiu as tarefas da actividade do Partido para o futuro imediato.

Conferência de Imprensa, Jerónimo de Sousa, Secretário-Geral, Lisboa

Sobre a reunião do Comité Central do PCP


O Comité Central do PCP procedeu à análise dos resultados das eleições autárquicas do passado dia 29 e às suas repercussões na actual situação política. Analisou também aspectos da evolução da situação económica, social e da crise política e institucional dela decorrente, e procedeu a uma avaliação do desenvolvimento da luta de massas e definiu as tarefas da actividade do Partido para o futuro imediato.
Em relação aos resultados das eleições autárquicas, o Comité Central do PCP sublinha a importância da vitória eleitoral obtida pela CDU. A expressiva votação alcançada – a CDU é única força política que cresce em votos, percentagem, maiorias e mandatos, dá continuidade a uma sólida e sustentada progressão da Coligação Democrática Unitária na vida política nacional e testemunha a ampla corrente de apoio e confiança de um número crescente de portugueses e portuguesas.
Assume particular significado: o aumento da votação obtida com a passagem de 10.6% para 12.1% nas Assembleias Municipais; a conquista de dez novos municípios (Alandroal, Alcácer do Sal, Beja, Cuba, Évora, Grândola, Loures, Monforte, Silves, Vila Viçosa) que, apesar da perda de quatro, se traduz no aumento de maiorias de 28 para 34 municípios; a confirmação como força maioritária na Área Metropolitana de Lisboa e o significativo avanço de posições conquistadas em minoria (nas vereações, nas Assembleias Municipais e de Freguesia), em particular no Norte e Centro do País.
O Comité Central do PCP sublinha o inegável valor, importância e significado do conjunto dos resultados obtidos. Resultados que são manifestação do reconhecimento da intervenção da CDU nas autarquias e da sua dedicação aos interesses populares e à causa pública, e são ao mesmo tempo expressão da intervenção coerente e determinada das forças que integram a Coligação – o PCP, o PEV, a Intervenção Democrática – na defesa dos interesses populares e na resistência e combate à política de direita.
Trata-se igualmente de um resultado que dá inequivocamente mais força e confiança à luta por uma política alternativa que inverta o rumo de desastre imposto pela política de direita e abra perspectivas de uma política alternativa, patriótica e de esquerda.
A expressiva derrota do PSD e CDS nestas eleições (traduzida na perda de quase 600 mil votos e de mais de 10 pontos percentuais) é indissociável de uma clara condenação dos trabalhadores e do povo português da sua política de ruína nacional e de empobrecimento dos portugueses, e do crescente isolamento político e social do Governo e dos partidos que o suportam.
Por sua vez o resultado eleitoral do PS, com uma redução de votação face a 2009 ( de 37.7 para 36.3 %) – traduz um sinal de distanciamento de muitos eleitores face não apenas ao seu percurso governativo num passado recente, mas também, e sobretudo, quanto ao seu comprometimento com o Pacto de Agressão e os eixos essenciais da política do actual governo. Assume particular significado que os partidos da troika nacional (PS,PSD e CDS) tenham perdido mais de 800 000 votos, traduzindo uma clara condenação da política de direita que há anos prosseguem.
Os resultados e, sobretudo, a corrente de apoio às nossas propostas e intervenção, são um sólido elemento de confiança para as batalhas políticas e eleitorais futuras que continuaremos a travar por uma vida melhor nos concelhos e freguesias deste país, pela indispensável demissão do Governo, pela rejeição do Pacto de Agressão e pela derrota da política de direita.
No que se refere à evolução da vida nacional, ela continua marcada pela degradação da situação económica e social, onde pontuam uma profunda recessão e um elevadíssimo desemprego, e o agravamento das condições de vida dos portugueses, bem como o aprofundamento da crise política e institucional.
Uma situação inseparável das consequências da política de direita e do processo de integração capitalista na União Europeia, agravada e intensificada com a concretização do Pacto de Agressão, subscrito por PS, PSD e CDS e que se traduz, por parte do governo, num verdadeiro assalto às instituições democráticas e por uma persistente acção de desrespeito e violação da Constituição da República.
O apoio e cobertura dados a um governo politicamente ilegítimo e socialmente isolado; as manobras para salvar a política de direita, nomeadamente a iniciativa de juntar aqueles que há dois anos subscreveram o Pacto de Agressão num “compromisso de salvação nacional”,são testemunhos da acção do Presidente da República que, ao arrepio dos deveres constitucionais a que está vinculado, se revela determinado a assegurar o prosseguimento do rumo de desastre nacional.
A decisão do Presidente da República de manter o Governo e não convocar eleições antecipadas significou, não um passo para vencer os problemas nacionais, mas sim para agravar a crise económica, social, política e institucional em que o País se encontra.
A manobra propagandística de proclamação de um “novo ciclo” e “um novo governo” que sectores do grande capital e dos interesses dominantes ensaiaram – sustentada em ilusórios e infundados sinais de uma “retoma” ou “viragem” – está desmentida, não só pela realidade nacional como pelo confirmado rumo de afundamento económico, de agravamento da exploração e empobrecimento do país e dos portugueses que o governo visa prosseguir.
Um rumo que se agravará com o novo pacote de terrorismo social já indiciado, mas em parte escondido, que o governo prepara com o Orçamento de Estado para 2014. Um novo e brutal pacote de medidas anti-sociais contra as funções sociais do Estado e os serviços públicos, de promoção de milhares de despedimentos, designadamente na Administração Pública, de redução da protecção no desemprego e na doença, de novos roubos nos salários e nas pensões de reforma e no prosseguimento da criminosa política de privatizações.
O Comité Central do PCP alerta para as consequências desastrosas da actual política e de perpetuação do Pacto de Agressão na base de um eventual segundo resgate que o Governo dá já indícios de estar a preparar com a troika estrangeira. Uma solução que, correspondendo inteiramente aos interesses dos chamados “mercados”, só contribuirá para intensificar o processo de exploração, saque dos recursos do País e de dependência nacional.
Só a rejeição do Pacto de Agressão e a demissão do Governo com a convocação de eleições antecipadas pode assegurar as condições para vencer e ultrapassar a difícil situação para que Portugal foi arrastado, para assegurar o indispensável crescimento económico e afirmar o direito a um desenvolvimento soberano.
A urgência de uma ruptura com a política de direita e de uma mudança na vida nacional que abra caminho à construção de uma política alternativa, patriótica e de esquerda, constitui um imperativo nacional, uma condição para assegurar um Portugal com futuro, de justiça social e progresso, um país soberano e independente.
Uma política assente em seis opções fundamentais à cabeça das quais estão a rejeição do Pacto de Agressão e a renegociação da dívida nos seus montantes, juros, prazos e condições de pagamento rejeitando a sua parte ilegítima, com a assunção imediata de uma moratória negociada ou unilateral e com redução do serviço da dívida para um nível compatível com o crescimento económico e a melhoria das condições de vida; a defesa e o aumento da produção nacional, a recuperação para o Estado do sector financeiro e de outras empresas e sectores estratégicos indispensáveis ao apoio à economia, o aumento do investimento público e o fomento da procura interna e a valorização efectiva dos salários e pensões, e o explícito compromisso de reposição de salários, rendimentos e direitos roubados, incluindo nas prestações sociais.
O Comité Central, sublinhando o papel decisivo que a luta dos trabalhadores e do povo assumirá na defesa dos seus direitos e rendimentos e na inadiável derrota do governo, apela à sua intensificação e diversificação e salienta a importância da acção nacional de luta convocada pela CGTP-IN para o próximo dia 19 de Outubro, a “Marcha Por Abril, contra a exploração e o empobrecimento” que decorrerá em Lisboa/Setúbal, no Porto e nas regiões autónomas dos Açores e da Madeira.
Mais do que nunca é nas mãos dos trabalhadores, da sua acção e da sua luta, que reside a possibilidade de derrotar a actual ofensiva, demitir o governo e levar à convocação de eleições antecipadas.
Nesta sua reunião, o Comité Central definiu um vasto conjunto de tarefas e direcções de trabalho, onde avultam no imediato a intervenção com vista à ampliação, dinamização e diversificação da luta dos trabalhadores e das populações; o prosseguimento das comemorações do centenário de Álvaro Cunhal com a realização, em Lisboa, a 26 e 27 de Outubro do Congresso “Álvaro Cunhal, o projecto comunista e o mundo de hoje” e o comício comemorativo de 10 de Novembro no Campo Pequeno; a promoção das iniciativas do 40º aniversário do 25 de Abril e o lançamento, desde já, do trabalho de preparação das eleições para o Parlamento Europeu de 25 de Maio do próximo ano.
Consciente das exigências do tempo presente, o PCP reafirma o seu compromisso de sempre para com os trabalhadores e o povo, sublinha a necessidade de ampliar a convergência, intervenção e mobilização das forças sociais e políticas, dos democratas e patriotas, que inconformados com o caminho de decadência nacional e de empobrecimento dos portugueses aspiram à concretização de uma outra política que assegure uma vida melhor num Portugal com futuro.