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quinta-feira, 19 de setembro de 2013

há rir e rir… Os humoristas dizem muitas vezes que hoje não é praticamente necessário ter um grande talento, toque de genialidade ou dom especial para, nas actuais circunstâncias, fazer rir.

há rir e rir…

Os humoristas dizem muitas vezes que hoje não é praticamente necessário ter um grande talento, toque de genialidade ou dom especial para, nas actuais circunstâncias, fazer rir. Afirmam com alguma regularidade que a situação do nosso país é, só por si, um manancial do mais requintado e insofismável anedotário que alguma vez atravessou lusas paragens. Declaram que basta dotar a fauna que fala e se mostra por aí de alguns poucos traços técnicos relativos à composição de caricaturas para que a realidade realce e expanda o que na verdade já é: uma comédia.
Sem querer contrariar, até porque a comédia está tão próxima da tragédia que há gente que as confunda, prefiro achar que a fauna desfilante da neoliberal procissão proporciona um espectáculo mais deprimente que humorístico, mais neurológico que hilário, mais aterrador que cómico, mais grave e perigoso que burlesco.
Sem necessidade de grande talento, também não nos custa ver, nesta procissão insana que não passa do adro, neste préstito funério que nem encomenda as almas, neste cortejo sem prendas nem flores, palhaços galhofeiros que apavoram crianças, títeres que espetam corrosivos punhais, bobos que matam por asfixia de riso, truões que nos espoliam, nos definham, gargalhando.
Que me desculpem os humoristas, mas um espectáculo assim pode muito bem ser uma tragédia, um holocausto, um estertor. O mesmo espectáculo vira riso para os poderosos e sacrilégio para os desamparados. Um espectáculo assim pode muito bem ser de morrer a rir…


tralapraki.blogspot.pt

A consciência O velho Sebastião sentava-se todos os dias numa cadeira de pau que tinha encostada à parede exterior da casa, junto à porta de entrada. Ficava ali observando a rua e quem por lá passava. Por vezes um ou outro vizinho parava junto dele e trocavam dois dedos de conversa. Depois seguiam caminho e ele mantinha-se ali, sentado, pensando na vida e lembrando-se do passado.


A consciência

O velho Sebastião sentava-se todos os dias numa cadeira de pau que tinha encostada à parede exterior da casa, junto à porta de entrada. Ficava ali observando a rua e quem por lá passava. Por vezes um ou outro vizinho parava junto dele e trocavam dois dedos de conversa. Depois seguiam caminho e ele mantinha-se ali, sentado, pensando na vida e lembrando-se do passado.

Havia assuntos de que ele não queria recordar-se mas que sistematicamente lhe vinham à memória. Abanava a cabeça tentando afugentar recordações que o embaraçavam, sabendo que já não poderia redimir-se junto de quem tanto havia prejudicado. Incomodado, acabava por se levantar de repente, recolhia a cadeira para dentro de casa e, ao olhar para o chão, via sempre um pequeno monte de detritos de uma cor que variava de dia para dia.

Intrigado e sem saber de onde surgia aquela espécie de serradura ia buscar uma vassoura e uma pá para a remover. O mais bizarro era que mal deitava fora aquela poeira desconhecida, o velho Sebastião esquecia-se do caso e só voltava a ficar preocupado com o estranho acontecimento no dia seguinte, quando encontrava nova serradura junto à cadeira onde passava os dias sentado, pensando no que tinha feito da vida.

Com o tempo começou a perceber que o volume de detritos acumulados diariamente junto à sua cadeira era tanto maior quanto mais se lembrava de uma injustiça que cometera na juventude. O velho Sebastião percebeu finalmente a razão do fenómeno. O facto é que, por não ter reconhecido a sua culpa quando devia, lhe roía agora a consciência. Roía-lhe de tal forma que se desfazia aos poucos aos pés da cadeira de pau onde se sentava todos os dias.


Publicada por luisa
aesquinadatecla.blogspot.pt

HOJE NO "PÚBLICO" Sindicato repudia ameaças de Jardim a jornalistas da RTP-Madeira O presidente do governo madeirense ameaçou pôr “tudo para o olho da rua” quando o centro da televisão pública for regionalizado. O Sindicato dos Jornalistas manifesta "o mais vivo repúdio" sobre o facto do presidente do governo regional da Madeira ter ameaçado quarta-feira, num acto oficial público, os jornalistas ao serviço da RTP na região de serem postos no “olho da rua”.

HOJE NO
"PÚBLICO"

Sindicato repudia ameaças de Jardim 
a jornalistas da RTP-Madeira

O presidente do governo madeirense ameaçou pôr “tudo para o olho da rua” quando o centro da televisão pública for regionalizado.

O Sindicato dos Jornalistas manifesta "o mais vivo repúdio" sobre o facto do presidente do governo regional da Madeira ter ameaçado quarta-feira, num acto oficial público, os jornalistas ao serviço da RTP na região de serem postos no “olho da rua”.

 “A forma desprimorosa e até ofensiva com que Alberto João Jardim se refere a jornalistas – e a personalidades da vida pública madeirense e nacional – já não surpreende ninguém. Mas continua a ser inaceitável e justifica o mais vivo repúdio”, diz  Sindicato dos Jornalistas (SJ), acrescentando que “por maior que seja a discordância quanto ao acompanhamento jornalístico e aos critérios editoriais dos órgãos de informação, não pode simplesmente usar tais termos e muito menos proferir ameaça”.

Segundo o SJ O  SJ as ameaças de Jardim constituem uma “verdadeira coacção sobre os jornalistas ao serviço da RTP, especialmente os responsáveis editoriais”, sobretudo tendo em conta o processo de reestruturação da empresa Rádio e Televisão de Portugal (RTP) e quando existe o risco de o governo central vir a entregar ao governo regional poderes sobre a RTP-Madeira.

Tais ameaças, adianta, constitui "um indício muito grave de que Alberto João Jardim não hesitará em encetar despedimentos punitivos se algum dia lhe for entregue poder sobre a empresa no plano regional".

Manifestando a sua "solidariedade para com os jornalistas na RDP-Madeira e na RTP-Madeira, bem como a todos os profissionais que exercem a sua profissão naquela região", o SJ "apela ao ministro-adjunto e do Desenvolvimento Regional [Poiares Maduro] para que trave qualquer intenção de regionalização da empresa RTP e exorta o Parlamento a não permitir o desmantelamento da RTP nem a alienação do controlo dos centros regionais".

Jardim, ao ser abordado por dois cidadãos no decurso de uma visita a uma obra de canalização de uma ribeira, no Curral das Freiras, realizada na quarta-feira, recomendou-lhes: “Falem com os comunas da televisão, que eles põem tudo. Puseram um vigarista à frente daquilo. Isso é para resolver a seguir com o Maduro: Tudo para o olho da rua”.

Momentos depois, o governante madeirense acusou os jornalistas da RDP e da RTP ali em reportagem, de não estarem a ser isentos na cobertura das eleições. “Alguém mandou, vão sofrer todos as consequências”, ameaçou.

*
1º - Alberto João Jardim é um déspota!

2º - Tão grave como ser déspota é o verdadeiro pânico  que todos os presidentes do PSD tiveram ou têm dele, democraticamente.

apeidaeumregalodonarizagentetrata.blogspot.com

Trabalhadores da ANA podem ser comprar acções por 26,76 euros 19 de Setembro, 2013 O Governo fixou hoje em 26,76 euros o valor unitário das acções destinadas aos trabalhadores da ANA, o que corresponde a um desconto de 5% relativamente ao valor de venda, um investimento considerado pouco aliciante pela comissão de trabalhadores.

Trabalhadores da ANA podem ser comprar acções por 26,76 euros

19 de Setembro, 2013
O Governo fixou hoje em 26,76 euros o valor unitário das acções destinadas aos trabalhadores da ANA, o que corresponde a um desconto de 5% relativamente ao valor de venda, um investimento considerado pouco aliciante pela comissão de trabalhadores.O conselho de ministros aprovou hoje o valor das acções integradas no lote reservado a trabalhadores da gestora aeroportuária, correspondente a 5% do capital, a alienar por oferta pública de venda, tendo fixado o valor em 26,76 euros, que corresponde a um desconto de 5% relativamente ao da venda por negociação particular.
"O período da oferta pública de venda dirigida aos trabalhadores é de 10 dias úteis e as acções estão sujeitas ao regime de indisponibilidade por um prazo de três meses", adianta o comunicado do conselho de ministro.
João Figueiredo, da comissão de trabalhadores da ANA, considera o investimento pouco aliciante, mas ressalva que "a opção de aquisição de acções cabe a cada um e será uma opção exclusivamente individual".
"Chamamos a atenção que o lucro inerente à operação não será de 5%, uma vez que teremos que ter em conta os 28,5% de mais-valias, bem como despesas de aberturas de carteiras e outras inerentes ao processo. Ou seja, por cada 100 euros investidos, dificilmente se conseguirá um lucro de três euros", destaca a comissão de trabalhadores.
A transacção relativa à compra da ANA - Aeroportos de Portugal pela Vinci "ficou totalmente concluída" na terça-feira, com o pagamento final de 1.400 milhões de euros.
"A transacção do ponto de vista de privatização e de pagamento de concessão ficou totalmente concluída hoje", disse o secretário de Estado dos Transportes, Sérgio Monteiro, na cerimónia da assinatura do projecto de parceria estratégica entre o Estado Português e a gestora aeroportuária francesa.
No total, a privatização da ANA rendeu aos cofres do Estado 3.080 milhões de euros, tendo sido hoje recebidos os últimos 1.400 milhões de euros pelo Estado português que, segundo Sérgio Monteiro, servirão para "a consolidação orçamental e abater à dívida pública".
O secretário de Estado adiantou ainda que a ANA e a Vinci, como accionista, vão apresentar um plano estratégico a cada cinco anos, que promova a coesão social e territorial e o desenvolvimento dos aeroportos portugueses, sendo o primeiro entregue até 14 de Dezembro deste ano.
Lusa/SOL
Tags: ANA - Aer

O regresso ao inferno A execução orçamental está em risco, os juros da dívida pública disparam, a desconfiança dos mercados aumenta, as notas negativas das agências de rating estão de volta e, agora, só falta mesmo mais um chumbo do Tribunal Constitucional A execução orçamental está em risco, os juros da dívida pública disparam, a desconfiança dos mercados aumenta, as notas negativas das agências de rating estão de volta e, agora, só falta mesmo mais um chumbo do Tribunal Constitucional à convergência das pensões para completar o quadro negro, e a inevitabilidade de um segundo resgate.

António Costa

O regresso ao inferno




A execução orçamental está em risco, os juros da dívida pública disparam, a desconfiança dos mercados aumenta, as notas negativas das agências de rating estão de volta e, agora, só falta mesmo mais um chumbo do Tribunal Constitucional
A execução orçamental está em risco, os juros da dívida pública disparam, a desconfiança dos mercados aumenta, as notas negativas das agências de rating estão de volta e, agora, só falta mesmo mais um chumbo do Tribunal Constitucional à convergência das pensões para completar o quadro negro, e a inevitabilidade de um segundo resgate.

Portugal teve ontem uma quarta-feira negra, tudo correu mal: ao fim de dez dias de juros a dez anos a bater a barreira psicológica, e de sustentabilidade, dos 7%, o Governo decidiu ir ao mercado com uma emissão de Bilhete de Tesouro e os resultados dificilmente poderiam ser piores. Mas foram, porque, horas depois, a agência de notação financeira internacional Standard & Poor's anunciou que o rating atribuído a Portugal estaria sob "vigilância ('creditwatch') com implicações negativas".

Haverá muitas explicações para a degradação da situação financeira do País nas últimas semanas e, dependendo do ponto de análise, sobretudo político, são mais ou menos valorizadas as responsabilidades do Governo, inquestionáveis, como a actuação dos juízes do Tribunal Constitucional, igualmente evidentes. E, até a incapacidade dos líderes europeus de solucionarem, de forma estrutural, o que são os problemas do euro.

Infelizmente, quaisquer que sejam as causas, há uma certeza. Portugal já não depende de si próprio para ultrapassar essas dificuldades, já ninguém acredita na capacidade do País de cumprir os seus compromissos, já estamos num contra-relógio que só poderemos vencer com um doping, garantido directamente pelos credores públicos, a ‘troika', ironicamente, os que contribuíram também para a situação a que chegamos.

O Governo de Passos Coelho herdou uma situação económica e financeira catastrófica, é bom recordá-lo, mas teve a oportunidade de depender apenas de si para garantir a recuperação da independência financeira, para deixar de ser o protectorado - expressão tão cara a Paulo Portas - de entidades externas. Teve condições políticas, sociais e financeiras. E não as aproveitou. Por actos e omissões. Para quem pensava que as crises políticas, e a de Julho em particular, são a espuma dos dias que os mercados não valorizam, as últimas semanas mostram como estão errados. As crises pagam-se, não há almoços grátis.

Agora, no momento em que a ‘troika' está novamente em Portugal para mais uma avaliação, aliás, duas avaliações em uma, e quando já falta menos de um ano para o fim do actual programa de ajustamento, os dados estão lançados. O melhor que este Governo conseguirá é a bondade da ‘troika' para nos ajudar a chegar ao programa cautelar e, assim, evitarmos a necessidade de mais um cheque. É, também, por isso que não se percebe bem a nova forma de negociação, leia-se de pressão pública, sobre a ‘troika'. Neste momento, são a última solução.


O Orçamento do Estado para 2014, é evidente, está a ser feito a quatro mãos, entre o Governo e a ‘troika', porque uma coisa é certa: estamos numa inclinação acelerada, mas se não fizermos os mínimos, isto é, se não cumprirmos minimamente o que acordamos com a ‘troika', se não houver um corte de despesa efectivo, se não reduzirmos o défice e a dívida pública, não haverá boa-vontade que nos valha. De ninguém.

António Costa
diário económico

Ser mãe é a tropa das mulheres Comentários Ninguém disse que ia ser fácil, mas também não explicaram que seria tão difícil. Uma crónica (honesta) sobre a maternidade. Consigo segurar o biberão com o queixo. Foi uma questão de dias, após o bebé nascer, até descobrir umas quantas tarefas que podem ser feitas com uma só mão. Algumas com dois dedos apenas. Penso que se um dia ficar maneta, safo-me. Ser mãe é a tropa das mulheres, com recruta mínima de três meses.



Ser mãe é a tropa das mulheres

Ninguém disse que ia ser fácil, mas também não explicaram que seria tão difícil. Uma crónica (honesta) sobre a maternidade.
Consigo segurar o biberão com o queixo. Foi uma questão de dias, após o bebé nascer, até descobrir umas quantas tarefas que podem ser feitas com uma só mão. Algumas com dois dedos apenas. Penso que se um dia ficar maneta, safo-me.
Ser mãe é a tropa das mulheres, com recruta mínima de três meses. Cresce a barriga, encolhe a barriga, mas não para o mesmo lugar de antes. Tira a mama, recolhe a mama. Volta a tirar a outra mama, volta a recolher. Dorme, acorda, esteriliza biberões, muda a fralda, mantém-te acordada, amamenta, lava a roupa bolsada, põe a chucha, mantém-te acordada, não-café-não, embala antes a miúda, não-sentada-não, levanta-te, embala de pé, canta, abana-te o mais que puderes, de preferência ligeiramente curvada que ela adormece mais rapidamente. Canta, improvisa: Princesa, princesa / Princesa gorila / Princesa da mãe / Gorila do pai. 
Odeio biberões, não consigo lavar nem mais um sem ter vontade de o esganar. Imagino-me um dia a fazer uma fogueira de biberões e eles todos a chorarem e pedirem-me perdão. 
Sim, os dias assumem tal ritmo que me questiono se terei trocado o Valdispert por um alucinogénio. O banho é o vislumbre de um oásis no deserto com um minuto para o champô, outro para o amaciador e, enquanto este repousa, ensaboo bem o corpinho pois não sei quando terei outra oportunidade. Ao todo, cerca de dois minutos: sempre se poupa na conta da água e não chega para embaciar o espelho. E na alcofa no chão, junto à porta da casa de banho, há um bebé mirone prestes a abrir a goela.
A Zara e até mesmo a loja do chinês estão fora de moda. A farda transforma-se em mamas de fora e pés descalços para não fazer barulho. A sola dos pés está negra, pois não há tempo para limpar o chão. As calças são sempre as mesmas, as únicas que me servem, bolsadas. Se tenho visitas, visto uma das três camisolinhas que acho que me ficam bem.
Por volta das duas da tarde, enfio um iogurte. De preferência com bífidos que ajudam o intestino a ser feliz e, se fizer um cocó bonito, a miúda também faz e já somos três a ser felizes. Ao jantar consigo comer mais um pouco, pois o pai já chegou a casa, mas não como necessariamente melhor, pelo que mantenho o corpinho em forma de pêra madura de Alcobaça. 
Vinho não. Cerveja não. Refrigerantes não. Água. Aquela que acho que poupo no banho, é a que tenho de beber às litradas, disse-me a pediatra e o grupo de mamãs do Google.
Bem-dito cigarro em pausa de tarefas. Sabe a mim, seja lá essa quem for, mas que não é esta mamã com toda a certeza. E quanto mais a outra sou, mais me apetece saber a mim. Quer isto dizer que voltei a fumar. Entre os vários Marlboro, escolho o soft pack, não tanto pelos vinte cêntimos a menos e mais pelo conforto de alma que traz a palavra soft.
Enquanto fumo para finalmente respirar alguma inércia, eis que milhares de pensamentos sobem ao meu cérebro como espermatozoides em direcção ao óvulo. E penso. A profissão mais velha do mundo não é a de puta. É a de mãe. Todas as putas têm a sua mãe.
Ser mãe é uma profissão, é um emprego full-time sem carteira profissional, sem descontos para o Estado, sem Segurança Social. É a profissão ilegítima socialmente mais legal e que transgride todas as leis laborais. Não há horários afixados em lado nenhum, não me pagam horas extra, feriados ou subsídio de alimentação. Só vou para casa quando o trabalho estiver concluído, ou seja, daqui a uns 20 anos.  
E como dizem “ajoelhou, tem de rezar”, quando a miúda dorme, o lar vira igreja, tal o silêncio que se ouve. Reconfortante. E sim, rezo, rezo muito para que se mantenha assim por mais de 15 minutos.
Neste compasso de tempo imagino-me a relaxar comodamente no sofá, a ler sob uma brisa fresquinha ou a fazer qualquer uma das dezenas de coisas que um dia achei que ia fazer durante a licença de maternidade. Imagino-me uma mamã tranquila a ocupar as pausas num jardim, num museu, na esplanada. E enquanto imagino, o tempo passou e um cocó amarelo berra na espreguiçadeira. Termina o silêncio, começa a missa e sei que vou ter de passar pela Avé Maria e pelo Pai Nosso que estais no Céu. Porque aqui não há o sétimo dia de descanso.
Quanto mais dias passam, mais gosto da minha bebé. 
- Podias chamar-te Alice mas não serias tu. Alicinha é a avó e tu és a neta e como primogénita merecias um nome todinho só teu, a estrear. Podias ter todos os outros nomes do mundo que não Laura. Mas só Laura te faz Laura, minha Laura.

Sofia Anjos, 38 anos, directora de contas numa agência de comunicação, foi mãe pela primeira vez há três meses. 

no pensamento

no pensamento
ele colocou a paz
e em dias mais tristes e de borrasca
lança no vento
a pomba mensageira
com as cores do amor e da fraternidade

António Garrochinho

Saúde Idosos trabalham à noite para pagar despesas com Alzheimer O presidente da Alzheimer Portugal alertou hoje que há idosos com 80 anos a trabalhar à noite para poder pagar as despesas diárias, agravadas com a situação de demência dos cônjuges.

Saúde Idosos trabalham à noite para pagar despesas com Alzheimer
O presidente da Alzheimer Portugal alertou hoje que há idosos com 80 anos a trabalhar à noite para poder pagar as despesas diárias, agravadas com a situação de demência dos cônjuges.
Idosos trabalham à noite para pagar despesas com Alzheimer
Lusa
PAÍS

João Carneiro da Silva, que falava à agência Lusa a propósito do Dia Mundial da Pessoa com Doença de Alzheimer (21 de Setembro), contou que há cuidadores de doentes a viverem "situações mesmo graves", que a associação não pode abandonar.
Apontou o caso de um idoso com a mulher acamada que, aos 80 anos, "tem de trabalhar à noite para ter um complemento sobre a sua reforma para poder pagar as despesas, nomeadamente a renda de casa".
Estas situações vão sobrecarregando a associação que também atravessa momentos difíceis devido à actual conjuntura económica do país.
"Fizemos investimentos pesados para uma associação desta natureza com ónus de pagamentos de juros. Isto ligado a uma limitação de receitas, que normalmente eram propiciadas por entidades privadas e entidades públicas, leva-nos a ter que fazer milagres", disse o presidente da associação.
Milagres porque "não podemos entrar numa corrida de dispensa de pessoal, como se faz, infelizmente, em muitos sítios, porque temos compromissos contratualizados com a Segurança Social e com outras instituições e que se não tivermos pessoal não podemos manter esses contratos e não temos maneira de ajudar os doentes", explicou.
"É uma gestão muito difícil porque 70% dos nossos encargos são com pessoal", disse, desabafando: "Estamos numa crise de sustentação parecida com o país".
Por outro lado, há comparticipações de utentes em centros de dia e apoio domiciliário muito baixas, mas que não podem ser aumentadas devido às graves dificuldades económicas que atravessam.
"As comparticipações que são devidas aos familiares baixaram radicalmente. Temos comparticipações ridículas, porque são muito pequenas, mas ligadas à situação social e económica das pessoas são muito pesadas para elas", adiantou.
Quando a associação pretende "melhorar essas comparticipações as pessoas descrevem o quadro de penúria [em que vivem], o que limita qualquer hipótese de alterar esses valores".
"Não podemos abandonar essas pessoas e continuamos a prestar o mesmo serviço", mas estas situações, que estão a "aumentar significativamente", vão "sobrecarregando a instituição porque os custos reais desta prestação de serviço é muito elevada, porque se baseia em pessoal".
Neste momento, "é muito difícil sustentar uma associação com 25 anos e que tem um orçamento entre apoios e serviços que presta que já ultrapassa um milhão de euros", frisou, ressalvado que esta situação atinge outras instituições do país.
Para a gerir é necessário um "cuidado extremo": "Estamos diariamente a observar a tesouraria para saber se podemos assumir no mês seguinte os encargos com os doentes, com as entidades com quem temos protocolo e os trabalhadores da associação".
A Alzheimer Portugal foi fundada em 1988 com o objectivo de promover a qualidade de vida dos doentes, dos seus familiares e cuidadores, contando actualmente com mais de 9.000 associados.

Entrevista Jerónimo: Cavaco não é Presidente de todos os portugueses Em entrevista ao Diário de Notícias, o líder do PCP, disse acreditar que Cavaco já não é um Presidente que represente todos os portugueses e que seria possível um acordo entre o seu partido e o PS, caso este mudasse de orientação. Jerónimo: Cavaco não é Presidente de todos os portugueses DR POLÍTICA 10:03 - 19 de Setembro de 2013 | Por Notícias Ao Minuto Share on print Share on email More Sharing Services PUB “No momento em que permite que este Governo persista na sua acção fora da lei e fora da Constituição, de um Governo que não encontra nenhuma solução para o País, (…) prossegue este processo de destruição da nossa economia, de direitos e de vidas de todos os portugueses, nós consideramos que o Presidente da República demitiu-se das suas responsabilidades constitucionais”, contou Jerónimo de Sousa, em entrevista ao Diário de Notícias, mostrando-se convicto de que Cavaco Silva já não é o Presidente de todos os portugueses. O líder comunista mostrou que seria possível o PCP entrar num Governo liderado pelo PS, caso este partido mudasse de orientação e se chegasse ao acordo de definir “alguns eixos”, em temas como os reformados e pensionistas, o confisco fiscal e a defesa dos serviços públicos. “Se o partido diz: ‘Esperaremos até 2015 e depois cá estaremos porque o poder nos foi cair no regaço pelas malfeitorias que o Governo PSD e CDS leva por diante’, acho que isto é profundamente negativo e aproxima-se da ideia terrível de que quanto pior, melhor para o PS”, disse Jerónimo, que acredita que com o memorando da troika “não se resolveu nenhum problema nacional”. O secretário-geral do PCP disse, ainda, acreditar que “o Governo não cairá com o resultado das autárquicas”, apesar de vir a sair penalizado nas eleições.

Entrevista 

Jerónimo: Cavaco não é Presidente de todos os portugueses
Em entrevista ao Diário de Notícias, o líder do PCP, disse acreditar que Cavaco já não é um Presidente que represente todos os portugueses e que seria possível um acordo entre o seu partido e o PS, caso este mudasse de orientação.
Jerónimo: Cavaco não é Presidente de todos os portugueses
DR
POLÍTICA

“No momento em que permite que este Governo persista na sua acção fora da lei e fora da Constituição, de um Governo que não encontra nenhuma solução para o País, (…) prossegue este processo de destruição da nossa economia, de direitos e de vidas de todos os portugueses, nós consideramos que o Presidente da República demitiu-se das suas responsabilidades constitucionais”, contou Jerónimo de Sousa, em entrevista ao Diário de Notícias, mostrando-se convicto de que Cavaco Silva já não é o Presidente de todos os portugueses.
O líder comunista mostrou que seria possível o PCP entrar num Governo liderado pelo PS, caso este partido mudasse de orientação e se chegasse ao acordo de definir “alguns eixos”, em temas como os reformados e pensionistas, o confisco fiscal e a defesa dos serviços públicos.
“Se o partido diz: ‘Esperaremos até 2015 e depois cá estaremos porque o poder nos foi cair no regaço pelas malfeitorias que o Governo PSD e CDS leva por diante’, acho que isto é profundamente negativo e aproxima-se da ideia terrível de que quanto pior, melhor para o PS”, disse Jerónimo, que acredita que com o memorando da troika “não se resolveu nenhum problema nacional”.
O secretário-geral do PCP disse, ainda, acreditar que “o Governo não cairá com o resultado das autárquicas”, apesar de vir a sair penalizado nas eleições.

Unesco reconhece vida e obra de comunista como patrimônio da humanidade

Unesco reconhece vida e obra de comunista como patrimônio da humanidade



Ernesto_Che_Guevara_1

O argentino nascido em Rosário, Província de Santa Fé em 14 de Junho de 1928, Ernesto Che Guevara fez de sua vida uma das maiores contribuições para a libertação dos povos da América latina e do mundo. Agora a Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura, reconhece os escritos do revolucionário como Patrimônio da Humanidade. Os documentos foram incluídos no Programa de Memória do Mundo. Este programa que possui em seu registro 299 documentos e coleções dos cinco continentes agora conta com 431 manuscritos do Che, 567 documentos sobre sua vida e obra, assim como uma seleção de materiais iconográficos, cinematográficos, cartográficos e objetos para museu. Para Juan Antonio Fernández, presidente da Comissão Nacional Cubana da Unesco, esta decisão reconhece a “contribuição do Che ao pensamento revolucionário latino-americano e mundial, que o converteram em símbolo de rebeldia, de liberação e internacionalismo”.
ImagemO exemplo do guerrilheiro heroico ultrapassa as barreiras do tempo e até hoje inspira os revolucionários do mundo. Che, como era carinhosamente chamado entre os guerrilheiros do movimento 26 de Julho, ficou conhecido por utilizar de suas próprias atitudes para demonstrar como deve se comportar um revolucionário frente a diversas situações, seja da vida cotidiana, seja no front de batalha. Ernesto nunca se recusava a uma tarefa e defendia que um revolucionário deve estar onde a revolução necessita. Enquanto Ministro da Indústria foi um grande entusiasta do trabalho voluntário como emulação comunista, ele próprio se dedicou durante anos ao trabalho voluntário na produção, uma vez por semana.
Sobretudo, Che era um internacionalista e ao cumprir com suas tarefas em Cuba, foi construir a revolução no mundo. Passando pela África e por fim voltando à América Latina o guerrilheiro foi assassinado na Bolívia sob orientação e apoio da CIA em 9 de outubro de 1967. Ainda assim, Che vive, nas lutas dos povos do mundo para libertarem-se da opressão. Suas ideias estão mais vivas do que nunca. Seu exemplo arrasta milhões todos os anos para as lutas. Sobre Che, não há melhores palavras do que as de seu amigo e camarada Fidel quando diz, “Se queremos um modelo de homem, um modelo de homem que não pertence a este tempo, um modelo de homem que pertence ao futuro, de coração digo que esse modelo, sem uma mancha em sua conduta, sem uma só mancha em suas atitudes, sem uma só mancha em sua atuação, esse modelo é Che! Se queremos expressar como desejamos que sejam nossos filhos, devemos dizer com todo o coração de veementes revolucionários: queremos que sejam como Che!”
(Esta matéria foi publicada na versão impressa do Jornal A Verdade n°153)

ARTE DE RUA

Arte de rua

OCIOSO

VEJA AQUI NO DESENVOLTURAS & DESACATOS COMO AS PESSOAS SÃO CRIATIVAS E SE DESENRASCAM !










fardo e a farsa (publicado no Diário Económico de hoje) A devastação e desagregação da sociedade portuguesa são evidentes e terríveis. Mas mesmo em termos estritamente macroeconómicos, o programa de “ajustamento” implementado pelo governo e pela troika tem sido, pura e simplesmente, uma calamidade. Nos dois anos de implementação do Memorando, a dívida pública passou de 107% para 132% do PIB (ou 123%, descontando os depósitos da administração central). O PIB caiu 5,4%.

 fardo e a farsa


(publicado no Diário Económico de hoje)


A devastação e desagregação da sociedade portuguesa são evidentes e terríveis. Mas mesmo em termos estritamente macroeconómicos, o  programa de “ajustamento” implementado pelo governo e pela troika tem sido, pura e simplesmente, uma calamidade. Nos dois anos de implementação do Memorando, a dívida pública passou de 107% para 132% do PIB (ou 123%, descontando os depósitos da administração central). O PIB caiu 5,4%. O desemprego oficial aumentou de 13% para 17%. O investimento caiu cerca de 20%, mesmo contando com a efémera recuperação no último trimestre. A redução do défice externo deveu-se quase exclusivamente à recessão e depende da eternização desta para ser sustentável. E a dívida externa líquida aumentou de 106% para cerca de 123% do PIB.
Foi sempre óbvio que assim seria. Como qualquer economista minimamente capaz sabe, a tentativa de desalavancagem simultânea por parte de todos os sectores da economia (famílias, empresas e Estado) não produz outra coisa que não recessão – e, em termos agregados, impede a redução do fardo real do endividamento de cada um desses sectores. Perante uma situação de sobreendividamento da economia como um todo, a austeridade nunca resolve o problema – apenas o agrava.
Portugal vive hoje uma situação aparentemente paradoxal em que os défices públicos substanciais nada fazem para estimular a economia, pois destinam-se unicamente a pagar juros sobre a dívida pública, sendo na sua vasta maioria canalizados para fora do país – o mesmo sucedendo com o serviço da dívida privada. Tudo isto com o objectivo único de adiar a inevitável reestruturação, de modo a que o governo tenha mais tempo para prosseguir a sua agenda neoliberal e para que se complete a ‘grande substituição’ da titularidade da dívida pública portuguesa, a fim de que a factura da reestruturação seja paga pelos contribuintes europeus e não pelo sector financeiro.
Um governo a sério estaria a negociar a forma de remover este fardo. Este governo, fingindo negociar, não faz mais do que encenar uma farsa.

A uns pedaços de merda BritesPoderia ter também por título: A uns pedaços de asno convencidos que são gente só porque somos mansos, nos encolhemos e não os corremos a pontapé.

A uns pedaços de merda

BritesPoderia ter também por título: A uns pedaços de asno convencidos que são gente só porque somos mansos, nos encolhemos e não os corremos a pontapé.

Não transcrevo Ferreira Fernandes porque penso que quem quiser ler a sua carta aberta de hoje (no DN) deve seguir o link e carimbar comentários, partilhar o texto e fazer o diabo a sete para explicar aos excelentíssimos troikos, aos Coelhos, aos Portas, aos Silvas (lembram-se da frase usada (não insultem os mercados) pelo nosso ilustre Mais Alto Economista Aposentado da Nação quando apoiou a entrada da cavalaria internacional?) que os ratinhos brancos afinal estão bem da audição e a causa de terem deixado de correr foi por os terem amputado. Sem patas, inviabilizaram-nos a corrida.

O que realmente é estranho é que, mesmo depois de tudo isto, o Primeiro-Ministro insista na receita e continue a afirmar que o caminho até agora seguido é para continuar embora já seja reconhecido como mau pelos nossos credores do FMI e pelo seu primeiro mentor nacional (Gaspar) na carta de mea culpa, mea culpa, mea maxima culpa com que se retratou e retirou.

Este comportamento dará uma vez mais razão à profecia?:
"A sua influência (dos retornados) na sociedade portuguesa não vai sentir-se apenas agora, embora seja imensa. Vai dar-se sobretudo quando os seus filhos, hoje crianças, crescerem e tomarem o poder. Essa será uma geração bem preparada e determinada, sobretudo muito realista devido ao trauma da descolonização, que não compreendeu nem aceitou, nem esqueceu. Os genes de África estão nela para sempre, dando-lhe visões do país diferentes das nossas. Mais largas mas menos profundas. Isso levará os que desempenharem cargos de responsabilidade a cair na tentação de querer modificar-nos, por pulsões inconscientes de, sei lá, talvez vingança!"
Natália Correia
LNT

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