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terça-feira, 17 de setembro de 2013

Jorge palma - Encosta te a Mim legendado



Encosta-te a mim, 
nós já vivemos cem mil anos 
encosta-te a mim, 
talvez eu esteja a exagerar 
encosta-te a mim, 
dá cabo dos teus desenganos 
não queiras ver quem eu não sou, 
deixa-me chegar. 
Chegado da guerra,
fiz tudo p´ra sobreviver 
em nome da terra, 
no fundo p´ra te merecer 
recebe-me bem, 
não desencantes os meus passos 
faz de mim o teu herói,
não quero adormecer. 

Tudo o que eu vi, 
estou a partilhar contigo 
o que não vivi, hei-de inventar contigo 
sei que não sei, 
às vezes entender o teu olhar 
mas quero-te bem, 
encosta-te a mim. 

Encosta-te a mim, 
desatinamos tantas vezes 
vizinha de mim, 
deixa ser meu o teu quintal 
recebe esta pomba 
que não está armadilhada 
foi comprada, foi roubada, 
seja como for. 

Eu venho do nada, 
porque arrasei o que não quis 
em nome da estrada, 
onde só quero ser feliz 
enrosca-te a mim, 
vai desarmar a flor queimada 
vai beijar o homem-bomba, 
quero adormecer. 

Tudo o que eu vi, 
estou a partilhar contigo
o que não vivi, 
um dia hei-de inventar contigo 
sei que não sei, 
às vezes entender o teu olhar 
mas quero-te bem, 
encosta-te a mim

O GATO E....O RATO


sonetos - 06 * Victor Nogueira o final da safra PRIMEIRO NA LAZEIRA Para se espantar alguma sonolência Por isto não ter grande trabalheira Quiz bem aproveitar esta lazeira Serena, sem qualquer incandescência.

sonetos - 06


* Victor Nogueira

o final da safra

PRIMEIRO NA LAZEIRA

Para se espantar alguma sonolência
Por isto não ter grande trabalheira
Quiz bem aproveitar esta lazeira
Serena, sem qualquer incandescência.

Mas aqui o mata sem sapiência
Pensou pôr-me sem jeito nem maneira;
Pois toma, meu nome é Victor Nogueira,
Nas calmas nasceu esta inflorescência.

Não fiquem com a vossa alma pequena
Nem se parta o bondoso coração
Pois tudo isto é toada sem despeito.

Deixem assim a reinação serena,
Não fiquem por aí numa aflição
De uma cantareira ir deste jeito.

setúbal
1989.08.06

Introdução a uma longa galeria de retratos em quadras, uma para cada trabalhador/a do departamento de habitação e urbanismo, sem faltar qualquer um/a

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O AMOR É BEM QUE SUAVIZA

A tua presença na minha casa
Enche o ar de color e alegria,
Arte, doce, terna, bela magia;
Assim meu coração ganha outra asa.

Cozinhamos o pão que não esfria,
Brincando, procuramos boa vaza
P'ra espantar a tristeza, que arrasa
Rio, danço, com tua cantoria.

Com tua feição nos vasos pões flor
A tudo dando vida e bom sabor;
Caricio teu corpo, os teus lãbios,

Afago teu rosto, aparto as dores;
A rua, plena de sol e louvor,
É verde planura com riso dos sábios


setúbal
1989 Setembro 05

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Vosso geito, vosso ficar calada

Vosso geito, vosso ficar calada,
Arrefecem mal meu entusiasmo
Atirando o bem querer p'ro marasmo
De não ver qual será vossa laçada.

Em paz danosa era minha passada
Quando apareceste para meu pasmo,
Despertando em mim amor ou sarcasmo
Por minha vizeira ser destapada.

Tal foi o caminhar do caminheiro
Nesta cidade desacompanhado
De vossa doçura refrigerante,

Sinhá dona, princesa sem rendeiro
Do campo,por vós tão mal cultivado,
Com a certeza vossa deslizante.

1991.07.05
setúbal

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AUTO RETRATO  EM PASSATEMPO                                   

Com nariz grande, olhar estrelado,
Baixo, cabelo negro, ondulado,
Magro, moreno, mui desajeitado,
Nada ou p'la vida sempre perdoado.

Buscando amizade, mau achado,
Agindo calma ou mui despeitado,
O êxito logrou, mal torneado,
Com persistência e pouco alegrado.

Tolerante, mas não libertário,
Conduzindo, longe da multidão,
Na vida procurando liberdade.

Em tudo mal, buscando seu contrário,
Com ar sério ou risonha feição,
Mal sente, co'a razão, felicidade.


1989.09.10  - Setúbal


vem de sonetos - 05
https://www.facebook.com/notes/victor-nogueira/sonetos-05/10151658091549436


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*  Manuel Maria Barbosa du Bocage


Hoje em setúbal foi feriado muncipal - dia de bocage, que culminou com uma série de iniciativas, tendo asistido a algumas - concerto da banda da sociedade filarmónica capricho setubalense, no coreto da avenida luísa odi, inauguração duma nova galeria musical, n edifício que foi d  banco de portugal, com parte do espólio do museu da cidade/convento de jesus que se encontra em recuperação) bem com o uma  série de esculturas no bairro da bela-vista
Hoje em setúbal foi feriado muncipal - dia de bocage, que culminou com uma série de iniciativas, tendo asistido a algumas - concerto da banda da sociedade filarmónica capricho setubalense, no coreto da avenida luísa odi, inauguração duma nova galeria musical, n edifício que foi d banco de portugal, com parte do espólio do museu da cidade/convento de jesus que se encontra em recuperação) bem com o uma série de esculturas no bairro da bela-vista

galeria municipal no edifício do antigo banco de portugal
galeria municipal no edifício do antigo banco de portugal

quando falamos de "ciúme", de que estamos a falar ? * Victor Nogueira Quando falamos de "ciúme", de que estamos a falar ? Quando falemos de ou defendemos as virtudes de muito, pouco ou um niquinho de ciúme, como o medimos ? Em microgramas ou em toneladas ? Em mililitros ou quilolitros ? Em wats ou em KW ? Em bytes ou em Gigabytes ? E quantas dimensões tem o ciúme para o medirmos em metros, metros quadrados ou metros cúbicos ?

quando falamos de "ciúme", de que estamos a falar ?


* Victor Nogueira

Quando falamos de "ciúme", de que estamos a  falar ? Quando falemos de ou defendemos as virtudes de muito, pouco ou um niquinho de ciúme, como o medimos ? Em microgramas ou em toneladas ? Em mililitros ou quilolitros ? Em wats ou em KW ? Em bytes ou em Gigabytes ? E quantas dimensões tem o ciúme para o medirmos em metros, metros quadrados ou metros cúbicos ?

Verdadeiramente, quando falamos de "ciúme", numa relação adulta, de que estamos a  falar ? Em alternativa à medição, poderemos perguntar que sentimentos, que acções, são indícios de "ciúme" ? Vasculhar os bolsos ou a carteira ou os papéis pessoais do/a outro/a ? Controlar as chamadas telefónicas e o correio pessoal ? Exigir que não seja simpático/a ou afável ou atencioso para com os/as colegas de trabalho ? Os/as vizinhos/as ?  Considerar como rivais os/as filhos/as de outros casamentos (pk será que as "madrastas" no imaginário e nos contos de fadas ou populares são mázinhas ?) Considerar sem fundamento e como rivais os/as colegass de trabalho ? Exigir que o/a outro/a corte com todas as amizades ? Exigir que negue e/ou rasgue todos os testemunhos de afectos anteriores (amizades, companheiras/os) - cartas, fotos recordações, memórias ? Não respeitar a reserva de intimidade e de privacidade do/a outro/a, variável em função do grau de intimidade  ? Desconfiar e amuar perante gestos de ternura ou afecto que não sejam para si próprio/a ? Que violências e  agressões físicas e - sobretudo - psicológicas são permitidas/justificáveis  pelo ciúme ?

Uma relação adulta baseia-se em compromissos e na lealdade a esses compromissos ? E também no respeito-mútuo pela liberdade do/ outro/a? Uma relação adulta baseia-se na vida ou na morte ? Na liberdade ou na opressão ? Na igualdade ou na submissão ? Em servidão ou na entre-ajuda e na solidadredade ? Na confiança ou no medo/receio ? Na confiança na lealdade do/a outro/a ou na desconfiança ? E se não há lealdade, nem respeito mútuo, que fazer ? Cenas de ciúmes ? Anular-se ? Ou partir para outra, como pessoas adultas ?

Quando falamos de "ciúme", de que estamos a  falar ? Quando falemos de ou defendemos as virtudes de muito, pouco ou um niquinho de ciúme, como o medimos ? Que atitudes/comportamentos são ou não  admissíveis ? O ciúme e as suas manifestações são ou não uma forma de ovilência doméstica ?

E havendo quem defenda que o ciúme é necessário para manter a chama do amor, de que amor estamos a falar ? O que abafa e mata ? Ou do que liberta ? De igualdade ou de submissão/opressão ?

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