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segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Indignados, porquê? Os bombeiros estão revoltados com o silêncio de Cavaco sobre a morte de três dos seus membros e ontem aproveitaram para manifestar o seu desagrado colocando mensagens no FB da presidência, na página onde o PR exprimia o seu pesar e fazia o elogio fúnebre de um fulano que pretendia a redução dos salários dos os trabalhadores portugueses para resolver a crise

Indignados, porquê?

Os bombeiros estão revoltados com o silêncio de Cavaco sobre a morte de três dos seus membros e ontem aproveitaram para manifestar o seu desagrado colocando mensagens no FB da presidência, na página onde o PR exprimia  o seu pesar e  fazia o elogio fúnebre de um fulano que pretendia a redução dos salários dos os trabalhadores portugueses para resolver a crise
 Não percebo a indignação dos bombeiros. Deram dinheiro a ganhar a Cavaco? Não! Foram informadores  da PIDE? Não!  
Os bombeiros já deviam saber  que Cavaco reconhece o mérito do trabalho de ex-agentes da PIDE e de gente que lhe deu  dinheiro a ganhar, como o amigo Oliveira e Costa. (Ainda será condecorado pelos bons serviços prestados ao país, antes de Cavaco terminar o seu mandato, vão ver!). No entanto, Cavaco fez questão de vir a terreiro apresentar uma desculpa extraordinária: a morte de bombeiros exige recato; a de Borges deve ser publicitada. Porquê?
Provavelmente  porque Borges-  que para aconselhar o governo  nas privatizações levava para casa 25 mil mocas por mês- vai  poupar 300 mil€/ano ( e mais uns trocos) ao Estado e, morrendo com 63 anos, prescindiu da reforma. Morreu servindo o país, enquanto os bombeiros morrem por uma razão mesquinha -e dispendiosa para o Estado- que é salvar vidas e património natural. 

CRÓNICAS DO ROCHEDO

Não morri. Mataram-me! grita-nos Ana Rita

OLHÃO: FUTEBOL, IMOBOLIARIO, POLITICA - FERMENTO DE CORRUPÇÃO Há quatro anos atrás, o Sporting Clube Olhanense subia ao primeiro escalão do futebol nacional. Era também ano de eleições, e o presidente da Câmara viu nisso uma oportunidade de ouro, jogando com os sentimentos dos olhanenses, de ganhar votos nas eleições que se aproximavam, anunciando um apoio ao clube na ordem de um milhão de euros.

OLHÃO: FUTEBOL, IMOBOLIARIO, POLITICA - FERMENTO DE CORRUPÇÃO

Há quatro anos atrás, o Sporting Clube Olhanense subia ao primeiro escalão do futebol nacional. Era também ano de eleições, e o presidente da Câmara viu nisso uma oportunidade de ouro, jogando com  os sentimentos dos olhanenses, de ganhar votos nas eleições que se aproximavam, anunciando um apoio ao clube na ordem de um milhão de euros.
Volvidos quatro anos e com novas eleições à porta, outro cambalacho se prepara, só que desta vez não surgem os autarcas a "oferecer" o que não é deles, mas o clube a pedir algo a que não tem direito nem moral para o fazer.
O Sporting Clube Olhanense era detentor de um património assinalável, que tem vindo a ser alienado, do qual constava o Estádio Padinha.
Em declarações que podem ser lidas em http://www.maisfutebol.iol.pt/superliga-geral/olhanense-presidente--dividas-confirma/1482122-1676.html o presidente do Sporting Olhanense vem anunciar que o regresso a casa se verifica precisamente no dia das eleições, Coincidencia? Não, antes mais uma manobra eleitoralista. É que nas mesmas declarações é dito que foi doado ao clube um terreno para um campo de treinos junto ao Estádio Municipal, isto é na Quinta João de Ourem, propriedade do Grupo Bernardino Gomes.
Ora os negócios da Bernardino Gomes com a Câmara Municipal de Olhão estão todos viciados e a sugerir a existência de corrupção, bastando para isso verificar que estão construídos na Quinta João de Ourem 110 fogos a mais do que o Plano Director Municipal permitia; que o Marina Village tem cerca de 80 fogos a mais do que o PDM de Olhão permitia; que a venda do terreno para o hotel foi outro negocio escuro sem falar no índice de construção violar o PDM.
A Bernardino Gomes não é propriamente uma instituição de solidariedade social, até pelos antecedentes, mal se percebendo que venha agora oferecer um terreno ao clube local, se não houvesse outros interesses escondidos. Na Quinta João de Ourem nada se pode construir sem a necessária desafectação da Reserva Agrícola em primeiro lugar e em segundo não pode ser praticada a agricultura intensiva para evitar a contaminação do lençol freático, tendo até áreas de protecção para o furo de captação de agua. Portanto o que se trata é de contornar as restrições para que no futuro a Bernardino Gomes possa vir a dar outra utilidade àquele espaço, à revelia das questões ambientais que se levantam.
Claro que a isto não serão alheios os autarcas socialistas, membros do Conselho Geral do clube, que assim põem o presidente futebolistico a pedir em lugar de serem eles a oferecer. E que pede o presidente do futebol? Nada menos que a infra-estruturação do campo de treinos. Se tivermos em conta os protocolos que a Câmara Municipal de Olhão celebrou com o clube, mais os subsídios que lhe são atribuídos, então será melhor propor que a Câmara Municipal de Olhão crie a taxa fixa SCO de 5 euros, na factura da agua.
Temos pois o futebol, que até veste de preto e vermelho e não rosa, a interferir na campanha eleitoral com o clube a apelar indirectamente ao voto de quem lhes dá tantas benesses.
Quanto ao silencio dos candidatos que se perfilam para disputar a cadeira da presidência, temos que dizer que se o socialista faz parte do Conselho Geral, o líder da "oposição" fez parte do Conselho Fiscal do clube.
Já é tempo mais que suficiente para acabar com esta promiscuidade entre futebol, imobiliário e politica por ser nesse pântano que fermenta a corrupção!
REVOLTEM-SE, PORRA!


OLHÃO LIVRE

É tão lindo envelhecer em portugal

É tão lindo envelhecer em portugal


Querem-nos com mais saúde, dizem-nos os hipócritas. Querem-nos a viver mais e melhor, dizem-nos os beneméritos não se sabe bem de quem sem ser deles mesmos. Que comamos legumes, fruta, farináceos. Que evitemos as gorduras, as carnes vermelhas, o álcool, o café. E, acima de tudo, nada de tabaco, nem uma passa, um pequeno prazer, nada de nada, que está cheio de impostos e de nicotina.

Entrementes, aos 50, 50 e tal, atiram-nos para o desemprego, por imprestáveis, velhos, desadequados ao mundo moderno e aos seus altos valores, alto rendimento, complexíssima tecnologia, exigentíssima especialização, pouca ou nenhuma experiência e sobretudo, ah! e sobretudo, salários a rondar a miséria, um terço, um quarto do que ganhávamos e toma lá que já vais com sorte em arranjar trabalho. 

Entrementes, não nos deixam reformar, sem penalização, antes dos 66, daqui a uns tempos 67, 68 ou 69 que nunca foi um bonito número. Se chegarmos à idade da reforma, se tivermos essa sorte ou azar, atiram-nos com um par de notas que mal chegam para a comida, os medicamentos, a renda de casa, a ajuda que costumávamos dar ao Antoninho, à Belinha, ao Manel, que estão desempregados, desesperados. Não contentes com isso, cortam-nos a pensão cada vez mais. Cada vez mais sujeitos ao livre-arbítrio, à vontade de meia dúzia de irresponsáveis, imorais, amorais, os que querem que vivamos mais e com mais saúde. Não nos dizem é com quê. Para quê.

Quatro almas