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sexta-feira, 26 de julho de 2013

Uma sandália na assembleia Meus caros lamento mas hoje não estou para brincadeiras, a situação actual não o permite. Peço desculpa mas vou falar da questão mais fracturante de que há memória neste país, os vossos pés.

Uma sandália na assembleia


Meus caros lamento mas hoje não estou para brincadeiras, a situação actual não o permite. Peço desculpa mas vou falar da questão mais fracturante de que há memória neste país, os vossos pés.
Um chinelinho no aconchego do lar? Tudo muito bem. Uma havaiana na praia? Pois está claro. Ir de chinela à padaria? É de evitar. Num funeral? Só dentro do caixão.
Eu lembro-me de uma coisa chamada ‘vergonha dos pés’. Onde está? Como é que isso desapareceu? É que há gente que não devia mostrar os pés a ninguém. Mas ninguém mesmo. São demasiado feios. Feios tipo ‘lavar os pés de olhos fechados’.
“Oh! Oh! Oh... Então mas só porque nasci assim tenho de andar a esconder os meus cascos?”
Meus caros, eu não estou a falar de calos, joanetes, unhas pisadas, calcanhares gretados, pés inchados ou do segundo dedo ser maior que o dedo grande do pé...
Essa é outra! Quem é que escolheu o nome  ‘Dedo grande do pé? 'Polegar' é bonito. 'Dedão', não. Essa diferença no cuidado com a escolha do nome revela bem que um é para estar exposto, apresentado com o orgulho, o outro não.
Mas continuando.
Estou a falar de pessoas que claramente roem as unhas dos dedos dos pés ou as que as deixam crescer. Estou a falar das “senhoras” que acham que precisam de mais tracção nas curvas se, por algum motivo, tiverem de correr e por isso usam os dedos foram das sandálias como pitons...
Estou a falar disto:
long toenails
e disto:
toes out 2
e disto:
toes out 4
e disto:
fucked up feet
Estou a falar das fotos no facebook, ora na praia ora no sofá, ou a mostrar o calçado novo que dizem ter comprado mas na verdade só foram experimentar. Estou a falar dos pés no tablier dos carros, sim eu vejo-vos a passar. Fica o aviso, em caso de acidente, isso não dá bom resultado. O Tarantino sabe do que eu estou a falar.
deathproof leg
São os pés nas cadeiras do cinema, no café, na loja do cidadão... mas o que é isto?!
E nem me façam falar naqueles que parece que  trabalham nas minas de carvão...
Alguns de vocês poderão estar a pensar:  “Mas que fixação é esta que este tipo tem pelos pés?”
Eu respondo.
Se tudo o que vos mostrei não for suficiente, pensem nisto que vos vou dizer. Eu acho que só deveriam andar de chinelo as mães que gostam de desancar nos miúdos mas se todos vocês insistirem em usar sandálias e havaianas, quando surgir a oportunidade de fazer isto:
bush-shoe-throw-03
Só vão poder fazer isto:
 sandália no parlamento
E é uma pena...  Pensem nisso.

Aristocratas

manual de sobrevivência Depois de se ter sentado à mesa do grande banquete BPN, Rui Machete entra para o Governo de iniciativa do chefe do gang BPN. Maria Luís anuncia mais uns milhões para o comprador do BPN a preço de amigos, por sinal liderado pelo Ministro da Indústria do Governo do atrás referido chefe do gang BPN.

 manual de sobrevivência


Depois de se ter sentado à mesa do grande banquete BPN, Rui Machete entra para o Governo de iniciativa do chefe do gang BPN. Maria Luís anuncia mais uns milhões para o comprador do BPN a preço de amigos, por sinal liderado pelo Ministro da Indústria do Governo do atrás referido chefe do gang BPN. Maduro diz com aquela vozinha de veludo nasalado que há sacrifícios que os portugueses ainda vão ter que fazer. O lobo Xavier uiva uma redução do IRC que o IRS há-de compensar. Pedro usa a sua voz de barítono para dizer que a Ministra mentirosa é uma senhora que merece toda a sua confiança. E António José Seguro emudeceu. É natural. Foi o seu partido que prestou o serviço ao país de privatizar o BPN. E os SWAPS vêm do tempo de um tal José Sócrates que muitos tentam agora beatificar à sombra da estrumeira que cresceu por cima daquela que Sócrates fez crescer. O silêncio de Seguro vai passando despercebido. O manual de sobrevivência do regime manda queimar o PSD enquanto se poupa o PS e fazer arder o PS enquanto se promove o PSD. Regra das regras, nunca queimar os dois em simultâneo. Os portugueses contentam-se em divagar sobre os diagnósticos que fazem e em entreter-se num eterno queixume. E daí não passam. Mudar é que não.

O País do burro

ACIDENTE FERROVIÁRIO NA GALIZA

// 
Portugal


Acidente como o ocorrido na Galiza seria quase “impossível” em Portugal
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“O freio de emergência actua caso o maquinista não o faça em tempo útil”, explica José de Almeida

Um acidente como o ocorrido esta quarta-feira na Galiza seria "praticamente impossível” de ocorrer em Portugal. Muitas das linhas ferroviárias portuguesas estão equipadas com um sistema de controlo automático de velocidade (CONVEL) que é automaticamente activado, tanto em casos de aviso de sinalização como de travagem, e que entra em funcionamento caso o maquinista não o faça em tempo útil.
O acidente em Espanha, cuja causa mais provável foi o excesso de velocidade, seria “praticamente impossível de acontecer em Portugal”, diz ao i José de Almeida, maquinista reformado da CP.
As composições em funcionamento em Portugal estão equipadas com um freio de emergência que entra em acção tanto em casos de aviso de sinalização ou de travagem.
“O freio de emergência actua caso o maquinista não o faça em tempo útil”, explica José de Almeida.
Contactado pelo i, um especialista ligado ao sector, que pediu o anonimato, confirma que "todos os comboios em Portugal têm frenagem de emergência, ou seja, nas linhas equipadas com controlo automático de velocidade (CONVEL), o freio de emergência actua mesmo quando o maquinista não o acciona".

Em Espanha, diz a mesma fonte, a Renfe usa um sistema semelhante, o ASFA, que à partida funcionaria como o CONVEL. Neste caso, "um comboio para reduzir de 240 km/h para 80 km/h precisa de ter um aviso na linha e no sistema, com alguns quilómetros de distância para poder reduzir a velocidade", explica o especialista.
Segundo o “El País”, o sindicato dos maquinistas espanhóis (Semaf) argumenta que a tragédia “podia ter sido evitada” se se tivesse optado por um sistema ERTMS, mais avançado e adaptado às linhas de alta velocidade, sendo capaz de controlar o comboio automaticamente em caso de excesso de velocidade, em vez do ASFA que dá o aviso mas não pára o comboio.
O maquinista do comboio acidentado na Galiza foi constituído arguido pelo juiz de instrução de Santiago de Compostela encarregado do caso, noticia hoje o jornal El País. Segundo o jornal, o condutor do comboio, Francisco José Garzón Amo, foi chamado a prestar declarações como arguido.
Depois do acidente, o maquinista manteve comunicações por rádio em que admitiu que ia a uma velocidade muito superior à permitida na curva onde ocorreu o acidente.

A especiaria

Finalmente os esqueletos saíram do armário? photo esqueletos_zps9b109e95.jpg Quando o governo de José Sócrates negociava com a troika Pedro Passos Coelho fazia uma exigência a troco do seu apoio: uma exigência: «"suscitar ao Governo todos os dados sobre a situação de partida", que crê ser "pior" do que aquela que o Governo disse aquando do PEC4. Passos disse mesmo que "não podem haver esqueletos no armário" e que só uma análise completa do estado das contas públicas permitirá negociar tudo com Bruxelas e o FMI.»

Finalmente os esqueletos saíram do armário?

 photo esqueletos_zps9b109e95.jpg

Quando o governo de José Sócrates negociava com a troika Pedro Passos Coelho fazia uma exigência  a troco do seu apoio: uma exigência: «"suscitar ao Governo todos os dados sobre a situação de partida", que crê ser "pior" do que aquela que o Governo disse aquando do PEC4. Passos disse mesmo que "não podem haver esqueletos no armário" e que só uma análise completa do estado das contas públicas permitirá negociar tudo com Bruxelas e o FMI.» [DN].

Catroga até parecia saber de que esqueletos falava Passos Coelho como se percebe na segunda carta que escreveu a Pedro Silva Pereira:
    
«O ex-ministro das Finanças considera, por isso, fundamental que sejam determinadas as necessidades de financiamento de todas as entidades do sector público administrativo alargado (administração central, autarquias e regiões, segurança social, empresas públicas, empresas municipais e regionais e parcerias público-privadas e concessões). Eduardo Catroga lembra que foi essa a metodologia utilizada no programa do FMI em 1983.  » [Expresso]
 
Graças a um ex-juiz do Tribunal de Contas que se desdobrava em entrevistas as PPP tornaram-se numa moda e nunca mais se falou do assunto, as PPP serviram para alimentar o jogo sujo contra o anterior governo e nunca mais se falou dos famosos esqueletos, os dados que a futura ministra tinha recolhido sobre os swap que ela tão bem conhecia ficaram dentro do armário. As PP serviram para iludir o assunto.
 
Eis que passados quase dois anos alguém abriu a porta do armário e de lá saíram muitas dezenas de esqueletos, mais de cem negócios com swaps que estavam a correr mal. Porque razão o PSD que sabia da existência de esqueletos ficou em silêncio em dois anos para acabar a agora ministra das Finanças por reagir de forma desastrada, mentindo com todos os seus dentinhos em pleno parlamento?
 
Pelo número de negociantes de swaps nas empresas públicas que chegou a membro do governo, o que denuncia a existência de um grupo de grande intimidade com Passos Coelho, é óbvio que quando o PSD falava de esqueletos sabia muito bem do que falava. Quando as coisas correram mal correram com dois secretários de Estado pela calada da noite e sem grandes explicações.
 
Entretanto a secretária de Estado já tinha beneficiado de tempo suficiente para branquear os seus negócios com swaps. Convencidos de que só o grupo de amigos do PSD que se tinham envolvido em negócios duvidosos conhecia a extensão de toda a realidade a agora ministra não hesitou em mentir no parlamento, tentando endossar todas as responsabilidades para o PS. No fim de todo isto os responsáveis pelos negócios passaram a acusadores,
 

Estamos perante uma manobra suja de gente ambiciosa, gente que ganhou prémios de gestão graças à ilusão de lucros no curto prazo e que pensavam que indo para o governo podiam encerrar o circuito, eliminando o rasto dos seus negócios. Só que tudo correu mal e agora começa a perceber-se quais eram os esqueletos que estavam escondidos no armário, quem os escondeu, quem disse a Passos Coelho onde estavam escondidos e que agora tentaram dizer que pertenciam ao PS e desconheciam a sua existência.


O Jumento