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segunda-feira, 22 de julho de 2013

ANTONIETA GUERREIRO ANTIGA DEPUTADA DO PSD É 2ª NA LISTA DO CDS + MPT + PPM À CÂMARA DE PORTIMÃO


CDS coliga-se com MPT, PPM e independentes para concorrer à Câmara de Portimão


José Pedro Caçorino mantém-se como cabeça de lista, mas aquilo que começou por ser uma candidatura do CDS/PP à Câmara de Portimão evoluiu agora para uma coligação que, ao que o Sul Informação apurou, integra o Movimento Partido da Terra (MPT), o Partido Popular Monárquico (PPM) e, sobretudo, muitos independentes ou pessoas ligadas a outros partidos.
A lista à Câmara Municipal, por exemplo, será encabeçada por José Pedro Caçorino, mas incluirá figuras como Antonieta Guerreiro (ex-deputada do PSD e ultimamente muito ligada ao Instituto da Democracia Portuguesa – IDP), ou os independentes Ricardo Palet e João Pires, este último ligado à Associação Cívica Portimão Sempre.
Sul Informação sabe que Antonieta Guerreiro será a nº2 da lista de Caçorino.
Para a Junta de Freguesia de Portimão, apesar de anteriormente ter sido apresentado Vasco Carapucinha, deverá avançar Nuno Campos Inácio, oficial de justiça, investigador de genealogia e militante antigo do PSD. Carapucinha deverá agora integrar a lista para a Câmara Municipal.
Fernando Gião, um histórico do CDS algarvio, mantém-se como cabeça de lista à Assembleia Municipal.
A coligação «Servir Portimão» vai ser apresentada no sábado, dia 13 de julho, às 21h00, no Café Concerto do Teatro Municipal de Portimão (Tempo).
O evento contará com a presença do arquiteto Gonçalo Ribeiro Teles, do juiz desembargador Rui Rangel e do professor Mendo Castro Henriques, representantes do IDP (Instituto da Democracia Portuguesa).
A coligação incorpora assim, «independentes com “vontade” de exercício de cidadania. O apoio do IDP acaba por ser o sinal institucional de apoio a movimentos de cidadania», explicou José Pedro Caçorino ao Sul Informação.
Por seu lado, João Pires, na sua página no Facebook, comentou: «num gesto verdadeiramente inclusivo e pleno de sensibilidade para com o sentir da comunidade Portimonense, o José Pedro acolhe e gera consensos que seriam muito difíceis de conseguir, sem o seu bom senso e sem a força das suas convicções».
E foi assim que Caçorino «tomou a decisão de abrir a candidatura, que era oriunda do partido onde é militante, a outras forças políticas e à sociedade civil no seu todo».

Ricos como a cerveja tirada à pressão num instante mas a maior parte é só espuma - Mia Couto l Lisboa - Rico é quem possui meios de produção. Rico é quem gera dinheiro» dá emprego. Endinheirado é quem simplesmente tem dinheiro. Ou que pensa que tem. Porque, na realidade, o dinheiro é que o tem a ele. A verdade é esta: são demasiado pobres os nossos “ricos”. Aquilo que têm, não detêm. Pior, aquilo que exibem como seu, é propriedade de outros. É produto de roubo e de negociatas. Não podem, porém, estes nossos endinheirados usufruir em tranquilidade de tudo quanto roubaram. Vivem na obsessão de poderem ser roubados.

Ricos como a cerveja tirada à pressão num instante mas a maior parte é só espuma - Mia Couto




Lisboa - Rico é quem possui meios de produção. Rico é quem gera dinheiro» dá emprego. Endinheirado é quem simplesmente tem dinheiro. Ou que pensa que tem. Porque, na realidade, o dinheiro é que o tem a ele. A verdade é esta: são demasiado pobres os nossos “ricos”. Aquilo que têm, não detêm. Pior, aquilo que exibem como seu, é propriedade de outros. É produto de roubo e de negociatas. Não podem, porém, estes nossos endinheirados usufruir em tranquilidade de tudo quanto roubaram. Vivem na obsessão de poderem ser roubados.
Fonte: Mia Couto
"Novos Ricos angolanos": São nacionais só na aparência 
porque estão prontos a serem moleques de estrangeiros
Necessitariam de forças policiais à altura. Mas forças policiais à altura acabariam por os lançar a eles próprios na cadeia. Necessitariam de uma ordem social em que houvesse poucas razões para a criminalidade. Mas se eles enriqueceram foi graças a essa mesma desordem.
O maior sonho dos nossos novos-ricos é, afinal, muito pequenito: um carro de luxo, umas efémeras cintilâncias. Mas a luxuosa viatura não pode sonhar muito, sacudida pelos buracos das avenidas.
O Mercedes e o BMW não podem fazer inteiro uso dos seus brilhos, ocupados que estão em se esquivar entre chapas muito convexos e estradas muito côncavas. A existência de estradas boas dependeria de outro tipo de riqueza Uma riqueza que servisse a cidade. E a riqueza dos nossos novos-ricos nasceu de um movimento contrário: do empobrecimento da cidade e da sociedade.
As casas de luxo dos nossos falsos ricos são menos para serem habitadas do que para serem vistas. Fizeram-se para os olhos de quem passa. Mas ao exibirem-se, assim, cheias de folhos e chibantices, acabam atraindo alheias cobiças. O fausto das residências chama grades, vedações electrificadas e guardas privados. Mas por mais guardas que tenham à porta, os nossos pobres-ricos não afastam o receio das invejas e dos feitiços que essas invejas convocam.
Coitados dos novos ricos. São como a cerveja tirada à pressão. São feitos num instante mas a maior parte é só espuma. O que resta de verdadeiro é mais o copo que o conteúdo. Podiam criar gado ou vegetais. Mas não. Em vez disso, os nossos endinheirados feitos sob pressão criam amantes.
Mas as amantes (e/ou os amantes) têm um grave inconveniente: necessitam ser sustentados com dispendiosos mimos. O maior inconveniente é ainda a ausência de garantia do produto. A amante de um pode ser, amanhã, amante de outro. O coração do criador de amantes não tem sossego: quem traiu sabe que pode ser traído.
Os nossos endinheirados-às-pressas não se sentem bem na sua própria pele. Sonham em ser americanos, sul-africanos. Aspiram ser outros, distantes da sua origem, da sua condição. E lá estão eles imitando os outros, assimilando os tiques dos verdadeiros ricos de lugares verdadeiramente ricos.
Mas os nossos candidatos a homens de negócios não são capazes de resolver o mais simples dos dilemas: podem comprar aparências, mas não podem comprar o respeito e o afecto dos outros. Esses outros que os vêem passear-se nos mal-explicados luxos. Esses outros que reconhecem neles uma tradução de uma mentira. A nossa elite endinheirada não é uma elite: é uma falsificação, uma imitação apressada.
A luta de libertação nacional guiou-se por um princípio moral: não se pretendia substituir uma elite exploradora por outra, mesmo sendo de uma outra raça. Não se queria uma simples mudança de turno nos opressores. Estamos hoje no limiar de uma decisão: quem faremos jogar no combate pelo desenvolvimento? Serão estes que nos vão representar nesse relvado chamado “a luta pelo progresso”? Os nossos novos ricos (que nem sabem explicar a proveniência dos seus dinheiros) já se tomam a si mesmos como suplentes, ansiosos pelo seu turno na pilhagem do país.
São nacionais mas só na aparência. Porque estão prontos a serem moleques de outros, estrangeiros. Desde que lhes agitem com suficientes atractivos irão vendendo o pouco que nos resta. Alguns dos nossos endinheirados não se afastam muito dos miúdos que pedem para guardar carros.
Os novos candidatos a poderosos pedem para ficar a guardar o país. A comunidade doadora pode irás compras ou almoçar à vontade que eles ficam a tomar conta da nação. Os nossos ricos dão uma imagem infantil de quem somos. Parecem criancas que entraram numa loja de rebuçados. Derretem-se perante o fascínio de uns bens de ostentação.
Servem-se do erário público como se fosse a sua panela pessoal. Envergonha-nos a sua arrogância, a sua falta de cultura, o seu desprezo pelo povo, a sua atitude elitista para com a pobreza. Como eu sonhava que Moçambique tivesse ricos de riqueza verdadeira e de proveniência limpa! Ricos que gostassem do seu povo e defendessem o seu país. Ricos que criassem riqueza. Que criassem emprego e desenvolvessem a economia. Que respeitassem as regras do jogo. Numa palavra, ricos que nos enriquecessem. Os índios norte-americanos que sobreviveram ao massacre da colonização operaram uma espécie de suicídio póstumo: entregaram-se à bebida até dissolverem a dignidade dos seus antepassados. No nosso caso, o dinheiro pode ser essa fatal bebida.
Uma parte da nossa elite está pronta para realizar esse suicídio histórico. Que se matem sozinhos. Não nos arrastem a nós e ao país inteiro nesse afundamento.

ISTO SÃO FOTOGRAFIAS REAIS SEM PHOTOSHOP QUE ENVOLVEM NALGUNS CASOS 2 PESSOAS MUITO BEM DESSIMULADAS PARA OBTER A ILUSÃO DE ÓPTICA - DIVIRTA-SE !


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20 fotos a que antecede sempre um palavrão


20 fotos a que antecede sempre um palavrão















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PORQUE É QUE OS POBRES NÃO “LAVAM” DINHEIRO? Sentado, bandeira nacional e da U.E. dando o aval indispensável ao discurso, o senhor ministro, através da TV, banhou-nos de justiça: A partir de agora (porquê só agora?), acabava-se a lavagem de dinheiro. Tal e qual! Não eram renovados mais alvarás para tão higiénica actividade.

Sentado, bandeira nacional e da U.E. dando o aval indispensável ao discurso, o senhor ministro, através da TV, banhou-nos de justiça: A partir de agora (porquê só agora?), acabava-se a lavagem de dinheiro. Tal e qual! Não eram renovados mais alvarás para tão higiénica actividade.
Alertou ainda, haver somas exorbitantes que estavam a ser lavadas em bancos, seitas, casinos e noutras lavandarias de igual respeitabilidade.
Deixou um oportuno alerta: Era de desconfiar quando alguém aparecia com muito dinheiro.
Tudo novidades! Não creio mesmo que alguma vez se tivesse ousado pensar que não era lícito o dinheiro quando surge às golfadas, ainda manchado de sangue.
Tal notícia levou a que no bairro, para não levantar suspeitas, ninguém ousasse pagar com notas de cinco euros, batatas só compravam aos meios quilos e a manteiga aos pacotinhos de 125g. Os vizinhos vigiavam-se desconfiados. A dona Gertrudes nunca mais vestiu o casaco de caraculo (100% polyester), e o Mário da mercearia nem estreou o chinó.
Para chatices, diziam, já bastava as que tinham, não viesse a bófia pedir-lhes contas e saber se tinham ou não o dinheiro para lavar.
Uma outra personagem, o senhor Júlio, ainda não se refizera do choque. “Lavar” dinheiro!?… Com o prato da sopa a meio caminho da notícia, perdera o apetite. Lavar dinheiro!…
Ele e a sua Joaquina que não haviam feito outra coisa em toda a sua vida: Lavar. Ele lavou barcos, lavou ruas, lavou carros, lavou tudo. Tudo o que encontrou sujo lavou, desengordurou, poliu. E a sua companheira, fez barrela, branqueou, esfregou casas, escadas, tudo. Tudo o que estava sujo, lavou. E o que é que têm hoje? Uma reforma suja, para não lhe chamar nojenta.
Mas essa de lavar dinheiro até podia servir de biscate, pensava o senhor Júlio que abandonou a sopa e foi até ao banco do jardim procurar alguém que o elucidasse sobre tão bizarra notícia.
E ia cogitando: “Isto deve estar muito mau! Os ricos a lavar… Eles que por onde passam só fazem imundice.”
E continuava sonhador: “O ministro desconfia dos bancos e das seitas é natural, ninguém sabe como conseguiram tanto dinheiro em tão pouco tempo; mas o Júlio!… O Júlio e a Joaquina todos conhecem cá no bairro. Foram sempre pessoas sérias. O senhor ministro pode confiar mais num dedo do Júlio do que em todos os banqueiros. Todos.”
E já idealizava uma lavandaria moderna, subsidiada pela U.E. máquinas de lavar, secar, passar… Um brinquinho!
Pobre senhor Júlio, de consciência asseada, que só soube amealhar miséria durante toda a sua vida. Não! Ele nunca conseguirá compreender, na sua bela simplicidade, que a sujidade não está no dinheiro, mas nas mãos de quem dele se apoderou.
E que esse dinheiro quando muda de bolso não troca de fato, ou se muda de farpela não altera o seu objectivo: Continuar do mesmo modo a espalhar o terror e a sordidez na bulimia sem limites do mais e mais, despedindo, fechando fábricas e entrando no sub mundo da especulação.
Tampouco se apercebe que os donos dos bancos são os banqueiros, os concessionários dos casinos, os grandes magnates, banqueiros também alguns deles, bondosas criaturas que acolhem no seu seio, digo, sua teta, todos os que estejam à venda, melhor ainda se estão em saldo, projectando-os na vida política como seus servidores.
E que os senhores do dinheiro possuidores dessas respeitáveis instituições de caridade, são os “jet-Set” que se pavoneiam pelas colunas sociais de mistura com ministros, proprietários sinistros e outros benquistos do poder, num mundo que o senhor Júlio nem imagina que exista.
Milhões e milhões de euros, lavados ou por lavar, continuam a entrar em circulação como de trocos se tratasse, sem que ninguém dê por eles. Ninguém?…
Não será nas grandes e galopantes fortunas que os vamos encontrar.
Claro que não!
Cid Simões
Cheira-me a REvolução

FOTOGALERIA ESPECIAL NO DESENVOLTURAS & DESACATOS - A PINTURA SERENA E MARAVILHOSA DE: Sarah Jarrett Artist