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quarta-feira, 17 de julho de 2013

DOIS GIFT(S) ENGRAÇADOS





SAÚDE E BEM ESTAR - TREMOR NAS PÁLPEBRAS, CAUSAS E COMO EVITAR

Tremor nas pálpebras: causas e como evitar




Quem nunca sentiu aquele famoso tremor nas pálpebras? Algo tão irritante quanto impossível de ser controlado. Pior: pode durar dias, com direito a curtos intervalos. Mas por que isso é tão comum e, ao mesmo tempo, difícil de ser evitado?
A oftalmologista Andrea Lima Barbosa, diretora médica da Clínica dos Olhos São Francisco de Assis
(RJ), conta que é extremamente comum pessoas chegarem a seu consultório com essa queixa.

"É sempre preocupante para a pessoa e o correto é procurar um especialista, mesmo. Esse tremor palpebral em episódios é uma luz vermelha avisando que algo não vai bem não só no seu corpo, mas em sua vida", alerta a médica.

Ela conta que o tremor é um sinal de que a pessoa pode estar no auge do estresse. "Pode ser  fadiga, ansiedade, resultado de noites mal dormidas ou problemas pessoais , por exemplo".

Estresse

Barbosa explica que o tremor, quase sempre unilateral, aparece porque liberamos hormônios ligados ao estresse que vão para o sistema nervoso autônomo. Estes hormônios levam estímulos para as pálpebras, que passam a ter contrações involuntárias, ou seja, impossíveis de se controlar.
Com ela concorda o oftalmologista Luiz Carlos Portes, ex-presidente e membro do conselho consultivo da Sociedade Brasileira de Oftalmologia. Ele acrescenta alguns outros fatores que podem desencadear o problema: ingestão excessiva de cafeína, carência de vitaminas, idade avançada, excesso de horas em frente ao computadoretc.

Ambos enfatizam que o oftalmologista deve ser consultado para descartar qualquer doença, mas o comum é mesmo que tudo não passe de estresse.  Porém, se for algo além disso, o paciente será encaminhado para um neurologista, por exemplo.

Portes, porém, avisa que algumas doenças como conjuntivite e olho seco também podem provocar os espasmos. Isso sem contar que pessoas com mal de Parkinson e Síndrome de Tourette (desordem neurológica ou neuroquímica caracterizada por tiques, reações rápidas, movimentos repentinos  ou vocalizações que ocorrem repetidamente) também sofrem com esses espasmos.

Procurar o médico

"Por isso é importante consultar um oftalmologista", enfatiza o médico. Porém, como na maioria dos casos o problema advém mesmo do estresse, ele comenta: "Há pessoas que ao ficarem estressadas, sentem azia. Outras têm dor nas costas e algumas têm este tremor. É difícil, mas é preciso achar um caminho para não sentir tudo isso".

"Você tem de se perguntar: o que vai fazer da sua vida? Como anda o trabalho e os relacionamentos. Eu indico relaxamento, ioga, meditação, algo para acalmar mesmo. E, na medida do possível, evitar se estressar", alerta Barbosa.

A médica insiste que é preciso tomar cuidado porque, se a pessoa não se cuidar, poderá desenvolver doenças cardíacas, depressão, ansiedade ou hipertensão, por exemplo.
"É preciso mesmo repensar a vida", ressalta, acrescentando que ela própria já passou por isso: "Quando eu fazia plantão médico, eu mesma tinha isso com frequência. Era uma época bem estressante para mim". Portes também já teve o mesmo problema, quando se preparava para o vestibular: "Eram menos opções de faculdades e a pressão era ainda maior. Estudava muito!".

Como fazer parar?

Uma receita caseira dá conta de que compressas de chá de camomila ajudariam a parar o tremor.  "Melhor tomar o chá", brinca a médica.  Porém, ela ensina que gelo é bom, porque anestesia a musculatura.

Já o médico conta que indica ao paciente um relaxante muscular, mas também aconselha a pessoa a ir ao cinema, praticar exercícios e descansar, pois o comum é que o tremor passe quando ela conseguir relaxar.  "Se notamos que é algo de ordem pessoal ou depressão mesmo, o correto é encaminhar a um psicólogo ou psiquiatra".

Botox

Se a pessoa tiver o tremor de forma crônica, pode ser algo mais grave. "Existe a doença do espasmo essencial, blefarospasmo, que é rara. É o famoso tique nervoso, a pálpebra fica tremendo o tempo todo. Daí é preciso tratamento com um neuro-oftalmologista que usará injeções de Botox", conta a médica. A indicação ocorre porque a toxina botulínica paralisa o músculo.
Norma Allemann, professora adjunta do Departamento de Oftalmologia da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), conta que, em alguns desses casos, após diagnóstico diferencial adequado com doenças neurológicas que podem estar associadas, a toxina botulínica é aplicada em forma de injeções e tem duração variável de efeito, entre três e seis meses.  "O blefarospasmo é uma condição rara, um tipo de distonia facial, geralmente bilateral e associado a contraturas de outros músculos da face e caracterizado pela impossibilidade de controle voluntário.  Pode ser um sintoma de doenças neurológicas e deve ser acompanhado de consulta especializada para diagnóstico", encerra.

Causas do tremor nas pálpebras e como evitar

Como as causas são diversas, para evitar o tremor involuntário das pálpebras deve-se identificar a mais importante e agir nela:

- Fadiga: pode ser causada pelo uso contínuo de computadores ou monitores (síndrome da visão do computador). Nestes casos há necessidade de se intercalar períodos de trabalho com períodos de descanso dos olhos, ou seja, a mudança de foco durante 15 minutos, antes de prosseguir no uso;

- Estresse: deve-se tentar evitar ou resolver as condições ou as situações do ambiente de trabalho ou familiar que estejam ligadas ao aumento da ansiedade; pode-se tentar a utilização de medicação relaxante muscular leve, sob indicação médica;

- Secura nos olhos: também pode estar relacionada ao uso contínuo de computadores. Usar colírios lubrificantes preventivamente é indicado, assim como aumentar a umidificação do ambiente de trabalho;

- Cafeína: se a causa for associada ao consumo excessivo de cafeína, de bebidas energéticas ou de cigarro, deve-se reduzir ou suspender seu consumo;

- Não identificadas: sugere-se a consulta oftalmológica completa com objetivo de se avaliar a função muscular das pálpebras, a superfície ocular, erros refracionais ou fundo de olho.

Fonte: Norma Allemann, Professora Adjunta do Departamento de Oftalmologia da Universidade Federal de Medicina – UNIFESP.

Tags: tremor nas pálpebras, estresse, ansiedade, cafeína, fadiga, blefarospasmo, hormônios, oftalmologia, secura nos olhos, carência de vitaminas. 

o pesadelo

o pesadelo

Por Baptista-Bastos

Não me recordo de um Presidente, na II República, ter sido criticado com tanta veemência e haver sido objecto de tantos enxovalhos como este dr. Cavaco que nos coube no infortúnio. Pelos vistos e feitos, tem tripudiado sobre a natureza da função, denegrido as características de "independência" constitucionais que jurou defender e resguardar, e tomar atitudes de soba com a displicência de quem não tem satisfações a dar. A sua presença em Belém tem sido assinalada por uma série de disparates, incúrias, pequeninas vinganças, intrigas baratas, aldrabices indolentes como a das falsas escutas. O pobre homem, por lacuna cultural e outras, não está hipotecado aos princípios republicanos que o 25 de Abril reanimou, embora fugazmente. Pertence a outra vigília, a outra aposta, e a um passado vazio de sentido histórico. Não soubemos evitar o triste incidente do seu surgimento, que se tornou uma pavorosa ameaça. Os cavaquinhos que por aí pululam correspondem às debilidades das nossas respostas, à alteração dos sistemas ideológicos e ao facilitismo da "era de acesso."

Houve, no Brasil dos anos 60, século passado, um cómico famoso, o Chacrinha (aliás, homem culto e lido), que dizia: "Eu não estou aqui para explicar; estou aqui para complicar." O epítome pode, e deve, ser aplicado ao dr. Cavaco. Nada, ou pouco mais do que nada, se lhe pode aduzir, politicamente, em seu abono. Onde toca, dificulta ou emaranha. A bizarria de criar um "compromisso de salvação nacional" que envolve três partidos e exclui outros três alimenta, ainda mais, as divisões na sociedade portuguesa e não soluciona nenhuma questão. O que, retoricamente, separa o PS do PSD e do CDS parece, no momento, irreparável. Seguro quer, nos diálogos, a presença de todos; porém, o PCP, e explica as razões, "não tem nada a ver com aquilo." Os dados estão, à partida, viciados, e a manobra resulta numa piada de mau gosto. E Seguro envolve-se numa ambiguidade grotesca: diz que vai "dialogar" com partidos e não com o Governo, como se aqueles não fossem componentes deste. A confusão acentua-se quando afirma apoiar a moção de censura de "Os Verdes". Entrámos, em definitivo, no reino da feira cabisbaixa.

Ninguém sabe em quem acreditar. Para salvaguarda da nossa saúde mental é melhor, pura e simplesmente, não acreditar em nada. Com perdão da palavra, penso que Seguro está longe da solução adequada, pois pertence ao sistema; mas também penso que é a solução emergente que se arranja. Como dizia o outro, pior do que está, é impossível. Haverá outros caminhos a percorrer, fora deste sistema horroroso de "alternância", que nos leva até ao desgosto de tudo. Mas a organização das "democracias ocidentais" impede a mudança, porque isso conduziria a uma substancial alteração do próprio capitalismo. Todavia, esta impossibilidade aparente não significa que nos resignemos. Capitular é deixar de ser.



Quatro almas

pinochet e os milhares de mortos que nunca existiram (vídeo)

pinochet e os milhares de mortos que nunca existiram




João Paulo II visitou o Chile, abençoando assim o brutal regime de Pinochet. Antes disso, em meados de 70, já o Vaticano tinha menosprezado os relatórios sobre a violência da ditadura chilena e dos milhares de mortos que estava a gerar, classificando-os de propaganda comunista.

Quatro almas

Caso Zimmerman: Stevie Wonder recusa dar espectáculos na Florida 16 de Julho, 2013 Stevie Wonder reagiu à declaração de inocência de George Zimmerman, o vigilante que matou um jovem negro na Florida, anunciando que não voltará a realizar qualquer concerto naquele Estado enquanto a lei que permite o uso da força em casos de autodefesa não for abolida

Caso Zimmerman: Stevie Wonder recusa dar espectáculos na Florida

16 de Julho, 2013
Stevie Wonder reagiu à declaração de inocência de George Zimmerman, o vigilante que matou um jovem negro na Florida, anunciando que não voltará a realizar qualquer concerto naquele Estado enquanto a lei que permite o uso da força em casos de autodefesa não for abolida.Zimmerman, um ‘vigilante voluntário’ que fazia uma ronda num bairro após o registo de actos de vandalismo, baleou o jovem Trayvon Martin, de 17 anos, depois de ter considerado que este apresentava comportamentos suspeitos.
Em declarações ao jornal The Hollywood Reporter, Stevie Wonder considera que o decreto que permite a autodefesa contribuiu para a absolvição e afirma que enquanto a lei não for abolida ficará afastado da Florida e de qualquer outro “lugar do mundo que tenha uma lei semelhante."
O cantor fez ainda um apelo para que os fãs se juntem e apoiem a sua decisão. Vários artistas como Nick Minaj, Beyonce, Florida e Wyclef Jean prestaram homenagem a Trayvon Martin e criticaram o veredicto final que deu a inocência a George Zimmerman, o autor do crime.
Este incidente desencadeou uma forte onda de protestos nos Estados Unidos, com muitos americanos a apontarem a diferença racial como principal causa para o homicídio.
SOL

Pais arriscam subida de renda se filhos não mudaram morada Os filhos que já não residem com os pais mas mantiveram a moradas destes junto do fisco irão “inflacionar” a declaração do Rendimento Anual Bruto Corrigido (RABC) dos progenitores, arriscando a que fiquem de fora dos critérios de carência económica que permitem travar a subida das rendas. O alerta é feito pela Associação de Inquilinos Lisbonenses (AIL), que acusa o Governo de ter um conceito “alargado” de agregado familiar.

Pais arriscam subida de renda se filhos não mudaram morada

Assunção Cristas

Os filhos que já não residem com os pais mas mantiveram a moradas destes junto do fisco irão “inflacionar” a declaração do Rendimento Anual Bruto Corrigido (RABC) dos progenitores, arriscando a que fiquem de fora dos critérios de carência económica que permitem travar a subida das rendas. O alerta é feito pela Associação de Inquilinos Lisbonenses (AIL), que acusa o Governo de ter um conceito “alargado” de agregado familiar.
Em causa estão as declarações comprovativas do RABC, cujo modelo começou ontem a poder ser preenchido e entregue junto das Finanças pelos inquilinos com rendas antigas (anteriores a 1990) e rendimentos mais baixos, que possam ser abrangidos pelos limites de taxa de esforço previstos na nova lei das rendas (ver ao lado).
Nas contas da AIL, mais de 40 mil inquilinos terão invocado junto das Finanças a situação de carência económica (acima dos 27 mil indicados pela Comissão que acompanha a nova lei das rendas) e deverão avançar com a entrega do modelo que comprova o seu RABC. Mas o presidente desta associação, Romão Lavadinho, alerta que alguns arriscam ficar de fora desta limitação à subida das rendas, porque se lhes exige que reportem os rendimentos de todos as pessoas que tenham como morada fiscal a casa cuja renda se pretende travar, mesmo que fisicamente lá não residam.
Romão Lavadinho aponta como exemplo os filhos que já saíram para casa própria mas que por opção ou descuido optaram por nunca mudar a sua morada junto das Finanças, ou mesmo o daqueles que, confrontados com a necessidade de entregar a sua casa ao banco, regressaram à dos pais. Em ambos os casos, os seus rendimentos têm de ser “somados” aos dos seus pais na determinação deste RABC, podendo impedi-los de ficar ao abrigo dos limites de taxa de esforço que a lei prevê durante os próximos cinco anos.
O modelo oficial do pedido que atesta esta situação de dificuldade económica só ontem começou a ser emitido pelo fisco (ainda que nalguns casos a resposta possa não ser imediata). Para Romão Lavadinho, trata-se de mais um documento que vem aumentar ainda mais a burocracia criada com a nova lei das rendas e que poderia “ser substituído pela declaração de IRS” dos inquilinos.
Com a operacionalização da emissão dos RABC, espera-se que aumente o número de inquilinos que tente travar a subida da renda que lhe venha a ser proposta pelo senhorio. Nas contas da Associação Lisbonense de Proprietários, apenas cerca de 20% dos arrendatários com contratos anteriores a 1990 não invocaram insuficiência económica quando confrontados pelo senhorio com um aumento de renda. Mas o número vai aumentar porque, precisou Menezes Leitão, muitos proprietários não avançaram ainda com um novo valor.
As declarações de RABC estão previstas na nova lei das rendas - que entrou em vigor a 12 de novembro -, mas só agora ficaram operacionais. Este desfasamento temporal travou a subida das rendas antigas, mas os inquilinos serão agora chamados a fazer contas retroativamente assim que receberem a resposta das Finanças.
O atraso merece críticas a Menezes Leitão, porque impediu os senhorios de começarem a receber as novas rendas e, por outro lado, pode agora obrigar os inquilinos a ter de pagar a diferença devida entre a renda antiga e a nova que venha a ser apurada. Tudo depende do patamar de RABC em que venham a ser colocados. Ou seja, uma família cujo rendimento mensal bruto não exceda os 500 euros e com uma renda de 35 euros, mas que tenha sido confrontado com uma proposta de 50 euros, terá agora de passar a pagar o novo valor bem como de repor a diferença de 15 euros devida desde o momento em que a nova proposta vigora. O pagamento da diferença será faseado, não podendo ser equivalente a mais de metade, todos os meses. O esquema de proteção aos agregados com menores rendimentos prevê a fixação de taxas de esforço em função de três níveis de rendimento, sendo que no patamar mais elevado (entre 150 e 2898 euros brutos mensais), a renda não poderá ser superior a 707 euros. Nos casos em que a renda em vigor já exceda a taxa de esforço prevista, manter-se-á esse valor, não podendo haver lugar a mais nenhuma alteração.
Na leitura de Menezes Leitão, os intervalos de rendimento para determinação das taxas de esforço são “generosos”, pelo que antecipa que a maioria dos cerca de 250 mil inquilinos com rendas anteriores a 1990 não venham a sofrer qualquer alteração no valor que pagam mensalmente.