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domingo, 7 de julho de 2013

A FARSA E OS IMPOSTORES

A FARSA E OS IMPOSTORES LEIA AQUI, HOJE !

http://bonstemposhein-jrd.blogspot.pt/

Os Jerónimos conspurcados

Os Jerónimos conspurcados

Cavaco Silva, Passos Coelho e Paulo Portas foram aos Jerónimos. Tratava-se da primeira missa solene após tomar posse o novo Patriarca de Lisboa. Estavam acompanhados por outras figuras do Estado como a Presidente da Assembleia da República, a esposa de Mário Soares e o Presidente do Tribunal de Contas.

Ouviram-se aplausos no interior do Monumento Nacional dirigidos ao Presidente da República e ao Primeiro Ministro. O novo Patriarca de Lisboa justifica, achando que eles dão o melhor que sabem e que podem. A ideologia do novo Patriarca é conhecida, tal como a do seu antecessor. O seu apego a valores culturais é limitado. A direita tem na hierarquia da Igreja a última, a derradeira força de apoio. Excluídas as forças sociais, quer sindicais quer patronais, que se demarcaram sucessivamente das orientações governativas actuais e dos seus protagonistas, só resta a direita beática e conservadora para apoiar as incompetências, as diatribes  as traições de uma elite política corrupta. Os Jerónimos mereciam melhor sorte. 

CR
Sne and MccGeeBobby 

Demo- The Tango History - VÍDEO A HISTÓRIA DO TANGO (EM ESPANHOL)

O SUPER SALTO !

AMARELO SÓ O DA CARRIS


NOTAS DA INQUIETAÇÃO - António Manuel Gomes Rodrigues - A Imoralidade e o Abuso de poder não são assunto novo. E a resistência também não. As ideias acerca da Desobediência Civil não nasceram no século dezanove com o Senhor Thoreau. Verdade ou não vale o símbolo histórico e bíblico das parteiras que desobedeceram às ordens do faraó para matar os bebés hebreus. O senhor Sófocles deu ao mundo a tragédia de uma Antígona que, com bravura e sacrifício, manda às urtigas a ordem coroada do tirano Creonte.


 NOTAS DE INQUIETAÇÃO

António Manuel Gomes Rodrigues (no facebook)

Grafite sobre papel. desenho feito em Maio de 2013


GARIBALDI E LAMPEDUSA

(reflexões sobre as mudanças que asseguraram a continuidade) ou
Será possível uma mudança em que nada volte a ser como era?

"A utopia está no horizonte. Aproximo-me dois passos, ela afasta-se dois passos. Caminho dez passos e o horizonte afasta-se dez passos. Por muito que caminhe, nunca a alcançarei. Para que serve a utopia? Para isto: serve para caminhar" - Eduardo Galeano

A Imoralidade e o Abuso de poder não são assunto novo. E a resistência também não. As ideias acerca da Desobediência Civil não nasceram no século dezanove com o Senhor Thoreau. Verdade ou não vale o símbolo histórico e bíblico das parteiras que desobedeceram às ordens do faraó para matar os bebés hebreus. O senhor Sófocles deu ao mundo a tragédia de uma Antígona que, com bravura e sacrifício, manda às urtigas a ordem coroada do tirano Creonte. Falamos de gente que colocou a sua consciência moral, as suas convicções éticas e o respeito pelos direitos, os seus e os dos outros que afinal são os mesmos, acima do respeito pela lei. Mais tarde veio o Thoreau, em boa hora, estruturar o ensaio em que define a sua base de pensamento. É verdade que os escritos nascem da sua indignação com a invasão do México, ao tempo, e surgem depois de ter sido preso por se recusar a pagar impostos que iriam financiar esse acto bélico. Também é verdade que o seu espírito, sem dúvida lúcido, era mais reformista que revolucionário. Revolução sim, mas para mais tarde. Acabar ali e então, as barbaridades no México. Contudo, escreveu, como disse em muito boa hora. Daquelas sementes escritas, mais tarde aproveitaram Mahatma Gandi e Martin Luther King de forma excelente, para falar apenas dos mais conhecidos, injustiçando tantos outros que o fizeram ao longo do tempo e não refiro, por impossibilidade prática uns e desconhecimento outros.

Vivemos um tempo em que, talvez mais que nunca, há pessoas mobilizadas em torno de novas ideias e práticas. Diversas correntes encontram espaço para se articularem sem conflito. Inúmeros pensadores expõem publicamente ideias válidas e sólidas. Andrej Grubacic fala de "Novo Anarquismo" para referir um pensamento bem recente, mais ajustado a esta realidade do que as ideias do princípio do século passado e mesmo as dos anos 60 e 70. Podemos, ainda assim rever as ideias de Paul Goodman e Colin Ward desses tempos, mas passar a reflectir sobre o que dizem pessoas como David Rolfe Graeber ou John Zerzan sem nunca deixar de exercer a nossa análise crítica individual.

Nestes  últimos tempos de angústia e inquietação tenho pensado muito nestes assuntos. Desde que, há muitos anos, li pela primeira vez o ensaio do Senhor Thoreau que guardo, com um sorriso, as graciosas palavras do seu início:

"Aceito com entusiasmo o lema "O melhor governo é o que menos governa"; e gostaria que ele fosse aplicado mais rápida e sistematicamente. Levado às últimas conseqüências, este lema significa o seguinte, no que também creio: "O melhor governo é o que não governa de modo algum"; e, quando os homens estiverem preparados, será esse o tipo de governo que terão."


Na verdade, nestas últimas semanas, retirei do sono na estante alguns volumes de Proudhon, Sébastien Faure e, sobretudo, os escritos de Errico Malatesta. Cabe dizer, neste momento, antes que os juízos se precipitem e os rótulos chovam, que estou sempre indisponível para aceitar as ideias, sejam as destes senhores ou as dos seus oponentes, por comodismo ou entusiasmo apaixonado,sem uma análise crítica, dentro das minhas capacidades. E essa capacidade vai mudando com o passar do tempo e as conclusões também. Por isso justifica-se a que faço agora. Mais que nunca, como já disse e repeti, aqui mesmo, inúmeras vezes, cada vez mais, apenas tenho a certeza de não haver certezas de nada. Contudo isso não me impede de saber que há que procurar, há que encontrar um sentido para o facto de existir. Não sei se a luz que as reflexões parecem trazer ilumina um corpo palpável ou um expectro mas, o que procuro, neste caso é a crisálida que envolve a possibilidade da felicidade humana. Pouca coisa e grande modéstia a minha, dirão ironicamente quase todos vós. São reflexões pretenciosas de facto, mas paradoxalmente, feitas com humildade. São apenas a observação da minha responsabilidade de usar a minha capacidade de pensar, valha ela o que valer, e pô-la ao serviço dos outros. Se o resultado for estéril terá a reciclagem natural. Do vosso lado, se tiverem a generosidade de me ler, terão apenas de equacionar o risco de poderem desperdiçar o vosso valioso tempo. Ou não. Na verdade, não tenho a presunção de colocar aqui a pedra filosofal dos problemas sociais ou a chave para a escravidão política que acompanha a humanidade desde que se organizou de forma mais complexa. Apenas abrir um espaço de conversa que possa ser proveitoso para todos nós e em que todos possamos contribuir com igual valor.

Estou consciente de muita da argumentação que é sustentada a favor e contra a transformação radical das estruturas sociais existentes. Uma grande parte delas são válidas, de um lado e de outro, e só referirei as que me parecem ter essa qualidade. Por pensar isso, e por julgar entender os pressupostos, que não são considerados nesses pensamentos é que me parece haver necessidade de incluir esses pressupostos na argumentação, de forma a que uma nova utopia possa ter a característica que, fatalmente, sempre lhe faltou: a possíbilidade, ainda que tímida, de viabilidade.

Antes de terminar, por agora, refiro só para deixar uma ideia, que tenho consciência de que nascemos e fazemos parte de sociedades organizadas em que, por via, dessa organização, permitimos a gestão da totalidade dos direitos individuais por uma minoria. Tudo isto, desde o alvorar da civilização, porque somos uma espécie egoísta e violenta. Se não houver governos que controlem as massas populares e as soberanias das nações, entendeu-se sempre por inevitável a ruína através dos focos de rebelião ou a conquista pelas nações mais poderosas. Há sempre que equacionar o abuso dos mais fracos pelos mais fortes que escravizariam, violariam, roubariam...

Estas são realmente algumas questões que merecem ser debatidas. Voltarei a este assunto para falar do assunto fundamental da ética humana, se os meus amigos acharem que vale a pena...

Nada entenderemos da dinâmica das marés e como aproveitá~~~la se nos ficarmos pela espuma das ondas que morrem na praia envoltas em neblina oum fumaça. Ou se pensarmos que os artistas não têm quem nos bastidores os apoie, se não quiserem ir pela borda fora, descartáveis.



Nada entenderemos da dinâmica das marés e como aproveitá~~~la se nos ficarmos pela espuma das ondas que morrem na praia envoltas em neblina oum fumaça. Ou se pensarmos que os artistas não têm quem nos bastidores os apoie, se não quiserem ir pela borda fora, descartáveis.

Aproveitando a boleia de gaspar portas - que sempre esteve com um pé no governo e outro fora dele, deu um salto, para que se cumprisse , Bilderberg - eleições e tózé apoiado em portas. Mas o salto foi sem rede e paulo estatelou-se. Perdeu o apoio da facção do grande capital cujs interesses representa ? Talvez não. Mas o salto foi sem rede, não só pk não avisou os seus colegas de partido nem no Governo - uns apressando-se a escrever a posteriori cartas de demissão para o baú de pedro - nem na direcçao do CDS, que atarantadas não o seguiram, bem plo contrário.

Quem apoia paulo não conseguiu vencer quem interna e externamente apoia(va) Gaspar e Maria Luís, dos swaps e da banca que não quer investir senão na especulação. Cavaco - um turista acidental e sem garra - naturalmente, tomou a decisão que está ao seu alcance - perante a recusa de seguro/ps num Governo de salvação do capital, pedido por muitos sectores dominantes - manteve o ajuntamento de pedro e paulo, com o reforço do poder de quem apoia paulo - Trata-se no entanto de manter um governo terminal ligado à máquina. E seguro ? Seguro, esse exige eleições, mas foge das multidões, das greves gerais e das manifestações de rua como o diabo da cruz ! Porque será ?

A solução está na nossa mão. Correr com a troika e os vendilhões acoitados no ps-psd-cds. Dar a voz e o leme a quem trabalha e produz.

Victor Nogueira (no facebook)

VÁRIOS PAÍSES DISPOSTOS A DAR ASILO A SNOWDEN Como Snowden poderia chegar até Caracas? Da BBC Protesto em favor de concessão de asilo a Snowden O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, ofereceu "asilo humanitário" ao ex-funcionário da CIA Edward Snowden - procurado pelos Estados Unidos por ter divulgado informações confidenciais da Agência Nacional de Segurança (NSA na sigla em inglês) - mas isso não quer dizer que os problemas do americano estejam terminados.


VÁRIOS PAÍSES DISPOSTOS A DAR ASILO A SNOWDEN

Como Snowden poderia chegar até Caracas?


Protesto sobre Snowden (Foto AFP)
Protesto em favor de concessão de asilo a Snowden
O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, ofereceu "asilo humanitário" ao ex-funcionário da CIA Edward Snowden - procurado pelos Estados Unidos por ter divulgado informações confidenciais da Agência Nacional de Segurança (NSA na sigla em inglês) - mas isso não quer dizer que os problemas do americano estejam terminados.
Para começar, Snowden teve o passaporte revogado e não há voos comerciais de Moscou - onde ele se encontraria atualmente - para Caracas.
Além disso, o incidente da semana passada com o avião do presidente boliviano, Evo Morales, parece indicar que muitos países estariam colaborando com os EUA na caçada ao americano - o que poderia dificultar sua viagem até a Venezuela.
Segundo informações do governo boliviano, França, Itália, Espanha e Portugal não teriam autorizado que a aeronave de Evo, que vinha de Moscou, cruzasse seu espaço aéreo por suspeitas de que o americano estaria à bordo.
O avião foi obrigado a pousar em Viena, onde, segundo denúncias de La Paz, teria sido revistado.
Ex-técnico em segurança digital da CIA, Snowden delatou um sistema secreto de monitoramento de informações pessoais nos quais agentes da NSA teriam acesso direto a servidores de nove grandes empresas de internet, incluindo Google, Microsoft, Facebook, Yahoo, Skype e Apple.
As informações teriam sido conseguidas quando Snowden prestava serviço para a NSA. Para escapar de um processo, no início de maio o americano fugiu do Havaí, onde morava, para Hong Kong. Quando uma investigação criminal foi aberta contra ele na Justiça americana, os Estados Unidos pediram sua extradição, mas Snowden conseguiu viajar para Moscou.
Desde então, segundo autoridades russas, ele estaria vivendo em uma área de trânsito do aeroporto de Moscou. Segundo tais autoridades, essa área seria "território neutro" e o americano só passaria para o território russo após atravessar o controle de passaporte.

Opções

Para o ex-ministro das Relações Exteriores mexicano, Jorge Castañeda, será complicado para Snowden chegar a Caracas - mas não impossível. "Muitas questões logísticas precisam ser resolvidas", disse Castañeda à BBC.
Para ele, é preciso considerar que a Venezuela tem mais recursos e influência que a Bolívia - além de aviões com mais autonomia de voo. Com isso, supostamente teria mais facilidade em providenciar tanto os meios quanto os documentos necessários para a viagem do americano.
"Os russos querem que ele saia e devem facilitar esse processo", opina Castañeda.
De fato, a Rússia tem dado sinais de impaciência com a permanência de Snowden em Moscou.
Na quinta-feira, por exemplo, o vice-chanceler russo disse que Snowden não teria pedido asilo ao seu país e precisaria escolher um lugar para ir.
Ainda assim, para Eric Farnsworth, vice-presidente da ONG Council of the Americas, com sede em Washington, será complicado viabilizar a saída do americano da capital rússia.
"Não vejo uma solução imediata para essa situação", diz ele. "Uma alternativa para Snowden poderia ser se abrigar na embaixada da Venezuela em Moscou, assim como Julian Assange está na Embaixada do Equador em Londres."
"Outra, seria tentar fazer a viagem de Moscou a Venezuela, parando em países como Cuba, mas vimos o que aconteceu com o avião de Evo Morales."

Consequências

Se há divergências sobre como Snowden poderia fazer para chegar em Caracas, há consenso de que a oferta de asilo tende a aumentar as tensões das relações entre Estados Unidos e Venezuela.
Para Castañeda, Washington pode responder à decisão venezuelana com ações de represália.
Ele acredita que o incidente com o avião presidencial boliviano provavelmente influenciou Maduro. "(Tal incidente) gerou um clima propício para essa decisão (oferta de asilo) entre países da América Latina, e particularmente da ALBA (Aliança Bolivariana para as Américas)."
Pouco antes de a Venezuela oferecer asilo a Snowden, o presidente da Nicarágua, Daniel Ortega, havia dito que também estaria considerando essa possibilidade.
Farnsworth diz que, recentemente, os EUA vinham procurando melhorar as relações com Caracas e o episódio envolvendo Snowden vai dificultar esse processo.
Para ele, autoridades americanas devem tomar todas as medidas que estiverem a seu alcance para evitar que Snowden consiga chegar na Venezuela.
Até o momento, a Casa Branca se recusou a comentar a oferta de Caracas ao ex-funcionário da CIA.

PSD e CDS concorrem juntos às eleições europeias Crise política serviu para os partidos que suportam o Governo terem decidido concorrer juntos às eleições europeias Nem tudo foi mau na crise política. Talvez para dar um sinal de que o acordo de Governo alcançado é mesmo forte, Passos Coelho anunciou que PSD e CDS vão concorrer juntos às eleições europeias, que se realizam em Maio de 2014.

PSD e CDS concorrem juntos às eleições europeias



Crise política serviu para os partidos que suportam o Governo terem decidido concorrer juntos às eleições europeias

Nem tudo foi mau na crise política. Talvez para dar um sinal de que o acordo de Governo alcançado é mesmo forte, Passos Coelho anunciou que PSD e CDS vão concorrer juntos às eleições europeias, que se realizam em Maio de 2014. Os dois partidos comprometem-se a apresentar um “manifesto comum” de política europeia, que servirá de base à apresentação de uma “lista única para as eleições para o Parlamento Europeu”, afirmou Passos Coelho.

Aparentemente, a crise política criada após a demissão de Paulo Portas obrigou ambos os partidos a demonstrar que o entendimento que foi atingido pelo primeiro-ministro e pelo ex-ministro demissionário é mesmo sólido. “Comprometemo-nos a apresentar um manifesto comum, em que o crescimento e o combate ao desemprego sejam prioridades”, garantiu o primeiro-ministro.

“Queremos que este manifesto sirva de plataforma comum para as eleições europeias. Iremos propor que este manifesto de política europeia seja a base de uma lista única para as eleições do Parlamento Europeu”, acrescentou ainda. Na moção que ia levar ao congresso – entretanto adiado – Paulo Portas explicava que “até ao fim de 2013, o CDS tomará a sua decisão sobre a candidatura ao Parlamento Europeu”. Para essa decisão, o partido iria fazer as “consultas previstas no acordo político com o nosso parceiro de coligação”.
Ainda assim, Portas também afirmava que “o CDS tem dois dos melhores deputados europeus” e que o “CDS não receia o desafio eleitoral para o Parlamento Europeu”. “Temos um discurso próprio, temos deputados competentes, somos um partido aguerrido”, justificava o presidente do partido, parecendo inclinar-se para uma candidatura própria, sem o PSD.

PSD e CDS “atacam” juntos 93 câmaras municipais

Passos Coelho só deveria decidir este tema após as autárquicas. Ao “i”, deputados social-democratas desvalorizaram a necessidade de concorrer com o CDS. Em 2004, os dois partidos foram juntos a votos e os resultados foram reduzidos: 33%. Em 2009, o PSD, sozinho e encabeçado por Paulo Rangel, conseguiu alcançar 32%.

Os partidos vão assim dar seguimento à coligação com que se vão apresentar em quase dois terços das 308 câmaras do País. PSD e CDS vão concorrer juntos a 93 autarquias. No total, o PSD apresenta-se coligado a votos em 103 municípios, o que representa mais 22 coligações do que nas eleições de 2009.

PORQUE HOJE É DOMINGO

Nasci p'ra ser ignorante
Mas os parentes teimaram
(e dali não arrancaram)
em fazer de mim estudante.

Que remédio? Obedeci.
Há já três lustros que estudo.
Aprender, aprendi tudo,
mas tudo desaprendi.

Perdi o nome às Estrelas,
aos nossos rios e aos de fora.
Confundo fauna com flora.
Atrapalham-me as parcelas.

Mas passo dias inteiros
a ver um rio passar.
Com aves e ondas do Mar
tenho amores verdadeiros.

Rebrilha sempre uma Estrela
Por sobre o meu parapeito;
pois não sou eu que me deito
sem ter falado com ela.

Conheço mais de mil flores.
Elas conhecem-me a mim.
Só não sei como em latim
as crismaram os doutores.

No entanto sou promovido,
mal haja lugar aberto,
a mestre: julgam-me esperto,
inteligente e sabido.

O pior é se um director
espreita p'la fechadura:
lá se vai licenciatura
se ouve as lições do doutor.

Lá se vai o ordenado
de tuta e meia por mês,
Lá fico eu de uma vez
um Poeta desempregado.

Se me não lograr o fado,
porém, com tais directores,
e de rios, aves e flores
somente for vigiado.

Enquanto as aulas correrem
não sentirei calafrios,
que flores, aves e rios
ignorante é que me querem.

Sebastião da Gama

ALGARVE: CANALHA MENTIROSA - NOVA PONTE PARA A PRAIA DE FARO !?


ALGARVE: CANALHA MENTIROSA

Segundo noticia a comunicação social regional, como se pode ver em http://www.barlavento.pt/index.php/noticia?id=57048, está em discussão publica a construção da ponte, os acessos e estacionamento para a Praia de Faro, mas como não estão interessados na participação das populações, é o soma e segue de esconder a informação que deveria estar disponível.
Com um link activo, no mesmo artigo do jornal para o site da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR), alguém que queira consultar o processo verifica tratar-se de mais uma mentira, pois não consta lá, qualquer discussão sobre o assunto.
Também no site da Agência Portuguesa de Ambiente e na secção de Estudos de Impacto Ambiental em http://aia.apambiente.pt/ipamb_dpp/publico/eia_cp.asp não se vê qualquer discussão publica sobre o assunto.
Da noticia pode constatar-se que a entidade proponente é a Sociedade Polis Litoral da Ria Formosa e a entidade licenciadora a Câmara Municipal de Faro.
Consultado o site da Sociedade Polis Litoral da Ria Formosa, nem uma palavra sobre o assunto e podem verificá-lo em http://www.polislitoralriaformosa.pt/publicacoes.php; quanto à Câmara Municipal de Faro, é mais do mesmo como se pode ver em http://www.cm-faro.pt/pesquisa.aspx?keyword=consulta%20publica.
Significa isto que quem quiser participar terá de fazer a consulta nos locais.
Estas discussões publicas têm de estar publicitadas nos sites da entidades envolvidas e nenhuma delas o fez, prova mais que evidente de que não querem a participação das populações. Porque será? Quando a administração publica esconde do publico, documentos que deveriam estar disponíveis e acessíveis a qualquer cidadão, é porque algo não vai bem ou será contra as populações.
Com a entrada em cena deste governo medíocre e a dança de mudanças nas diversas direcções de organismos como a APA e CCDR, agora nas mãos dos acólitos da governação, não se verificou qualquer melhoria em termos de tansparencia nos actos da administração, seja ela central, regional ou local, ou seja, não há qualquer diferença de procedimentos entre os partidos que regularmente se alternam no Poder.  PS e PSD são muito iguais. Afinal há muitos Pinoquios neste País!
A população deve mostrar a sua indignação e revolta pela forma como é tratada pelos diversos níveis da administração, e não permitir que estes decidam como muito bem querem e entendem sem prestar contas a ninguém, gastando os poucos recursos, que são de todos nós, em intervenções de muito duvidosa utilidade para quem delas efectivamente necessita.
REVOLTEM-SE, PORRA!

Olhão Livre

A IRMÃ DO FERNANDO PESSOA "Não sei o que o amanhã trará"

A IRMÃ DO FERNANDO PESSOA

"Não sei o que o amanhã trará"

(Fernando Pessoa)

Fernando Pessoa, com 16 anos, com a família em Durban, África do Sul. Da esquerda para a direita:
Mãe, João Maria*, Fernando Pessoa,
Henriqueta Madalena*, Luís Miguel*, João Miguel Rosa (padrasto). * meios-irmãos. Foto de www.prof2000.pt






Entrevista a Henriqueta Madalena, irmã de Fernando Pessoa no Jornal de Letras em 26-11-1985.

 Fernando Pessoa nas paredes para todos. Fotos encontradas na net.



POEMA EM LINHA RECTA

Nunca conheci quem tivesse levado porrada.
Todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo.

E eu, tantas vezes reles, tantas vezes porco, tantas vezes vil,
Eu tantas vezes irrespondivelmente parasita,
Indesculpavelmente sujo,
Eu, que tantas vezes não tenho tido paciência para tomar banho,

Eu, que tantas vezes tenho sido ridículo, absurdo,
Que tenho enrolado os pés publicamente nos tapetes das etiquetas,
Que tenho sido grotesco, mesquinho, submisso e arrogante,
Que tenho sofrido enxovalhos e calado,
Que quando não tenha calado, tenho sido mais ridículo ainda;

Eu que tenho sido cómico às criadas de hotel,
Eu, que tenho sentido o piscar de olhos dos moços de fretes,
Eu, que tenho feito vergonhas financeiras, pedido emprestado sem pagar,
Eu, que, quando a hora do soco surgiu, me tenha agachado,
Para fora da possibilidade do soco;
Eu, que tenho sofrido a angústia das pequenas coisas ridículas,
Eu verifico que não tenho par nisto tudo neste mundo.

Toda a gente que eu conheço e que fala comigo
Nunca teve um acto ridículo, nunca sofreu enxovalho,
Nunca foi senão príncipe - todos eles príncipes - na vida…

Quem me dera ouvir de alguém a voz humana
Que confessasse não um pecado, mas uma infâmia;
Que, contasse, não uma violência, mas uma cobardia!
Não, são todos o Ideal, se os oiço e me falam.
Quem há neste largo mundo que me confesse que uma vez foi vil?

Ò príncipes, meus irmãos,
Arre estou farto de semideuses!
Onde é que há gente no mundo?

Então sou só eu que é vil e erróneo nesta terra?

Poderão as mulheres não os terem amado,
Podem ter sido traídos - mas ridículos nunca!
E eu, que tenho sido ridículo sem ter sido traído,
Como posso eu falar com os meus superiores sem titubear?
Eu, que tenho sido vil, literalmente vil,
Vil no sentido mesquinho e infame da vileza.

Fernando Pessoa
(Álvaro de Campos)


"Por qualquer motivo temperamental que me não proponho analisar, nem importa que analise, construí dentro de mim várias 
personagens distintas entre si e de mim, personagens essas a que atribuí poemas vários que não são como eu, 
nos meus sentimentos e idéias, os escreveria." (Fernando Pessoa). Foto de luardejaneiro.blogs.sapo.pt

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