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terça-feira, 11 de junho de 2013


O bacalhau

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Foto de bacalhau (Gadus morhua), uma das espécies de peixe mais apreciadas pelos portugueses
Foto de bacalhau (Gadus morhua), uma das espécies de peixe mais apreciadas pelos portugueses
Patrick Gijsbers/Sob licença Creative Commons
Diz o bom-senso que os pratos nacionais devem ser confecionados com alimentos produzidos  localmente, que sejam abundantes e fáceis de obter. Por exemplo, os brasileiros puseram carne de vaca a assar para fazer o típico churrasco e os japoneses pegaram no arroz e no peixe cru e inventaram o sushi. Como os portugueses gostam de desafios, resolveram percorrer milhares de quilómetros até aos mares frios e perigosos do Atlântico Norte, para arriscar a vida a pescar bacalhau (Gadus morhua). Graças a essa decisão, este peixe é um dos alimentos mais típicos em Portugal, apesar de não existir em águas nacionais.
De facto, o bacalhau prefere viver mais a norte, com temperaturas que variam geralmente entre 2 e 8ºC, desempenhando o papel de predador voraz que vagueia perto do fundo à procura da próxima refeição, seja ela peixe, lula, crustáceo, mexilhão ou mesmo bacalhau juvenil. Ou seja, o bacalhau graúdo às vezes come o miúdo, evitando assim que este se torne crescido. Se tal não acontecer, pode atingir dois metros de comprimento e quase 100 quilos, vivendo até aos 25 anos. Esta espécie está classificada como "Vulnerável", estimando-se que, nos últimos 150 anos, alguns stocks na América do Norte tenham tido uma redução de 96 por cento.
A relação dos portugueses com o bacalhau remonta ao século X, quando ainda nem sequer tínhamos país. Depois de uns ataques falhados na Península Ibérica, os Vikings optaram antes por trocar bacalhau seco pelo afamado sal que aqui se produzia. Aliás, o bacalhau seco foi usado como moeda de troca em diversos períodos ao longo da História, não só na Europa como também no Canadá e na Gronelândia. Presumo que fosse difícil andar com postas secas de bacalhau na carteira em vez de notas, mas esses povos antigos lá teriam as suas estratégias. No século XIV, os pescadores portugueses obtiveram permissão para pescarem bacalhau na costa inglesa, e no início do século XVI, já o Rei D. Manuel I cobrava o dízimo do peixe pescado na Terra Nova (Canadá) que chegava aos portos do Minho e de Aveiro.
A frota pesqueira de bacalhau continuou a crescer, mas com a perda de independência de Portugal a favor de Espanha, foi tudo por água abaixo. É que a maioria destas embarcações foram requisitadas pelos espanhóis para invadir Inglaterra em 1588, tendo sido destruídas quando a "Armada Invencível" espanhola, afinal, foi vencida. Infelizmente, a regra que até as crianças conhecem de quem estraga velho paga novo não foi aqui aplicada. Como consequência, o comércio de bacalhau em Portugal passou a ser dominado pelos ingleses, tendo havido um ressurgimento de uma frota de bacalhau no nosso país apenas no século XIX. Durante o Estado Novo, e sobretudo depois da Segunda Guerra Mundial, fez-se um investimento na modernização desta frota. Em 1967, a pesca de bacalhau feita por portugueses atingiu a percentagem recorde de 78% do consumo nacional. Com o declínio de alguns dos stocks onde pescávamos, restrições à pesca, competição com outros países e redução de cotas impostas pela União Europeia, Portugal voltou a ser muito dependente da importação deste peixe de outros países.
Mas o bacalhau continua tão enraizado na nossa cultura que nós mal nos apercebemos disso. Por exemplo, só quando tentei explicar a uns amigos ingleses que aquilo que estava de molho na cozinha que não era roupa malcheirosa, mas sim um peixe delicioso que íamos comer ao jantar é que percebi o quão natural esta prática é para nós. Para além disso, é engraçado que a maioria dos portugueses só consiga reconhecer um bacalhau se estiver espalmado, seco e sem cabeça, a fazer lembrar um animal atropelado por um camião-tir há duas semanas.
Como um dos maiores consumidores de bacalhau do Mundo, decidimos parcialmente o seu futuro comprando peixe pescado em stocks considerados sustentáveis e de forma não destrutiva (isto acontece, por exemplo, se estiver rotulado como sendo do Ártico). Pretende-se, assim, evitar o que aconteceu ao bacalhau na Terra Nova, que colapsou no início dos anos 1990 devido ao excesso de pesca e ainda não recuperou desde essa data. Seria um triste fado se daqui a uns anos os portugueses se pusessem a cantar fados tristes sobre a escassez de bacalhau. E a falta de consideração que era substituí-lo nas mil e uma receitas portuguesas e respectivos livros de culinária? É coisa que não se faz a um fiel amigo.


Bruno Pinto

O polvo-comum


Exemplar de polvo-comum (Octopus vulgaris) fotografado no Mediterrâneo, em 2007.
Exemplar de polvo-comum (Octopus vulgaris) fotografado no Mediterrâneo, em 2007.
Albert Kok/Wikimedia Commons
Se houvesse um concurso de inteligência entre vários grupos de animais, o polvo-comum (Octopus vulgaris) seria muito provavelmente escolhido para representar os invertebrados. Em documentários, é habitual ver este predador de caranguejos, bivalves, moluscos e peixes a entrar em armadilhas colocadas no fundo do mar, a alimentar-se faustosamente e a sair sorrateiramente de barriga cheia. Ou ver polvos recém-chegados do mar, a desenroscarem as tampas de frascos num aquário para conseguirem capturar caranguejos vivos.
Qual a explicação para os excelentes desempenhos destes Houdinis dos mares? Parte da resposta encontra-se no seu cérebro complexo que tem bastantes semelhanças com o cérebro dos vertebrados, o que é indicativo de uma evolução convergente. Ou seja, apesar de vertebrados e invertebrados se terem separado há mais de 500 milhões de anos, o cérebro dos polvos evoluiu de forma a atingir um tamanho, complexidade e organização mais parecidos aos seus distantes parentes vertebrados do que aos seus primos invertebrados. Mas o seu sistema nervoso também tem características únicas, tal como um sistema neuronal na base de cada um dos seus oito membros, onde acontece parte do planeamento e execução dos movimentos. Extrapolando para os humanos, seria o equivalente a termos um pequeno cérebro em cada um dos nossos braços e pernas, que tomavam algumas das decisões sobre o modo como nos mexemos. Isto daria certamente muito jeito a quem está a aprender a tocar bateria.
Para além disso, o polvo-comum tem uma visão e um tacto bastante desenvolvidos, e umas células na pele chamadas cromatóforos que lhes conferem a capacidade de mudar de cor. Assim, conseguem mimetizar mais facilmente o seu ambiente e passar despercebidos a predadores e presas. Este animal desloca-se nadando com os seus oito tentáculos ou por propulsão de jacto da água, a que pode juntar tinta para confundir eventuais predadores. Também consegue andar no fundo do mar, tendo-se descoberto que usa sempre os mesmos dois tentáculos para o fazer. Por isso, alguns investigadores defendem que os polvos não têm oito pernas ou pés (como indica a designação "octopode"), mas sim duas pernas e seis braços. Mesmo assim, não estão nada mal servidos.
Com todas estas capacidades, e talvez ainda um poder paranormal para adivinhar o resultado de jogos de futebol, alguns leitores poderão perguntar porque é que o polvo não é um dos maiores predadores dos mares e, eventualmente, não arranja uns capacetes especiais que lhe permita invadir e dominar o ambiente terrestre. Em primeiro lugar, é bom dizer a quem faz estas perguntas que talvez ande a ver demasiados filmes de ficção científica. Em segundo lugar, o polvo-comum tem uma longevidade de apenas um a dois anos, o que não lhes dá muito tempo para acumular experiência. Para além disso, não há cuidados parentais ou aprendizagem entre pais e filhos. Para explicar melhor, o polvo-comum só interrompe o seu estilo de vida solitário e territorial durante o acasalamento, após o qual a fêmea põe uma média de 350 000 ovos em locais abrigados (geralmente, zonas rochosas) situados entre os 20 e os 120 metros de profundidade. A progenitora fica a cuidar da sua prole ininterruptamente, deixando praticamente de se alimentar e morrendo pouco depois da eclosão dos ovos. Não havendo contacto entre gerações, escolas para polvos ou livros escritos por estes moluscos com jactos de tinta, cada geração tem de aprender tudo por si.
Em Portugal, esta espécie não é particularmente apreciada pela sua inteligência ou capacidade de mimetismo, mas antes pelo seu delicioso sabor, sendo capturada uma média nacional de 9000 toneladas de polvo por ano. Há cientistas que estudaram a possibilidade de fazer aquacultura com polvos, mas o seu estado larvar logo após o nascimento tem uma elevada mortalidade quando estão em cativeiro. Seja como for, o polvo-comum é um predador bem-sucedido com uma ampla distribuição a nível mundial, que está cá para ficar. Mas os aficionados de ficção científica escusam de se preocupar: eles estão muito longe de saber fazer os tais capacetes especiais.

Bruno PInto

A abelha-comum


Foto de abelha-comum (Apis mellifera) a recolher o néctar de uma flor, com pólen espalhado pelo corpo
Foto de abelha-comum (Apis mellifera) a recolher o néctar de uma flor, com pólen espalhado pelo corpo
Andreas Trepte, www.photo-natur.de
Quando se fala em abelhas (Apis mellifera), pensamos quase imediatamente em mel. Esta associação deve-se provavelmente à longa história de uso deste produto natural, primeiro pelo saque despudorado de colmeias selvagens, que se encontra documentado em pinturas rupestres, e depois pela domesticação das abelhas que terá acontecido há mais de 7000 anos. Mesmo após o surgimento  do açúcar na Europa, um produto escasso e caro apenas acessível a uma elite, o mel continuou a ser largamente consumido até finais do século XIX.
Não será especialmente apetitoso saber que o mel começa por ser um líquido extraído das flores (néctar) acumulado num dos estômagos da abelha. Na colmeia, é regorgitado para outras abelhas e sujeito à ação de enzimas digestivos, sendo depois armazenado em favos e selado com cera. Devido a essas enzimas, o mel possui propriedades antibacterianas que permite a sua conservação até ser consumido em períodos de maior escassez de alimento. Será nesta e noutras propriedades bastante elogiadas pelos nutricionistas em que tentarei pensar da próxima vez que comer mel, tentando abstrair-me de enzimas e regurgitações.
Mas a abelha tem uma função muito importante que passa mais despercebida: a polinização. Aliás, este pequeno inseto carrega nos ombros (e noutras partes do corpo) a enorme responsabilidade de polinizar grande parte das nossas culturas agrícolas, sendo também fundamental para que a maioria das espécies de plantas silvestres se reproduzam. As Nações Unidas estimam que 71% de todas as culturas agrícolas que existem no Mundo sejam polinizadas por abelhas, o que representa milhares de milhões de dólares por ano. Ou seja, se as abelhas entrassem em greve geral exigindo colmeias com melhores condições ou mais flores nos campos onde se alimentam, a entidade patronal seria confrontada com o trabalho hercúleo de polinizar campos agrícolas à mão e estas reivindicações seriam rapidamente atendidas.
Este protagonismo é consequência da regressão generalizada de insetos polinizadores, que incluem a abelha-comum não domesticada. Este inseto foi bastante afetado durante os anos oitenta por um ácaro parasita proveniente da Ásia, que foi introduzido em virtude do comércio de abelhas para a apicultura. De qualquer forma, foi também graças a esta atividade que a abelha-comum domesticada resistiu a esta ameaça. Mais recentemente, as abelhas começaram a morrer misteriosamente em colmeias na Europa, E.U.A. e noutras partes do mundo, o que atingiu um pico entre 2006 e 2009. Ainda não se sabe o que causou este colapso das colónias de abelhas, mas presume-se que tenha sido um conjunto de fatores que incluem a degradação do habitat, a disseminação de novas doenças pelo ácaro acima referido, a introdução de novos parasitas e a influência dos pesticidas.
A abelha também se destaca pela sua organização social, que é ocasionalmente comparada à humana. Por exemplo, a descrição da criação de uma abelha-rainha remete certamente para o imaginário da monarquia, mas também faz lembrar um pouco a história de um super-herói. Tudo começa com uma larva vulgar que, em vez de ser picada por uma aranha como aconteceu com o Homem-Aranha ou sujeita a radiações esquisitas como o Hulk, é alimentada exclusivamente com uma substância especial rica em proteínas chamada "geleia real". Para além de crescer mais do que o normal, a abelha-rainha tem como superpoderes uma longevidade extraordinária, uma substância química que comunica à restante colónia que está bem de saúde e um ferrão reutilizável. Depois de acasalar com diversos machos no seu voo nupcial, a abelha-rainha guarda o esperma destes para a sua nobre tarefa de pôr centenas de ovos por dia. À semelhança do que acontece com alguns casais que conheço, todo o restante trabalho é confiado às fêmeas, enquanto que os machos estão encarregues das exigentes tarefas de comer, descansar e fecundar as abelhas-rainhas.
Apesar de não combater o crime, a abelha é considerada um super-organismo, uma vez que as suas colónias funcionam como se fossem um único ser vivo, que tendem a dominar outras espécies de insetos solitários. Pelo sim, pelo não, o melhor é não confiar muito no epíteto de "super" e cuidar bem delas, para que não se ponham para aí a colapsar sem razão aparente.

Bruno Pinto

lha de Faro: Nova ponte poderá custar cerca de 3 milhões de euros



A nova ponte para a ilha de Faro, que já não vai ficar pronta na data prevista, ou seja, no final deste ano, pode custar cerca de três milhões de euros.



A avaliação do impato ambiental ainda está a decorrer e o concurso da empreitada, segundo a Sociedade Polis da Ria Formosa, deverá ser lançado até final do ano. 
Na candidatura já aprovada ao POVT, Plano Operacional de Valorização do território, a estimativa orçamental da ponte e acessos à Ilha de Faro ultrapassa os três milhões de euros.
De acordo com Carlos Martins, engenheiro civil, especialista em estruturas e professor da Universidade do Algarve, esta obra enferma de vários erros. A começar pelo seu custo.
Este professor universitário diz que o impato ambiental na Ria,
com os aterros que estão previstos, é enorme, considerando também que em pleno séc XXI não se compreende porque é que se vai susbtituir uma ponte com única faixa de rodagem por outra com as mesmas características.
A Sociedade Polis da Ria Formosa em resposta às questões levantadas pela TSF argumenta que não se justifica aumentar as faixas de circulação quando os constrangimentos de tráfego existentes na Praia de Faro resultam justamente de uma ocupação automóvel para além da sua capacidade.
Garante também que, nos casos de emergência, a circulação está garantida e, na nova ponte, que terá uma faixa para circulação de peões e bicicletas, os transportes públicos, que até aqui não passavam para o lado de lá, vão poder circular.
Mas até que a obra se faça, em pela época balnear a atual ponte de acesso à praia de Faro está com o tabuleiro esburacado e a precisar de obras urgentes

Cavaco diz que não é a ele que cabe vigiar o Governo

Apesar da austeridade, “não há desestruturação social” em Portugal, acrescenta o Presidente
O Presidente da República considerou que apesar da austeridade e do elevado desemprego "não há desestruturação social" em Portugal e continua a existir coesão nacional. E lembra que é o Parlamento que tem de vigiar o Governo.
"Apesar da austeridade, famílias em risco de pobreza, grande desemprego, vale a pena sublinhar que se mantém a coesão nacional, que não há desestruturação social no nosso país", afirmou o chefe de Estado, durante uma entrevista de cerca de meia hora ao programa "Prós e Contras" da RTP.
E, acrescentou, além de "não existir fragmentação social", o povo português tem manifestado um "grande sentido de responsabilidade". Contudo, reconheceu, "é fundamental que os sacrifícios sejam melhor distribuídos".
Na entrevista, o chefe de Estado voltou também a falar do período pós-troika, reconhecendo que se Portugal tiver de renegociar a dívida é porque "as coisas correram mal".
"Se Portugal tiver de renegociar a sua dívida é porque as coisas correram mal ao nosso país e então eu não tenho dúvidas que nós passaremos dias piores do que aqueles que estamos a passar neste momento", admitiu.
O chefe de Estado escusou-se, contudo a fazer uma comparação entre a situação actual e aquela que se vivia há dois anos, mas lembrou que os credores de Portugal dizem que a dívida é sustentável.
"Estão convencidos que Portugal conseguirá no futuro gerar produção para pagar os juros e para pagar os empréstimos", sublinhou Cavaco Silva, gracejando que não será ele a dizer coisa contrária.
Sem querer falar da acção concreta do Governo, Cavaco Silva notou, contudo, que de uma forma crescente o executivo tem vindo a reconhecer que ao lado das contas públicas é necessário colocar o relançamento da economia e a criação de emprego.
Por outro lado, acrescentou, o maior partido da oposição, até pelos encontros que tem realizado nos últimos tempos, "reconhece que é necessário estabelecer compromissos para o futuro".
Apontando o relançamento do investimento como essencial para Portugal reencontrar o caminho do crescimento económico e da criação do emprego, Cavaco Silva voltou a insistir na necessidade "encontrar formas mais fáceis e mais baratas de financiar em particular as pequenas e médias empresas".
E, nessa questão, também há responsabilidade do Banco Central Europeu, que devia fazer algo mais para que o crédito fosse concedido em condições mais favoráveis.
A "magistratura de influência" foi igualmente tema abordado na entrevista conduzida pela jornalista Fátima Campos Ferreira, com Cavaco Silva a insistir na necessidade do Presidente da República actuar com "muita ponderação, muito bom senso e com sentido nacional, verdadeiro sentido nacional".
Cavaco Silva reiterou igualmente que o chefe de Estado "não governa e não é responsável, nem tão pouco co-responsável pelas políticas do Governo", cabendo à Assembleia da República "vigiar" o Governo.
"O Governo não responde politicamente perante o Presidente da República, falta de confiança do Presidente da República não é razão suficiente para o Presidente eventualmente dissolver a AR", repetiu, sustentando que a chamada 'bomba atómica' só deve ser utilizada em situações "muito especiais".
"Eu já disse publicamente mais do que uma vez, por toda a análise cuidada e profunda que tenho feito, chego sempre à conclusão, juntando toda a informação que recebo de outras entidades internacionais que se nós tivéssemos uma crise política em Portugal, na situação que nos encontramos, os portugueses ficariam numa situação muito pior", referiu.